Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Sobreiros abatidos para casas de luxo

Benavente: Empresa imobiliária manda cortar árvores ilegalmente

 

Uma empresa do ramo imobiliário foi identificada pela GNR como autora do abate ilegal de 27 sobreiros na Mata do Duque, em Benavente. Após confirmarem no terreno a infracção, os militares passaram um auto de contra-ordenação à Benim, SA, que está a promover o empreendimento em Santo Estêvão. 

 

Segundo uma equipa do destacamento de Coruche da GNR, as árvores abatidas estavam em bom estado de conservação

A empresa possui uma licença que a habilita para o corte de sobreiros secos, mas uma equipa do Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento de Coruche da GNR apurou que as árvores abatidas estavam em bom estado vegetativo.

A denúncia partiu da Quercus, que confirmou na Mata do Duque "a presença de um tractor com atrelado, carregado de troncos de árvores verdes não cintadas". A associação ambientalista sustenta que o crime está ligado ao negócio de lenha e exige uma maior vigilância e controlo por parte dos organismos do Estado.

"Existem operadores que comercializam madeira provenientes de árvores cujo abate não está autorizado", denuncia a Quercus num comunicado, no qual garante que "tem detectado outras situações idênticas, cuja madeira entra no circuito comercial da venda de lenha".

O tipo de madeira e biomassa envolvidos nestas operações deve ser caracterizado e regulado pelo Ministério da Agricultura, afirmam os ambientalistas, para quem o Governo deve apressar-se na produção de legislação própria.

Este abate de sobreiros foi detectado no empreendimento imobiliário Mata do Duque II, que se destina à construção de vivendas de luxo em pleno meio rural, em lotes de terreno com uma dimensão nunca inferior a dois hectares. O loteamento é composto por um conjunto de ‘quintas’ organizadas numa única propriedade, que funciona como um condomínio fechado, guardado por seguranças e de acesso restrito. O CM solicitou esclarecimentos à Benim, que não os prestou.

 

in Correio da Manhã

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:07
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Microalgas: serão uma boa opção para fazer biocombostiveis?

Segundo noticia o IOL Portugal Diário, o INETI e algumas empresas, as algas são uma alternativa interessante para a produção de biocombostiveis uma vez que não vem competir com os alimentos. Eis a notícia:

A solução ideal contra a crise alimentar mundial

Produção de biocombustíveis a partir de microalgas é uma das alternativas ao petróleo

A produção de biocombustíveis a partir de óleo de microalgas apresenta-se como a solução ideal numa altura em que continua a ser urgente encontrar alternativas ao petróleo, mas o mundo responsabiliza os biocombustíveis pela crise alimentar.

 

 

«A alga será seguramente uma das soluções ideais, senão a única. Faz duas coisas importantes: sequestra o co2, necessário para crescer, e no final produz ainda o óleo para biodiesel. De outra forma é díficil conjugar estas duas coisas», explicou à agência Lusa Nuno Coelho, director-geral da Algafuel, a primeira empresa portuguesa a produzir óleo de microalgas para biocombustível com fins industriais.

 

Mas que vantagens têm as algas que as possam tornar numa melhor opção do que o milho ou o girassol?

 

Uma delas é que não compete com as culturas alimentares, apontou a responsável pela investigação com microalgas no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Fernanda Rosa.

«Quando estamos a produzir microalgas não estamos a produzir nada que seja necessário para a alimentação e essa produção pode ser feita em qualquer tipo de terreno, inclusivamente em zonas áridas».

Acrescentou que se tratam de microrganismos que se reproduzem «de uma forma exponencial» e cuja duplicação se faz num dia ou dia e meio, explicando ainda que se desenvolvem em qualquer tipo de água - salgada, salobra, residual - e necessitam de pouco mais do que luz solar e dióxido de carbono (CO2).

No INETI, a investigação e o trabalho de extracção de óleo de microalgas para a produção de biocombustível já se faz há quase trinta anos, o que dá a Portugal o know-how consolidado no crescimento de microalgas e que poderá ser agora utilizado nesta nova oportunidade dada aos biocombustíveis.

Cultivo de microalgas também serve outros fins

Sendo um instituto de investigação, a industrialização é uma vertente que foge ao âmbito do INETI, mas já há em Portugal quem se dedique ao cultivo de microalgas não só para a produção de biocombustível, mas para os mais diversos fins.

No Algarve, encontra-se o quartel-general da Necton, uma empresa que desenvolve o seu ramo de actividade no sector da biotecnologia marinha e que se especializou na produção de microalgas.

Foi formada em 1997 e a partir de Janeiro deste ano deu origem à Algafuel que se dedica especificamente à industrialização de biomassa de microalgas para a produção de biocombustível.

O processo laboratorial de produção de microalgas é em todo igual ao do INETI, mas aqui pensa-se a uma outra escala e com outros objectivos.

«A produção é diária, é um pouco a pedido, e não tem os riscos de vir uma geada e morrer tudo porque é simples. Vazam-se os sistemas de produção, limpam-se e começa-se outra vez. Um processo que demora três a quatro dias porque não é preciso lavrar a terra novamente. Não se perde um ano, perdem-se dois ou três dias», explicou o administrador da Necton, João Navalho.

Outra vantagem das microalgas que, contrariamente a todas as outras culturas, podem ser produzidas ininterruptamente em qualquer altura do ano e podem, por isso, ser recolhidas todos os dias.

Segundo João Navalho, a empresa tem uma unidade de produção que pode atingir as duas toneladas por ano, no entanto esse valor pode variar exponencialmente em detrimento do tipo de alga ou das condições em que ela é produzida.

 

 

in IOL Portugal Diário

publicado por portuga-coruche às 10:04
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