Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Aqui a caridade faz-se com o bolso alheio

Autarca de Coruche justifica manutenção dos impostos com necessidade de garantir apoios sociais

O presidente da câmara de Coruche justificou hoje a manutenção dos impostos municipais com a necessidade de assegurar uma melhor redistribuição de riqueza e garantir a continuação das políticas sociais do município.

 

Dionísio Mendes reagia a um comunicado da concelhia local do CDS-PP, que critica o executivo socialista por manter as taxas e impostos municipais "pelo máximo que lhes é permitido", numa autarquia que tem "2,5 milhões de euros no banco".

 

O autarca disse à Lusa que o executivo a que preside e a Assembleia Municipal aprovaram a manutenção dos valores da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) cobrados em 2012, ou seja, de 0,7 por cento para os prédios não avaliados e de 0,4 por cento para os avaliados, quando o valor máximo definido pelo Governo passou para 0,8 e 0,5, respetivamente.


in Expresso

 

Incrível! Deixa lá ver se eu percebi:

 

- Em Coruche, todos os anos e conforme o regulamento das creches municipais, cobram mais 3% relativamente ao ano anterior, tendo em 4 anos passado de 100€ para os actuais cerca de 121€, um aumento de 25% em 4 anos. A vereação referiu que mesmo assim o valor está aquém daquele que é investido por criança, tendo o ano passado dito aos pais que se queixavam dos valores que não podia baixar, mas, este ano 15 famílias carenciadas vêem a sua mensalidade reduzida. Não sou contra os apoios a quem mais necessita mas não é correcto ser irredutível para uns e depois ir fazer boa figura a ajudar 15 famílias. Se não fosse possível baixar não reduziam para metade a mensalidade de 15 famílias, ponto. Ajudam 15 mas retiram a todas as outras. Se para uns é difícil pagar 60€, muito mais difícil será pagar 121€ para as restantes! Chegou a ser dito aos pais que pediam a redução do valor que, se achavam que pagavam muito não eram obrigados a permanecer na Creche Quinta do Lago (?!?) sempre podiam ir para a creche do estado no centro escolar ou ainda tentar outra das duas creches provadas (Canguru ou Lar S: José)!

 

- Em Coruche paga-se 100% da factura da água em resíduos sólidos, contra os cerca de 25-35% que se pagam noutras localidade, como por exemplo Salvaterra, porquê? Somos mais porcos?!. O argumento que me apresentaram alguns vizinhos é que estão a dar emprego a algumas pessoas que separam o lixo e que por isso já nem é necessário separa-lo. Assim tem lógica! Eu e os meus vizinhos e quase toda a gente que conheço e tenho falado sobre este problema decidimos deixar de separar o lixo (sim, separava tudo, juntava montes de embalagens na dispensa, sacadas de vidros e vidrinhos e levava depois tudo para o ecoponto), achamos que já pagamos mais do que o suficiente para que contratem pessoas para o separar, mas acima de tudo achamos que a facilidade com que nos cobram e fazem contas com o nosso bolso se deve à ideia que havendo uma lei já não se pode chamar roubo. Do mesmo modo que, se fosse legal a pena de morte já não seria considerando assassinato. 

 

- Agora é o IMI. É fácil arrebanhar tudo o que se pode quando se tem a lei do seu lado, mesmo quando se sabe face à crise e ao endividamento das famílias, 90% dos coruchenses tem problemas financeiros.

 

Quem tudo quer, tudo perde. Já não temos mais para dar e tudo o que pagamos é em esforço, estando a maioria das famílias em risco de incumprimento nos compromissos que tem, havendo o risco de nos tornarmos todos beneficiários da caridade que forçosamente andamos a sustentar.

 

Faça o que tem a fazer Sr. Presidente, mas não conte com o nosso apoio nem com a nossa simpatia ou compreensão quando estamos fartos de pagar impostos e, chamam-se impostos pela sua natureza de serem exigidos contra a nossa vontade, coercivamente retirados, sobre pena de haver penalizações!  Mais triste é quando tanto nos é exigido por quem elegemos para nos representar. Quem nos representa deveria defender-nos, lutar para que a nossa "carga" fosse mais leve! 

 

 

comentário:

De Neno Vasco a 10 de Novembro de 2012 às 09:54
Podem colocar aí 10% da factura da EDP. 10% do que pagamos é para rendas aos Municípios e Autarquias pela passagem de cabos de alta tensão. Em 2011 foram pagos 250 milhões de euros às autarquias.

O IUC , Imposto Único Automóvel, antigo imposto Municipal sobre Veículos, também reverte para os municípios assim como 70% da verba que advêm a cilindrada dos veículos de categoria B.
Cada cêntimo que estes senhores gastam vem dos nossos bolsos até os ordenados, mas estes senhores, como é patente pelo comportamento, não se vêem como administradores de coisa pública nem nossos zeladores e representantes mas como alguém que ganhou um prémio ao ser eleito. Ganharam o prémio do poder de realizar e mandar, de dizer não. Só discordo da parte do texto em que fala em caridade! Caridade agora chama-se "apoios sociais", chama-se solidariedade, mas caridade é visto como uma esmola e não como o nosso esforço de fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós.
publicado por portuga-coruche às 07:20
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Lagarto gigante perto de creche

Coruche: Um popular viu o animal no meio da estrada

 

 Florenço Cardoso, 59 anos, foi o primeiro a avistar o lagarto.

"Fiquei espantado quando vi o bicho, enorme, no meio da estrada. Mas se não me assusto com touros-bravos não era o lagarto que me ia apavorar." Foi assim que Florenço Cardoso, 59 anos, descreveu o que sentiu quando se deparou com um réptil de um metro e meio de comprimento, pelas 15h00 de ontem, na rua da Erra, em Coruche, a vinte metros de uma creche.

 

Florenço foi a primeira pessoa a avistar o lagarto de grandes dimensões, popularmente conhecido como varano (o seu habitat natural são algumas ilhas da Indonésia) e chamou a GNR.

Segundo fonte militar, o animal "terá escapado do circo que esteve na cidade há duas semanas, e os proprietários foram de imediato avisados".

Esta força policial, juntamente com os bombeiros de Coruche e o Serviço de Protecção da Natureza, capturaram o réptil e transportaram-no para o Instituto da Conservação da Natureza, em Alcochete, onde foi visto por uma equipa de veterinários.

"Há uma creche aqui perto e o bicho podia ter fome e atacar as crianças", contou ainda Florenço Cardoso ao CM.

"O bicho parecia um enorme jacaré. Nunca tinha visto nada assim" disse ao nosso jornal, impressionado, Laurentino de Carvalho, um reformado de 72 anos que também avistou o animal e acompanhou a sua captura. 

 

SÃO AGRESSIVOS E EXCELENTES CAÇADORES

 

Os varanos são lagartos de grandes dimensões, carnívoros e extremamente agressivos. Inserem-se no grupo do maior lagarto vivo dos dias de hoje – o dragão de Komodo, que habita na Indonésia. São répteis muito rápidos com os sentidos de visão e olfacto bastante apurados. Os varanos são mesmo considerados como o grupo mais evoluído dentro dos lagartos. São vistos como excelentes caçadores. 

 

 

Por:Sara C. Carrilho

in Correio da Manhã

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Creche transportou crianças sem condições de segurança

A creche de uma instituição dirigida pelo presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santarém transportou crianças com menos de 3 anos em condições de segurança muito precárias.

Durante cerca de um mês, os meninos percorreram diariamente cerca de 25 quilómetros entre Santarém e o Verdelho, duas vezes por dia, numa carrinha com 13 anos, onde os cintos de segurança não permitiam prender as costas das cadeirinhas de bebé, o que é um risco acrescido em caso de acidente.

Chegou ao conhecimento do nosso jornal um caso em que as crianças quase caíram para o chão quando o condutor foi obrigado a fazer uma travagem brusca, para não embater num carro que parou de repente antes de uma passadeira na Avenida do Brasil, junto à rodoviária.

“Reparei que as crianças ficaram praticamente penduradas nos bancos. Não caíram por mera sorte”, refere uma testemunha, que pede reserva de identidade.

Eliseu Raimundo, presidente da CPCJ e da Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural de Santarém, que gere a creche “Pim Pam Pum”, no Verdelho, reconhece que a situação “não foi a ideal”, mas frisa que a viatura “cumpre todos os requisitos legais em vigor”.

“Foi uma solução de recurso porque a carrinha com que prestamos este serviço avariou e está a ser reparada”, explica o responsável. Sobre o episódio relatado em concreto, diz não ter chegado ao seu conhecimento.

O transporte colectivo de crianças é regulado pela Lei nº 13/2006, que obriga as viaturas a “dispor de cintos de segurança com três pontos de fixação ou subabdominais”, o que não acontece neste caso, em que as cadeirinhas vão apenas presas ao nível da cintura.

Segundo Eliseu Raimundo, as instituições particulares de solidariedade social não estão obrigadas ao cumprimento de todos os artigos, tal como o são as empresas privadas.

“A carrinha está devidamente inspeccionada e legalizada para o serviço temporário que está a efectuar, apenas até a outra estar arranjada”, garante.

Entretanto, desde terça-feira, 12 de Abril, o transporte começou a ser feito numa viatura mais pequena, de apenas três lugares.

Os pais das crianças desconheciam a falta de condições de segurança da carrinha.

“Ninguém da creche nos avisou de nada, nem sequer que a outra carrinha tinha avariado”, disse a mãe de um dos meninos.

A entrega das crianças às famílias ocorre entre as 17h30 e as 18h30, mas a maioria dos meninos é entregue aos avós, que têm menos sensibilidade para reparar nas condições do veículo.

 

in O Ribatejo

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Quem é o presidente da câmara que mais dá aos seus filhos?

por Kátia Catulo
  
Em Portugal há 308 sistemas de acção social escolar - um em cada município. Nem sempre os mais ricos são os mais generosos. Veja em pormenor no documento ao lado

 

A partir desta quarta-feira, as rotinas estão de regresso. Às oito da manhã, os motores começam a roncar e a frota de autocarros da Câmara de Albufeira parte para ir buscar os alunos à porta de casa. A essa mesma hora, as crianças de Vinhais estão nos refeitórios à espera do pequeno-almoço. Às 15h30, a campainha toca e é hora de as crianças mergulharem nas piscinas municipais de Vila Nova de Paiva. E, como é o primeiro dia de escola, os miúdos de Ribeira de Pena já sabem que vão receber uma mochila nova com tudo aquilo de que precisam para estudar.

Alimentação, transporte, desporto, livros, bolsas de mérito, colónias de férias ou aulas de teatro são algumas das ofertas das câmaras aos seus alunos. O pré-escolar e o 1.º ciclo são as prioridades, uma vez que estão sob responsabilidade das autarquias, mas em boa parte dos casos os apoios também se estendem aos outros ciclos e aos estudantes universitários.

Há famílias que têm mais sorte que outras. Os benefícios não são iguais em todo o lado. Lisboa é diferente de Faro, Faro é diferente de Cinfães e Cinfães, por sua vez, é diferente de Aguiar da Beira ou de Nordeste, nos Açores. Cada câmara decide os benefícios que quer e pode dar aos seus alunos. Descobrir qual o município que mais investe na educação é portanto um tiro no escuro.

A única garantia é de que ao Estado compete assegurar os apoios na alimentação, no material escolar, nos transportes e alojamento dos mais carenciados. Tudo o resto fica ao critério dos autarcas. E é por essa razão que, em vez de um único sistema de acção social escolar para todo o país, existem 308 modelos diferentes: um para cada município. A diversidade de ofertas não significa que quem vive nas cidades mais pobres tem menos sorte que os habitantes dos concelhos mais ricos.


POBRES E GENEROS

As Mais dinheiro nem sempre quer dizer mais apoios. O i questionou as 21 câmaras mais ricas e as 21 câmaras mais pobres segundo o ranking do Instituto Nacional de Estatísticas, que elaborou a listagem dos municípios com maior e menor poder de compra - oito autarquias de cada uma destas listas conseguiram responder a tempo e revelaram todos os apoios que prestam na área da educação.

Vinhais, por exemplo, é considerado o município mais pobre do país, mas está à frente da maioria das autarquias. A câmara fornece diariamente refeições gratuitas a todas as crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, assegura o transporte dos estudantes até ao ensino superior, atribui bolsas de mérito em todos os ciclos e proporciona colónias de férias a crianças e adolescentes até aos 16 anos. Ribeira de Pena, o segundo concelho mais pobre, também está entre os que mais investe na educação - alimentação, transportes, férias, bolsas de estudo, material e livros escolares são alguns dos benefícios para os estudantes.

A riqueza não é, em regra, proporcional ao investimento que as autarquias fazem na área da educação. Até porque, na maioria das vezes, o contrário faz mais sentido: "Quanto mais pobre for o concelho, mais responsabilidades terá a autarquia em matéria de acção escolar", defende o presidente da câmara de Cinfães, José Pinto, que lidera um concelho onde 80% dos alunos são apoiados pela autarquia.

 

in iOnline

publicado por portuga-coruche às 07:05
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