Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

Wikileaks: assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"

O esquerda.net teve acesso aos emails revelados pela Wikileaks sobre a empresa de espionagem Stratfor. Um dos informadores é português e foi parar ao Governo pela mão de Miguel Relvas. Quando o assessor informou a Stratfor da sua nomeação e se disse disponível para a ajudar no que fosse preciso, a "CIA privada" promoveu-o no ranking de confiabilidade.

 

Há poucas semanas, a organização de Julian Assange disponibilizou ao esquerda.net o acesso ao motor de pesquisa dos emails da Stratfor. Eles revelam a troca de correspondência entre um alto responsável da empresa e um assessor do ministro Miguel Relvas. Trata-se de Diogo Noivo, que antes de entrar no círculo governamental era investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS). O IPRIS é dirigido por Paulo Gorjão, um dos apoiantes de Passos Coelho à presidência do PSD logo em 2008, quando perdeu a eleição para Manuela Ferreira Leite.

 

 

Assessor do Governo continuou disponível para a Stratfor


Aos 28 anos de idade, Diogo Noivo foi nomeado assessor de Miguel Relvas logo após a vitória do PSD nas eleições de junho de 2011. O despacho de nomeação publicado em Diário da República diz que o jovem investigador iria "realizar estudos e prestar apoio técnico no âmbito da respectiva especialidade, com um vencimento bruto de 3.069,33 euros, acrescido de despesas de representação", com efeito a partir do dia 22 de junho.

A entrada para o gabinete de Relvas aconteceu três meses depois de ter sido diretamente contactado pela Stratfor, por iniciativa do seu diretor para a África Subsariana, Mark Schroeder. A 23 de agosto, já com Noivo instalado no Governo, Mark Schroeder retomou o contacto com a sua fonte portuguesa para o correio eletrónico do IPRIS, desta vez agradecendo a ajuda de Noivo ao seu relatório sobre a Al-Quaeda do Magrebe (AQIM) e pretendendo recolher informações sobre os protestos dos jovens em Angola contra Eduardo dos Santos. Segundo as informações já recolhidas pela Stratfor, os protestos estariam a ser empolados a partir de Portugal, através da internet.

Na resposta, Noivo indicou o contacto de um investigador especialista em Angola, que ainda hoje pertence aos quadros do Instituto dirigido por Paulo Gorjão. Após informar Schroeder das suas novas "responsabilidades governamentais", o assessor de Relvas colocou-se ao dispor da Stratfor para futuros contactos. "Caso eu possa ajudar nalguma coisa, não hesite em contactar-me", rematou Diogo Noivo no email enviado ao responsável da Stratfor pela região da África Subsariana a 24 de agosto, dois meses depois de nomeado para o gabinete do ministro.

Na lista de fontes atualizada a 21 julho de 2011, Diogo Noivo era identificado como o informador PT050 e tinha o estatuto de "activo" e o grau C de confiabilidade. Na lista atualizada em Setembro, duas semanas após ter informado o seu contacto na Stratfor da presença no gabinete do Governo, foi promovido ao grau B. No ranking interno com que a Stratfor avalia a "confiabilidade" dos seus informadores, a escala vai de A (mais confiável) a F (nada confiável).

 

 

O que é a Stratfor?

 

No fim de fevereiro, a Wikileaks revelou mais de cinco milhões de emails da empresa de "inteligência global" Stratfor, com sede no Texas, produzidos entre julho de 2004 e dezembro de 2011. Entre os clientes desta empresa estão o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a Agência de Inteligência de Defesa e a Marinha norte-americana, fabricantes de armamento e grandes multinacionais como a Dow Chemical, Lockheed Martin ou a Coca Cola, que recorreram aos serviços da Stratfor para vigiar ONG's e grupos críticos dessas empresas.

Mas nem só de serviços de vigilância para clientes especiais vive esta empresa do Texas. Os boletins mensais que a empresa produz são enviados a clientes assinantes do serviço, onde se incluem os principais grupos de comunicação social em todo o mundo, incluindo Portugal. Mas não só: por exemplo, o Instituto de Estudos Superiores Militares do exército português é um dos assinantes deste serviço, pelo qual pagou 2.500 dólares por uma assinatura anual que expira no fim de novembro.

 

Apesar da forte procura, a qualidade do serviço prestado é questionada entre os jornalistas. "A Stratfor é como a Economist, mas chega uma semana mais tarde e é centenas de vezes mais cara", brincava Max Fischer, editor da revista norte-americana Atlantic, em fevereiro, quando os emails foram divulgados pela Wikileaks, considerando a empresa "uma anedota". Nem de propósito, quinze dias depois a Stratfor anunciou a contratação de Robert D. Kaplan, um dos jornalistas históricos da Atlantic e considerado um dos escribas mais influentes do planeta sobre política internacional, para seu Analista-Chefe de Geopolítica.

 

 

Emails continuam a dar que falar


Apesar da projeção mediática do lançamento dos Global Intelligence Files - o nome que a Wikileaks deu aos emails da Stratfor a que o grupo de hackers Anonymous teve acesso - ter sido menor que os emails das embaixadas norte-americanas, eles são vistos como estando na origem dos ataques aos servidores da Wikileaks nas últimas semanas, reivindicados por um grupo autointitulado Antileaks.

Em causa podem estar emails que falam acerca de um sistema de videovigilância que está a ser posto em marcha em várias cidades norte-americanas e é considerado muito mais eficaz que os sistemas de reconhecimento facial existentes. Trata-se do programa "Trapwire", levado a cabo pela empresa Arbaxas, que conta nos seus quadros com antigas figuras de topo do Pentágono e da CIA. Segundo os criadores deste programa, o sistema detecta padrões de comportamento utilizados em operações de vigilância na preparação de atentados terroristas e em seguida classifica o grau de ameaça.

 

Na prática, quem for apanhado nas câmeras de vigilância a tirar fotografias ou a medir distâncias fará disparar um alerta no sistema. A ideia de um sistema que "prevê" a atividade criminosa tem levantado grande debate nas últimas semanas na internet, como muita gente a duvidar da sua eficácia, entre muitas citações do filme "Relatório Minoritário". Segundo a revista Newsweek, a Stratfor também ganhou com este negócio, ao assinar com a Abraxas um acordo que lhe dá 8% das vendas que recomende à sua extensa e milionária base de dados de clientes. O negócio data de 2009 e a newsletter da Stratfor já gabou esta "revolução no mercado da vigilância" várias vezes desde então, sem nunca referir a sua fatia no negócio.

 



 

 

in Esquerda.net 

in Wikileaks Discussion Forum

publicado por portuga-coruche às 07:07
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Brasil suspendeu acordo militar com Estados Unidos

wikileaks revela

O Itamaraty, sede da diplomacia brasileira, terminou uma parceria com os Estados Unidos para formação de militares após pressão para assinar um acordo que visava dificultar o Tribunal Penal Internacional, revelou esta quarta-feira a Folha de São Paulo a partir de telegramas do Wikileaks.

Iniciativa partir de George W. Bush

Segundo o jornal paulista, que teve acesso antecipado ao material  do Wikileaks, as negociações ocorreram sobretudo entre 2004 e 2005, segundo  telegramas da diplomacia americana obtidos pelo site que está na posse de documentos secretos da diplomacia norte-americana.

Em 2002, o Tribunal Penal Internacional, ligado às Nações Unidas,  foi criado para julgar casos de abusos contra os direitos humanos.

Os Estados Unidos não reconheceram a autoridade do novo órgão e o Governo  de George W. Bush começou então uma campanha para assinar acordos bilaterais  de imunidade -denominados genericamente "Artigo 98" - com países que reconheciam  o TPI.

O objetivo era que cidadãos americanos, sobretudo militares, que cometessem  crimes nesses países não fossem julgados no TPI, com sede em Haia, na Holanda.

Segundo os telegramas, inicialmente, o Brasil mostrou-se aberto a negociar  condições especiais para militares americanos que participassem em exercícios  em território nacional, mas acabou por repudiar o acordo.

A resposta americana foi cortar a verba do IMET (sigla do incentivo  internacional americano para formação de militares estrangeiros).

Sem o subsídio, o Brasil teve que reduzir drasticamente o número de  militares das Forças Armadas, inclusive pilotos de caças, enviados para  formação nos Estados Unidos, e buscar novas parcerias.

Consultado pelo jornal, o Governo brasileiro não respondeu se firmou  algum novo acordo.   

 

in Correio da Manhã

 

"Nem tanto ao mar nem tanto á terra" Acho que, no caso dos terrorismo podia ter-se aberto uma excepção no direito internacional (devidamente acordade entre estados soberanos), afinal os terroristas não respeitam os direitos humanos das suas vítimas. Matar inocentes para impor a nossa razão não é correcto. Nesse aspecto estou completamente contra a "cruzada" que Ana Gomes tem feito desde inicio. Não se lida com um rottweiler da mesma maneira que se lida com uma caniche. Não compreendo como se pode exigir que um terrorista que mata qualquer pessoa, mulher ou criança inocente, seja tratado com humanidade. Humanidade que este negou ás suas vítimas inocentes.

Por outro lado, minar, sabotar, arruinar a criação de autoridades internacionais que permitam que se faça justiça e que criminosos - independentemente onde tenha sido cometido o crime - sejam julgados pelos crimes cometidos e que recebam a penalização que merecem. Não é como acontece actualmente que basta serem brasileiros e ir para o Brasil para já não serem julgados pelos crimes que aqui cometeram.

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:20
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Será medo ou covardia?!

Maddie: WikiLeaks revela conversa entre embaixadores britânico e americano

“Influência política exige inquérito”

Gonçalo Amaral, antigo responsável pela investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann da Praia da Luz, na noite de 3 de Maio de 2007, não está surpreendido com a revelação pela WikiLeaks de um telegrama para Washington do embaixador norte-americano em Portugal, Alfred Hoffman.

  

Por:Paulo Marcelino / J.F. / R.R. com agências

 

 

 

Gerry e Kate McCann foram constituídos arguidos no dia 7 de Setembro de 2007 e regressaram depois a casa

Nessa missiva, de 28 de Setembro de 2007, o diplomata informa sobre uma conversa com o seu congénere do Reino Unido, Alexander W. Ellis, na qual este disse que "a polícia britânica obteve as provas contra os pais McCann". O antigo coordenador da Polícia Judiciária admite ter sentido "pressão política durante a investigação" e pede agora a criação de uma comissão de inquérito na Assembleia da República, alegando que a interferência política na investigação criminal põe em causa o Estado de Direito.

"Houve influência política no rumo da investigação e no arquivamento do processo", disse ao CM Gonçalo Amaral. O antigo responsável pela investigação – afastado na fase final – diz mais: "Perante a passividade, a quase cumplicidade do Governo [português] ainda em exercício, torna-se imperioso que, no seio da Assembleia da República, seja criada uma comissão de inquérito para averiguar as influências e manobras políticas que levaram à interrupção da investigação e ao arquivamento do processo. Está em causa do Estado de Direito."

E a propósito da revelação de que teria sido a polícia britânica a reunir provas contra o casal Gerry e Kate McCann (os pais da menina desaparecida), Amaral é peremptório: "Eles não arranjaram provas nenhumas." O antigo coordenador reconhece a boa colaboração dos polícias ingleses enviados na altura ao Algarve, mas acrescenta que "quem estava em Inglaterra tinha outras ideias". E dá exemplos: "A polícia inglesa até escondeu a denúncia de Catherine Gaspar sobre um potencial pedófilo [David Payne] no grupo de férias na Luz." E recorda que este acabou por ser interrogado em Inglaterra sem a presença de inspectores da PJ. Recorde-se que as informações de crédito pedidas pela PJ nunca obtiveram resposta. E Amaral diz ainda que "há fortes suspeitas" de que os resultados laboratoriais em Inglaterra foram manipulados. E já eram conhecidos à data do telegrama. A conclusão laboratorial desvalorizou os vestígios encontrados no apartamento e carro do casal por cães britânicos especializados em farejar sangue e odor a cadáver.

PISTA DE MORTE

Primeiro oferecidos em Maio e depois disponibilizados com reticências em Agosto de 2007, os cães ‘Eddie’ e ‘Keela’ assinalaram odor a cadáver e vestígios de sangue no apartamento de onde desapareceu Maddie e na bagageira do carro alugado depois pelos McCann.

RAPTO SEM PROVA

Gonçalo Amaral diz que não há provas de rapto no processo além das declarações de Jane Tuner, que estava com os McCann de férias na Praia da Luz. "Reconheceu várias pessoas como autores do rapto e mentiu descaradamente", afirma o antigo coordenador da PJ.

"SENTI PRESSÃO": Gonçalo Amaral, Antigo coordenador da PJ

Correio da Manhã – Sentiu pressões políticas na investigação?

Gonçalo Amaral – Senti. Fui confrontado, através da direcção nacional da PJ, com uma questão coincidente com o pensar do Procurador-Geral da República, na altura, de que nem todos os processos têm uma conclusão.

– Como explica a interferência política?

– A iniciativa foi do casal McCann, através de contactos familiares, para se defenderem.

– A revelação do telegrama surpreendeu-o?

– Não. Só espero que a Justiça portuguesa oiça os dois embaixadores. São potenciais testemunhas.

CASAL FORMA NOVA EQUIPA DE INVESTIGAÇÃO

Uma nova equipa de investigadores formada pelo casal McCann e constituída por elementos portugueses e ingleses e chefiada por um ex-polícia britânico já está no Algarve, segundo a TVI. O casal alega estar interessado na revisão dos avistamentos constantes do processo. Mas Gonçalo Amaral contrapõe: "Estes pais não procuram a filha. Só se preocupam com a imagem." E argumenta que, se assim não fosse, pediriam a reabertura do processo, como ele próprio defende. "Basta uma cartinha. Gastam apenas e só o valor do selo", ironiza o antigo coordenador responsável pela investigação.

CAVACO DIZ QUE DIPLOMATAS TÊM IMAGINAÇÃO

"Os embaixadores às vezes são bastante imaginativos." Foi desta forma que o Presidente da República reagiu ao seu retrato traçado nos telegramas da embaixada norte--americana e divulgados pela WikiLeaks. "Quase não apareço nessa fotografia. Dizem que queria ter sido convidado à Sala Oval na Casa Branca, mas posso dizer que fui o português, ou pelo menos o político português, que mais vezes foi à Casa Branca. Estive em todas as salas privadas", frisou Cavaco Silva, manifestando-se "surpreendido "com a fragilidade do sistema de segurança [dos EUA]".

LIBERTAÇÃO DE ASSANGE ADIADA

O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, foi ontem libertado sob fiança por um juiz britânico, mas acabou por voltar à cadeia devido a um recurso interposto pela Justiça sueca, que pretende julgá-lo por violação.

O juiz Howard Riddle, que no dia 7 decretou a prisão preventiva de Assange, aceitou ontem libertá-lo mediante o pagamento de uma fiança de 200 mil libras (237 mil euros), ficando obrigado a usar pulseira electrónica e a apresentar-se todos os dias à polícia. O juiz exigiu ainda que a fiança fosse paga em dinheiro, o que terá impedido a sua libertação imediata.

Enquanto o advogado de Assange tentava a todo o custo reunir em numerário a verba necessária, a Justiça sueca interpôs recurso da decisão, afirmando que continua a existir risco de fuga. Como resultado, o juiz Riddle ordenou que Assange fosse levado de volta à prisão de Wandsworth até nova audiência, hoje ou amanhã. "Isto está realmente a transformar-se num julgamento-espectáculo", queixou-se entretanto o advogado Mark Stephens.

VIÚVA DE ARAFAT EXPULSA DA TUNÍSIA POR GUERRA COM PRIMEIRA-DAMA

Um telegrama da embaixada dos EUA em Tunis deslinda o mistério por detrás da expulsão da viúva de Yasser Arafat da Tunísia, em 2007. Suha Arafat, que durante anos viveu na Tunísia com o líder da OLP e ali regressou após a sua morte, em 2004, ter-se--á desentendido com a primeira-dama tunisina, Leila Ben Ali, tida pelos EUA como a "líder da corrupção" no país. As duas mulheres chegaram a ser parceiras em negócios, mas tudo terminou quando Suha descobriu que Leila "conspirava para casar a sua sobrinha", de 18 anos, com o xeque Mohamed al-Maktoum, emir do Dubai, casado com uma irmã do rei da Jordânia. Suha correu a avisar a amiga Rania da Jordânia, mas Leila descobriu tudo e não lhe perdoou.

 

in Correio da Manhã

 

Que eles "baixavam as calças" eu já sabia, a minha dúvida é se é por medo ou covardia.

À muito que sabemos que aqueles que nos representam, eleitos por nós, antes das eleições juram que irão servir-nos e tudo farão em nosso interesse, mas, mal são eleitos, todo será priorizado, ficando os nossos interesses na gaveta que diz: "Promessas para aqueles que precisamos antes das eleições".

Logo eleitos as prioridades passam a ser dos partidos que representam, dos amigos que continuam a necessitar, das influências e da bajulação.

Desconheço se ainda exista alguém que acredite que a "Politica" é a actividade que procura servir o interesse do "povo" e do país! A imagem que estes políticos dão leva a crer que a "Política" é a arte que serve para oprimir, explorar e enganar o povo em proveito de outros interesses.....

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Grace Mugabe tem enriquecido à custa dos "diamantes de sangue"

 

Grace Mugabe, mulher do Presidente do Zimbabwe, teria sido um dos elementos da elite dirigente do país a beneficiar com o comércio ilegal de diamantes, segundo um telegrama diplomático norte-americano divulgado pela WikiLeaks

Grace Mugabe já mandou construir dois palácios desde que casou com o Presidente (Jerome Delay/Reuters)

Tanto a mulher de Robert Mugabe como Gideon Gono, governador do Reserve Bank of Zimbabwe (RBZ), e outras figuras do regime teriam conseguido milhões de dólares ao contratarem equipas de garimpeiros, diz a mensagem enviada em Novembro de 2008 para Washington pelo então embaixador norte-americano em Harare, James D. McGee.

Os aliados do Presidente andariam a aproveitar-se dos diamantes do campo de Chiadzwa, no distrito de Marange, jazida que pertencia a uma empresa com sede no Reino Unido e foi nacionalizada em 2006.

“Vendem os diamantes, não documentados, a uma série de compradores estrangeiros, incluindo belgas, israelitas, libaneses, russos e sul-africanos, que os retiram do país para serem lapidados e revendidos”, afirma a correspondência diplomática reproduzida esta sexta-feira pela imprensa britânica e pelo site norte-americano Bloomberg.

As minas de diamantes de Marange, nas proximidades da fronteira com Moçambique, têm sido cenário de abusos dos direitos humanos, com as Forças Armadas a controlarem o trabalho forçado de crianças e adultos, conforme denunciou o ano passado a Human Rights Watch (HRW).

“Parte do rendimento daqueles campos tem sido canalizado para destacados elementos da ZANU-Frente Patriótica”, já então dizia a HRW, tal como agora a informação posta a circular pela WikiLeaks, cuja novidade é especificar o nome de elementos da família presidencial e do poderoso governador do banco central.

Esquemas corruptos

“Num país cheio de esquemas corruptos, o negócio dos diamantes é um dos mais sujos”, diz o telegrama de Novembro de 2008 citado em jornais como o “Daily Telegraph”.

Washington tem vindo a estar particularmente atenta ao que se passa no distrito de Marange, a sueste de Harare, na província de Manicaland, por suspeitar de que alguns dos libaneses aos quais os diamantes são vendidos trabalham para a rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden.

A maioria dos diamantes que dão lucro a Grace Mugabe e a outras figuras que rodeiam o Presidente segue para os Emiratos Árabes Unidos e é vendida no Dubai Multi Commodities Centre, que funciona na zona franca de Jumeira.

O Processo de Kimberley, entidade global com base em Jerusalém que fiscaliza as vendas dos chamados “diamantes de sangue”, oriundos de zonas de conflito, terá ainda de decidir se as exportações das gemas dos campos de Marange serão ou não permitidas.

Grace Mugabe, a que muitos dos seus compatriotas se referem como “Dis Grace”, já mandou construir dois palácios desde que há 14 anos se casou com o Presidente, do qual era secretária, até ele enviuvar de Sally Hayfron, natural do Gana.

Em Outubro, o “Sunday Times”, da África do Sul, alegou que a primeira dama zimbabweana manteria há cinco anos uma ligação afectiva com o governador do banco central agora citado a seu lado nos documentos da WikiLeaks.

Entretanto, não é só de diamantes que esta correspondência diplomática fala, mas também das relações de poder e de uma ZANU-Frente Patriótica bastante fracturada. “É como um cartucho de TNT, susceptível de entrar em ignição e se desintegrar”, disse uma fonte local citada num telegrama do embaixador Charles A. Ray, em Fevereiro deste ano.

O partido de Mugabe só se manteria relativamente coeso devido à ameaça constituída pelo Movimento Democrático para a Mudança (MDC), do primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, e às pressões externas.

A ZANU-PF foi comparada por aquela fonte, cujo nome aparece rasurado no telegrama hoje reproduzido pelo “Guardian”, a “um bando de macacos que incessantemente se guerreiam, mas que se unem para enfrentar uma ameaça externa”.

 

in Público

 

 

publicado por portuga-coruche às 08:00
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

A "podridão" moçambicana

WikiLeaks: Presidente moçambicano Guebuza e Joaquim Chissano cúmplices com o narcotráfico

O narcotráfico tem uma base segura em Moçambique, rota da cocaína que chega do Brasil, do haxixe do Paquistão e da heroína produzida no Afeganistão, afirmam diplomatas americanos em correspondência divulgada pelo site WikiLeaks e publicada esta quarta-feira pelo jornal francês Le Monde.

Depois da Guiné Bissau, Moçambique tornou-se "a segunda praça africana mais ativa no trânsito de narcóticos", disse em 2009 o encarregado de negócios da embaixada americana em Maputo. Moçambique "não é um completo narco-Estado corrupto, mas segue em uma direção inquietante", destaca o diplomata.

Segundo o funcionário americano, a cocaína chega "por avião a Maputo procedente do Brasil", e o haxixe e a heroína vêm por via marítima de "Paquistão e Afeganistão". As drogas alimentam o mercado sul-africano ou seguem para a Europa.

O narcotráfico é baseado em duas grandes redes, lideradas pelos moçambicanos de origem asiática Mohamed Bachir Suleiman ("MBS") e Ghulam Rassul Moti, cujas atividades seriam impossíveis sem a cumplicidade do Estado. "MBS tem laços diretos com o presidente Armando Guebuza e com o ex-presidente Joaquim Chissano", revela um telegrama diplomático de 28 de setembro de 2009 divulgado pelo WikiLeaks.

"Suleiman contribuiu em grande parte para financiar a Frelimo (partido do governo) e ajudou significativamente nas campanhas eleitorais" de Guebuza e Chissano.

O diplomata americano explica que "a administração do porto de Nacala, célebre por permitir a passagem de droga procedente do sudeste asiático, foi entregue recentemente a Celso Correira, presidente executivo da Insitec, uma empresa de fachada de Armando Guebuza".

Os telegramas originais podem ser lidos neste endereço http://213.251.145.96/origin/45_0.html

 

in Sapo Notícias

 

 

 

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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

A esmagadora influência do imperialismo americano

Afirma senador norte-americano

WikiLeaks: Amazon deixou de albergar site

A Amazon, sítio da internet de venda retalhista, deixou de albergar o site da WikiLeaks, indicou um senador dos Estados Unidos, enquanto este, que tem estado a divulgar milhares de mensagens diplomáticas secretas, esteve parcialmente inacessível esta quarta-feira.

 

 

 

Julian Assange, fundador da WikiLeaks

O sítio principal e o sub-sítio dedicado aos documentos diplomáticos estiveram hoje indisponíveis nos Estados Unidos e na Europa, com os servidores da Amazon a recusarem reconhecer os pedidos de informação.

A disponibilidade daqueles sítios tem sido irregular desde domingo, quando começaram a ser atacados por 'hackers' desconhecidos.

A WikiLeaks reagiu aos ataques mudando-se para servidores geridos pela Amazon Web Services, que funcionam com a lógica do 'self-service'.

O senador independente Joe Liberman declarou em comunicado que, "esta manhã, a Amazon informou" a sua equipa que "tinha deixado de albergar o sítio da WikiLeaks".

O antigo parceiro de Al Gore na candidatura presidencial democrata acrescentou que "teria preferido que a Amazon tivesse tomado esta medida antes, considerando as publicações precedentes de informações classificadas pela WikiLeaks".

A medida tomada pela Amazon é "a boa decisão e deverá constituir uma referência para as outras empresas que a WikiLeaks utilize para divulgar ilegalmente as suas informações", salientou ainda Liberman.

A Amazon não comenta a sua relação com a WikiLeaks nem esclarece se a forçou a sair.

 

 

in Correio da Manhã

publicado por portuga-coruche às 22:28
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