Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Incrível história de vida!

Google Earth leva indiano a casa, 25 anos depois de se ter perdido

 

Saroo na altura em que foi adoptado (Foto d'O Expresso)

Um rapaz indiano, perdido da sua família desde 1986, reencontrou a sua terra, casa e família, através de imagens de satélite do Google Earth. Publicitários e produtores de filmes já manifestam interesse nesta história insólita.

Saroo, o jovem indiano, tinha apenas cinco anos quando se perdeu. Acompanhado pelo irmão mais velho, trabalhava na limpeza das linhas férreas dos comboios da Índia, quando desapareceu.

Uma noite em que o cansaço se abateu sobre o seu pequeno corpo de cinco anos, Saroo sentou-se num banco de uma estação de comboios e adormeceu. Quando abriu os olhos, o seu irmão já não estava em lado nenhum.

Aquele breve "passar pelas brasas" determinou o resto da sua vida. Crente de que o seu irmão iria volta atrás para o acordar, quando abriu os olhos ficou incrédulo ao não ver ninguém a seu lado.

"Vi um comboio à minha frente e pensei que ele (o irmão), estivesse lá dentro." afirmou Saroo.

O jovem indiano não encontrou o irmão mais velho dentro do comboio. Em vez disso, voltou a adormecer e acordou 14 horas depois.

A viagem que fez levou-o a Calcutá, a terceira maior cidade da Índia. Completamente assustado e sem saber onde estava, Saroo tornou-se um pedinte, tal como muitos outros meninos indianos.

Pelas ruas e sem auxílio de ninguém, Saroo rapidamente aprendeu a defender-se sozinho, afirmando que "era um sítio assustador para se estar".

Desconfiado de tudo e de todos, após uma jornada nas ruas, Saroo foi levado para o orfanato. Resignado à sua sorte, o jovem indiano acabou por ser adotado por um casal que o levou para a Tasmânia, Austrália.

Rapidamente Saroo se adaptou à nova casa, mas à medida que ia crescendo, o desejo de encontrar a família de origem ia aumentando.

Entrave aos seus desejos era o fato de um menino de cinco anos não se lembrar do nome da cidade de onde vinha, tudo o que lhe restava eram memórias de infância.

Com o advento dos tempos e das tecnologias, Saroo começou a utilizar o Google Earth para pesquisar o local onde poderia ter nascido.

"Era como ser o Super-Homem. Era capaz de ver e fazer uma fotografia mentalmente e questionar-me se combinava ou não. Independentemente da resposta, continuas à procura, vezes e vezes sem conta", afirmou o jovem.

Saroo acabou por arranjar uma estratégia baseada no tempo em que esteve no comboio, tendo em conta a velocidade média do transporte ferroviário da Índia e calcular uma distância de cerca de 1200 km, à volta de Calcutá.

Com o raio do círculo a partir do centro da terceira maior cidade indiana, o jovem acabou por descobrir o que estava à procura: Khandwa.

Com apenas uma fotografia da sua juventude e com os nomes da família na memória, arrumou as tralhas e partiu rumo a Khandwa, a cidade que descobriu online.

Quando chegou ao bairro que se lembrava ser o seu, viu um cadeado com um ar velho e ferrugento à porta de casa, dando uma ar de que nunca ninguém tinha morado ali.

Depois de encontrar vários vizinhos, um finalmente levou-o até à sua mãe.

Saroo sentiu-se completamente anestesiado por ouvir tais palavras, sem poder acreditar que ao fim de 25 anos iria reencontrar a sua progenitora.

Quando viu a mulher que o vizinho dizia ser sua mãe, não a reconheceu imediatamente. A mulher, tal como ele, estava em êxtase e incrédula por reencontrar o filho desaparecido.

No meio da boa nova e do regresso a casa, uma má novidade assolou Saroo; o seu irmão mais velho tinha morrido um mês após o seu desaparecimento, desfeito por um comboio.

Apesar disso, Saroo, que desde sempre pediu para reencontrar a família verdadeira, diz poder dormir agora muito mais descansado.

Publicitários e produtores de filmes estão já de olhos postos nesta história, que ao jeito de "Slumdog Millionaire", pode vir a faturar milhões.

 

in Jornal de Notícias

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:30
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Formigas andam no chamon .....

Quem «fumou» o Haxixe?! A culpa é das formigas

Agentes da polícia acusam os bichos do desaparecimento da cannabis

 

 

Parece que, na Índia, até as formigas gostam de um bom charro. É pelo menos isso que querem fazer crer os agentes da polícia de Goa, que precisam de mais que uma boa desculpa para justificar o desaparecimento de 24 quilos de haxixe da esquadra. De acordo com os polícias, a culpa é das formigas.

 

 

 

De acordo com o portal brasileiro, as autoridades processaram os agentes e estão a investigar se existe algum envolvimento no tráfico de droga. As formigas foram ilibadas, pois o haxixe voltou a circular no mercado negro.

 

O inspector-chefe, Ashish Shirodkar, está a ser acusado de contrabandear em parceria com um traficante asiático, conhecido como Israel Atala. Aguardam-se os resultados das investigações para apurar se, na realidade, se trata de uma conspiração no formigueiro contra a polícia de Goa.

 

in IOL Diário

 

 

 

 

Repitam  lá como se chama o Inspector-chefe? Ashish? Bem me pareceu! Agora culpam as formigas .....

publicado por portuga-coruche às 07:30
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Espera .... esta eu sei a resposta!

E se alguém lhe disser que beber urina faz bem?

Bal Krishna, presidente da Associação Nacional de Acupunctura, garante que a ingestão de urina "funciona como uma vacina" 

 

Clara Soares

E se alguém lhe disser que beber urina faz bem?

 

A ingestão de urina para prevenir problemas de saúde é um método milenar, praticado na Ásia, que tem vindo a ser divulgado no Ocidente.

O tema já mereceu três congressos mundiais, realizados na Índia, Alemanha e Brasil. No próximo dia 28 haverá uma palestra aberta ao público, na Sociedade Portuguesa de Naturologia, em Lisboa.

Os adeptos desta prática defendem-na como terapia alternativa para problemas diversos. E até garantem que contribui para aumentar a qualidade de vida.

"Se for uma pessoa saudável, este procedimento funciona como uma vacina" afirma Bal Krishna (na foto), 59 anos, presidente da Associação Nacional de Acupunctura e o autor da palestra.

 

in Visão

 

publicado por portuga-coruche às 13:30
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Deixou-se de falar "bo"

 

Morreu uma pessoa e uma língua ao mesmo tempo

 

 Índia: A Morte de uma Língua pré-Histórica

 

Vídeo: A anciã Boa cantando em sua língua nativa, a língua Bo. Legendado em inglês, via Survival International.

 

 A última falante da antiga língua ‘Bo', a anciã Boa, morreu em sua ilha nativa, as Ilhas Andamão (território da Índia), em fevereiro de 2010. É uma vívida confirmação do relatório da UNESCO de 2009, que alertava para o risco de desaparecimento de 2.500 línguas.

 

Em seu blog True to Words [en], com base em Minnesota, dedicado “a exploração de línguas e escrita,” Sara Duane relata a notícia e adiciona que algumas antigas línguas extintas recentemente reviveram:

 

Em 1992, um proeminente linguista americano previu que por volta do ano 2100, 90% das línguas mundiais cessariam sua existência. Uma destas línguas morreu no mês passado, quando a anciã Boa de 85 anos faleceu. Ela era a última falante de ‘Bo', que com 70 mil anos, era uma das línguas mais antigas do mundo.
[…]
Línguas podem ser trazidas de volta do risco [de extinção], ou até mesmo da extinção total, se a vontade for forte bastante, e mais importante, se o suficiente desta língua ter sido escrita. O hebraico era uma língua morta no início do século XIX. Existia como uma língua acadêmica, mas não havia maneiras de saber como as palavras eram pronunciadas. Persistência e vontade de judeus israelenses trouxeram a língua de volta para o uso cotidiano. Houve também uma renascimento do galês no Reino Unido e do maori na Nova Zelândia.

 

Transubstantiation [en], que se descreve como uma tentativa de “dar sentido ao legado da Torre de Babel”, sugere a documentação de línguas em risco de extinção:

 

Se podemos preservar a vida das línguas, então certamente vamos preservar. Entretanto, algumas vezes isso não é possível e então talvez nossa tarefa mais importante enquanto linguistas é analizar, descrever e documentar; definir o idioma que está morrendo, para que possamos utilizar o conhecimento sobre o assunto para aprofundar a pesquisa sobre o entendimento geral da condição humana.

 

Vista aérea das Ilhas Andamão por Venkatesh K no Flickr.
Vista aérea das Ilhas Andamão por Venkatesh K no Flickr.

 

Madhu Baganiar [en], que pertence à comunidade indígena de Oraon (língua Kurukh) comenta a respeito do falecimento da língua Bo com a morte da anciã Boa:

 

Cada idioma tem sua própria história original, o estilo de cultura, narrativa. Quando uma língua morre, uma casa de vasto estoque de conhecimento associado com a língua também morre. Hoje, “Bo”, uma língua tribal viva, morreu. Amanhã mais línguas tribais da Índia estão prestes a morrer. Há centenas de razões que vão matar as línguas tribais vivas…

 

O bloguer irlandês em The Poor Mouth [en] lamenta a perda da língua Bo, e diz:

 

Línguas vão e vêm - podemos ver os traços de vários idiomas perdidos nas ilhas britânicas (Yola, Norn, Cumbric etc) - mas não posso deixar de sentir que quando eles morrem algo significativo será perdido na rica, escura sopa que compõe a humanidade. O falecimento da idosa Boa diminui todos nós.

 

Publicado originalmente por Simon Maghakyan

 Traduzido para Português por Diego Casaes

 

in Globalvoices

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publicado por portuga-coruche às 13:50
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