Terça-feira, 2 de Março de 2010

Livro mostra que o Aquecimento Global não passa de uma fraude

Publicação defende que a fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de assembléia de consenso. Histeria aquecimentista é ameaça à humanidade.  

 

O aquecimento global é provocado pela ação humana na terra e ameaça destruir o planeta em poucos anos, certo? Errado! Segundo o livro  "A fraude do aquecimento global - Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial", o aquecimento não passa de uma teoria criada para controlar a sociedade.

 

 

Para Geraldo Lino, o aquecimento global não é uma ameaça à humanidade, mas  a histeria aquecimentista, sim!.  "As mudanças climáticas são fenômenos naturais que ocorrem há centenas de milhões de anos e contra as quais a humanidade pouco pode fazer no seu atual estágio de conhecimento, além de entender melhor a sua dinâmica e adaptar-se adequadamente a elas. O infundado alarmismo aquecimentista é promovido por interesses políticos e econômicos, que transformaram um debate científico em uma obsessão mundial e uma verdadeira indústria", diz o autor.

 

O livro mostra que o público em geral ignora que não há qualquer evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde o final do século XIX. Mostra ainda que as temperaturas mundiais pararam de subir no final da década de 1990 e estão em queda; que os níveis do mar já foram mais altos que os atuais; que as atuais concentrações atmosféricas de CO2 estão entre as mais baixas da história geológica da Terra; e que temperaturas e níveis de CO2 mais altos que os atuais seriam benéficos para a maioria dos seres vivos, inclusive o homem.

 

"A fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de "assembléia de consenso", apoiado por uma mídia geralmente acrítica e anestesiada e pelos recursos técnicos de Hollywood. Neste livro, encontram-se argumentos para ajudar a devolver essa discussão crucial ao campo do qual ela jamais deveria ter sido subtraída: o da boa ciência e do bom senso", diz o autor.

 

Geraldo Luís Lino é geólogo, especializado na aplicação de estudos geológicos a projetos de engenharia civil e avaliações de impactos ambientais. É fundador e diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e co-autor dos livros Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo (2005) e A hora das hidrovias: estradas para o futuro do Brasil (2008), ambos publicados pela Capax Dei Editora.

 

 

Fonte: Ecoamazônia

 

in ExpressoMT

publicado por portuga-coruche às 13:04
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Cientistas fazem propostas para futuro do IPCC

De Jérôme Cartillier (AFP)

PARIS — Após uma série de polêmicas, o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) deve reforçar seus procedimentos, evoluir e, inclusive, se transformar profundamente, avaliam vários cientistas que contribuíram com seus trabalhos.

Criado há 20 anos e premiado com um Nobel da Paz, o IPCC publica a cada seis ou sete anos um informe que serve de referência nas negociações internacionais sobre mudança climática.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature, intitulado "O IPCC, devemos honrá-lo, transformá-lo ou suprimi-lo?" (em tradução livre), cinco cientistas fazem propostas que vão desde uma maior frequência na publicação à criação de um instrumento que permita um "debate aberto" do tipo Wikipedia.

Há três meses, as polêmicas se multiplicaram sobre o organismo criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Com ou sem razão, essas polêmicas exercem pressões sobre o Painel, que contribuiu com seus trabalhos para situar o clima no centro do cenário diplomático.

Pouco antes da conferência mundial de Copenhague explodiu um escândalo chamado "Climategate": milhares de mensagens eletrônicas de cientistas prestigiados que colaboraram com o IPCC foram publicadas na internet. Algumas delas deram a entender que os autores ocultaram dados que contradiziam o aquecimento climático.

Mais grave ainda para um organismo encarregado de esclarecer os que tomam as decisões políticas: o IPCC admitiu, em janeiro passado, que cometeu um lamentável erro ao afirmar em seu último informe (de 2007) que as geleiras do Himalaia se derretiam mais rápido que as outras do mundo e podiam "desaparecer até 2035, ou antes disso".

Mike Hulme, da Universidade de East Anglia (Grã-Bretanha), considera que está claro que as estruturas e os procedimentos do IPCC estão "caducos".

O cientista propõe que ele seja dissolvido após a publicação do próximo informe, previsto para 2014, e substituído por três entidades diferentes: a primeira, encarregada dos conhecimentos científicos, publicaria regularmente sínteses sobre o estado das pesquisas; a segunda se dedicaria ao estudo das repercussões regionais; e a terceira às respostas políticas possíveis.

Thomas Stocker, da Universidade de Berna, considera que, em meio a um debate frequentemente apaixonado, o IPCC não deve de nenhuma maneira "ceder à pressão" de publicar cada vez mais rápido, e deve reivindicar sem complexos a elaboração de um informe cujos tempos são diferentes das ONG, das instituições ou dos grupos de pressão.

Eduardo Zorita, do centro de pesquisas GKSS de Hamburgo (Alemanha) estima que o IPCC ocupa hoje "um espaço confuso entre a ciência e a política" e sugere que ele seja transformado em uma agência independente, citando o exemplo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na opinião de John Christy, da Universidade do Alabama (EUA), a única maneira de mostrar "a heterogeneidade dos pontos de vista científicos" seria criar uma espécie de "Wikipedia-IPCC". "O resultado seria mais útil que grossos livros e ofereceria uma representação mais honesta" do debate científico, disse.

Finalmente, o presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri, que descartou toda idéia de demissão, defende o balanço do IPCC "de avaliações transparentes e objetivas de mais de 21 anos, estabelecidas por dezenas de milhares de cientistas" do mundo.

 

in Goggle News

publicado por portuga-coruche às 09:50
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Conspiração ou erros no manual das alterações climáticas?

por Marta F. Reis

 

É a terceira polémica em dois meses. Cientistas apontam fragilidades ao documento base das negociações climáticas produzido em 2007

 
 
Não há duas sem três quando os olhos começam a escrutinar um documento de mais de 900 páginas, de parto difícil, produzido em 2007 pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, das Nações Unidas. Esta semana a imprensa britânica apontou uma nova falha ao documento, agravada por o que acreditam ser um conflito de interesses: a afirmação de que a floresta tropical da Amazónia corre o risco de se transformar numa "savana" à mais pequena oscilação na precipitação teria sido produzida por dois activistas - um consultor do grupo ambiental WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e outro jornalista freelancer pró-ambiente. Há duas semanas, uma denúncia semelhante sobre a sina dos glaciares do Himalaias, que afinal nada aponta que desapareçam até 2035 - como afirmava o relatório de há três anos - ressuscitou as fragilidades do órgão da ONU que já em vésperas da Conferência de Copenhaga tinha estado em xeque quando uma fuga de emails na internet mostrou a cumplicidade de alguns cientistas de topo na censura de informação científica enviada ao IPCC. Manobra de diversão ou imprecisões? Facto é que o sucessor do protocolo de Quioto mantém-se adiado até nova ronda de negociações, prevista para o final do ano no México.

Phil Dickie, do WWF, explicou ao i que, no caso já rotulado de Amazongate (depois do Climategate e Glacier Gate) "houve apenas uma falha ao nível bibliográfico", por não terem sido citados dois artigos da "Nature" onde, em 2000, os dois autores foram buscar informação para elaborar um relatório mundial sobre o impacto dos incêndios florestais. Neste, afirma-se que 30% a 40% da floresta é particularmente vulnerável a alterações na precipitação, que podem ser provocadas pela acção do homem. Quanto à utilização do relatório no documento do IPCC diz "estar previsto" nas regras do organismo. Steven Wofsy, investigador da Universidade de Harvard, vai contudo mais longe: "Todas estas notícias sobre os erros do IPCC parecem mais uma cortina de fumo para descredibilizar o painel, como se não precisámos de estar preocupados com as alterações climáticas. É absurdo: o descrédito do IPCC não interfere com o que está a acontecer no ambiente", diz ao i.

Steven Wofsy foi um dos 620 investigadores que participaram na redacção do relatório do IPCC, que serve de base às negociações climáticas mundiais, que têm resultado mais recente um acordo não vinculativo que abre um fundo milionário para apoiar a adaptação e mitigar os efeitos das alterações climáticas dos países em desenvolvimento, e promete limitar o aquecimento global à barreira dos 2ºC. "Trabalhei no documento e nunca ouvi falar do relatório do WWF. Os vários modelos prevêem a perda de floresta e da matéria orgânica nos solos, embora alguns modelos projectem grandes perdas. Há razões para estarmos preocupados, mas é impossível prever o que vai acontecer." Sobre a Amazónia, diz, sabe-se que é uma floresta "resistente, mas se as secas forem de tal modo que propiciem incêndios, os ecossistemas serão degradados."

O WWF garante que está há uma semana em conversações com o IPPC e que analisou a sua participação no relatório para detectar eventuais erros..

Apesar dos desmentidos, depois de também ter sido a imprensa a avançar que havia um erro nas previsões do IPCC sobre o desaparecimento dos glaciares dos Himalaias, a fragilidade do órgão da ONU liderado por Rajendra Pachauri transformou-se num tema quente. Na semana passada, Pachauri disse à BBC que não tenciona demitir-se. "Fui reeleito por aclamação, imagino, porque toda a gente está satisfeita com o meu desempenho", disse. Até ontem não havia comentários à lacuna no bloco do relatório dedicado à Amazónia, mas no caso dos glaciares dos Himalaias foi já publicada uma rectificação: "os standards de clareza e certeza exigidos pelo painel não foram aplicados convenientemente", justificou o IPCC. Contudo, ontem o "The Sunday Times" denunciava que diferentes especialistas alertaram o IPCC o erro. Rajendra Pachauri é acusado de ter favorecido a opinião do cientista indiano Syed Hasnain, investigador no Instituto de Energia e Recursos em Deli, o TERI, que é dirigido pelo responsável do IPCC.

Entre as críticas, surge a tese de manobra de diversão. Para Pedro Martins Barata, da Comissão para as Alterações Climáticas, a polémica é um ataque com motivações políticas, sediado sobretudo nos EUA: "Nos Estados Unidos o IPCC é visto como um órgão como uma agenda própria. Os erros são razão para preocupação, mas neste momento existe uma campanha para demonizar o IPCC e demonizar Pachauri. Não é inocente."

O quinto relatório do IPCC, que reunirá novos resultados científicos, só é esperado em 2013 e 2014. Mantém-se até lá o actual manual de instruções.


 

in iOnline

 
Afinal os fins sempre justificam os meios! Aqueles que sustentam estas palhaçadas desdramatizam e ainda dizem que quem denuncia as mentiras é mal intencionado e interesseiro?!

 

publicado por portuga-coruche às 15:34
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

ONU admite erro em dados sobre aquecimento global

 

por LUÍS NAVES
ONU admite erro em dados sobre aquecimento global

 

As previsões feitas em 2007 sobre os glaciares dos Himalaias estão a ser reavaliadas.
 

A maior autoridade mundial em mudanças climáticas admitiu ontem que foram cometidos erros no cálculo das estimativas sobre um dos principais indicadores de aquecimento global: o desaparecimento dos glaciares nos Himalaias. Em comunicado, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) reconheceu que no seu quarto relatório, publicado em 2007, certos "padrões de provas não foram aplicados correctamente".

Esta admissão de erro surge semanas depois do fracasso da Cimeira de Copenhaga e após a polémica que ficou conhecida por Climategate. Esta controvérsia, que começou com a divulgação de e-mails pondo em causa dados científicos, afectou profundamente a posição dos defensores da tese do aquecimento global. A semana já tinha sido marcada por notícias contraditórias sobre os glaciares no Alasca. Embora estes glaciares tenham perdido 42 quilómetros cúbicos de água entre 1962 e 2006, esse valor é um terço inferior ao previsto.

Mas o erro sobre os Himalaias deverá ser politicamente mais sensível. Em 2007, o IPCC divulgou uma relatório onde se afirmava que estes glaciares podiam desaparecer até 2035. A informação foi citada em todo o mundo, incluindo pelo DN. No entanto, segundo o britânico Sunday Times, a previsão sobre 2035 foi baseada numa história publicada na revista New Scientist, que por sua vez citava um cientista indiano que entretanto afirma que tudo não passou de "especulação".

A situação é mais grave tendo em conta o que afirma o autor da peça jornalística da New Scientist. Ele diz ter entrevistado Syed Hasnain após ler um artigo num jornal indiano. O cientista referiu a data de 2035, apesar da não a incluir no relatório científico, na altura (1999) ainda não publicado em revistas especializadas. Nesse relatório, Hasnain mencionava que as suas observações diziam respeito a uma parte dos glaciares, não a toda a região. A parte mais inacreditável desta história é como informação tão pouco sólida se transformou numa posição do IPCC.

O artigo do Times que levou o IPCC a retractar-se cita um cientista britânico que faz contas muito simples em relação aos glaciares da região: alguns têm 300 metros de espessura e se derretessem a uma média de cinco metros por ano, o seu desaparecimento levaria mesmo assim 60 anos. Ora, eles estão a perder gelo a um ritmo de decímetros ou mesmo centímetros por ano. Apesar da data ser irrealista e haver acusações de que se tratava de "ciência vudu", o IPCC ignorou as críticas.

O eventual desaparecimento dos glaciares nos Himalaias teria consequências gravíssimas no abastecimento de rios que servem um sexto da população mundial (ver gráfico). Há 15 mil glaciares na região dos Himalaias e a sua superfície total ronda meio milhão de quilómetros quadrados. O IPCC insiste que se trata apenas de um erro em 3 mil páginas.

 

in Diário de Notícias

 

publicado por portuga-coruche às 10:06
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Órgão da ONU admite erro em previsão sobre aquecimento global

O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, nesta terça-feira, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.

O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global.

"As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (...) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta", afirma o documento.

Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados.

Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.

A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias.

Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.

Mas Yepersele disse que esse não é o caso.

"Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento", disse.

Origem

A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.

O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF - documento citado na avaliação de 2007 do IPCC.

Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.

Ciência

A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca.

Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era "fisicamente impossível".

"Não há como ser feito", disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação.

"Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros - e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século", afirmou Kargel.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

 

IPCC vai rever relatório de degelo em geleira do Himalaia

 

 

Tese é criticada pela Índia, que diz não haver prova de que degelo está ligado a mudanças climáticas
Krittivas Mukherjee - Reuters
 
NOVA DÉLHI - Os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, disseram nesta segunda-feira que revisarão um relatório contendo uma projeção de que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, uma descoberta incisivamente criticada pelo governo indiano.
Em 2007, o relatório do painel da ONU dizia que o aquecimento global poderia causar no Himalaia o desaparecimento de milhares de glaciares até 2035 se as taxas atuais de aquecimento global continuarem.
"Estamos estudando a questão das geleiras do Himalaia, e tomaremos uma posição sobre este assunto nos próximos dois ou três dias", disse Rajendra Pachauri, chefe do IPCC, por e-mail. Outros especialistas disseram que os 10 maiores rios da Ásia alimentados pelas geleiras poderiam secar nas próximas cinco décadas. Centenas de milhões de pessoas na Índia, no Paquistão e na China seriam afetadas.
O ministro indiano do Meio Ambiente, Jairam Ramesh, foi interrogado nesta segunda sobre as conclusões do relatório de 2007. "Elas [as gelerias] estão realmente recuando e a taxa é motivo de grande preocupação", disse Ramesh. Mas ele afirmou que a previsão de 2035 "não se baseia em um pingo de evidência científica".
Outros especialistas dizem que a projeção de 2035 não foi baseado em revisão científica por seus pares. Em Londres, o jornal The Times disse que o cientista indiano que fez a primeira projeção sobre o degelo do Himalaia, em 1999, já reconheceu que era "especulação".
Falhas nos relatórios do IPCC podem ser prejudiciais, uma vez que os resultados são um guia para as políticas governamentais. A principal conclusão do IPCC de 2007 é de que há mais de 90% de certeza de que a humanidade é a principal causa do aquecimento global, principalmente pela utilização de combustíveis fósseis. Ramesh disse que ele tinha sido acusado de "vodu" por questionar as conclusões do IPCC sobre o Himalaia no passado.
De acordo com o relatório do IPCC de 2007, "as geleiras do Himalaia estão derretendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo e, se a taxa atual continuar, a probabilidade de eles continuarem desaparecendo até o ano de 2035 - ou talvez mais cedo - é muito alta, se o aquecimento da Terra permanecer na taxa atual".
No entanto, também segundo o relatório, "sua área total [das geleiras] provavelmente diminuirá dos presentes 500.000 quilômetros quadrados para os 100.000 quilômetros quadrados até o ano de 2035".
Na cúpula do clima em Copenhague, no mês passado, o indiano Pachauri defendeu fortemente as conclusões do núcleo de clima do IPCC após um escândalo de vazamento de e-mails da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. No escândalo do e-mail, os céticos sobre as mudanças climáticas acusaram pesquisadores de conspirarem para suprimir dados dos outros.
Ramesh disse, em novembro, que um estudo, encomendado pelo governo indiano, não havia encontrado nenhuma prova conclusiva para ligar a diminuição das geleiras do Himalaia às mudanças climáticas. Ele reconheceu que muitas das 9,5 mil geleiras do Himalaia na Índia estão diminuindo, mas algumas estão encolhendo em ritmo mais lento ou mesmo aumentando de tamanho.

 

in Estadão.com.br

publicado por portuga-coruche às 12:04
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Cientista diz ter advertido sobre erro a respeito do Himalaia desde 2006

Clima: cientista diz ter advertido sobre erro a respeito do Himalaia desde 2006

PARIS — George Kaser, cientista do Instituto de Glaciologia de Innsbruck, afirmou ter alertado seus colegas do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre um erro a respeito do Himalaia, que hoje obriga os especialistas a corrigirem seu relatório.

O IPCC anunciou nesta segunda-feira uma pesquisa sobre recentes acusações questionando suas previsões sobre o desaparecimento das geleiras do Himalaia em 2035, no segundo capítulo do relatório de 2007, dedicado aos impactos regionais das mudanças climáticas.

"No fim de 2006 (...), me dei conta desse erro e de alguns outros. Foi antes da última revisão, mas antes da publicação, portanto existia a possibilidade de modificar" o texto, disse Kaser, procurado pela AFP.

"Eu disse a eles", insistiu. "Mas, por motivos que desconheço, ninguém reagiu", afirmou, lamentando a atitude de seus colegas.

O professor Kaser confessou temer que este "caso" afete a credibilidade dos especialistas do IPCC.

Em seu quarto relatório, publicado em 2007, o IPCC advertiu que as geleiras da cordilheira do Himalaia estão derretendo mais rápido do que as outras geleiras do mundo, e que "poderia desaparecer até 2035 ou mesmo antes".

Mas o prazo até 2035, de discutível valor científico, pode não estar baseado em nenhuma pesquisa, segundo revelações do Sunday Times, divulgadas no último fim de semana.

Este caso pode trazer um novo revés para os estudiosos do painel do clima da ONU, encarregados de dar sustentação científica às decisões dos políticos, após o caso do "climategate" que veio à tona antes da cúpula de Copenhague.

A polêmica começou quando milhares de e-mails pirateados de especialistas da universidade de East Anglia, no Reino Unido, sugeriram que o aquecimento global não é causado pela atividade humana.

No entanto, os participantes de Copenhague afirmaram que o caso foi usado para semear confusão e desacreditar as evidências científicas da influência do homem nas mudanças climáticas sofridas pelo planeta.

 

in Goggle por AFP

publicado por portuga-coruche às 16:51
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