Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Proposta de fecho de urgências já está a ser contestada por autarcas

Ministério diz que só haverá decisão em 2012

 

 

Numa altura em que a procura das urgências do SNS está a aumentar, o presidente da comissão de especialistas que, em 2007, propôs o fecho de vários serviços, sugere agora que mais seis encerrem as portas.

 

São eles os dos hospitais Curry Cabral, em Lisboa, Santo Tirso, Fafe, Peniche, Montijo e Macedo de Cavaleiros. O mesmo responsável propõe que se adiem ou desacelerem os investimentos noutros quatro (Vila Real, Vila Nova de Gaia, Viseu e Évora).

Posto a circular esta semana num blogue sobre saúde, o parecer do médico António Marques está já provocar reacções de repúdio de vários autarcas. Prevê-se uma repetição da onda de contestação desencadeada há cinco anos durante a primeira reforma da rede nacional de urgências - que acabou, aliás, por conduzir à saída do então ministro Correia de Campos.

O Ministério da Saúde assegura que desconhece este parecer, o qual não passa de uma "opinião pessoal" do autor, e que a decisão final, a tomar em 2012, depende da avaliação prévia de três grupos de peritos: Entidade Reguladora da Saúde, grupo para a reforma hospitalar e a recém-nomeada comissão para a nova reforma das urgências (da qual António Marques volta a fazer parte). Mas o documento foi elaborado justamente para o grupo que estuda a reforma hospitalar.

Muito preocupados, alguns autarcas já pediram audiências e explicações ao Ministério da Saúde. Os presidentes das câmaras de Santo Tirso e Peniche garantem que tudo farão para evitar encerramentos, à semelhança do que aconteceu em 2007. Já nessa altura se recomendara o fecho destes serviços, o que acabou por não se verificar após negociações com Correia de Campos.

"Estou muito preocupado, porque este senhor "ressuscitou". Estamos dispostos a tudo [para evitar que o fecho aconteça], avisa o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia. "Com o meu aval, nunca sairá daqui a urgência", assegura também Castro Fernandes, presidente da Câmara de Santo Tirso, que lembra que em 2009 foram investidos "dois milhões de euros" na melhoria deste serviço do hospital da cidade.

Exigindo transparência nesta matéria, o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, pediu esclarecimentos. Quer saber se o Governo vai abrir um processo de discussão pública sobre as alterações à rede de urgências e se determinou a suspensão da reforma em curso. A requalificação da rede de 2007 não está sequer concluída. António Marques destaca, aliás, este problema no seu parecer, ao notar que a rede de urgências básicas (as menos diferenciadas) não está completa no Centro e Sul do país (Mogadouro, São Pedro do Sul, Idanha-a-Nova, Coruche, Montemor-o-Novo e Serpa).

Simultaneamente, o perito defende que, nesta altura de grande contenção económico-financeira, é de reavaliar a passagem de quatro urgências do nível intermédio (médico-cirúrgicas) a polivalentes (as que têm todo o tipo de especialidades e valências).

Apenas se justifica no curto prazo a manutenção do investimento para passagem a polivalente em Faro, dada a distância em relação a Lisboa.

Quanto a Vila Real, Vila Nova de Gaia, Viseu e Évora (que na rede de 2007 aparecem como polivalentes mas ainda não atingiram esta diferenciação), poderão aguardar por melhores dias, ainda que a qualificação seja de manter no futuro, diz.

Sobre os serviços classificados como médico-cirúrgico de Chaves e de Mirandela António Marques entende que devem ser desqualificados, passando a urgências básicas. Ao mesmo tempo, defende o adiamento da construção dos novos hospitais de Todos os Santos, em Lisboa, e os de Gaia e da Póvoa de Varzim/Vila do Conde e a introdução de consultas abertas nos grandes centros urbanos, para aliviar as urgências. Uma sugestão que João Semedo classifica como "surpreendente depois do encerramento sistemático de SAP [serviços de atendimento permanente] por todo o país".

Dez polivalentes chegam

A rede nacional de urgências agora proposta por António Marques prevê a existência de 83 serviços, em vez dos 89 que Correia de Campos aprovou em 2007. Além da recomendação do fecho de cinco (Curry Cabral, Santo Tirso, Fafe, Peniche e Montijo), sugere-se que a urgência básica de Macedo de Cavaleiros desapareça.António Marques entende que, no actual contexto, bastam dez serviços polivalentes, 30 médico-cirúrgicos e 43 urgências básicas (a funcionar em hospitais e centros de saúde). Os dez serviços mais diferenciados localizam-se em Lisboa (três), um em Almada, dois no Porto, dois em Coimbra, um em Braga e outro em Faro.

Quanto aos serviços encerrados na sequência da primeira reforma (pretendia-se que fossem fechados 15, mas isso apenas aconteceu com metade), António Marques reafirma a "indicação de não consignação de urgências" em Peso da Régua, Vila do Conde, São João da Madeira, Espinho, Estarreja, Anadia, Cantanhede e Fundão. Quase todos estes hospitais têm consultas abertas entre as 8h e as 24h, como ficou acordado nos protocolos assinados na altura com Correia de Campos. Mas São João da Madeira ainda tem um serviço a funcionar 24 horas.

 

Por Alexandra Campos

in Público

 

 

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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Doentes arriscam perder transporte

Bombeiros: Redução de efectivos pode prejudicar socorro

 

Número de ambulâncias pode ter de ser reduzido, o que levaria a despedimento de pessoal, alertam bombeiros

A Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) admite recorrer à greve e denunciar o contrato com o Ministério da Saúde para transporte de doentes não urgentes. Em causa está um despacho em vigor desde 1 de Janeiro que impõe justificação médica e prova de pobreza para ter direito a transporte de ambulância.

  

Por:Bernardo Esteves com A.C.V.

 

Duarte Caldeira, presidente da LBP, critica o facto de o despacho não precisar como deve ser feita a prova de pobreza, gerando situações díspares. E garante que os bombeiros estão a transportar doentes sem ter garantias de que serão pagos. O responsável revelou que hoje irá fazer "um novo contacto" com o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar. "Se a opção do Governo for manter o despacho, passamos à fase de envolver as populações nesta luta".

Já está marcado um congresso extraordinário da LBP para 26 de Fevereiro. "Denunciar o contrato com o Ministério da Saúde estará em equação. Temos evitado greves mas temos direito a expressar a nossa indignação pelas formas mais adequadas". Também a Federação dos Bombeiros de Lisboa admitiu denunciar o contrato com a tutela e alertou para o risco de despedimento de efectivos, pondo em causa a qualidade do socorro e o apoio a emergências como fogos florestais.

 

PERDEU O DIREITO À AMBULÂNCIA

Hermenegilda Claro, de 50 anos, sofre de esclerose múltipla, o que a obriga a ir todos os meses do Rebocho (Coruche), onde reside, a Lisboa, para tratamentos. Agora perdeu o direito ao transporte. "Já perdi algumas consultas de neurologia. Só em táxi são 80 euros", diz. 

 

in Correio da Manhã

 

 

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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Autismo da liderança continua.....

Urgência de Coruche não é essencial para o distrito neste momento

  

 

O médico José Marouço é director clínico do Hospital de Santarém, depois de já ter passado por vários cargos de chefia, desde director de serviços, das urgências, vogal da administração. Foi convidado mas nunca aceitou ser presidente do conselho de administração por não gostar de representar, de cerimónias, de se vestir de forma formal, mas também por sentir que não reúne os requisitos em termos de conhecimentos de gestão. Numa entrevista a publicar na próxima edição em papel, na quinta-feira, o médico fala da saúde, da política da cidade de Almeirim onde reside e é presidente da assembleia municipal e da sua vida pessoal.

 

 

Se existissem três hospitais a sul do distrito como existem a norte, o que seria diferente?

 

Neste momento temos que pensar na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Se houvesse três hospitais nesta zona teríamos piores condições de sustentabilidade do serviço a nível distrital. E quase que seguramente também pior assistência. Ter muitos serviços ou muitos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas.

 

 

Foi um erro de estratégia?

 

O lobby autárquico e regional tem sido muito poderoso, e a existência de três hospitais no norte do distrito é fruto disso. Às vezes é muito difícil não cometer erros e sob pressão é mais fácil cometer erros.

 

 

E a sul é mesmo necessário um segundo hospital como já foi em tempos reivindicado?

 

Neste momento não é crível nem necessário um segundo hospital. O de Santarém é suficiente. Sobretudo porque temos vias rodoviárias neste momento que permitem a chegada ao hospital em tempo útil. E o hospital de Santarém tem feito melhoramentos que o adequarão para continuar vivo, útil e capaz nos próximos 20 a 25 anos.

 

 

Quando se falou que era importante mais um hospital para esta região já não concordava?

 

Concordava com a existência de uma unidade básica de urgência na zona do Biscainho (Coruche). Isto antes da Auto-Estrada 13 estar feita.

 

 

Entretanto foi criada uma unidade básica em Coruche que não tem funcionado por falta de profissionais. Será que faz sentido avançar com este projecto?

 

Não me parece que seja crucial para a saúde da população a sua abertura. A unidade de Coruche acabou por pagar em função da época em que veio ao mundo. Não há recursos humanos médicos e também não será este o momento financeiro ideal para a sua abertura.

 

 

Não é portanto um equipamento de grande necessidade?

 

Estruturas de proximidade foram coisas que andámos a distribuir durante anos, desde quase o 25 de Abril de 1974. Agora e dado que temos que repensar o Serviço Nacional de Saúde tendo em conta a sustentabilidade e a racionalidade de recursos humanos, não é no momento uma estrutura que seja essencial para o distrito.

 

in O Mirante

 

O Hospital de Santarém está sempre pelas costuras e não é raro dizerem ao doente para ir para casa porque necessitam das camas. Não é raro, Sr. Director., os familiares esperarem à chuva notícias dos seus familiares nas urgências apinhadas! Por isso acho que a óptica deste Sr. Director não é a melhor para os doentes, muito menos para os de Coruche.

Quanto ao facto de dizer que a "Unidade de Coruche não é de momento uns estrutura que seja essencial para o distrito", que a política de proximidade está errada porque possivelmente o Sr. Director vive numa cidade não é? Acontece que só no concelho de Coruche existem cerca de 21.000 pessoas que para si não fazem parte do "distrito".

É fácil cair no erro de achar que os outros vivem bem sem aquilo que nos tem sido dado toda a vida.

A maior parte das coisas da vida só são valorizadas a partir do momento que as perdemos ou somos privados delas.

Um decisor na área da saúde deve perceber a importância dos cuidados de saúde, as necessidades de quem depende dela e isso significa que deve ser dotado de uma certa empatia de modo a resolver quer os problemas de verbas quer os problemas dos utentes.

 

A afirmação: "Ter muitos serviços ou muitos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas", faz sentido, mas o que me diz da "ter poucos serviços ou poucos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas"?!, na verdade não são! Gera-se o caos e as pessoas passam horas para serem atendidas. Nada que preocupe o Sr. Director que, possivelmente, mal tem algum problema entra pela "porta do cavalo".....

Falem com as pessoas..... vão lá e falem com os utentes! Ninguém responsabiliza os médicos por nada....

Consta que existe um cirurgião lá no hospital de Santarém de que se suspeita ter sido o responsável pela morte de vários doentes (pessoalmente tenho conhecimento de dois) e, acham que sofreu algumas consequências? nop, acima dele ninguém fala e os colegas desmarcam-se quando se fala em advogados ou tribunais. "Quem não castiga o mal ordena que ele se faça" Dizia Leonardo da Vinci!

Quantos já pareceram a caminho de santarém que se salvariam coso tivessem uma urgência mais perto? No que toca a urgências todos os segundos e distâncias contam amigos .... e, quem disser o contrário estará a mentir.

A centralização de recursos só funcionaria se existisse equipamentos, gente e espaços que dessem para organizar os serviços e atender todas as pessoas, como não existem, não funciona.

 

Blogger devidamente identificado 

 

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Santarém: Instalações provisórias das Urgências

 


No Hospital Distrital de Santarém

Pedro Catarino 
Urgências em instalações provisórias
Urgências em instalações provisórias

As urgências do Hospital Distrital de Santarém (HDS) começam sábado a funcionar em instalações provisórias por um período de nove meses, tempo previsto para as obras de ampliação e requalificação do serviço. Durante estes meses o atendimento será feito em pré-fabricados que, de acordo com um comunicado do hospital, oferecem melhores condições aos utentes do que as que estes tinham até ao momento.

in Correio da Manhã

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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Luísa Mesquita reclama urgência no alargamento de urgências em Santarém

A deputada independente Luísa Mesquita vai questionar o Governo sobre a candidatura do Hospital Distrital de Santarém a fundos comunitários, para melhoria do serviço de urgência e que terá “reflexos em cadeia” noutras valências. Após visitar a unidade de saúde, que serve cerca de 190 mil habitantes da região, a deputada classificou como “prioridade” o projecto apresentado pelo Conselho de Administração do Hospital ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no valor de 5 milhões de euros. Em conferência de imprensa, na sexta-feira, Luísa Mesquita acrescentou que a candidatura, para alargamento e beneficiação das urgências, já foi aceite, mas aguarda autorização para adjudicação da obra, que terá “reflexos em cadeia”, nomeadamente no “serviço de partos e obstetrícia”, que requerem também “melhorias ao nível do espaço”. Segundo a deputada, a “média preocupante” de afluência às urgências, com “cerca de 300 adultos e 150 crianças por dia, mais que duplica as condições existentes, que estavam previstas, à data de construção, para 150 utentes diários” e resulta da “debilidade da rede de cuidados primários, nas áreas de Almeirim, Benavente, Salvaterra de Magos e Coruche”. Luísa Mesquita destacou ainda como “prioridades” a construção da unidade básica de saúde familiar na freguesia de Pernes e do centro de saúde do planalto da cidade, manifestando ainda preocupações sobre “a ausência, na zona de Santarém, na área de influência do Hospital, de camas para cuidados continuados”.

 

in O Ribatejo

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Benavente não quer urgência básica em Coruche

 
 

O Serviço de Urgência Básica (SUB) dos concelhos mais a sul do distrito não devia ser transferido para Coruche no final do primeiro semestre de 2009, segundo o presidente da Câmara Municipal de Benavente, que tem tecido bastantes críticas à decisão do Ministério da Saúde.

"Quem decidiu fazer esta mudança revela que não conhece os concelhos de Benavente nem de Coruche e não percebe nada de saúde", afirmou à Lusa António José Ganhão.

No dia 10 de Novembro, o autarca pediu uma reunião de urgência com o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), "para tratar do assunto relativo à localização do SUB em Coruche".

Como não recebeu nenhuma resposta, António Ganhão decidiu enviar um outro ofício no dia 18 de Novembro, onde afirmava que a decisão de mudar o SUB para Coruche "colide com compromissos assumidos anteriormente pelo Governo".

"Gostava de explicar ao novo presidente da ARSLVT, Rui Portugal, que a ex-Secretária de Estado, Cármen Pignatelli e o ex-presidente António Branco tinham assumido outros compromissos", afirmou o autarca.

António José Ganhão, considera que "as mais de 50 mil pessoas que vivem no eixo urbano Salvaterra de Magos, Benavente, Samora Correia e Porto Alto, merecem ter conhecimento detalhado das implicações que esta mudança vai provocar".

O presidente afirmou que vai solicitar uma audiência à ministra da Saúde, Ana Jorge, "já que o presidente da ARSLVT se recusa a agendar uma reunião".

A assessoria de imprensa da ARS-LVT explicou à Lusa que o novo presidente "tem tido sempre disponibilidade para reunir com autarcas, governadores civis, presidentes de juntas de freguesia e outros agentes locais".

Mas, "no caso de Benavente, tal só ainda não sucedeu devido a incompatibilidades de agenda, mas essa reunião deverá acontecer muito em breve", explicou o assessor Pedro Coelho Santos.

Sobre a mudança do Serviço de Urgência Básica para Coruche, o presidente da ARSLVT, Rui Portugal, explica que "essa decisão teve em conta a densidade populacional, as acessibilidades, localização de outros serviços de saúde, caracterização demográfica, entre outros".

"A instalação do SUB em Coruche é a melhor solução porque vai servir todas as populações que vão ser servidas", esclareceu por email o assessor de imprensa da ARSLVT.

António José Ganhão acha exactamente o contrário: "tirar o SUB de Benavente é a pior das decisões. Trata-se de uma decisão política apenas para servir um concelho que é socialista".

Na opinião dos bombeiros voluntários de Benavente e Salvaterra de Magos, "quando essa mudança ocorrer vão surgir diversos problemas que explicam por si só como esta decisão foi errada".

No dia 5 de Novembro, a ARSLVT divulgou um comunicado onde esclarecia que depois de "ponderados vários factores ficou decidido que o Serviço de Urgência Básica seria transferido para as instalações do Centro de Saúde de Coruche".

O novo serviço deverá entrar em funcionamento até ao final do primeiro semestre de 2009 e vai dispor de dois médicos, dois enfermeiros e um técnico de radiologia em serviço permanente.

Para o presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes, "esta decisão é a mais acertada e aquela que melhor vai servir as populações".

"Valeu a pena lembrar aos decisores a enorme dimensão do nosso concelho, explicar-lhes que temos um povoamento muito disperso e que a distância até ao hospital de Santarém ainda é considerável", afirmou Dionísio Mendes.

Segundo o autarca socialista, "ter o serviço em Coruche representa mais qualidade de vida para a população".
 

 

in O Ribatejo

 

 

Até os Bombeiros opinam sobre onde deve estar ou não o SUB! Ainda bem que Portugal transborda de competência. 10 milhões de treinadores, 10 milhões de presidentes da república e agora - só espero - que nada seja descurado para "provar" que esta decisão foi errada, isto porque tanto pode alguém de Coruche ter um acidente em Benavente ou Salvaterra como o contrário, pelo que, aos olhos de todos os intervenientes aquando de um acidente deverá prevalecer a vida humana, independentemente da localização dos recursos.

Acho que não é difícil as coisas funcionarem, basta deixar decidir quem tem competência para decidir e cada um fazer o seu trabalho.

É claro que quem é de um local, seja onde for, quer os recursos o mais perto possível de si, importa agora saber, nesse caso, uma multiplicidade de factores que só quem está habilitado e possui informação suficiente pode decidir.

 

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Urgência de Coruche esteve uma noite fechada por falta de médico


O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Coruche esteve fechado na noite de dia 3 devido à falta do médico que ali deveria prestar serviço. Um utente que lá se deslocou cerca das 22h30, com a cabeça partida, não teve ninguém para o atender. Foi obrigado a deslocar-se até ao Hospital de Santarém, numa viagem de 45 quilómetros para cada lado, para fazer um simples curativo.

 

O atendimento no SAP, entre as 20h00 e as 08h00, é garantido através de uma empresa contratada para o efeito pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT). Só que o médico destacado faltou ao serviço logo no primeiro dia em que deveria exercer no SAP do Centro de Saúde Coruche.

 

O director do Centro de Saúde de Coruche, José Azevedo Coutinho, reconhece que se tratou de uma situação grave logo na primeira oportunidade. “Imaginemos que ali se apresenta um paciente em estado grave. Poderia não resistir para fazer 40 quilómetros até Santarém”, disse a O MIRANTE. Lembrou que foi caso único em 30 anos no centro de saúde e revelou que esta quarta-feira se reuniria com responsáveis da empresa Policotovia para assegurar que a situação não se volte a repetir.

 

No distrito de Santarém há empresas privadas de prestação de cuidados de saúde a operar por contrato nos centros de saúde de Coruche, Benavente, Rio Maior e Ourém. Os contratos são anuais e resultam da abertura de vários concursos públicos.

 

No caso de Ourém, por exemplo, o sistema entrou em vigor a 1 de Outubro a cargo da Medicisforma. Dois médicos prestam serviço das 08h00 às 14h00 no Atendimento Complementar, de segunda a sexta-feira. O restante horário daquele serviço, que funciona entre as 08h00 e as 24h00, incluindo sábados, domingos e feriados, é assegurado pelos médicos do centro de saúde.

 

in O Mirante

 

 

Coruche: Médico falta e fecha SAP

O Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Coruche esteve fechado durante a noite de segunda-feira por falta de médico. Um utente ferido na cabeça teve de se deslocar a Santarém, revelou ontem o PCP. O Centro de Saúde confirmou o caso, cuja responsabilidade é da empresa privada que assegura o serviço.

 

 

in Correio da Manhã

 

Hummmm "empresa privada" ?!!!! Pensava que o Centro de Saúde funcionava exclusivamente com vinculos publicos e gerido pelo Ministéro da Saúde, mas as coisas vão mudando e muitos de nós deixamos que este tipo de conhecimentos fiquem desactualizados. Alguem sabia isto ? Quer dizer que agora qualquer dia chamamos a GNR e feitas as contas aparecem uns fulanos que trabalham prá Sekuritas ou outra empresa do género ?

 

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Presidente da ARS visita Coruche com urgências na mira

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), Rui Portugal, vai estar esta quinta-feira, dia 30 de Outubro, em Coruche, para discutir com o presidente da câmara o estado da saúde no concelho. A discussão vai centrar-se na questão da instalação de um Serviço de Urgência Básico (SUB) no concelho, para servir também os municípios de Benavente e Salvaterra de Magos.

O autarca de Coruche, Dionísio Mendes (PS), diz que vai reforçar a ideia junto de Rui Portugal de que o município tem uma preferência clara pela construção do SUB na sede de concelho e não no Biscainho, como está previsto pela ARS. “Vamos reforçar a ideia que temos manifestado de que o concelho está afastado de hospitais. Estamos a 40 quilómetros do Hospital de Santarém, que tem as urgências cheias, a que se somam mais 30 quilómetros para o Couço e 20 ou 25 quilómetros para a Branca ou Biscainho”, alega Dionísio Mendes.

Recorde-se que o gabinete de imprensa da ARS-LVT garantiu a O MIRANTE que o SUB irá ser instalado na freguesia do Biscainho, sendo esse o ponto mais equidistante entre os concelhos de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos (ver edição 09 Outubro). No entanto não foi avançada uma data para o arranque da construção daquele equipamento.

 

in O Mirante

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Administração Regional de Saúde garante Serviço de Urgência Básico no Biscainho

Foi criada uma comissão de trabalho da Assembleia Municipal de Coruche para saber ponto de situação do processo do SUB por não haver notícias desde 2006.

O Serviço de Urgência Básico (SUB) que irá servir as populações dos concelhos de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos vai ser construído na freguesia do Biscainho. Segundo informou o gabinete de imprensa da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo a O MIRANTE, a freguesia do concelho de Coruche é a melhor localização para a construção do equipamento por ser o ponto mais equidistante entre os três municípios. Pedro Coelho dos Santos acrescentou que, neste momento, não existe informação para dar acerca do prazo para construção daquele equipamento.

O assunto foi abordado na última reunião da Assembleia Municipal de Coruche de sexta-feira onde, por proposta do grupo socialista, se decidiu criar uma comissão de trabalho para tentar apurar junto da ARS o ponto de situação da criação do SUB no concelho. Um equipamento que vem sendo falado desde 2006 e cujo processo vinha sendo conduzido por António Branco na ARS até este ter apresentado a sua demissão da presidência dessa estrutura em 8 de Agosto último, alegando motivos pessoais. Foi substituído por Rui Portugal, curiosamente um médico com família originária de Coruche.

A proposta do grupo socialista foi aceite por PSD e CDU, e tem como objectivo recuperar um assunto que desapareceu da agenda e do qual mais nada se disse, lembrou Luísa Portugal (PS). Da comissão fará parte a presidente da assembleia, Fernanda Pinto (CDU), um vogal de PS, PSD e CDU, e o presidente da câmara, Dionísio Mendes (PS).

Recorde-se que o estudo de reorganização das urgências realizado pelo Ministério da Saúde apontava para a instalação de um SUB no concelho de Coruche. Primeiro indicou-se o Biscainho, que o município não via com bons olhos pela distância à sede de concelho e a outras freguesias. Depois falou-se da sua instalação em Coruche, aproveitando as condições do centro de saúde local. Em ambos os casos um equipamento que serviria os municípios de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos.

Dionísio Mendes esclareceu na assembleia que ao longo de 2008 teve duas reuniões com o anterior líder da ARS, António Branco. Uma primeira, em Junho, onde lhe foi garantido que apenas faltava definir o local para instalar o SUB. “Noutra reunião foi-me dito que o local não seria questão decisiva e que o importante era instalar o SUB no concelho. Considero importante auscultar o novo presidente da ARS, apesar de considerar que esta não é uma opção individual”, adiantou o presidente da câmara.

Apesar de aceitarem entrar na comissão, PSD e CDU acusaram Dionísio Mendes de ter feito eleitoralismo com o processo ao anunciar que o SUB estava garantido para o concelho. “Se no caso do SUB há terreno, no caso do quartel dos bombeiros há dinheiro e não há terreno”, ironizou o social-democrata Francisco Gaspar.

Recorde-se que no processo do SUB para Coruche a assembleia municipal se manifestou mais que uma vez a favor da criação do equipamento. Mas do lado de Benavente a questão não é pacífica e o presidente da câmara, António Ganhão (CDU), mostrou-se mais que uma vez solidário com a população, quer na manutenção do serviço de urgências nocturnas no centro de saúde local, como na não aceitação do SUB a instalar no concelho vizinho. Isto por considerar que é em Benavente e Salvaterra de Magos que se encontram os potenciais utilizadores do novo SUB, além do seu concelho estar a menos de 10 quilómetros no previsto novo hospital de Vila Franca de Xira (ver edição 7 Março 2007).

 

Queixas acerca do funcionamento do centro de saúde

Na discussão do assunto sobre o SUB para Coruche o vogal Joaquim Banha (PS) aproveitou para lembrar que a Unidade de Saúde Familiar do Vale do Sorraia (a funcionar no Centro de Saúde de Coruche) não está a funcionar convenientemente no que respeita à emissão de receitas e credenciais.

Fernanda Pinto, na qualidade de médica da Unidade de Saúde Familiar de Coruche, esclareceu que a separação do serviço burocrático e dos serviços médicos ajudou a aumentar a acessibilidade dos utentes às consultas. “O coordenador da unidade pode esclarecer melhor essa questão mas os utentes podem receber as receitas pelo correio. De qualquer forma estamos abertos a sugestões”, indicou.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:14
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