Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Alunos vão pagar pelos danos na escola

Novo Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário é aprovado hoje em São Bento com os votos do PS e CDS

«Se partiu, paga». A velha máxima é para ser agora aplicada nas escolas. É pelo menos isso que está consagrado no Novo Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário, que vai hoje ser aprovado no Parlamento, devido a um acordo entre PS e CDS.

 

«É importante que os nossos alunos tenham a noção de que o que é público é de todos nós», diz Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), ouvido pelo Diário de Notícias. E como consequência os pais poderão ter que pagar pelos danos causados. Mas também os alunos terão que prestar serviços.

Paulo Portas é um dos grandes entusiastas desta nova política, que passa por um maior «respeito pela escola».
«Quando uma escola mostra sinais de degradação, alguma coisa está mal», aponta o líder do CDS, que acrescenta que «nessa altura, deve exigir-se ao Ministério da Educação que requalifique, mas também a quem estraga que pague».


 

in IOL Diário

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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Duas escolas encerram e duas mantêm-se em funcionamento no concelho de Coruche

A Câmara de Coruche aceitou a proposta da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) para encerramento das escolas básicas de I ciclo da Azervadinha e do Vale Verde, que têm menos de 21 alunos, limite mínimo estabelecido para o seu funcionamento. Em contrapartida, a autarquia propôs à DRELVT que se mantenham em funcionamento as escolas de I Ciclo da Azerveira e da Erra.

Segundo a vereadora da câmara com o serviço de educação, Fátima Galhardo, no caso da Escola da Azervadinha 1, há dez alunos que deverão ser integrados na escola da Azervadinha 2, nos Montinhos dos Pegos, a dois quilómetros de distância. A sala da escola da Azervadinha 1 ficará disponível para receber a valência de jardim-de-infância. Pelo menos é essa a proposta que a câmara apresentou à tutela.

Quanto à Escola do Vale Verde 1, tem apenas 14 crianças, e irá ser encerrada, com os alunos a serem transferidos para a Escola de Vale Mansos, a dois quilómetros de distância e que tem 53 alunos.

No que respeita à Escola de I ciclo da Erra, que a autarquia também não quer que seja encerrada, Fátima Galhardo constata que no corrente ano lectivo já vários encarregados de educação de Coruche preferiram inscrever os seus filhos da escola da freguesia vizinha, devido à lotação da EB 1 de Coruche, que tem 13 turmas e cerca de 300 alunos. “Nestas condições prevemos que num futuro próximo a escola de Erra terá mais de 30 crianças face às 18 actuais, pelo que propusemos à DRELVT a manutenção daquele estabelecimento em funcionamento”, explica a vereadora.

A Câmara de Coruche quer ainda manter em funcionamento a escola da Azerveira, freguesia da Lamarosa, por se encontrar numa zona mais dispersa e distante. “A Escola EB 1 da Lamarosa, que tem 50 crianças, não tem capacidade para acolher os alunos da Azerveira. Como temos algumas crianças de famílias de imigrantes que podem ir para a escola da Azerveira, vamos esperar este ano lectivo até termos concluída a nova unidade escolar na Lamarosa”, esclarece Fátima Galhardo.

 

in O Mirante

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Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Aluna de Salvaterra ganha prémio europeu de cozinha

 

Patrícia Rego, aluna do Curso de Restauração da Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM), ganhou o 1.º Prémio para o Melhor Cozinheiro, num concurso europeu de cozinha realizado, na passada semana, em Bytom, na Polónia.

A aluna do 12.º ano e o seu colega de equipa, Tiago Ribeiro, ficaram também em primeiro lugar no Concurso de Cozinha com os pratos apresentados ao júri.

Neste concurso, que teve a duração de duas horas e meia, estiveram em prova nove equipas de quatro países (Portugal, Roménia, Dinamarca e Polónia).

A equipa da EPSM, coordenada no local pelo Chefe José Pereirinha, concorreu com um prato de floreado de sardinha marinado com limão e codorniz recheada com sabores do bosque.

Fizeram parte do júri Wieslaw Ambros (presidente da Academia Polaca de Cozinheiros) e Jean Bos (presidente da Sociedade Europeia de Euro-toques da Polónia), para além de chefes de cozinha de hotéis e restaurantes polacos.

Para Patrícia Rego, “o mais importante em todos estes projectos é mostrar o trabalho que conseguimos desenvolver no nosso país e ao mesmo tempo representar a nossa escola”. No entanto, a conquista deste prémio não foi tarefa fácil, pois “muitos dos ingredientes que quisemos utilizar não os conseguimos encontrar com facilidade na Polónia”.

 

Autor Bruno Oliveira

 

 

in O Ribatejo

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Domingo, 28 de Março de 2010

COFAP propõe programas de férias nas escolas públicas

 

Páscoa: Oferta de actividades multiplicam-se por todo o País

Como ocupar os miúdos de férias

 

 

Manuel Moreira
No Oceanário de Lisboa há ‘Férias debaixo de Água’ para crianças
No Oceanário de Lisboa há ‘Férias debaixo de Água’ para crianças

Por todo o País existem inúmeras alternativas para ocupar crianças e jovens nas duas semanas de férias da Páscoa, que agora se iniciam. Conhecer os bastidores do Zoo de Lisboa, passar uma ou duas semanas a treinar no Estádio da Luz, aprender a moldar barro no Museu da Olaria de Barcelos ou desenvolver a criatividade e capacidade de expressão na Fundação Serralves (Porto) são algumas das alternativas disponíveis no roteiro que o CM apresenta.

Nos principais centros urbanos, as famílias têm quase sempre de abrir os cordões à bolsa, mas em cidades mais pequenas há autarquias que oferecem programas gratuitos. É o caso de Albufeira, que promove um programa grátis para 40 jovens dos 10 aos 18 anos que inclui um cruzeiro e uma viagem à Isla Mágica (Espanha), entre outros. Já não há vagas e até tem lista de espera.

Já em Lisboa, as coisas são mais complicadas. Joana, de 8 anos, vai experimentar pela primeira vez um campo de férias perto de Vila Franca de Xira. "Vão ser três dias de actividades radicais e vai custar 105 euros. "É um presente de anos", diz Filipa Gordo, de 34 anos, mãe de mais três filhos. "Como estou desempregada posso ficar com eles. As férias são para dormir à vontade, ficar de pijama até às 4 da tarde, passear ou ir até à casa dos avós".

Para quem está a trabalhar, os programas do Oceanário ou do Zoo de Lisboa podem ser uma boa alternativa. Das 9h00 às 18h00 as crianças vivem experiências únicas. "Os miúdos podem, por exemplo, preparar e levar a comida aos lémures ou visitar os bastidores do delfinário", explica ao CM Antonieta Costa, responsável do centro pedagógico. Os centros Ciência Viva e museus por todo o País apresentam também várias opções.

 

CONFAP PROPÕE PROGRAMA NAS ESCOLAS

A maioria das famílias portuguesas não tem capacidade financeira para colocar os filhos em actividades de férias. A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) sugere, por isso, que haja uma oferta de programas de férias nas escolas públicas.

"Era essencial que houvesse uma oferta generalizada de actividades de férias nos agrupamentos escolares em articulação com as autarquias. Isto prevendo que os pais com disponibilidade comparticipem, enquanto 20 a 30 por cento não pagaria, por ter direito à acção social", disse ao CM Albino Almeida. O líder da Confap sublinha que já há oferta disponível em algumas escolas, mas admite que a resposta da "rede privada e das IPSS" tem sido decisiva.




Bernardo Esteves/A.M.S./ J.C.E./ L.O./ G.S./ N.R.
 
in Correio da Manhã
 
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Podia ser numa prisão dos "states" mas é numa escola primária

Pais queixam-se de insegurança em primária escola do Pego

O Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida, de Abrantes, anunciou ter entregue à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens a resolução de casos de agressão registados numa escola primária, em Pego. A decisão surge depois da denúncia de vários encarregados de educação de que “há crianças constantemente agredidas por dois miúdos problemáticos”.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) confrontou o Agrupamento de Escolas com a “inevitabilidade de tomada de decisões” ou, então, segundo afirmam, não irão sujeitar mais os seus filhos à frequência de uma escola com cerca de 80 alunos, que “não é segura”.

Segundo disse Sérgio Vicente, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola primária de Pego, “há miúdos constantemente agredidos e que não querem ir à escola, com episódios de navalhas de ponta e mola, tabaco na escola, agressões físicas e verbais constantes durante os intervalos às outras crianças e inclusivamente a funcionários e professores”.

“Recentemente, até um menino de 6 anos foi molestado sexualmente nas instalações sanitárias do estabelecimento de ensino, valendo o surgimento de uma auxiliar que travou o episódio”, referiu o responsável, pai de duas meninas que frequentam aquela escola.

Segundo disse um outro encarregado de educação, que pediu reserva na identificação, à enteada, de 7 anos, “cospem-lhe no prato na altura das refeições, já lhe espetaram um lápis afiado na perna e foi pontapeada com violência mostrando-se sempre muito agitada e com medo na hora de ir para a escola”.

“Esta é uma situação que não pode mais continuar”, afirmou Sérgio Vicente, tendo acrescentado que “os pais ponderam deixar de levar os seus filhos à escola, como forma de protesto e como forma de proteger as crianças”

Segundo declarou, os pais “estão saturados de todos estes episódios”, tendo reunido e decidido fazer “um último apelo às apáticas entidades responsáveis” para a resolução do problema. “Decidimos dar 15 dias de tolerância, depois do reinício das aulas, para que actuem perante as crianças e os pais responsáveis pela situação, transferindo-os ou encontrando uma solução, uma vez que aquelas crianças também precisam de ajuda especializada”. “Caso nada se faça, os pais decidiram que vão deixar de levar os filhos à escola”, afirmou o responsável pela APEE.

Jorge Beirão, responsável pelo Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida, disse ter “conhecimento da situação”, tendo afirmado que alguns dos casos relatados estão a ser “empolgados”. “De qualquer forma”, acrescentou, “as coisas estão encaminhadas tendo o caso sido entregue à Comissão de Protecção a Crianças e Jovens”.

 

in O Mirante

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Sábado, 27 de Março de 2010

O mistério dos '20 a tudo'

Tiveram a melhor nota a todas as disciplinas do 12.º ano  e ganharam um prémio de cinco mil euros. Lígia, Pedro  e Teresa, 18 anos, são exemplos de sucesso escolar. Porquê  é que não é fácil explicar

Pense lá: se ouvir dizer que houve vários alunos que tiveram 20 a tudo no 12.º ano, imagina-os como? Óculos grossos, macilentos, tímidos e gaguejantes, carregados de acne e complexos, fechados em casa todo o santo dia à frente do computador e enterrados nos livros, só saindo para ir à biblioteca e à escola, sem saber o que é um bar, quanto mais um concerto ou um shot ou, horror, um charro, sem vida social nem vislumbre de romance. Certo? Errado.

A Teresa, por exemplo. "Marrona, eu? Nunca me vi como tal e nunca ninguém me viu como tal. Nunca houve uma festa a que tenha faltado ou um evento... Sou uma pessoa curiosa - gosto muito dos outros, de me envolver, sou divertida, e acho que sim, acho que sou popular." A rapidez das frases, o tom prazenteiro, o cuidado na escolha dos termos certifica o à-vontade da autodescrição. Sim, Teresa é, ou pelo menos parece, uma rapariga alegre, sem semelhanças com o que reconhece ser "o estereótipo do bom aluno". "Havia a ideia de que era preciso estar muito tempo a estudar, não fazer nada senão estudar. Mas acho que ter uma vida completa, social e emocional, é muito importante. Os bons alunos também precisam muito dessa parte."

Habitante de Coruche, frequentou a respectiva escola secundária, onde se envolveu na associação de estudantes, fez teatro, desporto - de natação a aeróbica - ou seja, tudo aquilo a que considerou ter direito. De todas as disciplinas em que lhe foi atribuída nota máxima no 12º ano, escolheu o Português com tema para se candidatar ao prémio Padre António Vieira da Academia de Ciências de Lisboa, escrevendo um texto sobre "a importância da língua e a forma como está relacionada com a vocação". A vocação é, no caso, medicina - o curso que escolheu e cujo primeiro ano experimenta, na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Coincidência, foi o mesmo curso, embora noutra faculdade, que Lígia, vencedora do prémio Pedro Nunes, escolheu. Natural de Lamego, a Matemática é o seu território - "Desde miúda, quando estava a estudar outra coisa qualquer estava sempre a pensar que me apetecia era fazer exercícios." Escolheu ser médica tarde ("Confesso, não foi uma daquelas 'vocações' de infância, fui-me apaixonando.") e assume "pensar pouco no futuro". Ao ponto de, quando se lhe pergunta que sonhos tem por realizar (por exemplo, como vai aplicar os cinco mil euros do prémio ), hesitar, rir: "Assim de repente... Não sei. Talvez uma megavolta ao mundo. Ambição agora é tirar o meu curso. E sem pensar muito no tempo que vai levar, senão ficava já maluca. Sou sincera: nunca fui de planear muito o que vou ser."

A viver no Porto com o irmão mais velho, estudante de engenharia física, num apartamento que os pais, uma educadora de infância e um assistente administrativo, compraram para o efeito, Lígia sente a responsabilidade de estar à altura do "voto de confiança" e do "grande investimento" dos pais mas tem saudades deles e e dos amigos, e do ambiente familiar de Lamego e da escola. "Passei de uma cidade pequena em que toda a gente se conhecia para uma tão grande… E entrei numa faculdade em que os professores são mais distantes."

A interactividade e familiaridade são, aliás, dois dos factores que cita como estando na base da sua boa relação com a escola. Que começou muito cedo, no pré-escolar: Lígia frequentou o infantário onde a mãe trabalha. "Nunca pensei na escola como uma pessoa a explicar e as outras a ouvirem. Tive sempre muita sorte com os professores, era tudo muito interactivo. E sinto que isso teve muita importância no chegar onde cheguei. Isso e o apoio emocional dos meus pais, sempre muito presentes."

Para estudar, Lígia gosta de barulho: "Não consigo em silêncio completo. Tenho a mania de estudar à frente da TV. Gosto de séries, vou deitando um olhinho..." Em flagrante contraste com Teresa, outra deslocada (está a viver em Lisboa num apartamento partilhado com dois amigos, um de Farmácia e outra a estudar para técnica de medicina nuclear) que é adepta do sossego radical. "Estudo em silêncio, só eu, os meus livros e os meus pensamentos. Faço-o em pequenos períodos, muito concentrada. Nunca estudo um dia todo, aliás nunca estudo mais de duas horas de cada vez, e não todos os dias. E falo sozinha". Fala sozinha?! "Sim, falo. Para mim tudo é com base na oralidade. Leio, falo, faço esquemas... Falo muito - estudar para mim é isso."

Nem agora, que sente que num semestre dá "tanta matéria como no secundário todo", Teresa estuda todos os dias. "Para se aprender bem não é necessário. Acho as aulas essenciais, e perguntar sempre até perceber. Sem perceber as coisas, não é possível fixá-las." Filha única de uma professora de educação especial e de um funcionário público, nunca estudou com os pais. "A minha mãe, ao princípio, só via o resultado dos trabalhos de casa e se uma conta estivesse mal feita dizia para eu repetir. De resto, deixaram-me criar o meu próprio método, o meu ritmo." E, ao contrario de Lígia, que diz gostar muito de museus mas estar ainda à espera que o irmão a leve a Serralves como prometeu, Teresa usufrui plenamente da cidade grande. "Saio à noite de vez em quando: vou ao Bairro [Alto] e a Santos. E vou imenso ao cinema. É ao lado de casa..."

Nas saídas nocturnas, Teresa já se terá cruzado com o terceiro membro dos magníficos, Pedro que começa logo por certificar: "Não gosto de ser conhecido como 'o bom aluno'. É uma coisa que nos transforma em freaks, nunca me vi como o típico marrão e nunca me privei de nada. Alguns amigos que não participavam do ambiente escolar, quando souberam do prémio ficaram muito surpreendidos, surgiram até várias piadas, do género 'E se aparecessem umas fotos tuas à noite no Bairro?' A ver se a imagem não fica muito tipificada. Aliás, se tivesse de me definir não me definiria como um bom aluno - sou um curioso. Claro que sempre tive preocupação, sim - sempre ia acompanhando as aulas. E nunca estudei na véspera nem nunca usei uma cábula - sempre tentei ter muita integridade."

Uma torrente, o Pedro, prémio Alexandre Herculano com um ensaio sobre História. Discurso cuidado, palavras "difíceis", e a evidência de um pensar vivo, comunicativo, feliz. "Sempre gostei muito da cultura da palavra, sempre cultivei muito isso. É um exercício, desde miúdo que as pessoas ficam surpreendidas. Tenho uma quase obsessão pela originalidade e sempre tentei ter uma linguagem própria. Tento sempre é que as pessoas não pensem que é pretensiosismo - tento gesticular muito e sorrir." Filho de uma professora de Geografia e de um juiz desembargador, residente em Carcavelos, Pedro estudou nos Salesianos de Manique, uma escola privada com protocolo estatal "na qual não se paga" e que considera um exemplo. "Une o melhor de dois mundos. É uma escola de missão, um projecto educativo de muita proximidade." Catequista durante algum tempo, Pedro acabaria por passar por "uma secessão": "Fui percebendo que aquilo em que eu acreditava não fazia diferença em relação aos meus valores e à maneira como vivia. Foi um período muito complicado para mim, porque tentei sempre viver as coisas com muita honestidade." A honestidade que o terá impedido de, presidente da Associação de Estudantes, e claramente com ambições políticas - está a tirar Direito na Universidade Nova de Lisboa e tem como "objectivos mais idílicos o direito internacional, comunitário, a política" - filiar-se num partido: "Achei que podia conspurcar a minha construção de perspectivas."

A construção de perspectivas, pois: se calhar é a consciência disso que faz Pedro, Lígia e Teresa diferentes. Afinal, de comum só têm, além de mães ligadas ao ensino e de pais interessados e encorajadores, vontade de saber. Curiosidade, como diz o Pedro. Sabe-se lá o quê, pensam a Lígia e a Teresa, e ele resume: "Nunca tive uma negativa, mas lembro-me de alguns anos chegar ao fim do ano e pensar 'como é que fiz isto?'"

 

in DN

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Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Jovem de Coruche foi a melhor aluna de Português

Academia de Ciências de Lisboa distinguiu Maria Teresa das Neves com Prémio Padre António Vieira

foto

Estudante de 18 anos cumpriu o 12.º ano com média de 19,6 valores e obteve 20 à disciplina de Português.

 

Ricardo Carreira

Maria Teresa das Neves foi distinguida pela Academia de Ciências de Lisboa (ACL) como a melhor aluna da disciplina de Português no ensino secundário em 2009. A jovem coruchense de 18 anos recebeu o Prémio Padre António Vieira das mãos da ministra da Educação, Isabel Alçada, numa cerimónia realizada dia 17 de Março, na qual outros dois alunos do país foram distinguidos nas disciplinas de História e Matemática pela ACL.

Na companhia dos pais, Maria Teresa das Neves recebeu ainda um cheque de cinco mil euros pelo feito – obteve nota 20 na disciplina de Português no ano lectivo 2008-2009. Além da nota na disciplina, contou para o prémio o ensaio que Teresa teve de escrever sobre a importância da língua portuguesa.

Mas não se pense que a disciplina de português é apenas a veia inspiradora de Teresa Neves, como é mais conhecida entre colegas e amigos. Obteve notas 20 a português, matemática, biologia, físico-química, filosofia, geologia, tecnologias de informação e comunicação e área de projecto. Inglês, com 19 valores, e educação física, com 18, “estragaram” a média.

Teresa Neves garante que as notas obtidas não reflectem horas a fio passadas a olhar para os livros e a decorar matérias. “O essencial é estar atenta nas aulas e tentar interpretar, fazer experiências e exemplos para chegar à compreensão e lógica das coisas. Para os testes é que costumava estudar uma semana antes”, conta Teresa a O MIRANTE, acrescentando que costuma falar alto muitas vezes quando está a raciocinar sozinha.

Para a jovem estudante, que está a frequentar o primeiro ano de curso de Medicina em Lisboa, tentar compreender sempre foi uma prioridade nas aulas, o que se traduziu na obtenção de notas máximas ao longo dos diferentes níveis de ensino. “Sempre estudei e obtive bases das diferentes matérias. Não se chega ao secundário e aprende-se tudo de uma vez, principalmente no português e na matemática”, duas das suas paixões. Outro factor decisivo para o sucesso de um aluno, considera, é o professor e a capacidade que este tem de motivar e captar a atenção.

Foi a mãe de Teresa, Ilda Neves, professora na Escola EB 2/3 Dr. Armando Lizardo, que viu informação na internet sobre o prémio da ACL e desafiou a filha a concorrer. O pai, Carlos Neves, é funcionário da Câmara de Coruche. De ambos, a filha extrai a importância do apoio decisivo que sempre recebeu.

De resto, Teresa Neves é uma jovem como as demais, que não se priva de nada para “marrar” nos livros e apontamentos. “Levo uma vida normal. Saio com o meu grupo de amigos, jantamos, saímos à noite, vou a festas e não prescindo de nada. Com a ida para a faculdade é que deixei de praticar desporto e estar ligada a actividades sociais quando tinha mais tempo”, garante.

Na Faculdade de Medicina, Teresa Neves nota sobretudo o acumular de matéria, bem superior à do ensino secundário. “Aqui, se calhar vou ter de estudar um mês antes para as frequências”, reconhece.

Teresa Neves antevê uma carreira médica mas ainda não formou um juízo sobre o que quer seguir. Prefere esperar pela parte mais técnica do curso que chega no terceiro ano ou pelo estágio do primeiro semestre, para ir formando uma opinião. Não exclui ainda enveredar pela actividade de escritora, dada a paixão que tem pela língua portuguesa.

 

 

in O Mirante

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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

«Foi fácil ter boas notas»

Alunos premiados pela Academia das Ciências de Lisboa dizem que o mais importante é «perceber»

 

A Academia das Ciências das Lisboa (ACL) atribuiu esta, quarta-feira, três prémios aos melhores alunos do ensino secundário em 2009, que relevaram que foi «fácil» obter boas notas, tarefa facilitada pela atenção nas aulas e o apoio de pais e professores, escreve a Lusa.

Lígia Santos, da Escola Secundária Latino Coelho, em Lamego, premiada com o Prémio Pedro Nunes (Matemática), disse aos jornalistas que é «óptimo sentir» que há pessoas que se importam com os percursos académicos passados e «não só com o futuro» que os alunos possam vir a ter.

A atenção nas aulas e «o apoio constante dos pais e professores» foram os segredos maiores para o sucesso escolar, conta a aluna.

Já Maria Teresa das Neves, da Escola Secundária de Coruche, que recebeu o Prémio Padre António Vieira (Português), diz que «não foi o passar horas em casa» a estudar que resultou no alcançar de boas classificações na escola, antes «estar atenta» e «tentar perceber bem as coisas».

Pedro Espírito Santo, da Escola Salesiana de Manique, Alcabideche, contemplado com o Prémio Alexandre Herculano (História), reforça a ideia de que «não foi muito difícil» obter boas notas, mesmo reconhecendo que tal implicou «muito trabalho, organização e motivação».

Os professores, diz o aluno, tiveram um papel importante «e o facto de boa parte deles» ter marcado presença na entrega de prémios na ACL «é demonstrativo e paradigmático» disso.

Pedro terminou o 12.º ano com 20 valores a História, nota idêntica nas restantes disciplinas, à exceção de Educação Física, que concluiu com 19.

Referindo-se à Educação Física como o seu «handicap», Pedro Espírito Santo diz que a sua «versatilidade» de interesses foi «a receita para o sucesso».

Os três alunos, que concluíram o 12.º ano de escolaridade no ano passado, receberam cinco mil euros cada um, bem como um diploma entregue pela ministra da Educação, Isabel Alçada, que aproveitou a presença no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa para ler uma passagem de «História do Futuro», do Padre António Vieira.

Referindo-se aos alunos premiados pela ACL, a ministra referiu que são um «exemplo de sucesso no presente e um exemplo» de «uma história de futuro de sucesso», aludindo à obra do Padre António Vieira.

Isabel Alçada descreve os prémios da ACL como uma «excelente oportunidade para valorizar os resultados dos estudos, o esforço, a concentração», referindo que a evolução académica «permite olhar para o futuro com esperança», assinalando que «no âmago» do percurso dos alunos estão os professores.

 

in TVI24

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Melhores de 2009 explicam sucesso

 

Ministra entregou prémios a alunos de excelência

 

Vítor Mota 
Pedro E. Santo, 18 anos, Salesianos de Manique, e Teresa Neves, 18 anos, Secundária de Coruche

Atenção nas aulas e apoio próximo de pais e professores é a receita para o sucesso na escola, segundo os três melhores alunos do ensino secundário público de 2009.

 

Lígia Santos venceu o prémio Pedro Nunes (melhor a Matemática), Teresa Neves o prémio Padre António Vieira (Português) e Pedro Espírito Santo o prémio Alexandre Herculano (História). Tiveram todos 20 valores a cada uma das disciplinas em que foram premiados e também conseguiram 20 na média final do Secundário. Os prémios, no valor de cinco mil euros para cada um, foram ontem entregues na Academia das Ciências de Lisboa pela ministra da Educação, Isabel Alçada.

Os três jovens garantiram que nunca foram conhecidos por serem ‘marrões’. "Desde os 14 anos que saio à noite. O essencial não é estudar muito tempo mas estar atento nas aulas e tentar perceber bem as coisas", diz Teresa Neves, que entrou este ano para Medicina na Universidade de Lisboa.

Pedro Espírito Santo, que entrou em Direito na U. Nova, afirma que o seu segredo foi "a versatilidade e o envolvimento em muitas actividades na escola". E confessa que no secundário teve "20 a tudo, excepto um 19 a Educação Física".

Para Lígia Santos, que também está a cursar Medicina em Lisboa, "não é difícil" obter notas tão elevadas. E dá a receita do sucesso: "Estar atento nas aulas e ter um apoio constante de professores e pais, sem uma pressão excessiva de ter de tirar notas altas", afirma. Confessa que só estudava "na véspera dos testes". A ministra Isabel Alçada afirmou que o "o país precisa de dar visibilidade a referências de qualidade" e deixou um elogio aos docentes: "No âmago do trabalho educativo estão os professores, por isso felicito os professores destes jovens".

PREMIADOS

PRÉMIO CARREIRA

José Dias Gabriel, 61 anos, é professor de Português desde 1976 e dá aulas na E. Secundária D. Egas Moniz, em Resende

PRÉMIO INOVAÇÃO

Wagner Diniz é professor de Canto desde 1987. Com 55 anos, dá aulas na Escola de Música do Conservatório Nacional.

PRÉMIO LIDERANÇA

Antónia Vidal de Castro tem 55 anos e é professora de Filosofia e Psicologia na E. Secundária Júlio Dinis, em Ovar. Dá aulas desde 1975. 

AS FAMÍLIAS DOS PREMIADOS

LÍGIA SANTOS 

Os pais de Lígia, José e Ana Santos, ambos de 50 anos (ele assistente administrativo, ela Educadora de Infância) deixaram um grande elogio à escola Latino Coelho, em Lamego, que a filha frequentou. "Critica-se muito o ensino público mas nós só temos coisas boas a dizer.

PEDRO E. SANTO

Luís Espírito Santo, de 50 anos, juiz, e Ângela da Ponte, 49, professora, estavam "orgulhosos". "A proximidade diária dos pais é fundamental. Como professora sinto que é isso que falta", disse a mãe. Para o pai, o respeito pela "verdade" foi o principal valor transmitido.

 

TERESA NEVES

Ilda e Carlos Neves, ambos de 45 anos, ela professora e ele funcionário público, garantem que Teresa "nunca foi de estudar muito". "Sempre gostou muito de ler e, apesar de estar em Medicina, acho que ainda acalenta o sonho de ser escritora", conta a mãe.

 

"PENSO QUE OS ALUNOS NUNCA NOS DESILUDEM"

Um engarrafamento que o levou a passar oito horas no trânsito foi a razão para se tornar professor. "Estava farto de Lisboa e decidi sair de lá com a minha mulher", conta Alexandre Costa, de 45 anos, distinguido com o Prémio Nacional de Professores. Deixou o emprego "na área empresarial" e tornou-se docente de físico-química. Actualmente está na Escola Secundária de Loulé, onde desempenha as funções de adjunto do director. E a paixão pelo ensino continua com ele. "Penso que os alunos nunca nos desiludem", argumenta.




 

Bernardo Esteves/J.M.G.
 
in Correio da Manhã

 

 

 

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Aluna proibida de ir a casa de banho adoece

 

Viseu

Sérgio Lemos
Teresa Figueiredo, mãe da aluna
Teresa Figueiredo, mãe da aluna

A mãe de uma aluna do 5º ano da Escola Básica 2,3 Infante D. Henrique, em Viseu, acusou ontem uma professora de ser responsável pelo facto de a sua filha sofrer de incontinência urinária, porque a docente "não a deixava ir à casa de banho".

 

Teresa Figueiredo afirma que a menina, de 11 anos, teve uma infecção urinária, em Janeiro, que evoluiu para incontinência, porque "a professora de português proibiu os alunos de irem à casa de banho a meio das aulas". Foi por três vezes à escola "para mudar a roupa" à filha e pediu um atestado médico, que entregou na escola. Fez queixa à Direcção Regional de Educação do Centro e no Ministério Público.

Isabel Neves, vice-directora da escola, diz que as acusações "não correspondem à verdade". Não foi possível contactar a acusada.




 

L.O.
 
in Correio da Manhã
 

A falta de formação dos professores para lidarem com as crianças poderia ser uma das preocupações da Fenprof, ou não?

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