Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Pais estranham refeições mais baratas nas escolas

 
A Confederação de Associação de Pais estranha que os preços das refeições das escolas sejam cada vez mais baixos e pede aos pais para que estejam atentos ao que é colocado nos pratos dos filhos.

«Nós hoje temos preços de refeição mais baratos do que existiam há quatro anos», revela à Lusa o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, contrabalançando esta realidade com o aumento do custo de vida.

Para Albino Almeida, a descida de preços está relacionada com o desejo das empresas em conseguir ganhar os concursos. «Só isso é motivo suficiente para estarmos atentos à qualidade e à qualidade dos alimentos», defende.

À Confap chegam várias vezes histórias de escolas onde a comida não agrada aos pais por ser de má qualidade ou parecer «manifestamente insuficiente».

Sem identificar os estabelecimentos de ensino, Albino Almeida exemplificou com um caso em que foi servida uma sopa aos alunos «sem qualidade» e outro em que «as doses da carne eram manifestamente insuficientes». O responsável diz que ainda hoje guarda as fotografias tiradas às refeições colocadas nos pratos dos alunos.

Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, António José Ganhão, garante que a qualidade das refeições tem vindo a melhorar nos últimos anos e que as denúncias das associações de pais se referem a casos pontuais, que as escolas tentam resolver no momento.

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Adalmiro Fonseca, acredita que a descida de preços é conseguida com cortes no pessoal contratado, mas «nunca com cortes na comida».

Apesar de minimizar as críticas das associações de pais, Adalmiro Fonseca alerta para o facto de um número inferior de empregados na cantina poder corresponder a refeições menos saborosas: «Já me queixei disso na minha escola. Cortaram nos funcionários e o serviço obviamente ficou pior, porque a comida não era servida com a rapidez necessária e esfriava».

Já Manuel Esperança, do Conselho das Escolas, defende que a qualidade das refeições «depende» das empresas fornecedoras e que a garantia da qualidade é uma responsabilidade das direcções regionais e das escolas.

«Se uma escola vir que a comida que está a ser dada aos miúdos não tem qualidade ou que a quantidade não cumpre as normas do caderno de encargos é obrigada a denunciar a situação à direcção regional», lembra Manuel Esperança.

A Lusa questionou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) sobre o número de queixas que anualmente chegam às direcções regionais de educação, mas a tutela optou por explicar os procedimentos seguidos: «Todas as queixas que chegam às Direcções Regionais, independente do motivo (qualidade, quantidade, diversidade, higiene, número de trabalhadores adstritos ao serviço) são tratadas com as empresas fornecedoras através de contactos directos, designadamente reuniões».

O MEC garantiu que «as Direcções Regionais de Educação mantêm um contacto permanente com os Agrupamentos/Escolas, intervindo junto das empresas fornecedoras sempre que lhe são relatados problemas de qualquer índole, de forma a ultrapassar as eventuais deficiências detectadas».

Albino Almeida reconhece que, sempre que foram feitas queixas, «a qualidade da comida melhorou substancialmente».

Para a Confap, a forma de contornar eventuais problemas era permitir às associações de pais «total acesso» às cantinas e aos contratos de concessão celebrados com as empresas.

«A vigilância tem um objectivo, que é garantir a qualidade e a quantidade. Os pais têm o direito de conferir que aquilo que o Estado está a pagar é aquilo que chega aos pratos dos nossos filhos», defendeu Albino Almeida.

Lusa/SOL

 

 

in SOL

 

 

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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Câmara de Coruche abre concurso para fornecimento de refeições em escolas

A Câmara de Coruche decidiu rescindir contrato com a empresa que confecciona as refeições para alunos das escolas EBI/JI do Couço, EB 2/3 Dr. Armando Lizardo, em Coruche, e noutras cinco escolas de primeiro ciclo do concelho, além da Escola Profissional de Coruche.

 

 

De acordo com a vereadora com o pelouro da educação, Fátima Galhardo (PS), o contrato com a empresa está a chegar ao fim e a autarquia entendeu que é melhor rescindir o vínculo e abrir um concurso público internacional, com o objectivo de melhorar o serviço prestado.

 

 

“Não aceitamos que a confecção da comida não seja feita no próprio dia para todos os alunos e queremos qualidade e não apenas quantidade. Quem vier a ganhar o concurso terá de servir bem e melhor”, explicou Fátima Galhardo.

 

 

A vereadora da CDU, Ortelinda Nunes, concordou com a decisão camarária, recordando que no caso das refeições servidas na escola e jardim de infância do Couço, muitos pais e encarregados de educação optaram por outras soluções do que ter os filhos a comerem nas refeições servidas no refeitório escolar. “Está em causa a qualidade da alimentação”, acrescentou.

 

in O Mirante

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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

“Mês do professor, da criança e da educação” em Santarém

 

O “Mês do Professor, da Criança e da Educação” realiza-se em Santarém, com diversas actividades a acontecerem até ao final do mês de Abril, actividades que incidem sobre a violência escolar, a alimentação e os distúrbios alimentares mais frequentes nos jovens e ainda uma homenagem aos professores.

 

Os “Comportamentos de Bullying em contexto escolar” vão estar em debate, uma vez que falar de violência escolar é também falar de bullying. O termo bullying foi cunhado por Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, numa das suas investigações sobre tendências suicidas em adolescentes e vai estar em debate no workshop “Comportamentos de Bullying em contexto escolar”, no dia 20, às 18 horas, na Casa do Brasil, com o objectivo de  consciencializar os profissionais da educação e o público em geral para um problema que é vivido por um elevado número de crianças e jovens no nosso país.

O workshop “Comportamentos de Bullying em contexto escolar” vai ser proferido por Sónia Raquel, da Escola Superior de Educação de Santarém e está integrado no “Mês do Professor, da Criança e da Educação” que está a decorrer  até ao dia 23 de Abril, em Santarém.

“Somos o que comemos”. Este é o mote para a palestra sobre “Alimentação Saudável e Distúrbios de Comportamento Alimentar”, pelo nutricionista Ricardo Nunes, no dia 21, às 18 horas, também, na Casa do Brasil.  A palestra é dirigido a jovens, profissionais de educação, pais e público em geral.

O “Mês do Professor, da Criança e da Educação” culmina com um jantar de homenagem aos professores, no dia 28 de Abril, na  Casa Campino. A animação vai estar a cargo dos vencedores do concurso “BioSong” e por outros artistas. No local, vai estar também patente uma exposição com os melhores trabalhos do Concurso “BioFlash”.

 

in O Ribatejo

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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Como é para a Roménia não tem importância!

Cataluña permite la exportación a Rumania de un pez tóxico del Ebro


Un 70% de los siluros del río tiene niveles de mercurio peligrosos, según el CSIC

 

Un pescado bajo sospecha por su elevada toxicidad se pesca en el tramo bajo del Ebro para ser exportado a Rumania, donde se destinará al consumo humano, entre otros usos. Así lo explican un miembro de la empresa que los pesca y un responsable de la Generalitat, pese a que la seguridad como alimento del siluro es cuestionada por el Centro Superior de Investigaciones Científicas. Un portavoz del Departamento de Medio Ambiente catalán afirmó, por su parte, que la empresa elimina legalmente "los peces con su exportación como masa orgánica" con destino "no humano".

El controvertido negocio es el fruto de un proyecto piloto del Gobierno catalán para combatir al siluro, un gran depredador de agua dulce introducido para la pesca deportiva en la década de los stenta y que causa graves daños en la fauna autóctona.

La Generalitat autorizó a la empresa Mondo Ivans, propiedad de un inmigrante rumano, a pescar desde el pasado octubre y sin límite ejemplares de siluros que luego son congelados para su exportación. La empresa ya tiene almacenadas casi tres toneladas de pescado y espera a llegar a las cinco para hacer el primer envío a Rumania. "Cuando reunamos cinco toneladas los enviaremos a Rumania. Para fabricar harina y también para comer. Allí es un pescado muy apreciado y enviando más cantidad nos sale más barato", explicó Valentin Ivanov, hermano del dueño de la compañía y encargado de capturar los siluros.

El responsable de Medio Ambiente de la Generalitat en las Tierras del Ebro, Víctor Gimeno, afirmó por su parte que la empresa "comercializa los siluros como mejor les parezca, para consumo humano o para la fabricación de harina".

Combatir la plaga haciendo un buen negocio sería una brillante solución al problema si no fuera porque el Centro Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) alertó el año pasado de que siete de cada 10 siluros y carpas del tramo bajo del Ebro contienen "niveles elevados de mercurio, otros metales pesados y compuestos organoclorados", afirma Jordi Grimalt, autor del estudio. La mitad de los ejemplares analizados rebasaba los niveles recomendables para la salud y un 20% superó la concentración de mercurio permitida en la normativa española, según el estudio, encargado por el Ministerio de Medio Ambiente. Grimalt califica de "disparate que se le dé algún uso a estos peces, y aún más que puedan terminar destinados a consumo humano".

La ingesta de elevados niveles de mercurio lesiona a largo plazo el sistema nervioso, detalló Grimalt, que también rechaza su uso para cualquier tipo de pienso. La zona de pesca queda unos 50 kilómetros más abajo del pantano de Flix, que acumula 700.000 toneladas de residuos tóxicos de la industria química.

Pese a estos antecedentes, la Generalitat ha autorizado a esta empresa "a instalar 100 instrumentos de pesca en el río", explica el responsable de Medio Ambiente de la Generalitat, Víctor Gimeno. Los rumanos, según las costumbres de pesca en su país, no pescan a los siluros con caña, sino con redes y trampas.

Por su parte, Valentin Ivanov, de origen ruso y 49 años, dice que ha invertido sus ahorros en el proyecto aprobado por la Generalitat y asegura que de vez en cuando come alguna de sus capturas. "¿Por qué aquí no se comen? Es una cuestión cultural", resuelve, antes de admitir que no sabe si los siluros son tóxicos o no.

Valentin lleva gastados unos 32.000 euros en el plan piloto porque la Generalitat, que tiene en cuenta que la empresa obtiene ingresos con la venta de los siluros, no les ha facilitado ninguna infraestructura, vehículos o redes de pesca. Él y otros tres pescadores han instalado allí una cámara frigorífica donde acumulan sus capturas. También varias habitaciones en las que duermen gran parte de la semana.

 

in El País

 

As autoridades europeias já deveriam ter percebido que o que é mau para nós é mau para os outros. Romenos também são gente, também tem crianças e sentem, são pessoas! A ser verdade o consumo humano de siluro é um crime vender a alguém para comer e um crime saber que é toxico e não avisar.

Obrigado pelas referência amigo Filomeno. Portugueses, Espanhois, Franceses ou mesmo Romenos todos temos as mesmas preocupações perante esta globalização que não respeita ninguém, especialmente se o objectivo é o lucro.

 

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Bactéria mortal nas cantinas

Foram encontrados alimentos contaminados em cantinas escolares, hospitais e lares para os idosos


 

Saúde: 101 amostras de alimentos contaminados

 

Uma bactéria – listeria monicytogenes –, que pode ser mortal, foi detectada em 101 amostras de alimentos recolhidos em cantinas de escolas, hospitais e lares de idosos.

 

A bactéria foi detectada em vegetais em decomposição, carne de porco, salames, patês de frango, peru e carne de vaca.

O anúncio da presença daquela bactéria nos alimentos foi feito pela investigadora Isabel Santos, do Laboratório de Microbiologia dos Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), no Congresso de Saúde Pública, em Lisboa.

Segundo o CM apurou, as 101 amostras contaminadas com a bactéria foram detectadas num universo de dez mil análises efectuadas durante quatro anos.

Fonte do INSA afirmou que "das 101 amostras com a bactéria apenas cinco por cento – que correspondem a cinco amostras – apresentavam um grau de contaminação acima dos valores de referência, o que poderia pôr em risco a saúde das pessoas".

A taxa de mortalidade da infecção provocada pela listeria monicytogenes é elevada, ronda os 25 por cento, aumenta com a idade e é maior nos doentes crónicos e em recém-nascidos.

Ao CM o bastonário dos Médicos, Pedro Nunes, desvalorizou a importância da bactéria, afirmando que "existe desde sempre".

Cristina Serra
 
in Correio da Manhã

 

 

Listeria monocytogenes

 

Características
Bacilo pequeno Gram +.
Não formador de esporos.
Anaeróbio facultativo.
ß-hemolítico.
Catalase positiva.
Oxidase negativa.
Motilidade característica a 20 C (em "guarda chuva")
Cresce a temperaturas de refrigeração.

 

Factores de virulência
Parasita intracelular facultativo.
Induz a formação de granulomas.
Listeriolisina O (ruptura dos fagossomas).
Isolada do solo, água, pó, vegetação, peixes, insectos, pássaros e animais.

 

Transmissão
Ingestão de alimentos contaminados.
Alimentos refrigerados são de maior risco Leite e queijos são considerados os alimentos de maior risco, embora surtos ocorram em vários alimentos, incluindo saladas e vegetais prontos para o consumo A fonte primária da bactéria é o ambiente: vegetação, solos e animais, os quais contaminam os alimentos.

 

Patologias
Doença em adultos saudáveis é assintomática ou síndrome do tipo gripal.
Meningite e bacteremia especialmente em imunocomprometidos.
Doença neonatal.

 

Doença precoce
Transmissão placentária.
Abcessos e granulomas.

 

Doença tardia
Ocorre após o parto
Meningite.

 

Terapêutica
Penicilina ou ampicilina

 

Prevenção
Cuidados com alimentos susceptiveis (queijo fresco, carne suina mal passada)

 

Informação obtida em Wikipedia

 

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Terça-feira, 10 de Março de 2009

GNR vigiou exploração pecuária ilegal durante toda a noite

Vários militares da GNR vigiaram durante toda a noite e madrugada a exploração pecuária ilegal sujeita a inspecção ontem em Arados, Samora Correia. Hoje será decidido o destino a dar a dezenas de animais que estão em situação ilegal gerando risco para a saúde pública.

O MIRANTE acompanhou ontem de manhã uma operação da ASAE e a GNR de Coruche. No local, os inspectores, encontraram porcos, já em decomposição, junto dos restantes animais vivos e ainda cabritos mortos pendurados na vedação como O MIRANTE tinha noticiado há quinze dias. Dezenas de animais são criados e guardados num autêntico lamaçal sem as mínimas condições de higiene e segurança alimentar. Um intenso cheiro a cadáver fazia-se sentir durante a manhã.

Os dois elementos da brigada de fiscalização da ASAE da delegação de Santarém e os militares da Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente do destacamento da GNR de Coruche tiveram a companhia do dono da exploração. O proprietário, um empresário residente no local, tentou justificar a situação e apresentou apenas alguns dos vários documentos que os fiscais lhe pediram.

Mais desenvolvimentos deste assunto na edição impressa de O MIRANTE na quinta-feira.

 

in O Mirante

 

 

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Faltava-nos esta: Assar no carvão produz composto cancerígeno no salmão e sardinha

Assar no carvão produz composto cancerígeno no salmão e sardinha


CÉU NEVES

 
Estudo. Investigadores da Universidade do Porto

O problema está na forma e no tempo de confecção, avisam os especialistas

Sardinhas ou postas de salmão assadas perto das brasas adquirem compostos carcinogénicos, conclui uma equipa de investigadores da Universidade do Porto. A mesma equipa chegou a conclusões idênticas em relação à carne assada na brasa, o que prova que o problema está na forma e no tempo de confecção.

"Tudo depende da temperatura e do tempo de cocção [cozedura], já que esses dois factores têm influência na quantidade e no tipo de aminas aromáticas heterocíclicas (HAA), os elementos carcinogénicos em estudo", disse à Lusa a principal autora da investigação, Isabel Ferreira, do Serviço de Bromatologia da Faculdade de Farmácia (FFUP).

Os valores de HAA detectados eram tanto mais elevados quanto mais bem passados estavam os alimentos. O grau de cozedura "influenciou significativamente a formação de HAA nas sardinhas grelhadas, já que nas amostras mal passadas não se detectaram HAA, ao contrário do que se verificou nos alimentos bem passados", explica a equipa de investigadores da Universidade do Porto (ver caixa), na apresentação do projecto.

O salmão grelhado bem passado também apresentou as HAA, embora com um perfil diferente do das sardinhas grelhadas. Provou-se "que a temperatura e a proximidade à fonte de calor são factores determinantes na formação" destas substâncias cancerígenas.

O estudo espera a publicação na revista da sociedade americana de química, Journal of Agricultural and Food Chemistry da American Chemical Society , mas os cientistas portugueses sabem que a sua inserção já foi aprovada.

Os investigadores colocaram as sardinhas perto das brasas e durante quatro minutos de cada lado, comparando em seguida com outras sardinhas grelhadas mais afastadas do carvão. E, nestas últimas, não encontraram HAA. Outra das tarefas foi grelhar salmão no carvão e em grelhadores eléctricos até que este tivesse bem passado. O tempo de cozedura foi igual em ambos os métodos.

Os teores mais elevados de HAA foram observados nas postas grelhadas na brasa, perto da fonte de calor, onde as temperaturas rondavam os 280 ou 300 graus Celsius. Nas que foram assadas sobre a chapa eléctrica ou afastadas do carvão detectaram-se substâncias cancerígenas baixas. Acrescente-se que no grelhador eléctrico as temperaturas não ultrapassavam os 200 graus.

Equipa faz demonstração

A equipa de investigadores fez, esta semana, uma demonstração de como os alimentos devem ser cozidos. A tarefa foi entregue a Catarina Petisca, um dos elementos da equipa e que usou a cozinha/laboratório da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto. E seguiu à risca a mensagem dos coordenadores: distância do carvão, temperatura não muito elevada e pouco tempo.

São cuidados que "aumentam as capacidades benéficas do peixe e que previnem a formação dos compostos prejudiciais", frisavam Olívia Pinho, da Faculdade de Ciências da Nutrição (FCNAUP) e Isabel Ferreira (FFUP), segundo cita a Lusa.

A mesma equipa publicou recentemente na mesma revista norte-americana um estudo sobre as vantagens de marinar carne em vinho ou cerveja antes de ser cozinhada para evitar a formação dos mesmos compostos. E verificou-se "uma redução significativa destas nas amostras de bife grelhado, marinado em vinho ou em cerveja.

O uso destas marinadas permite reduzir a exposição dos consumidores a estes compostos", concluíram os investigadores do Porto.

in DN Online

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Lidl limita venda de arroz aos clientes

A cadeia de supermercados Lidl está a racionar a venda de arroz nas suas lojas em Portugal. A notícia é avançada pelo jornal Público que cita um aviso colocado nas lojas deste grupo: cada cliente não pode comprar mais do que dez quilos de arroz. Uma medida justificada com a escassez daquele cereal.

 

 

No referido aviso, noticia o Público, a cadeia de supermercados Lidl invoca o decreto-lei nº 370/93 de 29 de Outubro, que, no seu artigo 4º, admite a recusa de venda de bens nos casos em que esteja em causa «a satisfação das exigências normais da exploração industrial ou comercial do vendedor, designadamente a manutenção dos seus stocks de segurança», bem como nos casos em que exista uma «desproporção manifesta da encomenda face às quantidades normais de consumo» do comprador.

 

A medida é inédita em Portugal e surge dias depois de a Associação Nacional dos Industriais do Arroz ter alertado para o facto de haver menos arroz disponível no mercado.

 

in IOL Portugal Diário

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Domingo, 25 de Maio de 2008

O ARROZ QUE CAI DO CÉU NÃ0 É PARA TODOS

O ARROZ QUE CAI DO CÉU NÃ0 É PARA TODOS


PEDRO FERREIRA ESTEVES Texto ORLANDO ALMEIDA Foto
Em Portugal, ainda se semeia arroz à mão

As sacolas carregam entre 40 e 50 quilos e o peso sente-se principalmente no ombro, onde o movimento de apanhar uma mão-cheia de sementes e lançá-las pelos campos vai friccionando a alçada da sacola com a pele até fazer ferida. Pelos canteiros já alagados, espalham-se cinco ou seis trabalhadores, alguns deles adolescentes, cujo espaço de acção cobre a totalidade do rectângulo de dois hectares, dois campos de futebol de 11. Este cenário podia descrever a sementeira de arroz num dos maiores países produtores de arroz da Ásia. Mas passa-se em Portugal, o maior consumidor deste cereal da Europa e o terceiro maior produtor depois da Itália e Espanha. E passa--se a escassos 200 metros de um outro canteiro onde sobrevoa um pequeno avião que faz a mesma tarefa de modo incomparavelmente mais rápido.

"O avião é mais barato para eles mas gasta mais sementes, porque cobre 24 metros de cada vez mas deita muito arroz para fora dos canteiros", explica um dos jovens, com uma garrafa de cerveja na mão numa das pausas do trabalho, sublinhando a competição aparente entre os extremos da produção de arroz em Portugal.

Semear à mão existe mas é a excepção. A produção de arroz modernizou-se nas últimas décadas em Portugal, com o desenvolvimento tecnológico que trouxe máquinas como o secador ou o laser para facilitar a agricultura massificada. É a capacidade de ter acesso a essas máquinas que separa o que é ainda uma agricultura de subsistência do que pode ser considerado o topo da escala: produzir para obter lucros e crescer cada vez mais.

No meio, encontra-se o grosso dos agricultores de arroz (orizicultores) em Portugal. A sua ascensão tem sido possível graças à associação a outros produtores como forma de partilhar o custo elevado das máquinas. Quanto mais se poupa nas despesas, maior é a possibilidade de se deixar de fazer arroz para sobreviver e passar a ter condições para melhorar a qualidade de vida.

Nada disto parece importar para os jovens que estão no fundo desta escala. "Nós trabalhamos para o meu padrasto, que recebe do dono das terras. Agora estamos a semear. Já está quase no fim. Depois do Verão, vimos para a colheita. Quando não se faz nada aqui, vamos para a cortiça, para o tomate, para o azeite. Esta é a nossa vida", descreveu o mesmo adolescente que se queixa das feridas no ombro.

Por quilo semeado recebem 50 cêntimos, um aumento em relação aos 45 cêntimos do ano passado. Um efeito da subida dos preços? "Não, há dois anos também recebíamos 50 cêntimos". Em poucos dias, conseguem acumular 200 euros, se semearem a um ritmo de 400 quilos por semana. Metade do peso que a avioneta do vizinho carrega em cada voo de 20 minutos que faz sobre os campos. E que lhe permite semear 20 hectares por hora, em média. Uma disparidade de produtividade e custos que convive lado a lado e que não é do conhecimento de todos os que trabalham neste sector.

"Em Portugal já não se semeia à mão. Não compensa e é duríssimo", afirma um dos responsáveis de uma das muitas cooperativas existentes em Portugal, onde a produção de arroz está dividida por três regiões: Baixo Mondego, vale do Sorraia (Salvaterra de Magos e Coruche) e Sado (Alcácer do Sal). O mesmo responsável deixa escapar um "coitados" quando fica a conhecer a realidade do grupo de seis trabalhadores dos campos a poucos quilómetros de distância. Uma realidade em que as comportas que permitem controlar os níveis da água dos canteiros ainda são feitas com montinhos de terra, por oposição às estruturas de ferro com uma alavanca no topo utilizadas nos campos onde sobrevoam as avionetas. E que, brevemente, serão elas próprias substituídas por sistemas electrónicos controlados à distância.

Apesar das distâncias, todos os que cultivam arroz têm algo em comum. "Os lagostins são os nossos maiores inimigos", resume um dos jovens dos 50 cêntimos ao quilo, que acrescenta, "e os mosquitos também. Mas menos, porque já nem sentimos as picadas". Os lagostins vivem nos terrenos alagados do arroz e cavam túneis entre os "muros" que dividem os canteiros, desequilibrando os seus níveis de água. "Ficamos lixados quando chegamos aqui de manhã e um canteiro está vazio porque os cabrões dos lagostins cavaram um túnel", diz um outro dos jovens que trabalham no mesmo local.

Nos campos maiores dos grandes produtores, o lagostim até passou a ser um negócio... para os espanhóis. "Vêm aí os espanhóis buscar centenas de lagostins. Às vezes, no Verão, o chão fica coberto de lagostins", revela um produtor já integrado numa cooperativa. E são bons para comer? "Não, não sabem a nada."

Preços altos não se sentem

Outra coisa que a agricultura de subsistência e a grande produção têm em comum é o facto de não se sentir ainda a subida dos preços do arroz nos mercados. "O único sítio é no prato, não é no campo", resume o padrasto do rapaz do ombro ferido, numa referência ao aumento de 25% do quilo de arroz nos supermercados.

Uma posição semelhante à dos outros produtores que usufruem das melhores condições para semear e colher. "Agora estamos a pagar a subida dos custos dos combustíveis, os adubos duplicaram de preço, o custo das sementes também disparou", explica Ricardo Costa, técnico da associação de agricultores do distrito de Setúbal. "No ano passado, o custo de produção era de 650/700 euros por hectare, agora é de 750/850 euros", resume. Entretanto, os produtores ainda não têm receita, porque só no final do ano é que negoceiam a venda da sua produção. "Esperemos que os preços fiquem altos até Outubro ou Novembro, que é quando os produtores vão vender o arroz, para poderem compensar o aumento dos custos de produção ao longo do ano. Mesmo assim, ficam sempre nas mãos dos distribuidores", alerta o técnico de Setúbal.

Um dos produtores que dependem das máquinas da cooperativa dos produtores da Camporta para conseguir pagar os efeitos da escalada do petróleo é mais directo. "Não dá para viver só disto, tenho de ir fazendo um biscate aqui e ali", diz Rogério Santos, que paga anualmente 200 euros por cada um dos seus oito hectares ao proprietário das terras que cultiva.

Em 12 meses, o preço do arroz nos mercados internacionais cresceu 150%. O custo do barril do petróleo passou, num ano, de 70 para 130 dólares, impulsionando o litro do gasóleo em cerca de 30%. O problema para os produtores é que têm de pagar primeiro os combustíveis e só mais tarde, eventualmente, receberão de acordo com o aumento do preço do arroz.

Da subsistência ao lucro

Orlando Silva está há 40 anos a cultivar arroz. Foi testemunha de todas as principais transformações sofridas por esta actividade. Desde as

sementeiras e colheitas feitas à mão por grupos de 20 raparigas recrutadas nos casais da região de Coruche, nos anos 60, até ao aparecimento das primeiras máquinas de secagem colectivas. Viveu a reforma agrária e as regras instituídas pela Política Agrícola Comum e passa agora pela inédita crise dos preços altos da matéria-prima.

"Um compadre meu, em 1965, até conseguiu convencer o presidente da junta de freguesia de Salvaterra a fechar a rua principal da vila para estender as plantas ao sol. Eram outros tempos", lembra, sem uma ponta de nostalgia. Desde essa altura, a orizicultura mudou muito. Para melhor. A revolução tecnológica trouxe condições de produtividade incomparavelmente superiores. "O laser foi a grande revolução do arroz", diz, referindo-se à tecnologia que permite, através de uma sonda e um sinal sonoro, detectar desníveis no terreno.

O cenário da conversa com Orlando Silva e com o seu vizinho e amigo de longa data, Nuno Machado, está longe dos campos onde ainda se semeia à mão. Os canteiros são enormes, do tamanho de dez campos de futebol de 11. E as semelhanças com o imaginário de alguns países asiáticos de intensa produção só se verificam quando as frases são interrompidas pelos voos dos caças que sobrevoam o Campo de Tiro de Alcochete. "Parece uma guerra, não é? À noite é o pior, quando eles lançam as bombas", diz, sorridente, Orlando Silva.

Para aumentar a singularidade do momento, este produtor que tem à sua conta 80 hectares de arroz vai buscar um dos poucos instrumentos que sobreviveram ao desenvolvimento industrial. É um "espanta- -pássaros" que, a cada cinco minutos, lança "bombas" de ar, com um som muito semelhante ao de um tiro de caçadeira. "Elas já se habituaram, nem se mexem", constata perante a indiferença das dezenas de cegonhas que continuam, tranquilamente, a alimentar-se do arroz semeado. Só ao quinto "tiro" é que levantam, em bando, para um outro canteiro mais à frente, onde o som do "espanta-pássaros" já não incomoda tanto.

Estes produtores já passaram, há muito, os níveis de subsistência. Nuno Machado, que controla quase 200 hectares herdados do sogro, deixou a carreira que tinha como comandante da marinha mercante para se dedicar ao arroz. E é ele que manifesta de forma mais veemente o único efeito positivo da crise actual dos preços do arroz. "A opinião pública via muito mal os agricultores, eram os malandros que tinham os subsídios, todas as facilidades. Finalmente, olham para nós e percebem que precisam de nós. Porque se não produzirmos, eles não comem."

Uma preocupação que está longe da manifestada pelos pequenos produtores da Comporta, mais preocupados com a subida dos combustíveis. E que simboliza os diferentes estilos de vida que o arroz oferece aos produtores.

Tanto Orlando Silva como Nuno Machado são relativamente autónomos na produção, apesar de estarem integrados na Orivárzea, uma empresa de cariz cooperativo que abrange todas as fases da cultura, desde a sementeira até à entrega do arroz aos distribuidores. Ainda assim, reconhecem que esta forma de organização colectiva foi essencial na ascensão que tiveram da agricultura de subsistência até ao patamar onde estão hoje. A partilha de ceifeiras-debulhadoras, de secadores, de laseres, de tractores, de silos de armazenamento, de fábricas de transformação e empacotamento, permite aos mais pequenos poupar custos vitais para aumentar os seus rendimentos.

E agora até podem ter alegria no trabalho. "Esta ceara dá luta, tem de se controlar todos os dias, subir a água, descer a água, matar o bicho. Não se pode adormecer na cultura do arroz. Dá gozo e incentiva o trabalho, para quem gosta de ter as coisas bem feitas", partilha Orlando Silva, com um brilho nos olhos
 
publicado por portuga-coruche às 18:18
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