Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Nos fóruns das rádios e das televisões o povo exprime a sua cólera

Esta fotografia do primeiro-ministro na capa do Público de hoje é bem a imagem do País.

 

 

De olhos no Além, quase em transe, mãos em gesto tímido de oração, rosto cavado e sofrido, o primeiro-ministro parece um homem perdido… Só Deus lhe poderá acudir porque os portugueses já o abandonaram….

Nos fóruns das rádios e das televisões o “povo” acorre a dizer o que pensa…e ouvem-se “gritos” de revolta, de sofrimento e de desesperança….nem uma voz se ouve a defender o Governo! Nem Sócrates no final do mandato teve coisa assim…

Mas já não é só o “povo” anónimo e iletrado, que não percebe de economia mas sabe como estão as suas finanças, a acorrer a esses espaços para  exprimir a sua cólera. Esta manhã, no programa Antena Aberta, da Antena 1, o professor Abel Fernandes, catedrático de Economia da  Universidade do Porto, explicou em palavras simples como  o Governo ao ir além da troika, “descalibrou” o Memorando e tornou impossível o seu cumprimento.

O “povo” que o ouvia agradeceu e um dos participantes que falou a seguir pediu ao professor que desse uma “aula” a Passos e Gaspar para lhes explicar o que tão magistralmente tinha exposto na antena. Porque, dizia, “eles ainda não perceberam o que estão a fazer ao País”.

 

Publicado em Setembro 25, 2012 por estrelaserrano@gmail.com

in Blog VAI E VEM

 

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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

Wikileaks: assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"

O esquerda.net teve acesso aos emails revelados pela Wikileaks sobre a empresa de espionagem Stratfor. Um dos informadores é português e foi parar ao Governo pela mão de Miguel Relvas. Quando o assessor informou a Stratfor da sua nomeação e se disse disponível para a ajudar no que fosse preciso, a "CIA privada" promoveu-o no ranking de confiabilidade.

 

Há poucas semanas, a organização de Julian Assange disponibilizou ao esquerda.net o acesso ao motor de pesquisa dos emails da Stratfor. Eles revelam a troca de correspondência entre um alto responsável da empresa e um assessor do ministro Miguel Relvas. Trata-se de Diogo Noivo, que antes de entrar no círculo governamental era investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS). O IPRIS é dirigido por Paulo Gorjão, um dos apoiantes de Passos Coelho à presidência do PSD logo em 2008, quando perdeu a eleição para Manuela Ferreira Leite.

 

 

Assessor do Governo continuou disponível para a Stratfor


Aos 28 anos de idade, Diogo Noivo foi nomeado assessor de Miguel Relvas logo após a vitória do PSD nas eleições de junho de 2011. O despacho de nomeação publicado em Diário da República diz que o jovem investigador iria "realizar estudos e prestar apoio técnico no âmbito da respectiva especialidade, com um vencimento bruto de 3.069,33 euros, acrescido de despesas de representação", com efeito a partir do dia 22 de junho.

A entrada para o gabinete de Relvas aconteceu três meses depois de ter sido diretamente contactado pela Stratfor, por iniciativa do seu diretor para a África Subsariana, Mark Schroeder. A 23 de agosto, já com Noivo instalado no Governo, Mark Schroeder retomou o contacto com a sua fonte portuguesa para o correio eletrónico do IPRIS, desta vez agradecendo a ajuda de Noivo ao seu relatório sobre a Al-Quaeda do Magrebe (AQIM) e pretendendo recolher informações sobre os protestos dos jovens em Angola contra Eduardo dos Santos. Segundo as informações já recolhidas pela Stratfor, os protestos estariam a ser empolados a partir de Portugal, através da internet.

Na resposta, Noivo indicou o contacto de um investigador especialista em Angola, que ainda hoje pertence aos quadros do Instituto dirigido por Paulo Gorjão. Após informar Schroeder das suas novas "responsabilidades governamentais", o assessor de Relvas colocou-se ao dispor da Stratfor para futuros contactos. "Caso eu possa ajudar nalguma coisa, não hesite em contactar-me", rematou Diogo Noivo no email enviado ao responsável da Stratfor pela região da África Subsariana a 24 de agosto, dois meses depois de nomeado para o gabinete do ministro.

Na lista de fontes atualizada a 21 julho de 2011, Diogo Noivo era identificado como o informador PT050 e tinha o estatuto de "activo" e o grau C de confiabilidade. Na lista atualizada em Setembro, duas semanas após ter informado o seu contacto na Stratfor da presença no gabinete do Governo, foi promovido ao grau B. No ranking interno com que a Stratfor avalia a "confiabilidade" dos seus informadores, a escala vai de A (mais confiável) a F (nada confiável).

 

 

O que é a Stratfor?

 

No fim de fevereiro, a Wikileaks revelou mais de cinco milhões de emails da empresa de "inteligência global" Stratfor, com sede no Texas, produzidos entre julho de 2004 e dezembro de 2011. Entre os clientes desta empresa estão o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a Agência de Inteligência de Defesa e a Marinha norte-americana, fabricantes de armamento e grandes multinacionais como a Dow Chemical, Lockheed Martin ou a Coca Cola, que recorreram aos serviços da Stratfor para vigiar ONG's e grupos críticos dessas empresas.

Mas nem só de serviços de vigilância para clientes especiais vive esta empresa do Texas. Os boletins mensais que a empresa produz são enviados a clientes assinantes do serviço, onde se incluem os principais grupos de comunicação social em todo o mundo, incluindo Portugal. Mas não só: por exemplo, o Instituto de Estudos Superiores Militares do exército português é um dos assinantes deste serviço, pelo qual pagou 2.500 dólares por uma assinatura anual que expira no fim de novembro.

 

Apesar da forte procura, a qualidade do serviço prestado é questionada entre os jornalistas. "A Stratfor é como a Economist, mas chega uma semana mais tarde e é centenas de vezes mais cara", brincava Max Fischer, editor da revista norte-americana Atlantic, em fevereiro, quando os emails foram divulgados pela Wikileaks, considerando a empresa "uma anedota". Nem de propósito, quinze dias depois a Stratfor anunciou a contratação de Robert D. Kaplan, um dos jornalistas históricos da Atlantic e considerado um dos escribas mais influentes do planeta sobre política internacional, para seu Analista-Chefe de Geopolítica.

 

 

Emails continuam a dar que falar


Apesar da projeção mediática do lançamento dos Global Intelligence Files - o nome que a Wikileaks deu aos emails da Stratfor a que o grupo de hackers Anonymous teve acesso - ter sido menor que os emails das embaixadas norte-americanas, eles são vistos como estando na origem dos ataques aos servidores da Wikileaks nas últimas semanas, reivindicados por um grupo autointitulado Antileaks.

Em causa podem estar emails que falam acerca de um sistema de videovigilância que está a ser posto em marcha em várias cidades norte-americanas e é considerado muito mais eficaz que os sistemas de reconhecimento facial existentes. Trata-se do programa "Trapwire", levado a cabo pela empresa Arbaxas, que conta nos seus quadros com antigas figuras de topo do Pentágono e da CIA. Segundo os criadores deste programa, o sistema detecta padrões de comportamento utilizados em operações de vigilância na preparação de atentados terroristas e em seguida classifica o grau de ameaça.

 

Na prática, quem for apanhado nas câmeras de vigilância a tirar fotografias ou a medir distâncias fará disparar um alerta no sistema. A ideia de um sistema que "prevê" a atividade criminosa tem levantado grande debate nas últimas semanas na internet, como muita gente a duvidar da sua eficácia, entre muitas citações do filme "Relatório Minoritário". Segundo a revista Newsweek, a Stratfor também ganhou com este negócio, ao assinar com a Abraxas um acordo que lhe dá 8% das vendas que recomende à sua extensa e milionária base de dados de clientes. O negócio data de 2009 e a newsletter da Stratfor já gabou esta "revolução no mercado da vigilância" várias vezes desde então, sem nunca referir a sua fatia no negócio.

 



 

 

in Esquerda.net 

in Wikileaks Discussion Forum

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

Ontem (3 Junho) no Rock in Rio

Xutos ontem no Rock in Rio





A Banda James também tocou esta "temática política"






in 5dias   
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Domingo, 27 de Maio de 2012

Acreditas? Eu não!

Castro Daire: Criação de aluno

Autarquia retira Passos da forca

 
O espantalho enforcado que satiriza Passos Coelho levantou polémica

Uma exposição de trabalhos feitos por crianças está a gerar polémica em Castro Daire. Um dos alunos da escola básica criou um espantalho que satiriza o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enforcado e a segurar uma lista de dívidas. Os responsáveis da escola acusam a autarquia de ter, entretanto, mandado retirar o boneco, o que indignou professores e alunos.

A exposição de espantalhos feitos pelos alunos dos 7º e 8º anos da EB 2,3 de Castro Daire, com materiais reciclados, está a enfeitar a praça central da vila. Mas foi o enforcado que atraiu as atenções.

O professor Paulo Carvalho estranha a polémica: "A exposição é uma sátira política normalíssima, qualquer desfile carnavalesco faz sátira aos políticos e não levanta esta polémica."

O docente afirma ainda não perceber porque é que as "pessoas se insurgem" com um trabalho feito por crianças.

A autarquia considerou que não era um bom exemplo, e o boneco desapareceu. Havia quem achasse que era "chocante". O boneco vai voltar à praça, mas sem a corda à volta do pescoço.

 

in Correio da Manhã

 

Não sou só eu que o defendo, é Piaget, Oliver Reboul (é a família que constitui a moral da criança), Piletti (Essas regras e valores estabelecem-se com base nas experiências infantis, entre as quais sobressaem o clima psicológico que os pais propiciaram à criança e, geralmente, as atitudes básicas em relação a outras pessoas e em relação à vida....), Moreno e Cubero, etc..

"Desmontado" um pouco a situação basta referir que uma criança só tem uma perspectiva da realidade política e social se assim for formada em casa. Normalmente, tem interesses relacionados com brincadeiras e actividades lúdicas nunca a preocupação com o estado do país nem com quem é primeiro ministro.

O enforcamento, mesmo satírico também só entra no imaginário da criança depois desta conhecer a sua existência e utilidade.

Portanto, esta demonstração satírica nada mais é do que o reflexo daquilo que a criança assiste no seu meio famíliar, quer nas preocupações quer nas sugestões.

Os país não dizem abertamente aquilo que falam em casa mas as crianças não tem impedimento de o fazer. 

Isto é um exemplo real do momento que vivemos política e economicamente. É também um alerta para outros descontentamentos sociais que poderão ocorrer mais tarde ou mais cedo.

Um pequeno alerta também para os pais: Cuidado com aquilo que dizem em casa. Vocês tem um papel importantíssimo na formação da personalidade de um ser humano, cuidado com o ódio que incutem nos vossos filhos. Ensinem-nos a procurar soluções positivas. Ensinem-nos a viver e procurar o equilíbrio emocional.

A virtude esta em ajudar os mais fracos e em aceitar os outros com os defeitos que eventualmente possam ter. De que vale tentarmos mudar o mundo se nem conseguimos mudar-nos a nós próprios? A mudança tem de começar em nós, a crítica tem de começar em nós, nós somos a solução.

Do mesmo modo as mudanças políticas começam também sempre em nós. Se temos este ministro foi porque o elegemos! Este governo é o reflexo do povo que o elegeu. Se procedermos a uma mudança profunda, uma mudança em cada um de nós, o reflexo governativo também mudará.

Meses atrás assistimos a crianças norte coreanas a chorar pelo seu "querido líder", embora as situações sejam antagónicas no sentido de uns supostamente amarem tanto o líder que choram a sua perda e outros deejarem que o seu seja enforcado, são igualmente demonstrativos de uma alienação nada saudável.

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

"Ocupar" EDP afinal até é um favor.....!!! Preparem-se para o "Assalto".

 

Financial Times avança que os dois dirigentes falaram recentemente e que a E.On está disponível para transferir renováveis para Portugal

Merkel alertou Passos para vantagens da entrada da E.On na EDP

A chanceler alemã Angela Merkel falou recentemente com o primeiro ministro português Passos Coelho sobre a proposta da E.On na privatização da EDP, realçando os benefícios e vantagens da entrada da empresa alemã na eléctrica nacional, avança o Financial Times, citando fontes próximas do processo.

De acordo com a mesma publicação, a E.on está disponível para transferir para Portugal os seus negócios de energias renováveis, o que tanto a E.On como o Governo alemão consideram que poderia ajudar o país tendo em conta a situação económica que atravessa.

As parcerias na área das renováveis são uma das apostas da E.on para a EDP e que terá sido incluída na proposta apresentada na sexta-feira à Parpública. 

A holding que gere as participações do Estado terá até terça-feira para apresentar um parecer sobre qual a proposta vencedora. 

 

 

in Dinheiro Vivo

 

"....alertou para vantagens......."!!!!

Vantagem? Que vantagem? Só se for para os imperialistas alemães! Uma empresa estratégica e essencial para a independência portuguesa, construída com o dinheiro de todos nós, ou quem pensam que contribuiu para as barragens, desde território, obras e tudo o mais, até pagamos as eólicas e depois continuamos a pagar a energia que produzem ao dobro do preço do mercado.....

Quer dizer, eles transferem para cá uns gabinetes e passam a fazer na EDP o que fazem na UE, certo? Não queriam mais nada..... a mim é que não me enganam pá, infelizmente quem decide já sabe que será aumentado e ainda o espera um cargo dos grandes quando sair do estado como acontece com todos aqueles que conseguiram trocar o que era dos portugueses para bem do seu próprio futuro.....

 

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Sábado, 9 de Outubro de 2010

A pátria não é de todos

Por: Baptista Bastos  - b.bastos@netcabo.pt

 

Na mesma ocasião em que Pedro Passos Coelho se reunia com vistoso grupo de economistas, uma das televisões quis saber o que pensam os portugueses da actual situação.
Uns murmuraram a sua atroz ignorância, outros a sua melancólica indiferença. Até que uma mulher de idade avançada, com a desconfiança pregada nos olhos e a sabedoria procedente de todas as agruras, respondeu: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher."

É o sentimento geral. A impotência associada à resignação; seja: o pior que pode acontecer a uma sociedade, abjurante das virtudes do civismo. Não é só o rotativismo de poder, disputado entre, apenas, dois partidos, que causa esta indolência moral. É a péssima qualidade intelectual dos políticos. É a clara evidência de que dividem o "bolo" entre eles, substituindo-se nas administrações, nos bancos, nas grandes empresas, aumentando os vencimentos a seu bel-prazer, auferindo-se bónus e mordomias escandalosos. Vem nos jornais. Nada do que digo ou escrevo é resultado de qualquer rancor: factos são factos.

Pedro Passos Coelho ouviu, daqueles santos sábios, o que queria ouvir. E eles também não queriam ou não sabiam dizer outra coisa. Isto anda tudo ligado, e as relações políticas, entre aparentes adversários, são grandes rábulas, alimentadas pelo embuste e pela mentira. Penso, no entanto, que o presidente do PSD devia escutar vozes dissonantes, opiniões divergentes que permitissem uma análise mais clara e acertada. Claro que não é só Passos Coelho que ouve o que deseja ouvir. Todos os outros dirigentes, Sócrates incluído, e na primeira linha, seguem a música de idêntica mazurca.

Os sábios que se reuniram com Sócrates são muitos daqueles que pertenceram a governos execráveis, culpados de tudo o que de pior nos tem acontecido. Quase todos eles detêm reformas de luxo, duas e três, e atrevem-se a debitar, para as televisões, patrióticas lições salvíficas. Uma vergonha! Um deles, com deficiências de fala e escuma aos cantos da boca, trabalhou seis meses no banco do Estado e recebe uma reforma vitalícia de três mil e seiscentos contos (moeda antiga) pelo denodado esforço desenvolvido. Cito-o com frequência por entender que o cavalheiro é o retrato típico de uma situação abominável.

Quem pode acreditar em gente deste jaez e estilo? Em gente desavergonhada que tem, escancaradas, as televisões, para dizer sempre o mesmo, ou seja: coisa alguma de importante.

Afinal, de que falaram os quase vinte sábios? Com a soberba que os caracteriza, indicaram os mesmos remédios para a superação da crise: cortes nas despesas da saúde, da educação, e da previdência; rebaixamento de salários na função pública; acaso a supressão do décimo terceiro mês; redução nas pensões, aumentos nos medicamentos. É o pacote consuetudinário sugerido por quem, de facto, não dispõe de outras ideias e soluções que não sejam as do breviário neoliberal. A OCDE, considerava "muito credível", veio rezar semelhante litania. E ai de quem a desmonte! É logo considerado comunista ou afim. Um pouco de decência não faria mal.

Observe-se os rostos desta gente. Atente-se no que dizem, prometem, formula. Não conseguem mobilizar ninguém, nem concentrar emoções ou sentimentos, exactamente porque os não possuem. No começo da revolução de Abril, o Governo lançou um alerta e um apelo: Um Dia de Trabalho para a Nação. O País aceitou o pedido e a invocação. E foi um belo momento de unidade nacional, uma acção colectiva de patriotismo e de esperança absolutamente inesquecível. E só a má-fé ou a má consciência podem distorcer o que foi um extraordinário acontecimento político e social.

As frases daquela mulher, na televisão, ressoam como uma tragédia: "Não acredito em nada nem em ninguém. Eles estão lá para se encher." E a verdade é que o enriquecimento surpreendentemente rápido de muitos deles; a pesporrência arrogante da esmagadora maioria desses senhoritos é mais do que desacreditante: é sórdido.

Os jornais e as revistas, de vez em quando, publicam os nomes, os rendimentos, as casas luxuosas, os iates, os carros topo de gama dos que nos exigem sacrifícios, suor, renúncia, abnegação. Exigem mas não praticam. E, se o fazem, as beliscaduras nas suas fortunas são tão delicadas, tão suaves que eles nem dão por isso. Quando se tira a um reformado o mais escasso dos cêntimos as dificuldades que daí advêm são de tal monta, e as consequências imediatas são terríveis.

Os sábios que foram dizer a Passos Coelho o que este, comovidamente, queria ouvir, não estão ao lado de quem sofre e está na mó de baixo. A indiferença nunca ocultada, a ganância jamais dissimulada, o luxo em tempo algum encoberto (bem pelo contrário) constituem eloquentes testemunhos da casta a que pertencem. Portugal continua a ser, como escreveu João de Barros, "país padrasto e pátria madrasta" - para muitos, bem entendido, e "ridente torrão de malandros" [ Filinto Elísio, "Sátiras"] para os que se ajustam.


b.bastos@netcabo.pt

 

 

in Jornal de Negócios

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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