Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Desempregados do concelho de Coruche têm baixas qualificações

Mais de metade dos desempregados do concelho de Coruche tem o primeiro ciclo ou ainda menos como habilitações literárias, enquanto 50 licenciados estão também sem emprego. Os dados foram revelados pelo presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes, durante o 2º Encontro de Centros Novas Oportunidades, dedicado ao tema “Factores de Qualidade e Credibilidade no Processo RVCC, realizado na Escola Secundária de Coruche.

Socorrendo-se de dados do Centro de Emprego de Salvaterra de Magos, o autarca quis com aqueles números sublinhar a importância do CNO de Coruche para o elevar de qualificações dos trabalhadores. “São razões mais que necessárias para justificar o trabalho do CNO. Quem tem menor formação tem menos oportunidades de emprego”, constatou.

Do total de 1.250 desempregados do concelho de Coruche, 166 têm uma habilitação inferior ao primeiro ciclo, 502 apenas o primeiro ciclo do ensino básico e 50 são licenciados. A grande maioria dos desempregados (529) tem entre 35 e 54 anos.

O 2.º Encontro do CNO de Coruche, entidade com base na escola secundária, reflectiu e debateu os factores de qualidade e o enquadramento do processo RVCC com a presença de formandos, formadores e avaliadores, autarcas e empresários. O CNO Coruche abrange todo o concelho e também áreas do Alentejo. Segundo o seu coordenador, José Gonilha, o processo de certificação de competências ao nível do 9.º e 12.º ano conta com 900 inscritos maiores de 23 anos e 16 orientadores.

O grande desafio para o CNO de Coruche, referiu a O MIRANTE, continua a ser o reconhecimento cada vez mais necessário da validação e certificação de competências, não apenas como um passo burocrático mas de importância para os trabalhadores e o mercado de trabalho.

 

in O Mirante

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:32
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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Fábrica de Nestlé na Lamarosa cria menos emprego que o previsto

A fábrica de Nestlé Waters Direct, que se encontra em fase de construção na localidade de Ovelhas, freguesia da Lamarosa, concelho de Coruche, não vai criar tantos postos de trabalho como estava previsto. Durante o lançamento da primeira pedra da unidade, realizado dia 7 de Julho de 2008, falou-se em 40 a 50 postos de trabalho mas desses apenas uma dezena vai ser preenchida com pessoas da zona.

Segundo o presidente da Junta de S. José da Lamarosa, António Venda (PS), os restantes postos de trabalho serão de técnicos que vão ter que se deslocar desde o Seixal, onde a Nestlé deverá encerrar a unidade que possui. Está já definido que esses trabalhadores especializados irão ficar alojados em localidades de concelhos limítrofes mas próximas da Lamarosa. O autarca admite que o número de admissões na freguesia possa crescer ocasionalmente com a contratação de trabalhadores locais.

O presidente da Câmara de Coruche tem outros números e fala na expectativa de criação de 30 postos de trabalho, dependendo da dinâmica da fábrica e também na influência dos empregos indirectos que virão a ser criados, em áreas como os transportes, comunicações, restauração e hotelaria. Mas na colocação da primeira pedra da unidade, em Julho de 2008 (ver edição de 17 Julho), Dionísio Mendes (PS) mencionava que seriam criados 40 a 50 postos de trabalho directos.

O início do engarrafamento está previsto a partir de 20 de Maio, explica o autarca, enquanto a inauguração deva acontecer apenas em Junho, com a hipótese em aberto de poder vir a contar com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva.

O MIRANTE contactou a empresa via e-mail para saber mais pormenores sobre o início de laboração e o número de novos postos de trabalho a criar, mas não obteve resposta. Durante a colocação da primeira pedra da fábrica os seus responsáveis apontavam como objectivo que a fábrica aponte para uma capacidade de produção de 1.500 garrafões por hora. A Nestlé Waters Direct comercializa a marca Selda/Bebágua e prevê que o investimento em Coruche possa proporcionar a médio prazo a entrada no mercado espanhol.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:20
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Sete mil novos empregos

Novas barragens criam sete mil novos empregos e envolvem dois mil milhões de investimento

 

Portugal entrou numa nova vaga de construção de barragens como não via há mais de quatro décadas. Nela, a EDP tem a parte de leão: entre novas barragens e reforços de potência das já existentes somam-se quase mais três novos mil megawatts de potência, dos quais dois mil fazem parte dos planos da EDP.

A empresa vai reforçar a potência em oito barragens, sendo que é concessionária de todas as grandes e médias barragens já existentes, vai construir o Baixo Sabor e tem direito de preferência para Foz Tua, cujas propostas são hoje conhecidas.

Construir uma barragem exige mais mão-de-obra do que uma central térmica, o que faz com que a eléctrica preveja um pico de sete mil trabalhadores nos seus diversos estaleiros, a partir do segundo semestre do próximo ano. Anda a preparar-se há mais de dois anos para o volume de trabalho que se avizinha, sendo que o último sinal partiu de dentro, ao ter travado algumas saídas de quadros que já estavam programadas.

O pico da primeira fase de investimentos deverá registar-se no segundo semestre de 2009, com quatro mil novos postos de trabalho, e o segundo pico deverá ocorrer entre 2010 e 2011, com mais 2800 novos empregos. Os projectos estão a cargo da direcção de projectos e investimento, responsável pelo planeamento, construção e operação de todos os centros produtores de energia, térmica, grande e pequena hídrica, exceptuando a eólica. Nela trabalham 250 dos 1200 trabalhadores que integram hoje a EDP Produção.

Sabor foi "pedra de toque"

A reorganização da direcção de projectos e investimento começou no final de 2006, ainda com João Talone, antecessor de António Mexia, a presidir à comissão executiva. Nessa altura, foram definidas três grandes orientações para um novo plano de recursos humanos: aposta nas competências críticas no domínio da hidroelectricidade, passagem para outsourcing das chamadas áreas não críticas (como a fiscalização de obras), reduzindo o número de trabalhadores, e ordem para rejuvenescer.

O plano esteve num impasse até Agosto de 2007, quando o processo da barragem do Baixo Sabor foi finalmente lançado. "Foi a pedra de toque", sublinha Ferreira da Costa, director de projectos e investimento da EDP. A partir daí, o plano de redução de efectivos passou a ser de crescimento, mas mantendo a orientação anterior: focalização nas áreas críticas e contratação de gente mais jovem. "Adiámos algumas saídas programadas, queremos também um reforço significativo do rejuvenescimento, porque é preciso preparar a empresa para o futuro. Voltámos a recrutar quadros no mercado", diz Ferreira da Costa.

Nos jornais, a empresa publicou, pela primeira vez, anúncios a pedir engenheiros jovens e experientes. As vagas não chegam às três dezenas, mas a empresa recebeu 1300 candidaturas. O recrutamento de novos engenheiros também está a ser feito junto das universidades.

O PÚBLICO sabe que o plano que começou por uma redução de 20 por cento dos efectivos deverá registar, pelo contrário, um aumento de oito por cento até ao final de 2011. Dentro de três anos, Ferreira da Costa aponta para uma equipa de perfil diferente da que tinha 2007: uma média etária de 44 anos, quatro anos inferior à actual, menos quadros médios e mais quadros superiores, entre contratados no exterior e "recrutados" junto de outras direcções da empresa.

Concorrência espanhola

O investimento em barragens é apenas uma parte do grande bolo que o sector da construção espera até 2017 e para o qual se diz "mais do que preparado". O presidente da federação da construção, Fepicop, que agrega as principais associações do sector, diz que o Governo não pode deixar de cumprir o Plano Nacional de Barragens que anunciou, e que não é aceitável que venha a ter mudanças de opinião e de políticas. "Trata-se de um projecto muito ambicioso e se queremos cumprir Quioto não podemos adiar mais."

As "indecisões constantes" e as "sucessivas mudanças de opinião" acerca dos grandes investimentos públicos são matéria de preocupação das empresas de construção. Em causa, e até 2017, está um número muito apreciável de volume de investimento: 40 mil milhões de euros. "O Governo não se pode dar ao luxo de o concretizar sem os privados. E os privados estão à altura do desafio", insistiu.

No caso das barragens, as construtoras têm responsabilidades acrescidas. Em vez da pulverização em cerca de três dezenas de contratos, como era prática no passado, a EDP tem agora um modelo bicontratual, com dois grandes contratos, um para a empreitada geral de construção (no passado, dispersa por uma trintena de contratos) e outro para o fornecimento do equipamento. São os construtores que têm agora de fornecer as actividades que a EDP colocou em outsourcing, como a fiscalização e segurança da obra, acompanhamento ambiental, hidrometria, ensaios de materiais, desenho e projecto de execução, entre outros.

Apesar da longa crise que o sector da construção atravessou, com quebras na produtividade seis anos consecutivos, Reis Campos diz que o tecido empresarial português soube reestruturar-se. "O sucesso que as empresas conseguiram nos mercados internacionais é a prova disso. E os processos de fusões e os planos estratégicos entretanto anunciados também: para já, só temos uma empresa com volume de negócio acima dos mil milhões, mas já há uma mão-cheia delas a apontar esse objectivo", afirma Reis Campos, referindo-se à Mota-Engil, que tem experiência em construção de barragens (construiu o Alto Lindoso) e facturou o ano passado 1100 milhões de euros, mas também a outras que lá querem chegar, como a Soares da Costa (que adquiriu a Contacto e que alguns rumores apontam como interessada na MonteAdriano), a Opway, que resultou da fusão da Opca com a Sopol e a espanhola Sárrion, ou a Teixeira Duarte.

Estas empresas estão ainda longe da capacidade de grupos espanhóis como a ACS ou a Ferrovial mas, segundo Reis Campos, a expectativa é que "esse grupos, que já são muito mais do que construtores, apareçam para estes concursos como investidores e não como construtores".

 

in Publico online

publicado por portuga-coruche às 15:36
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