Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Dor de garganta acaba em morte

Ribatejo: Família suspeita de negligência médica

 
Paula Moreira não se conforma com a forma como morreu o irmão, Júlio Ramalho (foto pequena). O jovem, de 18 anos, frequentava o 12.º ano na Escola de Salvaterra de Magos

Dor de garganta acaba em morte

Um dia depois de ter sido consultado no Centro de Saúde de Benavente, e de ser enviado para casa com medicação, um jovem de 18 anos, que se queixava de uma inflamação na garganta, deu entrada no Hospital de Santarém com uma infecção geral e em estado muito grave. Os médicos ainda o operaram de urgência, mas já não o conseguiram salvar. Júlio Ramalho morreu ontem de manhã. Os familiares suspeitam de negligência médica.

 

"Sentimos uma dúvida e uma injustiça muito grande. Se era só uma inflamação na garganta, como morre assim de repente com uma septicemia?", interroga-se Paula Moreira, irmã da vítima. Júlio Ramalho vivia com a mãe e um irmão, em Marinhais, e frequentava o 12º ano na Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos. Na manhã de sexta-feira (dia 9), decidiu ir ao Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Benavente, por sentir a garganta inflamada. "Foi atendido e enviado para casa com medicação", explicou Luísa Portugal, directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria.

No dia seguinte, a mãe foi dar com ele na cama, "com a boca a ficar roxa e sem forças para se levantar". Dado o alerta para os bombeiros, o jovem teve de ser transportado ao colo para a ambulância e sujeito a manobras de reanimação.

Quando deu entrada no Hospital de Santarém, o seu estado era já muito grave. Foi submetido a intervenção cirúrgica urgente, colocado em coma induzido e internado nos Cuidados Intensivos. Apesar dos esforços, acabou por morrer ontem, às 09h30. Fonte do hospital disse ao CM que a morte se deveu à falência de órgãos vitais, provocada por uma doença infecciosa, que não põe em causa a saúde pública.

Apesar das dúvidas, a família do jovem decidiu não solicitar a realização de autópsia. O funeral de Júlio realiza-se hoje, às 14h00, na Igreja de Marinhais.

 

ESTUDANTES DESCONFIAM DA MEDICAÇÃO

A morte de Júlio César Ramalho deixou a população de Marinhais e a comunidade escolar de Salvaterra de Magos em choque. O jovem terá dito a alguns colegas da escola que "tinha levado uma injecção" no Centro de Saúde (CS) de Benavente, o que os levou a suspeitar de que a sua morte possa ter sido provocada por uma alergia a esse medicamento. Mas os responsáveis do centro de saúde asseguram que apenas foi prescrita medicação para o jovem tomar em casa.

 

 

Por:Francisco Pedro

in Correio da Manhã

 

 

Os meus sentimentos para a família e amigos.

Aguarda-se que se esclareça o que se passou, para que, se possível, se evite cometer o mesmo erro novamente.

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

As desventuras de um utente “inexistente” do Centro de Saúde de Coruche

Paulo Gafaniz é uma das 1800 pessoas que ficou sem médico de família após a aposentação de um clínico

“Nós só servimos para pagar impostos e não temos nada em troca”, lamenta o utente de Coruche. No Centro de Saúde local, não tem direito a assistência médica.

 

Paulo Gafaniz é um utente “inexistente” para o Centro de Saúde de Coruche (CSC). É essa a mensagem que deixa a máquina de senhas à entrada do estabelecimento de saúde quando o habitante de Coruche coloca o cartão de cidadão na ranhura. Como Paulo Gafaniz estão mais 1800 utentes do concelho de Coruche desde que um médico se aposentou no final de 2010. Na mesma situação está ainda a população da freguesia da Lamarosa, que sofre dessa lacuna há mais tempo.

O caso de Paulo Gafaniz é exemplificativo da situação com que se deparam os utentes que não têm médico de família. Pelas 15h30 de dia 9 de Fevereiro o utente dirigiu-se ao CSC a conselho do médico neurocirurgião que o acompanha devido a um problema de coluna lombar. Suspeita-se que tenha líquido entre a bacia e a coluna. As dores são insuportáveis. O utente precisa de uma injecção e de realizar mais exames.

“Quando vejo que o cartão diz que sou inexistente, reclamo e informam-me que sem médico de família não tenho direito a assistência no Centro de Saúde. Pedi o Livro de Reclamações, que estava trancado numa sala a que só tem acesso a chefe administrativa, e a muito custo disponibilizaram-mo”, conta Paulo Gafaniz.

O utente de Coruche declara-se revoltado. Não imaginava que pudesse passar por situação idêntica e pela contingência daqueles que, não podendo recorrer ao serviço privado, podem ficar sem assistência médica.

Perante a falta de mais um médico, a directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria II já tinha esclarecido a O MIRANTE (ver edição de 10 de Fevereiro) que a única hipótese era continuar a tentar convencer médicos de empresas de prestação de serviços a irem dar consultas para Coruche. Tarefa que Luísa Portugal confessa estar a ser muito difícil, dada a distância de Coruche dos grandes meios urbanos.

Paulo Gafaniz não se conformou. Na noite de 9 Fevereiro, regressou ao Centro de Saúde de Coruche, pois às 21h30 já se encontra a funcionar o Serviço de Atendimento Permanente (SAP). Mas o nome do serviço não correspondeu às expectativas, já que a resposta que obteve foi a mesma da tarde, mas de forma mais insensível. “Pedi ao médico que me ajudasse e disse-me, com grande insensibilidade, que saísse do consultório e voltasse no dia seguinte para falar com alguém da área administrativa”, conta o utente.

Paulo Gafaniz voltou a pedir o Livro de Reclamações. Mais uma vez esperou que fosse alguém destrancá-lo de uma sala. A consulta ficou paga, mas o utente regressou a casa sem ser consultado. Por esse motivo, garante que vai “continuar a mover montanhas” para denunciar a situação, seja a falta de médico ou a dificuldade em aceder ao Livro de Reclamações.

“Não se deviam conter custos na saúde e é mesmo aí que eles estão a ser retirados, onde as pessoas mais precisam. É uma incapacidade de lidar com o sistema da parte de quem nos gere. Nós só servimos para pagar impostos e não temos nada em troca”, lamenta o utente de Coruche. Desde dia 9 de Fevereiro que Paulo Gafaniz está em período de férias para descansar e realizar os exames passados pelo seu neurocirurgião. Passa grande parte dos dias de cama, devido às fortes dores, onde conta com o apoio da esposa.

 

in O Mirante

 

 

publicado por portuga-coruche às 08:00
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Centro Saúde de Coruche não passa receitas - Dr. Baião

Se o médico de família se reformou, não se passa receitas aos seus pacientes

Desde que o meu médico de família se reformou, estou com enormes dificuldades em conseguir uma receita de medicamentos para o meu pai, que sofre de epilepsia, e como tal não pode passar sem eles.
O centro de saúde de que somos utentes, apesar da previsibilidade de tal acontecimento, deixou todos os doentes do anterior, sem médico de família. Como se tal não bastasse, não oferece qualquer solução para aqueles que, como o meu pai, dependem de medicação obrigatória. O custo dos mesmos é demasiado elevado (70.00€) para que ele o possa suportar sozinho, ainda mais quando toda a vida entregou a tempo e horas uma percentagem (e não foi pouco!) do seu salário ao estado, o qual lhe parece ter virado as costas.
Alguém já ouviu falar de “substituto”? Parece indicado para casos destes admitir um outro profissional ou distribuir, se for possível, os doentes pelos que estão em funções. Mas aquilo que parece lógico não faz sentido num país onde o estado apenas vê os cidadãos como financiadores de um défice que o mesmo criou.
 
                              cidadã de uma Vila do Ribatejo
 
 
in Azaritos por aqui e por acolá
 
"Beuxa Nebes" dona do Blog "Azaritos por aqui e por acolá" (um blog de queixas e reclamações), enviou este post, referindo-me que se tratava de alguém de Coruche (mas que assina cidadã de uma vila do Ribatejo!) e que o médico que se reformou foi o Dr. Baião (coisa que também não é referido no texto).
O testemunho desta senhora reflecte o estado do nosso sistema de saúde e o receio com que nós tratamos os assuntos com o estado. Não é por acaso que a senhora até teve receio de dizer que isto se passa em Coruche. Então se descaradamente não se importam com um idoso e tratam estes casos com tanta frieza imaginem que falamos em nomes e em coisas concretas, até nos comem vivos......
Sei que a ERS - Entidade Reguladora da Saúde tem um livro de reclamações On-line, porque é que a cidadã não começa por fazer uma reclamação e depois nos dá algum feedback do aconteceu?
Pode contar com o apoio na divulgação desta situação e não tenha medo de dar a cara, porque o que estão a fazer com os nossos doentes é desumano. Tratam as pessoas que tem necessidades e estão doentes como não tratam os marginais.....
publicado por portuga-coruche às 07:05
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