Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Autoridades continuam a dormir na formatura!

RAR DESPEDE FUNCIONÁRIOS OPTANDO POR IMPORTAR…

 

Existe falta de açúcar no mercado internacional. O preço do açúcar tem vindo a aumentar, segundo a RAR, exponencialmente. Objectivamente, seria de esperar que a RAR incrementasse o refinamento de açúcar de forma a dar resposta ao mercado: i) porque há procura adicional, e,  ii) o preço está a subir, logo favorável aos produtores (curva da oferta explica esta nossa dedução).

Constata-se no entanto, que a RAR está num processo oposto, isto é, tem vindo a abandonar o refinamento de açúcar em Portugal (despedindo os trabalhadores excedentários) em prol da sua importação (segundo informações do Sindicato do sector). Para quem leu ontem a notícia do Jornal de Noticias, encontrou uma das razões pelas quais os actuais gestores têm destruído emprego e diminuído a capacidade produtiva no nosso país.

Temos vindo a chamar à atenção para o que consideramos práticas gestoras destruidoras da riqueza em Portugal, não podendo deixar de dar ênfase à opção estratégica da RAR. Como é óbvio e RAR é livre de fazer as suas opções estratégicas e optar pelas soluções que considera serem adequadas aos interesses dos seus legítimos donos.

Em termos de consequências dessa decisão para a nossa actividade económica, e, recorrendo-nos da notícia de ontem do JN (da qual transcrevemos vários excertos), iremos comentar algumas situações que nos parecem nefastas para a economia portuguesa:

1º Excerto:  “…uma vez que os países produtores de rama de cana-de-açúcar qualificados para vender para a UE não conseguiram atingir as quantidades suficientes para fazer face às necessidades de abastecimento estimadas pela Comissão Europeia”-  Isto quer dizer que Portugal poderia estar a produzir internamente açúcar para consumo (interno e externo) – matéria prima com bastante procura a nível mundial.  

 2º Excerto: “…o preço do açúcar no mercado mundial aumentou exponencialmente nos últimos meses para mais do dobro dos seus valores históricos, perdendo o mercado da UE o estatuto de destino preferencial” – parece-nos que existe procura doutros mercado que não a UE para o açúcar, e uma vez que a oferta é insuficiente, o preço tem vindo a aumentar. Então a RAR poderá estar a sacrificar emprego e vendas!

3º Excerto: Questões que explicam o cenário descrito ao JN pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação do Norte. “Desde finais de Outubro que a RAR não refina açúcar. Tem importado já refinado e só embala”. Esta diminuição da produção é a razão “descrita nas cartas para o despedimento – para já são 15 -, mesmo aos que chegaram a acordo com a empresa”, frisou o sindicato. Esta situação aponta para substituição de mão-de-obra interna por subcontratação externa, prejudicando: emprego, volume de negócios e aumentando as importações. Será este tipo de gestão que o governo português pretende incentivar facilitando ainda mais os despedimentos em Portugal? Nenhuma empresa portuguesa tem actualmente dificuldade em despedir qualquer trabalhador. Mais, as empresas podem apresentar várias razões para justificar os despedimentos colectivos e a formalização é cada vez mais célere, impessoal e até desmaterializada – neste campo Portugal está na linha da frente. Abandonar produção em Portugal de bens que têm procura e preço compatível à manutenção de postos de trabalho, não deveria ser analisado e questionado?

Enfim, os nossos políticos e gestores continuam a tomar as decisões “erradas” apresentando, sem pudor, aos que produzem, a factura do insucesso e perda de oportunidades para o país em termos globais.

Por fim, ressalvamos que tal como a RAR, muitas empresas deslocalizaram na última década capacidade produtiva para o exterior, tendo contribuído para a deterioração das condições económicas do país. São os tais custos da globalização. Embora caiba aos gestores de cada empresa procurar os meios de produção que melhor se coadunam com os objectivos estratégicos preconizados pelos seus detentores de capital, também não podemos deixar de evidenciar os efeitos nocivos que algumas dessas práticas de gestão têm contribuído para a actual crise económica que se instalou no nosso país, cujo maior e preocupante flagelo, é precisamente o desemprego.

Na actual conjuntura, a mão-de-obra portuguesa está concorrencial, sendo difícil de entender a facilidade com que continuamente se destrói a riqueza dum país.

 

 

in Apoios Financeiros

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:10
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Volta beterraba, estás perdoada !......

Supermercados racionam venda de açúcar

  

por ILÍDIA PINTO

  

A escassez de matéria-prima já obrigou à paragem das refinarias. Há quem fale em estratégia para fazer subir o preço. Há cadeias a limitar a venda de açúcar por cliente e outras com ruptura de 'stocks'.

  

Há falta de açúcar no mercado nacional. Prateleiras vazias ou letreiros a limitar a compra de dois quilogramas por cliente tem sido o panorama nos últimos dias em algumas das cadeias de supers e hipermercados de Lisboa e Porto. A RAR (Refinarias de Açúcar Reunidas) invoca a falta de matéria-prima no mercado internacional e até já suspendeu a refinação. Recentemente, o presidente do grupo, Nuno Macedo Silva, explicou que a alternativa foi comprar "algum açúcar branco" para cumprir os compromissos, mostrando--se convicto de que, dentro de uma a duas semanas, a empresa deverá "receber um barco de rama e retomar a refinação".

Mas no mercado as versões variam entre os que acreditam que os produtores nacionais não tomaram precauções e que isso resulta de uma tentativa de evitar perder ainda mais dinheiro, na sequência do disparar das cotações internacionais (em Novembro atingiram o nível mais alto em 29 anos), já que os contratos com a distribuição são assinados numa base anual. "Preferem não não entregar do que perder muito dinheiro e portanto vão esperando que as cotações desçam", dizem. Outros há que argumentam que "podemos estar a assistir a uma tentativa de escassear o produto para fazer subir o preço", já que qualquer contrato prevê sempre que em circunstâncias excepcionais seja revisto.

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição desdramatiza: "Os consumidores podem estar tranquilos, não se prevê ruptura de stocks." A directora-geral da APED admite "casos pontuais de grupos que limitaram a venda de açúcar, o que pode ter levado a uma ou outra ruptura de stock", mas, diz, "a situação está normalizada".

A RAR não é tão peremptória e limita-se a assegurar que "tem vindo a ajustar" as suas posições no mercado, "explorando todas as oportunidades disponíveis", de modo a "garantir os compromissos com os clientes". O grupo aponta a falta de capacidade dos países produtores de rama de cana-de-açúcar para vender para a UE (o Brasil, entre outros), de suprir as necessidades do mercado, e o facto de o preço do açúcar, no mercado mundial, ter aumentado nos últimos meses para mais do dobro dos seus valores históricos, "fazendo que a UE perdesse o estatuto de destino preferencial de colocação desta matéria-prima".

Admite, como outros operadores, que reflecte sobre a oportunidade e necessidade "de implementação de mecanismos específicos de intervenção previstos na regulamentação comunitária para os casos de escassez de matéria-prima.

 

in Diário de Notícias

 

Hipermercados racionam vendas de açúcar

Elisabete Felismino  

 

Cada cliente só pode comprar três quilos nos Modelo e Continente. E no Minipreço só duas unidades.

 

As maiores cadeias de super e hipermercados em Portugal estão com falta de açúcar, o que os levou a começar a racionar este bem alimentar. Na origem da escassez deste bem alimentar está a falta de matéria-prima, facto que leva as empresas de produção a não refinarem açucar.

A Sonae, que detém as marcas Modelo e Continente, impôs como limite a compra de três quilos por cliente, avançou ao Diário Económico fonte oficial da empresa.

Já o grupo Dia - detentor dos supermercados Minipreço - foi mais austero, ao permitir apenas a compra de duas unidades de açucar por cada cliente.

A escassez da matéria-prima que já se faz sentir desde meados de Novembro deverá agravar-se devido à época de Natal, altura em que os portugueses consomem mais açúcar. E é, justamente, para precaver situações limites que as cadeias de distribuição avançaram com políticas de racionamento.

Segundo fonte oficial da Sonae, "a nossa limitação tem sobretudo a ver com a época em que estamos, em que tradicionalmente é uma altura de picos de consumo de açúcar e é para evitar situações abusivas".

 

in Económico

 

 

Alguns comentários dignos de destaque que encontrei nestas duas notícias:

 


DN: Anónimo
10.12.2010/07:57
Temos capacidade de produzir o nosso próprio açucar, o de beterraba... é mais saudável e é produto nosso. Porque acabaram ou tentam acabar com esta cultura? o que aconteceu a fabrica? foi benefico abrir as fronteiras ao açucar? hoje estamos dependentes de produtores internacionais, mais uma boa postura do nosso país.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/08:26
A fabrica mantem-se a trabalhar como refinaria.O fim da producao de acucar de beterraba deveu-se à imposicao da UE ao reduzir as cotas para Portugal donde foi impossivel garantir a materia prima para a respectiva producao.Foram pagos subsidios aos agricultores para deixarem de produzir.

 

DN:  ana
10.12.2010/09:06
Esta na horinha de começar a ter produção nacional. Nos Açores tem a beterraba que é bom. O que me chateia é que nem com esta crise somos capazes de investir na n/podução. Triste

 

DN: Theend
10.12.2010/09:18
Portugal - Viana do Castelo
Em tudo em Portugal há sempre "espertezas"! Sabiam que temos os produtos em Portugal mais caros do que em toda a Europa Ocidental(Spain, France, Italia, Deuthcland, etc) e de quem é a culpa? das distribuidoras é claro que querem ganhar ganhar ganhar!!

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:19
Fecharam a fabrica em Coruche e acabaram com a beterraba em portugal para plantarem oliveiras, agora temos azeite e não hà acuçar.É o pais que temos.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:25
Antes de dizerem asneiras como acima descrito é bom ver com os proprios olhinhos.A fabrica de coruche nao fechou ok?Simplesmente foi reconvertida em refinaria.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:30
Hum falta de stock de açucar nos aqui na madeira estamos a nadar em canas de açucar outra vez (não pra usar em produção de açucar puro mas em derivados\mel\run) talvez seja o tempo de voltar aos velhos tempos da produção de açucar pareçe que pode render algo outra vez

 

DN:Anónimo
10.12.2010/09:31
Reconvertida é o mesmo que dizer que acabou a prodição nacional de acuçar.Podemos dar muitos nomes mas o que conta é que já não ha produçao nacional de acuçar, logo as toneladas de beterraba que era produzida em Portugal já eram!Refinar não é produzir e fabricar mas sim transformar.

 

DN: Luso
10.12.2010/10:00
ATENÇÃO! Esta história está mal contada eu trabalho para a British Sugar na Inglaterra e neste momento posso garantir temos excesso de matéria prima inclusivo algum desse excedente esta a ser transformado em rações para animais e o preço do açucar não sofreu qualquer alteração. Isso deve fazer parte de algum golpe de que alguem se vai aproveitar. Olho vivo Zé Povinho!

 

DN : ana lima
10.12.2010/10:05
No hiper continente já houve ruptura mas no Jumbo não porque a distribuidora é outra e ainda bem. Como cliente do Jumbo que sou ainda não tive dificuldades


DN: Costa pina
10.12.2010/10:09
é a RAR que está com pressões. Existem outras distribuidoras e não há problemas. Deixem-se de conversas pois querem é mais dinheiro.

 

DN: Chicos-espertos
10.12.2010/10:15
Para os espertalhões que acham que os preços estão a ser manipulados a nível nacional aqui fica a evolução do preço do açúcar: http://www.indexmundi.com/commodities/?commodity=sugar É como na gasolina, o petróleo sobe em todo o lado mas o português acha sempre que foi a Galp, como se tivesse algum controlo sobre a nossa dependência externa TOTAL.

 

DN: MyWay
10.12.2010/11:19
Portugal - Lisboa
Ora aqui está uma excelente noticia! E auguro que com a crise os bardajanas dos agricultores franceses deixem de receber os biliões que recebem para produzir açucar de beterraba (aquele que comemos) e para exportar para o 3.º mundo ao preço da uva mijona arruinando as agriculturas locais, como fizeram com Moçambique p.e.! E pode ser que os 'alimentos' hiper doces subam exponencialmente de preço que é para ver se há menos gordos, gulosos e cariados!

 

E: Miguel , | 10/12/10 08:50
Este é o resultado da spolíticas agrícolas comuns da PAC. Destrui-se a cultura da beterraba sacarina na Europa e agora não há ramas que cheguem. Verifica-se assim que o "mercado" não funcionou como defendem os neoliberais e por isso caimos num regime de racionamento.

 

E: Miguel , | 10/12/10 10:34
Sr. LA
Em Portugal já não se produz açúcar desde que a UE destruiu a cultura da betrerraba sacarina. Em Portugal só se refina açúcar produzido e importado das ex-colónias e dos países asiáticos. A escassez resulta da redução da produção excedentária desses países e pela utilização do açúcar para aprodução d ebio combustíveis.

 

E: ALCOBIA , | 10/12/10 10:47
POIS ESTA A INTELIGENCIA DE ALGUNS POIS FECHARAM A FABRICA DE BETERRABA QUE FAZIA O ACUCAR E AGORO ESTAO DE COCURAS HA ESPERA DO ACUCAR IMPORTADO ESTE PAIS ASSIM NAO SE SAFA COM ESSES TAIS INTELIGENTES AO CONTRARIO

 

E: Oiçam seus papalvos... , | 10/12/10 10:56
o problema é mundial. Há falta de produção agrícola a nível mundial pelo consumo voraz de países como a Índia, Brasil e China, que começam a ter hábitos de consumo semelhantes aos Ocidentais à medida que começam a ter mais poder de compra. O problema está a tornar-se de tal ordem grave que a ONU já veio dizer hoje que se a produção agrícola mundial não aumentar, os preços dos bens agrícolas continuaram a subir a pique. Portanto esqueçam essas vossas teorias da conspiração. Há muito tempo que se previa este possível cenário. Desde que esses países aderiram ao capitalismo que este cenário se tornou previsível. O pior ainda está para vir, porque não se consegue adaptar a oferta à procura de um momento para o outro!

 

E: Guloso , | 10/12/10 11:15
   Miguel , | 10/12/10 10:34, você meteu o dedo na ferida !
Os efeitos das decisões à lá ex-USSR na CEE, começam a fazer-se sentir.
Os maravilhosos e fantásticos sábios que tudo sabem, deram mais uma barraca homérica ! É como aquela de dar subsídios para abater os barcos de pesca.
Deixem-se de tretas e deixem os mercados funcionarem. Não andem com planos quinquenais à lá ex-USSR, pois isso destrói a economia e tudo o resto.

publicado por portuga-coruche às 07:00
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