Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Parece que alguém disse algo muito intelegente!

À 2011 anos que andam a difamar O "grande mensageiro do bem"! E, de cada vez que tentaram só o tornaram mais forte, até porque as nossas atitudes fundamentam nestas alturas a nossa ignorãncia, o quanto conseguimos ser pequeninos e tristes.

Agora apareceu uma senhora que, por ser lésbica e ser católica, acha que Jesus era Gay.

Eu posso dizer o mesmo e ser tão parvo como ela: Se Jesus Cristo vivesse nos dias de hoje teria um blog! Só podia!

Para outros era extraterrestre, já ouvi alguns comunistas a dizer que Jesus também o era.

É, como esta senhora disse uma coisa "muito intelegente" e os mass-media não são nada dados a "coisas intelectuais" eis a impressa um pouco por toda a parte:

 

 

 

 

 

O Mais engraçado é, em paralelo com esta "gozação" aparecer outra polémica, relacionada com a pedofilia na Igreja!

Todas elas na Quaresma ?! Em que sociedade é que vivemos?

 

 

 

Os problemas dentro das instituições são o reflexo da sociedade onde elas surgem! Os padres e as pessoas que não são padres nascem e surgem na mesma sociedade e depois todos clamamos para que os padres sejam perfeitos e todos nós fazemos o que nos dá na gana! Falo de padres como falo de polícias, professores, juízes, etc.., ás vezes certos raciocínios dão a ideia que existem pessoas que surgem do nada ou nascem dentro das instituições e isso não corresponde à realidade.

É claro que é errado o que quer que tenha acontecido sempre que tenham havido vítimas e abusos, quer sejam sexuais quer sejam de violência ou de outra ordem qualquer. Mais grave ainda (e o que parece que choca mais as pessoas) é serem pessoas que devido à naturesa da sua actividade e vida dão-nos a ideia que estão mais próximos de Deus e de Jesus e que por isso deveriam fazer precisamente o contrário. Tudo isso a meu ver é verdade. O que não se pode fazer é associar à instituição às outras pessoas (algumas com obras notáveis em que dedicaram toda a sua vida ao próximo) e mais ainda a Jesus ou Deus, porque, sem dúvida que as pessoas que cometem tais actos não é Deus que servem nessa altura.

Procura estar mais próximo de Deus quem mais sofre, quem mais tem noção que é pecador ou quem necessita sentir a sua paz. Procura estar proximo de Deus quem o respeita e necessita perceber os "caminhos" que sugere de modo a podermo-nos tornar pessoas melhores.

O respeito pela vida e pelas crianças é de salutar. Num mundo em que a felicidade das crianças é uma preocupação e chama a nossa atenção quando estamos ao pé de uma televisão e falam nisso, temos a certeza que vamos no bom caminho.

Actualmente vão ocorrer alguns "azedumes", muitas desculpas e muitas instituições a mudarem os seus regulamentos e procedimentos, mas amanhã meus amigos o mundo será melhor, porque aqueles que zelam pelos fracos e oprimidos estão a ver.

 

 

 

 

 

 

Eis um resumo do Jornal online "O Globo" de algumas situações de que se fala:

 

Conheça os escândalos mais recentes na Igreja em vários países A denúncia de mais um caso de abuso sexual de menores por padres da Igreja Católica - desta vez nos Estados Unidos - contribuiu para aumentar a pressão sobre o papa Bento 16.

Aqui, um resumo dos escândalos mais recentes em vários países.

 

ESTADOS UNIDOS

Na quinta-feira, o jornal The New York Times trouxe a notícia de que, em 1996, o cardeal Joseph Ratzinger, que veio a se tornar o papa Bento 16 em 2005, não respondeu a cartas vindas de clérigos americanos acusando um padre do Estado do Winsconsin de abusar sexualmente de menores.

O padre Lawrence Murphy, que morreu em 1998, é suspeito de ter abusado de até 200 meninos em uma escola para surdos entre 1950 e 1974.

Uma das supostas vítimas disse à BBC que o papa sabia das acusações há anos, mas não tomou nenhuma atitude.

Nas duas últimas décadas, a Igreja Católica dos Estados Unidos - principalmente a Arquidiocese de Boston - esteve envolvida em uma série de escândalos de abuso sexual infantil.

Um dos que mais chocou a população veio à tona há alguns anos, quando foi revelado que dois padres de Boston, Paul Shanley e John Geoghan, estavam envolvidos em casos de abuso nos anos 90 e foram supostamente acobertados por líderes da Igreja, que os transferiam de paróquia em paróquia.

Em 2002, o então papa João Paulo 2º convocou uma reunião de emergência com cardeais americanos, mas novos escândalos surgiram.

O arcebispo Bernard Law acabou renunciando ao posto no fim daquele ano, e, em 2003, a Arquidiocese de Boston concordou em pagar US$ 85 milhões depois de receber mais de 500 processos por abuso e omissão.

Um relatório encomendado pela Igreja em 2004 concluiu que mais de 4 mil padres americanos enfrentaram acusações de abuso sexual nos últimos 50 anos, em casos envolvendo mais de 10 mil crianças - principalmente meninos.

Em 2008, em uma visita aos Estados Unidos, Bento 16 se encontrou com vítimas dos abusos e falou "da dor e dos danos" provocados.

 

ALEMANHA

Desde o início de 2010, pelo menos 300 pessoas acusaram padres católicos da Alemanha de abuso sexual ou físico.

As alegações estão sendo investigadas em 18 das 27 dioceses da Igreja Católica no país natal do papa Bento 16.

Entre as acusações, está o abuso de mais de 170 crianças por padres em escolas jesuítas, além de casos dentro de um coral de meninos dirigido durante 30 anos pelo monsenhor Georg Ratzinger, irmão do papa.

Em março, o padre Peter Hullermann, que foi condenado por molestar crianças quando servia na Arquidiocese de Munique e Freising, foi suspenso de suas funções após violar uma proibição de trabalhar com menores.

No último dia 22, a diocese de Regensburg confirmou novas acusações contra quatro padres e duas freiras, em casos que teriam ocorrido nos anos 70.

O governo alemão anunciou em seguida que vai formar uma comissão de especialistas para investigar todas as acusações.

 

IRLANDA

No ano passado, dois documentos que examinaram acusações de pedofilia entre clérigos irlandeses relevaram a profundidade do problema no país, com casos de abuso, acobertamentos e falhas hierárquicas envolvendo milhares de vítimas durante várias décadas.

Um dos documentos mostrou que quatro arcebispos de Dublin fizeram vista grossa para casos de abuso ocorridos entre 1975 e 2004.

Quatro bispos renunciaram e toda a hierarquia da Igreja irlandesa foi convocada ao Vaticano para depor pessoalmente diante do papa Bento 16.

Em meio a isso, um novo escândalo veio à tona neste mês de março com a informação de que o chefe da Igreja Católica Irlandesa, cardeal Sean Brady, estava presente em reuniões realizadas em 1975, quando crianças fizeram um voto de silêncio sobre reclamações contra um padre pedófilo, Brendan Smyth.

Dias depois, em 20 de março, o papa Bento 16 se desculpou a vítimas de abuso sexual por clérigos da Irlanda, mas não mencionou denúncias em outros países.

 

HOLANDA

Ainda neste mês de março, bispos da Holanda pediram uma investigação independente diante de mais de 200 acusações de abuso sexual de crianças por padres, além de três casos ocorridos entre 1950 e 1970.

Inicialmente, as acusações envolviam a escola do mosteiro de Don Rua, no leste da Holanda.

O escândalo fez surgir dezenas de novas alegações de supostas vítimas em outras instituições do país.

 

ITÁLIA

Em janeiro de 2009, vários homens deficientes auditivos vieram a público para dizer que foram abusados quando eram crianças no Instituto para Surdos Antonio Provolo, na cidade de Verona, entre 1950 e 1980.

No fim do ano passado, a agência de notícias Associated Press obteve uma declaração por escrito de 67 ex-alunos da escola nomeando 24 padres e outros religiosos a quem acusavam de abuso sexual, pedofilia e castigos físicos.

A diocese de Verona disse que pretendia entrevistar as vítimas, depois de uma solicitação do Vaticano.

 

ÁUSTRIA

Acusações independentes de abuso sexual infantil por padres surgiram em várias regiões do país.

Após um dos escândalos, cinco padres de um mosteiro em Kremsmuesnter foram suspensos.

Em Salzburgo, o chefe de um mosteiro local renunciou ao cargo após confessar ter abusado de um menino há 40 anos, quando ele era monge.

 

SUÍÇA

Uma comissão formada pela Conferência dos Bispos da Suíça em 2002 vem investigando acusações de abuso envolvendo religiosos do país.

Este mês, um membro da comissão, o abade Martin Werlen, disse em uma entrevista que cerca de 60 pessoas fizeram acusações sobre casos que teriam ocorrido nos últimos 15 anos.

Um padre do cantão de Thurgau foi preso no último dia 19 sob suspeita de abuso sexual de menores.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

 

 

in O Globo 

 

 

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Casamento gay sem adopção

Várias manifestações a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo têm sido realizadas.Várias manifestações a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo têm sido realizadas.17 Dezembro 2009 - 02h00
 

Governo: Proposta de lei hoje em análise

Casamento gay sem adopção

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo é hoje debatida em Conselho de Ministros, numa reunião em que a adopção de crianças por casais homossexuais ficará de fora. A proposta – que prevê a alteração de pelo menos três artigos do Código Civil (ver apoios) – não estava ontem totalmente fechada, uma vez que o impedimento para a adopção deverá gerar polémica tanto à esquerda como à direita e colocar dúvidas legais e constitucionais.

 

"O que acontece é que o casamento entre homossexuais é por si só inconstitucional porque a Constituição fala em casamento entre homem e mulher", começou por dizer ao CM Jorge Miranda. "Prova evidente disso é não estar prevista a adopção. É um sinal de que esse não é um verdadeiro casamento", acrescentou o constitucionalista. Outros especialistas ouvidos pelo CM levantam dúvidas constitucionais quanto à diferenciação que estas alterações colocam na adopção consoante o casamento: heterossexual ou homossexual.

O Governo insistiu ontem na ideia de que não há "mandato democrático" dos socialistas para se mexer na adopção, mas o PS espera ter esta questão resolvida até ao final de Janeiro de 2010. O BE, um dos partidos que podem ajudar os socialistas a viabilizar o texto, considera que "se o PS, para consagrar um direito, vai introduzir uma discriminação, tem de provar como é que liga o casamento à adopção", conforme disse a deputada Helena Pinto.

Na bancada do PS, os deputados do Movimento Humanismo e Democracia, Rosário Carneiro e Teresa Venda, que são contra o casamento gay, ainda não conseguem adiantar se terão uma proposta própria, próxima da União Civil Registada. Este é, contudo, um projecto que vai avançar no PSD. Falta saber se há condições para viabilizar um referendo.

114 DIVÓRCIOS EM ESPANHA

Espanha legalizou o casamento entre homossexuais em 2005. E permitiu a adopção de crianças. O tema foi motivo de muita polémica, mas actualmente já não oferece debate. Segundo o Instituto Nacional de Estatística espanhol, em 2008 registaram-se 114 divórcios entre pessoas do mesmo sexo. Foram realizados 3549 casamentos homossexuais, dos quais 2299 entre homens. Barcelona registou 704 casamentos gay. Em 2006 registaram-se 4300 casamentos: três mil de homens e 1300 de mulheres.

A ALTERAR

ARTIGO 1577.º

Casamento é um "contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida".

ARTIGO 1628.º

Este artigo considera "juridicamente inexistente", entre outros, o "casamento contraído por duas pessoas do mesmo sexo", de acordo com a alínea e).

ARTIGO 1979.º

"Podem adoptar plenamente duas pessoas casadas ou em união de facto há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos."




 

Cristina Rita/Janete Frazão
 
in Correio da Manhã

 

 

Quer dizer: "Ser gay não é doença, é normal, é uma tendência/orientação sexual", excepto se for para adoptar crianças, nesse caso já existem objecções .... Afinal onde ficamos ?! (ficamos .... quer dizer, onde ficam eles, porque no que me toca eu sou muito macho!)

Acho que esta matéria deveria ser debatida pela sociedade e os artigos a alterar justificam a sua existência. Uma coisa é o "Casamento" e "constituir família" outra é os direitos que tem as pessoas que habitam e adquirem bens em conjunto. Chamar casamento, especificamente casamento, eu não concordo, mas gostava que algum gay pudesse refutar esta minha "ideia" ou "doxa".

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Casamentos 'gay', o debate e a estupidez

Antes que venha a ILGA, ou outro qualquer lóbi "gay", acusar-me da costumeira homofobia ou coisas do estilo, permitam-me que diga o seguinte: sou, no geral, contra qualquer discriminação, nomeadamente contra a discriminação de homossexuais.

Isto passa por defender, como absolutamente legítimo e inquestionável, a possibilidade de os casais homossexuais terem mais ou menos o mesmos direitos do que os outros casais. E digo mais ou menos porque há um direito que eu sei que eles não devem ter: o de adoptar crianças. Reparem que eu jamais direi que um casal homossexual, só por o ser, não sabe tratar crianças com amor e com todos os requisitos de que elas necessitam. Mais: defendo - e defendi, numa crónica neste jornal quando a questão concreta se pôs - que um tribunal não pode tirar um filho ao seu pai ou mãe natural baseado no facto de ele (ou ela) ser homossexual.

Apenas digo que o Estado, ou quem guarda as crianças a adoptar, não deve discriminar nenhuma delas entregando-a a um casal que não está dentro da norma (no sentido em que a norma, encarada do ponto de vista meramente estatístico, é o casal heterossexual). Aliás, quando o primeiro-ministro, criticando Manuela Ferreira Leite, considerou 'pré-moderno' afirmar que o casamento se destina à procriação, eu permito-me discordar. Não é pré-moderno, é da condição humana.

Todos nós ao cimo da terra somos filhos de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães. O Estado pode legislar contra este facto da natureza, mas é arrogante pensar que pode alterá-lo na sua essência.

De resto, a discriminação que sofreria uma criança entregue a um casal homossexual é, a meu ver, muito mais condenável do que não chamar 'casamento' à união que consagra os direitos de dois homossexuais.

Acrescentaria, ainda, que uma lei de coabitação bem feita poderá perfeitamente servir. Com a vantagem de o Estado não necessitar de saber quem é homossexual e quem apenas vive junto por necessidade económica, amizade pura ou outro qualquer aspecto que só ao próprio diz respeito.

Resolver problemas na prática é a finalidade da política. Se permitir todos os direitos menos o da adopção (como parece ser a disposição do PS e do PSD), não se pode chamar a essa junção 'casamento', como pretendem certos políticos convencidos da sua modernidade. A insistência no nome apenas revela a agenda escondida, ou seja, a adopção de crianças por homossexuais. E isso seria de uma estupidez imperdoável.

 

Henrique Monteiro

 

in Expresso

 

Henrique, não poderia estar mais de acordo consigo. Gosto especialmente da última parte do seu texto que resume bem o dilema que esta questão vai levantar como também a meu ver apresenta a solução que me parece mais lógica:

 

"....uma lei de coabitação bem feita poderá perfeitamente servir. Com a vantagem de o Estado não necessitar de saber quem é homossexual e quem apenas vive junto por necessidade económica, amizade pura ou outro qualquer aspecto que só ao próprio diz respeito.

Resolver problemas na prática é a finalidade da política. Se permitir todos os direitos menos o da adopção (como parece ser a disposição do PS e do PSD), não se pode chamar a essa junção 'casamento', como pretendem certos políticos convencidos da sua modernidade. A insistência no nome apenas revela a agenda escondida, ou seja, a adopção de crianças por homossexuais. E isso seria de uma estupidez imperdoável."

 

 

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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Solange F. “Gostava de ter um ‘talk show’ gay”

O rosto da rebeldia do formato ‘Curto Circuito’ quer quebrar tabus e gosta de pôr as pessoas à prova

Que balanço faz destes quatro anos a apresentar o ‘Curto Circuito’?

Tenho entrevistado pessoas de todo o tipo e conhecido gente de várias áreas. O facto de o programa ser transmitido em directo é uma grande aprendizagem e não gostaria que fosse de outra forma. Contudo, acho que teria a mesma espontaneidade se fosse gravado (provavelmente era censurada mais vezes...). Mas uma das coisas mais importantes para mim é o facto de o programa me permitir ouvir as opiniões dos outros e aprender a respeitá-las. Lembro-me que quando debatemos o tema do aborto comecei por dizer que era contra e, no final, depois de ouvir vários telespectadores, comecei a pensar de outra forma. Só espero que isso não aconteça só comigo.

Qual tem sido o ‘feedback’ dos jovens que assistem ao programa?

Eles encaram-nos como um grupo de amigos. O programa não é apenas um espaço onde se partilha opiniões mas também desabafos. Eles sabem que nos podem contar tudo sem o risco de serem criticados. E depois há aquela palhaçada toda com a qual não se aprende nada...

Mudava alguma coisa no formato?

Sim. Já teve várias alterações e vai continuar a adaptar-se aos interesses do público. Na minha opinião, acho que o programa podia ter uma componente lúdica mais interactiva, em que os jovens pudessem ganhar prémios. Além disso, gostava que eles também pudessem estar em estúdio para debater os temas. O ideal seria ter duas pessoas com opiniões diferentes.

Desde o início, a Solange tem sido o rosto da irreverência do ‘Curto Circuito’...

Não é defeito, é feitio. Desde miúda que sou contestatária e reclamo sempre quando os meus direitos não são respeitados. Por isso gosto quando o programa aborda temas polémicos, pois posso colocar as pessoas à prova. O facto de estas perceberem que existem outras opiniões e que estas devem ser respeitadas já é um passo à frente para mudar mentalidades.

Gosta de provocar?

Eu provoco naturalmente. A verdade é que nem gosto muito de dar nas vistas (é claro que este cabelo não ajuda!). Gosto, sobretudo, de pessoas que me excitam a nível intelectual, que tenham ideias diferentes.

A representação continua em ‘stand by’?

Infelizmente, sim. Mas também tenho muito pouco tempo. Estou a tirar o curso de Psicologia Clínica de manhã e à tarde tenho o programa. É claro que gostava de voltar ao teatro e encontraria certamente energias para subir aos palcos todas as noites, mas a verdade é que não tem havido oportunidades.

Gostava, por exemplo, de participar numa próxima telenovela?

Como é que hei-de responder de uma forma politicamente correcta?... Nunca se diz 'desta água não beberei'. Contudo, essa não é propriamente a minha ‘praia’. Depende do projecto.

E de apresentar um programa só seu?

Já tive várias ideias de programas mas a verdade é que sou preguiçosa de mais para apresentar um projecto. Gostava de ter um programa à semelhança dos que são transmitidos no Pink TV, o canal francês dedicado à comunidade homossexual. A ideia era ter um espaço assumidamente gay mas não exclusivamente gay. Um talk show, com entrevistas, discussão de temas e divulgações de eventos, até porque os gay gostam de determinados tipos de roupa, marcas, música e literatura. Também me lembrei de fazer um programa do género do ‘Curto Circuito’ mas onde se falasse de sexo para um público mais novo. A maioria das pessoas julga que existe muita informação nesta matéria e os jovens estão muito esclarecidos mas isso não é verdade.

Ou seja, dois temas tabu. Acredita que o facto de ter assumido em público a sua homossexualidade vai ajudar a mudar as mentalidades dos portugueses?

Nunca pensei nisso até agora. Tenho recebido um ‘feedback’ muito positivo e sei, pelas mensagens que recebo, que a minha revelação ajudou muitas pessoas de maneiras diferentes. Se calhar temos de começar com estes pequenos passos. Na minha opinião, os pais deviam falar mais sobre este tema com uma certa normalidade, de forma a perceberem que ser gay não é uma opção mas uma orientação. Daí que este tipo de programas sejam importantes. Talvez o Nuno Santos se lembre de criar um espaço inovador na SIC Radical.

Acredita que a mudança deve começar no seio familiar?

Claro que sim. Conheço muitos casos de jovens que não assumem a sua homossexualidade por causa da família. Conheço outros que, ao fazerem-no, foram expulsos de casa. É horrível ter de esconder a sua verdadeira identidade, de não ter o direito a ser livre e feliz só porque muita gente é homofóbica sem saber porquê. As pessoas têm de tirar esse peso de cima e dizer: 'O meu filho é gay. E depois? Deixem lá o miúdo em paz!'

 

HOMOSSEXUALIDADE HÁ MUITO QUE ESTAVA ASSUMIDA: REVELAÇÃO POLÉMICA

Solange F. assumiu publicamente a sua homossexualidade numa reportagem especial do semanário ‘Expresso’ em que participavam outras mulheres. Ela, porém, era a única figura pública. 'Sou lésbica. E depois?', diz a apresentadora de ‘Curto Circuito’. 'Não fiz esta revelação por mim, pois há muito que assumi a minha homossexualidade. A única diferença é que agora as pessoas que não conheço de lado nenhum também sabem. Se choquei alguém não o fiz gratuitamente. Apenas espero que isto possa ajudar alguém ou fazer ver as coisas de uma forma diferente.'

 

PERFIL: ACTRIZ DE TEATRO

A apresentadora de ‘Curto Circuito’ nasceu a 28 de Dezembro de 1976 em Lisboa. Tem o curso superior de Actor e estuda Psicologia Clínica. Aos 20 anos estreou-se nos palcos da Cornucópia, pela mão de Luís Miguel Cintra. Os palcos continuam a ser a sua paixão.

 

Sónia Dias

 

in Correio da Manhã online

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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Apresentadora da SIC assume homossexualidade

 

Activistas gay dizem que revelação vai contribuir para melhorar situação dos jovens homossexuais portugueses

 

Solange F., de 31 anos, apresentadora do programa da SIC Radical ‘Curto-Circuito’, assumiu publicamente, no Expresso on-line, que é homossexual. "Sou lésbica, e então?", revela quem pretende, ao expor a sua orientação sexual, sair em defesa de raparigas lésbicas expulsas de casa pelos pais. A sua decisão, caso raro entre figuras públicas em Portugal, é encarada como um gesto de grande coragem entre os dirigentes de associações que lutam em defesa dos direitos dos homossexuais.

António Serzedelo, presidente da Opus Gay, confessa que 'é de se tirar o chapéu a esta mulher coragem'. As suas afirmações 'vêm romper com a pouca visibilidade que as lésbicas ainda possuem na sociedade portuguesa'.
Por sua vez, a dirigente da associação Tangas Lésbicas, Marita Ferreira, reconhece que as mulheres homossexuais não se expõem tanto como os homens, pelo que 'é muito positiva a atitude de Solange'. 'Por ser uma mulher bonita, vem também colocar em causa o preconceito de que as lésbicas são feias e gostam de mulheres porque os homens não as querem. É uma humilhação que nos tentam impor e que o rosto de Solange vem provar não ser verdade'.
Marita Ferreira sublinha que, por Solange F. apresentar um programa para jovens, as suas afirmações são mais relevantes. 'Fazer frente aos pais e família é sempre muito complicado, sobretudo numa fase da vida em que por serem menores não têm autonomia económica. Ao serem expulsos de casa, se não contarem com a solidariedade de amigos, correm o risco de viver na rua', disse.
A dirigente das Tangas Lésbicas critica o Estado por esses pais não serem penalizados ao tomarem esta atitude. 'Expulsar um filho de casa é um crime. E quantos são os pais que são penalizados por isso?', interroga. Sérgio Vitorino, porta-voz dos Panteras Rosa, adianta que 'este é também um problema de muitos rapazes, que por assumirem que são gays conhecem a rua como destino e vivem sem o apoio de ninguém, entregues à sua própria sorte'.
Solange F. sublinha que 'ninguém tem o direito de julgar seja quem for'. E, acrescenta, em entrevista ao semanário ‘Expresso’: 'Ainda assim, há muitas raparigas que conheço que foram expulsas de casa por dizerem que são homossexuais'. 'É de uma grande violência quando um pai perde o amor por um filho', diz.
A rede de apoio a jovens Ex Aequo confirmou aoCM casos de violência que atingem menores de 14 e 15 anos, por vezes vítimas de agressões físicas e que, contudo, preferem poupar os pais a uma denúncia na polícia. Um jovem que trabalha na associação, e que preferiu manter o anonimato, disse que numa primeira fase ajudam os menores a tentarem uma conciliação com os pais, mas em casos mais complicados aconselham a Linha de Emergência para a Criança (número 213 433 333).
A associação Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) revela que a discriminação apresenta níveis muito elevados. No relatório ‘A Exclusão Social da Juventude Lésbica, Gay, Bissexual e Transexual na Europa’ da IGLYO/ILGA Europa – no qual participaram também jovens portugueses –, os números revelam a dimensão da discriminação. Em mais de 700 questionários respondidos em 37 países europeus, verificaram-se níveis muito elevados de discriminação e preconceito: 61,2 por cento enfrenta discriminação na escola, 51,2 na vida familiar e 29,8 no seu círculo de amigos. Por isto, Paulo Corte Real, da direcção da ILGA, concorda que a revelação de Solange F. ajuda a luta contínua contra discriminação.
SOLANGE F. ROMPEU COM UMA 'POSTURA DÚBIA'
'As pessoas têm de sorrir para a vida. Não têm de se preocupar com a discriminação, nem com o levantar o dedo', diz Solange F. quando confrontada com a possibilidade de ser discriminada na sua vida profissional e pessoal com a 'sua abertura ao Mundo', forma com classifica ter assumido a homossexualidade. Nascida a 28 de Dezembro de 1976, em Lisboa, e com o curso Superior de Actor, Solange confessa na sua página da internet www.solangef.next-designs.net que, embora seja actriz, entende que 'o seu currículo é demasiado ‘virgem’ para se proclamar actriz'. Conhecida do grande público como apresentadora de televisão, a jovem de 31 anos confessa que 'havia pessoas que desconfiavam que sim e outras achavam que não era lésbica. Isto por assumir uma postura que não era fechada mas dúbia'. Num conselho a outros homossexuais, diz que 'devem seguir o seu coração' e acredita que numa sociedade correcta não seria preciso falar da sexualidade de cada um.
PREPARADA PARA TUDO 
'Não sei a reacção que as pessoas irão ter. Possivelmente vão dizer: ‘Grande maluca!’ Não sei. Não estou à espera de nenhuma reacção positiva ou negativa. Simplesmente sei que vou lidar com as coisas de frente, quer se trate de uma reacção ou da outra', garante Solange F.
EXEMPLO CONTRA HOMOFOBIA
Luís Rodrigues, advogado de Teresa e Helena, duas mulheres que pretendem casar-se, diz que palavras de Solange F. vêm combater a homofobia.
REACÇÕES 
REVELAÇÃO AJUDA NA LUTA
Para Paulo Corte Real, da ILGA, revelação de Solange é muito positiva na luta contra discriminação sexual.
JOVENS CAEM NA RUA
Sérgio Vitorino, das Panteras Rosas, diz que muitos jovens são postos na rua pelos pais por assumirem ser gays.
ATITUDE DE GRANDE CORAGEM
António Serzedelo, da Opus Gay, entende que assumir ser lésbica é gesto de grande coragem.
GAYS COM MESMOS DIREITOS LABORAIS
Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, que detém, entre outros, a SIC e o semanário ‘Expresso’, ficou na história como o primeiro patrão de um grupo de média português a dar uma licença de casamento a um dos seus funcionários numa união homossexual, no caso Nuno Graça Dias, pivô da SIC Notícias. O gesto valeu ao empresário um prémio atribuída pela associação de gays e lésbicas ILGA.
Pinto Balsemão soube do casamento do jornalista, que se realizou em Toronto, Canadá, em Março de 2007, e intercedeu junto do departamento de Recursos Humanos da SIC para que o pivô gozasse da licença, apesar da legislação portuguesa não permitir a união entre pessoas do mesmo sexo.
Nuno Graça Dias usufruiu de 15 dias (11 dias úteis) de licença e, à semelhança do que acontece nos casamentos heterossexuais, não sofreu descontos no ordenado.
A atitude de Pinto Balsemão valeu ao empresário o prémio Arco-Íris, entregue pela ILGA Portugal em Novembro de 2007. A distinção foi atribuída pelos 'contributos para uma democracia mais aberta, inclusiva e verdadeira, baseada na valorização da diversidade e na igualdade de direitos', referiu na altura a associação.
A boa vontade de Pinto Balsemão não é comum à maior parte dos empresários. Há milhares de homossexuais que não têm idênticas regalias. António Serzedelo, da Opus Gay, estima em 5,5 por cento o total de trabalhadores portugueses que são homossexuais, baseando-se na percentagem verificada no Reino Unido.
FIGURAS DO ENTRETENIMENTO QUE ASSUMIRAM A HOMOSSEXUALIDADE


JODIE FOSTER

Famosa desde a pré-adolescência, a actriz foi apontada ao longo dos anos como uma das figuras gay de Hollywood mesmo tendo dois filhos. Só assumiu publicamente a orientação sexual em Dezembro de 2007. Após receber um prémio destinado às mulheres da indústria do entretenimento, fez um discurso emocionado onde agradeceu à companheira pelos 14 anos de vida em comum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


ADRIANA CALCANHOTTO
Menos interessada em revelar a intimidade, a cantora brasileira conta histórias cheias de sentido para as fãs homossexuais nos seus concertos. Já recordou quando ouvia a canção ‘Devolva-me’, mais tarde um dos seus êxitos, escondida do pai no quarto da empregada. 'Se ele implicava com a música, imagine então o que aconteceria se ele me pegasse com a empregada', gracejou.

 

 

 

 

 

 

 

 



ELLEN DEGENERES

 

A actriz norte-americana não fez por menos e 'saiu do armário', em Abril de 1997, numa célebre capa da revista, ‘Time’. 'Sim, sou gay', foi o título que pôs termo a qualquer dúvida. Exactamente ao mesmo tempo, a mulher que interpretava numa série assumiu ser lésbica, tornando-se a primeira personagem principal homossexual na televisão norte-americana.

João Saramago

 

 

in Correio da Manhã online

Inseri as últimas fotos para ilustrar melhor as referidas artistas.

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