Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

As "Farpas" continuam actuais!

Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência.

 

Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.

 

Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo!

 

Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés.

 

A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.


(...)

 

A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições.

 

(...)

 

....a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma  devoção automática.

 

No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada.

 

(...)

 

A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul,n o Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado-e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!

 

in Farpas, por Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, com publicação em Junho de 1871.

 

 

publicado por portuga-coruche às 08:00
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Mãe e filho habitam em condições desumanas numa casa sem água nem luz

 

 

 

Maria da Conceição Correia vive em condições desumanas na sua casa em Albergaria, localidade da freguesia de Almoster, concelho de Santarém. A casa, sem as mínimas condições de habitabilidade, não tem água nem luz e chove em todas as divisões da habitação. Maria da Conceição vive com o filho, Paulo, doente psiquiátrico, cujo quarto é um cubículo onde mal cabe a cama onde dorme. Um plástico preto sob o tecto que está a cair serve de protecção quando chove. As necessidades fisiológicas são feitas num balde colocado numa das divisões da casa que depois é despejado nas traseiras da habitação.

A reforma que a idosa recebe, de aproximadamente 300 euros mensais, mal chega para os cerca de duzentos euros que ambos gastam, mensalmente, em medicamentos. Mãe e filho vivem da caridade dos vizinhos que os ajudam no pagamento das despesas. A casa de Maria da Conceição tem muitos anos e com o tempo foi-se degradando e actualmente corre o risco de ruir.

Sensibilizados com a situação de Maria da Conceição e do filho, um grupo de moradores e amigos da idosa, com o apoio da Câmara de Santarém, estão a organizar uma Grande Noite de Fados que se realiza na sexta-feira, 26 de Junho, pelas 22h00, na Casa do Campino, em Santarém.

Quem quiser ajudar a Maria da Conceição e o filho, Paulo Correia, pode fazê-lo através de um depósito na conta com o NIB 0045 5440 4023 6616 291 45.

 

Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE que sai à quinta-feira.

 

in O Mirante

 

 

 

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Brasil: Finalmente Boas notícias

Pobreza erradicada até 2016

Pobreza absoluta diminui em cerca de três por cento e pode ser erradicada até 2016

O Brasil reduziu a taxa nacional de pobreza absoluta em cerca de três por cento entre 2003 e 2008 e pode mesmo erradicá-la até 2016, conclui um estudo encomendado pela Presidência brasileira, que foi ontem divulgado.

 
De acordo com o estudo "Pobreza, Desigualdade e Políticas Públicas", realizado pelo Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), a "queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de 3,1 por cento, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até um quarto do salário mínimo per capita) foi de 2,1 por cento".
Os analistas prevêem ainda que em 2016 o Brasil pode "praticamente superar o problema de pobreza extrema, assim como alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas quatro por cento, o que significa quase a sua erradicação".
No que respeita à diferença entre ricos e pobres, o Brasil atingiu também valores positivos na redução da desigualdade de rendimentos. A taxa de desigualdade de rendimentos desceu 0,7 por cento no período analisado.
Sublinhando que "a taxa de pobreza cai mais rapidamente" do que a taxa de desigualdade de rendimentos, o estudo conclui também que o "combate à pobreza parece ser menos complexo do que o da desigualdade de renda". "Mantendo o mesmo ritmo de diminuição da pobreza e da desigualdade” até 2008, “o Brasil poderia alcançar o ano de 2016 com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos", lê-se no estudo.
De acordo com o IPEA, o sucesso das políticas brasileiras de combate à pobreza e à desigualdade de rendimentos parece resultar de uma "combinação salutar entre a sustentação de um mais rápido patamar de crescimento económico, puxado pelos investimentos e consumo no mercado interno, e o avanço no conjunto das políticas sociais".
Os analistas consideram ainda que a continuidade da luta contra a pobreza e a desigualdade de rendimentos no Brasil depende de vários factores, nomeadamente a manutenção do ritmo e do perfil do crescimento económico com baixa inflação. "Mas isso parece, contudo, insuficiente sem o reposicionamento das políticas públicas, especialmente em termos da urgente inversão, tanto da regressividade da arrecadação tributária, como da fragmentação, dispersão e sobreposição das medidas de atenção social", lê-se no texto.
O estudo conclui também que seria indispensável a criação de uma lei que "regule a responsabilidade e o compromisso social, com metas, recursos, cronogramas e coordenação" para que o Brasil possa "alcançar os indicadores sociais observados actualmente nos países desenvolvidos".
Numa perspectiva mais global, o estudo refere que se registou uma "queda importante" do número de pobres no mundo nas últimas décadas.
Sublinhando que essa queda não foi homogénea em todas as regiões do globo, os analistas afirmam que as maiores reduções ocorreram na Ásia, enquanto o continente africano não conseguiu acompanhar o mesmo sentido de queda do resto do mundo. "No conjunto dos países do mundo, o Brasil não se destaca por ser aquele que até 2005 registou o mais rápido decréscimo na taxa de pobreza extrema e na desigualdade de renda. Apesar disso, encontra-se numa posição privilegiada por conseguir diminuir simultaneamente a taxa de pobreza e a desigualdade dos rendimentos", refere o estudo.

in 24Horas

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Funcionário da Câmara de Vila Franca de Xira vive em roulotte sem condições

O aspecto exterior denuncia abandono mas a pequena roulotte azul, estacionada há uma década às portas do bairro de Povos, Vila Franca de Xira, tem inquilino. Carlos Vítor da Conceição tem 58 anos, é conhecido no bairro pela alcunha de “major”, trabalha na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e vive na roulotte sem água ou luz há quase uma década.

Desloca-se para o emprego à boleia ou de bicicleta. Almoça no emprego e outras vezes cozinha na rua e na roulotte, com recurso a material de campismo. A rua é a sua casa de banho. O seu vencimento, pouco acima do ordenado mínimo, não lhe permite suportar o custo da renda de uma habitação na cidade, por isso solicitou uma casa camarária já lá vão três anos. Até agora não obteve resposta.

“A minha vida deu uma volta de 360 graus quando me separei da minha companheira, que vivia aqui no bairro. Fiquei na rua sem nada. Ao princípio dormia dentro de um carro mas depois de começar a trabalhar na câmara comprei esta roulotte a um rapaz que mora aqui por 150 contos”, conta Carlos, natural do Entroncamento. Há poucas semanas os técnicos da autarquia foram ao local onde o “major” (alcunha obtida depois das comissões na guerra do Ultramar) tem instalada a sua roulotte. Vários telefonemas de vizinhos colocavam em causa o local escolhido por Carlos para ter estacionada a sua casa móvel.

“Pediram que tirasse daqui a minha casa e a levasse para o parque de campismo. Mas aí é preciso pagar luz, água, parqueamento e tinha de me fazer sócio do parque de campismo e eu não tenho dinheiro. Pagar por pagar arranjavam-me uma casa. Há três anos que está o processo no gabinete de apoio à habitação mas não me dão respostas nem soluções nenhumas”, lamenta, dizendo que já foi assaltado duas vezes durante a noite.

“Fico triste porque vejo casas livres no bairro, a câmara dá casas a toda a gente e eu não tenho. Pago os meus impostos, trabalho todos os dias e sou honesto, a câmara sabe de toda a minha vida. Eu não me importo de fazer obras se for necessário. Faço qualquer coisa para sair desta roulotte e desta situação”, lamenta.

A noite cai sobre Povos e Carlos Conceição acende as quatro velas que parcamente iluminam o espaço. Do lado de fora ninguém dá pela presença de pessoas no espaço, tal é a densidade dos cortinados. Carlos começou a trabalhar no ramo da construção civil no Entroncamento mas quando a firma para onde trabalhava começou a sentir dificuldades financeiras decidiu mudar-se. Instalou-se no antigo bairro da Alfarrobeira, entretanto convertido em bairro municipal de Povos. Um acidente de mota precipitou o divórcio e a vida que hoje leva.

“Já pensei em colocar a roulotte frente a um ministério ou autarquia, como forma de protesto, a ver se me resolvem o problema. Mas como sou uma pessoa paciente vou esperar e tenho esperança que uma casa há de aparecer”, conclui. No bairro de Povos todos conhecem o “major” e asseguram que é “boa pessoa. Só que teve azar, coitado. Ele é um homem que devia ser ajudado”, dizem os amigos no café das proximidades.

O MIRANTE tentou obter um esclarecimento da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira sobre este assunto mas nenhuma resposta nos foi entregue até à data de fecho desta edição.

 

in O Mirante

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Vive num contentor onde mal cabe uma cama

 fotoJosé Carlos Santos vive há cerca de quatro anos em condições desumanas num contentor minúsculo na rua de São José junto ao estádio municipal e ao cemitério de Fazendas de Almeirim, concelho de Almeirim. No pré-fabricado cedido pela câmara apenas cabe uma cama que ocupa toda a largura do contentor e um móvel que serve de apoio à pequena telefonia a pilhas que o ajuda a matar o tempo. Ao lado da cama existe uma divisão com uma sanita.

Os problemas de saúde – asma, bronquite crónica, doença obstrutiva crónica pulmonar – de que padece há vários anos impedem-no de trabalhar e tem que andar sempre a caminho do hospital para desobstruir os pulmões. À entrada do contentor existe uma botija de oxigénio que José Carlos necessita de utilizar diariamente para conseguir respirar normalmente.

José Santos sofre com as temperaturas climatéricas. Muito calor no Verão e muito frio no Inverno o que prejudica a sua já débil saúde. Além disso, o espaço livre ao lado do contentor faz com que o reformado não tenha privacidade uma vez que os jovens costumam ir para ali namorar ou jogar à bola. “Se vedassem o terreno não teria que assistir às coisas desagradáveis que já assisti”, refere incomodado.

O antigo funcionário da Câmara Municipal de Almeirim afirma a O MIRANTE que há muitos anos que pede o apoio da autarquia para lhe ceder uma pequena habitação onde possa viver em melhores condições. “Já não acredito que me dêem uma casa e eu já só peço que me cedam um outro contentor, que pode ser ainda mais pequeno que este, apenas para colocar um frigorifico e o fogão. É impossível aproveitar comida dos dias anteriores sem um frigorífico. Estraga-se tudo”, explica desanimado.

 

 

Leia a reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE.

 

in O Mirante

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Passado o pesadelo, Jacinta sorri e até consegue perdoar o filho

As memórias da fome e dos maus-tratos recebidos no ano em que esteve sequestrada pela nora e pelo filho estão ainda bem presentes, mas, hoje, Jacinta sorri quando fala da horta que anda a cavar no lar onde foi acolhida.

Sentada ao lado do filho, portador de deficiência, Jacinta, 67 anos, vai dirigindo palavras de carinho a Carlos (42 anos) enquanto relata à agência Lusa o pesadelo que viveram em sua própria casa até ao passado dia 01 de Setembro, quando a Polícia Judiciária agiu na sequência da denúncia de um dos seus irmãos.

Acolhidos no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos, perto da sua aldeia, Fajarda (concelho de Coruche), Jacinta e Carlos podem finalmente comer, ter cuidados de higiene, sair à rua.

"Ele esteve fechado com um cadeado e uma corrente num quarto que ainda tinha uma janela. A mim fecharam-me a porta com uma fechadura e uma gamela de ferro e nem janela tinha", disse Jacinta, lembrando a situação extrema que levou a que o outro filho "pusesse a mão na consciência" e fosse ter com o tio.

Jacinta desculpa o filho Ricardo - "é um palerma, mandado pela malvada" - responsabilizando a nora pelos maus-tratos que sofreu, sobretudo depois da morte do marido ("tomou um remédio, matou-se"), em Junho de 2008, data a partir da qual deixou de poder sair à rua, passando a fazer todo o tipo de trabalhos.

"Já antes passávamos fome, mas depois piorou", relata, confirmando que deixou de receber as três reformas (dela, de viuvez e do filho deficiente) e referindo os dias que Carlos passava dentro da banheira, onde defecava, e as refeições resumidas a tomate e a batatas cozidas com pele.

A situação de ambos agravou-se nos últimos seis meses - "o Carlos ficava na cozinha e tem as costas todas queimadas com pontas de cigarros, ainda hei-de descobrir quem lhe fez isso" - e sobretudo nos 15 dias que antecederam a libertação, em que ficaram fechados nos quartos.

"Ralava-me em saber se ele estaria bem", disse, relatando que Carlos, como "comia os cobertores com tanta fome que tinha", foi deitado apenas sobre o plástico que cobria o colchão, o que lhe deixou as costas em ferida.

Como nem balde tinha para fazer as necessidades, Jacinta urinava nos lençóis e na fronha da almofada, o que originava cenas de "porrada" - "levei tanto na cabeça que ainda aqui tenho os altos" - e que lhe negassem água.

Aponta ainda o nariz do filho, "quebrado" pelas pancadas de um alguidar que a nora partiu na cara de Carlos, diz.

Jacinta conta ainda dos banhos de água fria, das pancadas recebidas dos próprios netos - só perdoa ao mais novo, porque tem apenas nove anos, e consegue falar sem mágoa da neta que é filha do seu próprio marido.

Depois de ir "na carrinha das perguntas" até à PJ, em Lisboa, Jacinta esteve durante duas semanas no centro de acolhimento temporário da Segurança Social em Santarém, enquanto Carlos foi levado de ambulância para o hospital de Santarém.

Acabaram por se reunir os dois, faz hoje um mês, no Lar da Misericórdia de Salvaterra de Magos.

Confessa que preferia estar em sua casa, que agora lhe disseram estar selada, mas está grata por finalmente se sentir cuidada, por poder comer bolo - "se estiver aqui quando fizer anos (Março) vou pedir ao meu irmão que me compre um bolo" - e fruta e, sobretudo, por lhe deixarem cavar a horta, onde quer plantar nabos e couves, coentros e salsa.

 

in O Mirante

 

É agradável saber que esta senhora e o filho finalmente estão bem. É agradável saber que este coração de mãe não empedreceu e apesar de tudo o que lhe foi feito continua a amar e a perdoar. Aqui conseguimos ver que a justiça está a dar um sinal que funciona e os sistemas de apoio social também. Vamos ver como vai acabar esta história para quem é responsável pelo que aconteceu e é aqui contado pela própria vítima.

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Estudantes universitários vivem em casas de banho

O divórcio e o desemprego dos pais, bem como o aumento do preço das propinas, está a lançar muitos universitários na miséria. Os casos dramáticos sucedem-se por todo o país, com jovens passando fome e chegando a viver dentro de casas de banho, avança a edição do SOL desta sexta-feira

 

Bruno (nome fictício) desmaiou a meio de uma praxe. Quando acordou, os colegas perceberam porquê: não comia há dois dias. Tinha chegado dos Açores com 200 euros no bolso, mas o dinheiro foi-se logo no pagamento da primeira prestação das propinas, na matrícula.

Sem coragem para pedir mais dinheiro aos pais, Bruno está a viver da ajuda dos colegas, que lhe pagam as refeições na cantina da Universidade da Beira Interior (UBI).

Leonor (nome fictício) chegou no ano passado à mesma universidade. Na altura, não imaginava que o segundo ano de Economia pudesse ser tão complicado.

«O pai ficou desempregado e a mãe está de baixa há meses», conta Rui Garcia, da Associação Académica da UBI, que conhece de perto as dificuldades de estudantes que muitas vezes têm vergonha de pedir ajuda.

É o caso de Leonor: os cêntimos são contados um a um e «os pais nem sabem as dificuldades que passa para comer».

O desemprego e o divórcio dos pais estão, na maioria dos casos, na origem do agravamento das dificuldades dos alunos. «A crise veio acentuar os problemas», constata o dirigente académico da UBI.

 

margarida.davim@sol.pt com igor.costa@sol.pt

 

in SOL

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Mais de mil milhões de pessoas passam fome

Em todo o mundo

 

A fome afecta actualmente 1,02 mil milhões de pessoas, quase um sexto da população mundial, de acordo com um relatório da FAO, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação, divulgado esta quarta-feira em Roma durante a Semana Mundial da Alimentação.

A maior parte das pessoas subnutridas encontram-se na região da Ásia-Pacífico (642 milhões), seguida da África subsaariana (265 milhões), América Latina (53 milhões) e da região do Oriente Médio e Norte da África (42 milhões). Nos países desenvolvidos, estima-se que 15 milhões de pessoas sofrem com a fome.

A ONU explica o número registado de pessoas afectadas, o maior desde 1970, com a conjugação de uma crise económica com uma crise alimentar.

De acordo com as projecções mais recentes das Nações Unidas, o número de pessoas afectadas pelas fome passará de 6,8 mil milhões para 9,1 mil milhões em 2050.

 

in Correio da Manhã

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Casal recorreu ao caixotes do lixo para matar a fome

Margarida e João Paulo Reis vivem na Charneca da Caparica e constituem uma das famílias que são apoiadas pela Cáritas no distrito de Setúbal. Já começam a endireitar a vida, mas por força do desemprego já tiveram de recorrer aos caixotes do lixo para matar a fome.

O acordar de um dia normal, na Charneca da Caparica, esconde dramas como o de Margarida e João Paulo Reis. Sem trabalho desde o Verão de 2008, a situação dos dois, bateu no fundo, um ano depois em plena crise mundial.


Com as lágrimas mal contidas, Margarida revela que, nessa altura, não havia dinheiro sequer para o pão. Por isso, começou a ir aos caixotes do lixo de um conhecido supermercado.

Antes da Cáritas, Margarida e João Paulo pediram ajuda à paróquia da Charneca e começaram a receber o chamado avio mensal.

Faltavam os bens essenciais, as dívidas acumulavam-se, até que resolveram aproveitar o facto de João Paulo ser uma espécie de homem dos sete ofícios, com uma carrinha antiga, começaram a fazer pequenos biscates.

Só que a carrinha era velha e por causa de problemas vários, Margarida e João Paulo perderam diversos trabalhos em Julho deste ano, mas com a ajuda da cáritas conseguiram comprar uma nova e hoje o negócio vai de vento em popa.

Três meses depois, o negócio já chegou à margem norte do Tejo, mas Margarida e João Paulo ainda precisam de ajuda, sobretudo roupas e móveis para a casa.

in TSF

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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Casal vive há três anos numa tenda sem água nem luz

Farto de viver em condições que considera como “miseráveis para qualquer ser humano”, um casal de Tomar foi à reunião do executivo camarário expor o seu caso, em busca de uma solução que lhes devolva alguma dignidade. José Vicente, 38 anos, vive há quase três anos com a mulher, Anabela, 35, e o filho que completou recentemente 18 anos numa tenda de lona que está fixada num terreno que era propriedade do sogro em Vale Sastre, a cinco quilómetros de Tomar.

O casal vive com 150 euros de rendimento eventual que gasta integralmente em despesas com alimentação. Não tem luz, gás, nem água. Casa de banho também não há e servem-se de um pequeno braseiro para cozinhar. À noite iluminam a tenda de lona com uma lâmpada a pilhas. Sem poderem contar com ajuda da família, José e Anabela vivem um dia de cada vez à espera que alguém lhes estenda a mão.

No terreno está erguida parte de uma habitação mas sem telhado. Sem dinheiro para obras, o munícipe foi pedir ajuda à câmara no sentido de esta lhe disponibilizar uma habitação social ou, por outro lado, os materiais necessários para a construção do telhado e de uma casa de banho dado que já trabalhou na construção civil. “Vivemos como bichos e se amanhã arranjássemos emprego nem um banho poderíamos tomar para nos sentirmos bem e trabalharmos com dignidade”, explicou a O MIRANTE, José Vicente. Com o Inverno a aproximar-se o casal receia que lhes chova em cima.

Depois da intervenção do casal, o executivo camarário debateu o assunto deste drama social. A vereadora com o pelouro da Acção Social da Câmara de Tomar, Rosário Simões, disse que o caso estava sinalizado pela Rede de Acção Social do concelho mas que o casal tinha faltado a uma convocatória do Centro de Emprego e não trabalhava há três anos. “É importante que estejam inscritos no Centro de Emprego e não faltem às convocatórias”, realçou a responsável.

Mais informações na edição semanal de O MIRANTE em http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=411&id=57943&idSeccao=6277&Action=noticia

 

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 20:05
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