Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Bloco de Esquerda - Nota de Imprensa

Distrito de Santarém

Nota de Imprensa

 

Delegação do Bloco de Esquerda do Distrito de Santarém visita Unidade Industrial – DAI – em Coruche


Uma delegação do Secretariado da Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Santarém, composta por Carlos Matias e Francisco Colaço, efectuou uma visita à empresa DAI – Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, no âmbito do acompanhamento regular da omo no tecido económico distrital. Procurou ainda conhecer as suas perspectivas para o futuro.

Com uma capacidade de refinação instalada de 250000 toneladas / ano de produção de açúcar, esta empresa surgiu aquando do desenvolvimento de um projecto nacional de produção de açúcar de beterraba, em 1997. Chegou a sustentar 2000 postos de trabalho directos e indirectos, na área máxima do cultivo de 8000 hectares cultivados.

Com a aplicação das políticas da PAC (Política Agrícola Comum) pelos sucessivos governos do Bloco Central, as quotas portuguesas de produção de açúcar de beterraba foram sendo reduzidas drasticamente, a ponto de inviabilizar a sua transformação industrial, e levando ao abandono do cultivo. Dessa forma, as produções do Centro da Europa, eixo França-Alemanha, libertaram-se da concorrência.

Estas políticas agrícolas hegemónicas do Centro da Europa prejudicaram um projecto bom e rentável que contribuía para que Portugal diminuísse as importações e desenvolvesse a actividade agrícola, com potencialidades suplementares para exportação.

Não é aceitável que Portugal tenha perdido a quota de produção de beterraba. Os governos portugueses capitularam e, agora --- que está a ser renegociada a PAC---, é necessário reverter a situação. Há que renegociar uma quota alargada para a produção de beterraba, com as respectivas ajudas à reconversão do sector, seja em apoios ligadas à produção, seja para a requalificação da indústria.

Se tal não suceder, mais um importante sector agro-industrial poderá abandonar o nosso país, por falta de viabilidade no fornecimento de matérias primas, dependente em exclusivo da importação e refinação de ramas de cana do açúcar. Importação que poderíamos substituir em grande parte pela produção nacional de beterraba, com bons rácios de produtividade agrícola e de qualidade.

Sendo a produção de beterraba na Europa, neste momento, deficitária, mais se justifica que se encare este sector como de urgente resolução nas negociações europeias para a reforma da PAC. Esta produção poderia permitir uma baixa do preço do açúcar ao consumidor e é vantajosa para os agricultores: permite boas colheitas, insere-se bem na rotação sazonal  com o cultivo do milho e será um bom aproveitamento de novas áreas de regadio.

O Bloco de Esquerda irá, através do grupo parlamentar, questionar o governo sobre a estratégia que tem para este sector e que soluções pensa adoptar. Bater-nos-emos, também, pelo desbloqueio de quotas de produção de açúcar de beterraba,  em sede de negociação da PAC.

 

Pelo Secretariado da Coordenadora Distrital

do Bloco de Esquerda                                                                                        6 de Novembro de 2012

 

in Website do BE

 

be, bloco de esquerda, dai, beterraba, pac, europa

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

PSD vai propor a retoma da produção de beterraba sacarina

 

Deputados do PSD vão propor ao Governo que tome "as diligências necessárias, em termos nacionais e comunitários" para que a fábrica de açúcar de Coruche volte a laborar beterraba sacarina, que abandonou em 2006 devido a legislação europeia.

 

Num projecto de resolução entregue, esta quarta-feira, na Assembleia da República, os deputados do grupo de Agricultura do PSD recomendam ao Governo que tome "as diligências necessárias, em termos nacionais e comunitários, no sentido de dotar a fábrica de Coruche dos meios necessários para voltar a laborar beterraba sacarina, mantendo no futuro um sistema com capacidade de processamento simultâneo de beterraba e das ramas, matérias-primas que originam o açúcar".

 

Na proposta, os sociais-democratas recordam que o cultivo de beterraba sacarina em Portugal foi "um caso de sucesso em termos agronómicos e tecnológicos": entre 1995 e 2006, apresentava "níveis de produtividade bem acima da média europeia e elevada qualidade".

 

"O êxito da cultura permitiu que, durante os anos em que houve produção nacional de beterraba, as importações de açúcar fossem drasticamente reduzidas, tendo Portugal capacidade de abastecer grande parte do mercado nacional", refere o projeto de resolução.

 

Hoje, a realidade é inversa: o país depende totalmente da importação de ramas, disse à Lusa um dos autores do diploma, Pedro Lynce.

 

Com a reforma da organização comum de mercado, em 2006, os produtores portugueses interromperam a produção de beterraba sacarina. "Paralelamente foi acordado, ao abrigo dos regulamentos comunitários, uma ajuda à reestruturação do sector para as indústrias que renunciassem à sua quota de açúcar ou de isoglicose, como foi o caso da fábrica DAI de Coruche, que passou a processar unicamente açúcar proveniente das ramas ao invés de beterraba sacarina, devendo ser caso único na Europa", afirmam os deputados do PSD.

 

"Tal decisão levou ao fim de uma produção agrícola com vantagens comparativas e tornou Portugal mais vulnerável às crises internacionais de abastecimento de açúcar", acrescenta o projecto de resolução.

 

O regresso a esta cultura seria também uma "boa alternativa para o regadio", além de configurar um "interessante produto a explorar pelos agricultores portugueses, desde que as instalações da fábrica de Coruche possam voltar a laborar também a matéria-prima em casa, defende o PSD.

 

 

 

in Jornal de Notícias

 

 

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

A "Fúria do Açúcar"

 

Portugal pede taxa zero na entrada de cana para evitar ruptura no fornecimento de açúcar

 

 

 

 

O mercado do açúcar vive também momentos de turbulência MAURICIO LIMA/AFP


 

Por José Manuel Rocha

Ministro da Agricultura, António Serrano, solicita suspensão de taxas aduaneiras para a importação de 500 mil toneladas de rama de cana

 

 

Portugal pediu ontem à Comissão Europeia que abra uma excepção para a importação de 500 mil toneladas de cana-de-açúcar sem aplicação de taxas aduaneiras. O objectivo é reforçar os stocks de armazenamento para refinação e evitar que se repita uma crise de fornecimento de açúcar como aconteceu pouco antes do Natal.

O pedido foi formulado pelo ministro da Agricultura, António Serrano, num conselho de ministros sectorial que ontem se realizou em Bruxelas. Serrano recordou que Portugal andou "um ano a tentar que a Europa reconhecesse que havia um problema de abastecimento do mercado europeu de ramas de canas-de-açúcar", o que acabou por acontecer "tardiamente".

Quando os problemas de abastecimento afectaram gravemente Portugal, o Governo pediu a suspensão de taxas aduaneiras e Bruxelas aceitou uma política de abertura de fronteiras. Mas o perdão de taxas ficou-se por um volume pouco significativo de matéria-prima. Ou seja, insuficiente para normalizar os mercados.

O pedido de Portugal é típico de um país que continua muito dependente da rama de cana para satisfazer o mercado interno. No resto da Europa, há muito que a beterraba passou a ser utilizada como a principal matéria-prima para a produção de açúcar refinado.

Em Portugal, este caminho foi iniciado, mas a produção deixou de ser rentável para os agricultores e a única fábrica vocacionada para a transformação de beterraba, em Coruche, acabou por ser obrigada a dedicar-se, também, à refinação de cana, por falta de matéria-prima interna a preços atractivos.

Neste contexto, não vai ser fácil ao Governo fazer com que a pretensão manifestada por António Serrano seja atendida. Um perdão de taxas em larga escala iria suscitar o protesto dos países que praticamente vivem do açúcar feito a partir da beterraba e, entre eles, estão alguns dos mais poderosos no seio da União Europeia.

O próprio ministro está consciente de que esta é uma missão complicada. António Serrano reconheceu que "vai ser difícil" satisfazer a pretensão de Portugal, pois "o que a Europa diz" é que é preciso "conciliar esse interesse com o dos produtores de beterraba que produzem açúcar".

O argumento utilizado pelo governante português é o de que, na última reforma do sector açucareiro, ficou expresso que os países que vivem essencialmente da refinação da cana não iriam ser prejudicados pela aposta na cultura da beterraba. "Mas isto não aconteceu nos últimos anos", queixou-se António Serrano, citado pela agência Lusa. Uma decisão sobre o pedido português deverá ser tomada no próximo conselho de ministros da agricultura, agendado para Março.

Colheitas abaixo dos padrões normais, nomeadamente na Austrália (um dos maiores produtores do mundo), geraram dificuldades de abastecimento do mercado mundial e fizeram com que o preço da matéria-prima aumentasse cerca de 40 por cento nos últimos seis meses.

 

in Público

 

 

 

 

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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

O défice de açúcar

 
Do Brasil, nos séculos XVI e XVII, eram enviados para Portugal uns blocos duros e escuros, chamados pães de açúcar.
Chegados a Lisboa, eram enviados para a Holanda, para serem refinados. Aos holandeses comprávamos, depois, o açúcar refinado para consumo. Portugal tem, desde sempre, um problema com o açúcar. Faz parte do seu dia-a-dia. Nesse aspecto assemelha-se à dívida externa. O pão de açúcar é a versão deliciosa do pão do défice. Hoje tanto temos défice de açúcar como de dinheiro. Não mudámos muito nestes últimos séculos. Pedíamos aos outros para nos refinarem o açúcar que produzíamos nas colónias e consumíamos com requinte. Depois pedíamos dinheiro ao Barings e ao Rothschild para que pudéssemos pagar aos holandeses a nossa gulodice. Pedimos sempre para gastar e não para produzir. A digressão mundial de Teixeira dos Santos em busca de quem compre a nossa dívida parece a de um grupo rock. Não damos espectáculo. Estendemos a mão. E já não temos açúcar para oferecer. A dúvida soberana tornou-se o nosso açúcar por refinar. Paga-se com juros. A gulodice sai-nos cara mas continuamos sem aprender. O dinheiro pede-se, não para criar riqueza, mas para gastar nas nossas pequenas extravagâncias. Teixeira dos Santos deixou de ser ministro das Finanças: transformou-se no nosso caixeiro-viajante de estimação. Tudo isto é triste, e nem sequer é Fado: ao olharmos para a China e para o Brasil como os possíveis garantes da nossa dívida soberana, apenas mostramos que se a UE não acredita em nós, nós também já não esperamos grande coisa dela. Com ou sem pães de açúcar.
Os comentários também são de interesse:
touaki 17 Dezembro 2010 - 17:01
Ai a História
cadavezmaislixadosepobres 16 Dezembro 2010 - 23:06
por cá
omarsalgado 16 Dezembro 2010 - 16:26
poie é
jrcoelho 16 Dezembro 2010 - 12:57
Poupa primeiro
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

NA UE NÃO HÁ ESPAÇO PARA SONHOS

Sobre a falta de AÇÚCAR na época de Natal…

 

Em 2004 as autoridades europeias da união impuseram a Portugal que abandonasse a cultura da beterraba. Nessa altura Portugal produzia açúcar de beterraba em Coruche que era cerca de 20% do que consumia e tinha capacidade para a curto prazo vir a dobrar essa produção.
Mais uma vez a política da UE foi no sentido de retirar capacidade produtiva a Portugal (ao contrário de Espanha que continua a produzir açúcar de beterraba). E os nossos deputados na UE, o que fizeram? E o nosso Ministro da Agricultura da altura, o que fez? E os nossos produtores de beterraba, o que fizeram? Para além das balelas e discursos indignados do costume no momento, cederam. Os agricultores devem ter recebido uns «trocos» para se calarem, mas perderam o factor produtivo.

Mas não tem sido sempre assim? Na agricultura, nas pescas, etc.? Pagam-nos para abater barcos, arrancar árvores, fechar fábricas… Recebemos esses dinheiros chamados compensatórios e calamo-nos. Como pode um País crescer e tornar-se economicamente independente se a UE e os políticos que nos têm governado, não têm estado interessados em assegurar Portugal como país viável?

Como podem agora, perante as dificuldades económico-financeiras globais da sociedade europeia em geral, vir a própria UE impor a Portugal que cumpra objectivos de redução de deficit ou outras economices quaisquer?

 

Ontem tiraram-nos o «açúcar», hoje reclamam que neste Natal não há «sonhos»…

 

Por FV

 

in blog LUMINÁRIA

 

 

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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

A furia do açúcar

É o último artigo que se espera ver desaparecer das prateleiras das lojas, sobretudo quando o tempo é de festa e se esperam doces na mesa para, pelo menos, compensar um Natal cheio de amargos de boca.

 

Mas o certo é que, nos últimos dias, o açúcar começou a evaporar-se em vários supermercados e grandes superfícies do País. Primeiro, porque muitos vendedores começaram a moderar - e depois racionar - a venda dos seus ‘stocks'. Depois porque os próprios consumidores, inflamados pelo pânico de faltar açúcar nas despensas ou, pior, de o terem de pagar ao preço do caviar, correram às lojas para comprar o máximo que podiam. Uma espécie de pilhagem que acelerou o desaparecimento de açúcar das lojas e que levou até o ministro da Agricultura a apelar à calma dos portugueses.

Portugal torna-se assim no primeiro país europeu a enfrentar uma crise do açúcar, algo que não vivia há mais de 30 anos. Uma escassez que se conta em três colheradas: os preços da matéria-prima, regulados por Bruxelas, caíram para valores abaixo dos praticados nos mercados internacionais, levando os tradicionais exportadores a preferir vender a matéria-prima para outros países.

Por cá, a falta de açúcar em rama levou mesmo refinarias, como a da RAR, a suspender temporariamente a produção e, como efeito secundário, vários hipers e supermercados decidiram limitar as vendas. A redução de matéria-prima disponível está, por isso, a provocar hipertensão no preço do açúcar no mercado que continua a subir nos mercados internacionais. E, se a procura continuar a aumentar enquanto a oferta se torna mais escassa, há receios de que a escassez volte às prateleiras das lojas nos primeiros meses de 2011.

Como as refinarias portuguesas continuam a ser alimentadas pelo açúcar de cana que compram fora do País, a agitação dos mercados internacionais pode trazer novas preocupações. Mas essa é uma dependência que podia evitar-se se projectos como o da produção de açúcar de beterraba em Portugal não tivessem sido abandonados. Há cerca de 17 anos, a DAI criou uma sociedade para produzir açúcar a partir de beterraba sacarina em Coruche. Foram até dados incentivos aos agricultores da região para produzirem a matéria-prima. Passados uns anos, a mesma Comissão Europeia que incentivara a aposta, diminuiu a quota de açúcar de beterraba atribuída a Portugal por, alegadamente, não ter conseguido cumprir as metas de produção definidas. Uma decisão que, aliada a outros factores, inviabilizou a fábrica. E a empresa acabou por trocar a lógica da beterraba pelo tradicional açúcar de cana.


A dificuldade em ter alternativas próprias (que a produção de beterraba, neste caso, poderia alimentar), é mais um exemplo de como Portugal se coloca nas mãos dos mercados internacionais. É assim na dívida pública, no financiamento da banca e em muitas outras situações. Depender de terceiros pode ser confortável a curto prazo, porque evita preocupações imediatas. Mas, como tudo o que é doce, também se acaba. E, no final, essa dependência paga-se cara.

 

  

____

Helena Cristina Coelho, Subdirectora
helena.coelho@economico.pt

 

in Económico

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Volta beterraba, estás perdoada !......

Supermercados racionam venda de açúcar

  

por ILÍDIA PINTO

  

A escassez de matéria-prima já obrigou à paragem das refinarias. Há quem fale em estratégia para fazer subir o preço. Há cadeias a limitar a venda de açúcar por cliente e outras com ruptura de 'stocks'.

  

Há falta de açúcar no mercado nacional. Prateleiras vazias ou letreiros a limitar a compra de dois quilogramas por cliente tem sido o panorama nos últimos dias em algumas das cadeias de supers e hipermercados de Lisboa e Porto. A RAR (Refinarias de Açúcar Reunidas) invoca a falta de matéria-prima no mercado internacional e até já suspendeu a refinação. Recentemente, o presidente do grupo, Nuno Macedo Silva, explicou que a alternativa foi comprar "algum açúcar branco" para cumprir os compromissos, mostrando--se convicto de que, dentro de uma a duas semanas, a empresa deverá "receber um barco de rama e retomar a refinação".

Mas no mercado as versões variam entre os que acreditam que os produtores nacionais não tomaram precauções e que isso resulta de uma tentativa de evitar perder ainda mais dinheiro, na sequência do disparar das cotações internacionais (em Novembro atingiram o nível mais alto em 29 anos), já que os contratos com a distribuição são assinados numa base anual. "Preferem não não entregar do que perder muito dinheiro e portanto vão esperando que as cotações desçam", dizem. Outros há que argumentam que "podemos estar a assistir a uma tentativa de escassear o produto para fazer subir o preço", já que qualquer contrato prevê sempre que em circunstâncias excepcionais seja revisto.

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição desdramatiza: "Os consumidores podem estar tranquilos, não se prevê ruptura de stocks." A directora-geral da APED admite "casos pontuais de grupos que limitaram a venda de açúcar, o que pode ter levado a uma ou outra ruptura de stock", mas, diz, "a situação está normalizada".

A RAR não é tão peremptória e limita-se a assegurar que "tem vindo a ajustar" as suas posições no mercado, "explorando todas as oportunidades disponíveis", de modo a "garantir os compromissos com os clientes". O grupo aponta a falta de capacidade dos países produtores de rama de cana-de-açúcar para vender para a UE (o Brasil, entre outros), de suprir as necessidades do mercado, e o facto de o preço do açúcar, no mercado mundial, ter aumentado nos últimos meses para mais do dobro dos seus valores históricos, "fazendo que a UE perdesse o estatuto de destino preferencial de colocação desta matéria-prima".

Admite, como outros operadores, que reflecte sobre a oportunidade e necessidade "de implementação de mecanismos específicos de intervenção previstos na regulamentação comunitária para os casos de escassez de matéria-prima.

 

in Diário de Notícias

 

Hipermercados racionam vendas de açúcar

Elisabete Felismino  

 

Cada cliente só pode comprar três quilos nos Modelo e Continente. E no Minipreço só duas unidades.

 

As maiores cadeias de super e hipermercados em Portugal estão com falta de açúcar, o que os levou a começar a racionar este bem alimentar. Na origem da escassez deste bem alimentar está a falta de matéria-prima, facto que leva as empresas de produção a não refinarem açucar.

A Sonae, que detém as marcas Modelo e Continente, impôs como limite a compra de três quilos por cliente, avançou ao Diário Económico fonte oficial da empresa.

Já o grupo Dia - detentor dos supermercados Minipreço - foi mais austero, ao permitir apenas a compra de duas unidades de açucar por cada cliente.

A escassez da matéria-prima que já se faz sentir desde meados de Novembro deverá agravar-se devido à época de Natal, altura em que os portugueses consomem mais açúcar. E é, justamente, para precaver situações limites que as cadeias de distribuição avançaram com políticas de racionamento.

Segundo fonte oficial da Sonae, "a nossa limitação tem sobretudo a ver com a época em que estamos, em que tradicionalmente é uma altura de picos de consumo de açúcar e é para evitar situações abusivas".

 

in Económico

 

 

Alguns comentários dignos de destaque que encontrei nestas duas notícias:

 


DN: Anónimo
10.12.2010/07:57
Temos capacidade de produzir o nosso próprio açucar, o de beterraba... é mais saudável e é produto nosso. Porque acabaram ou tentam acabar com esta cultura? o que aconteceu a fabrica? foi benefico abrir as fronteiras ao açucar? hoje estamos dependentes de produtores internacionais, mais uma boa postura do nosso país.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/08:26
A fabrica mantem-se a trabalhar como refinaria.O fim da producao de acucar de beterraba deveu-se à imposicao da UE ao reduzir as cotas para Portugal donde foi impossivel garantir a materia prima para a respectiva producao.Foram pagos subsidios aos agricultores para deixarem de produzir.

 

DN:  ana
10.12.2010/09:06
Esta na horinha de começar a ter produção nacional. Nos Açores tem a beterraba que é bom. O que me chateia é que nem com esta crise somos capazes de investir na n/podução. Triste

 

DN: Theend
10.12.2010/09:18
Portugal - Viana do Castelo
Em tudo em Portugal há sempre "espertezas"! Sabiam que temos os produtos em Portugal mais caros do que em toda a Europa Ocidental(Spain, France, Italia, Deuthcland, etc) e de quem é a culpa? das distribuidoras é claro que querem ganhar ganhar ganhar!!

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:19
Fecharam a fabrica em Coruche e acabaram com a beterraba em portugal para plantarem oliveiras, agora temos azeite e não hà acuçar.É o pais que temos.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:25
Antes de dizerem asneiras como acima descrito é bom ver com os proprios olhinhos.A fabrica de coruche nao fechou ok?Simplesmente foi reconvertida em refinaria.

 

DN: Anónimo
10.12.2010/09:30
Hum falta de stock de açucar nos aqui na madeira estamos a nadar em canas de açucar outra vez (não pra usar em produção de açucar puro mas em derivados\mel\run) talvez seja o tempo de voltar aos velhos tempos da produção de açucar pareçe que pode render algo outra vez

 

DN:Anónimo
10.12.2010/09:31
Reconvertida é o mesmo que dizer que acabou a prodição nacional de acuçar.Podemos dar muitos nomes mas o que conta é que já não ha produçao nacional de acuçar, logo as toneladas de beterraba que era produzida em Portugal já eram!Refinar não é produzir e fabricar mas sim transformar.

 

DN: Luso
10.12.2010/10:00
ATENÇÃO! Esta história está mal contada eu trabalho para a British Sugar na Inglaterra e neste momento posso garantir temos excesso de matéria prima inclusivo algum desse excedente esta a ser transformado em rações para animais e o preço do açucar não sofreu qualquer alteração. Isso deve fazer parte de algum golpe de que alguem se vai aproveitar. Olho vivo Zé Povinho!

 

DN : ana lima
10.12.2010/10:05
No hiper continente já houve ruptura mas no Jumbo não porque a distribuidora é outra e ainda bem. Como cliente do Jumbo que sou ainda não tive dificuldades


DN: Costa pina
10.12.2010/10:09
é a RAR que está com pressões. Existem outras distribuidoras e não há problemas. Deixem-se de conversas pois querem é mais dinheiro.

 

DN: Chicos-espertos
10.12.2010/10:15
Para os espertalhões que acham que os preços estão a ser manipulados a nível nacional aqui fica a evolução do preço do açúcar: http://www.indexmundi.com/commodities/?commodity=sugar É como na gasolina, o petróleo sobe em todo o lado mas o português acha sempre que foi a Galp, como se tivesse algum controlo sobre a nossa dependência externa TOTAL.

 

DN: MyWay
10.12.2010/11:19
Portugal - Lisboa
Ora aqui está uma excelente noticia! E auguro que com a crise os bardajanas dos agricultores franceses deixem de receber os biliões que recebem para produzir açucar de beterraba (aquele que comemos) e para exportar para o 3.º mundo ao preço da uva mijona arruinando as agriculturas locais, como fizeram com Moçambique p.e.! E pode ser que os 'alimentos' hiper doces subam exponencialmente de preço que é para ver se há menos gordos, gulosos e cariados!

 

E: Miguel , | 10/12/10 08:50
Este é o resultado da spolíticas agrícolas comuns da PAC. Destrui-se a cultura da beterraba sacarina na Europa e agora não há ramas que cheguem. Verifica-se assim que o "mercado" não funcionou como defendem os neoliberais e por isso caimos num regime de racionamento.

 

E: Miguel , | 10/12/10 10:34
Sr. LA
Em Portugal já não se produz açúcar desde que a UE destruiu a cultura da betrerraba sacarina. Em Portugal só se refina açúcar produzido e importado das ex-colónias e dos países asiáticos. A escassez resulta da redução da produção excedentária desses países e pela utilização do açúcar para aprodução d ebio combustíveis.

 

E: ALCOBIA , | 10/12/10 10:47
POIS ESTA A INTELIGENCIA DE ALGUNS POIS FECHARAM A FABRICA DE BETERRABA QUE FAZIA O ACUCAR E AGORO ESTAO DE COCURAS HA ESPERA DO ACUCAR IMPORTADO ESTE PAIS ASSIM NAO SE SAFA COM ESSES TAIS INTELIGENTES AO CONTRARIO

 

E: Oiçam seus papalvos... , | 10/12/10 10:56
o problema é mundial. Há falta de produção agrícola a nível mundial pelo consumo voraz de países como a Índia, Brasil e China, que começam a ter hábitos de consumo semelhantes aos Ocidentais à medida que começam a ter mais poder de compra. O problema está a tornar-se de tal ordem grave que a ONU já veio dizer hoje que se a produção agrícola mundial não aumentar, os preços dos bens agrícolas continuaram a subir a pique. Portanto esqueçam essas vossas teorias da conspiração. Há muito tempo que se previa este possível cenário. Desde que esses países aderiram ao capitalismo que este cenário se tornou previsível. O pior ainda está para vir, porque não se consegue adaptar a oferta à procura de um momento para o outro!

 

E: Guloso , | 10/12/10 11:15
   Miguel , | 10/12/10 10:34, você meteu o dedo na ferida !
Os efeitos das decisões à lá ex-USSR na CEE, começam a fazer-se sentir.
Os maravilhosos e fantásticos sábios que tudo sabem, deram mais uma barraca homérica ! É como aquela de dar subsídios para abater os barcos de pesca.
Deixem-se de tretas e deixem os mercados funcionarem. Não andem com planos quinquenais à lá ex-USSR, pois isso destrói a economia e tudo o resto.

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

PCP quer nos tratar da Saúde, ou será da do governo?!

PCP defende hospital a sul do distrito

 

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, defendeu este sábado, dia 20, a construção de um hospital a sul do distrito de Santarém.
O reforço dos cuidados de saúde no distrito é considerada uma prioridade e a construção do hospital é um dos principais projectos defendidos na candidatura liderada por António Filipe, cabeça de lista da CDU às eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Santarém, que foi hoje apresentada num hotel em Santarém. Desta lista conhecem-se apenas mais dois nomes, João Madeira Lopes, reconhecido advogado de Santarém e vice-presidente da Associação Intervenção Democrática, e Liliana Barroso de Sousa, uma jovem professora de 29 anos natural de Coruche e presidente da Assembleia de Freguesia do Couço. A apresentação da lista completa será feita no dia 5 de Julho no Arripiado, na Chamusca.
António Filipe defende que as questões da saúde e da falta de médicos de família em vários pontos do distrito são as mais preocupantes e defende a construção de um hospital. A mesma posição defendida pela candidata Liliana Sousa que, em declarações à Agência Lusa, lembrou que algumas populações do seu concelho, em Coruche, na margem sul do Sorraia, “ficam a mais de uma hora” de distância do hospital de Santarém.
No seu discurso Jerónimo de Sousa destacou ainda a importância dos sectores agrícola e agro-industrial para o distrito e criticou a política agrícola do Governo. “Este Governo desmantelou a agricultura portuguesa” acusou Jerónimo de Sousa dando como exemplos o desligamento das ajudas ao tomate e o fim da produção com beterraba sacarina.
A CDU apresenta-se às próximas eleições legislativas sem a sua anterior candidata, a deputada e vereadora na Câmara de Santarém, Luísa Mesquita, que se tornou independente e rompeu com o PCP na presente legislatura. Apesar disso, António Filipe diz que o objectivo do partido é melhorar a votação do partido no distrito e conseguir mesmo um segundo deputado. O PCP obteve 8,62% da votação (21882 votos) nas eleições legislativas de 2005. Nas europeias de 2009, o partido subiu a percentagem de votação no distrito para os 11,91%, o que representou 18559 votos, mais 3250 do que no último acto eleitoral europeu.
António Filipe tem sido candidato da CDU por Lisboa mas tem ligações familiares ao distrito de Santarém, mais concretamente a Alcanena onde passou parte da infância em casa dos avós.

 

 

in O Ribatejo

 

 

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

DAI renuncia à produção de açúcar de beterraba e dedica-se apenas à refinação

DAI renuncia à produção de açúcar de beterraba e dedica-se apenas à refinação

A DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial renunciou à quota de 15 mil toneladas de produção de açúcar de beterraba que tinha para a campanha 2008/2009, tornando-se refinador exclusivo de ramas.

Constituída em 1993 com o objectivo de produzir açúcar a partir de beterraba, a fábrica com sede em Coruche, que começou a laborar em 1997, desencadeou em 2007 um processo de adaptação da unidade fabril para a refinação, na sequência da decisão da Comissão Europeia (CE) de reduzir a sua quota de produção.

No relatório e contas de 2007, a empresa sublinha a conclusão «com sucesso da adaptação da unidade fabril para a actividade de refinação» e destaca a decisão de renunciar à quota de 15 mil toneladas de açúcar de beterraba, a que corresponde uma indemnização de cerca de três milhões de euros, considerada elegível pelo Ministério da Agricultura.

Em 2007, a quota de produção de açúcar a partir de beterraba foi reduzida de 70 mil para 34.500 toneladas, passando este ano para as 15 mil toneladas, no âmbito das medidas adoptadas pela CE para reduzir a produção de açúcar na União Europeia (UE).

Na decisão de abdicar da quota pesou o facto de a empresa não ter conseguido cumprir em 2007 as 34.500 toneladas, uma vez que a beterraba entregue pelos produtores (203 mil toneladas) culminou em 31 mil toneladas de açúcar branco, «prefigurando a dificuldade em garantir o abastecimento» da matéria-prima necessária e «economicamente justificável» para as 15 mil toneladas de quota.

Nas negociações com Bruxelas, a DAI conseguiu que lhe fosse atribuída, em 2007, uma quota de 65 mil toneladas para refinação de açúcar de cana para assegurar a continuidade da unidade.

A adaptação, que implicou investimentos da ordem dos 12 milhões de euros, decorreu durante 2007, ano em que a fábrica laborou durante cerca de 200 dias, «frequentemente com valores de produção próximos de mil toneladas diárias de açúcar».

O exercício de 2007, que culminou com um resultado líquido negativo de 3,8 milhões de euros, ficou marcado pelo «considerável» aumento do volume de negócios, mais 68 por cento que em 2006, «fruto das cerca de 175 mil toneladas vendidas, com reforço da posição nos mercados tradicionais (110 mil toneladas), mas também dos negócios de prestação de serviços de refinação».

«O resultado financeiro negativo justifica-se pelo aumento do endividamento médio mensal e pelo aumento cíclico dos indexantes das taxas de juro europeias resultantes da actuação monetária do Banco Central Europeu», lê-se no relatório.

O ano de 2007 ficou ainda marcado pela constituição de uma sociedade em Moçambique, na qual a DAI detém 50 por cento do capital, destinada à produção de açúcar de cana, «de modo a assegurar no futuro uma maior estabilidade no aprovisionamento e melhor qualidade das ramas».

Foi ainda constituída, com a espanhola Azucarera EBRO, a NCA, Nueva Comercial Azucarera, da qual a DAI detém 12,5 por cento do capital, com o objectivo de manter e consolidar a presença naquele que é o seu principal mercado (95 por cento das vendas) e obter ganhos com a racionalização logística e as sinergias entre os dois accionistas.

Em 2007 a empresa iniciou ainda um processo de melhoria da eficiência energética, tendo produzido energia para as suas necessidades e injectado na rede pública «um quantitativo digno de registo», sendo seu objectivo introduzir futuramente o aprovisionamento e utilização do gás natural.

in AgroNotícias

 

Também no Sol online podemos encontrar esta notícia, onde acresce os comentários dos utilizadores

Beterraba açucareira deixa de ser cultivada em Portugal
A cultura de beterraba açucareira, iniciada há pouco mais de uma década em Portugal, tem este ano a sua última campanha, com o fim da produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche
 

Manuel Campilho, presidente da Associação Nacional de Produtores de Beterraba (Anprobe), não esconde o inconformismo e repete as críticas ao ministro da Agricultura, «que aceitou que se liquidasse esta cultura» em Portugal.

No seu entender, só por «incompetência» Portugal pode ter saído penalizado na reforma encetada em 2006 pela União Europeia no sentido de reduzir a produção europeia de açúcar em 6 milhões de toneladas até à campanha 2009/2010.

«Portugal aceitou ser tratado como um grande produtor e colocado em pé de igualdade com países exportadores como a Alemanha e a França, quando na realidade produzimos apenas 20 por cento do açúcar que consumimos», disse Manuel Campilho à agência Lusa.

Para o presidente da Anprobe, só a «incapacidade de previsão» não permite encarar este como um produto estratégico para o país, sobretudo numa altura em que a subida dos preços dos combustíveis obrigaria a encarar a regionalização da produção.

«A beterraba era uma cultura alternativa para os agricultores portugueses, por isso nos batemos pela fábrica» da DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, em Coruche, que começou a laborar em 1997 e que implicou um investimento da ordem dos 80 milhões de euros.

A quota de 70.000 toneladas de açúcar de beterraba atribuída à DAI foi reduzida em 2007 para 34.500 e este ano para 15.000, tendo a empresa decidido, após autorização da Comissão Europeia, dedicar-se exclusivamente à refinação de açúcar de cana, o que obrigou a investimentos de adaptação da ordem dos 12 milhões de euros.

Numa década, os produtores portugueses conseguiram atingir níveis recorde de produção (mais de 90 toneladas por hectare, o dobro dos obtidos na campanha de 1997), sublinhou Manuel Campilho.

Na sua Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, a colheita nos 25 hectares semeados, que começou a semana passada, perspectiva valores da ordem das 100 toneladas por hectare.

Na sementeira do Outono, esta cultura será substituída por milho e ervilha ou por girassol, dado que a DAI decidiu renunciar à quota da próxima campanha.

«A beterraba provou ser uma alternativa muito interessante», disse Manuel Campilho à Lusa, lamentando que a Alemanha e a França tenham quebrado a solidariedade que desde 1968 reinava na confederação de produtores europeus.

No seu entender, a reforma do açúcar decidida «unilateralmente» pela Comissão veio «desorganizar o mercado» com a abertura à importação de ramas «sem limites».

O regime de reestruturação do açúcar adoptado em 2006 pela Comissão Europeia visa reduzir a produção na União, em 6 milhões de toneladas até à campanha de 2009/2010, para níveis considerados sustentáveis.

A Organização Comum de Mercado (OCM) do Açúcar é regida, desde 1968, por regulamentos da Comunidade Europeia, que estabelecem as regras no que diz respeito a preços, quotas e trocas comerciais com países terceiros.

Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, os produtores de beterraba «não têm razões de queixa» da negociação feita pelo Governo português.

Sublinhando o montante significativo de ajudas ao abandono da produção até 2013, da ordem dos 6,4 milhões de euros, o ministro frisou, há um ano, o facto de Portugal ter conseguido garantir a continuação da laboração da DAI.

Jaime Silva afirmou na ocasião que os agricultores que abandonaram a produção de beterraba, recebendo ajudas, não deixaram de produzir, tendo optado por outras culturas economicamente interessantes.

 

Lusa/SOL

 

OS COMENTÀRIOS:

 

Incrível!!! Pelos vistos as negociações entre o governo, a DAI e a União Europeia já decorreram à muito tempo, mas só agora a Anprobe resolve falar (pelo menos publicamente). Porque será?

homemlivre, em 2008-08-12 12:41:34


È a politica deste Governo XUXA.A única coisa a fazer é correr com eles nas próximas eleições.Pior do que esta canalha é dificil...Estamos a pagar os erros que cometemos.Um Estado e um Governo Autoritário e Estalinista que finge ser Democrático.Quando há qualquer coisa que começa a dar "certo"....a canalha acaba com ela.
ram, em 2008-08-12 12:35:47

 

Não à subsidiodependência!
gipsyking, em 2008-08-12 12:15:34

o ministro é um atrasado mental!
numa altura em que importava assegurar uma reserva agrícola no âmbito dos combustíveis alternativos a beterraba deveria ter sido considerada uma cultura estrategica para o país, o governo, que vai investir uma quantia faraónica em autoestradas de que já não necessitamos mais(o que falta são vias complementares) deveria ter investido na reconversão da industria, que poderia fornecer 20.000 toneladas de bioetanol por ano, sem comprometer os preços ao consumidor de produtos alimentares.
Com a sua habitual insanidade o ministro fez ruir uma das últimas soluções para a crise energética do país.
A crise pelos vistos não é realmente na energia, mas no governo, com cavalgaduras destas a mandar estamos condenados!

balburdio, em 2008-08-12 11:19:22

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 10:16
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Beterraba açucareira deixa de ser cultivada em Portugal

 

Produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche chega ao fim. Produtores lamentam e acusam Governo de «incompetência» nas negociações

A cultura de beterraba açucareira, iniciada há pouco mais de uma década em Portugal, tem este ano a sua última campanha, com o fim da produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche.

 

Manuel Campilho, presidente da Associação Nacional de Produtores de Beterraba (Anprobe), não esconde o inconformismo e repete as críticas ao ministro da Agricultura, «que aceitou que se liquidasse esta cultura» em Portugal.

No seu entender, só por «incompetência» Portugal pode ter saído penalizado na reforma encetada em 2006 pela União Europeia no sentido de reduzir a produção europeia de açúcar em 6 milhões de toneladas até à campanha 2009/2010.

«Portugal aceitou ser tratado como um grande produtor e colocado em pé de igualdade com países exportadores como a Alemanha e a França, quando na realidade produzimos apenas 20 por cento do açúcar que consumimos», disse Manuel Campilho à agência Lusa.

«Incapacidade de previsão»

Para o presidente da Anprobe, só a «incapacidade de previsão» não permite encarar este como um produto estratégico para o país, sobretudo numa altura em que a subida dos preços dos combustíveis obrigaria a encarar a regionalização da produção.

«A beterraba era uma cultura alternativa para os agricultores portugueses, por isso nos batemos pela fábrica» da DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, em Coruche, que começou a laborar em 1997 e que implicou um investimento da ordem dos 80 milhões de euros.

Quota reduzida de 70 mil toneladas para 34 mil e depois para 15 mil

A quota de 70 mil toneladas de açúcar de beterraba atribuída à DAI foi reduzida em 2007 para 34 mil e este ano para 15 mil, tendo a empresa decidido, após autorização da Comissão Europeia, dedicar-se exclusivamente à refinação de açúcar de cana, o que obrigou a investimentos de adaptação da ordem dos 12 milhões de euros.

Numa década, os produtores portugueses conseguiram atingir níveis recorde de produção (mais de 90 toneladas por hectare, o dobro dos obtidos na campanha de 1997), sublinhou Manuel Campilho.

Na sua Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, a colheita nos 25 hectares semeados, que começou a semana passada, perspectiva valores da ordem das 100 toneladas por hectare.

Na sementeira do Outono, esta cultura será substituída por milho e ervilha ou por girassol, dado que a DAI decidiu renunciar à quota da próxima campanha.

«A beterraba provou ser uma alternativa muito interessante», disse Manuel Campilho à Lusa, lamentando que a Alemanha e a França tenham quebrado a solidariedade que desde 1968 reinava na confederação de produtores europeus.

Mercado desorganizado

No seu entender, a reforma do açúcar decidida «unilateralmente» pela Comissão veio «desorganizar o mercado» com a abertura à importação de ramas «sem limites».

O regime de reestruturação do açúcar adoptado em 2006 pela Comissão Europeia visa reduzir a produção na União, em 6 milhões de toneladas até à campanha de 2009/2010, para níveis considerados sustentáveis.

A Organização Comum de Mercado (OCM) do Açúcar é regida, desde 1968, por regulamentos da Comunidade Europeia, que estabelecem as regras no que diz respeito a preços, quotas e trocas comerciais com países terceiros.

Ministro da Agricultura: produtores de beterraba «não têm razões de queixa»

Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, os produtores de beterraba «não têm razões de queixa» da negociação feita pelo Governo português.

Sublinhando o montante significativo de ajudas ao abandono da produção até 2013, da ordem dos 6,4 milhões de euros, o ministro frisou, há um ano, o facto de Portugal ter conseguido garantir a continuação da laboração da DAI.
 

 

in IOL Diário

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publicado por portuga-coruche às 12:31
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