Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

Ingratidão e falta de memória

A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia

 

 

A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.

A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.

Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.

Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.

Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.

“Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.

Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

“No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.

 

 

Por Sérgio Soares

in iOnline

 

 

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012

A crise foi planeada pela Alemanha







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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Grécia a "ferro e fogo"

Forças anti-motim intervieram para travar manifestanfes

Grécia: Comunistas cercam hotel onde estão membros da Troika

 
Acção pretende exprimir a indignação contra as medidas de austeridade

Algumas centenas de militantes comunistas tentaram cercar hoje o hotel de luxo em Atenas onde, defendem, residem os membros da troika UE-FMI encarregados pelos credores da Grécia de vigiar a aplicação das medidas de austeridade, segundo televisões gregas.

 

As forças anti-motim intervieram rapidamente para travar os manifestantes, que se colocaram à frente de cada uma das saídas do hotel Hilton, no centro de Atenas.

Com cartazes da central sindical comunista PAME, os manifestantes continuavam concentrados em grupos a meio da manhã em torno do hotel Hilton. Esta acção "contra o hotel onde reside a troika" visa "exprimir a cólera e a indignação contra aqueles que regem a nossa vida, pilham as nossas receitas e nos condenam à fome e ao desemprego, refere a PAME num comunicado.

A troika, composta por representantes da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (FMI), está actualmente a negociar em Atenas com o governo grego um novo programa de austeridade e reformas para desbloquear 130 mil milhões de euros de empréstimos europeus, ou seja um segundo pacote de ajuda acordado em finais de outubro pela zona euro.

Resultante do ultra-ortodoxo Partido comunista grego, terceiro maior partido do parlamento, a PAME organiza habitualmente ações mediáticas contra a política económica de austeridade e de liberalização ditada para a Grécia desde que este recebeu o primeiro plano de ajuda internacional em maio de 2010.

 

 

in Correio da Manhã

 

 

 

Não será com cartazes que vão lá! Só o povo ouve e lê os cartazes! Os políticos e banqueiros seguem implacáveis e sem parar na sua determinação em "depenar" os pobres dos países mais pobres.

 

Acham mesmo que quem descaradamente tira tudo o que pode e não pode a quem vive precariamente tem alguma sensibilidade à indignação demonstrada com "manifs", cartazes gritos e lamentações?

Para eles isso não passa de um "ruido de fundo"!

 

 "A liberdade jamais é dada pelo opressor ela tem que ser conquistada pelo oprimido."
   Martin Luther King

 

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Como se fabrica uma acusação

Policia grega coloca cocktails molotov na mochila de um detido para o acusar.

 

Em nenhum país democrático deveria acontecer isto! O facto da polícia agir contra os cidadãos diz tudo! Quem estarão a servir os jagunços (aqui outra definição) quando fazem tudo para deter os manifestantes? Certamente não estão a contribuir para uma futura democracia, contribuem sim para manter uma ditadura fantoche!

 

 

Vejam as imagens:

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

"Χρεοκρατία" (Dividocracia), em Português

Na Internet, toda a gente fala do documentário sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou e que tem por título "Debtocracy". Rodado com dinheiro próprio e com donativos de alguns amigos, o filme tem exibição gratuita em http://www.debtocracy.gr. Em menos de dez dias, foi visto por 600 mil utilizadores. Todos os dias, defensores e adversários do documentário apresentam os respetivos pontos de vista no Facebook, no Twitter e em blogues.

Os principais atores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de atos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma ação política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.

Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. O paralelo é estabelecido com uma facilidade notável desde o início do documentário mas não é dado ao personagem relevante (DSK) o direito a usar da palavra.

À pergunta "Porque não fazer intervir as pessoas apontadas a dedo", um dos autores, Kateina Kitidi, responde que se trata de "uma pergunta que deve ser feita a muitos órgãos de comunicação que, nos últimos tempos, difundem permanentemente um único ponto de vista sobre a situação. Nós consideramos que estamos a apresentar uma abordagem diferente, que faz falta há muito tempo". O público garante a independência do filme.

Para o seu colega Aris Hatzistefanou, o que conta é a independência do documentário. "Não tínhamos outra hipótese", explica. "Para evitar as limitações quanto ao conteúdo do filme, que as empresas [de produção], as instituições ou os partidos teriam imposto, apelámos ao público para garantir as despesas de produção. Portanto, o documentário pertence aos nossos 'produtores associados', que fizeram donativos na Internet e é por isso que não há problemas de direitos. De qualquer modo, o nosso objetivo é difundi-lo o mais amplamente possível."

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

Fonte original do vídeo:
http://www.debtocracy.gr

Fonte da matéria utilizada para esta descrição:
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/618481-debtocracy-o-julgamento-da... 

 

 

 
 
 

 

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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de demoracia

 

 

 

 O drama da Grécia continua.
O resgate grego proposto pela Zona Euro traz a possibilidade de colocar a economia mundial de joelhos. Tem sido proposto para afastar a Grécia da Zona Euro.
Muitos dizem que esta é uma tentativa desesperada para ajudar a salvar a moeda em colapso e outros tantos acreditam que a Grécia é o bode expiatório para um problema muito maior.
Gerald Celente, editor do The Trends Journal, dá-nos a sua opinião acerca do tema.

 

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Música sem mãos

Grécia tem talento sexual para a música

Gregos tocam piano com o pénis (COM VÍDEO)

 
Grécia tem talento insólito para a música

Quando se pensava que a imaginação não podia ir mais além, eis que surge alguém que ainda consegue surpreender. Foi o que aconteceu no programa televisivo 'Grécia tem talento', transmitido pelo canal 1 da televisão grega há algumas semanas.

 

 

O júri e os espectadores puderam presenciar algo de absurdo e, ao mesmo tempo engraçado, quando dois talentosos músicos se apresentaram em palco para tocarem num piano com os seus órgãos genitais.

À chegada do momento do tão esperado espetáculo, os 'músicos' surpreenderam ao despirem-se da cintura para baixo e começaram a tocar um 'medley sexual', que colheu aplausos.

O vídeo, entratanto, tornou-se um fenómeno no You Tube

 
 
 

 

 

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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

BCE coloca Portugal fora dos países com maiores desequilíbrios orçamentais

Economia

 

OJE/Lusa

 

O vice-presidente do Banco Central Europeu, Lucas Papademos, afirmou que "a deterioração da posição orçamental foi especialmente aguda em algumas países da Zona Euro" como a Irlanda, Grécia e Espanha.

 
O grego, que será substituído por Vítor Constâncio na vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 1 de Junho, não colocou Portugal no lote dos países com maior deterioração orçamental, por não ter um défice acima dos dois dígitos.

 
Questionado sobre se os problemas de Portugal são equiparáveis aos da Grécia, Lucas Papademos recusou citar algum dos países, mas explicou que alguns países da Zona Euro "enfrentam problemas similares, mas em graus diferentes".

 
"Alguns têm de realizar mais trabalho de política orçamental, outros têm que realizar mais progressos na melhoria da competitividade", disse Papademos, na Comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, acrescentando que a situação da Grécia serviu de "alarme" para que estes países se empenhem em adoptar medidas de consolidação e as reformas necessárias".

 
"É o efeito positivo da crise na Grécia", disse.

 
O responsável alertou que os desequilíbrios orçamentais colocam riscos ao crescimento económico e exigiu o cumprimento estrito do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

 
"Existe a preocupação de que a persistência de grandes desequilíbrios orçamentais na Europa e em outras partes coloquem em causa a confiança na sustentabilidade das finanças públicas e ponha em risco o crescimento económico e a estabilidade financeira" disse.

 
Lucas Papademos considerou ainda "imperativo" que todos os países da Zona Euro cumpram estritamente as disposições do PEC, admitindo que o Pacto enfrenta "o seu maior desafio desde a sua adopção em 1997".

 
Nesse sentido, tal como a Comissão Europeia, o responsável sublinhou que os programas de estabilidade e crescimento da maioria dos Estados membros não detalham suficientemente as medidas de consolidação a realizar a partir de 2011 e que apresentam previsões macroeconómicas demasiado optimistas.

 

in Oje

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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Mercados duplicam apostas a favor da falência de Portugal

por Luís Reis Ribeiro

 

Apostas contra a dívida portuguesa valem 45 mil milhões de euros. Valor subiu 105% em um ano
 
 
Em apenas um ano, os investidores internacionais duplicaram o valor das apostas a favor de uma falência de Portugal. Trata-se de o maior aumento num conjunto de dez países, sendo até superior ao da Grécia.

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem divulgados no relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, o valor contratado em seguros de crédito (CDS) sobre a dívida pública portuguesa aumentou cerca de 105% até ao dia 5 de Fevereiro em apenas um ano, atingindo um total de 60,1 mil milhões de dólares (quase 45 mil milhões de euros a preços de ontem). Se o período considerado for de Outubro de 2009 a Fevereiro de 2010, então o valor contratado em CDS da dívida pública nacional quase quadruplica.

Na prática, estes CDS cobrem o risco de incumprimento ou mesmo de falência das nações. O problema (para os contribuintes portugueses, por exemplo) é que, em muitos casos, quanto maior o risco e quanto pior estiver o país, mais ganham os investidores em CDS (pois compram esses seguros baratos para os vender mais caros já o seu valor acompanha as taxas de juro). Assim, admitem vários especialistas, existem incentivos em agravar ou em aproveitar as avaliações negativas que se fazem das contas públicas e das respectivas situações económicas internas. Portugal e Grécia, devido aos seus problemas estruturais graves, como o excesso de endividamento do Estado, empresas e particulares acumulados ao longo dos últimos anos e agravados com a crise financeira, tornaram-se agora alvos fáceis dos operadores de mercado.

O resultado está à vista. Os grandes bancos internacionais admitem estar a lucrar bastante com operações nos mercados obrigacionistas (ver pág. 24 e 25) e até a Comissão Europeia aponta o dedo a estas instituições e aos fundos de investimento de alto risco (hedge funds) que acusa de serem co-responsáveis pelo agravamento dos spreads (prémios de risco da dívida pública, que agravam a taxa de juro cobrada por emprestar aos governos) e de, assim, colocarem os países mais perto do precipício Isto é, de uma situação de pré-falência. A Grécia já lá está. Portugal ainda não, mas não tem sido poupado na praça pública internacional - já se diz que o país é "o próximo problema global".

No documento ontem divulgado, o FMI analisa os efeitos desta turbulência nas dívidas públicas de dez países do euro (e na zona euro como um todo) e percebe-se que, nesta fase da crise, Portugal e Grécia são os que mais podem contribuir para um cenário de "perigo total" sobre a estabilidade do euro. A instabilidade da dívida de Portugal é a segunda mais alta a seguir à da Grécia, sendo que os mais prejudicados são a Áustria e logo a seguir a Holanda e Espanha.

De forma inversa, a dívida soberana que mais pode prejudicar Portugal é a grega e a espanhola.

O FMI analisa o papel dos CDS e das actividades de cobertura de risco e questiona se estas podem ser consideradas especulação ou não. O documento é inconclusivo: por um lado, o Fundo admite (tal como Bruxelas) que os mercados de produtos derivados podem contribuir para o descarrilamento das dívidas públicas, sobretudo as dos países mais debilitados; por outros, recusa fechar esses mercados: pede antes uma maior "transparência".
 
 
 
Alguns comentários que aparecem na notícia:
 
Miguel Queirós Há 1 horas
O mais preocupante é perceber que, afinal, as grandes verdades que têm sido reveladas pelas sumidades do FMI têm como objectivo minar o euro e as economias europeias. Mais do que alertar para perigos de derrocada financeira na zona Euro, as declarações divulgadas nos últimos dias por essas altas patentes funcionaram como um alerta para bons negócios especulativos. Os agiotas imperialistas e liberais de Wall Street encontraram, primeiro na Grécia uma brecha, para onde despejaram todo o lixo tóxico nos últimos anos, e agora vêem em Portugal um segundo ponto de ataque. É imperativo que se tomem, urgentemente, medidas drásticas contra a especulação financeira, a nível europeu. As manobras com os seguros são uma situação de ganha-ganha para os especuladores liberais. Começo a acreditar que o venezuelano Chavez tem razão. O liberalismo imperialista dos USA é perigoso para todo o globo!!! Ninguém está seguro!!!
 
Armindo Bento Há 3 horas
Como é possível a “aceitação de normalidade”, que estas empresas apresentem resultados líquidos negativos que ultrapassem mais de 800 milhões de euros, anualmente?Como é possível que o endividamento destas empresas (sete), em 31 de Dezembro de 2008, tivesse atingido mais de 14,2 mil milhões de euros, ( )não tendo sido ao longo destes últimos 8 anos, tomada qualquer medida estratégica para corrigir esta grave situação de “clara delapidação de dinheiros públicos” – a má gestão pública, a delapidação do património público, a delapidação dos recursos humanos e financeiros é financiada e suportada com o esforço de todos. ( )
 
Armindo Bento Há 3 horas
O que é que o I pretende com esta noticia? Todos sabemos que são especuladores, que estão por detrás disto ou será que o senhor jornalista, se posso qualificá-lo assim, ignora que o nosso País é um dos poucos que detém reservas em ouro das maiores do Mundo. Salvo erro está em terceiro lugar! O que tinha de perguntar é como esses senhores do FMI, que como se sabem sempre foram contra o euro, mas são a favor da industria da guerra e da droga, vão buscar esses dados?
 
Jose Martins Há 2 horas
Como existem dados demasiado dispersos e outdated, creio que seria de evidente interesse público que o TdC auditasse e publicasse todos os movimentos das reservas de ouro de Portugal dos últimos 40 anos. Movimentos de compra e venda mas também os movimentos físicos (estão em Portugal?) Diria mesmo que é imperativo que tal se faça ou, estando feito, se certifique e publique neste preciso momento.Se há desinformação, então combata-se com informação, transparência e rigor.Ou preferiremos, um dia destes, que alguém nos venha dizer que entregámos o ouro ao bandido e que agora já nem reservas de ouro temos?
 
Eduardo Vilas Boas Há 4 horas
É tudo uma grande manipulação e especulação... eu acredito numa grande recuperação do nosso país! Mercados? O que são os mercados? Em grande parte alimentam-se puramente de especulação e outros lixos tóxicos...
 
 
publicado por portuga-coruche às 08:00
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