Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Familiares garantem que defunto deu sinais de vida durante o velório

Mãos e tronco quentes, sinais de respiração pelo nariz e até uma lágrima vertida foram sinais que levaram os familiares de António Ferreira Alves, 68 anos, dado como morto no Hospital de Santarém, a ligar para o 112 interrompendo o velório que decorria na casa mortuária de S. José da Lamarosa, concelho de Coruche.

 

Tudo se passou no domingo, 20 de Fevereiro, pouco passava das 15h00, perante o estarrecimento e comoção dos familiares do falecido. A ambulância do INEM dos Bombeiros de Coruche chegou ao local quando os familiares já tinham retirado o corpo do caixão, seguindo instruções dos bombeiros e procurando por sinais de vida do homem de 68 anos, como a respiração pelas narinas ou batimento cardíaco junto ao peito.

 

Os bombeiros fizeram manobras de reanimação e suporte básico de vida e 20 minutos depois chegava à Lamarosa a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santarém com uma médica e uma enfermeira que de imediato colocaram uma máscara de oxigénio no defunto.

 

Segundo João Carlos Alves, filho do falecido, tentaram manobras de reanimação em três ocasiões e tanto os bombeiros como a equipa de emergência médica verificaram inicialmente que o corpo estava quente, garante o familiar. As tentativas de reanimação saíram frustradas tendo sido confirmado o óbito de António Alves.

 

António Alves sofria de problemas oncológicos e foi dado como morto às três da manhã de domingo. A família foi informada do falecimento de António Alves às sete da manhã e perto do meio-dia a agência funerária estava a recolher o corpo para o levar para a casa mortuária da Lamarosa. Estava internado no serviço de Urologia do Hospital de Santarém desde quarta-feira, 16 de Fevereiro, pelo facto de o seu estado de saúde se ter agravado.

 

O filho do falecido, João Carlos Alves, garante que nunca viveu algo semelhante. “Estava no velório, junto ao corpo que estava dentro do caixão. A minha mãe estava do outro lado a segurar a mão do meu pai quando demos conta de que o corpo estava quente. A situação foi comprovada por primos e até pelos coveiros do cemitério, quando se sabe que os corpos dos cadáveres costumam estar frios”, explica, garantindo que mais que uma pessoa notou também uma expressão alterada na face de António Alves.

 

O director clínico do Hospital de Santarém, José Marouço, confirma que a certidão de óbito foi emitida às três da manhã de domingo mas garante que o médico encarregue desse processo tem competência para tal. “A tripulação da VMER deu com um cadáver cerca das 15h40 de domingo e confirmou o óbito, o que se passou nas duas situações. O que se passou entretanto pode estar ligado à carga emocional dos familiares que pode ter gerado interpretações diferentes e sensações subjectivas”, refere José Marouço.

 

João Carlos Alves está pouco convencido das justificações do hospital e pensa aconselhar-se com um médico e um advogado para avaliar a quem deverá pedir responsabilidades. António Alves deixa viúva e dois filhos.

 

in O Mirante

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:05
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Autismo da liderança continua.....

Urgência de Coruche não é essencial para o distrito neste momento

  

 

O médico José Marouço é director clínico do Hospital de Santarém, depois de já ter passado por vários cargos de chefia, desde director de serviços, das urgências, vogal da administração. Foi convidado mas nunca aceitou ser presidente do conselho de administração por não gostar de representar, de cerimónias, de se vestir de forma formal, mas também por sentir que não reúne os requisitos em termos de conhecimentos de gestão. Numa entrevista a publicar na próxima edição em papel, na quinta-feira, o médico fala da saúde, da política da cidade de Almeirim onde reside e é presidente da assembleia municipal e da sua vida pessoal.

 

 

Se existissem três hospitais a sul do distrito como existem a norte, o que seria diferente?

 

Neste momento temos que pensar na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Se houvesse três hospitais nesta zona teríamos piores condições de sustentabilidade do serviço a nível distrital. E quase que seguramente também pior assistência. Ter muitos serviços ou muitos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas.

 

 

Foi um erro de estratégia?

 

O lobby autárquico e regional tem sido muito poderoso, e a existência de três hospitais no norte do distrito é fruto disso. Às vezes é muito difícil não cometer erros e sob pressão é mais fácil cometer erros.

 

 

E a sul é mesmo necessário um segundo hospital como já foi em tempos reivindicado?

 

Neste momento não é crível nem necessário um segundo hospital. O de Santarém é suficiente. Sobretudo porque temos vias rodoviárias neste momento que permitem a chegada ao hospital em tempo útil. E o hospital de Santarém tem feito melhoramentos que o adequarão para continuar vivo, útil e capaz nos próximos 20 a 25 anos.

 

 

Quando se falou que era importante mais um hospital para esta região já não concordava?

 

Concordava com a existência de uma unidade básica de urgência na zona do Biscainho (Coruche). Isto antes da Auto-Estrada 13 estar feita.

 

 

Entretanto foi criada uma unidade básica em Coruche que não tem funcionado por falta de profissionais. Será que faz sentido avançar com este projecto?

 

Não me parece que seja crucial para a saúde da população a sua abertura. A unidade de Coruche acabou por pagar em função da época em que veio ao mundo. Não há recursos humanos médicos e também não será este o momento financeiro ideal para a sua abertura.

 

 

Não é portanto um equipamento de grande necessidade?

 

Estruturas de proximidade foram coisas que andámos a distribuir durante anos, desde quase o 25 de Abril de 1974. Agora e dado que temos que repensar o Serviço Nacional de Saúde tendo em conta a sustentabilidade e a racionalidade de recursos humanos, não é no momento uma estrutura que seja essencial para o distrito.

 

in O Mirante

 

O Hospital de Santarém está sempre pelas costuras e não é raro dizerem ao doente para ir para casa porque necessitam das camas. Não é raro, Sr. Director., os familiares esperarem à chuva notícias dos seus familiares nas urgências apinhadas! Por isso acho que a óptica deste Sr. Director não é a melhor para os doentes, muito menos para os de Coruche.

Quanto ao facto de dizer que a "Unidade de Coruche não é de momento uns estrutura que seja essencial para o distrito", que a política de proximidade está errada porque possivelmente o Sr. Director vive numa cidade não é? Acontece que só no concelho de Coruche existem cerca de 21.000 pessoas que para si não fazem parte do "distrito".

É fácil cair no erro de achar que os outros vivem bem sem aquilo que nos tem sido dado toda a vida.

A maior parte das coisas da vida só são valorizadas a partir do momento que as perdemos ou somos privados delas.

Um decisor na área da saúde deve perceber a importância dos cuidados de saúde, as necessidades de quem depende dela e isso significa que deve ser dotado de uma certa empatia de modo a resolver quer os problemas de verbas quer os problemas dos utentes.

 

A afirmação: "Ter muitos serviços ou muitos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas", faz sentido, mas o que me diz da "ter poucos serviços ou poucos hospitais não significa que as pessoas sejam melhor atendidas"?!, na verdade não são! Gera-se o caos e as pessoas passam horas para serem atendidas. Nada que preocupe o Sr. Director que, possivelmente, mal tem algum problema entra pela "porta do cavalo".....

Falem com as pessoas..... vão lá e falem com os utentes! Ninguém responsabiliza os médicos por nada....

Consta que existe um cirurgião lá no hospital de Santarém de que se suspeita ter sido o responsável pela morte de vários doentes (pessoalmente tenho conhecimento de dois) e, acham que sofreu algumas consequências? nop, acima dele ninguém fala e os colegas desmarcam-se quando se fala em advogados ou tribunais. "Quem não castiga o mal ordena que ele se faça" Dizia Leonardo da Vinci!

Quantos já pareceram a caminho de santarém que se salvariam coso tivessem uma urgência mais perto? No que toca a urgências todos os segundos e distâncias contam amigos .... e, quem disser o contrário estará a mentir.

A centralização de recursos só funcionaria se existisse equipamentos, gente e espaços que dessem para organizar os serviços e atender todas as pessoas, como não existem, não funciona.

 

Blogger devidamente identificado 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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