Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Activistas atacam site da Assembleia da República

O site do Parlamento tem estado intermitentemente indisponível ao longo da noite de terça-feira depois do colectivo LulzSecPortugal ter anunciado um ataque à página da AR.

«Abram fogo: parlamento.pt», escreveu o LulzSecPortugal no twitter cerca das 20h. «Tango down» (alvo eliminado), era anunciado momentos depois.

O ataque contra a página do Parlamento consistiu num DDoS, uma acção coordenada que visa entupir o acesso a um site, e é o mais recente numa série de acções que o colectivo tem levado a cabo no último mês. Recorde-se que a 7 de Novembro o LulzSec tornou inacessível vários sites ligados ao PSD e ao Ministério da Justiça. Portal das Finanças, Ministério da Educação, JSD, Parque Temático da Madeira, RTP, SAPO, Câmara de Serpa e Câmara de Lagos foram outra entidades visadas.

Esta semana, foi a vez da Polícia de Segurança Pública ver dados de vários dos seus agentes serem divulgados pelo grupo em represália por alegados actos de violência policial à margem da manifestação dos indignados a 24 de Novembro em Lisboa.

Uma segunda conta no twitter citada pelo LulzSecPortugal anunciou também esta terça-feira que está em preparação uma acção de grande envergadura que terá início a 1 de Dezembro.

SOL

 

 

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

"Perigoso Alemão" afinal é estudante Erasmus!

Segundo fontes ligadas ao processo o jovem alemão detido que a imprensa se apressou a reputar do “monstro” e que tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã, é um simples estudante de Erasmus. Para edificação dos leitores e para que conheçam as mentiras de um Estado ...

Polícia inventa perigoso alemão com mandado de captura da Interpol

A polícia e alguma imprensa apressaram-se a divulgar depois dos incidentes junto ao parlamento que o jovem alemão detido era conhecido como o “monstro”, tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã. Segundo fontes ligadas ao processo nada disso é verdade. Para edificação dos leitores e para que conheçam as mentiras de um Estado crescentemente policial, aqui fica o comunicado das pessoas que prestam apoio aos acusados:

 

COMUNICADO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA DA GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011

 

Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

 

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

 

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

 

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

 

III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.

 

Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um “Grupo de Apoio Legal”, que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.

 

Fazemo-lo não por se tratar de companheiros “anarquistas”. Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos – a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.

 

Fazemo-lo porque – ao contrário dos sindicatos – consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.

 

Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a “verdade legal” que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:

 

_Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.

 

_Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.

 

_Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.

 

Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.

 

O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.

 

Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de “anarquistas extremistas” é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.

 

Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.

 

Dito isto, é preciso salientar que um “anarquista” é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que “todos os anarquistas” pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.

 

Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.

 

Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.

 

Grupo de Apoio Legal para o 24N

Lisboa, 28 de Novembro de 2011

 

Por Nuno Ramos de Almeida

in Blog Cinco Dias

 

 

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Plataforma 15 de Outubro «repudia violência policial»

Para esta terça-feira, está marcada uma conferência de impresa, frente ao Ministério da Administração Interna

 

A Plataforma 15 de Outubro, que integra o movimento dos indignados,vai dar uma conferência de imprensa,na terça-feira, junto ao Ministério da Administração Interna, para «repudiar a violência policial» exercida sobre cidadãos que participaram na manifestação da passada quinta-feira.

Segundo a Plataforma 15 de Outubro, elementos policiais, fardados e à civil, estiveram presentes na manifestação realizada no dia da greve geral, entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, a «incitaram à violência por palavras e acções», escreve a Lusa.

Na tarde de quinta-feira, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu em frente à Assembleia da República, subir as escadarias do edifício, o que motivou a intervenção policial e resultou em sete detidos e um agente ferido.

Entretanto, a PSP anunciou a abertura de um inquérito interno de averiguações sobre o vídeo das agressões a um jovem alemão após a manifestação.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, elogiou o trabalho da polícia, considerando que a PSP deu a resposta «ponderada, sensata e competente da PSP».

A Plataforma 15 de Outubro contesta as declarações do ministro e considera a acção policial «ilegítima» e «ilegal», sublinhando que também os piquetes de greve «foram claramente atacados por elementos da polícia armadas com caçadeiras e metralhadoras».

Para esta plataforma, o Governo pretende «criminalizar e julgar em praça pública os movimentos sociais e sindicais em luta conjunta contra as políticas de retrocesso social e histórico» em dia de greve geral.

O movimento diz ainda que o Governo adoptou «práticas típicas de regimes autoritários e repressivos, como o emprego de agentes provocadores entre manifestantes pacíficos, utilização indiscriminada de violência contra cidadãos de forma absolutamente avulsa, desproporcionada e ilegítima, ataque a piquetes de greve e detenção indiscriminada de transeuntes e manifestantes pacíficos».


Por: Redacção / PP
in TVI24

 

 
 Foto de Agente Infiltrado
Após a agressão (Dá para ver que tem braços e peito de "gorila", possivelmente treinado para estas intervenções mais "musculadas")

Fotos in Blog Cinco Dias

 

Com acções como estas a nossa "democracia" desceu para o mesmo nível da Turquia.....

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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Comunicado do MIC

 

Nota de imprensa

  

 

SOCIALISTAS PROÍBEM DIVULGAÇÃO DO QUE SE PASSA NAS ASSEMBLEIAS

 

Influenciado pelos camaradas do Partido Socialista, impreparados e sorvedores da coisa pública, o Presidente da Assembleia Municipal proíbe gravações de som e imagem na AM. Para tal, suporta-se em um parecer mal esgalhado e não identificado, fruto da raiva, do medo e da falta de capacidade para lidar com a opinião pública, pretendendo assim esconder da população os disparates que se passam sistematicamente naquele orgão público.

 

 

Foi para isto que os Coruchenses votaram nas últimas eleições?

 

 

O MIC accionou os mecanismos legais para esclarecimento desta situação, continuando a gravar as suas próprias intervenções, até para sua própria salvaguarda, dado que as actas podem não reflectir a realidade das assembleias, visto que a mesa retira das actas as declarações de vários vogais municipais a seu belo prazer. A partir de agora os jornalistas estão também em regime de censura e proibidos de exercer o seu trabalho, dado que o Presidente só autoriza caso a caso a gravação de imagens e som, remetendo para as actas em papel que só são disponibilizadas meses e meses depois.

 

 

Não nos calarão! Não se pode encher a boca de democracia e liberdade, para depois tentar silenciar quem ousa falar de maneira diferente e dar a conhecer o que realmente acontece. É também por isto que o MIC faz sentido existir.

   

 

Pelas Pessoas, Por Coruche!

 

 

 

 

 

MIC – Movimento Independente de Cidadãos por Coruche

 

Contactos: www.miccoruche.org        info@miccoruche.org     919 739 393

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

A pensar nas eleições

Os jovens acampados no Rossio e nas praças de Espanha são os primeiros sinais da emergência de um novo espaço público – a rua e a praça – onde se discute o sequestro das atuais democracias pelos interesses de minorias poderosas e se apontam os caminhos da construção de democracias mais robustas, mais capazes de salvaguardar os interesses das maiorias. A importância da sua luta mede-se pela ira com que investem contra eles as forças conservadoras. O artigo é de Boaventura de Sousa Santos.

 

Por Boaventura de Sousa Santos

in Carta Maior

 

 

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Joaquim Canejo

O carro andou 525 mil quilómetros a trabalhar para a reforma agrária

 
 
Um busto de Lenine testemunha a conversa. Joaquim Canejo é um homem do Couço, freguesia de Coruche, por várias vezes chamada (pelos fascistas, diz) de "Pequeno Moscovo". Nenhum outro partido ganha eleições. O Partido Comunista Português (PCP) continua de pedra e cal.

Jornal de Negócios  Online
negocios@negocios.pt
 
Um busto de Lenine testemunha a conversa. Joaquim Canejo é um homem do Couço, freguesia de Coruche, por várias vezes chamada (pelos fascistas, diz) de "Pequeno Moscovo". Nenhum outro partido ganha eleições. O Partido Comunista Português (PCP) continua de pedra e cal.

"Ainda tem de morrer mais uma série de velhos para eu poder ser presidente". A citação é atribuída por Joaquim Canejo a um candidato do PS (derrotado) à Junta de Freguesia do Couço. Mas para este militante, falta aos mais jovens a dureza da ditadura para terem o espírito de comunidade. Afinal é isso que o comunismo significa. Ri-se em reacção à pergunta se era do PCP. A sua história acaba por responder à dúvida. Joaquim Canejo trabalhou sempre no campo e, durante muitos anos, foi seareiro. Trabalhava de sol a sol. Ganhava-se 20 escudos por dia, durante seis dias por semana.

O 25 de Abril ouviu-o pelo rádio que levava para a seara. "Estivemos a apreciar aquilo tudo pelo rádio", conta, recordando como antes escondia o "Avante!" no meio dos queijos ou como albergava clandestinos em sua casa. O pós-25 de Abril acabou por o levar às lutas pelos direitos dos trabalhadores. Primeiro no Sindicato dos Operários Agrários, onde ajudou a inscrever cerca de oito mil trabalhadores, e depois no Comité da Reforma Agrária. A partir do Couço ajudou nas ocupações das terras. 

"Os grandes agrários começaram a vender o gado e a tirar as máquinas. Aí houve, então, a grande necessidade de deitar a mão à terra para se produzir". Explica a reforma agrária pela necessidade. As terras não estavam a produzir e os trabalhadores precisavam de emprego. Na altura de reversão, a situação, segundo Joaquim Canejo, era diferente. "Quando tomaram conta das terras [os proprietários], estava tudo a produzir". Aí resistiu-se. Foram forçados a sair das terras pela polícia. Joaquim Canejo fala de repressão na saída, mas de passividade nas ocupações em Coruche. Das suas recordações, que parecem frescas, sugere que a primeira ocupação no concelho foi a Herdade do Peso, entre as Brotas e o Ciborro.

"Foram os trabalhadores que ao verem-se lá desprezados vieram aqui ao Couço ter com a gente. Falou-se com a tropa e foi-se lá". Na terra só estava o feitor. "Torceu-se", mas nada havia a fazer. Outra memória leva-o à Herdade dos Pensais. "Estava completamente abandonada" e, por isso, "as senhoras ficaram contentes de a gente ter ocupado aquilo". "A gente foi lá, limpámos aquilo, pusemos a escola a trabalhar, e puséramos lá casais. Essas pessoas, dentro da herdade, foram as que mais produziram". Agora, "há anos que não produz". É com tristeza que diz ver tanta terra improdutiva. "Se sair daqui para fora, só encontra arames e caça".

As histórias vão-se desfiando como um rolo de linha. Joaquim Canejo pertenceu ao Comité da Reforma Agrária e era, muitas vezes, chamado para ajudar. "Era ali que iam discutir os seus problemas". Mas, ele, Canejo, "nunca estive a trabalhar em herdade nenhuma. Nem recebi dinheiro das herdades. O meu trabalho foi gratuito". Tinha uns dinheiritos guardados. À causa pôs, ainda, ao serviço o seu carro. "Andou 525 mil quilómetros a trabalhar para o sindicato e para a reforma agrária".

Durante a reforma agrária começou a nascer a Cooperativa "A Conquista do Povo", no Couço, onde ainda hoje dorme. "Durmo aqui dentro há 36 anos". Para impedir a "gatunagem" de roubar o que lá está dentro. Não tem medo? "Não tenho medo nenhum. Sempre vivi no campo, dormi muito tempo lá na charneca, ao relento". À Cooperativa - que chegou a ter dois mil sócios - dá todo o seu tempo. As obras começaram a 6 de Setembro de 76. "Toda a gente veio ajudar". Evoluiu-se "e chegou aqui a estar em grande". Tinha produção de carnes que a ASAE pôs fim. De resto, "vende-se tudo".

"O meu papel é ver isto a trabalhar". Não quer outro. "Fiz sempre muitas coisas pelo bem deste povo. Fiz o meu trabalho". Não quer glórias. Com humildade, diz que sempre tentou ajudar e "explicar às pessoas que era preciso produzir para colher". E sai para ir atender os cooperantes. O busto de Lenine, esse, continua a testemunhar uma vida dedicada causa.
 
In Jornal de Negócios
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

António de Oliveira Salazar

Segundo a Wikipedia:

 

"António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889Lisboa, 27 de Julho de 1970) foi um estadista português, antigo professor da Universidade de Coimbra. Salazar notabilizou-se pela concepção e incremento durante a Segunda República portuguesa de um Estado Novo corporativo e autoritário, pelo exercício solitário e incontestado da sua autoridade em Portugal, em todos os sectores, durante perto de meio século.

Foi ministro das Finanças entre 1928 e 1932, saneando as Finanças públicas. Entre 1932 e 1968, foi o político que dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros.[1]

Foi fundador e chefe da União Nacional - partido único durante o Estado Novo - a partir de 1931. Salazar foi o fundador e principal mentor do Estado Novo (1933-1974).

 

Alegando defender as doutrinas sociais da Igreja Católica, Salazar desviou-se para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e o seu Império, que tiveram maior impacto sobretudo até aos anos sessenta."

 

Visitando o site da Fundação Oliveira Salazar, deparamo-nos com um extenso estudo sobre Salazar. Embora a sua primeira página, tenha sido visitada por Hackers. Eis o que fizeram:

 

O que comprova que embora seja uma figura do passado continua bem vivo na memória de alguns portugueses.

 

Continuando a informação da Wikipedia.....

 

O caminho do poder

Em 1900, após de completar os seus estudos na escola primária, com 11 anos de idade, Oliveira Salazar ingressou no Seminário de Viseu, onde permaneceu por oito anos. Em 1908, o seu último ano lectivo no seminário, tomou finalmente contacto com toda a agitação que reinava em Viseu e também em todo o país. Surgiam artigos que atacavam o Governo, o Rei e a Igreja Católica. Foi também nesse ano que se deu o assassínio do Rei D. Carlos e do seu filho, o Príncipe D. Luís Filipe. Não ficando indiferente a esses acontecimentos, Salazar, católico praticante, começou a insurgir-se contra os republicanos jacobinos em defesa da Igreja, escrevendo vários artigos nos jornais. Depois de completar os estudos, permaneceu em Viseu por mais dois anos. Porém, em 1910, mudou-se para Coimbra para estudar Direito. Em 1914, concluiu o curso de Direito com a alta classificação de 19 valores e torna-se, dois anos depois, assistente de Ciências Económicas. Assumiu a regência da cadeira de Economia Política e Finanças em 1917 a convite do professor José Alberto dos Reis, antes de se doutorar em 1918.

Durante esse período em Coimbra, materializa o seu pendor para a política no Centro Académico da Democracia Cristã onde faz amigos como Mário de Figueiredo, José Nosolini, Juvenal de Araújo, os irmãos Dinis da Fonseca, Manuel Gonçalves Cerejeira, Bissaya Barreto, entre outros. Alguns haveriam de colaborar nos seus governos. Combate o anticlericalismo da Primeira República através de artigos de opinião que escreve para jornais católicos. Acompanha Cerejeira em palestras e debates. Enquanto estuda Maurras, Le Play e as encíclicas do Papa Leão XIII, vai consolidando o seu pensamento, explicitando-o em artigos e conferências, onde se revela que "Salazar nasceu para a política pugnando pelo acertar do passo com a Europa, e com a paixão pela Educação" [3].

As suas opiniões e ligações ao Centro Académico da Democracia Cristã levaram-no, em 1921, a concorrer por Guimarães como deputado ao Parlamento. Sendo eleito e não encontrando aí qualquer motivação, regressou à universidade passados três dias. Lá se manteve até 1926.

 

Da pasta das Finanças à Presidência do Conselho

António de Oliveira SalazarArte de André Koehne.
António de Oliveira Salazar
Arte de André Koehne.

Com a crise económica e a agitação política da 1ª República (que se prolongou inclusive após o Golpe militar de 28 de Maio de 1926), a Ditadura Militar chamou o Dr.Salazar em Junho de 1926 para a pasta das finanças; passados treze dias renuncia ao cargo e retorna a Coimbra por não lhe haverem satisfeitas as condições que achava indispensáveis ao seu exercício.

Em 27 de Abril de 1928, após a eleição do Marechal Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas, reassumiu a pasta, mas exigindo o controlo sobre as despesas e receitas de todos ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e rigoroso controlo de contas, conseguindo um superavit, um "milagre" nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928-29.

Sei muito bem o que quero e para onde vou. - afirmara, denunciando o seu propósito na tomada de posse.

Na imprensa, que era controlada pela censura, Salazar seria muitas vezes retratado como salvador da pátria. O prestígio ganho, a propaganda, a habilidade política na manipulação das correntes da direita republicana, de alguns sectores monárquicos e dos católicos consolidavam o seu poder. A Ditadura dificilmente o podia dispensar e o Presidente da República consultava-o em cada remodelação ministerial. Enquanto a oposição democrática se desvanecia em sucessivas revoltas sem êxito, procurava-se dar rumo à Revolução Nacional imposta pela ditadura. Salazar, recusando o regresso ao parlamentarismo e à democracia da Primeira República, cria a União Nacional em 1930, visando o estabelecimento de um regime de partido único.

Em 1932 era publicado o projecto de uma nova Constituição que seria aprovada em 1933 através de um plebiscito. Com esta constituição, Salazar cria o Estado Novo, uma ditadura anti-liberal e anti-comunista, que se orienta segundo os princípios conservadores autoritários: Deus, Pátria e Familia. Toda a vida económica e social do país estava organizada em corporações de nomeação e direcção estatal - era também um Estado Corporativo. Mantendo as doutrinas coloniais que vingaram na Primeira República, Portugal afirmava-se como "um Estado pluricontinental e multirracial". Durante o Estado Novo, os Presidentes da República, que foram regularmente eleitos por sufrágio universal até 1958, tinham na prática funções meramente cerimoniais. O detentor real do poder era o Presidente do Conselho de Ministros e era ele que dirigia os destinos da Nação.

 

Salazar e Franco

Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em Julho de 1936, estava fundamentalmente em causa a opção por um regime comunista ou por um regime nacionalista, que poderia influenciar toda a Península Ibérica. Por esta razão, Salazar, alinhou-se com o General Francisco Franco, sendo discutido pelos historiadores se foram ou não enviadas forças militares portuguesas para Espanha (o que nunca foi reconhecido oficialmente). Neste mesmo ano, Salazar criou a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa.

Em 8 de Setembro de 1936, teve lugar em Lisboa a Revolta dos Marinheiros, também conhecida como Motim dos Barcos do Tejo, mais uma aparatosa acção levada a cabo durante a Guerra Civil Espanhola contra a ditadura portuguesa.

A acção foi desencadeada pela Organização Revolucionária da Armada (ORA), estrutura criada em 1932 para agrupar as células do Partido Comunista Português (PCP) da Marinha. A organização editava um mensário intitulado O Marinheiro Vermelho.

Os marinheiros comunistas sublevaram as tripulações dos navios de guerra Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque, procurando sair com eles da Barra do Tejo. Após uma intensa troca de tiros travada entre estes e o Forte de São Julião, que causou a morte de 10 marinheiros, a revolta fracassou e os sublevados foram presos.

 

Salazar e os Monárquicos

Oliveira Salazar conseguiu alimentar durante muito tempo a lenda dos seus sentimentos monárquicos. O conhecimento que hoje temos dos seus escritos de juventude, a observação cuidada dos acontecimentos políticos da época e o conteúdo da correspondência entre Salazar e Caetano, revelam que o seu alegado "monarquismo" se inseriu num habilidoso jogo político através do qual Salazar conseguiu obter o apoio de alguns monárquicos para sustentar o seu "Estado Novo" [2] .

O seu anti-monarquismo começou a revelar-se dentro do Centro Católico, quando, no seu Congresso de 1922, vinga a tese de Salazar de que o Centro deveria aceitar o regime republicano "sem pensamento reservado". Monárquicos católicos, com destaque, entre outros, para Fernando de Sousa (Nemo), Alberto Pinheiro Torres, Pacheco de Amorim, abandonaram então o Centro Católico.

Ao chegar ao poder, no discurso que proferiu em 9 de Junho de 1928, a solução do "problema político" do regime (Monarquia ou República) surgia ainda em último lugar nas suas prioridades. Uma resolução tomada dois anos depois, porém, revelava a grande distância que ia entre as suas palavras e os seus actos. Após a falhada Monarquia do Norte, em 1919, umas centenas de oficiais do exército foram afastados do serviço ou demitidos, quando dominava a cena política o Partido Democrático de Afonso Costa. Mais tarde, o governo de António Maria da Silva, para amainar os animos já muito exaltados contra a 1ª República, apresentou no Parlamento e no Senado um projecto visando a reintegração no serviço activo daqueles oficiais. O golpe militar de 28 de Maio de 1926 interrompeu o processo, mas, em 1930, o tenente-coronel Adriano Strecht de Vasconcelos apresentou ao presidente Carmona um documento intitulado "A Situação Jurídica dos militares afastados do serviço do Exército em 1919", pedindo justiça. Oliveira Salazar reagiu impedindo a reintegração daqueles oficiais monárquicos.

Na sequência da morte de D. Manuel II, em 2 de Julho de 1932, a ilusão do "monarquismo" de Salazar caiu por completo quando o seu Governo se apropriou dos bens da Casa de Bragança instituindo a Fundação da Casa de Bragança. A derradeira prova de que Salazar não queria a Monarquia deu-se em 1951 no Congresso da União Nacional, em Coimbra. Em discurso encomendado por Salazar, Marcello Caetano vem a travar naquele congresso as teses da Restauração da Monarquia [3].

 

A concordata

A questão da indemnização da Igreja Católica pela nacionalização dos seus bens durante a 1ª República foi reivindicada e considerada. Salazar rejeita porém tal hipótese e adopta um regime de separação de poderes entre o Estado e a Igreja, que virá a ficar definido na Concordata entre a Santa Sé e Portugal, em 1940.

 

A Segunda Guerra Mundial

Oliveira Salazar assumira a pasta dos negócios estrangeiros desde a Guerra Civil Espanhola. Com a Segunda Guerra Mundial o imperativo do governo de Salazar é manter a neutralidade. Próximo ideologicamente do Eixo, o regime português escuda-se nisso e também na aliança com a Inglaterra para manter uma política de neutralidade. Esta assentava num esforço de não afrontamento a qualquer dos lados em beligerância.

Primeiramente, uma intensa actividade diplomática junto de Franco tenta evitar que a Espanha se alie à Alemanha e à Itália (caso em que previsivelmente os países do Eixo com a Espanha olhariam a ocupação de Portugal como meio de controlar o Atlântico e fechar o Mediterrâneo, o que desviaria o teatro da guerra para a Península Ibérica).

Com a Espanha fora da guerra, a estratégia de neutralidade é um imperativo da diplomacia por forma a não provocar a hostilidade nos beligerantes e Salazar não tolerou desvios dos diplomatas que arriscassem a sua política externa. Quando o cônsul português, Aristides de Sousa Mendes, em Bordéus concedeu vistos em grande quantidade a judeus em fuga aos nazis, ignorando instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Salazar foi implacável com ele e demitiu-o. O escritor belga Maurice Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, esteve em Portugual na vespera da II Guerra Mundial sob a protecção de Salazar, e em 1937 prefaciou a edição francesa do pensamento politico do estadista português intitulada "Une revolution dans la paix".

 

A exoneração de Aristides

Salazar deu instruções explícitas aos seus embaixadores para que limitassem a concessão de vistos a pessoas que pretendiam fugir da França, quando esta foi invadida pela Alemanha. No Verão de 1940, milhares de pessoas em fuga, muitas delas judeus que receavam pela sua vida caso caíssem nas mãos dos nazis, dirigem-se às embaixadas e postos consulares portugueses em França, suplicando pelo direito a um visto de entrada no país.

Contrariando as instruções de Salazar, Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus, concedeu esses vistos em grandes números. Salazar viria a demitir Aristides, retirando-lhe os direitos à totalidade da pensão de reforma, acabando o ex-cônsul por passar o final da sua vida na miséria em Portugal.

Da mesma forma viria Salazar a agir com o embaixador de Portugal em Londres, Armindo Monteiro, por haver manifestado publicamente uma posição anglófila.

 

Papel dos Açores

Em 1943 os Aliados procuram utilizar a Base das Lajes nos Açores, como base de apoio para as missões no Oceano Atlântico e no Teatro de Operações Europeu. O governo de Portugal, não evitando a pressão, cede. Mas Salazar negocia como contrapartida o fornecimento de armamento (poderia a Alemanha vir a atacar Portugal) e a garantia da restituição da soberania portuguesa a Timor no fim da Guerra.

 

Rescaldo da neutralidade portuguesa

A posição da neutralidade de Portugal e a consequente abertura dos canais diplomáticos e comerciais com ambas as partes beligerantes, a balança comercial portuguesa manteve saldo positivo durante boa parte do conflito, nomeadamente nos anos de 1941, 1942 e 1943. Nestes anos, as exportações ultrapassaram as importações, facto que não se verificava desde dezenas de anos, e que até à actualidade ainda não se verificou. Esta hábil gestão da neutralidade trouxe-lhe, no final da guerra, os benefícios da paz sem ter de pagar o preço da guerra. Portugal foi uma das poucas zonas de paz num mundo a "ferro e fogo", serviu de refúgio a muitas pessoas de várias proveniências. Um desses refugiados foi o arménio Calouste Gulbenkian, que permaneceu no país tendo legado uma das mais importantes instituições ao serviço da cultura em Portugal. Esta situação económica conseguiu também atenuar os problemas provocados pela Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e pela própria Segunda Guerra Mundial, que trouxeram problemas de escassez de géneros (Portugal era deficitário quanto a alimentos) e a inflação que disparou.

Em Portugal, embora se reconhecesse o mérito da obra de Salazar no que respeita à reorganização financeira, à restauração económica e à defesa da paz, muitos entenderam que tinha chegado a oportunidade de mudança politica.

 

 

Guerra colonial portuguesa

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a comunidade internacional e a ONU vinham a defender a implementar um política de descolonização em todo o mundo. O Estado português recusou-se a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. Salazar, praticando uma política de isolacionismo internacional sob o lema Orgulhosamente sós, levou Portugal a sofrer consequências extremamente negativas a nível cultural e económico.

Em Março de 1961, no norte de Angola acaba por estalar uma sangrenta revolta, com o assassínio de colonos civis. A chacina merece de Salazar a resposta Para Angola rapidamente e em força. Defensor de uma política colonialista, Salazar alimenta as fileiras da guerra colonial, que se espalha à Guiné e a Moçambique, com o propósito de manter as chamadas províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa.

A Guerra Colonial teve como consequências milhares de vítimas entre os povos que acabariam por se tornar independentes e entre portugueses. Teve forte impacto económico em Portugal, e nas colónias, aonde o desenvolvimento económico foi muito acelerado em tempo da guerra; mas abalou as suas estruturas políticas e sociais o País, tendo sido uma das causas da queda do regime e da 25 de Abril.

 

Final

Foi afastado do Governo em 1968 após ser vitimado por um hematoma craneano, que lhe causou danos cerebrais graves, após uma queda a 7 de Setembro de 1968, quando passava férias no forte de S. António do Estoril. Segundo o seu barbeiro pessoal, Salazar costumava ser distraído e tinha o hábito de «saltar para as cadeiras». Nesse dia, preparando-se para ler o jornal, caiu onde habitualmente estava uma cadeira, mas que nesse dia tinha sido movida.[4] Américo Tomás então Presidente da República chamou, então, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar.[5] Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, nunca manifestando sequer a suspeita de que já o não era - no que não era contrariado pelos que o rodeavam.[6]

 

Biografia cronológica

  • 1889: Nasce em Vimieiro, Santa Comba Dão.
  • 1914: Em Coimbra, conclui o curso de Direito.
  • 1918: Professor de Ciência Económica.
  • 1926: Após o golpe de 28 de Maio é convidado para Ministro das Finanças; ao fim de 13 dias renuncia ao cargo.
  • 1928: É novamente convidado para Ministro das Finanças; nunca mais abandonará o poder.
  • 1930: Nasce a União Nacional.
  • 1932: Presidente do Conselho de Ministros.
  • 1933: É plebiscitada uma nova constituição que dá inicio ao Estado Novo. Fim da ditadura militar.
  • 1936: Na Guerra Civil de Espanha apoia Franco; cria a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa; abre as colónias penais do Tarrafal e de Peniche - 1937: Escapa a um atentado dos comunistas.
  • 1939: Iniciada a Segunda Guerra Mundial, Salazar conseguirá manter a neutralidade do país.
  • 1940: Exposição do Mundo Português.
  • 1943: Cede aos Aliados uma base militar nos Açores.
  • 1945: A PIDE substitui a PVDE.
  • 1949: Contra Norton de Matos, Carmona é reeleito Presidente da República; Portugal é admitido como membro da NATO.
  • 1951: Contra Quintão Meireles, Craveiro Lopes é eleito Presidente da República.
  • 1958: Contra Humberto Delgado, Américo Tomás é eleito Presidente da República; o Bispo do Porto critica a política salazarista
  • 1961: 22/01, ataque ao navio Santa Maria por anti-salazaristas, que se asilam no Brasil logo após a posse de Janio Quadros; 04/02, assalto às prisões de Luanda; 11/03, tentativa de golpe de Botelho Moniz; 21/04, resolução da ONU condenando a política africana de Portugal; 19/12, a União Indiana invade Goa, Damão e Diu; 31/12/61 para 01/01/62, revolta de Beja.
  • 1963: O PAIGC abre nova frente de batalha na Guiné.
  • 1964: A FRELIMO inicia a luta pela independência, em Moçambique.
  • 1965: Crise académica; a PIDE assassina Humberto Delgado.
  • 1966: Salazar inaugura a ponte sobre o Tejo.
  • 1968: Salazar sofre um acidente e fica mentalmente desgastado.
  • 1970: Morte de Salazar.
  • 2007: Foi eleito o maior Português de todos os tempos, através de um concurso realizado na R.T.P. (Rádio e Televisão de Portugal)

 

Genealogia

                          Manuel Rebelo
                            |  
                         João da Fonseca   
                         |  | 
                         |  Catarina da Fonseca
                         |
                     António de Oliveira (1742-????)
                     |   |
                     |   |  Agostinho de Oliveira
                     |   |  |
                     |   Maria de Oliveira
                     |      |
                     |      Bárbara Dias
                     | 
                 Francisco de Oliveira (1771-????)
                 |   |
                 |   |   Pedro Faria
                 |   |   |   
                 |   Maria de Oliveira (1785)
                 |       |
                 |       Maria Josefa de Oliveira
                 |
         Manuel de Oliveira (1801-????)
         |       | 
         |       |          Manuel Ferreira
         |       |          | 
         |       |       Manuel Ferreira Coelho
         |       |       |  |   
         |       |       |  Ana da Cruz Coelho 
         |       |       |
         |       |    Manuel Ferreira (???)
         |       |    |  |
         |       |    |  |  Manuel Rodrigues de Brito
         |       |    |  |  |
         |       |    |  Maria de Almeida 
         |       |    |     |
         |       |    |     Antónia de Almeida
         |       |    |  
         |       Mariana Ferreira (ou Coelho)(????)
         |            |
         |            |
         |            |
         |           Luísa Coelho (????) 
         |
    António de Oliveira (1839-1932)
    |    |
    |    |
    |    |            José de Andrade (????)
    |    |            |                
    |    |       Manuel de Andrade (????-????)
    |    |       |    |
    |    |       |    Maria Marques (????) 
    |    |       |
    |    Teresa Pais (1809-????)
    |            |   
    |            |    Manuel de Abreu (????) 
    |            |    |  
    |            Maria Pais (????)  
    |                 |       
    |                 Isabel Castanheira (????)
    |
    |
    |           
ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR 
(1889-1970)
    | 
    |
    |
    |                 João de Lemos Sauvage e Abreu 
    |                 |    
    |            Plácido Faria de Lemos (????-????)
    |            |    |                    
    |            |    Francisca Michaella de Abreu
    |            |
    |    José de Lemos Sauvage (1807-????)
    |    |       |      
    |    |       |    ´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´ Francisco Coimbra
    |    |       |    |
    |    |       Joaquina Maria do Espírito Santo    
    |    |            |
    |    |            Josefa Maria Coelho de Oliveira 
    |    |       
    Maria do Resgate Sauvage (1845-1926)
         |     
         |       (pai incógnito) 
         |       |
         Felicidade Violante da Trindade de Jesus (????-????)
                 |
                 Ana Rita da Trindade
 
O Site oliveirasalazar.org tem um abaixo assinado
para que a Ponte 25 de Abril volte a ser ponte Salazar
 
 
 
 
 
 
 
 
Volta a polémica........
publicado por portuga-coruche às 12:40
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