Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Rui Moura: Uma referência

Transcrevo o ultimo poste do Blog Mitos Climáticos, desta feita escrito não pela mão do Mestre Rui Moura mas dos filhos, é que, no passado domingo, faleceu no Hospital Santa Maria uma referência do Clima e da ciência em Portugal:

In Memoriam

É com pesar que a família de Rui Gonçalo Moura anuncia a sua morte, aos 80 anos, que ocorreu no Domingo 27 de Junho de 2010, devido a complicações derivadas de uma intervenção cirúrgica.

Para além de um marido, pai e avô extremoso, amigo dedicado, que deixa eterna saudade entre os seus familiares e amigos, Rui Gonçalo Moura foi um Engenheiro e homem de Ciência brilhantes, com uma paixão pela verdade científica. Depois da graduação como melhor aluno do seu curso, no Instituto Superior Técnico (IST), em 1957, trabalhou durante 30 anos como engenheiro electrotécnico. Foi simultaneamente assistente e professor convidado da cadeira de Electrotecnia Teórica, Medidas Eléctricas e Alta Tensão do IST entre 1970 e 1976. Serviu na Comissão Europeia de 1987 a 1990 e na Comissão Técnica e Científica do Plano Energético Nacional de 1989 a 1992.


Depois da sua reforma, em 1992, dedicou-se ao estudo do clima, de forma a poder contribuir para um debate que considerava fundamental. Possuindo uma mente verdadeiramente brilhante, para além de se ter tornado um especialista em dinâmica do clima, aprendeu a comunicar efectivamente na era moderna, e criou este Blog em 2005. Conjuntamente com Jorge Pacheco Oliveira, traduziu o livro "A Ficção Científica de Al Gore", de Marlo Lewis Jr., publicado pela Booknomics, 2008.

Podemos ainda recordá-lo nas suas participações recentes em dois debates televisivos sobre alterações climáticas, no programa Sociedade Civil (RTP2) em 4 de Outubro de 2009 e no Expresso da Meia Noite (SIC) em 11 de Dezembro de 2009.

Agora que já não está fisicamente entre nós, este Blog faz parte do seu legado científico, e a sua contribuição para um debate científico sério da dinâmica climática não será esquecido. Como não será esquecida a sua luta contra o obscurantismo científico, venha este de onde vier.

Agradecemos sentidamente a todos os que nos fizeram chegar o seu pesar e uma mensagem amiga, bem como os posts que fazem referências à sua personalidade e trabalho que encontrámos.

Jornais:
Correio da Manhã, Expresso, Jornal i

Blogs:
Anovis anopheles, Antena cristã, Blasfémias, Ecotretas, Enclavado, Lodo, Minoria ruidosa, Moicanos, My web time, Pena e espada, Universidade de Coimbra



A Família

 

 

 

 

 

 

 

 

in Mitos Climáticos

 

 

A Notícia no Correio da Manhã :

 

Rui Moura tinha 80 anos

Morreu tradutor português de ‘A Ficção Científica de Al Gore’

O climatologista Rui Moura, opositor das teorias do aquecimento global por acção humana, morreu no domingo, aos 80 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se encontrava internado, disse esta segunda-feira à Lusa fonte familiar.

 

Engenheiro eletrotécnico de formação, especializou-se mais tarde em Energia e depois em Climatologia, segundo a mesma fonte.  

Rui Moura foi professor no Instituto Superior Técnico e destacou-se nos últimos anos pelo combate às teorias de Al Gore, ex-vice-presidente norte-americano, sobre o aquecimento global que considerava alarmistas. 

"Chegou à conclusão que essas teses alarmistas não tinham bases científicas", disse à agência Lusa Jorge Pacheco Oliveira, o amigo, também engenheiro eletrotécnico, com quem criou o blogue ‘Mitos Climáticos’ e traduziu o livro ‘A Ficção Científica de Al Gore’.  

"Manteve-se na área dos críticos que não acreditavam naquilo e a ciência nisso deu-lhe inteira razão", referiu Jorge Oliveira. Rui Moura defendia que as alterações climáticas fazem parte do ciclo natural da Terra.  

O corpo de Rui Moura encontra-se em câmara ardente na Igreja de Caneças, concelho de Odivelas, onde se realiza na terça-feira a missa de corpo presente pelas 10h30, seguindo o funeral para o cemitério local.  

 

 

 

 

Vamos esperar que Jorge Pacheco Oliveira continue o Blog "Mitos Climáticos" que é uma "agulha" neste "palheiro" que é esta sociedade inundada de informação e especulação sem fundamento. 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Meteorologista Luiz Carlos Molion

Reproduzo aqui alguns posts do Blog do Mestre Rui Moura onde Luiz Molion fala sobre a polémica em torno do Aquecimento Global.

Considero obrigação e direito de todos nós termos também acesso à opinião, conhecimentos e informação dos especialistas que não se encontram dependentes do poder político e dos interesses internacionais e que, por isso, tem sido sistemáticamente silienciados e ignorados pelos media, nomeadamente as televisões.

 

 

 

 

 

 

in Mitos Climáticos

 

 

 

Entrevista Corajosa

O Prof. Molion, citado na entrevista do Prof. João Corte Real, realizou conferências e regeu cursos de mestrado de Climatologia, em Portugal. Recentemente concedeu uma entrevista à revista brasileira ISTOÉ.

A revista ISTOÉ é uma revista semanal considerada, na sua especialidade, uma das quatro principais revistas a circular no Brasil. Publica-se a seguir aquela entrevista, preservando a variedade da língua portuguesa do Brasil.

“Aquecimento global” é terrorismo climático

Pesquisador diz que tendência dos próximos anos é o esfriamento da Terra e que efeito estufa é tese manipulada pelos países ricos

Por RODRIGO RANGEL

O professor Luiz Carlos [Baldicero] Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Na Rio 92 (ou Eco92), quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivo para tamanha preocupação. Numa conferência, peitou o badalado mexicano Mario Molina, mais tarde Nobel de Química, um dos primeiros a fazer o alerta. Agora, a guerra acadêmica de Molion tem outro nome: aquecimento global. Pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, esse paulista de 61 anos defende com veemência a tese de que a temperatura do planeta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, nada tem a ver com o propalado aquecimento global. Boa notícia? Nem tanto, diz. Molion sustenta que está em marcha um processo de resfriamento do planeta. "Estamos entrando numa nova era glacial, o que para o Brasil poderá ser pior", pontifica. Para Molion, por trás da propagação catastrófica do aquecimento global há um movimento dos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes. O professor ainda faz uma reclamação: diz que cientistas contrários à tese estão escanteados pelas fontes de financiamento de pesquisa.

ISTOÉ - Com base em que o sr. diz que não há aquecimento global?
Molion - É difícil dizer que o aquecimento é global. O Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte, e a partir disso é complicado pegar uma temperatura e falar em temperatura média global. Os dados dos 44 Estados contíguos dos EUA, que têm uma rede de medição bem mantida, mostram que nas décadas de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e à agricultura, atrás da agropecuária, que libera metano. Quando a gente olha a série temporal de 150 anos usada pelos defensores da tese do aquecimento, vê claramente que houve um período, entre 1925 e 1946, em que a temperatura média global sofreu um aumento de cerca de 0,4 grau centígrado. Aí a pergunta é: esse aquecimento foi devido ao CO2? Como, se nessa época o homem liberava para a atmosfera menos de 10% do que libera hoje? Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas.

ISTOÉ - Qual seria a origem das variações de temperatura?
Molion - Há dez anos, descobriu-se que o Oceano Pacífico tem um modo muito singular na variação da sua temperatura. Me parece lógico que o Pacífico interfira no clima global. Primeiro, a atmosfera terrestre é aquecida por debaixo, ou seja, temos temperaturas mais altas aqui na superfície e à medida que você sobe a temperatura vai caindo - na altura em que voa um jato comercial, por exemplo, a temperatura externa chega a 45 ou 50 graus abaixo de zero. Ora, o Pacífico ocupa um terço da superfície terrestre. Juntando isso tudo, claro está que, se houver uma variação na temperatura da superfície do Pacífico, vai afetar o clima.

ISTOÉ - O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU) está errado?
Molion - O painel não leva em consideração todos os dados. Outra coisa que incomoda bastante, e que o Al Gore [exvice- presidente dos EUA e estrela do documentário Uma verdade inconveniente, sobre mudanças no clima] usa muito, é a concentração de CO2. O IPCC diz claramente que a concentração atingida em 2005, de 339 partes por milhão, ou ppm, foi a maior dos últimos 650 mil anos. Isso é uma coisa ridícula. Eles usam uma série iniciada em 1957 e não fazem menção a medições de concentração de gás carbônico anteriores. É como se nunca ninguém tivesse se preocupado com isso. O aumento de CO2 não é um fenômeno novo. Nos últimos 150 anos, já chegou a 550, 600 ppm. Como é que se jogam fora essas medidas? Só porque não interessam ao argumento? O leigo, quando vê a coisa da maneira que é apresentada, pensa que só começaram a medir nos últimos 50 anos. O Al Gore usou no filme a curva do CO2 lá embaixo há 650 mil anos e, agora, decolando. Ridículo, palhaço.

ISTOÉ - Esses temores são cíclicos?
Molion - Eu tenho fotos da capa da Time em 1945 que dizia: "O mundo está fervendo." Depois, em 1947, as manchetes diziam que estávamos indo para uma nova era glacial. Agora, de novo se fala em aquecimento. Não é que os eventos sejam cíclicos, porque existem muitos fatores que interferem no clima global. Sem exagero, eu digo que o clima da Terra é resultante de tudo o que ocorre no universo. Se a poeira de uma supernova que explodiu há 15 milhões de anos for densa e passar entre o Sol e a Terra, vai reduzir a entrada de radiação solar no sistema e mudar o clima. Esse ciclo de aquecimento muito provavelmente já terminou em 1998. Existem evidências, por medidas feitas via satélite e por cruzeiros de navio, de que o oceano Pacífico está se aquecendo fora dos trópicos - daí o derretimento das geleiras - e o Pacífico tropical está esfriando, o que significa que estamos entrando numa nova fase fria. Quando esfria é pior para nós.

ISTOÉ - Por que é pior?
Molion - Porque quando a atmosfera fica fria ela tem menor capacidade de reter umidade e aí chove menos. Eu gostaria que aquecesse realmente porque, durante o período quente, os totais pluviométricos foram maiores, enquanto de 1946 a 1976 a chuva no Brasil como um todo ficou reduzida.

ISTOÉ - No que isso pode interferir na vida do brasileiro?
Molion - As conseqüências para o Brasil são drásticas. O Sul e o Sudeste devem sofrer uma redução de chuvas da ordem de 10% a 20%, dependendo da região. Mas vai ter invernos em que a freqüência de massas de ar polar vai ser maior, provocando uma freqüência maior de geadas. A Amazônia vai ter uma redução de chuvas e, principalmente, a Amazônia oriental e o sul da Amazónia vão ter uma freqüência maior de seca, como foi a de 2005. O Nordeste vai sofrer redução de chuva. O que mais me preocupa é que, do ponto de vista da agricultura, as regiões sul do Maranhão, leste e sudeste do Pará, Tocantins e Piauí são as que apresentam sinais mais fortes. Essas regiões preocupam porque são a fronteira de expansão da soja brasileira. A precipitação vai reduzir e certamente vai haver redução de produtividade. Infelizmente, para o Brasil é pior do que seria se houvesse o aquecimento.

ISTOÉ - A quem interessaria o discurso do "aquecimento"?
Molion - Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. O IPCC, o nome já diz, é constituído de pessoas que são designadas por seus governos. Os representantes do G-7 não vão aleatoriamente. Vão defender os interesses de seus governos. No momento em que começa uma pressão desse tipo, eu digo que já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. Os CFCs tinham perdido o direito de patente e haviam se tornado domínio público. Aí inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. Em 1987, sob liderança da Margaret Thatcher, fizeram uma reunião em Montreal de onde saiu um protocolo que obrigava os países subdesenvolvidos a eliminar os CFCs. O Brasil assinou. Depois, ficamos sabendo que assinou porque foi uma das condições impostas pelo FMI para renovar a dívida externa brasileira. É claro que o interesse por trás disso certamente não é conservacionista.

ISTOÉ - Mas reduzir a emissão de CFCs não foi uma medida importante?
Molion - O Al Gore no filme dele diz "nós resolvemos um problema muito crucial que foi a destruição da camada de ozônio". Como resolveram, se cientistas da época diziam que a camada de ozônio só se recuperaria depois de 2100? Na Eco 92, eu disse que se tratava de uma atitude neocolonialista. No colonialismo tradicional se colocam tropas para manter a ordem e o domínio. No neocolonialismo a dominação é pela tecnologia, pela economia e, agora, por um terrorismo climático como é esse aquecimento global. O fato é que agora a indústria, que está na Inglaterra, França, Alemanha, no Canadá, nos Estados Unidos, tem gases substitutos e cobra royalties de propriedade. E ninguém fala mais em problema na camada de ozônio, sendo que, na realidade, a previsão é de que agora em outubro o buraco será um dos maiores da história.

ISTOÉ - O sr. também vê interesses econômicos por trás do diagnóstico do aquecimento global?
Molion - É provável que existam interesses econômicos por detrás disso, uma vez que os países que dominam o IPCC são os mesmos países que já saíram beneficiados lá atrás. O aumento de CO2 não é novo. Nos últimos 150 anos, já atingiu 600 ppm. Mas o Al Gore usou a curva do CO2 de 650 mil anos atrás.

ISTOÉ - Não é teoria conspiratória concluir que há uma tentativa de frear o desenvolvimento dos países emergentes?
Molion - O que eu sei é que não há bases sólidas para afirmar que o homem seja responsável por esse aquecimento que, na minha opinião, já acabou. Em 1798, Thomas Malthus, inglês, defendeu que a população dos países pobres, à medida que crescesse, iria querer um nível de desenvolvimento humano mais adequado e iria concorrer pelos recursos naturais existentes. É possível que a velha teoria malthusiana esteja sendo ressuscitada e sendo imposta através do aquecimento global, porque agora querem que nós reduzamos o nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo.

ISTOÉ - Para aceitar a tese do sr., é preciso admitir que há desonestidade dos cientistas que chancelam o diagnóstico do aquecimento global...
Molion - Eu digo que cientistas são honestos, mas hoje tem muito mais dinheiro nas pesquisas sobre clima para quem é favorável ao aquecimento global. Dinheiro que vem dos governos, que arrecadam impostos das indústrias que têm interesse no assunto. Muitos cientistas se prostituem, se vendem para ter os seus projetos aprovados. Dançam a mesma música que o IPCC toca.

ISTOÉ - O sr. se considera prejudicado por defender a linha oposta?
Molion - Na Eco 92, eu debati com o Mario Molina, que foi quem criou a hipótese de que os clorofluorcarbonos estariam destruindo o ozônio. Ele, em 1995, virou prêmio Nobel de Química. E o professor Molion ficou na geladeira. De 1992 a 1997 eu não fui mais convidado para nenhum evento internacional. Eu tinha US$ 50 mil que o Programa das Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheiro foi cancelado.

ISTOÉ - O cenário que o sr. traça inclui ou exclui o temor de cidades litorâneas serem tomadas pelo aumento do nível dos oceanos?
Molion - Também nesse aspecto, o que o IPCC diz não é verdade. É possível que, com o novo ciclo de resfriamento, o gelo da Groenlândia possa aumentar e pode ser até que haja uma ligeira diminuição do nível do mar.

ISTOÉ - Pela sua tese, seria o começo de uma nova era glacial?
Molion - Como já faz 15 mil anos que a última Era Glacial terminou, e os períodos interglaciais normalmente são de 12 mil anos, é provável que nós já estejamos dentro de uma nova era glacial. Obviamente a temperatura não cai linearmente, mas a tendência de longo prazo certamente é decrescer, o que é mau para o homem. Eu gostaria muito que houvesse realmente um aquecimento global, mas na realidade os dados nos mostram que, infelizmente, estamos caminhando para um resfriamento. Mas não precisa perder o sono, porque vai demorar uns 100 mil anos para chegar à temperatura mínima. E quem sabe, até lá, a gente não encontre as soluções para a humanidade.

in Mitos Climáticos

 

 

publicado por portuga-coruche às 14:44
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Entrevista do Mestre Rui Moura à Novopress

(NOVOpress) - Tal como a NOVOpress havia anunciado, segue uma entrevista a Rui G. Moura, autor do blog Mitos Climáticos. Em nome de toda a equipa da NOVOpress os nossos sinceros agradecimentos ao Sr. Rui G. Moura pela disponibilidade e simpatia. Alertamos ainda os nossos leitores para a imagem que se encontra no final da entrevista, gentilmente cedida pelo entrevistado, sobre o fenómeno do «aquecimento global».

1) Sr. Rui Moura, pode-se apresentar aos nossos leitores? Actividades, interesses, participação cívica, etc.?

Como estudante fui o que se considera um bom aluno. Sempre no quadro de honra e nos primeiros lugares nas escolas por onde passei. A instrução primária foi feita em Lourenço Marques de onde segui directamente para um colégio interno de índole militar, em Lisboa. Aqui fiz o secundário e um curso médio, chegando ao fim como Comandante de Batalhão. Fui o antecessor do meu grande amigo Dr. Medina Carreira que também foi Comandante de Batalhão. Segui os estudos no Instituto Superior Técnico, de Lisboa, suportados por uma bolsa de estudo da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Dada a minha preparação anterior, o curso universitário de seis anos foi completado com relativa facilidade. No IST também pertenci sempre ao quadro de honra e obtive os primeiros prémios do primeiro ao último ano. Assim, atribuíram-me os prémios do melhor aluno do 6º ano do Curso e de melhor aluno de todos os seis anos do Curso de Engenharia Electrotécnica. No IST encontrei grandes mestres como os Prof. Bento de Jesus Caraça, Mira Fernandes, Ferreira Dias e Ferrer Moncada. Fui convidado para Assistente deste último e, mais tarde, numa remodelação do IST, para Prof. Auxiliar.

A minha vida profissional foi ocupada no sector energético nacional por convite do Prof. Ferreira Dias. Depois do 25 de Abril, com a abertura dos cursos de mestrado, fiz o primeiro curso que se realizou no Instituto Superior de Economia e Gestão sobre economia, energia e ambiente. Neste curso encontrei grandes mestres franceses, especialmente no domínio da programação e gestão da energia. Recordo os Prof. Bertrand Chateau, Jacques Percebois e Pierre Criqui que foram consultores da Comissão Europeia.

Devido à boa classificação do curso de mestrado fui oficialmente convidado a ir trabalhar para a Comissão Europeia, em Bruxelas, como especialista português nos domínios do curso de mestrado. Encarregaram-me da gestão de vários Programas Comunitários relacionados com energia, ambiente, investigação e desenvolvimento e telecomunicações. Desse tempo não posso esquecer o Presidente Jacques Delors que marcou uma época na Comunidade Europeia.

Regressado a Portugal fui nomeado para trabalhar na Comissão do Plano Energético Nacional. Participei na elaboração do último Plano Energético Nacional de 1992. Durante os trabalhos de execução deste plano tive a oportunidade de pela primeira vez em Portugal, e com a experiência trazida de Bruxelas, abordar, em colaboração com o staff da Comissão do Plano Energético Nacional, a ligação do sector energético nacional com as emissões de gases para a atmosfera que era um tema da actualidade na Comissão Europeia. Foi publicado, em 1992, um relatório do Ministério da Indústria e Energia – de que na altura era ministro o Engº Mira Amaral – que hoje se pode considerar histórico, designado «Incidência Ambiental da Evolução do Sistema Energético. Emissões de SO2, NOx, CO2. 1990-2010.».

Durante a preparação dos estudos que originaram este relatório, tive oportunidade de discutir com os especialistas portugueses ligados ao assunto e verificar a falta de profundidade de conhecimentos existentes nesta matéria, a nível nacional. Reformei-me logo a seguir e dediquei-me ao estudo aprofundado da climatologia para tirar dúvidas e enriquecer os meus conhecimentos. Fiz um curso de mestrado de meteorologia de uma universidade canadiana e verifiquei com espanto quanto difícil e débil eram os fundamentos desta matéria. Aumentou o meu respeito pelos meteorologistas e climatologista por terem abraçado uma vida dedicada a uma matéria tão complexa e, ao mesmo tempo, tão pouco unificada. Para quem estava habituado ao estudo do electromagnetismo suportado por uma teoria tão forte como a das chamadas equações de Maxwell foi uma surpresa verificar que em meteorologia e climatologia existiam tantas escolas de pensamento com algumas contradições insolúveis e a falta de uniformidade e de síntese das várias escolas.
Aconselharam-me a participar num fórum internacional com os maiores meteorologistas e climatologistas internacionais – com opiniões diversas e às vezes contraditórias – até que descobri os trabalhos do climatologista francês Prof. Marcel Leroux, que fazia parte do fórum. Fiquei deslumbrado por encontrar pela primeira vez algo com lógica explicativa e baseado nas observações meteorológicas confirmadas pelas dos satélites que iniciaram a sua tarefa em 1979. O Prof. Marcel Leroux mostrou-se desde logo aberto a me facilitar o caminho dos seus vastíssimos conhecimentos. Deu-me o privilégio de me considerar seu amigo e discípulo. Tudo o que sei se deve aos seus pacientes e persistentes ensinamentos. Consegui pô-lo em contacto com dois dos mais distintos Prof. de climatologia portugueses e esteve quase a iniciar uma colaboração apertada com uma universidade portuguesa não fora o seu falecimento prematuro. Tenho ainda a esperança de colocar Portugal no topo da climatologia moderna ao entrelaçar uma universidade portuguesa com a Universidade de Lyon, França, onde o Prof. Marcel Leroux deixou uma escola que floresce com muitos alunos interessados nesta matéria. Um Prof. de climatologia de uma universidade portuguesa já se mostrou interessado no intercâmbio com a Universidade de Lyon. Falta arranjar o financiamento para levar à prática esse projecto.

Actualmente, sou o editor do blog: http://mitos-climaticos.blogspot.com

2) O que o levou a escrever o blogue Mitos Climáticos e a mantê-lo desde 2005?

Colegas meus conhecedores dos estudos no domínio da climatologia disseram que era meu dever transmitir os meus conhecimentos aos nossos concidadãos antes que desaparecesse desta vida. Sugeriram a abertura de um blogue dedicado ao assunto. Como não tinha conhecimentos suficientes em matérias ligadas às técnicas da informática, um deles abriu o blogue e disse: - «Agora é só escrever!». Nem sequer sabia como se publicava uma figura num blogue… No primeiro e no segundo ano do blogue publiquei uma espécie de tratado de climatologia moderna. Tinha a noção que era uma matéria de difícil divulgação. Fiz grandes esforços para que o blogue se dirigisse ao maior número de pessoas sem grandes conhecimentos na matéria. Tive algum apoio do Prof. Marcel Leroux que me aconselhou determinadas pistas para explicar as suas teorias modernas. Inicialmente, o blogue tinha a caixa de comentários aberta e começaram a aparecer ofensas em escritos de gente que não suportava ver desmistificados os seus mitos. Deste modo, vi-me obrigado a fechar a caixa de comentários e a discutir em privado com os leitores. Este processo tem sido enriquecedor, pois recebo muitas mensagens que me obrigam a estudar este ou aquele pormenor para satisfazer a curiosidade de leitores atentos e interessados em aumentar os seus conhecimentos e não em ofender. Não posso esquecer colegas e amigos que me ajudam especialmente na revisão dos textos pois sou o único responsável pelo conteúdo do blogue. Já tive o prazer de publicar artigos de um distinto Prof. de climatologia do Brasil. Os leitores brasileiros são dos mais entusiastas com o desenvolvimento do blogue. Recebo mensagens de leitores desde os mais modestos de Roraima aos leitores mais eruditos dos grandes centros do Brasil e de universidades. Prof. brasileiros dizem-me que aconselham os seus alunos a seguirem o blogue nos seus trabalhos de investigação. Diga-se de passagem que o Brasil tem cientistas climáticos de elevadíssimo nível. De Portugal, também se me dirigem alguns Prof. universitários incentivando o meu trabalho de divulgação e, até, auxiliando-me em determinados aspectos das suas especialidades. Mas, de um modo geral, pedem-me para manter o anonimato.

3) No seu blogue é recorrente falar do livro «A Ficção Científica de Al Gore». Segundo o Rui porque razão Al Gore decidiu abraçar e tornar-se no principal porta-voz da causa à qual se chamou «aquecimento global»?

Al Gore é um político na reforma que se transformou num homem de negócios. Não me compete analisar o porquê da sua participação num debate eminentemente científico. Só me preocupa a sua nefasta participação neste debate por verificar a sua completa falta de conhecimentos na matéria e a enormidade de erros científicos que propaga. Sendo um entertainer, a sua figura mediática pretende dar credibilidade aos erros científicos que o seu discurso comporta. Quando o filme “Uma Verdade Inconveniente” se estreou em Portugal, já o blogue Mitos Climáticos existia há algum tempo, alguns jovens dirigiram-se-me, quase todos cordialmente, no sentido de dizer que a minha actividade era inútil perante a acusação inapelável de Al Gore. Também alguns amigos – mesmo diplomados! – ficaram aterrados perante as acusações visionadas no filme. Uma leitora, estudante de ciências, trocou várias mensagens pedindo-me explicações científicas que refutassem as afirmações de Al Gore. Por mais que lhe explicasse acabou por dizer: - «Pois sim, acredito mais naquilo que ele diz…» E o que disse Al Gore? Apresentou imagens dramáticas, algumas com efeitos cinematográficos – como sejam as maquetas de plásticos a simular derrocadas de gelo de hipotéticos glaciares – como se tudo fosse culpa das actividades humanas. Cheias? Secas? Furacões? Subida dos oceanos? Tudo era devido ao aquecimento global e este era devido ao Homem. Ele espalha a palavra como um mensageiro espiritual que pretende a nossa salvação e a salvação do Mundo. Só que ele mente, mente e mente… O livro com tradução em português «A Ficção Científica de Al Gore», de Marlo Lewis Jr., foi o primeiro livro a nível mundial – nem nos EUA se publicou antes de Portugal – que desmistifica as profundas mentiras de Al Gore. É um livro com uma base científica profunda, de tal ordem que um Prof. do IST o aconselhou aos seus alunos do curso de mestrado IST-MIT. Ou seja, as mentiras de Al Gore são desmontadas umas atrás das outras com uma base científica irrefutável n’ «A Ficção Científica de Al Gore». Neste momento, Al Gore está a formar milícias de jovens americanos para espalhar a sua mensagem como uma espécie de guardas vermelhos dos tempos de Mao-Tse-Tung… Ele já confessou que o assunto era espiritual!

 

4) Os dados científicos de diversos grupos de pesquisa dão conta de grandes alterações no ecossistema, nomeadamente o esgotamento dos recursos fósseis, a presença teores elevados de metano e dióxido de carbono na atmosfera ou ainda o contínuo aumento da população mundial. Considera que se trata apenas de especulação ou de algo bem real?

O dióxido de carbono (e o metano) na atmosfera não tem nada a ver com alterações do ecossistema, com o esgotamento dos recursos fósseis ou a com a população mundial. Reproduzo aqui o meu curto artigo publicado na Revista da CIP, Indústria, nº 73, de Jan/Fev de 2009:

O aquecimento global tornou-se um assunto mediático, sobretudo depois da seca observada nos Estados Unidos da América, no Verão de 1988. O receio de um novo e prolongado período de calor e de seca, como o que se verificou nos anos 1930 (cf. As Vinhas da Ira de John Steinbeck), explica a atenção particular dedicada à seca de 1988 e a dramatização que se lhe seguiu, até hoje.

Na verdade, a ideia do aquecimento global, com origem na emissão de gases com efeito de estufa (GEE) libertados na queima dos combustíveis fósseis, foi transformada num tema extremamente confuso, em que os alarmistas misturam tudo:

A poluição e o clima – tornou-se o clima num álibi para resolver a poluição. A evolução futura do clima é apresentada como um postulado e quem coloca dúvidas sobre o aquecimento global fica catalogado como favorável à poluição.

Os bons sentimentos e os interesses (in)confessados – alarma-se com um planeta em perigo, que é necessário salvar mas, em simultâneo, admite-se o direito de poluir, mediante o comércio de «direitos de emissão» de GEE.

As suposições e as realidades – apresentam-se modelos informáticos do clima sem relação directa com os mecanismos reais e avançam-se previsões tanto mais gratuitas quanto os prazos são mais longínquos (2100!).

O sensacionalismo e a seriedade científica – procura-se o furo jornalístico e ignora-se a informação devidamente fundamentada, com os políticos e os media a ajudar à confusão.

Os alarmistas pretendem ver sinais da catástrofe anunciada nalguns acontecimentos recentes (ondas de calor, secas, cheias, evolução natural do mar gelado do Árctico e do Antárctico) os quais, no entanto, não têm qualquer relação com as emissões de GEE.

Seleccionam as informações favoráveis à ideia do aquecimento, ocultando as que dão conta de situações de arrefecimento. O que domina incontestavelmente o debate, e mais o falseia, é que as alterações climáticas são um assunto de climatologia, que está a ser tratado, maioritariamente, por não especialistas, nomeadamente pelos ambientalistas.

Com uma complacência geralmente proporcional à ignorância dos fundamentos da disciplina, muitos dos que têm a audácia de se proclamar cientistas apenas propalam as hipóteses oriundas dos modelos.

Deve-se começar por colocar fortes reticências ao mito segundo o qual os relatórios do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) são preparados por «milhares de cientistas». É falso. Não provêm senão de uma pequena equipa dominante.

Os conhecimentos actuais sobre climatologia são em geral limitados. O IPCC reconhece-o quando refere que «A aptidão dos cientistas para fazer verificações das projecções provenientes dos modelos é bastante limitada…».

As explicações do IPCC não reflectem a verdade científica, que é extremamente complexa. São em regra simplistas, próximas do slogan, a fim de serem facilmente apreendidas. Quanto mais simples a mensagem, maior a hipótese de ser adoptada pelos políticos e pelos media.

Este conhecimento superficial e esquemático é também imposto pelas «simplificações inevitáveis, transpostas para os modelos», os quais não podem integrar todas as componentes dos fenómenos climáticos.

Esta falha explica também a fé cega atribuída a uma ciência – a climatologia – idealizada por alguns, ignorando, geralmente, que a climatologia está num verdadeiro impasse conceptual há mais de cinquenta anos.

A climatologia não dispõe de um esquema explicativo observável da circulação geral da atmosfera (fenómeno este que é fundamental) apto a traduzir a realidade das trocas meridionais de energia e vive na ignorância dos mecanismos reais.

Este impasse tem conduzido, entre outros, aos «falhanços» dos serviços de meteorologia dos EUA na previsão das trajectórias dos furacões tropicais, por deficiente conhecimento da sua dinâmica.

O conhecimento é substituído pela convicção (sincera, ou pela fé) do género «estou convencido de que o aquecimento global do planeta é uma realidade» ou «há quem não acredite no aquecimento global». Isto é a negação do método científico.

É, pois, necessário fazer um ponto da situação. Sem complacências nem concessões, aprofundado, rigoroso e unicamente centrado na climatologia, pois o estudo do clima deve ser deixado aos climatologistas.

Torna-se necessário desmascarar a pretensa ligação Homem – poluição – GEE – aquecimento global – alterações climáticas. O Homem, neste caso, está inocente e a acusação que lhe fazem não se justifica.”

5) «A terra transformou-se num enorme lixo», era uma frase que se ouvia com frequência no despoletar das causas ambientalistas. Não terá sido o carácter alarmista e culpabilizante dos discursos o factor que impossibilitou um debate saudável sobre esta matéria?

Claro que sim, como fica implícito na resposta à pergunta anterior. A Terra só se transformou num enorme lixo nas mentes deformadas dos alarmistas. Não conseguem perceber que só à medida que avança o progresso e o bem-estar das populações é que começa a preocupação com a conservação da Natureza. Por que não vão eles pregar aos famintos do Chade para terem cuidado com a separação do lixo para a reciclagem. Uma chadiana faminta sem saber como alimentar os filhos seria capaz de entender a preocupação dos salvadores do planeta? O alarmismo climático tornou-se numa nova religião. É preocupante ver como estrelas de cinema se tornaram políticos e políticos se tornaram estrelas de cinema propagando uma mentira colossal mas escondendo a sua hipocrisia de uma vida regalada com viagens em aviões particulares a jacto de um lado para o outro a propagar a fé do “aquecimento global”.

6) A comunicação social portuguesa tem dado algum tempo de antena às pessoas que como o senhor têm-se mostrado cépticos frente ao pensamento único das alterações climáticas?

De modo algum. Foi necessário protestar sistematicamente ao Provedor do Telespectador da RTP com as reportagens desvirtuadas da televisão oficial paga por todos nós para o sr. Provedor realizar um programa dedicado ao assunto. Entrevistaram-me durante quarenta e cinco minutos e passaram na RTP uns breves segundos. Quanto às estações de rádio e de televisão privadas nada se pode fazer já que as reportagens são escolhidas para aumentar as audiências. Quanto às oficiais pagas simultaneamente pelos contribuintes tinham a obrigação de dar o mesmo tempo de antena às diversas opiniões para que os telespectadores tirassem conclusões pelas suas próprias cabeças e não pela cabeça dos alarmistas. Ainda por cima, os convidados da RTP, e da RDP, são sempre os mesmos sem competência na matéria. Alguns dos convidados apresentam mesmo profundo desconhecimento em climatologia. Pois são estes os mais assíduos na RTP e na RDP.

7) O Sr. esteve recentemente num debate organizado por alunos numa escola em Estarreja. Qual a aceitação que as suas teses cépticas tem junto dos mais jovens, normalmente mais influenciáveis em questões ligadas ao ambiente?

Já fui convidado para cima de uma dezena de vezes para a realização de palestras e debates
em escolas da Grande Lisboa, e não só. Estas escolas pertenciam aos ensinos secundário e universitário. Numa do ensino universitário já me convidaram três vezes. Os alunos portugueses são inteligentes e têm espírito crítico próprio da juventude. Muitas vezes o espírito crítico pode estar adormecido devido ao sistema de ensino que não fá-lo despertar. Mas as minhas intervenções têm sido sempre muito bem recebidas. Inicialmente, os alunos podem estar na dúvida, mas as minhas explicações sempre acompanhadas com slides do tipo Power Point, rapidamente lhes desperta a curiosidade. No final de uma hora estão convictos de que anteriormente tinham sido alvo de um ensino dirigido com uma finalidade ideológica e não científica. Numa escola dos arredores de Lisboa estive dois dias seguidos. No primeiro dia visionámos o filme de Al Gore. No seguinte analisámos detalhadamente as mentiras de Al Gore. Foi um sucesso. Inicialmente, mesmo alguns professores duvidavam que Al Gore fosse um mentiroso. Mas ficaram convencidos das manipulações e das distorções algorianas.

8) Não teme que os “negacionistas” do «aquecimento global» venham a sofrer perseguições políticas e até, quem sabe, judiciais?

Falta de vontade para que isso aconteça não existe. Mas, em pleno século XXI, é difícil que isso aconteça. De facto, alguns cientistas queixam-se da dificuldade na obtenção de financiamentos para as suas investigações se não manifestarem fé na religião de Estado em que se transformou o “aquecimento global”. Mas a nível internacional existem exemplos do que alguns designam por eco-fascismo. Um colunista inglês já propôs a formação de um tribunal tipo Nuremberga para julgar os cépticos. O sr. Rajendra Pachauri, chairman do IPCC, acha que os cépticos deveriam emigrar para outro planeta. Provavelmente por que vê o seu emprego em perigo…

9) Sr. Rui Moura, os nossos agradecimentos em nome dos leitores da NOVOpress. Para terminar pretende deixar algumas ideias que não tivessem sido expressas nesta pequena entrevista?

Agradeço o vosso interesse em entrevistar-me sobre um assunto tão delicado como este. Faltou talvez uma pergunta: - «Que alternativa vê que se possa tomar perante as variações do clima, isto é, entre mitigar (as emissões) e adaptar?» Só encontro uma: - «Adaptarmo-nos para o que vier, para o calor ou para o frio. O Homem só pode adaptar-se às eternas variações do clima impostas pela Natureza. Assim como não é responsável pelo Período Quente Contemporâneo também não pode fazer nada para modificar a situação. Quanto à mitigação, deve começar por mitigar a ignorância quanto aos mecanismos reais dos fenómenos meteorológicos e climáticos para que possa adaptar-se da melhor maneira possível.»

 

 

 

«Met Office mostra que o “aquecimento global” terminou há uma década»

 

[cc] Novopress.info, 2009, Texto original cuja cópia e difusão são consideradas livres, desde que se mencione a fonte de origem [http://pt.novopress.info]

publicado por portuga-coruche às 23:05
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

O desafio climático que terão nossos filhos e netos

Que clima irão enfrentar os nossos filhos e netos ? O que podemos esperar nos próximos anos ? Vão viver sob um calor escaldante  num planeta cada vez mais arido e desertico ou pelo contrário, terão que conseguir viver num clima inóspido e frio ? Poderão os meus netos vir a apreciar uma práia no verão, tal como nós o fazemos ?

 

Talvez a resposta a estas e outras perguntas esteja apenas algumas linhas abaixo desta que lêem neste precioso momento.

 

Este é mais um esclarecedor artigo, que podemos encontrar em Mitos Climáticos, o Blog do Mestre Rui Moura:

 

O futuro próximo

 

 

(Versão parcelar do artigo “CO2: The Greatest Scientific Scandal of Our Time”, de Zbigniew Jaworowski)

Houve dez glaciações durante o último milhão de anos com durações aproximadas de 100 mil anos. Os períodos interglaciais tiveram intervalos muito mais reduzidos com médias próximas de 10 mil anos.

A última glaciação acabou há cerca de 10 mil e 500 anos (ver p.e., Fig. ZJ5); assim, atendendo à média, o presente período interglacial não deverá durar muito mais tempo. Se vai persistir mais umas décadas ou uns séculos é uma matéria especulativa.

Parece, pois, inevitável o aparecimento de uma fase fria devida a factores astronómicos exteriores ao sistema climático (atmosfera, oceanos, continentes, criosfera, biosfera). As condições interglaciais satisfatórias podem estar a desaparecer.

Nos anos 1970 houve uma curta fase fria (entre 1960-1975). Nessa altura procurou-se justificar o frio com a presença de aerossóis industriais. Actualmente, pretende-se fundamentar o calor com a produção antropogénica do CO2.

Cientistas chineses (Zhen-Shan et Xian, 2007) *, aplicando uma metodologia multidisciplinar, estudaram a variação da temperatura entre 1881 e 2002 no Hemisfério Norte e na China. Encontraram variações quase-periódicas com um período indicativo de 60 anos.

Apesar da tendência de crescimento monótono da concentração do CO2, o paradigma da variação da temperatura com períodos de 60 anos apresenta crescimentos e decrescimentos intercalados, logo, não monótonos, segundo o estudo de Zhen e Xian.

Os autores chineses concluíram, pois, que a concentração atmosférica do CO2 não é determinante na variação periódica da temperatura. Para eles, o efeito da concentração tem sido exageradamente considerado na explicação da evolução climática. Este estudo concluiu que o clima deverá começar a arrefecer nos próximos 20 anos.

Aliás, esta conclusão está de acordo com a de astrónomos siberianos do Instituto de Geociências, de Irkutsk (em inglês: Earth's Crust Institute, solar-terrestrial physics institute). Estes cientistas, através do estudo dos ciclos e das manchas solares, de 1882 a 2000, deduziram que o mínimo da actividade solar deverá situar-se num ciclo de 2021 a 2026.

Daí resultará uma temperatura superficial global mínima (Bashkirtsev et Mashnich, 2003) *. Os cientistas siberianos determinaram também que a resposta da temperatura do ar aos ciclos das manchas solares está desfasada em atraso próximo de três anos para a Sibéria e de dois anos para o Globo.

Uma projecção semelhante, baseada em observações da actividade solar, foi anunciada pelo Observatório de Pulkovo, próximo de São Petersburgo, Rússia. O Prof. Habibullo I. Abdussamatov, director do Observatório, afirmou que, em vez de aquecimento, o planeta iniciará um arrefecimento lento entre 2012-2015. O valor mínimo do arrefecimento será alcançado entre 2050 e 2060.

Segundo o Prof. Abdussamatov este período de arrefecimento durará 50 anos e será comparável ao mínimo verificado na Pequena Idade do Gelo (1645-1715) quando a temperatura desceu 1 ºC a 2 ºC em relação ao valor actual (Abdussamatov, 2004; Abdussamatov, 2005; Abdussamatov, 2006) *.

Nos últimos 3000 anos observaram-se tendências para arrefecimento do clima terrestre (Keigwin et al. 1994; Khilyuk et Chilingar, 2006) *. Neste período os desvios da temperatura foram de 3 ºC com uma tendência para uma diminuição de, aproximadamente, 2 ºC.

Khilyuk e Chilingar afirmaram: «Esta tendência de arrefecimento permanecerá no futuro próximo. Vivemos num período geológico de arrefecimento e o aquecimento dos últimos 150 anos foi um fugaz episódio na história geológica da Terra». Esta afirmação está reflectida na Fig. ZJ10.

Em conclusão, não é o Homem mas sim a Natureza que domina o clima. O Protocolo de Quioto e as ideias forjadas nos relatórios do IPCC, sintonizadas com o malthusianismo, podem fazer realmente muito ruído. Mas de nada servem.

O Protocolo de Quioto vai causar muitos prejuízos nas economias e no bem-estar de milhões de pessoas. O esforço pedido aos cidadãos não pode fazer nada para alterar o clima. Será isto que todos nós descobriremos, num futuro próximo, como resultado de enormes e supérfluos sacrifícios.

(fim)
____________
*A bibliografia pode ser consultada no original de Zbigniew Jaworowski.

 

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 15:42
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