Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O que distingue Coruche como marca nacional

 

 

Por: Joaquim Duarte, editorial jornal O Ribatejo

 

Figurações, símbolos e marcas, temos muitas na região. Golegã, capital do cavalo. Cartaxo, capital do vinho. Santarém, capital do Ribatejo (ou capital do gótico, como também se lê em Veríssimo Serrão e no painel da auto-estrada, ou ainda capital da liberdade, no gosto duvidoso dos pórticos de Moita Flores). Rio Maior, capital do desporto. Almeirim, sopa da pedra (cá está uma das poucas que dispensa a designação de capital). Mação, capital do presunto. E “Fátima, altar do mundo”, a exceder-se a tudo. Enfim, todas estas designações, à parte o acidental exagero que possam transportar, são apenas representações simbólicas, marcas criadas a partir de especificidades locais ou regionais que, através de um simples slogan, pretendem diferenciar e promover estas localidades. Pois também Coruche se descobriu agora como capital mundial da cortiça. E, convenhamos, com inteira oportunidade o fez. Pela dimensão do montado de sobro existente no seu território. Pelas fábricas que tem a laborar no concelho e a produzirem cinco mil rolhas de cortiça por dia. E, sobretudo, pela FICOR, uma feira que começou atrevida e sob a reserva habitual dos críticos locais, mas que conseguiu, em apenas três anos, conquistar o estatuto de Feira Internacional da Cortiça. Uma proeza que nasceu da iniciativa corajosa da câmara municipal, em associação com os produtores, e que descortinou neste nicho de mercado da cortiça – em que Portugal é tão só o maior produtor mundial e, também, o maior exportador, como se pode ver pelos gráficos que publicamos nas páginas do Especial FICOR – uma oportunidade de afirmar o município fora de portas e, com inteira justiça, baptizar “Coruche, capital da cortiça”. A Vila do Sorraia vai receber durante a FICOR e pela segunda vez consecutiva, a bolsa da cortiça, o maior mercado desta matéria-prima que permite fixar os preços a nível mundial.

Como se vê, também o marketing, pela sua natureza invasiva, viajou paulatinamente para outras latitudes que não apenas o da promoção das marcas de produtos provenientes das fábricas. As cidades e vilas também se vêm assumindo como marcas, na busca de uma singularidade que as distinga entre as demais. Embora, diga-se de passagem que nem todas com o mesmo sucesso na promoção económica e cultural das suas especificidades territoriais. Dito de outro modo, a economia tornou-se cultura e o cultural penetrou o comércio. Tudo se pensa em termos de competição e de mercado, de maximização de resultados ao melhor custo, de eficácia e de benefícios. Pelo que as nossas cidades e vilas, como as marcas dos produtos que retemos na memória, são forçadas a construir a sua imagem e legitimidade num tempo e num espaço muito competitivo e frenético. Infelizmente, nem todas com o mesmo sucesso que Coruche já alcançou.

 

in O Ribatejo

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:05
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

WWF e UNAC unem esforços para certificar pelo FSC 150.000 hectares de montado até 2010

Os montados de sobreiro destacam-se pelo seu elevado valor económico, ambiental e social, ocupando 736.700 hectares do território nacional. A excelência dos serviços ambientais que prestam é inegável: conservação dos solos, regulação do ciclo da água, fixação de carbono e conservação da biodiversidade. A exploração da cortiça é um processo ambientalmente sustentável, uma vez que nenhuma árvore é cortada e somente de 9 em 9 anos é realizado o descortiçamento. Rapinas ameaçadas como a Águia de Bonelli e mamíferos como o Lince Ibérico, o felino mais ameaçado do mundo, têm nas florestas de sobreiro o seu habitat de eleição.

A cortiça é a base da economia das florestas de sobreiro: extraem-se anualmente em Portugal cerca de 140 mil toneladas de cortiça, o que corresponde a cerca de 54% da produção mundial do sector. A maior parte da cortiça transformada em Portugal - 68% na produção de rolhas - é exportada (90%), representando 2,7% das exportações anuais do país. O sector da cortiça engloba 900 empresas transformadoras. São 12 a 14 mil postos de trabalhos fabris directos, 6500 postos de trabalho na extracção florestal e milhares de postos de trabalho indirectos (restauração, turismo, etc).

Uma adequada gestão florestal dos montados constitui-se como uma das principais formas de salvaguardar estes ecossistemas, através da adopção da certificação FSC (Forest Stewardship Council) por produtores e gestores florestais.

A WWF, World Wide Fund for Nature e a UNAC, União da Floresta Mediterrânica, juntam esforços tendo em vista a conservação e gestão eficiente dos montados de sobro. A UNAC compromete-se a certificar pelo FSC 150 mil hectares de montado (20% da área de sobreiro em Portugal) até ao final de 2010. A Associação de Produtores Florestais de Coruche, membro da UNAC, já deu o primeiro passo e acaba de certificar 10.000 hectares de montado pelo FSC na região de Coruche.

 

in AgroNotícias

publicado por portuga-coruche às 12:02
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