Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Aquecimento global é história para boi dormir”, diz climatólogo da USP

A pouco mais de um mês para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o professor Ricardo Augusto Felício é a “água no chope” de qualquer tese ambientalista, a ponto de dizer que o aquecimento global é “história para boi dormir”, que o protocolo de Kyoto “é uma grande besteira” e que Al Gore, o ex-vice-presidente americano que fez o documentário “Uma Verdade Nada Inconveniente”, sobre os perigos da elevação das temperaturas no planeta, não passa de um “sem-vergonha”.

O que mais intriga em Felício, e que serve como contraponto ao espírito de conservação ambiental e de políticas de sustentabilidade tão em voga, é que o seu discurso é muito bem embasado em estudos e, claro, na sua formação específica: é bacharel e mestre em meteorologia da Antártida, onde já esteve para duas temporadas de pesquisas, além de doutor em climatologia da Universidade de São Paulo.

Ele repudia a existência do efeito estufa e afirma, com toda a convicção, que buraco na camada de ozônio é algo equivocado, pois sem a incidência do sol, ela simplesmente não existe, é um estado transitório. Sempre com argumentos fortes. “Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. O discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. A gente fica evocando os maiores medos da humanidade”, explica.

Vinte anos após a Eco92, o Brasil, e especificamente o Rio de Janeiro, volta a ser o centro das atenções em temas relacionados ao meio ambiente e suas políticas a partir do mês que vem. Para o professor, porém, tudo não passa de “uma grande mamata”. “A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show!”, afirma.

Confira a seguir a entrevista exclusiva do Terra com o climatólogo da USP.

Terra: Quer dizer que essa história toda de aquecimento global é pura balela?
Ricardo Felício: É história para boi dormir. Primeiramente, pela hipótese que se utiliza: essa história toda de efeito estufa, que aí incrimina o gás CO2, aquele que alimenta toda a nossa vida, e está entre os que absorvem a radiação infravermelha, deixando a Terra ainda mais quente. Mas isso aconteceu sempre em toda a história do planeta. A taxa de CO2 é extremamente pequena, em torno de 0,033% a 0,035%. É tão ridículo! E estamos falando de todo o CO2 do planeta. Para você ter uma noção, a atividade humana é menor que a dos insetos. Não dá para engolir mais essa história. É uma física impossível. Se isso acontecesse os cientistas já teriam montado algum equipamento nesse sentido, justamente para captar essa energia extra, você não acha?

Terra: Sinceramente não sei, mas estou ouvindo sua tese.
Felício: O climatólogo canadense Thimoty Ball (outro famoso por contrariar a tese coletiva do aquecimento global) dizia que nós confundimos essa ideia de green house (casa verde) com glass house (casa de vidro). Porque a energia entra naquela casinha de vidro, esquenta o ar, mas ele não sai lá de dentro. O efeito estufa é um efeito que diminui, ou até anula a dinâmica de fluído de atmosfera. Você está dentro do carro, com vidro fechado: você vai morrer porque você está com calor. Abriu o vidro, caem 20 graus quase que automaticamente.

Terra: E os outros gases, como os CFCs?
Felício: Essa besteira que inventaram que foi o protocolo de Montreal, que antecedeu outra besteira chamada protocolo de Kyoto, fala que não pode ter. Criaram até delegacias no Canadá para não se usar CFC. Você torna o gás um vilão, que quem usa tem que ser preso para não destruir a camada de Ozônio. Chegou-se ao ponto de se confiscar produtos, como desodorantes, que usavam esse gás. Resumidamente, é queda de patentes: é um gás altamente benéfico para a indústria, não reage com nada. Quando ele cai no mar, as próprias bactérias o destroem, segundo o último artigo científico que li. A quantidade de CFC é irrisória.

Terra: Mas não causa buracos na camada de ozônio?
Felício: Mudança climática não é ciência consolidada. Lá na Inglaterra já está saindo do currículo escolar. Mas para nós aqui, que somos país de terceiro mundo, continua se ensinando esta besteira. O que existe na atmosfera é nitrogênio e oxigênio. O tal do ozônio é um estado transitório quando a energia solar incide sobre a atmosfera. O ultravioleta categoria C, por propriedades da molécula, age sobre o O2. É bem simples o que eu vou dizer: ele reage, e gera o ozônio. Ele é transitório. Quando não tem energia, não forma. Sem sol, não tem camada de ozônio. É um ciclismo rápido. Quando não tem luz, não tem ozônio.

Terra: Você já viu, certamente, o documentário “Uma Verdade Nada Inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA, o Al Gore?
Felício: Ele é um sem-vergonha! Ele é dono da bolsa climática CCX (que cuida de créditos de carbono), que está caindo por chão, porque sua história é irreal. O filme e o livro são proibidos de entrar nas escolas do Reino Unido. A alta corte britânica proibiu, você sabia disso? Porque tem pelo menos 10 inverdades ali. Aqui você vai a qualquer escola e tem gente ensinando e falando do filme daquele desgraçado.

Terra: Quais inverdades são essas?
Felício: Uma é a do próprio efeito estufa, ao mostrar que os efeitos meteorológicos estão ficando severos. Poxa, gente de velha guarda dos Estados Unidos que estuda tornados há décadas mostra que isso não existe. É o processo da desinformação. Colocam um cientista político corrupto por trás, que vai na história que você quer escutar. Eu estudo há anos a Antártida e já estive lá duas vezes. Os anos de 2007 e 2009 foram os mais frios, quebrou-se recorde de 1941. Justamente no ponto em que eles dizem que mais se aquece, que é a península Antártida. O pessoal do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que trabalhava sério com as informações de meteorologia, nos últimos 15 anos mostrou que a temperatura estava baixando. Só que fecharam a estação deles! Quando a informação não convém, fecha-se.

Terra: Acho que algumas pessoas que lerem essa entrevista vão ter a impressão de que você fala de uma teoria da conspiração.
Felício: Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. Você vai me desculpar, mas o discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. As pessoas vão morrer! A gente fica evocando os maiores medos da humanidade.

Terra: Você está dizendo, fazendo um comparativo, que a ideia de aquecimento global é igual a dos armamentos de destruição em massa que o ex-presidente americano George W. Bush usou como justificativa para invadir o Iraque? Ou seja, a teoria do medo?
Felício: Exatamente. É o controle das pessoas. Você justifica qualquer ação governamental com isso. Esses caras estão passando por cima de tudo, estão legitimados porque estão salvando o planeta. Você está abrindo precedentes para se salvar o planeta. Passa por cima de lei, de controle de recursos naturais. O medo legitima a implementação de qualquer coisa, e ainda serve de desculpa que não deu para fazer algo que deveria ser feito. Teve enchente? Poxa, desculpa, quem mandou você usar o seu carro? Mudou o clima do planeta: se você não usar a sua lâmpada de led você vai ter um desastre de enormes proporções. Agora inventaram até essa história de proibir sacolinha plástica (a distribuição em supermercados) para obrigar as pessoas a gastar mais dinheiro.

Terra: Você também é contra isso? Mas o plástico demora mais de 100 anos para se degradar no ambiente.
Felício: O planeta é muito mais sofisticado do que a gente acha. Já existem vários mecanismos na espreita aproveitando a oportunidade. Já ouviu falar das leveduras negras? São bactérias que comem até petróleo. Esse papinho que não pode usar plástico é bomba relógio elitista, porque os pobrezinhos não vão poder mais usar. Vai fazer as pessoas gastarem dinheiro para se comprar plástico? É uma sem-vergonhice! Daqui a pouco vão falar que o aquecimento global começou com as sacolinhas. Temos tecnologia para chegar no lixão e eliminar o plástico. Poxa, já temos bactéria que come até petróleo! É a velha máxima: ‘Está com dor de cabeça? Corta a cabeça’.

Terra: Por que não usaram essa tal levedura no derramamento de óleo do golfo do México, então?
Felício: É como eu disse: tudo uma questão de interesse. Sempre é assim. Já estou abstraindo dessas coisas. Não dá, cara.

Terra: O que você acha da Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre agora no próximo mês de junho?
Felício: Minha opinião é a pior possível: a (premiê alemã Angela) Merkel não vem, um monte de gente não vem. O que vamos deixar para os filhos? Rio+50, Rio+infinito? Isso é literalmente manter as colônias daqui sob o domínio europeu. Em 1492 vieram com o espelhinho vender para gente, agora vêm com essa mentira. É a ‘mamata’, meu velho. A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show! (sobre o último grande encontro climático mundial na capital dinamarquesa, em dezembro de 2009). Nunca vamos resolver esse problema porque é a ‘mamata’ e não precisa de nenhum cientista para falar isso. O mito tem poder porque as pessoas acreditam. Aí eu quero ver quem é que vai por o nomezinho para se responsabilizar. Em ciência, quem faz afirmação é que tem que provar. Isso é um princípio, o cético não tem que provar, a gente pede a prova. Não tem prova nenhuma, isso que é o pior.

Não tem medo de estar totalmente enganado?
Felício: Nenhum mesmo. Não dá mais. O planeta vai fazer o que quiser e danem-se vocês seres humanos. Quando eu quiser fazer nevasca, vou fazer, e quando tiver tsunami vocês correm com os rabos no meio das pernas. Veja como é curioso: os cientistas sempre têm uma solução desde que você pague por elas. O cético fala para você não fazer nada, e não pagar nada. Não estou falando para você pagar algum produto meu.

Terra: E se daqui a alguns meses você escrever um livro falando sobre tudo isso? Não será também, de certa forma, por interesse?
Felício: A pior coisa para um cientista é ter que fazer isso. Passo o bastão para quem quiser. Queria ficar no meu cantinho, fazendo minha pesquisa, trabalhando sossegado. Mas é muita patifaria. Sou humanista, não um marxista. É o destino da humanidade por outro viés. O planeta vai muito bem, obrigado. Vai continuar por aqui quando nós já tivermos desaparecido. Já tem um monte de livros aí na praça, gente muito melhor do que eu. Procura na internet. São 35 mil oceanógrafos, meteorologistas dos EUA. Muita gente que não aceita essa hipótese. Não tem mais o que falar: tem que encerrar esse assunto. São dois mil anos de assunto, chega! Temos que nos preocupar em resolver os assuntos da humanidade, como os recursos hídricos para resolver a condição das pessoas na seca.

 

In Jornal Agora MS

 

 

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Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Rui Moura: Uma referência

Transcrevo o ultimo poste do Blog Mitos Climáticos, desta feita escrito não pela mão do Mestre Rui Moura mas dos filhos, é que, no passado domingo, faleceu no Hospital Santa Maria uma referência do Clima e da ciência em Portugal:

In Memoriam

É com pesar que a família de Rui Gonçalo Moura anuncia a sua morte, aos 80 anos, que ocorreu no Domingo 27 de Junho de 2010, devido a complicações derivadas de uma intervenção cirúrgica.

Para além de um marido, pai e avô extremoso, amigo dedicado, que deixa eterna saudade entre os seus familiares e amigos, Rui Gonçalo Moura foi um Engenheiro e homem de Ciência brilhantes, com uma paixão pela verdade científica. Depois da graduação como melhor aluno do seu curso, no Instituto Superior Técnico (IST), em 1957, trabalhou durante 30 anos como engenheiro electrotécnico. Foi simultaneamente assistente e professor convidado da cadeira de Electrotecnia Teórica, Medidas Eléctricas e Alta Tensão do IST entre 1970 e 1976. Serviu na Comissão Europeia de 1987 a 1990 e na Comissão Técnica e Científica do Plano Energético Nacional de 1989 a 1992.


Depois da sua reforma, em 1992, dedicou-se ao estudo do clima, de forma a poder contribuir para um debate que considerava fundamental. Possuindo uma mente verdadeiramente brilhante, para além de se ter tornado um especialista em dinâmica do clima, aprendeu a comunicar efectivamente na era moderna, e criou este Blog em 2005. Conjuntamente com Jorge Pacheco Oliveira, traduziu o livro "A Ficção Científica de Al Gore", de Marlo Lewis Jr., publicado pela Booknomics, 2008.

Podemos ainda recordá-lo nas suas participações recentes em dois debates televisivos sobre alterações climáticas, no programa Sociedade Civil (RTP2) em 4 de Outubro de 2009 e no Expresso da Meia Noite (SIC) em 11 de Dezembro de 2009.

Agora que já não está fisicamente entre nós, este Blog faz parte do seu legado científico, e a sua contribuição para um debate científico sério da dinâmica climática não será esquecido. Como não será esquecida a sua luta contra o obscurantismo científico, venha este de onde vier.

Agradecemos sentidamente a todos os que nos fizeram chegar o seu pesar e uma mensagem amiga, bem como os posts que fazem referências à sua personalidade e trabalho que encontrámos.

Jornais:
Correio da Manhã, Expresso, Jornal i

Blogs:
Anovis anopheles, Antena cristã, Blasfémias, Ecotretas, Enclavado, Lodo, Minoria ruidosa, Moicanos, My web time, Pena e espada, Universidade de Coimbra



A Família

 

 

 

 

 

 

 

 

in Mitos Climáticos

 

 

A Notícia no Correio da Manhã :

 

Rui Moura tinha 80 anos

Morreu tradutor português de ‘A Ficção Científica de Al Gore’

O climatologista Rui Moura, opositor das teorias do aquecimento global por acção humana, morreu no domingo, aos 80 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se encontrava internado, disse esta segunda-feira à Lusa fonte familiar.

 

Engenheiro eletrotécnico de formação, especializou-se mais tarde em Energia e depois em Climatologia, segundo a mesma fonte.  

Rui Moura foi professor no Instituto Superior Técnico e destacou-se nos últimos anos pelo combate às teorias de Al Gore, ex-vice-presidente norte-americano, sobre o aquecimento global que considerava alarmistas. 

"Chegou à conclusão que essas teses alarmistas não tinham bases científicas", disse à agência Lusa Jorge Pacheco Oliveira, o amigo, também engenheiro eletrotécnico, com quem criou o blogue ‘Mitos Climáticos’ e traduziu o livro ‘A Ficção Científica de Al Gore’.  

"Manteve-se na área dos críticos que não acreditavam naquilo e a ciência nisso deu-lhe inteira razão", referiu Jorge Oliveira. Rui Moura defendia que as alterações climáticas fazem parte do ciclo natural da Terra.  

O corpo de Rui Moura encontra-se em câmara ardente na Igreja de Caneças, concelho de Odivelas, onde se realiza na terça-feira a missa de corpo presente pelas 10h30, seguindo o funeral para o cemitério local.  

 

 

 

 

Vamos esperar que Jorge Pacheco Oliveira continue o Blog "Mitos Climáticos" que é uma "agulha" neste "palheiro" que é esta sociedade inundada de informação e especulação sem fundamento. 

 

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Debate entre cépticos e defensores dos perigos do clima aquece Copenhaga

Cimeira de Copenhaga

 

 

De um lado estão as dezenas de cientistas cujo trabalho tem integrado os relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que alertam que a temperatura da Terra está a aumentar devido à acção humana, com consequências graves em algumas partes do globo devido às alterações climáticas. Do outro estão os cientistas que põem em causa esta teoria e questionam o peso da acção humana nas alterações do clima.
 
AnaLuísa Marques
anamarques@negocios.pt
Raquel Martins
raquelmartins@negocios.pt


 

De um lado estão as dezenas de cientistas cujo trabalho tem integrado os relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que alertam que a temperatura da Terra está a aumentar devido à acção humana, com consequências graves em algumas partes do globo devido às alterações climáticas. Do outro estão os cientistas que põem em causa esta teoria e questionam o peso da acção humana nas alterações do clima.

O embate entre as duas facções vem de há muito, mas a Cimeira de Copenhaga e o escândalo em torno de alegadas manipulações de resultados que, apontando para um aquecimento exagerado da atmosfera - já conhecido como "clima gate" -, colocaram o debate ao rubro um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, a clivagem também se faz sentir. O Negócios falou com Carlos Câmara, da Universidade de Lisboa, e com João Corte Real, da Universidade de Évora. O primeiro tem poucas dúvidas quando ao aumento da temperatura. O segundo duvida, e não é indiferente ao "climategate".

Os argumentos ambos os lados são muitos (ver caixas em baixo). E os defensores de um lado e do outro são de peso. Entre as figuras mais destacadas estão Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, que em 2006 lançou uma alerta global sobre as alterações climáticas ("Uma verdade inconveniente"), e Bjorn Lomborg, o "ambientalista céptico".

Do alerta às soluções

Al Gore não dá importância nem aos que continuam a negar as alterações climáticas, nem aos que o acusam de no documentário "Uma verdade inconveniente" ter usados dados falsos. Aos cépticos, Gore diz: "As alterações que estão a ter lugar na Terra são a uma escala bíblica", leu-se numa entrevista recente concedida ao "New York Times". E, mesmo a tempo da Cimeira de Copenhaga, Gore lançou "A nossa escolha - um plano para resolver a crise climática", um livro sobre as "soluções" para o aquecimento global. "As soluções estão ao nosso dispor. Temos de tomar a decisão já", afirma.

Mas na memória de todos permanecem os alertas lançados há três anos no documentário "Uma verdade inconveniente", de que "a crise climática é, de facto, extremamente perigosa e uma verdadeira emergência planetária". Para Al Gore é necessário agir "corajosa e rapidamente" para evitar "terríveis catástrofes, incluindo mais tempestades, e mais fortes do que o furacão Katrina, tanto no Atlântico como no Pacífico".

Sensato ou provocador?

Bjorn Lomborg, director do Centro de Consenso de Copenhaga, um "think-tank" dedicado a temas ambientais, não nega que o aquecimento global é real e provocado pelo Homem, mas critica o "eco-fanatismo" e o "pânico alarmista causado por verdades inconvenientes como as de Gore, que nos fazem esquecer problemas mais importante como a fome, a pobreza e as doenças.

Lomborg reconhece que as suas posições irritam muitas pessoas: as que acreditam que as alterações climáticas vão conduzir a "catástrofes inimagináveis" e que a única solução é reduzir drasticamente as emissões de dióxido de carbono. Mas não se considera um provocador. "Se tenho essa fama, tal deve-se, simplesmente, ao facto de eu tentar ser equilibrado nas coisas que digo. Essa moderação é entendida como uma provocação, numa altura em que o debate sobre o ambiente está demasiado apaixonado e radicalizado", afirmou numa entrevista recente ao Negócios.

Numa entrevista à Bloomberg, afirmou que Copenhaga se prepara para repetir as "estratégias falhadas" da Cimeira do Rio e de Quioto: "Em 1992 prometeram cortar as emissões de CO2 e não fizeram nada. Em 1997 prometeram cortar ainda mais emissões de CO2 e voltaram a não fazer nada. Devíamos optar por algo politicamente viável e economicamente mais inteligente", defendeu. Para Lomborg, a solução passa por investir na investigação, de forma a que as "energias alternativas se tornem tão baratas que todos, incluindo a China e a Índia, vão querer usá-las".

No debate entre cépticos e não cépticos ninguém sai, por enquanto, vencedor ou derrotado. Só o tempo poderá dizer quem tem razão. Copenhaga será apenas uma batalha nessa guerra.

DEFENSORES

O aquecimento global é provocado pelo homem

Os resultados do último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas), realizado em 2007, revela que "é muito provável que as emissões de gases com efeito de estufa provocadas por acção do Homem sejam a principal causa do aumento global das temperaturas médias desde meados do século XX". Este estudo, o quarto relatório realizado pelo IPCC, antecipa que a temperatura do planeta poderá subir entre 1,8 e 4 graus até 2100, devendo o nível das marés subir até 58 centímetros, multiplicando secas e vagas de calor.

Terra suporta cada vez menos as actividades humanas

Um estudo realizado pela Global Footprint Network revela que a Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das actividades humanas, já que são necessários 18 meses ao planeta para regenerar os recursos que a humanidade consome num ano. Os dados recolhidos numa centena de países indicam que a humanidade consome recursos e produz CO2 a um ritmo 44% mais elevado do que a natureza pode produzir e absorver.

Concentração de gases poluentes atinge recorde

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a concentração de gases com efeito de estufa atingiu níveis-recorde e aproxima-se do "cenário pessimista" previsto pelos cientistas. "As novidades não são boas: a concentração dos gases com efeito de estufa continua a aumentar a um ritmo mais rápido", indica o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. A concentração de CO2, o principal gás com efeito de estufa, aumentou 38% desde 1750, cem anos antes da Revolução Industrial, e contribuiu, desde então, para 63,5% do crescimento do efeito de estufa na atmosfera, segundo os dados da OMM. Este contributo passou mesmo para 86% nos últimos cinco anos. Esta situação "confirma a tendência para um aumento exponencial", afirmou o mesmo responsável, acrescentando: "estamos cada vez mais próximos de um cenário pessimista" apontado pelo Grupo Internacional de Peritos sobre as Alterações Climáticas.

Consequências desastrosas se a temperatura subir 4ºC

David e Ed Miliband, respectivamente, ministros britânicos dos Negócios Estrangeiros e da Energia e Alterações Climáticas, elaboraram um estudo onde se prevê, por exemplo, que vastas áreas da floresta da Amazónia poderão desaparecer devido ao stress sobre

a vegetação ou propagação incontrolável de incêndios num cenário com mais 4ºC. O trabalho mostra que a mortalidade relacionada com o calor e outros impactos nocivos para a saúde deverá aumentar consideravelmente, mesmo tendo em conta a climatização, a adaptação e o menor número de mortes relacionadas com o frio.

CÉPTICOS

As alterações climáticas são um fenómeno natural

Não há provas científicas que mostrem que o aumento dos níveis de dióxido de carbono são provocados pela actividade humana, refere um estudo realizado pela European Foundation. "Este estudo mostra quão ténues, impróprias e falsas são as declarações políticas e científicas de que o aquecimento global é provocado pelo Homem. Há muito poucas evidências que suportem esta teoria", afirmou o autor do estudo, Jim McConalogue.



Previsões de consequências desastrosas são exageradas

Mas, do lado dos cépticos, há quem defenda, como é o caso de Bjorn Lomborg, que o "aquecimento global é real e é provocado pelo Homem". No entanto, criticam o "eco-fanatismo" e o "pânico alarmista". "As declarações sobre as consequências graves, fatais e imediatas do aquecimento global são frequentemente muitíssimo exageradas", defende.

Subida do nível das águas do mar não é catastrófica

Os estudos realizados durante mais de 30 anos pelo professor sueco Nils-Axel Morner sugerem que não "há evidência de que o nível das águas do mar esteja a subir de forma catastrófica", mesmo nas Maldivas e no Bangladesh. Morner argumenta que o principal problema é a erosão costeira e que o nível das águas do mar pode subir 10 centímetros ao longo deste século.

Reduzir as emissões de CO2 não é solução

"Precisamos de soluções mais simples, mais inteligentes e mais eficientes contra o aquecimento global, em vez de esforços excessivos, ainda que bem intencionados", defende Bjorn Lomborg no seu livro "Cool it", onde acrescenta que "as amplas e extremamente caras reduções de dióxido de carbono feitas agora limitar-se-ão a ter um impacto bastante pequeno e insignificante no futuro longínquo".

Visão do IPCC é "claramente limitante"

João Corte-Real refere que a "acção humana tem perturbado o sistema climático, mas não apenas, nem principalmente, através do reforço do efeito de estufa em resultado directo da produção de energia. Não podemos esquecer a desflorestação, os incêndios florestais em grande escala, a supressão da precipitação pela poluição". "A visão do IPCC é claramente limitante, pela redução do problema ao carbono", diz.

Há questões mais importante que o aquecimento global

Do lado dos cépticos argumenta-se muitas vezes que há problemas mais importantes do que o aquecimento global, como a fome, a pobreza e as doenças. "Se os enfrentarmos, podemos ajudar mais pessoas, com menos custos e com muito mais hipóteses de sucesso do que com a implementação de políticas ambientais drásticas com custos de biliões de dólares", defende Lomborg.

 

in Jornal de Negócios On-line

publicado por portuga-coruche às 17:28
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Quem ainda acredita nos prémios Nobel!?

 

 

 

in Blog Antinato

 

 

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

A grande farsa do "Aquecimento Global"

O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Fraude do Aquecimento Global". Ele não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão nos EUA. Mas, felizmente, ele está disponível na Internet.

 Vale a pena rever.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É de aproveitar para os ver agora, porque vão acabar por ser apagados como sempre tem sido desde que  o documentário saiu.

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Assim se tratam na ONU os jornalistas que fazem perguntas inconvenientes

O Jornalista Phelim McAleer ('Mine Your Own Business', 'Not Evil Just Wrong') pergunta ao Prof Stephen Schneider da Universidade de Stanford uma pergunta inconveniente sobre os e-mails do 'Climategate'. McAleer é interrompido duas vezes pela assistente do Prof Schneider's  e pessoal das Nações Unidas, sendo-lhe depois  ordenado que parasse de filmar por um Segurança Armado da ONU.

 

 

 

 Um post no Youtube de Not Evil Just Wrong

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Copenhaga, meu amor

Dias contados

por Alberto Gonçalves

Copenhaga, meu amor

 

 

É impossível registar as ocasiões aproveitadas pelo eng. Sócrates para nos informar de que colocou Portugal na vanguarda internacional

 

Copenhaga, meu amor

O maior indício de que a acção do homem não afecta o clima é a própria Cimeira de Copenhaga. Dado que as incontáveis viagens associadas ao evento são responsáveis pela emissão de dezenas de milhares de toneladas de dióxido de carbono, seria absurdo que os participantes causassem deliberadamente tamanho ferimento ao planeta que tanto estimam. Por pouca consideração em que se tenha a sensatez dos delegados, observadores e afins presentes na Cimeira, nenhum é obtuso a ponto de voar até à Dinamarca se acreditar que os aviões prejudicam o ambiente. Manifestamente, 20 mil (contas por baixo) não acreditam.

Significa isto que a Cimeira é inútil? Nem por sombras. Existem verbas desmesuradas a distribuir pelos investigadores, activistas e industriais do ramo, vantagens eleitorais a distribuir pelos políticos e sexo gratuito a distribuir pelos delegados. As duas primeiras benesses são connosco, a terceira é regalia exclusiva de uma associação de prostitutas de Copenhaga, que reagiu assim ao pedido da autarca local para que os ecológicos visitantes evitassem comprar escapadinhas sexuais. Graças à boa vontade da referida associação, a compra tornou-se desnecessária.

A má notícia é que a associação integra apenas 80 senhoras. A boa notícia é que 80 nórdicas devem chegar e sobrar para 20 mil indivíduos habituados a atingir o clímax com filmes de Al Gore e brincadeiras apocalípticas: como se demonstra nas convenções de Star Trek, Star Wars ou lá o que é, fãs de ficção científica e mulheres não combinam.

Terça-feira, 8 de Dezembro


Emissões e barulho

Aconteceu em Cacia. Durante o anúncio da construção de uma fábrica de baterias, o eng. Sócrates ergueu a mãozinha e juntou o polegar ao indicador para decretar: "Eu sou dos que acham que quando as cidades tiverem uma percentagem suficiente de carros eléctricos, sem emissões e sem barulho, já não vão querer andar para trás." Em seguida, explicou que Portugal será o primeiro país do mundo com uma rede nacional de abastecimento dos carros em questão. Por fim, conduziu, risonho, um exemplar dos ditos, com tamanho comparável a uma lata de atum e desempenho idem. Terminada a sessão, ficaram no ar clichés dispersos: "aposta", "investimento", "inovação", "ambição", "linha da frente", etc. Contas feitas, tratou-se de um espectáculo notável, mas quem não viu sabe exactamente o que perdeu.

Em quase cinco anos no poder, é impossível registar o número de ocasiões aproveitadas pelo eng. Sócrates para nos informar de que o Governo, o dele, colocou Portugal na vanguarda internacional de uma maravilha qualquer. Agora é o carro eléctrico. Das outras vezes foram chips de computadores, caixas de computadores, "aerogeradores", placas solares e por aí fora. Invariavelmente, cada maravilha suscita três ou quatro cerimónias de propaganda até se dissolver em falências, fracassos, trapalhadas judiciais ou nas meras intenções. E até perder a atenção do eng. Sócrates, capaz de abraçar a próxima maravilha com a candura de quem nunca se comprometeu com as anteriores.

Havia a anedota do sujeito que vendia bóias na praia enquanto o tsunami se aproximava: o eng. Sócrates continua a vendê-las após a devastação e, sobretudo, como se a devastação não tivesse ocorrido. Juro: não quero saber quanto do meu dinheiro reverte para essas duvidosas causas. Nem perguntar se não haverá um bom motivo para que nações de facto prósperas permitam a Portugal ser pioneiro no que quer que seja. Nem mesmo verificar a marca do computador que o primeiro-ministro usa, a origem da energia que consome ou o veículo em que, desde Cacia, se desloca.

O único ponto de interesse consiste em apurar se, depois de habituados às emissões e ao barulho que o PS produz, os portugueses algum dia vão querer seguir em frente. E, já agora, também conviria saber se em frente ainda haverá alguma coisa além do abismo.

Quinta-feira, 10 de Dezembro


Fitas

Sobretudo na respeitável área da "cultura", qualquer recém-nomeado para um cargo público lança os jornalistas na busca de opiniões de "personalidades" acerca do feliz contemplado. Por regra, não há surpresas: as opiniões são na maioria positivas, embora irrompam ocasionais manifestações de antipatia. Independentemente da sua orientação, porém, o teor "intimista" dos testemunhos revela o tamanho do meio, tão pequeno que não se encontra quem não tenha já roçado, metafórica ou literalmente, a criatura em questão.

Se a constatação da nossa dimensão paroquial deprime, pelo menos os argumentos das "personalidades" divertem. Esta semana, por exemplo, as reacções à designação de Maria João Seixas para directora da Cinemateca Nacional divertiram-me. Noto que, excepto por umas variedades televisivas, não conheço a senhora de lado nenhum, logo naturalmente não compreendo as razões da nomeação. O engraçado é que os que a conhecem também não parecem compreender, mas em nome da amizade elaboram imaginativas explicações.

O realizador João Botelho acha a dra. Maria João "culta, simpática e fora dos lóbis", duas razões etéreas e uma discutível. A realizadora Margarida Gil vê nela "uma pessoa do cinema", presumivelmente por ter sido casada com Fernando Lopes e recebido subsídios para publicitar fitas nacionais no estrangeiro. O produtor Paulo Branco elogia- -lhe, sem especificar, o "trabalho" e o "trajecto". E Medeiros Ferreira ganha de longe o prémio da justificação mais original: o antigo ministro e deputado louva a escolha porque num seu aniversário a dra. Maria João, cito, "convidou o plenário dos seus amigos para uma celebração natalícia na Cinemateca". Volto a citar o dr. Medeiros Ferreira: "Está tudo dito sobre o seu amor ao cinema."

Estará? Eu julgo que ainda falta aplaudir a devoção às aves de todos quantos festejam os anos em churrasqueiras. Falta esclarecer em que circunstâncias uma instituição pública se reserva para pândegas particulares. E falta certamente destacar a opinião de Nuno Artur Silva, dono das Produções Fictícias e o único a apresentar uma razão credível para a nomeação da dra. Maria João: o "traquejo político". Traduzido, isso significa que a novel directora foi assessora de António Guterres e mandatária em candidaturas de Jorge Sampaio, Mário Soares e Manuel Maria Carrilho. Agora sim, está tudo dito sobre o seu amor ao cinema.
 

Sexta-feira, 11 de Dezembro


É favor não contrariar

Desde o início que se assiste a uma luta entre o que Obama é e o que os seus devotos queriam que fosse. O discurso de aceitação do Nobel da Paz, que Obama dedicou à necessidade de determinadas guerras, é apenas o mais recente golpe numa ilusão que deu um trabalhão a criar. Aos poucos, a ilusão esvai-se e sobra aquilo que, dentro dos EUA, sempre se pressentiu: um homem, eleito por motivos válidos, absurdos e assim-assim ao mais influente cargo da Terra e cuja prestação convém avaliar em função dos factos e não de delírios.

Incrivelmente, fora dos EUA os delírios persistem. Se muitos, desanimados, desistiram de ver em Obama o ícone antiamericano com que sonharam, outros, por teimosia ou convicção real, mantêm a esperança. Alguns dos esperançados roçam o fanatismo. Alguns dos fanáticos roçam a paródia. São os que, em se tratando de Obama, "percebem" na oposição à erradicação das minas terrestres a forma de erradicar as minas terrestres, na manutenção do Patriotic Act o processo de acabar com o Patriotic Act, na detenção de terroristas em bases americanas o modo de condenar a detenção de terroristas em bases americanas e, em suma, na defesa da guerra o único caminho para a paz.

Há dias, um editorial do Público partilhava esta recusa da evidência em prol do seu reverso e exigia aos "cínicos" que se calassem. Enquanto "cínico", calo-me: certos estados mentais não devem ser contrariados. Já basta o próprio Obama contrariá-los diariamente, embora, como se nota, sem grandes resultados. 

 

A última oportunidade

Apesar das trafulhices em que a "ciência" do clima tem incorrido, o "consenso" dominante exige que se tomem à letra as respectivas especulações. As especulações variam (há quem aposte na espécie humana engolida por maremotos, tragada pelo chão ou simplesmente dedicada ao canibalismo), mas o Juízo Final é certo. Excepto, garantem-nos, se se passar imediatamente à "acção". A "acção", garantem-nos outra vez, é a única resposta possível ao "aquecimento global". Que o "aquecimento global" seja um risco por provar e, se calhar, literalmente improvável, é mero detalhe: o catastrofismo ambiental prefere a precaução excessiva aos lamentos posteriores, sob o pressuposto de que amanhã pode ser demasiado tarde. Tarde para quê? Na retórica oficiosa, para impedir eventuais tragédias climáticas. Na realidade, para aproveitar o frenesim ainda em vigor. Aqui e ali, sondagens mostram que a crença das populações no "aquecimento global" e sobretudo no papel do homem no dito tende a diminuir. Por este caminho, chegará o dia em que será difícil submeter os cidadãos dos países desenvolvidos ao retrocesso civilizacional que as pantominices do clima pretendem legitimar. Como por aí se diz, a Cimeira de Copenhaga é de facto a última oportunidade não de salvar o planeta mas de destruir o capitalismo, afinal o único objectivo de toda esta história.

 

Artigo de opinião de Alberto Gonçalves

in DN

 

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Al Gore arrisca-se a perder Oscar

Dois membros da Academia de Hollywood querem tirar o Oscar a Al Gore

 

Dois membros da Academia de Hollywood exigiram que se tire o Óscar concedido em 2007 ao ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, por falsear dados no seu documentário sobre as alterações climáticas "Uma Verdade Inconveniente".

A exigência, veiculada sexta-feira por órgãos de comunicação locais, chegou na véspera da Conferência sobre as alterações climáticas das Nações Unidas em Copenhaga que começou sexta-feira e na qual se pretende chegar a um compromisso dos países mais industrializados para reduzir as suas emissões da gases com efeito de estufa, assim como assentar as bases de um plano que substitua o protocolo de Quioto.

Os guionistas Roger L. Simon e Lionel Chetwynd, de tendência conservadora, põem em causa a estatueta concedida a Gore argumentando com correios electrónicos divulgados recentemente que põem em dúvida a validade de alguns dados incluídos no documentário.

Os correios mostram que os cientistas da Unidade de Investigação Climática da Universidade de East Anglia que sustentaram as teorias de "Uma verdade inconveniente" tinham falsificado a informação para piorar o efeito das actividades humanas nas alterações climáticas.

A universidade está a analisar estas acusações.

O documentário "Uma Verdade Inconveniente" converteu-se depois da sua estreia em 2006 no emblema contra as alterações climáticas, porque responsabiliza a acção do homem no aquecimento acelerado que prejudica o planeta.

Gore, que foi vice-presidente dos Estados Unidos no governo de Bill Clinton e perdeu as eleições para George W. Bush em 2000, recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2007 e, segundo o diário Los Angeles Times, cobra actualmente cem mil dólares, cada vez que dá una conferência sobre as alterações climáticas.

A Academia de Hollywood, com milhares de membros, nunca retirou o Oscar a nenhum dos vencedores.

 

in JN

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

O desafio climático que terão nossos filhos e netos

Que clima irão enfrentar os nossos filhos e netos ? O que podemos esperar nos próximos anos ? Vão viver sob um calor escaldante  num planeta cada vez mais arido e desertico ou pelo contrário, terão que conseguir viver num clima inóspido e frio ? Poderão os meus netos vir a apreciar uma práia no verão, tal como nós o fazemos ?

 

Talvez a resposta a estas e outras perguntas esteja apenas algumas linhas abaixo desta que lêem neste precioso momento.

 

Este é mais um esclarecedor artigo, que podemos encontrar em Mitos Climáticos, o Blog do Mestre Rui Moura:

 

O futuro próximo

 

 

(Versão parcelar do artigo “CO2: The Greatest Scientific Scandal of Our Time”, de Zbigniew Jaworowski)

Houve dez glaciações durante o último milhão de anos com durações aproximadas de 100 mil anos. Os períodos interglaciais tiveram intervalos muito mais reduzidos com médias próximas de 10 mil anos.

A última glaciação acabou há cerca de 10 mil e 500 anos (ver p.e., Fig. ZJ5); assim, atendendo à média, o presente período interglacial não deverá durar muito mais tempo. Se vai persistir mais umas décadas ou uns séculos é uma matéria especulativa.

Parece, pois, inevitável o aparecimento de uma fase fria devida a factores astronómicos exteriores ao sistema climático (atmosfera, oceanos, continentes, criosfera, biosfera). As condições interglaciais satisfatórias podem estar a desaparecer.

Nos anos 1970 houve uma curta fase fria (entre 1960-1975). Nessa altura procurou-se justificar o frio com a presença de aerossóis industriais. Actualmente, pretende-se fundamentar o calor com a produção antropogénica do CO2.

Cientistas chineses (Zhen-Shan et Xian, 2007) *, aplicando uma metodologia multidisciplinar, estudaram a variação da temperatura entre 1881 e 2002 no Hemisfério Norte e na China. Encontraram variações quase-periódicas com um período indicativo de 60 anos.

Apesar da tendência de crescimento monótono da concentração do CO2, o paradigma da variação da temperatura com períodos de 60 anos apresenta crescimentos e decrescimentos intercalados, logo, não monótonos, segundo o estudo de Zhen e Xian.

Os autores chineses concluíram, pois, que a concentração atmosférica do CO2 não é determinante na variação periódica da temperatura. Para eles, o efeito da concentração tem sido exageradamente considerado na explicação da evolução climática. Este estudo concluiu que o clima deverá começar a arrefecer nos próximos 20 anos.

Aliás, esta conclusão está de acordo com a de astrónomos siberianos do Instituto de Geociências, de Irkutsk (em inglês: Earth's Crust Institute, solar-terrestrial physics institute). Estes cientistas, através do estudo dos ciclos e das manchas solares, de 1882 a 2000, deduziram que o mínimo da actividade solar deverá situar-se num ciclo de 2021 a 2026.

Daí resultará uma temperatura superficial global mínima (Bashkirtsev et Mashnich, 2003) *. Os cientistas siberianos determinaram também que a resposta da temperatura do ar aos ciclos das manchas solares está desfasada em atraso próximo de três anos para a Sibéria e de dois anos para o Globo.

Uma projecção semelhante, baseada em observações da actividade solar, foi anunciada pelo Observatório de Pulkovo, próximo de São Petersburgo, Rússia. O Prof. Habibullo I. Abdussamatov, director do Observatório, afirmou que, em vez de aquecimento, o planeta iniciará um arrefecimento lento entre 2012-2015. O valor mínimo do arrefecimento será alcançado entre 2050 e 2060.

Segundo o Prof. Abdussamatov este período de arrefecimento durará 50 anos e será comparável ao mínimo verificado na Pequena Idade do Gelo (1645-1715) quando a temperatura desceu 1 ºC a 2 ºC em relação ao valor actual (Abdussamatov, 2004; Abdussamatov, 2005; Abdussamatov, 2006) *.

Nos últimos 3000 anos observaram-se tendências para arrefecimento do clima terrestre (Keigwin et al. 1994; Khilyuk et Chilingar, 2006) *. Neste período os desvios da temperatura foram de 3 ºC com uma tendência para uma diminuição de, aproximadamente, 2 ºC.

Khilyuk e Chilingar afirmaram: «Esta tendência de arrefecimento permanecerá no futuro próximo. Vivemos num período geológico de arrefecimento e o aquecimento dos últimos 150 anos foi um fugaz episódio na história geológica da Terra». Esta afirmação está reflectida na Fig. ZJ10.

Em conclusão, não é o Homem mas sim a Natureza que domina o clima. O Protocolo de Quioto e as ideias forjadas nos relatórios do IPCC, sintonizadas com o malthusianismo, podem fazer realmente muito ruído. Mas de nada servem.

O Protocolo de Quioto vai causar muitos prejuízos nas economias e no bem-estar de milhões de pessoas. O esforço pedido aos cidadãos não pode fazer nada para alterar o clima. Será isto que todos nós descobriremos, num futuro próximo, como resultado de enormes e supérfluos sacrifícios.

(fim)
____________
*A bibliografia pode ser consultada no original de Zbigniew Jaworowski.

 

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 15:42
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

A ficção científica de Al Gore

 

Não é climatologista, mas deu-se ao trabalho de “dissecar”, a partir de numerosos documentos científicos e do contributo de cientistas do ambiente, muitas das afirmações contidas no famoso livro de Al Gore, contrariando-as. Marlo Lewis Jr é o autor de um livro polémico a ser lançado esta semana em Portugal e, em entrevista ao VER, sublinha a “propaganda dogmática” dos adeptos do apocalipse climático
POR HELENA OLIVEIRA

.
.
 

Quando Al Gore ganhou o Nobel da Paz (em conjunto com o IPCC – Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) devido “aos seus esforços de edificar e disseminar um maior conhecimento sobre as alterações climáticas provocadas pelo homem e por terem estabelecido as bases necessárias para contrariar essa alteração”, multiplicaram-se as críticas dos que acusavam Gore de politizar a ciência e que as suas ‘verdades` poderiam ser muito convenientes, mas apenas para si próprio. Em Novembro de 2007, um juiz britânico, na sequência de uma queixa perpetrada por um educador que se recusava a passar o documentário “Uma Verdade Inconveniente” na escola onde leccionava, por considerar que este continha incorrecções, concluiu que realmente o filme continha nove afirmações que não gozavam de consenso entre a comunidade científica.

Contudo e de acordo com o livro de Marlo Lewis Jr, lançado em Portugal esta semana pela Booknomics, sob o título “A Ficção Científica de Al Gore: um guia céptico de Uma Verdade Inconveniente”, nove é um número que fica muito aquém das inexactidões encontradas no livro/filme de Gore. Marlo Lewis Jr não é climatologista, mas socorreu-se de muitos cientistas e estudos variados para provar que Gore é um demagogo e um alarmista no que respeita ao aquecimento global. Membro Sénior do Competitive Enterprise institute  (CEI), escreve habitualmente sobre aquecimento global e política energética e o seu livro foi recebido com bastante polémica nos Estados Unidos, já que não só contraria Gore, como principalmente a tese dos que defendem o aquecimento global de origem antropogénica (ou seja, pela acção do homem).

Em entrevista ao Ver, Lewis explica por que motivo Al Gore é “um manipulador de consciências e um adepto do apocalipse climático”.

Escreve no seu livro que “os únicos factos e estudos que Gore considera são aqueles que são convenientes para a sua ‘agenda verde para assustar’”. Para além de todo o mediatismo e dinheiro que o ex-vice presidente dos Estados Unidos tem ganho com o livro, o filme, as conferências, já para não falar do próprio Nobel, o que quer dizer com esta “agenda verde para assustar”?


O livro “Uma verdade Inconveniente” (UVI) apresenta o aquecimento global como uma “emergência planetária” que ameaça “a sobrevivência da civilização” e a “habitabilidade da Terra”. E isto é uma conversa de fim do mundo. O objectivo de Gore é assustar as pessoas e convencê-las de que a melhor política é a de supressão dos combustíveis fósseis, algo que actualmente coloca maiores riscos à saúde e ao bem-estar público do que as próprias alterações climáticas.

Divide as “não-verdades”de Gore em várias categorias: parciais, enganadoras, exageradas, especulativas e erradas. De todas estas, quais considera serem mais perniciosas para o público em geral?


Essa é uma pergunta difícil de responder. Todo o filme [livro] está pejado de parcialidade e enganos. Mas poderia eleger uma significativa distorção na categoria da especulação: o aviso de Gore de que o nível do mar poderá aumentar 18 pés (cerca de 5.49 metros) e a inundação das populações costeiras do mundo. O que pressupõe a fragmentação das maiores camadas de gelo na Gronelândia e os acontecimentos na Antárctica ocidental que a maioria dos cientistas considera muito improvável que tenham lugar durante o século XXI. Na verdade, a subida do nível do mar ao longo deste século será provavelmente medida em polegadas [1 polegada = 25,4 mm] e não em pés.

Se existem tantas “não-verdades” (ou poderemos mesmo chamar-lhes mentiras?) no UVI de Gore, como foi possível ter conseguido que o “mundo se ajoelhasse a seus pés” e o tenha transformado no mais reconhecido ambientalista dos nossos tempos? E como se explica que, em conjunto com o IPCC, tenha ganho o Nobel, quando existem tantos cientistas que não concordam com este alegado alarmismo?


Em primeiro lugar, devemos ter em mente que os colaboradores do IPCC incluem cientistas como John Christy que rejeita a visão apocalíptica de Gore no que respeita ao aquecimento global. E o IPCC também não aprova o documentário de Gore na sua totalidade. Na verdade, o IPCC prevê um aumento do nível do mar, para o século XXI, entre 7 a 23 polegadas [17,78 cm a 58,42 cm] – consulte a página 8 do Resumo para os Decisores Políticos do IPCC – o que significa, em média, um aumento de 14 polegadas [35,5 cm], valor este que pode estar igualmente sobreavaliado. E, em qualquer dos casos, os níveis do mar aumentaram tanto como as estimativas do IPCC desde os anos de 1860. Alguém reparou? Alguém se preocupou? Posso dizer-lhe algo que cresceu muito mais rapidamente – os valores das propriedades imobiliárias situadas nas zonas costeiras! O aumento do nível do mar não é a grande e assustadora ameaça que Gore quer fazer parecer. O Comité Nobel deu um e o mesmo prémio ao painel científico que estima um aumento do nível do mar em cerca de 14 polegadas e a um Al Gore que alerta para um possível aumento de 18 pés. Ou seja, podemos afirmar que, tal como Gore, o Comité Nobel opta por uma visão política relativamente ao aquecimento global.

Contudo e por outro lado, a evidência do aquecimento global é avassaladora e inegável para a esmagadora maioria dos cientistas. O que tem a dizer sobre este facto?


A evidência do aquecimento global é inegável. Não há qualquer tipo de discussão quanto a isso. O mundo está muito mais quente do em 1975 e o século XX, no geral, foi mais quente do que o século XIX. E também não existem dúvidas de que a emissão de gases com efeito de estufa constitui um dos factores para o recente aquecimento global (embora alguns cientistas defendam que a variabilidade natural possa ser responsável até metade do aquecimento observado durante o século XX e que os registos da temperatura da superfície terrestre podem estar “contaminados” pelos efeitos do aquecimento em locais próximos das estações de monitorização. Mas o truque retórico de Gore é declarar que estes limitados pontos de concordância constituem prova de que o mundo está em perigo iminente e que os benefícios das soluções por ele propostas ultrapassam os custos. E é neste ponto que eu e muitos outros discordamos.

Mas devemos reconhecer que, para o bem e para o mal, Al Gore colocou o aquecimento global não só na agenda política global como também na mente dos cidadãos. Para aqueles que viram o filme ou leram o livro, o que é que deve ser retido como positivo ou verdadeiro?


Bem, na verdade eu não consigo encontrar nada de positivo. Gore parece incapaz de apresentar a mais básica ciência sem intenções manipuladoras. Consideremos a forma como ele introduz o efeito de estufa. Em vez de declarar simplesmente que gases com efeito de estufa como o dióxido de carbono são transparentes aos raios solares mas absorvem os raios infravermelhos da Terra, diz que a atmosfera é uma “concha fina” e que nós a estamos a “espessar” ao “enchê-la” com “poluição”. Esta não é uma versão escolar elementar do efeito de estufa, mas sim uma táctica suja e difamatória. Consideremos que em cada milhão de moléculas da atmosfera, apenas 380 são de dióxido de carbono. Nós estamos a adicionar a esse milhão umas cinco moléculas ou algo semelhante por década. Isso está a alterar o efeito de estufa, sim, mas não está a “encher” ou a “espessar” nada. E, longe de ser “poluição”, o CO2 é um bloco construtor básico de toda a cadeia alimentar planetária. Literalmente, milhares de estudos científicos demonstram que as árvores, as colheitas e muitas outras plantas que crescem em atmosferas ricas em CO2, prosperam mais rapidamente, crescem mais fortes, produzem mais frutos, utilizam a água de forma mais eficiente e tornam-se mais resistentes à verdadeira poluição do ar. Assim, ao mesmo tempo que Gore apresenta esta visão falsa e pejorativa do CO2 como o grande responsável do “espessamento” da poluição atmosférica, mostra uma fábrica a jorrar fumo negro das suas chaminés, mesmo que o CO2 seja tão invisível como o oxigénio. Portanto, quer seja através de palavras ou imagens, Gore influencia negativamente a audiência com a sua “explicação” do efeito de estufa baseado na fórmula CO2=poluição.

 

In VER

 

Para quem ainda não percebeu o que se passa a minha dica é explorarem o blog do Mestre Rui Moura: Mitos Climáticos ou a area do clima do nosso site conterrâneo Coruche.org que foi onde eu comecei a perceber que isto do clima não é tão simples que qualquer sapateiro ou politico tire enlações brilhantes como as que Al Gore tirou.

publicado por portuga-coruche às 14:29
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