Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Tenho um "palpite" para onde cairá o UARS....

Com a sorte com que anda o nosso querido Adalberto João, a porcaria do satelite ainda nos vai cair na Madeira.....

 

 

Satélite da NASA descontrolado a caminho da Terra

 

Segundo a agência espacial norte-americana, um satélite de observação atmosférica, de quase seis toneladas, deverá reentrar na atmosfera da Terra nos próximos dias. SIGA A SUA TRAJETÓRIA

 
Siga a trajetória do UARS a caminho da Terra: http://www.nasa.gov/rss/uars_update.xml  


Os especialistas da NASA calculam que a reentrada da atmosfera terrestre do satélite UARS deverá acontecer na próxima sexta-feira, uma previsão que, admitem, tem uma margem de erro de cerca de um dia.

À medida que o satélite, de seis toneladas, se aproximar da Terra será possível um cálculo mais exato, assim como uma previsão do local do impacto, embora os cientistas da NASA acreditem que deverá cair no oceano.

Os fragmentos que não ardam na reentrada da atmosfera poderão estender-se por uma área de 800 quilómetros, mas a possibilidade que algum caia sobre alguém é de uma para 3.200. "Extremamente remota", garante a NASA.

O UARS foi lançado para o espaço a bordo do Discovery, há 20 anos, com a missão de medir a camada do ozono e a composição química da alta atmosfera, assim como os ventos e temperaturas da estratosfera. Esteve em óbita até dezembro de 2005. Desde então, não há comunicação com o satélite e a sua trajetória é seguida apenas com recurso a radares e telescópios.


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/satelite-da-nasa-descontrolado-a-caminho-da-terra=f623116#ixzz1YUI1URon

 

 

 

in Visão

 

 

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Os Teóricos

 

 

As pessoas que pensem: em vez de consumirmos electricidade mais barata como fazem países mais desenvolvidos do que nós, pagamos a grandes grupos empresariais, com ligações internacionais, o desenvolvimento de projectos que por si só seriam incapazes de se implantarem no terreno.

 

 

1. Aquecimento global: lembram-se das previsões catastróficas de há uns anos que previam ondas de calor e de frio, de mudanças radicais no clima?


Pois bem, está comprovado que os alegados cientistas e políticos manipulavam os dados para acentuarem a neura mundial em relação ao Aquecimento Global, ao que se chamou “Climategate”, como uma grande farsa, com intuitos obscuros, mas organizados.

 
O que é certo é que o escândalo decorrente da manipulação comprovada de dados pseudo-cientifícos não é transmitida à opinião pública, antes pelo contrário continuamos a ser intoxicados pela teoria do Aquecimento Global.

2. Vem isto a propósito do preço da electricidade que consumimos, e a que propósito é que Portugal, país pobre e periférico, apostou nas chamadas energias renováveis (solar, eólica, entre outras).


Cerca de metade do valor que pagamos pela electricidade destina-se aos cofres do Estado que depois os canaliza para os empresários que se lançaram nessa indústria das energias renováveis.
As pessoas que pensem: em vez de consumirmos electricidade mais barata como fazem países mais desenvolvidos do que nós, pagamos a grandes grupos empresariais, com ligações internacionais, o desenvolvimento de projectos que por si só seriam incapazes de se implantarem no terreno.
Consumimos, pagamos mais caro, metade entra nos cofres das empresas que se dedicam ao negócio das energias renováveis, em vez de termos energia mais barata pagamos mais.


Isto dá para entender?


Eu pergunto porque motivo é que a comunicação social não faz um trabalho isento, dando as várias vertentes da questão, permitindo que uns e outros defendam as suas teses, mas explicando tudo o que se passa por cá e no estrangeiro.


Se somos pobres, a experiência vai ser feita cá e às custas dos portugueses? Porque motivo é que os ricos (EUA, Alemanha, França, etc) não põem os seus cidadãos a pagarem os custos desses investimentos?
Somos sim uns parvos:


- compramos os equipamentos a esses países desenvolvidos que continuam - compramos os equipamentos a esses países desenvolvidos que continuam com a energia barata;


- nós pagamos esses equipamentos com energia cara.


Diria: brilhante.



3. A dita esquerda e aqueles que professam a isenção, a independência e a imparcialidade não aceitam outras opiniões.
É assim e acabou.


Não se assumem politicamente, são do contra, opinam a torto e a direito, mas não dão soluções.
Queixam-se dos políticos pelas opções assumidas, mas a pergunta impõe-se: o que foram, o que são e o que querem?
O que defendem baseia-se em estudos científicos ou limitam-se a disparatar tipo treinador de bancada?
Eu creio que todos nós só ganharíamos se soubéssemos respeitar as opiniões, fossem elas quais fossem, e não nos baseássemos no politicamente correcto, naquilo a que alguma comunicação social quer nos impor como a verdade absoluta.


Pessoalmente tenho as minhas opiniões, mas não posso impô-las, a não ser que esteja convicto delas e só após ter estudado os prós e contras das mesmas. E para chegar a uma resposta, tenho de saber ouvir todas as opiniões.
O que me chateia é ver para aí pseudo-cientistas, fascistas, nazistas, comunistas, socialistas, e outros, todos juntos sem que se lhes conheça soluções, e alguns a darem-lhes abraços e apoios (indirectos) esquecendo-se da palavra gratidão e de uma outra solidariedade que apregoam para os contra, julgando que ganham para o futuro, esquecendo-se de onde vieram e como chegaram aí.


Eu volto a perguntar: vivemos em democracia, temos eleições, quem manda tem legitimidade e baseia-se em estudos e projectos. Então os que não têm coragem de se apresentar a eleições, os que perdem é que vão ditar os nossos destinos?


Há uns anos atrás quando tínhamos que encontrar soluções para os aterros o que diziam? Criar aterros artificiais no mar nem pensar, na serra muito menos, então onde? Nas suas casas?
Agora que veio tudo para cá abaixo, o que querem, levar para cima, mas para aonde, deslocar mas a que custos?
Esqueceram-se das polémicas com o Toco em que a Câmara Municipal se empenhou e que acabou por desistir devido às leis deste País? E agora querem o quê, o Toco de volta, gastando-se fortunas com o transporte marítimo, sem se saber o que aí aconteceria por serem inexistentes quaisquer estudos nessa área?
Não sou ninguém com conhecimentos na matéria, mas sou um dos 249.000 que não deu as mãos por algo que desconheço. E tenho o direito, como esses 1000 cidadãos têm o direito de opinarem pelo nada e pela não solução, de me interrogar sobre essa postura de quererem pôr em causa tudo.


Insisto:
- o que defendiam para os aterros necessários há uns anos? Nada, eram contra os aterros. Mas então quais eram as soluções?


- quem elabora os projectos e faz os estudos para o efeito, não são especialistas? E depois quem deve decidir, os políticos eleitos, ou os especialistas em nada?


- qual a solução que defendem para o aterro? Quanto custa? Deixar lá para se ir tirando como defendeu Costa Neves?
Bem que gostaria de ver o caos que resultaria a acção (ou omissão) desses anarquistas da opinião que dizem respeitar em teoria as dos outros mas que na prática só toleram as suas e as dos que lhes abanam a cabeça.
Lembro-me do discurso de Obama, do “yes, we can”, e do que resultou quando se deu mais do que se devia, com a extrema-direita americana a ganhar força com as facilidades e cedências concedidas.


Há quem se esqueça facilmente do passado e da história, mas seria bom que pelo menos tentassem reflectir.
É isso, reflexão, que lhes falta. Ouvir e respeitar.



Por: COITO PITA (Advogado)

In Jornal da Madeira

 

Ora aí está! O Estado decidiu unilateralmente que deveriam ser as "abastadas" famílias portuguesas a pagar aos fulanos que são donos das ventuinhas que povoam as serras e montes para beneficiar quem se cada vez a energia é mais cara? Sem dúvida que não é quem paga.

Um plano governamental e nacional destes deveria começar por beneficiar quem o Estado representa e não me refiro aos partidos, porque sabemos que os eleitos políticos são eleitos por nós mas depois quem manda são os partidos.

Deveriam começar por beneficiar os Portugueses e isso passa por reduzir os custos das energias, apoiando projectos com feedback real e muitas vezes com projectos que dariam autonomia energética.

O que se passa noutros países que sabem aproveitar o sol?

Vamos ver, por exemplo Israel onde cada disco destes é utilizado para satisfazer plenamente as necessidades de 25 famílias:

 

 

 

 
Disco Solar  - Centro nacional de Energia Ben Gurin, Israel

 

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Maior missão científica zarpa para o Atlântico

Três barcos levam 73 especialistas para estudar Selvagens e "ovo estelado"

Por EDUARDA FERREIRA

Parte hoje, terça-feira, de Lisboa, a caravela "Vera Cruz", primeiro dos três barcos que servem de base à maior expedição científica portuguesa de sempre. O mar das Selvagens será observado a fundo e a rota de dois meses e meio inclui a pesquisa de segredos oceânicos dos Açores.

O "Vera cruz" toma avanço aos navios "Creoula" e "Gago Coutinho", que zarpam do Tejo ao pôr-do-sol na próxima quinta-feira, rumo ao Funchal. Dali, as três embarcações seguem para as Ilhas Selvagens, para a primeira fase daquela que é a maior expedição científica portuguesa até agora: 73 especialistas em diversas áreas. Quatro deles são espanhóis e dois vieram da Universidade de Berkeley, EUA. Estes últimos fizeram trabalhos idênticos no Oceano Pacífico e vêm cooperar ao abrigo de um protocolo com a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A coordenação deste cruzeiro oceanográfico, que se prolonga até meados de Agosto, está a cargo da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) que, no passado mês, entregou às Nações Unidas a fundamentação científica para o reconhecimento da soberania portuguesa sobre mais dois milhões de quilómetros quadrados de fundo marinho.

Vida selvagem

A operação científica tem a primeira fase nas Ilhas Selvagens e seus ilhéus (a 160 milhas do Funchal). Os trabalhos integram-se num projecto, o M@rBIS, comum com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade. As equipas vão ali estudar o ambiente e espécies na zona emersa (visível), na faixa das marés, até aos 30 metros de água e, num alargamento progressivo, dos fundos e vida marinhos até aos dois mil metros. É aqui que intervém o "Luso", veículo submarino robotizado (ROV), capaz de recolher amostras e imagens até uma profundidade de seis mil metros. Tal capacidade de mergulho será aproveitada ao máximo quando a expedição rumar para os Açores.

A fase de exploração das Selvagens prolonga-se até ao próximo dia 28. Manuel Pinto de Abreu, que coordena a EMEPC, disse, ao JN, que, daquela zona, se sabe haver bastante biodiversidade e também "verdadeiros desertos". Os trabalhos vão também complementar dados recolhidos para a fundamentação da extensão da plataforma continental. O modelo geológico da zona ficará completo.

"Temos um conjunto de imagens de satélite e precisamos de verificar as coordenadas no local, para que tudo encaixe precisamente no sítio certo", explica Pinto de Abreu, para acrescentar que serão usados veículos autónomos submarinos (um dos quais da Faculdade de Engenharia do Porto) para recolher dados físicos da coluna de água, dados acústicos e imagens. Serão largados sistemas derivantes (drifters) para estudar as correntes. Algumas análises serão feitas de imediato, outras aguardarão laboratórios sofisticados.

Finda a missão nas Selvagens, ficará apenas o navio da Marinha "Gago Coutinho", que tomará, no início de Julho, o rumo do extremo Oeste da plataforma continental, muito além dos Açores. Aí a profundidade típica é de 3500 metros. O "Luso" irá espreitar também o que há quase um ano descobriu: o "ovo estrelado", misteriosa formação a 150 quilómetros de Ponta Delgada. Os cientistas da EMEPC estão ávidos por dados que permitam entender se essa cratera submarina com seis quilómetros de longo resultou do impacto de um meteorito ou é vulcão escondido pelas águas.

 

in Jornal de Notícias

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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Madeira: instalação de radar meteorológico não teria resolvido nada

 

Madeira: instalação de radar meteorológico não teria resolvido nada

Cientistas defendem que instalação de um radar na Madeira não teria resolvido nada na prevenção da catástrofe, ao contrário do que disse o Instituto de MeteorologiaClique para visitar o dossiê Catástrofe na Madeira

A instalação de um radar na Madeira não teria resolvido nada em termos de prevenção da catástrofe que se abateu sobre a ilha na manhã do dia 20 de Fevereiro, asseguram vários cientistas ligados à previsão do tempo contactados pelo Expresso.

 
 
Um radar meteorológico detecta à distância a aproximação de gotículas, gotas de chuva ou granizo, mas não de nuvens
Um radar meteorológico detecta à distância a aproximação de gotículas, gotas de chuva ou granizo, mas não de nuvens

 

"O facto de não termos um radar meteorológico na Madeira dificulta a previsão destes fenómenos, que poderiam ser antecipados entre quatro a cinco horas de tudo acontecer, já que este aparelho abrange uma distância de 150 a 200 km", afirmou na altura da catástrofe o presidente do Instituto de Meteorologia.

Adérito Serrão justificou a ausência deste equipamento, que custa dois milhões de euros, "por falta de orçamento" e, numa visita à Madeira três dias antes do desastre, o presidente do Instituto de Meteorologia já tinha falado na necessidade de um radar para a ilha.

Instituto de Meteorologia "tem falta de conhecimento actualizado"

"O radar será certamente útil, mas deve ficar liminarmente claro que a falta de aviso à Protecção Civil e às populações não se deveu à sua ausência", explica Delgado Domingos, coordenador do Grupo de Previsão Numérica do Tempo do Instituto Superior Técnico, acrescentando que "o que falta ao Instituto de Meteorologia não é equipamento científico, mas sim conhecimento actualizado e motivação".

Pedro Miranda, coordenador do Grupo de Modelação Atmosférica e Climática do Instituto Dom Luiz (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), concorda que a existência de um radar na Madeira "não teria resolvido o problema".

O investigador esclarece que o radar só detecta a aproximação da chuva e não as nuvens, ou seja, "só vê o sistema frontal a aproximar-se". Mas o sistema frontal que avançava em direcção à Madeira no dia 20 de Fevereiro "não tinha a intensidade que depois se veio a revelar".

Assim, "foi a topografia, o relevo acentuado da Madeira, que fez com que o sistema frontal se tornasse mais intenso quando estava sobre a ilha, e aí o radar já não iria a tempo de alertar as autoridades antes da catástrofe". Pedro Miranda insiste ainda que "não basta comprar um radar, é preciso formar cientistas e técnicos para trabalharem com ele".

Governo toma decisão "politicamente correcta"


 

E João Corte-Real, decano dos climatologistas portugueses, critica o Instituto de Meteorologia "por falar na necessidade de um radar aproveitando a calamidade na Madeira", o que levou o ministro da Ciência, Mariano Gago, "a dizer logo que sim porque era politicamente correcto naquele momento".

O professor catedrático da Universidade de Évora reconhece que "Portugal precisa de mais radares, mas qualquer decisão tem de ser planeada e faseada no tempo e não pode funcionar assim", porque "são aparelhos caros que exigem um software muito apurado".

Mas obviamente que têm vantagens. "Não fazem previsões mas observações, só que têm um raio de acção de 200 a 300 km, muito maior que os instrumentos das estações meteorológicas locais".

Actualmente, a Rede de Radares Meteorológicos do Instituto de Meteorologia tem aparelhos nos Açores (Base das Lajes, ilha Terceira) e em dois locais do Continente: Coruche (Ribatejo) e Loulé (Serra do Caldeirão, Algarve).

João Corte-Real defende que "Portugal precisa de mais radares no Norte do território, tanto na costa como nas montanhas do interior". De facto, está prevista a instalação de um radar em Arouca (Área Metropolitana do Porto).

 

in Expresso

publicado por portuga-coruche às 07:20
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Madeira possui historial de aluviões

Em post anterior, coloquei um comentário de um leitor (Francisco Pina do Cacém) do Global Notícias, que referia ter havido noutras alturas problemas semelhantes ao que se passou no Sábado.
O Sr. Francisco fez-nos referência ao Elucidário, fiquei curioso e li-o, indo consultar, obviamente as referências de que nos falou o Sr. Francisco Pina, e lá estavam elas:
 
(Pag.107 ELUCIDÁRIO MADEIRENSE - VOLUME I)
 
Aluviões. Na relação que abaixo publicamos vão indicadas todas as aluviões que tem havido na Madeira e sobre as quais conseguimos obter alguns esclarecimentos. É de advertir, porém, que a aluvião de 1724 não foi a primeira que causou prejuízos, pois que Mouquet que esteve aqui em 1601, diz, embora não precise datas, “que as águas que descem das montanhas algumas vezes destroem pontes e casas em toda a ilha”.
 
18 de Novembro de 1724. Os estragos desta aluvião fizeram-se principalmente sentir na freguesia de Machico, morrendo ali 26 pessoas e abatendo-se mais de 80 habitações. No Anno Histórico, referindo-se o Padre Francisco de Santa Maria á aluvião de 1724, diz que “padeceu a ilha da Madeira uma tormenta e dilúvio tão grande, que destruiu a vila de Machico, parte da de Santa Cruz e muitos outros
logares e sítios da mesma ilha, e também a cidade do Funchal experimentou grande dano e muitas ruínas, assim nas suas muralhas como na povoação, com a enchente da Ribeira do Pinheiro (Santa Luzia) que a divide”
 
18 de Novembro de 1765. Em virtude das grandes chuvas, cresceram muito neste dia as ribeiras que atravessam o Funchal, sendo destruída a Ponte da Praça e sofrendo bastante outras pontes da cidade.
As águas da Ribeira da Praça ou de João Gomes arrastaram para o mar o inglês Moita (?), o qual nunca mais apareceu.
 
 
 
9 de Outubro de 1803. Foi neste dia tristemente memorável que uma grande inundação assolou os campos da Madeira e destruiu uma parte considerável da cidade, causando não somente enormes prejuízos materiais mas também a perda da vida de alguns centenares de pessoas. Pode sem duvida considerar-se a maior calamidade que tem ferido esta ilha no largo período de cinco séculos. Longe iríamos se quiséssemos fazer uma descrição pormenorizada desta tremenda catástrofe e por isso nos limitamos a traçar umas breves notas, rapidamente colhidas nas crónicas do tempo.
Tinham caído algumas chuvas, com várias intermitências, nos dez ou doze dias que precederam o 9 de Outubro de 1803. Neste dia, pelas 8 horas da manhã, começou a cair no Funchal uma chuva não muito copiosa, que se manteve inalteravelmente até ás 8 horas da noite, mas nada fazia recear que estivesse iminente uma tão terrível  inundação. Principiou então a ouvir-se o ribombar do trovão e a chuva, acompanhada de algum vento, caía já em verdadeiras catadupas. Ás 8 horas e meia as águas das ribeiras galgavam as suas margens e espalhavam-se com grande ruído pelas ruas laterais, começando a sua obra de destruição e de morte. Estava-se em pleno dilúvio.
É indescritível o pavor que se apossou dos habitantes, que maior se tornou ainda pelo inopinado do acontecimento, que a um grande numero apanhou de surpresa e sem possibilidade de pôr-se ao abrigo do perigo que a todos ameaçava. A morte surpreendeu a muitos na fuga, arrastados pela violência das correntes ou atingidos pelas derrocadas das casas e paredes que se desmoronavam.
Foi o bairro de Santa Maria Maior o mais sacrificado pela tempestade. A ribeira de João Gomes, com a abundância e violência das águas, rebentou em três diversos pontos, formando outras tantas impetuosas correntes que causaram os maiores estragos e vitimaram algumas dezenas de pessoas. Ruas inteiras e inúmeras casas de habitação e outros prédios foram arrastados para o mar, incluindo a igreja paroquial, conhecida pelo nome de Nossa Senhora do Calhau e que ficava na margem esquerda da ribeira, entre as actuais rua de Santa Maria e rua Nova de Santa Maria. Numa casa desta rua ficaram soterrados 21 indivíduos e num prédio do Pelourinho morreram um súbdito inglês e 15 pessoas de família. Calcula-se que só no bairro de Santa Maria Maior tivessem perecido cerca de 200 pessoas por ocasião da aluvião.
Os prédios marginais da ribeira de Santa Luzia também sofreram bastante. Acima da ponte do Bom Jesus as águas tomaram novo curso por uma e outra margem daquela corrente e, sobretudo na rua dos Ferreiros, causaram estragos consideráveis, tendo-se abatido diversas casas de habitação e lojas de comercio. O mesmo aconteceu na rua dos Tanoeiros e a vários prédios que ficavam na margem esquerda daquela ribeira e que formavam a rua Direita, prédios que foram arrastados pela violência da corrente.
Diz uma relação coeva do acontecimento: "Ruas inteiras desapareceram com seus habitantes e outras inundadas de água e lama deixaram os proprietários e inquilinos reduzidos á extrema indigência. Uma grande parte da freguesia de Santa Maria
Maior, assim como a sua igreja, a mais antiga da cidade, não existem com uma boa porção dos seus infelizes moradores: o resto disperso cá e lá, inundado e abandonado, oferece aos olhos do homem sensível um objecto de dor, de ruína e consternação. As ruas chamadas Direita, Tanoeiros, Valverde, Santa Maria, Hospital Velho e outras foram ao mar com uma incrível multidão de habitantes”.
Fora do Funchal, as povoações que mais sofreram com a horrível inundação foram Machico, Santa Cruz, Campanário, Ribeira Brava e Calheta, tendo sido relativamente pequenos os prejuízos causados nas freguesias do norte da ilha.
Com respeito á vila de Machico, lê-se o seguinte no arquivo da respectiva igreja paroquial: “...demoliu a muralha da ribeira, abateu a ponte e invadiu a vila de tal sorte que chegaram as águas á altura de três côvados na igreja e em todas as ruas. Esta inundacão prometeu a todos a morte; mas um prodígio evidente fez que se salvassem todos, excepto catorze pessoas que pereceram arrastadas pelas águas e aterrados nas casas”. Também demoliu a antiga e histórica capela do Senhor dos Milagres, tendo a respectiva imagem sido encontrada dias depois, no alto mar, por uma galera americana, que a fez depositar na Sé do Funchal.
Foram igualmente consideráveis os estragos que a aluvião produziu nas outras freguesias citadas, onde também houve a perda de muitas vidas.
São bastantes discordes as informações contemporâneas dos acontecimentos, com relação ao numero de pessoas que sucumbiram, vitimas daquelas inundações, chegando uma narrativa do terrível caso a computar em cerca de mil os indivíduos mortos e desaparecidos. Parece não estar muito distanciado da verdade quem fixar em seiscentos o numero aproximado dos que morreram, sendo a maior parte no concelho do Funchal.
Era então governador e capitão general D. José Manuel da Câmara, que fez publicar  em demora um edital adoptando as imediatas e prontas providencias que as  circunstancias de momento aconselhavam. O primeiro cuidado das autoridades foi procurar abrigo para os que tinham ficado sem casa de habitação e que eram em numero muito avultado. Os edifícios públicos, varias repartições de serviço do estado, muitas dependências das igrejas, dos quartéis e das fortalezas e ainda bastantes casas particulares foram destinadas a dar alojamento provisório àqueles indivíduos. Entre as medidas tomadas pelo governador, destaca-se a da absoluta proibição de serem elevados os preços dos géneros de consumo, sob pena de severos castigos infligidos aos transgressores.
A principal causa dos males produzidos pela aluvião foi a falta do encanamento das ribeiras. Embora tardiamente, resolveu o governo da metrópole realizar esse tão desejado melhoramento, enviando á Madeira o brigadeiro Reinaldo Oudinot encarregado de dirigir os respectivos trabalhos e que aqui chegou a 19 de Fevereiro de 1804. Revelou a maior competência no desempenho do cargo em que fora investido e
nele desenvolveu uma pasmosa actividade, conseguindo num período relativamente curto de tempo fazer o encanamento das três ribeiras que atravessam o Funchal. Em Dezembro de 1800, comunicava ele ao governo central que, a pesar dos grandes temporais e fortes invernias que pouco antes houvera, as muralhas tinham resistido ao embate violento das águas e oferecido uma prova evidente da solidez da sua construção.
Oudinot morreu nesta cidade a 11 de Fevereiro de 1807 e em memória dos seus serviços foi dado o seu nome á rua que fica na margem esquerda da ribeira de João Gomes, entre o Campo da Barca e a praça dos Lavradores.
Um pormenor interessante: tendo ficado de pé a capela-mor da igreja de Nossa Senhora do Calhau, mandou a provisão régia de 12 de Março de 1805 que ela se conservasse no mesmo estado em que a deixara a aluvião, como lembrança, para os vindouros, do acontecimento que mais funesto fora para os habitantes desta ilha. Em Dezembro de 1835 foi demolida parte da igreja que a aluvião respeitara e ali se construiu o mercado União, que há pouco se destruiu para o alargamento da rua que ali passa.
 
 
26 de Outubro de 1815. Depois da grande aluvião de 9 de Outubro de 1803 foi talvez a maior que tem assolado esta ilha. Numa representação que, sôbre os estragos causados por esta inundação de 26 de Outubro de 1815, dirigiu a câmara municipal do Funchal ao Príncipe Regente D. João, se afirma que esta foi *incomparavelmente maior do que a aluvião de 1803+, mas, nem pelo numero de vitimas nem pelos prejuízos que causou, atingiu as proporções da outra, a pesar das enormes perdas que acarretou aos habitantes do Funchal.
Como em outras ocasiões aconteceu, foram as correntes impetuosas das ribeiras que ocasionaram os maiores prejuízos. Especialmente nalguns pontos das margens das ribeiras que não tinham muralhas a ampararem e a dirigirem o curso das águas, saíram estas fora do seu leito, galgaram os terrenos marginais e abriram novo caminho, através das ruas e casas, causando não só incalculaveis estragos, como produzindo o maior pânico entre os habitantes, alguns dos quais foram vitimas do ímpeto indomável da corrente. Foi o que aconteceu com as águas da ribeira de S. João que, procurando novo percurso, arrastaram na sua violência cerca de vinte casas desde a ponte de S. Paulo, ao fim da rua da Carreira, até á foz da mesma ribeira.
Nas ruas marginais da ribeira de Santa Luzia, também foram grandes os estragos, ficando danificadas algumas casas e em alguns pontos as muralhas da mesma ribeira.
Por toda a ilha houve prejuízos consideráveis e morreram várias pessoas, arrastadas pela violência das correntes.
Os horrores da grande aluvião de 1803, ainda bem presentes na memória de todos, fizeram aumentar o pânico nos habitantes, que, na sua grande maioria, julgaram que não havia possibilidade de escapar á morte, que para eles parecia inevitável.
 
28 de Outubro de 1842. Havia quinze dias que quasi interruptamente caia um pequeno orvalho.
As 9 horas da manhã do dia 24 de Outubro as chuvas eram já abundantes, e ás 3 horas da tarde as águas pluviais caiam a torrentes. As águas das ribeiras saíram dos seus leitos e espalharam-se impetuosamente pelos terrenos marginais, causando grandes estragos.
Ficaram completamente inundadas as ruas do bairro de Santa Maria Maior, o Pelourinho, a rua dos Medinas e ainda outras, chegando a água a invadir os segundos e terceiros andares das casas. Em muitas ruas da cidade os barcos navegavam para a custo salvarem muitas famílias que imploravam misericórdia dos últimos andares e telhados. Por toda a parte se ouviam gritos de terror. Um dos homens a quem mais se
deveu a salvação de muitos infelizes inundados foi o cidadão Joaquim Dias de Almeida, mas houve muitos outros que se distinguiram, como nessa época fizeram menção o Imparcial e o Defensor, jornais do Funchal.
As calçadas de Santa Clara, do Pico, Bela Vista e Incarnação foram convertidas em caudalosas ribeiras. O bairro do Cemitério dos Inglêses ficou despovoado, sendo todos os seus moradores acolhidos e agasalhados, com todos os confortos, por uma proprietária abastada, que residia no fim da rua da Bela Vista.
Uma grande parte da cidade ficou destruída e as casas arruinadas até aos alicerces.
Muitas famílias remediadas ficaram pobres. Foi um prejuízo de centenares de contos de reis.
No dia 26, dois dias depois, o vento sul fez desencadear no porto do Funchal, uma medonha tempestade.
As ondas embravecidas saltavam as muralhas da Pontinha e por vezes lamberam a esplanada do Ilhéu, vindo durante a tarde despedaçar-se nos rochedos da praia do Funchal, dez ou onze embarcações, sendo os tripulantes e guardas, que se achavam a bordo, salvos milagrosamente pelo guarda da alfândega Carvalho e por uns marítimos arrojadissimos, distinguindo-se sempre nestas catástrofes Joaquim Dias de Almeida.
17,18,19 e 20 de Novembro de 1848. Houve nestes dias grandes inundações, principalmente no concelho de Sant'Ana, sendo arrastadas pelas águas muitas bemfeitorias produtivas e importantes. No Funchal as águas das ribeiras correram com violência, mas, a pesar de copiosissimas, não produziram estragos sensíveis.
 
5 e 6 de Janeiro de 18596. Em virtude de chuvas abundantissimas, trouxe a corrente da Ribeira de João Gomes muito entulho que sobrepujou os mainéis entre a foz e o Campo da Barca. Não podendo as águas correr livremente, foram inundar a R. de Santa Maria, as travessas que a cortam, a R. do Ribeirinho de Baixo e o largo do Pelourinho, fazendo em todos estes pontos grandes destroços. A Ribeira de Santa
Luzia não causou prejuízos, embora ficasse também entulhada, mas a de S. João fez não pequenos estragos, principalmente nas proximidades da capela. Na Ribeira Brava, na Tabua, na Serra de Água, na Ponta do Sol, no Paul do Mar e noutras localidades houve também grandes devastações produzida pelas águas.
1 de Janeiro de 1876. As inundações deste dia só causaram prejuízos notáveis na freguesia da Madalena.
2 e 3 de Outubro de 1895. A aluvião que se deu nestes dois dias produziu grandes estragos nas freguesias de S. Vicente, Faial, Ponta Delgada, Boa Ventura e Seixal. Nesta ultima freguesia morreu o proprietário Manoel Inisio da Costa Lira. As ribeiras do Funchal trouxeram muita água.
 
8 e 9 de Novembro de 1901. As chuvas abundantissimas que nestes dois dias caíram no Funchal, inundaram as ruas e caminhos, danificaram muitos destes e provocaram alguns desmoronamentos, principalmente na Levada de Santa Luzia.
 
25 e 26 de Fevereiro de 1920. Nestes dois dias fez sentir um violento temporal de vento e chuva que causou inúmeros prejuízos em toda a ilha. As ribeiras que atravessam a cidade, embora trouxessem muita água, não chegaram a trasbordar, mas houve inundações em vários sítios, devido á abundância das chuvas e aos ribeiros da Nora, do Til e dos Louros terem ficado obstruidos. No bairro de Santa Maria chegaram a andar barcos nas ruas para conduzir pessoas de uns para outros pontos, e diz-se que e toda a ilha ficaram mais de 500 pessoas sem abrigo, sendo incalculaveis os destroços causados pelo vento N. W. no arvoredo, nos canaviais e em muitas outras culturas. No caminho do Lazareto morreu um indivíduo que se dirigia de noite para sua casa e no molhe da Pontinha morreu um outro que trabalhava no Cabrestante, sendo tal a impetuosidade do vento no dia 25 e parte do dia 26, que era perigoso transitar
mesmo nas ruas da cidade. No dia 25, de tarde, foi suspenso, por causa do vento, o serviço de automóveis no Funchal.
A vila da Ribeira Brava correu grande risco de ser destruída pelas águas, tendo saído a imagem de S. Bento em procissão e havendo depois preces na igreja paroquial. Em Machico, Santa Cruz, S. Vicente e Camacha registaram-se importantíssimos prejuízos, morrendo uma mulher e uma criança nesta ultima freguesia.
Desapareceram, com os respectivos tripulantes, alguns barcos de pesca de Câmara de Lobos, e o barco Arriaga, do Porto Santo, que conduzia 16 passageiros, foi impelido para o sul pelo temporal, sendo encontrado pelo vapor inglês Andorinha, que tomou os passageiros, arribando o barco ás Selvagens.
No dia 28 voltou a chover torrencialmente e no dia 2 de Março soprou de novo com grande violência o vento N. W., havendo também fortes aguaceiros, que duraram até á madrugada do dia 3.
 
5 e 6 de Março de 1921. Caíram nestes dias abundantes chuvas, acompanhadas de trovoada, em toda a ilha, havendo inundações e estragos em Machico, Ribeira Brava, etc., etc.. Em Machico as águas subiram nalguns pontos quasi ao primeiro andar das casas, e na Ribeira Brava morreram quatro crianças, sendo três em virtude do desmoronamento dum prédio e uma arrastada pelas águas.
Além das doze aluviões que ficam mencionadas, colhemos noticia, num antigo manuscrito, que no ano de 1611 houve uma grande enchente no Funchal, que, entre os notáveis estragos que causou, se conta o de ter destruído em grande parte a igreja paroquial da freguesia de Santa Maria Maior que então ficava na rua que hoje tem o nome de Hospital Velho. Procedeu-se depois á construção duma nova igreja nas imediações do actual fontanário chamado do Calhau, e que foi arrastada para o mar pela aluvião de 1803.
Também temos noticia doutra aluvião que se deu no ano de 1707 e que causou consideráveis prejuízos em toda a ilha.
 
 
O Elucidário Madeirense pode ser encontrado na Biblioteca Pública Regional da Madeira.
 
Eis os links directos para download dos volumes em “pdf”:
 
Volume I

 

 

 
Volume II

 

 

 
Volume III

 
Resta saber porque havendo conhecimento de que ciclicamente isto acontece, o engenho humano não se precaveu.
De qualquer modo e posto isto terão que tomar medidas para que tal não se repita e isso terá obrigatoriamente que passar por grande investimento em estruturas de controlo, orientação e contenção de águas.

 

 
 

 

 
 

 

publicado por portuga-coruche às 01:10
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Tragédias na Madeira

■■■ “Convém referir que as tempestades na Madeira têm sido cíclicas. O Elucidário Madeirense indica que no ano 1611 teve lugar uma tempestade que provocou vários estragos,  nomeadamente, a destruição da Igreja Paroquial de S. ª Maria Maior. Indica ainda o Elucidário que a morte surpreendeu muitas pessoas em fuga, arrastados pela violência das correntes, atingidas ainda pelas derrocadas. Em 1707, um aluvião aconteceu em toda a ilha. Em 1724, em Machico, morrem centenas de pessoas com um temporal.
Em 1803, uma tempestade faz centenas de mortos.
Em Outubro de 1993, o Funchal ficou irreconhecível.
Estamos em 2010 e a natureza cumpre de forma trágica esta periodicidade de tempestades.”

 

FRANCISCO PINA
CACÉM

 

in Global Notícias n.º 556 de 23 de Fevereiro

 

 É fascinate o facto da nossa memória ser tão curta.Se um ser Humano vivesse 300 ou 400 anos de certo haveria quem dissesse que já tinha visto acontecer, mas como se vive  no máximo 80 ou90 já ninguém tem memória....

publicado por portuga-coruche às 18:30
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Falta de radar atrasou alerta de temporal

FÁTIMA MARIANO

Se existisse um radar meteorológico no arquipélago da Madeira, teria sido possível prever com maior antecedência a forte precipitação que ontem se fez sentir e alertar as populações mais cedo, disse Maria João Frada, do Instituto de Meteorologia.

O aviso vermelho para a Madeira só foi emitido às 10 horas de ontem. O presidente do Instituto de Meteorologia (IM), Adérito Serrão, anunciou ontem que irá pedir verbas para instalar, o mais rápido possível, um radar na região.

Os radares meteorológicos são usados na localização da precipitação, no cálculo do seu movimento, na estimativa do seu tipo (chuva, neve, granizo, etc.) e na previsão da sua intensidade e posição futura.

Portugal tem apenas dois radares: Coruche/Cruz do Leão e Loulé/Cavalos de Leão, que asseguram o centro e o sul do continente. Para 2012 está prevista a entrada em funcionamento de um radar no concelho de Arouca. Os Açores serão servidos pelo equipamento instalado pelos EUA na base área das Lajes.

O mau tempo de ontem foi causado por um sistema frontal de forte actividade com uma massa de ar quente associada, caracterizada por elevada instabilidade e transportando um grande conteúdo de vapor de água. Maria João Frada explicou que se trata de um fenómeno raro, de que não tem sequer memória.

 

in Jornal de Notícias

publicado por portuga-coruche às 13:14
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Patetice

 

Pedro Tadeu na rua rubrica "Nota do dia" no Jornal 24 Horas

 

 

 

 

 

comenta assim o caso do momento na Madeira:

 

Patetice


É uma patetice aparecer no Parlamento com uma bandeira nazi e acusar o PSD local de fascista.


É uma enorme patetice o PSD local decidir que o senhor do PND que fez a anterior patetice é expulso do Parlamento.


O problema desta patetice toda é que estamos fartos de saber, há dezenas de anos, que o PSD local é uma enorme patetice manipulada em função dos interesses do seu líder, Alberto João Jardim, que não é pateta. E nunca, até hoje, alguém fez alguma coisa para acabar com isto. Nem o Presidente Cavaco Silva, que foi líder nacional deste PSD local. É que a patetice interessa mesmo a alguém. E é uma patetice a população da Madeira não lançar os seus políticos ao mar.

 

publicado por portuga-coruche às 10:02
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Mosquito perigoso está sem controlo

 

Dengue: Transmissão do vírus é inevitável e uma questão de tempo

Mosquito perigoso está sem controlo

A população dos mosquitos que causam as doenças da dengue e a febre amarela está a alastrar-se pela ilha da Madeira de forma alarmante. Especialistas dizem que é uma questão de tempo até chegar ao Continente – através de produtos importados por via aérea ou marítima – e surgirem os primeiros casos de pessoas infectadas. É uma questão de dias ou de meses.

 

Por enquanto, não há registo da doença porque os insectos não têm o vírus, mas basta entrar no País uma pessoa infectada, por exemplo vinda de um país da América Latina, como o Brasil, onde surgem epidemias, para dar origem a casos de infecção não controlados na Madeira ou no Continente.

Os mosquitos aedes aegypti surgiram há três anos na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, Madeira. Rapidamente se espalharam pelos concelhos de Machico e Câmara de Lobos.

HélderSpínola, presidente da associaçãoambientalista Quercus,dizaoCM queoaparecimento da doença é inevitável."Osmosquitos terão vindo em algum produto fresco, planta – foram importadas palmeiras doBrasil – ou nos pneus dos barcos, onde fica água estagnada, local ideal para a reprodução das larvas. Terão vindo insectos ou ovos que depois eclodiram.Para já, não há notícia da doença, mas basta vir do Brasil uma pessoa infectada e ser picada por um mosquito para que o mesmo insecto infecte outras pessoas."

Hélder Spínola é crítico à fiscalização alfandegária: "Nos aeroportos não há grande controlo. As autoridades preocupam-se com o tráfico de drogas e armas e não com a passagem de um produto que possa estar contaminado. Só quando surgirem casos graves é que serão activados procedimentos especiais." As autoridades madeirenses já procederam a desinfestações, mas problemas financeiros e burocráticos com o Tribunal de Contas terão interrompido novas intervenções químicas nas cidades atingidas pelos aedes aegypti.

AUTORIDADES PROMETEM FISCALIZAÇÃO

O director-geral da Saúde, Francisco George, afirmou ao CM que a situação ainda "não é alarmante" e que as autoridades estão "muito atentas" ao caso na Madeira. Estão previstas acções de fiscalização junto dos meios de transporte marítimos e aéreos, caso haja agravamento da situação. Quanto a um impedimento da entrada do mosquito no Continente, aquele responsável disse: "As medidas de combate passam pela redução da população dos mosquitos, com intervenções químicas e bacteriológicas [insecticidas e larvicidas] e pela inexistência de águas estagnadas nos pratos de vasos, latas [onde as fêmeas reproduzem]. As companhias marítimas e aéreas estão atentas à necessidade de não transportar nada que possa conter os mosquitos, ovos ou larvas em águas estagnadas." 

AUTARCA DE PORTIMÃO ESTÁ PREOCUPADO

O presidente da Câmara de Portimão está preocupado. "Os contactos que fiz [ontem] não me deixam tranquilo", disse Manuel da Luz, a propósito da carreira marítima semanal que desde Julho liga a cidade algarvia à capital da Madeira. Segundo o autarca, que tomou conhecimento do perigo através do nosso jornal, "não há prevenção, sendo apenas possível identificar um eventual portador da doença". Para um caso desses existe já uma sala de quarentena no porto, mas nada pode evitar a chegada do mosquito. Cerca de 15 mil pessoas já fizeram a viagem e está previsto um segundo ferry para 2009.

APONTAMENTOS

PICADA INFECCIOSA

A dengue transmite-se pela picadela de um mosquito infectado. Não é transmissível de pessoa para pessoa.

CASOS EM PORTUGAL

Portugal regista uma média de quinze casos por ano de pessoas infectadas pelo vírus da dengue. Não houve mortes.

SINTOMAS

Os sintomas surgem três a 14 dias após a picada do mosquito infectado: febre, náuseas, vómitos, dores nos ossos e possibilidade de hemorragias.

Cristina Serra / P.M.

 

in Correio da Manhã

publicado por portuga-coruche às 09:34
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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Madeira acaba com liberalização dos preços dos combustíveis

 

A partir de amanhã
Madeira acaba com liberalização dos preços dos combustíveis

O Governo Regional da Madeira vai acabar com a liberalização dos preços dos combustíveis e estabelecer limites máximos a partir de sexta-feira.

Segundo a directora Regional do Comércio e Energia, Isabel Catarino Rodrigues, o Governo Regional considera que a liberalização dos preços é ineficaz devido à “instabilidade dos mercados”.

A Madeira “vem monitorizando semana após semana a evolução dos preços dos combustíveis na Região”, tendo acabado por “tomar esta decisão”, afirmou a responsável, explicando que a medida justifica-se “pela instabilidade dos mercados e pelo facto da própria liberalização dos preços dos combustíveis não se mostrar eficaz, com custos sociais e económicos” para o arquipélago.
A decisão surge na sequência dos preços terem baixado nas principais gasolineiras do País, devido à descida do preço do crude nos mercados internacionais, mas essa redução não se ter repercutido na região madeirense.
Isabel Rodrigues adiantou que a única explicação dada pelas gasolineiras era o facto de “o combustível em stock ter sido ainda adquirido a preços mais altos”. Uma justificação que não “convenceu” o Governo Regional.

 

in Correio da Manhã online

 

Quase que aposto que a declaração de Cavaco poderá ter a ver com isto, vamos ver.

João Jardim não brinca e age em defesa dos seus. Dou-lhe 10 pontos porque não posso dar mais!

publicado por portuga-coruche às 15:56
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