Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

Rio lança suspeita de interesses escondidos na Segurança Social

Rui Rio sublinhou ontem que "um poder político desacreditado" está mais vulnerável à influência de interesses privados.

O presidente da Câmara do Porto contou ontem - num colóquio da Faculdade de Economia do Porto sobre "O Estado social ao Estado liberal" - que, em determinada altura da sua vida política, esteve envolvido no estudo de uma reforma da segurança social. Esse esqueleto de reforma nunca chegou a sair do papel. Os motivos? "Nunca os direi, pelo menos enquanto as pessoas envolvidas estiverem vivas".

Nunca se referindo ao que estava em causa nem aos contornos do caso, Rio afirmou apenas que, "se os portugueses soubessem o que se passou" teriam ainda mais motivos que os que já lhes assistem para desconfiarem do papel dos políticos no desenrolar da vida do país. "As pessoas ficariam abismadas", conclui, para não mais se referir ao assunto.

Já antes, na sua intervenção inicial, Rio tinha afirmado que "Temos uma crescente incapacidade política para resolvermos os problemas que temos à frente. E um poder político desacreditado e interesses corporativos mais fortes e capazes de influenciar" a vida de todos, colocando interesses particulares à frente do interesse público.

 

Por António Freitas de Sousa

In Económico

 

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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

O assalto mensal

 
 
Se somos todos nós - os roubados - que votamos, como é possível deixarmos acontecer uma coisa destas?!
Se são os eleitos por todos nós que decidem impunemente uma anormalidade destas, porque continuamos a votar neles?
O estado deveria zelar pelos interesses dos cidadãos e certamente não o está a fazer! Não é esse o objectivo daqueles que foram eleitos.
 
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Domingo, 16 de Outubro de 2011

D. Januário Torgal Ferreira arrasa medidas do Governo

Em entrevista à RTP, D Januário Torgal Ferreira critica as opções do Governo para o Orçamento de 2012, que acusa de "falta de lucidez". "Sinto que a classe média em Portugal e os mais desfavorecidos vão ser perfeitamente esmagados", alertou o bispo das Forças Armadas. "Eu não sei se não estaremos a caminhar para o Apocalipse Now da Grécia".

 

 

 

 

in RTP

 

 

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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

As "Farpas" continuam actuais!

Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência.

 

Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.

 

Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo!

 

Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés.

 

A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.


(...)

 

A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições.

 

(...)

 

....a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma  devoção automática.

 

No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada.

 

(...)

 

A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul,n o Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado-e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!

 

in Farpas, por Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, com publicação em Junho de 1871.

 

 

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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Henrique Medina Carreira explica as razões da crise económica portuguesa

 

 

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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Doentes que mal podem andar têm que ir aos hospitais de transportes públicos

 

 

Silvina Francisco, de Azambuja, contava até há pouco tempo com a ajuda dos bombeiros para sair de casa porque tem dificuldade em andar por causa da artrite reumatóide de que sofre há uns anos. Com as novas regras de transporte de doentes pelos bombeiros, a doente viu recusada o serviçoe tem que recorrer aos transportes públicos. Como não tem dinheiro para pagar a viagem de ambulância e o marido está quase cego e não a pode ajudar, Silvina tem faltado às consultas de fisioterapia marcadas no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

 

As novas regras entraram em vigor no inicio deste ano e vêm acabar com o transporte gratuito para doentes não urgentes com rendimentos superiores ao ordenado mínimo. Os bombeiros de Azambuja cobram sete euros por uma distância inferior a 12 quilómetros. Para distâncias superiores acresce 50 cêntimos quilómetro mais cinco euros por cada hora de espera além de uma hora. Curiosamente estes valores são superiores aos que são cobrados ao Estado para o mesmo tipo de serviço.

 

in O Mirante

 

 

 

 

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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Secretário de Estado visitou investimentos na área da educação em Coruche

Presidente da câmara espera que Governo mantenha em 2011 apoio à construção de centros escolares

 

O secretário de Estado Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, visitou Coruche no dia 29 de Dezembro para apreciar os investimentos que ali estão a ser realizados na área da educação.

Na companhia do presidente da câmara, Dionísio Mendes (PS), e de vários autarcas e técnicos, o governante visitou o novo pavilhão desportivo da escola secundária, a obra do novo centro escolar de Coruche e ficou a saber o que a autarquia planeia avançar com núcleos escolares para as freguesias da Lamarosa e Fajarda.

O governante inaugurou, em tom informal, o pavilhão da escola secundária, que já funcionava há algumas semanas. Uma obra a cargo da câmara que se substituiu ao Ministério da Educação, ficando a haver o valor da empreitada de cerca de 273 mil euros a pagar em 2011 e 2012 pelo Governo.

Depois da visita ao pavilhão, a comitiva deslocou-se às obras do centro escolar que decorrem no terreno atrás da Escola EB 2/3 Dr. Armando Lizardo. O equipamento tem de estar concluído até Julho de 2011 e estar disponível para o ano lectivo seguinte. Envolve um investimento de 2,4 milhões de euros.

Já nos paços do concelho, Alexandre Ventura ficou a conhecer em realidade virtual e em maqueta os projectos dos núcleos escolares da Lamarosa e da Fajarda. Durante os discursos, Dionísio Mendes salientou o esforço que a câmara está a fazer com o investimento no sector educativo. “Esperamos que no próximo ano o parque escolar de Coruche fique bastante próximo daquilo que ambicionamos. Estamos a falar de um investimento de quatro milhões de euros para quatro equipamentos e até sugeri ao senhor secretário de Estado que o apoio à construção de centros escolares continue em 2011. Nesse caso, avançaremos para o centro escolar dos Foros da Branca”, explicou o autarca.

Alexandre Ventura garante que foi um prazer aperceber-se da nova realidade do parque escolar de Coruche, melhorando condições de ensino para crianças e professores. Quanto a mais apoios em 2011, o governante foi realista. “As dificuldades aguçam o engenho para se rentabilizar recursos e será uma grande oportunidade para todos termos o engenho e a sabedoria de fazer mais e melhor com menos recursos disponíveis”, referiu a O MIRANTE Alexandre Ventura.

O presidente da CAP do Agrupamento de Escolas de Coruche é também um homem satisfeito. Jorge Barata considera que em relação à escola secundária foi colmatada uma lacuna que vinha sendo reivindicada desde 1984 para realização de educação física em espaço coberto, que é alternativa ao ringue com piso em cimento.

Com os núcleos escolares da Lamarosa e da Fajarda, avaliados em 1,7 milhões de euros, a Câmara de Coruche pretende concentrar todos os alunos dessas freguesias em equipamentos únicos.

 

in O Mirante

 

 

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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Pais recorrem ao crédito para comprar material escolar para filhos

Famílias gastam 80 milhões em manuais «obrigatórios»
 

Há quem recorra a créditos, quem comece as compras com meses de antecedência ou antecipe o subsídio do natal. Há também quem conte com a ajuda das «madrinhas». Motivo de preocupação para os pais, as compras do material escolar são contudo uma aventura excitante para os mais novos.

 

A verdade é que as famílias portuguesas deverão comprar em Setembro cerca de dez milhões de manuais definidos pelas escolas como «obrigatórios», diz a «Lusa». O regresso às aulas para os mais de 1,4 milhões de alunos faz movimentar todos os anos um negócio de milhões.

Material escolar faz disparar gastos

Só os livros obrigatórios representam «80 milhões de euros e quase cem por cento destes manuais são comprados durante este mês», disse à «Lusa» o assessor da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Paulo Gonçalves. Além destes manuais, existe ainda uma panóplia de compêndios de apoio que fazem disparar os gastos das famílias sem ajudas sociais, motivo mais do que suficiente para a maioria dos pais deste país recorrem ao crédito, para comportar os custos.

Se no primeiro ano cada um dos três manuais ronda os sete euros, no 2º ano o preço sobe em média um euro e no 4º ano nove euros não chegam para comprar um livro. Feitas as contas, a entrada para a primeira classe deveria custar pouco mais de 20 euros, mas com o material os gastos chegam aos 35 euros.

Famílias com filhos despendem 571 euros do orçamento

A primeira grande subida de preços acontece na passagem do primeiro para o segundo ciclo: no 5º ano os livros rondam os 15 euros e com muito mais disciplinas a maioria dos pais gasta mais de 100 euros.

No 3º ciclo o custo médio de um compêndio ronda os 25 euros. Mas ainda existem outras surpresas desagradáveis: o manual de Matemática B ultrapassa os 30 euros, Geometria Descritiva do 11º ano custa mais de 33 euros e o de História do 12º ano passa os 40 euros.

Só nos manuais obrigatórios do 6º ano, e 7º, os pais chegam a gastar 410 euros. Um custo redobrado se for mais do que um filho.

Recorde-se que segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os portugueses gastam mais em educação que a média europeia. As famílias com filhos despendem 571 euros do seu orçamento e, segundo o mesmo inquérito, os mais gastadores são os da região de Lisboa, que chegam a despender 978 euros.
 

 

in IOL Diário

 

Todos se aproveitam do pobre que trabalha. E depois queixam-se que cada vez se compra menos jornais e livros! Não nos resta dinheiro para mais nada!

 

publicado por portuga-coruche às 09:59
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Sócrates remete todas as explicações sobre voos da CIA para a PGR

O SOL teve acesso à carta de resposta do primeiro-ministro, José Sócrates, à Reprieve, organização de direitos humanos que pediu ajuda ao Governo português para salvar Binyam Mohamed, preso em Guantanamo, da pena de morte. O advogado Clive Smith diz estar contente por ter tido notícias, mas avisa que não ficou satisfeito com a resposta e tenciona pedir dados mais específicos

Carta integral em inglês

Na carta de quatro páginas, enviada no passado dia 18, José Sócrates promete ao advogado da Reprieve «cooperação e empenho total» na investigação a eventuais voos da CIA que possam ter transportado o preso em risco de pena de morte. No entanto, o chefe do Executivo, sublinha que até agora, «não foram encontradas provas de conhecimento ou aprovação do transporte de presos ilegais através do espaço aéreo, terrestre e marítimo português, ou possíveis violações da lei civil e militar no que diz respeito ao tráfego aéreo».

Na missiva  - que foi enviada à Reprieve, pelo Chefe de Gabinete do primeiro-ministro, Pedro Lourtie – o Governo passa a bola para o procurador-geral da República, Pinto Monteiro. «O Primeiro-ministro pediu-me para entregar a carta à Procuradoria Geral da República» , explicaLourtie, acrescentando que todos os futuros pedidos de informação sobre os voos da CIA, «devem ser enviados para a PGR». 

O governante esclarece que deve ser a PGR a liderar esta investigação porque a «Constituição portuguesa determina que o Governo é responsável pela aplicação geral das politicas e pela Administração Pública e que a administração da Justiça é da competência dos tribunais». 

No documento, Sócrates aproveita para explicar que o Governo português, «nos últimos três anos tem tentado reunir toda a informação disponível» e adianta que esses dados já foram «entregues nas instâncias apropriadas do Parlamento Europeu e na Assembleia Geral do Concelho Europeu, bem como na Assembleia da República e na Procuradoria Geral da República».

Além disso, o chefe de gabinete do primeiro-ministro explica que os pontos de vista do Governo sobre estas matérias são bem conhecidas. «A Constituição portuguesa proíbe a pena de morte», diz, lembrando que  Portugal desempenhou um importante papel na rectificação de todas as Convenções sobre os Direitos Humanos e também «condenou a existência do Centro de detenção de Guantánamo».

Apesar de satisfeito com esta resposta, Cliave Smith, advogado de Binyam Mohamed e presidente da Reprieve, contesta a resposta, uma vez que terá de esperar, agora, pelos resultados da investigação que decorre sob a tutela da PGR. Para aquela organização de Direitos Humanos, não há razão para que as provas fiquem apenas nas mãos dos procuradores, devendo estas ser partilhadas com os advogados dos detidos em Guantanamo.

«Estamos satisfeitos que o Governo mostre a sua vontade em colaborar na investigação criminal sobre o envolvimento português nestes casos» , afirmou ao SOL Clive Smith.

«É nosso entendimento que o Governo revele rapidamente as provas que já tem, nomeadamente, as listas dos voos e a identificação que foi feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dos seus passageiros, bem como as autorizações dadas pelos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros aos voos militares que sabemos terem sido usados pela CIA para transportar presos para Guantanamo através de Portugal», acrescentou.

mailto:sonia.atrigueirao@sol.pt

 
Desculpem ?! O Advogado da REPRIVE pediu ajuda ou ameaçou o Estado Português ? Ameaçou com uma queixa à União Europeia e continua a exigir mais informações....  
Isto está tudo maluco. Se até o mais "pintado" - um advogado inglês - vem aqui "cagar" sentenças, perante o estado português.....
publicado por portuga-coruche às 16:31
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António de Oliveira Salazar

Segundo a Wikipedia:

 

"António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889Lisboa, 27 de Julho de 1970) foi um estadista português, antigo professor da Universidade de Coimbra. Salazar notabilizou-se pela concepção e incremento durante a Segunda República portuguesa de um Estado Novo corporativo e autoritário, pelo exercício solitário e incontestado da sua autoridade em Portugal, em todos os sectores, durante perto de meio século.

Foi ministro das Finanças entre 1928 e 1932, saneando as Finanças públicas. Entre 1932 e 1968, foi o político que dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros.[1]

Foi fundador e chefe da União Nacional - partido único durante o Estado Novo - a partir de 1931. Salazar foi o fundador e principal mentor do Estado Novo (1933-1974).

 

Alegando defender as doutrinas sociais da Igreja Católica, Salazar desviou-se para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e o seu Império, que tiveram maior impacto sobretudo até aos anos sessenta."

 

Visitando o site da Fundação Oliveira Salazar, deparamo-nos com um extenso estudo sobre Salazar. Embora a sua primeira página, tenha sido visitada por Hackers. Eis o que fizeram:

 

O que comprova que embora seja uma figura do passado continua bem vivo na memória de alguns portugueses.

 

Continuando a informação da Wikipedia.....

 

O caminho do poder

Em 1900, após de completar os seus estudos na escola primária, com 11 anos de idade, Oliveira Salazar ingressou no Seminário de Viseu, onde permaneceu por oito anos. Em 1908, o seu último ano lectivo no seminário, tomou finalmente contacto com toda a agitação que reinava em Viseu e também em todo o país. Surgiam artigos que atacavam o Governo, o Rei e a Igreja Católica. Foi também nesse ano que se deu o assassínio do Rei D. Carlos e do seu filho, o Príncipe D. Luís Filipe. Não ficando indiferente a esses acontecimentos, Salazar, católico praticante, começou a insurgir-se contra os republicanos jacobinos em defesa da Igreja, escrevendo vários artigos nos jornais. Depois de completar os estudos, permaneceu em Viseu por mais dois anos. Porém, em 1910, mudou-se para Coimbra para estudar Direito. Em 1914, concluiu o curso de Direito com a alta classificação de 19 valores e torna-se, dois anos depois, assistente de Ciências Económicas. Assumiu a regência da cadeira de Economia Política e Finanças em 1917 a convite do professor José Alberto dos Reis, antes de se doutorar em 1918.

Durante esse período em Coimbra, materializa o seu pendor para a política no Centro Académico da Democracia Cristã onde faz amigos como Mário de Figueiredo, José Nosolini, Juvenal de Araújo, os irmãos Dinis da Fonseca, Manuel Gonçalves Cerejeira, Bissaya Barreto, entre outros. Alguns haveriam de colaborar nos seus governos. Combate o anticlericalismo da Primeira República através de artigos de opinião que escreve para jornais católicos. Acompanha Cerejeira em palestras e debates. Enquanto estuda Maurras, Le Play e as encíclicas do Papa Leão XIII, vai consolidando o seu pensamento, explicitando-o em artigos e conferências, onde se revela que "Salazar nasceu para a política pugnando pelo acertar do passo com a Europa, e com a paixão pela Educação" [3].

As suas opiniões e ligações ao Centro Académico da Democracia Cristã levaram-no, em 1921, a concorrer por Guimarães como deputado ao Parlamento. Sendo eleito e não encontrando aí qualquer motivação, regressou à universidade passados três dias. Lá se manteve até 1926.

 

Da pasta das Finanças à Presidência do Conselho

António de Oliveira SalazarArte de André Koehne.
António de Oliveira Salazar
Arte de André Koehne.

Com a crise económica e a agitação política da 1ª República (que se prolongou inclusive após o Golpe militar de 28 de Maio de 1926), a Ditadura Militar chamou o Dr.Salazar em Junho de 1926 para a pasta das finanças; passados treze dias renuncia ao cargo e retorna a Coimbra por não lhe haverem satisfeitas as condições que achava indispensáveis ao seu exercício.

Em 27 de Abril de 1928, após a eleição do Marechal Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas, reassumiu a pasta, mas exigindo o controlo sobre as despesas e receitas de todos ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e rigoroso controlo de contas, conseguindo um superavit, um "milagre" nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928-29.

Sei muito bem o que quero e para onde vou. - afirmara, denunciando o seu propósito na tomada de posse.

Na imprensa, que era controlada pela censura, Salazar seria muitas vezes retratado como salvador da pátria. O prestígio ganho, a propaganda, a habilidade política na manipulação das correntes da direita republicana, de alguns sectores monárquicos e dos católicos consolidavam o seu poder. A Ditadura dificilmente o podia dispensar e o Presidente da República consultava-o em cada remodelação ministerial. Enquanto a oposição democrática se desvanecia em sucessivas revoltas sem êxito, procurava-se dar rumo à Revolução Nacional imposta pela ditadura. Salazar, recusando o regresso ao parlamentarismo e à democracia da Primeira República, cria a União Nacional em 1930, visando o estabelecimento de um regime de partido único.

Em 1932 era publicado o projecto de uma nova Constituição que seria aprovada em 1933 através de um plebiscito. Com esta constituição, Salazar cria o Estado Novo, uma ditadura anti-liberal e anti-comunista, que se orienta segundo os princípios conservadores autoritários: Deus, Pátria e Familia. Toda a vida económica e social do país estava organizada em corporações de nomeação e direcção estatal - era também um Estado Corporativo. Mantendo as doutrinas coloniais que vingaram na Primeira República, Portugal afirmava-se como "um Estado pluricontinental e multirracial". Durante o Estado Novo, os Presidentes da República, que foram regularmente eleitos por sufrágio universal até 1958, tinham na prática funções meramente cerimoniais. O detentor real do poder era o Presidente do Conselho de Ministros e era ele que dirigia os destinos da Nação.

 

Salazar e Franco

Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em Julho de 1936, estava fundamentalmente em causa a opção por um regime comunista ou por um regime nacionalista, que poderia influenciar toda a Península Ibérica. Por esta razão, Salazar, alinhou-se com o General Francisco Franco, sendo discutido pelos historiadores se foram ou não enviadas forças militares portuguesas para Espanha (o que nunca foi reconhecido oficialmente). Neste mesmo ano, Salazar criou a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa.

Em 8 de Setembro de 1936, teve lugar em Lisboa a Revolta dos Marinheiros, também conhecida como Motim dos Barcos do Tejo, mais uma aparatosa acção levada a cabo durante a Guerra Civil Espanhola contra a ditadura portuguesa.

A acção foi desencadeada pela Organização Revolucionária da Armada (ORA), estrutura criada em 1932 para agrupar as células do Partido Comunista Português (PCP) da Marinha. A organização editava um mensário intitulado O Marinheiro Vermelho.

Os marinheiros comunistas sublevaram as tripulações dos navios de guerra Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque, procurando sair com eles da Barra do Tejo. Após uma intensa troca de tiros travada entre estes e o Forte de São Julião, que causou a morte de 10 marinheiros, a revolta fracassou e os sublevados foram presos.

 

Salazar e os Monárquicos

Oliveira Salazar conseguiu alimentar durante muito tempo a lenda dos seus sentimentos monárquicos. O conhecimento que hoje temos dos seus escritos de juventude, a observação cuidada dos acontecimentos políticos da época e o conteúdo da correspondência entre Salazar e Caetano, revelam que o seu alegado "monarquismo" se inseriu num habilidoso jogo político através do qual Salazar conseguiu obter o apoio de alguns monárquicos para sustentar o seu "Estado Novo" [2] .

O seu anti-monarquismo começou a revelar-se dentro do Centro Católico, quando, no seu Congresso de 1922, vinga a tese de Salazar de que o Centro deveria aceitar o regime republicano "sem pensamento reservado". Monárquicos católicos, com destaque, entre outros, para Fernando de Sousa (Nemo), Alberto Pinheiro Torres, Pacheco de Amorim, abandonaram então o Centro Católico.

Ao chegar ao poder, no discurso que proferiu em 9 de Junho de 1928, a solução do "problema político" do regime (Monarquia ou República) surgia ainda em último lugar nas suas prioridades. Uma resolução tomada dois anos depois, porém, revelava a grande distância que ia entre as suas palavras e os seus actos. Após a falhada Monarquia do Norte, em 1919, umas centenas de oficiais do exército foram afastados do serviço ou demitidos, quando dominava a cena política o Partido Democrático de Afonso Costa. Mais tarde, o governo de António Maria da Silva, para amainar os animos já muito exaltados contra a 1ª República, apresentou no Parlamento e no Senado um projecto visando a reintegração no serviço activo daqueles oficiais. O golpe militar de 28 de Maio de 1926 interrompeu o processo, mas, em 1930, o tenente-coronel Adriano Strecht de Vasconcelos apresentou ao presidente Carmona um documento intitulado "A Situação Jurídica dos militares afastados do serviço do Exército em 1919", pedindo justiça. Oliveira Salazar reagiu impedindo a reintegração daqueles oficiais monárquicos.

Na sequência da morte de D. Manuel II, em 2 de Julho de 1932, a ilusão do "monarquismo" de Salazar caiu por completo quando o seu Governo se apropriou dos bens da Casa de Bragança instituindo a Fundação da Casa de Bragança. A derradeira prova de que Salazar não queria a Monarquia deu-se em 1951 no Congresso da União Nacional, em Coimbra. Em discurso encomendado por Salazar, Marcello Caetano vem a travar naquele congresso as teses da Restauração da Monarquia [3].

 

A concordata

A questão da indemnização da Igreja Católica pela nacionalização dos seus bens durante a 1ª República foi reivindicada e considerada. Salazar rejeita porém tal hipótese e adopta um regime de separação de poderes entre o Estado e a Igreja, que virá a ficar definido na Concordata entre a Santa Sé e Portugal, em 1940.

 

A Segunda Guerra Mundial

Oliveira Salazar assumira a pasta dos negócios estrangeiros desde a Guerra Civil Espanhola. Com a Segunda Guerra Mundial o imperativo do governo de Salazar é manter a neutralidade. Próximo ideologicamente do Eixo, o regime português escuda-se nisso e também na aliança com a Inglaterra para manter uma política de neutralidade. Esta assentava num esforço de não afrontamento a qualquer dos lados em beligerância.

Primeiramente, uma intensa actividade diplomática junto de Franco tenta evitar que a Espanha se alie à Alemanha e à Itália (caso em que previsivelmente os países do Eixo com a Espanha olhariam a ocupação de Portugal como meio de controlar o Atlântico e fechar o Mediterrâneo, o que desviaria o teatro da guerra para a Península Ibérica).

Com a Espanha fora da guerra, a estratégia de neutralidade é um imperativo da diplomacia por forma a não provocar a hostilidade nos beligerantes e Salazar não tolerou desvios dos diplomatas que arriscassem a sua política externa. Quando o cônsul português, Aristides de Sousa Mendes, em Bordéus concedeu vistos em grande quantidade a judeus em fuga aos nazis, ignorando instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Salazar foi implacável com ele e demitiu-o. O escritor belga Maurice Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, esteve em Portugual na vespera da II Guerra Mundial sob a protecção de Salazar, e em 1937 prefaciou a edição francesa do pensamento politico do estadista português intitulada "Une revolution dans la paix".

 

A exoneração de Aristides

Salazar deu instruções explícitas aos seus embaixadores para que limitassem a concessão de vistos a pessoas que pretendiam fugir da França, quando esta foi invadida pela Alemanha. No Verão de 1940, milhares de pessoas em fuga, muitas delas judeus que receavam pela sua vida caso caíssem nas mãos dos nazis, dirigem-se às embaixadas e postos consulares portugueses em França, suplicando pelo direito a um visto de entrada no país.

Contrariando as instruções de Salazar, Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus, concedeu esses vistos em grandes números. Salazar viria a demitir Aristides, retirando-lhe os direitos à totalidade da pensão de reforma, acabando o ex-cônsul por passar o final da sua vida na miséria em Portugal.

Da mesma forma viria Salazar a agir com o embaixador de Portugal em Londres, Armindo Monteiro, por haver manifestado publicamente uma posição anglófila.

 

Papel dos Açores

Em 1943 os Aliados procuram utilizar a Base das Lajes nos Açores, como base de apoio para as missões no Oceano Atlântico e no Teatro de Operações Europeu. O governo de Portugal, não evitando a pressão, cede. Mas Salazar negocia como contrapartida o fornecimento de armamento (poderia a Alemanha vir a atacar Portugal) e a garantia da restituição da soberania portuguesa a Timor no fim da Guerra.

 

Rescaldo da neutralidade portuguesa

A posição da neutralidade de Portugal e a consequente abertura dos canais diplomáticos e comerciais com ambas as partes beligerantes, a balança comercial portuguesa manteve saldo positivo durante boa parte do conflito, nomeadamente nos anos de 1941, 1942 e 1943. Nestes anos, as exportações ultrapassaram as importações, facto que não se verificava desde dezenas de anos, e que até à actualidade ainda não se verificou. Esta hábil gestão da neutralidade trouxe-lhe, no final da guerra, os benefícios da paz sem ter de pagar o preço da guerra. Portugal foi uma das poucas zonas de paz num mundo a "ferro e fogo", serviu de refúgio a muitas pessoas de várias proveniências. Um desses refugiados foi o arménio Calouste Gulbenkian, que permaneceu no país tendo legado uma das mais importantes instituições ao serviço da cultura em Portugal. Esta situação económica conseguiu também atenuar os problemas provocados pela Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e pela própria Segunda Guerra Mundial, que trouxeram problemas de escassez de géneros (Portugal era deficitário quanto a alimentos) e a inflação que disparou.

Em Portugal, embora se reconhecesse o mérito da obra de Salazar no que respeita à reorganização financeira, à restauração económica e à defesa da paz, muitos entenderam que tinha chegado a oportunidade de mudança politica.

 

 

Guerra colonial portuguesa

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a comunidade internacional e a ONU vinham a defender a implementar um política de descolonização em todo o mundo. O Estado português recusou-se a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. Salazar, praticando uma política de isolacionismo internacional sob o lema Orgulhosamente sós, levou Portugal a sofrer consequências extremamente negativas a nível cultural e económico.

Em Março de 1961, no norte de Angola acaba por estalar uma sangrenta revolta, com o assassínio de colonos civis. A chacina merece de Salazar a resposta Para Angola rapidamente e em força. Defensor de uma política colonialista, Salazar alimenta as fileiras da guerra colonial, que se espalha à Guiné e a Moçambique, com o propósito de manter as chamadas províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa.

A Guerra Colonial teve como consequências milhares de vítimas entre os povos que acabariam por se tornar independentes e entre portugueses. Teve forte impacto económico em Portugal, e nas colónias, aonde o desenvolvimento económico foi muito acelerado em tempo da guerra; mas abalou as suas estruturas políticas e sociais o País, tendo sido uma das causas da queda do regime e da 25 de Abril.

 

Final

Foi afastado do Governo em 1968 após ser vitimado por um hematoma craneano, que lhe causou danos cerebrais graves, após uma queda a 7 de Setembro de 1968, quando passava férias no forte de S. António do Estoril. Segundo o seu barbeiro pessoal, Salazar costumava ser distraído e tinha o hábito de «saltar para as cadeiras». Nesse dia, preparando-se para ler o jornal, caiu onde habitualmente estava uma cadeira, mas que nesse dia tinha sido movida.[4] Américo Tomás então Presidente da República chamou, então, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar.[5] Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, nunca manifestando sequer a suspeita de que já o não era - no que não era contrariado pelos que o rodeavam.[6]

 

Biografia cronológica

  • 1889: Nasce em Vimieiro, Santa Comba Dão.
  • 1914: Em Coimbra, conclui o curso de Direito.
  • 1918: Professor de Ciência Económica.
  • 1926: Após o golpe de 28 de Maio é convidado para Ministro das Finanças; ao fim de 13 dias renuncia ao cargo.
  • 1928: É novamente convidado para Ministro das Finanças; nunca mais abandonará o poder.
  • 1930: Nasce a União Nacional.
  • 1932: Presidente do Conselho de Ministros.
  • 1933: É plebiscitada uma nova constituição que dá inicio ao Estado Novo. Fim da ditadura militar.
  • 1936: Na Guerra Civil de Espanha apoia Franco; cria a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa; abre as colónias penais do Tarrafal e de Peniche - 1937: Escapa a um atentado dos comunistas.
  • 1939: Iniciada a Segunda Guerra Mundial, Salazar conseguirá manter a neutralidade do país.
  • 1940: Exposição do Mundo Português.
  • 1943: Cede aos Aliados uma base militar nos Açores.
  • 1945: A PIDE substitui a PVDE.
  • 1949: Contra Norton de Matos, Carmona é reeleito Presidente da República; Portugal é admitido como membro da NATO.
  • 1951: Contra Quintão Meireles, Craveiro Lopes é eleito Presidente da República.
  • 1958: Contra Humberto Delgado, Américo Tomás é eleito Presidente da República; o Bispo do Porto critica a política salazarista
  • 1961: 22/01, ataque ao navio Santa Maria por anti-salazaristas, que se asilam no Brasil logo após a posse de Janio Quadros; 04/02, assalto às prisões de Luanda; 11/03, tentativa de golpe de Botelho Moniz; 21/04, resolução da ONU condenando a política africana de Portugal; 19/12, a União Indiana invade Goa, Damão e Diu; 31/12/61 para 01/01/62, revolta de Beja.
  • 1963: O PAIGC abre nova frente de batalha na Guiné.
  • 1964: A FRELIMO inicia a luta pela independência, em Moçambique.
  • 1965: Crise académica; a PIDE assassina Humberto Delgado.
  • 1966: Salazar inaugura a ponte sobre o Tejo.
  • 1968: Salazar sofre um acidente e fica mentalmente desgastado.
  • 1970: Morte de Salazar.
  • 2007: Foi eleito o maior Português de todos os tempos, através de um concurso realizado na R.T.P. (Rádio e Televisão de Portugal)

 

Genealogia

                          Manuel Rebelo
                            |  
                         João da Fonseca   
                         |  | 
                         |  Catarina da Fonseca
                         |
                     António de Oliveira (1742-????)
                     |   |
                     |   |  Agostinho de Oliveira
                     |   |  |
                     |   Maria de Oliveira
                     |      |
                     |      Bárbara Dias
                     | 
                 Francisco de Oliveira (1771-????)
                 |   |
                 |   |   Pedro Faria
                 |   |   |   
                 |   Maria de Oliveira (1785)
                 |       |
                 |       Maria Josefa de Oliveira
                 |
         Manuel de Oliveira (1801-????)
         |       | 
         |       |          Manuel Ferreira
         |       |          | 
         |       |       Manuel Ferreira Coelho
         |       |       |  |   
         |       |       |  Ana da Cruz Coelho 
         |       |       |
         |       |    Manuel Ferreira (???)
         |       |    |  |
         |       |    |  |  Manuel Rodrigues de Brito
         |       |    |  |  |
         |       |    |  Maria de Almeida 
         |       |    |     |
         |       |    |     Antónia de Almeida
         |       |    |  
         |       Mariana Ferreira (ou Coelho)(????)
         |            |
         |            |
         |            |
         |           Luísa Coelho (????) 
         |
    António de Oliveira (1839-1932)
    |    |
    |    |
    |    |            José de Andrade (????)
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    |    |       Manuel de Andrade (????-????)
    |    |       |    |
    |    |       |    Maria Marques (????) 
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    |    Teresa Pais (1809-????)
    |            |   
    |            |    Manuel de Abreu (????) 
    |            |    |  
    |            Maria Pais (????)  
    |                 |       
    |                 Isabel Castanheira (????)
    |
    |
    |           
ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR 
(1889-1970)
    | 
    |
    |
    |                 João de Lemos Sauvage e Abreu 
    |                 |    
    |            Plácido Faria de Lemos (????-????)
    |            |    |                    
    |            |    Francisca Michaella de Abreu
    |            |
    |    José de Lemos Sauvage (1807-????)
    |    |       |      
    |    |       |    ´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´ Francisco Coimbra
    |    |       |    |
    |    |       Joaquina Maria do Espírito Santo    
    |    |            |
    |    |            Josefa Maria Coelho de Oliveira 
    |    |       
    Maria do Resgate Sauvage (1845-1926)
         |     
         |       (pai incógnito) 
         |       |
         Felicidade Violante da Trindade de Jesus (????-????)
                 |
                 Ana Rita da Trindade
 
O Site oliveirasalazar.org tem um abaixo assinado
para que a Ponte 25 de Abril volte a ser ponte Salazar
 
 
 
 
 
 
 
 
Volta a polémica........
publicado por portuga-coruche às 12:40
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