Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

"Perigoso Alemão" afinal é estudante Erasmus!

Segundo fontes ligadas ao processo o jovem alemão detido que a imprensa se apressou a reputar do “monstro” e que tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã, é um simples estudante de Erasmus. Para edificação dos leitores e para que conheçam as mentiras de um Estado ...

Polícia inventa perigoso alemão com mandado de captura da Interpol

A polícia e alguma imprensa apressaram-se a divulgar depois dos incidentes junto ao parlamento que o jovem alemão detido era conhecido como o “monstro”, tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã. Segundo fontes ligadas ao processo nada disso é verdade. Para edificação dos leitores e para que conheçam as mentiras de um Estado crescentemente policial, aqui fica o comunicado das pessoas que prestam apoio aos acusados:

 

COMUNICADO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA DA GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011

 

Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

 

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

 

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

 

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

 

III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.

 

Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um “Grupo de Apoio Legal”, que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.

 

Fazemo-lo não por se tratar de companheiros “anarquistas”. Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos – a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.

 

Fazemo-lo porque – ao contrário dos sindicatos – consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.

 

Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a “verdade legal” que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:

 

_Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.

 

_Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.

 

_Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.

 

Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.

 

O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.

 

Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de “anarquistas extremistas” é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.

 

Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.

 

Dito isto, é preciso salientar que um “anarquista” é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que “todos os anarquistas” pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.

 

Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.

 

Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.

 

Grupo de Apoio Legal para o 24N

Lisboa, 28 de Novembro de 2011

 

Por Nuno Ramos de Almeida

in Blog Cinco Dias

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:10
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Plataforma 15 de Outubro «repudia violência policial»

Para esta terça-feira, está marcada uma conferência de impresa, frente ao Ministério da Administração Interna

 

A Plataforma 15 de Outubro, que integra o movimento dos indignados,vai dar uma conferência de imprensa,na terça-feira, junto ao Ministério da Administração Interna, para «repudiar a violência policial» exercida sobre cidadãos que participaram na manifestação da passada quinta-feira.

Segundo a Plataforma 15 de Outubro, elementos policiais, fardados e à civil, estiveram presentes na manifestação realizada no dia da greve geral, entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, a «incitaram à violência por palavras e acções», escreve a Lusa.

Na tarde de quinta-feira, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu em frente à Assembleia da República, subir as escadarias do edifício, o que motivou a intervenção policial e resultou em sete detidos e um agente ferido.

Entretanto, a PSP anunciou a abertura de um inquérito interno de averiguações sobre o vídeo das agressões a um jovem alemão após a manifestação.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, elogiou o trabalho da polícia, considerando que a PSP deu a resposta «ponderada, sensata e competente da PSP».

A Plataforma 15 de Outubro contesta as declarações do ministro e considera a acção policial «ilegítima» e «ilegal», sublinhando que também os piquetes de greve «foram claramente atacados por elementos da polícia armadas com caçadeiras e metralhadoras».

Para esta plataforma, o Governo pretende «criminalizar e julgar em praça pública os movimentos sociais e sindicais em luta conjunta contra as políticas de retrocesso social e histórico» em dia de greve geral.

O movimento diz ainda que o Governo adoptou «práticas típicas de regimes autoritários e repressivos, como o emprego de agentes provocadores entre manifestantes pacíficos, utilização indiscriminada de violência contra cidadãos de forma absolutamente avulsa, desproporcionada e ilegítima, ataque a piquetes de greve e detenção indiscriminada de transeuntes e manifestantes pacíficos».


Por: Redacção / PP
in TVI24

 

 
 Foto de Agente Infiltrado
Após a agressão (Dá para ver que tem braços e peito de "gorila", possivelmente treinado para estas intervenções mais "musculadas")

Fotos in Blog Cinco Dias

 

Com acções como estas a nossa "democracia" desceu para o mesmo nível da Turquia.....

publicado por portuga-coruche às 08:08
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

População de Lamarosa protesta contra encerramento do posto médico

 

Duas centenas de pessoas da freguesia de São José da Lamarosa, juntaram-se na manhã desta terça-feira, 22 de Fevereiro, à porta do Centro de Saúde de Coruche para protestarem contra o encerramento do Posto Médico daquela freguesia do concelho de Coruche por falta de médicos.

“Temos direitos/Não pedimos muito/apenas médico de família”, “Ter médico de família é um direito de todos/Não só de alguns”, “Esta Unidade de Saúde Familiar faz boicote aos utentes da extensão de saúde da Lamarosa que não tem médico”, eram alguns dos protestos colocados nos cartazes que algumas pessoas seguravam enquanto gritavam que têm “direito a ter” médico de família.

Custódio Rama, 57 anos, foi um dos primeiros a chegar ao Centro de Saúde de Coruche. Na sua opinião não faz sentido o posto médico da sua freguesia estar encerrado. “Desde Dezembro que o posto médico está encerrado porque a médica que lá estava teve que se reformar. Não temos onde mostrar exames ou quem nos passe receitas e a maioria da população é idosa e necessita de tomar os medicamentos com regularidade. Quando vimos ao Centro de Saúde de Coruche não nos passam as receitas. Como é que vamos fazer”, interroga indignado com a situação.

O presidente da Câmara de Coruche juntou-se à população nos protestos. Dionísio Mendes (PS) disse a O MIRANTE que foram feitas obras no posto médico e que este tem todas as condições de funcionamento. “Não faz sentido o posto médico da Lamarosa estar encerrado. Os utentes ficaram sem médico de família de um dia para o outro e agora não têm quem lhes passe as receitas ou lhes veja os exames. Sem o posto médico onde é que estas pessoas vão ser consultadas”, explica o autarca.

A opinião é partilhada pelo presidente da Junta de Freguesia de São José da Lamarosa, António Venda (PS), que foi um dos principais impulsionadores da manifestação. “A freguesia tem cerca de 1300 utentes sendo que a maioria são idosos e com dificuldades de locomoção. O posto médico faz-nos muita falta”, referiu.

 

 

in O Mirante

 

 

 Quer dizer: Somos 21 mil no Concelho mas só apareceram cerca de 200 .... porque os outros acham que o que se passa na Lamarosa não os afecta e um dia quando se passar comnosco vamos querer que todos (incluindo os da Lamarosa) clamem por justiça, não é?

Bertolt Brecht tem um texto que ilustra aquilo que quero dizer, porque não devemos ignorar os problemas dos outros e temos de nos unir para nos nos defendermos a todos, antes que seja tarde:

 

"Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde. "

 

Montesquieu  defendia que "A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos."

Hoje São José da Lamarosa gritou porque encerraram o Posto Médico, amanhã seremos nós. Será que nessa altura teremos o direito de lhes pedir que se juntem a nós?

Pelo vídeo vemos que esteve lá o Presidente da Câmara, mas não chega deveríamos ter ido todos! Este evento, possivelmente, foi mal divulgado. Eu apenas soube perto das 10 Horas e foi porque me enviaram um e-mail. Na próxima quem tiver uma iniciativa semelhante que divulgue para que as pessoas se mobilizem.


 

 

publicado por portuga-coruche às 07:20
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Manif no Centro de Saúde

Prevista manifestação no centro saúde pela falta de médico de família

http://azaritos.blogspot.com/2011/01/se-o-medico-de-familia-se-reformou-nao.html
Ainda a propósito do post acima...
Está marcada para a próxima terça-feira dia 22  às 10H da manhã uma manifestação no Centro de Saúde (vila de Coruche), por causa dos serviços desta entidade, nomeadamente a falta de médico de família, a falta de credenciais, receitas etc.

in Blog Azaritos
De Beuxa Nebes
 Vamos esperar quie as pessoas apareçam para provar que não andamos a dormir.
publicado por portuga-coruche às 07:05
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