Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Conta da Àgua vai ter mais 3% de Resíduos Sólidos!

Não, não é dia 1 de Abril!

 

Em Coruche vão aumentar novamente a já completamente inflacionada conta da água que inclui os resíduos sólidos.

 

Não bastava já pagarmos 100% e outras localidades pagarem 1/3 (como a parcela de resíduos sólidos é ao critério de cada Câmara Municipal existem localidades em que se a água é 15 euros os resíduos sólidos serão 5 euros, em Coruche é 100%, se a água for 15 euros pagaremos 30 euros no total já com os resíduos sólidos, corrijam-me se me engano que terei todo o prazer em repor os valores correctos!!!), ainda nos carregam mais. Espertos foram todos aqueles que no Cartaxo não baixaram os braços e lutaram até se livrarem desta injusta colecta! Usar um elemento básico e essencial à vida como forma de pressão e incentivo á colecta!

 

A água é um elemento essencial à vida.

A água é essencial para manter a nossa higiene e a higiene dos nosso animais, residências e negócios.

A água não é um luxo.

Sem água não é possível comermos em condições pois ela entra em todos os processos de higienização alimentar. Desde a limpeza dos alimentos à lavagem de todos os instrumentos e utensílios.

 

O Sr. Presidente da Câmara Municipal argumenta, conforme noticia o jornal "O Mirante"(atenção que a versão on-line não contém o texto completo que se pode ler na versão impressa), que " ... a tarifa cobrada não chega para pagar o serviço de recolha de lixo e sua deposição no aterro da Raposa.".  Outro argumento é que "... quem limpa jardins ou espaços relvados costuma depositar esses resíduos em contentores do lixo."

 

O primeiro grande problema é misturar o lixo com a água. O consumo de água nada tem a ver com a produção de lixo. Não existe proporcionalidade! O lixo é uma consequência do consumo moderno. Os espaços comerciais até uma maçã vendem embalada! Agora a água, a água amigos é um elemento essencial à vida e à saúde. Torna-la inacessível ou mistura-la com outras despesas é injusto e inaceitável.

 

O que para uns é pouco ético e imoral para outros é perfeitamente moral e aceitável! Só isso pode explicar o uso desta taxa que foi aprovado por alguém a ser inserida na factura da água supostamente para facilitar a cobrança (também não sei se seria possível cobrar em separado, haveria sempre quem a não pagasse mesmo que visse caixotes a abarrotar) e agora que já lá está é manipulada à vontade pelo município arrastando a água para preços proibitivos.

 

Compreende-se o propósito da política seguida pela presidência Dionísio Mendes, mas a sustentabilidade não é tudo! O propósito tem de ser as pessoas. A CMC existe para as pessoas.

 

Se o lixo é um problema também a factura da Águas do Ribatejo e a falta de alternativas para quem não pode pagar o são!

 

O acesso à água deveria ser um direito universal e constar da carta dos direitos humanos! Cobrar por esse bem precioso para nós tão ou mais importante que o ar que respiramos é injusto. Servirem-se da nossa dependência da água para cobrar o lixo deveria ser ilegal.

 

Sabem quanto se paga na Ilha das Flores? 3,6 Euros por trimestre para os particulares e 6 Euros para empresas, não tem contadores nem exploradores privados, quem capta, trata e distribui à água é a autarquia.

 

Consultem os links do EXPRESSO e do iONLINE.

 

 

Deveriam dar-nos hipótese de nós próprios resolvermos o problema. Fazia-se uma vaquinha entre vizinhos ficava muito mais barato irmos semanalmente à Raposa lá depositar o nosso lixo já com o valor dos combustíveis adicionado. ou então a CMC poderia criar um impresso onde cada um de nós poderia prescindir da recolha do lixo .... a este preço nós próprios levamos o lixo para outro lado!

 

Como muitos de nós ou familiares trabalham fora do concelho podemos até criar uma nova moda,  levar o nosso lixo para outros concelhos ou mesmo distritos! Quem sabe até, convencer alguns emigras que costumam cá vir nas festas e festividades em vez de levar os habituais garrafões e chouriços levar o nosso lixo para França, Luxemburgo, etc.. 

publicado por portuga-coruche às 07:15
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

A História com História

Drenaciptose – Ciência pouco científica
 
Erros como os que vamos verificar, porque sistemáticos, têm vindo a contribuir para a ignorância sobre o Paço Real da ribeira de Muge. E a ignorância tem sido a mãe de todas as destruições, na qual os políticos sentados na Câmara de Almeirim desde sempre se têm apoiado.
 


 

Encontrámos um dia destes uma brochura elaborada por equipa do Hospital de Santarém, sem data, como conclusão de um estudo sobre a drenaciptose, o qual contém um rol de incorrecções relativamente ao o Paço dos Negros da Ribeira de Muge. Porque o documento parece empenhado em afirmar tudo quanto é contrário à realidade histórica, passemos a analisar o que o mesmo diz. Logo a abrir, em Notícia Histórica,
 
citamos a página 7:
«A presença de raça negra nos concelhos de Almeirim e Coruche não pode fixar-se antes do século XIX, ao contrário do que ainda defende uma tradição sem fundamento.
 
Nos períodos em que a Corte viveu em Almeirim, correspondendo aos anos 1500 a 1578, admite-se que alguns escravos a tivessem seguido para o desporto de caça que se praticava na região, mas os casos a apontar são esporádicos.
 
Por tal motivo, não se confirma a tradição de que houve no sítio de Paço dos Negros, uma fixação africana de onde derivou o topónimo de Paço dos Negros. Esse local da freguesia da Raposa e concelho de Almeirim nunca é citado nos registos paroquiais, nem em relatos de viagens do tempo, como sendo o de negros ali residentes.
 
Existe ali um palácio sem dúvida senhorial, pelo brasão do século XVI que encima a portaria e que presumimos ter sido a residência de caça do fidalgo Fernão Soares, pagem do livro de D. João III, falecido em 1544 e que jaz no vizinho convento de Nossa Senhora da Serra.
 
Como Paço dos Negros, essa moradia hoje desprovida do traço original, só no século XIX passou a ser conhecida.
 
No século XIX, sim, viveram ali grupos de africanos que os governos da Regeneração fizeram vir para a metrópole afim de os adaptar a vários tipos de vida agrícola.»
 
Na página 12: «Em 1890 chegaram centenas de pretos de Angola a Lisboa, destinados a trabalhos agrícolas. Foram distribuídos por várias regiões entre elas a de Santarém…muitos deles foram levados certamente para Ameirm e Coruche – onde já havia outros desde 1850-para a cultura do arroz. Foram eles os ascendentes de muitos habitantes que hoje vivem nas Fazendas de Almeirim, Raposa, Lamarosa, e localidades próximas. Admitido gerações de 20 a 25 anos, temos a concluir que essas populações se radicam no Ribatejo há 130-110 anos, o que corresponde a 4 ou 5 gerações.»
 
Na página 23: «Embora Paço dos Negros – nome de povoação – estivesse na origem da escolha da área a estudar e dados históricos nos pudessem confirmar a existência de negros nesta mesma região, foi-nos negado o conhecimento de antecedentes de raça negra em todos as crianças com traço drepanocitário.»
 

Com todo o imenso respeito que possamos ter pelos nomes que constam da Ficha Técnica, não podemos deixar de repor a verdade histórica neste caso, ao qual, se nos aspectos técnicos e da temática da “doença” em estudo não temos nada a dizer, embora pensemos que não será a mesma coisa terem as populações estudadas 500 anos de contacto com gentes africanas, e 100 anos, como são as premissas em que se baseia o referido estudo e nos querem fazer crer:
 

1 – A presença de populações africanas não é uma tradição sem fundamento. Temos acesso a largas dezenas de documentos que nos dizem quando vieram (logo a partir de 1511), quem os pediu, quem os enviou, quantos eram, a quem pertenciam, o que recebiam para seu mantimento, etc.
 

2 - Este Paço é mencionado em larguíssimas dezenas de documentos das diversas chancelarias reais, sempre referido como “os meus Paços da Ribeira de Muge”, a partir de 1685 “os meus Paços dos Negros da Ribeira de Muge”. É o caso da nomeação real dos 14 almoxarifes do Paço.
 

O próprio documento, de 1511, 22 de Abril, em que o contador mor de Santarém dá conta ao rei D. Manuel do estado dos terrenos, seus donos e escrituras, e do que é necessário para o “aviamento das obras”. nesta, pede logo ao rei que lhe mande uma dúzia de escravos. Escravos que recebeu. Em 1529 eram já 30.
 
3 – Não se trata de uma mera casa senhorial. D. Manuel I, D. Sebastião, D. Catarina, aqui gostavam de se recrear. O caso do pagem Fernão Soares, com moradia neste paço, esse sim, é pura especulação, pois não nos aparece referenciado em nenhum documento referente a este paço.
 

4 - A cartografia, que já no século XVII referencia o paço como o “Paço da Serra”, “Palácios”, e o “Vale de Negros” nesta região.
 

5 - O facto de não aparecer mencionado nos registos Paroquiais, dever-se-á a erros de compreensão do próprio questionário, pelo pároco de Raposa, como se verifica pela forma desordenada, repetitiva, incompleta e ilógica da ordenação das respostas, que tem como consequência ser considerado, em 1758, pelo visitador do patriarcado: «João Rodrigues Delgado, não é mal procedido, pouco letrado, e não é muito vigilante em ser perfeito pároco…», e os negros já estarem assimilados, e ou dispersos pelos casais em redor, como o prova o funeral de um escravo, Pedro Tinoco, na igreja de Raposa, em 1719, que morava no moinho da Várzea Redonda.
 

6 - A afirmação de que o paço só passou a ser conhecido a partir do século XIX, trata-se de uma outra ideia preconcebida, pois foi precisamente a partir do ano de 1834, data da extinção dos conventos, com o fim da missão dos frades dominicanos de Nossa Senhora da Serra de ao Paço dos Negros virem dizer missa, de que temos registos até esta data, até ao limiar de 1900, com a venda do paço, estando o Paço na posse da Casa de Atalaia/Tancos, e após esta venda, cerca de 1880-1919, e sua ruína, que a história deste Paço e lugar, é mais apagada e nebulosa.
 

A concluir, devo dizer que tenho interrogado pessoas que nasceram no início do século XX, mesmo finais do século XIX, (minha mãe está viva, nasceu em 1913, meu avô nasceu em 1864, convivi com ele 12 anos), pessoas que há 20 anos interroguei, e na altura tinham 100 anos (por esse motivo as interroguei), e ninguém tem memória da existência de pessoas negras, mulatas ou pardas, na região. O que não aconteceria se porventura tivessem vindo em 1890.
 

Sinteticamente embora, espero que tenha ficado claro mais este erro. Das premissas e das conclusões do documento não nos pronunciamos. Só esperamos que a discrepância temporal, não obste a considerar válido o resultado dos estudos. Um problema deles técnicos de saúde.
 
 
 

 

Belo Post deste Blogger que se dá pelo nome de Manuel Evangelista. O Blog merece uma boa visita porque é bastante interessante para todos nós que vivemos na zona.

O Blogger só peca por não possuir contactos! Se alguém quiser trocar informações ou impressões não o consegue contactar. O que foi o meu caso. Eis as informações que temos sobre o Blogger:

Caro amigo, se puder, envie-me o seu contacto, gostava de trocar algumas impressões consigo. Parabéns pelo excelente trabalho que nos delicia e dignifica.

publicado por portuga-coruche às 09:57
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Jantar de solidariedade rende três mil euros

 

 Três mil euros foi quanto rendeu o jantar de solidariedade organizado pela Orquestra de Acordeões da Sociedade Filarmónica Cartaxense para angariar fundos para a família de Luís Vieira.

 

O motorista da Ribatejana, 37 anos, que integrava a orquestra, faleceu num acidente na Estrada Nacional 114, em Coruche, a 9 de Novembro, de que resultou também a morte da condutora de outra viatura.

 

Luís Vieira deixou quatro filhas menores. A esposa encontra-se desempregada já que o contrato com a escola onde trabalhou como auxiliar de acção educativa não foi renovado. A viúva, de 35 anos, e as filhas - de 17, 14, sete e 5 anos – residem no Vale de Santarém. Familiares, vizinhos e amigos têm ajudado a família e já foram entregues alguns cabazes com alimentos.

 

O jantar teve lugar no pavilhão do recinto de festas de Vila Chã de Ourique e reuniu centenas de pessoas que se associaram à iniciativa. “Não vou parar enquanto elas não estiverem bem na vida. Os seguros demoram muito a ser pagos”, prometeu a professora de acordeão de Luís Vieira, Maria João Almeida, que liderou a organização.

 

A noite terminou com a actuação da Orquestra de Acordeões e com a projecção de fotografias do grupo que viajou recentemente à Bélgica

 

in O Mirante

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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Jantar e concerto de acordeões para ajudar família de vítima de acidente em Coruche

A Orquestra de Acordeões da Sociedade Filarmónica Cartaxense (SFC) vai realizar dia 19 de Dezembro um jantar de solidariedade em homenagem a Luís Vieira, o condutor do autocarro da Ribatejana que faleceu no acidente de viação na Estrada Nacional 114, a 9 de Novembro, no concelho de Coruche, de onde resultou da condutora de outra viatura.

 

 

O jantar tem lugar no pavilhão do recinto de festas de Vila Chã de Ourique, pelas 20 horas, tendo como objectivo angariar fundos para a família de Luís Vieira. A viúva está desempregada e tem quatro filhos por sua conta.

 

 

Além do jantar, a noite solidária conta com a actuação da Orquestra de Acordeões da SFC com os seus de instrumentos. As inscrições podem ser efectuadas através dos números de telemóvel 916 612 818, 933 625 181 ou 919 864 296, até esta quinta-feira, dia 17.

 

 

 

in O Mirante

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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Alunos deixam mensagens para a professora Helena

Rui Miguel Pedrosa  Cerimónia íntima marcou último adeus da família da professora Maria Helena Pires.


Funeral da mulher que morreu segunda-feira no violento acidente em Coruche

Cerimónia íntima marcou último adeus da família da professora Maria Helena Pires.Alunos deixam mensagens para a professora Helena

Um ambiente de intimidade rodeou ontem as cerimónias fúnebres da professora Maria Helena Pires, 50 anos, que morreu segunda-feira num violento acidente em Coruche. Em cima da urna com o corpo, que esteve em câmara ardente na Igreja de Alcáçova, alunos deixaram uma cartolina com mensagens destinadas à sua professora.

 

“Gostavas tanto de flores e agora não estás aqui para veres o que está à tua volta”, disse a mãe da docente, num momento de profundo sofrimento. 

De manhã, na capela das Portas do Sol, realizou-se a encomendação do corpo, seguindo o cortejo fúnebre para o Cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo foi cremado.  De tarde, as cinzas foram depositadas num jazigo de família, no Cemitério do Tramagal, no concelho de Abrantes.

 

in Correio da Manhã

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Acidente brutal espalha dor e luto em Coruche e Santarém

Motorista de autocarro e professora morrem devido a ultrapassagem mal calculada
 

foto

Escola de Coruche decretou luto pela morte de professora em acidente que envolveu um autocarro da Ribatejana cujo motorista também morreu no local. Desastre na Estrada Nacional 114, entre Raposa e Coruche, provocou dez feridos, alguns em estado grave.

 

 

 

 

 

A Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Armando Lizardo, em Coruche, decretou dois dias de luto pela morte da professora de Matemática e Ciências, Maria Helena Pires, de 50 anos, residente em Casal do Paul, freguesia de Almoster, num acidente que envolveu várias viaturas na tarde de segunda-feira, 9 de Novembro. Foram canceladas as reuniões de professores e o habitual magusto com os alunos para comemorar o S. Martinho. Os alunos que tinham maior afinidade com a docente foram dispensados das aulas na terça-feira e estão a ser acompanhados por psicólogos.

No acidente morreu também o motorista de um autocarro da empresa Ribatejana, Luís Miguel Vieira, 37 anos, e ficaram feridas mais duas professoras da escola, também residentes no concelho de Santarém. Uma delas, Dora Paulino de Andrade, está internada em estado grave no Hospital de Santa Maria (Lisboa) e a outra, Ana Cavaca, está internada no Hospital de Santarém e o seu estado não inspira grandes cuidados.

As professoras foram colocadas este ano lectivo pela primeira vez na escola de Coruche. Regressavam numa carrinha Volvo a casa depois de uma visita de estudo a Lisboa, ao veleiro Vera Cruz. Os alunos que participaram na visita ficaram em estado de choque quando souberam do sucedido.

Segundo a presidente do agrupamento de escolas EDUCOR, Maria de Fátima Bento, no dia seguinte ao acidente, que ocorreu na Estrada Nacional 114, na zona de Caneira, entre Raposa (Almeirim) e Coruche, o ambiente era de consternação. “Ela tinha uma relação muito boa e muito próxima com os alunos”, desabafa a directora do agrupamento, acrescentando que Maria Helena Pires era directora de uma turma do sexto ano de escolaridade (estudantes entre os 11 e os 12 anos) que ficou “muito fragilizada com a situação”. Atrás do carro das professoras seguiam outros carros com professores que também regressavam a casa.

O motorista do autocarro da Ribatejana, Luís Miguel Vieira, residente em Vale de Santarém, concelho de Santarém, deixa quatro filhas menores. O condutor fazia a carreira entre Santarém e Coruche com 15 ocupantes. Uma passageira foi projectada para fora do autocarro e sofreu ferimentos que inspiravam cuidados. José Fernando Nunes, director de operações da Ribatejana, disse a O MIRANTE que Luís trabalhava na empresa há 12 anos, que nunca tinha tido um acidente e que era considerado um motorista exemplar dentro da empresa. “Há uma consternação generalizada”, desabafou.

Na terça-feira José Josué, o administrador do Hospital de Santarém que recebeu inicialmente os dez feridos do acidente, informou que cinco feridos ligeiros já tinham tido alta hospitalar e que se mantinham internadas três pessoas, duas delas com fracturas nos membros inferiores e outra com traumatismo craniano. Um outro ferido foi transferido para o Hospital S. Francisco Xavier (Lisboa) por necessitar de cirurgia plástica.

 

Ultrapassagem fatal

O acidente aconteceu quando o veículo ligeiro onde seguiam as três professoras tentava ultrapassar um pesado de mercadorias. A meio da ultrapassagem surgiu, de frente, o autocarro de passageiros. O condutor do autocarro ainda tentou desviar-se mas o choque com a viatura ligeira foi inevitável. Na sequência do embate o autocarro despistou-se, saiu da faixa de rodagem e após ter galgado os railes laterais foi embater numa árvore. Uma viatura ligeira que seguia em direcção a Coruche ainda foi atingida pelo reboque do camião, mas a condutora e única ocupante do carro não sofreu qualquer ferimento tendo sido assistida pelos bombeiros por se encontrar em estado de choque.

No local estiveram a prestar socorro às vítimas elementos de 13 corporações de bombeiros dos distritos de Santarém, Setúbal e Évora e três Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação de Santarém e Lisboa, num total de 63 elementos. Chegou a ser pedido um helicóptero para evacuar Maria Helena Pires para o Hospital de Santa Maria, mas a professora, que foi desencarcerada ao fim de duas horas, não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer no local. A estrada esteve cortada nos dois sentidos durante mais de quatro horas.

 

“Vi a morte mesmo à minha frente”

Américo Silva era o motorista do autocarro da Rede Expresso, da empresa Eva, que seguia atrás do carro das professoras quando se deu o acidente. Na sequência do embate, o autocarro da Ribatejana que seguia em sentido contrário entrou em despiste e por pouco não embateu no expresso que trazia dez pessoas e fazia a ligação Faro-Coimbra. “Foi uma fracção de segundos. Quando vi que ele vinha desgovernado direito a mim guinei para a faixa contrária e consegui desviar-me”, descreve.

Na altura, conta, instalou-se o pânico entre os passageiros do expresso que começaram a gritar. “Isto foi um milagre. Se o autocarro da Ribatejana me bate se calhar não estava aqui agora a falar”, desabafa. O veículo pesado de transporte de passageiros da EVA ficou no meio dos veículos acidentados sem um único risco. “Parece que foi aqui colocado de helicóptero”, salienta, acrescentando que por pouco a tragédia não foi maior. “Vi a morte mesmo à minha frente. Imaginei que não ia conseguir safar-me”.

Américo Silva, motorista há mais de seis anos, lembra que já vinha atrás do veículo onde seguiam as três professoras há cerca de um quarto de hora. E que estas já tinham tentado ultrapassar o camião antes de se dar o acidente, mas que não tinham conseguido porque havia muito trânsito em sentido contrário. Os passageiros do expresso tiveram que aguardar no local enquanto decorriam as operações de socorro. Quando o local ficou mais liberto de viaturas de socorro e de outros carros que ficaram parados na via, os clientes da empresa foram transferidos para outro autocarro e seguiram viagem ao fim de cerca de duas horas de espera.

 

 

in O Mirante

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

“O Luís não merecia morrer na estrada”

Centenas de pessoas juntaram-se aos familiares de Luís Miguel Vieira durante as celebrações fúnebresRui Miguel Pedrosa 
 
 
 
 
Centenas de pessoas juntaram-se aos familiares de Luís Miguel Vieira durante as celebrações fúnebres

 
 

Coruche: Cinco pessoas continuam hospitalizadas em estado grave

“O Luís não merecia morrer na estrada”

O silêncio de tristeza, cortado apenas pelos desabafos de dor de alguns familiares, tomou ontem conta do Vale de Santarém, durante o funeral de Luís Miguel Vieira, o motorista do autocarro que, segunda-feira, morreu num violento acidente em Coruche.

 

"Um homem que ao volante era sempre cuidadoso não merecia morrer na estrada", desabafou Fernando Soares, cunhado da vítima. A consternação pela forma trágica como o motorista morreu, numa colisão que provocou outra vítima mortal e dez feridos – cinco em estado grave –, era, aliás, bem visível no rosto das mais de 200 pessoas que acompanharam as celebrações religiosas em memória da vítima.

"Fiquei chocada quando soube da sua morte, ainda mais por se tratar de alguém que conhecia e cuja personalidade admirava", adiantou Ilda Lanceiro, presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém.

Luís Miguel Vieira, 37 anos, que deixa quatro filhas menores e a mulher no desemprego, trabalhava na transportadora Ribatejana há 12 anos. Segunda-feira, ao início da noite, viu interrompida de forma brutal a carreira elogiada por todos.

Na origem do acidente, que envolveu o autocarro, um semi-reboque e duas viaturas ligeiras e manchou de sangue a EN114, entre Coruche e Almeirim, terá estado uma ultrapassagem irregular de Helena Pires, a outra vítima mortal, que conduzia um dos carros. A condutora, de 50 anos, dava aulas de Matemática e Ciências na Escola EB 2,3 Armando Lizardo, em Coruche, e regressava a Santarém com mais duas colegas que ficaram feridas, uma delas em estado grave.

O corpo da professora Helena Pires está em câmara ardente na Igreja de Alcáçova, em Santarém, onde hoje se realiza uma missa em sua honra, a partir das 10h30.

Após o serviço religioso, a urna da vítima será transportada para o cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo ser cremado. A escola onde Helena Pires leccionava decretou dois dias de luto.

APONTAMENTOS

FERIDOS INTERNADOS

Os cinco feridos graves permaneciam ontem internados em situação estável: três no Hospital de Santarém e dois em Lisboa.

QUATRO MENORES ORFÃS

O motorista do autocarro deixa órfãs quatro menores. A viúva está desempregada.




 

Francisco Pedro com J.N.P.

 

in Correio da Manhã

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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Coruche: Motorista do autocarro deixa quatro filhas menores


 

Coruche: Motorista do autocarro deixa quatro filhas menores

“Morreu sem culpa no primeiro acidente”

Professora Helena Pires teve de ser desencarcerada

Professora Helena Pires teve de ser desencarcerada

 

Quatro menores órfãs e a viúva no desemprego são uma das consequências mais dramáticas do acidente que segunda-feira à noite matou dois condutores em Coruche. São a família do motorista do autocarro, atingido de frente por um automóvel com professoras. Luís Miguel Vieira trabalhava há 12 anos na Ribatejana e fazia todos os dias o percurso Almeirim-Coruche. "Morreu no primeiro acidente que teve e sem ter culpa alguma", lamentou ontem ao CM o cunhado, Fernando Soares.

 

Para o director de operações da Barraqueiro Transportes, proprietária da Ribatejana, a vítima, de 37 anos, residente no Vale de Santarém, "era um excepcional motorista e um colega muito querido de todos os funcionários". O responsável lamentou ainda as "circunstâncias dramáticas" em que ocorreu o acidente. A segunda vítima mortal da colisão – que envolveu um autocarro de passageiros, um semi-reboque e dois veículos ligeiros, na EN114 – é uma professora de Santarém, que dava aulas em Coruche.

A professora Helena Pires era a condutora do Volvo que embateu no autocarro, depois de uma suposta ultrapassagem mal calculada. A mulher, de 50 anos, esteve a ser desencarcerada durante duas horas, mas não resistiu aos ferimentos. Do acidente resultaram ainda dez feridos, cinco dos quais estão internados em estado grave. Dois foram transferidos para os hospitais de Santa Maria e de São Francisco Xavier, em Lisboa, e os restantes permanecem no Hospital de Santarém, um deles com traumatismo craniano e os outros com lesões ortopédicas, apurou o CM.

Quatro dos feridos graves iam no autocarro, que transportava 15 utentes. A passageira que seguia no banco da frente foi projectada pela janela e sofreu fracturas expostas nas duas pernas. Os feridos ligeiros tiveram alta durante o dia de ontem, disse uma fonte hospitalar.

ESCOLA DOIS DIAS DE LUTO

As três ocupantes da Volvo que terá provocado o acidente eram professoras na Escola EB 2,3 Armando Lizardo, Coruche, e regressavam a Santarém depois de uma visita de estudo ao veleiro ‘Vera Cruz’, em Lisboa. A escola decretou ontem dois dias de luto e suspendeu as actividades lectivas, como o convívio de São Martinho, que estava previsto para hoje. Alguns dos alunos não contiveram a emoção e "choraram muito quando souberam da morte da professora, porque gostavam muito dela e as suas últimas recordações são de um dia muito feliz", disse ao CM Fátima Bento, directora do agrupamento de escolas, acrescentando que os alunos, de 11 anos, estão a receber acompanhamento psicológico. Todas as docentes leccionavam pelo primeiro ano em Coruche. A vítima mortal, Helena Pires, era professora de Matemática e Ciências, tal como Ana Cavaca, que sofreu ferimentos ligeiros. Dora Andrade, uma das vítimas mais graves, é professora de Educação Física e está internada em Lisboa.

PORMENORES

'MILAGRE'

O acidente envolveu um Opel Corsa que passou por milagre entre o semi-reboque e os railes de protecção, segundo o motorista de um pesado que seguia logo atrás. A condutora ficou em estado de choque.

HELICÓPTERO

Chegou a ser accionado um helicóptero do INEM para recolher a professora Helena Pires, a partir do campo de futebol de Raposa, mas a condutora acabou por falecer ainda no local, apesar dos esforços dos médicos.

SOCORRO

O socorro envolveu 13 corpos de bombeiros de três distritos (Santarém, Setúbal e Évora) e três VMER. A EN114 foi cortada ao trânsito toda a noite, enquanto decorreram as operações de socorro e limpeza.




 

João Nuno Pepino

 

in Correio da Manhã

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Escola de Coruche decreta luto de dois dias pela morte de professora no acidente que envolveu autocarro

VER VÍDEO: http://www.omirante.pt/omirantetv/

 

 

fotoA Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Armando Lizardo, em Coruche, onde estavam colocadas as professoras que tiveram o acidente que envolveu um autocarro, na segunda-feira, 9 de Novembro, decretou dois dias de luto e cancelou todas as actividades. Segundo a presidente do agrupamento de escolas EDUCOR, Maria de Fátima Bento, foi cancelado o tradicional magusto com os alunos para comemorar o S. Martinho e todas as reuniões de professores, que estão bastante consternados, foram suspensas.

 

As três professoras que residem no concelho de Santarém, faziam a viagem de regresso a casa depois de uma visita de estudo a Lisboa ao veleiro Vera Cruz. No acidente morreu a professora de Matemática e Ciências, Maria Helena Pires, de 50 anos de idade e residente em Casal do Paul, freguesia de Almoster (Santarém). Em estado grave no Hospital de Santa Maria (Lisboa) está a professora de Educação Física Dora Paulino de Andrade. A outra professora que seguia no mesmo carro, Ana Cavaca, está internada no Hospital de Santarém e o seu estado não inspira grandes cuidados.

Maria de Fátima Bento disse a O MIRANTE que se vive um ambiente de grande consternação na escola e que os alunos que mais de perto conviviam com a professora que morreu estão a receber acompanhamento psicológico e pelo menos durante o dia de hoje foram dispensados das aulas. “Ela tinha uma relação muito boa e muito próxima com os alunos”, desabafa a directora do agrupamento, acrescentando que Maria Helena Pires era directora de uma turma do sexto ano de escolaridade (estudantes entre os 11 e os 12 anos) que está “muito fragilizada com a situação”.

 

As três professoras tinha sido colocadas pela primeira vez neste ano lectivo na Escola Dr. Armando Lizardo. Na altura em que ocorreu o acidente, na Estrada Nacional 114 na zona de Caneira, entre Raposa (Almeirim) e Coruche, às 18h20, circulavam na mesma estrada uns metros atrás outras viaturas com professores da mesma escola que também regressavam a casa e que ficaram em estado de choque. Do acidente resultou também a morte do condutor do autocarro da empresa Ribatejana que fazia a carreira de Santarém para Coruche e que reside em Vale de Santarém, concelho de Santarém.

O embate aconteceu quando o veículo ligeiro onde seguiam as três professoras tentava ultrapassar um pesado de mercadorias. A meio da ultrapassagem surgiu, de frente, o autocarro de passageiros. O condutor do autocarro ainda tentou desviar-se mas o choque com a viatura ligeira foi inevitável. Na sequência do acidente o autocarro despistou-se, saiu da faixa de rodagem e após ter galgado os railes laterais foi embater numa árvore. No local estiveram a prestar socorro às vítimas, elementos de 13 corporações de bombeiros dos distritos de Santarém, Setúbal e Évora e três Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação de Santarém e Lisboa.

 

in O Mirante

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Ponte da Raposa reabre ao trânsito esta quarta-feira

A ponte da Raposa, concelho de Almeirim, na Estrada Nacional (EN) 114, reabre ao trânsito esta quarta-feira, 15 de Julho. A travessia fechou à circulação no início do mês passado devido a obras de reforço da estrutura. Para facilitar a circulação dos habitantes da freguesia a Câmara de Almeirim disponibilizou uma travessia provisória, com a colocação de manilhas na Ribeira de Muge, junto ao parque de merendas da Raposa, que foram cobertas de terra. O restante trânsito (não local) tem sido desviado por Paço dos Negros, freguesia de Fazendas de Almeirim, e Lamarosa, concelho de Coruche.

Na mesma estrada, mas em Coruche, mantém-se os condicionamentos nas pontes sob o vale do Sorraia também devido a obras que estão a decorrer. Nesta zona foi colocada uma ponte militar apenas para veículos até 3,5 toneladas de peso bruto.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 12:53
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