Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Paula Neves, presa em Tires

Lisboa: Doze vítimas foram ontem reconhecer burlona à PSP

Burlona deixou vítimas entre a vida e a morte

Fazendo-se passar por empresária ou advogada, Paula Neves seduziu, drogou e roubou dezenas de vítimas, de norte a sul do País. No caso dos homens, seduzia-os pela internet e adormecia-os com comprimidos que colocava em bebidas. Depois roubava-os.

  

Por:Magali Pinto

 

Paula Neves está em prisão preventiva na cadeia de Tires. Ontem, posou e sorriu para a objectiva do ‘CM’  (Eu também gostaria de ver o Filipe Barroso a sorrir, eu e a família dele, mas mesmo que quizesse sorrir não pode, não é?)

O excesso de dosagem deixou vítimas amnésicas, algumas entre a vida e a morte. Doze delas foram ontem à tarde reconhecer a burlona à Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa.

"Eu trabalhava num hotel e ela disse que era advogada. Conseguiu convencer-me a almoçarmos juntas. A meio da tarde, deu-me um chá e foi aí que apaguei totalmente. Ela abandonou-me no estacionamento do Almada Forum completamente inconsciente. Só acordei no hospital. O pior foi que lhe dei o código dos cartões de multibanco. Fiquei sem 400 euros", lamentou M.T., uma das duas mulheres que ontem foram à PSP. Paula Neves, de 40 anos, presa preventivamente desde Novembro do ano passado, foi reconhecida pelas vítimas.

B.M., de 45 anos, bombeiro em Alhandra, foi um dos homens seduzidos pela burlona. "Ela disse--me que era uma das gerentes do El Corte Inglés. Era uma pessoa muito agradável. Convidou-me para ir a casa dela e depois deu-me uma bebida. Saímos de casa e a partir daí não me lembro de mais nada. O veneno parou-me. Quando acordei, já não tinha os 600 euros que tinha no cartão e na carteira", contou ao CM a vítima de burla. Hoje [ontem] não tive qualquer problema em reconhecê-la", acrescentou.

O reportório de Paula Neves é vasto. Utilizando vários esquemas, conseguiu roubar homens, mulheres e taxistas e ainda burlar hotéis. Um mês antes de ser detida pela PSP numa pensão em Setúbal, Paula foi a casa de uma idosa e, fazendo-se passar por técnica da Segurança Social, conseguiu roubar--lhe 1700 euros. A mulher, de 79 anos, adoeceu e entrou em coma.

 

 

in Correio da Manhã

 

Vejam mais posts sobre esta burlona (suspeita do assassinato do taxista coruchense Filipe Barroso) aqui no Portuga-Coruche:

 

  • Paula Neves: A mulher das mil identidades

    23 Nov 2010 por portuga-coruche

    [O conto do vigário da 'doutora' burlona Paula Neves criou enredos de filme. Drogou, enganou e]

  • Burlona assassina continua a fazer vítimas

    22 Nov 2010 por portuga-coruche

    [Seduz e rouba chefe da PSP entre quinze novas vítimas Paula Neves atacou de norte a sul até à]

  • Figueira da Foz: Paula Neves continua em liberdade e a fintar a justiça

    11 Nov 2009 por portuga-coruche

    [Ricardo Almeida Filha de uma prostituta, Paula Neves cresceu no Casal Ventoso, Lisboa. Chegou a]

  • Paula tem novo caso

    12 Nov 2009 por portuga-coruche

    [Nuno André Ferreira Paula Neves é suspeita de praticar centenas de burlas em todo o País Viseu: PSP]

  • Burlona faltou a julgamento

    04 Jun 2009 por portuga-coruche

    [Paula Neves, uma mulher de 38 anos suspeita de ter cometido dezenas de burlas por todo o país]

  • Morte de taxista coruchense associada a burlona

    15 Fev 2009 por portuga-coruche

    [ deixar rasto. Ao ver, no CM, a fotografia da burlona Paula Neves, a família acredita tratar-se da mesma]

  • Mais histórias da burlona assassina que continua à solta

    23 Mar 2009 por portuga-coruche

    [ sopas para emagrecer Março 2009 - 00h30 Lagos: Septuagenários enganados pela burlona Paula Neves Drogou]

  • Testemunho de outro taxista burlado

    23 Fev 2009 por portuga-coruche

    [ a própria família", por causa de Paula Neves, a ‘burlona da net’. "Ainda hoje estou a pagar por isso]

  • publicado por portuga-coruche às 07:00
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    Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

    Paula Neves: A mulher das mil identidades

    O conto do vigário da 'doutora' burlona

     



    Paula Neves criou enredos de filme. Drogou, enganou e seduziu dezenas de pessoas tendo a simpatia como arma. Arrecadou dinheiro, mobília, carros.


    O veículo que auxiliou a fuga no dia do casamento não se apoiava em quatro patas como dita a cartilha das evasões no grande ecrã. Paula Cristina Nunes da Silva Neves, então com 32 anos, não só optou pelo táxi do futuro marido para abalar, como levou a eito dois vestidos de noiva – carregou tudo o que coube no carro de praça, inclusive peças de mobiliário dos sogros. Para trás, deixou um rasto de palavras começadas pela letra D. Dívidas, desilusão e dor.

     

    Filha legítima do Casal Ventoso, em Lisboa, nunca foi uma romântica. Não se prende à televisão para consumir comédias que puxam a lágrima fácil ao domingo à tarde. Isso vale zero para uma mulher capaz de realizar o seu próprio filme – uma película que viria a ter várias sequelas. Na hora da partida, quando um noivo apaixonado e 150  convidados a aguardavam na igreja do Mosteiro da Batalha, a burlona já não tinha que fingir. Só tinha que fugir. Para trás deixou sem pena a distinta ‘Paula Garcia’, natural de Mangualde, personagem que durante oito meses encarnou. Nessa altura, um novo episódio estaria a começar para uma mulher 'que sofreu muito na vida, mas que reagiu e se soube adaptar' – como revelou em Fevereiro ao CM. Um drible ao destino cheio de jogadas e truques. E de novos equipamentos. A adaptação exigiu outro nome, guarda-roupa e pintou-lhe o cabelo de cor diferente, mas manteve idêntica arte. Paula Neves é um camaleão. À semelhança do lagarto, também é pela língua que apanha as presas – gosta muito de falar. 'E de reinar. Quando está de bom humor é uma conversadeira, ao pé dela não havia tristeza', diz-nos quem conviveu com a burlona durante os anos em que esteve casada com o pai de quatro dos seus cinco filhos. 'Podia ter muitos defeitos, mas se um dos meninos estava doente corria os hospitais todos. Claro que também os deixava com o pai e desaparecia meses a fio'. Sabe-se que deixou a mais nova à porta de familiares quando o bebé não tinha sequer um mês de vida. Cumpriu o mito urbano – substitua-se o tabaco pelo pão.

     


    Terá dito que ia à padaria mas não mais regressou.

     

    O ex-companheiro – estiveram juntos seis anos – 'foi um santinho que nunca lhe levantou um dedo que fosse, adorava--a'. Não seria o único. 'Era daquelas mulheres que fazia os homens voltar a cabeça na rua, deixava-os loucos'. Olhos verdes são traição, chorava a cantiga e lamentam todos os que se cruzaram com 'a mulheraça' de peso que tinha a seu favor 'um olhar doce'. Doçura que estendia à voz, aos gestos e à preocupação para com os outros. Uma prostituta que deitou a vida na Artilharia 1 e na zona do  Técnico, em Lisboa, e se transformou numa 'doutora' de pasta e portátil no braço.
    'Não dava para desconfiar', garante Inês, que conheceu Paula em 2005, já a burlona tinha trocado o loiro pelo cabelo escuro com madeixas.
    Apresentou-se como ‘Vera Lúcia’, fiscal de obras públicas da Câmara Municipal de Lisboa que queria alugar um apartamento. 'Contactou-nos por causa de um anúncio que pusemos no ‘Ocasião’. Disse que era da Figueira da Foz. Logo à entrada deu-me dois meses adiantados, ainda nem tinha visto a casa. Mas nunca deu os documentos'. Em  menos de um fósforo, a amável ‘Vera’ tornou-se parte da família.


    'Como é que não ia acreditar nela? Tinha amigos importantes, milhões de contos no banco e um cargo de prestígio'. A simpatia foi a arma do delito e disparou para todo o lado. 'Acabou por conhecer toda a gente com quem nos relacionávamos e tornou-se amiga dos nossos amigos. Em dois meses ficou a saber tudo sobre nós: o que fazíamos, o que gostávamos, o que receávamos. Conseguiu entrar na nossa vida e virá-la do avesso'. Inês nunca mais se lembrou dos documentos para o contrato de aluguer. 'Passou-me, a ‘Vera’ era uma pessoa espectacular, boa de mais para ser verdade, até ao meu casamento foi'. As qualidades somavam-se e os presentes também. 'Levava-nos de táxi para todo o lado, oferecia telemóveis e até uma máquina de filmar. Prometeu que nos arranjava um emprego na Câmara, ficou com os nossos currículos'.

     

    Explicava o saldo generoso com o facto de 'receber por fora para não fiscalizar certas obras'. Convidava frequentemente Inês para ir ao Banco de Portugal e incentivou-a a dar dinheiro para uma instituição de solidariedade com a qual dizia colaborar. Todos se deixaram seduzir pela burlona.

     

    'Se nos doía o estômago, fazia uma canjinha e levava a nossa casa, até deu um carro telecomandado ao meu filho e nos anos dele disse-lhe escolher o bolo que quisesse. Só
    começámos a desconfiar porque um amigo nosso, que lhe foi arranjar o computador, viu que os ficheiros tinham o nome Paula Neves. Em vésperas de Natal, Inês encostou-a contra a parede. 'Disse que achava tudo muito estranho. Nunca mais a vimos. Quando arrombei o apartamento deparei-me com cuecas e sutiãs no chão e restos de comida com bichos. Deve ter saído à pressa'. Com trezentos euros dos ‘amigos’.

     

    Jorge chora ainda um prejuízo de 15 mil euros, provocado pela 'doutora juíza que ela dizia que era'. É taxista, um dos alvos privilegiados da burlona. Com o cabelo mais comprido, fingiu ser ‘Lina Felizardo’ que, a par da carreira nos tribunais, seria ainda dona de 'muitas lojas de telemóveis nos centros comerciais'. No táxi falava muito, o caminho todo. 'Era uma senhora muito educada, não dava para desconfiar que não
    era doutora, até falava dos casos que julgava'. Na primeira saída,


    Paula cativou Jorge com uma gorjeta generosa que lhe encheu o bolso. 'E convidou-me para jantar. Pedimos uma espetada de lulas e ela espichou as gambas para o meu prato. O que é que eu achei? Que ela não gostava, então comi. Agora sei que foi aí que me começou a experimentar, a ver se eu comia o que ela me dava'. Estavam lançados os dados para a burla que o deixou na miséria. 'Depois disso voltou a ligar-me, a pedir para
    a ir buscar às 8h30 ao Hotel da Cartuxa, em Évora, mas ao longo do caminho foi sempre mudando de itinerário. Até fingiu estar ao telemóvel com o gerente do banco para ele arranjar notas de 5 euros para as lojas'. Ao pequeno-almoço lançou a cartada final. 'Eu queria ir fumar um cigarro mas ela disse que eu precisava de comer e já trazia o sumo
    que trazia a droga [‘drink spiking’]. A seguir ainda me foi levar ao hospital'.
    Jorge sobreviveu. Fernando Conceição, de Lisboa, também, mas o taxista do Montijo, Filipe Barroso, não teve a mesma sorte. Coincidência ou não, sucumbiu a um AVC, um mês depois de Paula ter usado com ele a artimanha. Os homens que burlou engrossaram as noites de urgências no hospital. Nas redes sociais da internet, onde esteve inscrita para angariar vítimas, mudava de máscara depois de cada regresso, depois de cada burla. Trocava o nome. Os gostos. Os vícios. A vida. E esquecia o que ficara para trás. Não se sabe onde está neste momento. 'É um anjo em um terço do corpo'. Um corpo com muitos quilos.



    'ATÉ ACEITOU O SENHOR, NA IGREJA EVENGÉLICA'

    Em Junho de 2008 as vítimas foram o casal Pacheco, de Lagos, a quem Paula prometeu comprar uma casa que tinham à venda. 'Disse que era neta de uns alemães que tinham vendido uma fábrica e que ia receber um milhão e meio de herança. Ficou quatro dias na nossa casa, cozinhou para nós e para os nossos amigos, fez bolos e pudins'. Drogou os idosos e levou-lhes 15 mil euros. 'Como não íamos acreditar nela? Era doutora,
    psicóloga no Curry Cabral, marcou-nos um TAC no hospital e até aceitou e recebeu o Nosso Senhor na Igreja Evangélica.'


    'SÃO PERSPICAZES A ENTENDEREM AS FRAGILIDADES':

    Catarina Mexia, psicóloga e terapeuta familiar


    O que distingue estas pessoas?


    Têm uma facilidade muito grande em estabelecer relações, são muito empáticas e são extremamente perspicazes a perceberem as zonas de fragilidade das outras pessoas, não precisam de muito para entender o que precisam.

     
    Como escolhem os alvos?


    Como conseguem entender as necessidades das pessoas com quem interagem, isso leva-as a escolher pessoas carenciadas a nível afectivo, independentemente da idade.

    Como conseguem manter a farsa?


    Estas pessoas contam mentiras nas quais elas próprias passam a acreditar. E quando assim é, é relativamente fácil de manter. Quando existe esta personalidade psicopata há uma colagem tão grande à realidade que criam que quem está de fora não encontra  incongruências entre aquilo que a pessoa diz e a forma como ela age.

    Paula cresceu no Casal Ventoso, entre a avó e um lar. Isso ajuda a explicar alguma coisa?


    Faz todo o sentido. Estas personalidades estruturam-se em situações de muita violência psicológica e quase que para sobreviverem têm de criar realidades alternativas àquela em que existem. Dissociam-se da realidade em que estão de forma constante.


    Está relacionado com um QI elevado?


    Às vezes não é uma questão de inteligência, é uma questão de esperteza. Essas pessoas, porque estiveram permanentemente em perigo, aprenderam a ler muito bem os sinais do mundo que as rodeia e, principalmente, os sub-sinais, o que lhes permite antecipar os comportamentos dos outros.


    CM DEU NOTÍCIA EM 2002


    'Raptaram-me a noiva', exclamou o noivo ao CM em Maio de 2002, depois de Paula ter
    faltado ao casamento. A peça conta que a festa custou milhares de contos e que a  amília enganada degustou, na mesma, o copo-de-água. Um dia antes, Paula posou para uma sessão de fotos, vestida de noiva, o que muito estranhou os proprietários do estúdio. 'Não é muito usual fazer-se isso'.

     


    'DISCURSO COERENTE SEM MEMÓRIA'


    Pela ala de psiquiatria do Hospital de São Teotónio, em Viseu, já passaram três vítimas da burlona. Um deles ainda permanece, desde o dia 21 de Janeiro, à espera de que alguém o vá buscar. Foi, então, encontrado na via pública sem qualquer documentação e, três meses volvidos, ainda nãosabe quem é. 'Tem um discurso bastante coerente e fluido mas demonstra grande preocupação com a falta de identidade. Várias vezes pergunta quem é, em outras ocasiões fala das vivências diárias da instituição mas não fala do passado. Anda livremente pelo hospital e tem melhorado imenso, a cada dia se nota', revelou fonte do Hospital.


    ATACOU DE NORTE A SUL DO PAÍS


    No Hotel da Cartuxa, em Évora, conquistou os funcionários com notas de cinco euros, no início do ano. Método semelhante usou numa pensão em Portimão dois anos antes, em Junho de 2007. Em Santarém, morou na casa de uma divorciada que lhe contou tudo... até o código multibanco. Em Fevereiro apareceu para ajudar as autoridades a identificar o idoso amnésico de Viseu. Como se apresentou de livre vontade – conforme a terá aconselhado um amigo da PJ – saiu em liberdade. Mas teve de cear com os sem-abrigo.

     

    Por: Marta Martins Silva

    In Vagueando na Notícia

     

    publicado por portuga-coruche às 08:55
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    Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

    Burlona assassina continua a fazer vítimas

     Seduz e rouba chefe da PSP entre quinze novas vítimas

     

     

     

    Paula Neves atacou de norte a sul até à última semana. Drogava homens que atraía na internet.

     

     

    in Correio da Manhã

     

     

    Quer dizer que está burlona depois de matar algumas pessoas e atentar contra outras tantas ainda continuava à solta ?! Só espero que já esteja presa, porque isto só em Portugal?! Se uma mulher consegue escapar tão facilmente aos tribunais e às polícias então está explicado porque é tão fácil aos mafiosos terem grandes vidas à custa de quem trabalha e do autismo do estado.

     

    Aqui em Coruche ainda não esquecemos Filipe Barroso nem o mal que esta criminosa lhe fez a ele, à família e amigos.

     

    Na Batalha, deixou Paulo, o seu noivo, no altar, tendo burlado o jovem do Pombal em cerca de 150 mil euros, não tendo comparecido no dia do casamento, nem ela nem os 200 convidades que alegava que viriam da sua parte.....

    Segundo o CM (CM online, 13-02-2009), Paula Neves viveu no Bairro da Fonte em Lisboa, já teve 5 filhos, o primeiro de pai incognito, foi dado para adopção, os outros quatro tem entre 15 e 20 anos e vivem com o pai em Lisboa.

    Foi durante vários os anos prostituta.

    Nos seis anos que viveu com o pai dos seus filhos, Paula "desaparecia durante períodos de cinco ou seis meses. Depois voltava como se nada fosse", conta uma prima.

    Paula e a irmã foram criadas num lar da Misericórdia. A mãe também era prostituta.

    publicado por portuga-coruche às 07:00
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    Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

    Dupla droga e burla operária

    Almeirim: Ficou sem mil euros em ouro e 50 euros em dinheiro

     

     

    A vítima conta que as duas burlonas lhe disseram que tinha “um feitiço à porta”

    Uma operária de 34 anos, residente em Almeirim, foi drogada e burlada por duas vendedoras ambulantes que lhe roubaram mais de mil euros em ouro e 50 euros em notas. Pelo modo de actuar, tudo indica que se trata das mulheres procuradas pela PSP por crimes semelhantes em Leiria, Pombal e Peniche.

     

    Por:João Nuno Pepino

     

    Na manhã do crime, Dina (nome fictício) abriu a porta a duas vendedoras de roupa que andavam de porta em porta. "Uma disse que eu tinha um feitiço à porta, que alguns vizinhos me queriam fazer mal, mas podia fazer uma reza especial para quebrar a maldição", conta a vítima ao CM, referindo que as mulheres tinham entre os 35 e os 50 anos, aparentavam ser de etnia cigana e eram bem-falantes.

    Deixou-as entrar em casa e recorda-se de que lhe pediram 50 euros para "uns quebra feitiços" e lhe sopraram um pó para a cara, parecido com cinzas de papel. "Devo ter inalado qualquer coisa que me deixou fora de mim, porque perdi a noção do que estava a fazer e obedecia a tudo o que diziam", acrescenta Dina, que entregou às mulheres objectos de ouro e roupa íntima.

    As burlonas estiveram dentro de casa entre as 11h30 e as 13h30, mas Dina ficou "desorientada o dia todo". "Disseram para ir ter com elas às 18h00, ao Lidl, e eu fui. Como não apareceram, percebi a asneira que tinha feito", acrescentou a mulher.

     

    in Correio da Manhã

     

     

    publicado por portuga-coruche às 07:00
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    Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

    Paula tem novo caso

    Paula Neves é suspeita de praticar centenas de burlas em todo o PaísNuno André Ferreira  Paula Neves é suspeita de praticar centenas de burlas em todo o País

     
     

    Viseu: PSP remeteu ao Ministério Público processo dos três homens drogados

    Paula tem novo caso

    O Ministério Público (MP) já recebeu o processo em que Paula Neves, a ‘burlona da internet’, é acusada de ter drogado e roubado três homens em Viseu, em Fevereiro. As vítimas foram hospitalizadas com amnésia e uma delas, de 60 anos, recuperou passados oito meses. Espera-se que este caso chegue a tribunal, para se juntar a outros que decorrem contra a mulher.
     

    Segundo revelou ontem ao CM fonte da PSP, o processo já foi enviado ao MP, que agora terá de decidir se acusa ou não a mulher, de 39 anos, procurada por centenas de crimes semelhantes praticados em todo o País, alguns após conhecer as vítimas através da internet. Foi na sequência do caso de Viseu que Paula Neves acabou por se entregar na PSP da Serafina, em Lisboa, tendo confessado alguns dos crimes.

    Foi posta em liberdade e as polícias e os tribunais nunca mais souberam do seu paradeiro. A ex-prostituta, que devia estar a ser julgada no Tribunal de Santarém – por ter enganado a mulher que lhe arrendou um quarto –, faltou por duas vezes ao julgamento, que, por isso, foi adiado sem data marcada. Neste momento, é procurada para ser notificada.

    Aliás, foi já durante este período, na semana passada, que cometeu pelo menos mais um crime, na Figueira da Foz, onde drogou e roubou um taxista. A vítima, Ernesto Cardoso, 61 anos, voltou terça-feira à praça de táxis: "Ainda sinto que a minha cabeça falha e não tenho nenhuma memória do tempo em que estive apagado", referiu.

    A burlona está indiciada por crimes tão diversos como burla, ofensa à integridade física, posse de estupefacientes (fármacos), furto, burla informática, dano e subtracção de documento. A maioria dos processos está ainda em fase de investigação.




     

    Carlos Ferreira/Luís Oliveira

     

    in Correio da Manhã

     

    É assim tão difícil apanhar esta criminosa ?! Se divulgassem fotos e mandado de captura era apanhada em três tempos. Mas isso não é possível porque este país está cheio de leis e leizinhas e depois ela ainda tem os seus direitos, só quem não tem direitos são as vítimas, algumas das quais nem podem comparecer nem agora nem nunca.

    publicado por portuga-coruche às 15:57
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    Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

    Figueira da Foz: Paula Neves continua em liberdade e a fintar a justiça

    Ricardo Almeida  Filha de uma prostituta, Paula Neves cresceu no Casal Ventoso, Lisboa. Chegou a prostituir-se e agora dedica-se ao crime. Última vítima foi Ernesto Cardoso

    Filha de uma prostituta, Paula Neves cresceu no Casal Ventoso, Lisboa. Chegou a prostituir-se e agora dedica-se ao crime. Última vítima foi Ernesto Cardoso
     

    Figueira da Foz: Paula Neves continua em liberdade e a fintar a justiça

    Falta a tribunal e droga taxista

    Na altura em que devia estar a ser julgada em Santarém, durante a última semana, a burlona Paula Neves passeava-se pela Figueira da Foz, onde drogou e roubou mais um taxista. A vítima só acordou no Hospital de Vila Nova de Gaia, após sofrer um acidente de que não se lembra, que aconteceu pouco depois de beber um sumo oferecido pela mulher.

     

    Ernesto Cardoso, 61 anos, voltou ontem à praça de táxis da Figueira da Foz, mas ainda não se sente completamente restabelecido depois da "peripécia" em que esteve envolvido, na última sexta--feira. "Ainda sinto que a minha cabeça falha, mas não tenho nenhuma memória do tempo em que estive apagado", explicou ao CM.

    O taxista recorda-se de ter entregado à burlona um anel e uma aliança, que retirou do dedo, e 105 euros que tinha no bolso das calças. "Não consigo explicar por que o fiz, sei apenas que isso aconteceu logo depois de ter bebido o sumo de laranja que ela me deu e que devia estar drogado..."

    Segundo Ernesto Cardoso, Paula Neves é "conhecida" na praça de táxis da Figueira da Foz por ser "uma cliente rotineira", onde os taxistas a tratam por "doutora". Já esteve várias vezes na cidade, por períodos de vários dias, alojada em hotéis. Foi, aliás, um dos taxistas que a reconheceu, numa fotografia publicada na sexta-feira no CM, a relatar a sua ausência no Tribunal de Santarém, onde devia ser julgada por ter enganado a dona de um quarto que tinha arrendado.

    "Quando olhei para a fotografia reconheci-a logo, apesar de agora ter o cabelo mais escuro e avermelhado", contou o taxista, que, entretanto, leu várias notícias publicadas desde Fevereiro sobre o modo de actuação da burlona, relatadas por algumas das suas vítimas, dispersas por todo o País.

    "Podia ter morrido com a droga que ela colocou no sumo. A minha salvação foi ter chocado com o carro onde seguia uma médica, que me viu sentado ao volante a dormir."

    JÁ ABANDONOU NOIVO E CAUSOU VÁRIAS AMNÉSIAS

    A mulher, de 39 anos, é suspeita de ter drogado e burlado centenas de pessoas em todo o País. Algumas das vítimas são taxistas, outras homens que conheceu através da internet. Tem processos a decorrer em vários tribunais, estando indiciada de crimes tão diversos como burla, ofensa à integridade física, posse de estupefacientes (fármacos), furto, burla informática, dano e subtracção de documento. Em Fevereiro, apresentou-se na PSP da Serafina, em Lisboa, após ter roubado e drogado três homens que foram hospitalizados em Viseu. Uma das vítimas, um homem de 60 anos, ficou com amnésia e esteve internada oito meses, até ser identificada e transferida para Espanha, de onde é natural. Outra das vítimas foi um jovem taxista de Pombal, que se perdeu de amores pela burlona e foi abandonado no altar.

    VIAGEM LONGA IA ACABANDO EM TRAGÉDIA

    Paula Neves foi ter com o taxista à praça , à tarde, e pediu-lhe para a levar a Aveiro, depois de passarem pelo hotel onde estava alojada. Foram para Aveiro e depois para o Porto, parando na rua de Santa Catarina e num centro comercial na Foz. Prosseguiram para a rodoviária de Vila Nova de Gaia, onde ela esperava uma amiga. Às 18h50, o taxista telefonou para casa, a avisar que chegaria tarde e aceitou o sumo oferecido pela burlona, que o deixou "meio a dormir". Pegou no táxi e pouco depois chocou com o carro de uma médica que o socorreu. Só recuperou a consciência no dia seguinte, no hospital.

    PORMENORES

    SOFRE DE DIABETES

    Ernesto Cardoso sofre de diabetes há 14 anos, sendo insulino-dependente. A burlona sabia e mesmo assim drogou-o.

    DÍVIDA NO HOTEL

    Paula Neves esteve cinco dias alojada num hotel da Figueira da Foz. Deixou objectos no quarto e foi-se embora sem pagar a conta.

    QUEIXA NA PSP

    O taxista apresentou queixa na PSP de Vila Nova de Gaia e vai fazer exames médico-legais. Foi ele que disse aos agentes quem o burlou e drogou.




     

    Isabel Jordão

     

     

     

    in Correio da Manhã

     

    Só mesmo em Portugal! Se não conseguem apanhar uma mulher burlona como vão apanhar os "Barões" e "Padrinhos" que ganham fortunas com drogas, tráfico de armas e prostituição ?!

    Utilizem as tags (burlona, por exemplo) para encontrar mais notícias sobre esta criminosa que está na origem da morte do nosso conterrâneo Filipe Barroso que nunca refeito do atentado que sofreu acabou por sofrer um AVC fatal em 8 de Janeiro.

    publicado por portuga-coruche às 10:51
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    Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

    Burlona faltou a julgamento

    Paula Neves, uma mulher de 38 anos suspeita de ter cometido dezenas de burlas por todo o país, faltou na segunda-feira, 1 de Junho, a um julgamento no Tribunal de Santarém, onde está acusada de quatro crimes.

    A audiência foi adiada porque a arguida não foi notificada na morada de Lisboa que a própria forneceu às autoridades, quando se entregou voluntariamente no passado mês de Fevereiro.

    Neste momento, desconhece-se o seu paradeiro.

    No processo de Santarém, que o nosso jornal consultou, Paula Neves vai responder por furto, burla informática, subtracção de documento e dano.

    Em Abril de 2005, a arguida alugou um quarto na cidade e, em poucos dias, fez amizade com a proprietária, que entretanto foi morar para o Algarve.

    A 5 de Maio, destruiu o computador portátil da dona da casa, avaliado em 1300 euros, roubou-lhe 100 euros em dinheiro da carteira, e fugiu com o cartão multibanco.

    Conhecedora do código pessoal, Paula Neves gastou cerca de 2.550 euros no Centro Comercial Colombo, onde comprou vários artigos em ouro e foi ao cabeleireiro.

    No entanto, a alegada burlona deixou para trás dois CD’s com fotografias pessoais.

    Foi a partir dessas imagens que a PSP de Santarém iniciou a investigação que permitiu identificá-la e relacioná-la com uma grande quantidade de casos pendentes de burlas, cometidos um pouco por todo o país.

    O rol é verdadeiramente impressionante, visto que a arguida é suspeita de ter enganado dezenas de pessoas no Porto, Espinho, Aveiro, Viseu, Nazaré, Coimbra, Lisboa, Barreiro, Santarém, Setúbal, Évora e Algarve.

    A maioria destes casos ainda está sob investigação.

    Em Santarém, a arguida tem outro processo ainda em fase de investigação.

    É suspeita de ter drogado um taxista, que acabou no hospital de Aveiro com amnésia total.
     

    Texto de:João Nuno Pepino

     

    in O Ribatejo

     

     

    publicado por portuga-coruche às 10:53
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    Segunda-feira, 23 de Março de 2009

    Mais histórias da burlona assassina que continua à solta

    Algarvephotopress 
     
    Francisco e Isaura Pacheco ficaram com uma mala de Paula, com roupa e receitas de sopas para emagrecerFrancisco e Isaura Pacheco ficaram com uma mala de Paula, com roupa e receitas de sopas para emagrecer

     

    Março 2009 - 00h30
     

    Lagos: Septuagenários enganados pela burlona Paula Neves

    Drogou idosos e levou 15 mil euros

    Paula Cristina Neves, que se entregou à PSP em Lisboa no dia 9 de Fevereiro depois de ter cometido múltiplos crimes de burla em todo o País, é suspeita de mais um caso no Algarve. Um casal de idosos de Lagos foi vítima em Junho de 2008. 
     

    Paula Neves arrendou uma casa para férias, fez-se passar por psicóloga e desapareceu com 15 mil euros do casal, que drogou e enganou, simulando a intenção de comprar a casa com o dinheiro de uma herança milionária.

    Francisco e Isaura Pacheco, de 70 e 72 anos, ainda choram no sofá da sala da moradia em Porto de Mós, onde acolheram Paula Neves durante quatro dias. A burlona disse chamar-se Lídia Almeida e apresentou-se como psicóloga do Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Rapidamente se fez amiga do casal Pacheco. "Era muito simpática e estava sempre a oferecer coisas", recorda Isaura.

    O casal tinha a moradia à venda por 375 mil euros. Paula dizia estar interessada e nunca discutiu o preço. Garantia que estava para receber uma herança de um milhão de euros e aparentava ter posses, mostrando no seu computador portátil fotos de alegadas propriedades suas em Tondela, Seixal e Aljustrel.

    No dia 30 de Junho, Paula foi com o casal a Vila Real de Santo António. Dizia que ia receber já parte da herança, mas alegou, à chegada, ter-se esquecido de um cheque de dez mil euros. Pediu 15 mil euros para abrir uma conta solidária e aí receber a herança. O casal estaria drogado. "Na véspera deu-me uns pós e um comprimido", diz Isaura. "Sentia-me atordoado", acrescenta Francisco, que foi novamente drogado e perdeu a consciência numa esplanada onde os três foram beber sumos. Paula desapareceu com o dinheiro.

    BURLONA ESTÁ EM LIBERDADE

    Já em 2002 ficou em liberdade, depois de ter deixado um noivo no altar, na Batalha, desaparecendo com ouro e deixando o prejuízo da boda a que não compareceu. Paula Neves, 38 anos, drogou e burlou homens e mulheres por todo o País, nos últimos anos. Entregou-se às autoridades após deixar amnésicos dois homens em Viseu e continua em liberdade.

    Filha de mãe prostituta, cresceu no Casal Ventoso, em Lisboa. Também foi prostituta, mas depois dedicou-se às burlas. Tem processos em Lisboa, Santarém, Viseu, Setúbal, Vila Franca de Xira, Faro e Pombal. Desde Julho do ano passado que a PSP está na posse de uma fotografia da burlona, fornecida pelo casal Pacheco. Nunca foi apanhada até se entregar.

    Paulo Marcelino
     
    in Correio da Manhã 
     
    O que falta mais para a prenderem ?!

     

    Ela própria já se entregou, mas pelos vistos não confessou todos os crimes.

    Todos erramos e cometemos falhas. Paula Neves traiu e fez mal a muita gente.

     

     

    publicado por portuga-coruche às 11:44
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    Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

    Testemunho de outro taxista burlado

    Crime: Taxista de Lisboa descreve ao CM envenenamento e roubo

    “Mais do que burlona ela é uma assassina”

    "Só me lembro de estar encostado no banco do carro, de olhos abertos, mas sem conseguir mexer um único músculo. E de vê-la tirar-me os fios de ouro pela cabeça sem conseguir reagir. Depois só acordei todo entubado no hospital de Aveiro. Foi sorte não ter morrido. E por isso digo que ela é uma assassina, não uma simples burlona" – que continua à solta depois de drogar dezenas de pessoas no País todo para roubar. Neste caso, a vítima é Fernando Conceição, taxista, de 47 anos, que perdeu "tudo o que tinha, até a própria família", por causa de Paula Neves, a ‘burlona da net’. "Ainda hoje estou a pagar por isso."

     

    Fernando conheceu Paula Neves em Abril de 2007. "Por acaso. Apanhei-a no Martim Moniz [Lisboa] e levei-a a um cabeleireiro na avenida Visconde Valmor. Disse-me que era a drª Lídia Franco, advogada, e começou com falinhas mansas sobre taxistas bons. Pediu-me o contacto e eu dei. Ligou um mês depois. Pediu que a fosse buscar a Fátima e a trouxesse a Lisboa. Fiz o serviço, pelo qual pagou 150 euros, e ela prometeu ligar de novo."

    Dias depois, já em Junho de 2007, Paula Neves cumpre o prometido. "Quis que eu fosse buscá--la a Santarém. Tinha um julgamento em Nelas. Era de manhã e, como o táxi com que trabalho estava com o meu sócio, levei o meu carro pessoal. Pagava 70 cêntimos ao quilómetro. Já no carro mudou de rota e disse que tinha de passar pelo Barreiro. Estranhei, mas não liguei muito. No caminho parou numa pastelaria para comprar bolos e sumos. Depois seguimos em direcção a Aveiro." A armadilha estava montada.

    "O PIOR FOI PERDER A MINHA FAMÍLIA"

    "Quando chegámos a Aveiro, ela pediu para eu encostar o carro porque tinha as pernas inchadas. Ofereceu-me sumo e eu aceitei. Era amargo, mas disse para eu abanar pois era de fruta concentrada. Senti-me estranho e encostei-me", recorda Fernando ao CM. "Pouco depois, já não me mexia. Tirou-me tudo o que conseguiu, ficaram os anéis de ouro porque os dedos incharam." Paula Neves roubou-lhe ouro no valor de cinco mil euros e 350 euros em dinheiro. "Acordei no hospital, desorientado. Arranquei os tubos e fugi. Peguei no carro mas bati em dez veículos estacionados. Despistei-me e parti o carro todo." Mas "o pior foi perder a família. A minha mulher nunca compreendeu e, após 20 anos, separámo--nos. Deixei de viver com os meus filhos [rapaz, de 17 anos, e menina, de nove] e passei a estar num estado permanente de ansiedade e a sofrer de insónias e tensão alta." 

    QUIS SABER PESO PARA PREPARAR ENVENENAMENTO

    De acordo com Fernando Conceição, num dos serviços anteriores ao que terminou quase tragicamente em Aveiro, Paula Neves preparou o terreno para o seu objectivo. "Perguntou qual era o meu peso e a actividade física que eu praticava. Agora sei que era para preparar o veneno na quantidade certa. Não deve ter feito bem as contas e pôs droga a mais no sumo, pois se não fosse o hospital de certeza que tinha morrido", confessa o taxista, que andou "cinco dias com o organismo totalmente desregulado". Fernando acredita ainda que "num dos serviços efectuados ela foi vender ouro roubado a outra vítima à praça do Chile, Lisboa". "Na altura, disse que era de uma tia, mas tenho a certeza de que era roubado. E foi aí que ela foi vender o ouro que me roubou." 

    OUTROS CASOS

    DEIXA NOIVO NO ALTAR

    Em Maio de 2002, Paula Neves abandonou o noivo no altar. As explicações da burlona à vítima foram tão convincentes que o homem julgou que Paula tinha sido raptada. Não foi a tempo de evitar um prejuízo superior a 150 mil euros.

    UMA VÍTIMA NO MONTIJO

    Filipe Barroso, taxista de 67 anos, também foi drogado por Paula Neves em Maio do ano passado. Aceitou um sumo e acabou no hospital do Montijo. Morreu há cerca de um mês sem nunca ter recuperado das mazelas sofridas.

    João C. Rodrigues

     

    in Correio da Manhã

    publicado por portuga-coruche às 10:15
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    Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

    Morte de taxista coruchense associada a burlona

    Montijo: Taxista foi abandonado no hospital

    Homem fica sem quatro mil euros

    Em Junho do ano passado o taxista Filipe Barroso, 67 anos, foi drogado e roubado no Montijo por uma mulher que fugiu sem deixar rasto. Ao ver, no CM, a fotografia da burlona Paula Neves, a família acredita tratar-se da mesma pessoa. Filipe Barroso faleceu há cerca de um mês, sem nunca ter recuperado plenamente das mazelas sofridas no ataque.

    Eram 08h15 de 14 de Junho de 2008 quando uma mulher entrou no café da família, em Coruche. Bem vestida, disse que era juíza, pediu um café e sentou-se na esplanada. No local encontrava-se apenas a mulher da vítima.

    Pouco depois dirigiu-se à praça de táxis onde se encontrava Filipe Barroso e pediu-lhe para a levar a Santarém. Já nesta cidade, disse ao taxista para a levar ao Barreiro, passando primeiro pelo Fórum Montijo. Pelo caminho, com uma simpatia ardilosa, a burlona ganhou a confiança do homem.

    Foi por isso que, à chegada ao Montijo, pelas 11h00, o taxista aceitou um sumo oferecido pela falsa juíza para tomar os seus comprimidos. A bebida estava drogada e partir daí o taxista não se lembra do que aconteceu. A conjugação do produto que se encontrava na bebida e os medicamentos provocaram uma reacção inesperada, pelo que a burlona acabou por levar a vítima ao hospital do Montijo. Não se demorou muito no local, fugindo com a pasta da vítima, que tinha quatro mil euros, os documentos e a chave do carro.

    "Pelas notícias que temos vindo a ler sobre a Paula Neves temos quase a certeza de que se trata da mesma mulher que roubou o meu pai", disse ao CM o filho da vítima, que pediu anonimato.

    SEM DADOS SOBRE PROCESSO

    "Quando chegámos ao hospital do Montijo o meu pai não me reconheceu a mim nem à minha irmã. Estava branco e completamente desorientado, não sabia onde estava nem se lembrava de como tinha ido ali parar", afirmou ao CM o filho de Filipe Barroso.

    Foi um médico que os informou de que o pai tinha sido drogado. De imediato, apresentaram queixa na PSP, que fez peritagens na viatura e nas garrafas de sumo, entretanto recuperadas. O Fórum Montijo facilitou imagens de videovigilância onde se vê a burlona. No entanto, até ao momento, a família não foi informada sobre a evolução do processo.

    Taxista há 30 anos, a partir daquele dia Filipe Barroso "nunca mais foi o mesmo" nem recuperou plenamente.

    O seu estado de saúde agravou--se, sucumbindo a um AVC no dia 8 de Janeiro.

     

    João Nuno Pepino / Antunes de Oliveira
     
    In Correio da Manhã

     

    Afigura-se uma situaçãp com GHB (conhecida como "a droga da violação, pois tem sido usada por violdores) ou uma droga de enfeito semelhante.

    Eis um artigo da Wikipedia sobre ela:

    O gama-hidroxibutirato (GHB) surgiu no início da década de 1990 do século XX como uma droga de abuso. Foi sintetizada como análogo do ácido gama-aminobutírico GABA, como o objetivo de se conseguir uma substância similar, capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica. Foi investigado como agente anestésico, porém devido aos seus efeitos colaterais (contrações musculares involuntárias e delírio) foi abandonado. Posteriormente foi usado como estimulador do crescimento muscular, efeito que não foi comprovado cientificamente. Por causar diminuição do nível de consciência, depressão respiratória e convulsões, foi banido pelo FDA americano (United States Food and Drug Administration). Como medicamento, que em raros casos ainda são utilizados para o tratamento de distúrbio do sono e epilepsia no Brasil, tem seu uso controlado, sendo a importação do medicamento regumentada pelos controles da ANVISA. Como droga é produzido ilícitamente e permanece sendo frequentemente usado, quer individualmente "Droga" ou por terceiros como "Droga do Estupro" e "Boa Noite Cinderela". Casos de morte tem sido descritos tanto no uso individual como droga e também no uso para a prática de crimes de estupro e furtos.

     

    in Wikipedia

     

    publicado por portuga-coruche às 19:23
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