Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Esquerda Net "julga" o que desconhece

Países da UE divulgam quem ganha com a PAC

 

Multinacionais, lordes e milionários repartem o dinheiro dos contribuintes que a UE distribui em ajudas agrícolas. Foto Robert Crum/FlickrDesde que os países europeus são obrigados a publicar os nomes dos beneficiários dos 55 mil milhões de euros em ajudas da PAC, o escândalo regressa. São as grandes multinacionais, os milionários e a nobreza latifundiária que repartem entre si a maior fatia do bolo. Em Portugal há 38 entidades que receberam mais de um milhão em 2008. Mas o maior subsídio, de 10 milhões, tem como destino uma empresa espanhola.
 

 

A empresa espanhola Indústrias Lacteas Asturianas S.A foi o maior beneficiário das ajudas europeias à agricultura portuguesa, recebendo do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) a quantia de 10.037.520,26 euros entre 16 Outubro de 2007 e 15 de Outubro de 2008. No pódium dos subsídios ao nosso país seguem-se a Sociedade Lusitana de Destilação, de Torres Novas, com 8.347.956 euros e a Torriba de Almeirim, que recebeu 7.393.904 euros no mesmo período. Acima dos 5 milhões de euros recebidos estão ainda a APAVE da Azambuja e a DAI, de Coruche, e com mais de 3 milhões pagos pelo FEAGA encontram-se a PROVAPE, com sede no Cartaxo, a Cooperativa de Produtores de Flores da Madeira, a Hortofrutícolas Campelos. Veja aqui a lista dos beneficiários portugueses da PAC nos últimos anos, preenchendo na pesquisa o valor da ajuda ou o nome da empresa a pesquisar.

A transparência na atribuição dos subsídios europeus à agricultura foi uma luta ganha, mas nem todos estão convencidos. Por exemplo, o governo alemão resiste ainda à divulgação dos nomes dos beneficiários às contestadas ajudas à agricultura e é por isso muito criticado pela oposição. E em vários outros países, a divulgação das listas é feita de forma parcial e quando chega à internet não é possível extrair um ficheiro com a lista completa dos beneficiários, obrigando a pesquisa mais complexa.

E quando o trabalho de pesquisa chega a resultados, poucos são os cidadãos que não se espantam com algumas das figuras que recebem ajudas dos dinheiros públicos da União Europeia. O valor de ajudas à agricultura representa pouco menos de metade do Orçamento global da UE e o seu destino não escapou à regra dos anos anteriores, com a maior parte a ser entregue às  grandes empresas da agro-indústria.

A multinacional Greencore sedeada na Irlanda está no topo da lista, com 83 milhões. Já o líder mundial da exportação da carne de aves, o grupo Doux, com sede em França, recebeu 63 milhões. França é o grande destino destas ajudas concentradas em poucas mãos, com outras seis entidades a receberem cada uma mais de 20 milhões de euros da PAC no ano passado.

Em Inglaterra, a maior parte dos subsídios foi para multinacional Czarnikow que domina o mercado do açúcar em todo o mundo. Na lista de grandes beneficiários encontram-se outras empresas de dimensão mundial no ramo alimentar, como a Nestlé e a Tate & Lyle, mas também a própria Raínha, o príncipe Carlos e muitos membros da nobreza receberam ajudas pagas pelos contribuintes da União Europeia, graças às suas quintas.

Também na Irlanda se descobriram alguns milionários a receber ajudas agrícolas. Segundo o jornal Times, um deles é o patrão da Ryanair, que curiosamente é um crítico reputado da intervenção da UE na regulação da indústria da aviação. Outro é Anthony O'Reilly, o tubarão dos media que tem o hobby da criação de gado. Outros empresários e políticos conhecidos no país também fazem parte desta lista que pode ser escrutinada por todos os cidadãos.

 

in Esquerda.net

 

No que refere à empresa de Coruche referida, a DAI, a "Esquerda.net" deveria informar-se melhor. Depressa chegaria à conclusão que esse valor tem decerto a ver com o fim da cultura de beterraba em Portugal por imposição da OMC. Falei com vários amigos que trabalham e/ou já trabalharam na DAI e a conclusão é categórica: A DAI teria preferido ter continuado com a beterraba e não ter recebido nada da PAC. Ainda segundo esses trabalhadores a PAC chegou mesmo a pôr em risco a empresa e os postos de trabalho.

Como poderão verificar esse "dinheiro" é um "presente imposto e envenenado".

 

Esta questão faz-me lembrar um provérbio Árabe:

Não diga tudo o que sabe, porque quem diz o que sabe muitas vezes diz o que não convém;
não faças tudo o que pode, porque quem faz tudo o que pode, muitas vezes faz o que não deve;
não acredite em tudo o que ouve, porque quem acredita em tudo o que ouve, muitas vezes julga o que não vê;
não gaste tudo o que tem, porque quem gasta tudo o que tem, muitas vezes gasta o que não pode.

 

 

publicado por portuga-coruche às 10:56
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Investimento de 70 milhões na agro-indústria do Ribatejo

Processo que visa reforçar a competitividade
 
Por Jorge Talixa 
Adriano Miranda

A região do Ribatejo vai ter um cluster agro-industrial devidamente desenvolvido e articulado dentro de três anos, de acordo com uma candidatura recentemente aprovada no âmbito do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (Feder), que prevê investimentos globais de 70 milhões de euros.

O objectivo é garantir a melhoria das condições de competitividade de mais de 30 empresas da região ribatejana. Liderada pela Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), a candidatura prevê a criação de uma Associação para o Desenvolvimento da Agro-Indústria (ADAI). Entre os parceiros envolvidos contam-se empresas como a Compal (bebidas), a Idal (transformação de tomate) e a DAI (transformação de beterraba).

De acordo com a Nersant, o projecto foi recentemente aprovado no âmbito do Concurso para Enquadramento de Estratégias de Eficiência Colectiva - Reconhecimento de Pólos de Competitividade e Tecnologia desenvolvido pelo Feder. Decorrem, agora, reuniões com as cerca de 30 empresas envolvidas para lançamento das iniciativas previstas no plano de acção.

Fomentar a inovação

O cluster ribatejano (zona onde há um forte presença do complexo agro-industrial) pretende “fomentar a inovação e melhorar a competitividade das empresas do sector, procurando criar sinergias” entre todos os actores desta área e outros com que se relacionam. Visa, também, aproximar as empresas e instituições de ensino e de investigação e desenvolvimento (I&D), estimular projectos de I&D tendentes a criar novos produtos e apoiar a internacionalização das empresas, apostando na diferenciação.

Uma das suas principais vantagens deste projecto reside no facto de os projectos constantes do plano de acção poderem ter acesso a sistemas de incentivo com verbas específicas e “tratamento preferencial no acesso aos sistemas de incentivos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) já em funcionamento, através da majoração de taxas de incentivo e de concursos específicos”.

Podem, igualmente, beneficiar de acesso preferencial aos programas comunitários de promoção do potencial humano e de desenvolvimento regional.

A candidatura apresentada pela Nersant baseia-se na criação da ADAI, com o objectivo de gerar “um novo ciclo de crescimento” e de transformar a agro-indústria ribatejana num “sector de referência a nível europeu num prazo de 10 anos”.

A associação deverá promover a colaboração e a cooperação entre as empresas e entidades relacionadas, “encorajando a reestruturação competitiva do sector e assegurando uma ampla participação nos circuitos comerciais”.

Os diferentes parceiros encontram-se já divididos em áreas de actuação para a constituição de um pólo de competitividade e tecnologia (PCT), que constituirá “o principal motor” desta estratégia. Ele assentará num sector agro-industrial que já é “uma referência nacional”, devido “às características dos solos, do clima e do emparcelamento” ribatejanos. A grande dimensão de algumas das empresas, muitas já integradas em grupos multinacionais, e a existência de instituições de ensino com “grande tradição e competência em I&D” são outras das vantagens regionais.

Para além do desenvolvimento do pólo de competitividade e tecnologia agro-industrial (contempla a criação de novos produtos e de marcas, a recuperação de produtos tradicionais, a experimentação de novas culturas e a criação de mecanismos de cooperação), o plano definido contempla, ainda, a criação de um Centro de Competências para a Agricultura e Agro-Indústria e de um Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar. O projecto prevê, igualmente, a criação de espaços para incubação de novas empresas e de um Centro de Incubação de Oportunidades de Negócio.

O PCT dará especial realce às áreas de transformação de carnes e de frutos e produtos hortícolas, à produção de bebidas e à produção de gorduras e óleos (em especial azeite).

 

in Público Economia

 

publicado por portuga-coruche às 15:10
link | comentar | favorito
Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Açúcar português com sotaque inglês

Operadora britânica compra 15% da produtora de açucar portuguesa DAI

A operadora mundial de matérias-primas britânica EDF Man comprou 15% da produtora de açúcar portuguesa DAI – Sociedade de Desenvolvimento Agro-industrial. É o primeiro investimento industrial da multinacional na Europa.

Estes 15% foram vendidos pela espanhola ARJ – Azucareras Reunidas de Jaen, que mantém-se como maior accionista da empresa portuguesa com 51% do capital.

Jorge Correia, director-geral da DAI, avançou ao Diário Económico que “esta entrada é vista com bons olhos e servirá para potenciar o volume de negócios da empresa”, que exporta 75% da produção para Espanha.
 
Com uma capacidade instalada de 1.200 toneladas por dia, a fábrica de Coruche não deverá sofrer nenhum aumento de produção para já. “Investimos dez milhões de euros entre 2006 e 2008 a adaptar a fábrica para ser apenas uma refinaria. Agora temos a capacidade suficiente para o mercado ibérico”.

A fábrica perto de Coruche produz mil toneladas de açúcar refinado por dia, sendo que a 67% da produção destina-se à indústria alimentar (como lacticínios, confeitaria e refrigerantes) e os restantes 33% à distribuição moderna, onde a produção de marcas próprias tem um grande peso.

 

Marina Conceição

 

in Diário Económico

publicado por portuga-coruche às 10:02
link | comentar | favorito
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

DAI renuncia à produção de açúcar de beterraba e dedica-se apenas à refinação

DAI renuncia à produção de açúcar de beterraba e dedica-se apenas à refinação

A DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial renunciou à quota de 15 mil toneladas de produção de açúcar de beterraba que tinha para a campanha 2008/2009, tornando-se refinador exclusivo de ramas.

Constituída em 1993 com o objectivo de produzir açúcar a partir de beterraba, a fábrica com sede em Coruche, que começou a laborar em 1997, desencadeou em 2007 um processo de adaptação da unidade fabril para a refinação, na sequência da decisão da Comissão Europeia (CE) de reduzir a sua quota de produção.

No relatório e contas de 2007, a empresa sublinha a conclusão «com sucesso da adaptação da unidade fabril para a actividade de refinação» e destaca a decisão de renunciar à quota de 15 mil toneladas de açúcar de beterraba, a que corresponde uma indemnização de cerca de três milhões de euros, considerada elegível pelo Ministério da Agricultura.

Em 2007, a quota de produção de açúcar a partir de beterraba foi reduzida de 70 mil para 34.500 toneladas, passando este ano para as 15 mil toneladas, no âmbito das medidas adoptadas pela CE para reduzir a produção de açúcar na União Europeia (UE).

Na decisão de abdicar da quota pesou o facto de a empresa não ter conseguido cumprir em 2007 as 34.500 toneladas, uma vez que a beterraba entregue pelos produtores (203 mil toneladas) culminou em 31 mil toneladas de açúcar branco, «prefigurando a dificuldade em garantir o abastecimento» da matéria-prima necessária e «economicamente justificável» para as 15 mil toneladas de quota.

Nas negociações com Bruxelas, a DAI conseguiu que lhe fosse atribuída, em 2007, uma quota de 65 mil toneladas para refinação de açúcar de cana para assegurar a continuidade da unidade.

A adaptação, que implicou investimentos da ordem dos 12 milhões de euros, decorreu durante 2007, ano em que a fábrica laborou durante cerca de 200 dias, «frequentemente com valores de produção próximos de mil toneladas diárias de açúcar».

O exercício de 2007, que culminou com um resultado líquido negativo de 3,8 milhões de euros, ficou marcado pelo «considerável» aumento do volume de negócios, mais 68 por cento que em 2006, «fruto das cerca de 175 mil toneladas vendidas, com reforço da posição nos mercados tradicionais (110 mil toneladas), mas também dos negócios de prestação de serviços de refinação».

«O resultado financeiro negativo justifica-se pelo aumento do endividamento médio mensal e pelo aumento cíclico dos indexantes das taxas de juro europeias resultantes da actuação monetária do Banco Central Europeu», lê-se no relatório.

O ano de 2007 ficou ainda marcado pela constituição de uma sociedade em Moçambique, na qual a DAI detém 50 por cento do capital, destinada à produção de açúcar de cana, «de modo a assegurar no futuro uma maior estabilidade no aprovisionamento e melhor qualidade das ramas».

Foi ainda constituída, com a espanhola Azucarera EBRO, a NCA, Nueva Comercial Azucarera, da qual a DAI detém 12,5 por cento do capital, com o objectivo de manter e consolidar a presença naquele que é o seu principal mercado (95 por cento das vendas) e obter ganhos com a racionalização logística e as sinergias entre os dois accionistas.

Em 2007 a empresa iniciou ainda um processo de melhoria da eficiência energética, tendo produzido energia para as suas necessidades e injectado na rede pública «um quantitativo digno de registo», sendo seu objectivo introduzir futuramente o aprovisionamento e utilização do gás natural.

in AgroNotícias

 

Também no Sol online podemos encontrar esta notícia, onde acresce os comentários dos utilizadores

Beterraba açucareira deixa de ser cultivada em Portugal
A cultura de beterraba açucareira, iniciada há pouco mais de uma década em Portugal, tem este ano a sua última campanha, com o fim da produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche
 

Manuel Campilho, presidente da Associação Nacional de Produtores de Beterraba (Anprobe), não esconde o inconformismo e repete as críticas ao ministro da Agricultura, «que aceitou que se liquidasse esta cultura» em Portugal.

No seu entender, só por «incompetência» Portugal pode ter saído penalizado na reforma encetada em 2006 pela União Europeia no sentido de reduzir a produção europeia de açúcar em 6 milhões de toneladas até à campanha 2009/2010.

«Portugal aceitou ser tratado como um grande produtor e colocado em pé de igualdade com países exportadores como a Alemanha e a França, quando na realidade produzimos apenas 20 por cento do açúcar que consumimos», disse Manuel Campilho à agência Lusa.

Para o presidente da Anprobe, só a «incapacidade de previsão» não permite encarar este como um produto estratégico para o país, sobretudo numa altura em que a subida dos preços dos combustíveis obrigaria a encarar a regionalização da produção.

«A beterraba era uma cultura alternativa para os agricultores portugueses, por isso nos batemos pela fábrica» da DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, em Coruche, que começou a laborar em 1997 e que implicou um investimento da ordem dos 80 milhões de euros.

A quota de 70.000 toneladas de açúcar de beterraba atribuída à DAI foi reduzida em 2007 para 34.500 e este ano para 15.000, tendo a empresa decidido, após autorização da Comissão Europeia, dedicar-se exclusivamente à refinação de açúcar de cana, o que obrigou a investimentos de adaptação da ordem dos 12 milhões de euros.

Numa década, os produtores portugueses conseguiram atingir níveis recorde de produção (mais de 90 toneladas por hectare, o dobro dos obtidos na campanha de 1997), sublinhou Manuel Campilho.

Na sua Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, a colheita nos 25 hectares semeados, que começou a semana passada, perspectiva valores da ordem das 100 toneladas por hectare.

Na sementeira do Outono, esta cultura será substituída por milho e ervilha ou por girassol, dado que a DAI decidiu renunciar à quota da próxima campanha.

«A beterraba provou ser uma alternativa muito interessante», disse Manuel Campilho à Lusa, lamentando que a Alemanha e a França tenham quebrado a solidariedade que desde 1968 reinava na confederação de produtores europeus.

No seu entender, a reforma do açúcar decidida «unilateralmente» pela Comissão veio «desorganizar o mercado» com a abertura à importação de ramas «sem limites».

O regime de reestruturação do açúcar adoptado em 2006 pela Comissão Europeia visa reduzir a produção na União, em 6 milhões de toneladas até à campanha de 2009/2010, para níveis considerados sustentáveis.

A Organização Comum de Mercado (OCM) do Açúcar é regida, desde 1968, por regulamentos da Comunidade Europeia, que estabelecem as regras no que diz respeito a preços, quotas e trocas comerciais com países terceiros.

Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, os produtores de beterraba «não têm razões de queixa» da negociação feita pelo Governo português.

Sublinhando o montante significativo de ajudas ao abandono da produção até 2013, da ordem dos 6,4 milhões de euros, o ministro frisou, há um ano, o facto de Portugal ter conseguido garantir a continuação da laboração da DAI.

Jaime Silva afirmou na ocasião que os agricultores que abandonaram a produção de beterraba, recebendo ajudas, não deixaram de produzir, tendo optado por outras culturas economicamente interessantes.

 

Lusa/SOL

 

OS COMENTÀRIOS:

 

Incrível!!! Pelos vistos as negociações entre o governo, a DAI e a União Europeia já decorreram à muito tempo, mas só agora a Anprobe resolve falar (pelo menos publicamente). Porque será?

homemlivre, em 2008-08-12 12:41:34


È a politica deste Governo XUXA.A única coisa a fazer é correr com eles nas próximas eleições.Pior do que esta canalha é dificil...Estamos a pagar os erros que cometemos.Um Estado e um Governo Autoritário e Estalinista que finge ser Democrático.Quando há qualquer coisa que começa a dar "certo"....a canalha acaba com ela.
ram, em 2008-08-12 12:35:47

 

Não à subsidiodependência!
gipsyking, em 2008-08-12 12:15:34

o ministro é um atrasado mental!
numa altura em que importava assegurar uma reserva agrícola no âmbito dos combustíveis alternativos a beterraba deveria ter sido considerada uma cultura estrategica para o país, o governo, que vai investir uma quantia faraónica em autoestradas de que já não necessitamos mais(o que falta são vias complementares) deveria ter investido na reconversão da industria, que poderia fornecer 20.000 toneladas de bioetanol por ano, sem comprometer os preços ao consumidor de produtos alimentares.
Com a sua habitual insanidade o ministro fez ruir uma das últimas soluções para a crise energética do país.
A crise pelos vistos não é realmente na energia, mas no governo, com cavalgaduras destas a mandar estamos condenados!

balburdio, em 2008-08-12 11:19:22

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 10:16
link | comentar | ver comentários (3) | favorito
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Beterraba açucareira deixa de ser cultivada em Portugal

 

Produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche chega ao fim. Produtores lamentam e acusam Governo de «incompetência» nas negociações

A cultura de beterraba açucareira, iniciada há pouco mais de uma década em Portugal, tem este ano a sua última campanha, com o fim da produção de açúcar a partir deste tubérculo na fábrica de Coruche.

 

Manuel Campilho, presidente da Associação Nacional de Produtores de Beterraba (Anprobe), não esconde o inconformismo e repete as críticas ao ministro da Agricultura, «que aceitou que se liquidasse esta cultura» em Portugal.

No seu entender, só por «incompetência» Portugal pode ter saído penalizado na reforma encetada em 2006 pela União Europeia no sentido de reduzir a produção europeia de açúcar em 6 milhões de toneladas até à campanha 2009/2010.

«Portugal aceitou ser tratado como um grande produtor e colocado em pé de igualdade com países exportadores como a Alemanha e a França, quando na realidade produzimos apenas 20 por cento do açúcar que consumimos», disse Manuel Campilho à agência Lusa.

«Incapacidade de previsão»

Para o presidente da Anprobe, só a «incapacidade de previsão» não permite encarar este como um produto estratégico para o país, sobretudo numa altura em que a subida dos preços dos combustíveis obrigaria a encarar a regionalização da produção.

«A beterraba era uma cultura alternativa para os agricultores portugueses, por isso nos batemos pela fábrica» da DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, em Coruche, que começou a laborar em 1997 e que implicou um investimento da ordem dos 80 milhões de euros.

Quota reduzida de 70 mil toneladas para 34 mil e depois para 15 mil

A quota de 70 mil toneladas de açúcar de beterraba atribuída à DAI foi reduzida em 2007 para 34 mil e este ano para 15 mil, tendo a empresa decidido, após autorização da Comissão Europeia, dedicar-se exclusivamente à refinação de açúcar de cana, o que obrigou a investimentos de adaptação da ordem dos 12 milhões de euros.

Numa década, os produtores portugueses conseguiram atingir níveis recorde de produção (mais de 90 toneladas por hectare, o dobro dos obtidos na campanha de 1997), sublinhou Manuel Campilho.

Na sua Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, a colheita nos 25 hectares semeados, que começou a semana passada, perspectiva valores da ordem das 100 toneladas por hectare.

Na sementeira do Outono, esta cultura será substituída por milho e ervilha ou por girassol, dado que a DAI decidiu renunciar à quota da próxima campanha.

«A beterraba provou ser uma alternativa muito interessante», disse Manuel Campilho à Lusa, lamentando que a Alemanha e a França tenham quebrado a solidariedade que desde 1968 reinava na confederação de produtores europeus.

Mercado desorganizado

No seu entender, a reforma do açúcar decidida «unilateralmente» pela Comissão veio «desorganizar o mercado» com a abertura à importação de ramas «sem limites».

O regime de reestruturação do açúcar adoptado em 2006 pela Comissão Europeia visa reduzir a produção na União, em 6 milhões de toneladas até à campanha de 2009/2010, para níveis considerados sustentáveis.

A Organização Comum de Mercado (OCM) do Açúcar é regida, desde 1968, por regulamentos da Comunidade Europeia, que estabelecem as regras no que diz respeito a preços, quotas e trocas comerciais com países terceiros.

Ministro da Agricultura: produtores de beterraba «não têm razões de queixa»

Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, os produtores de beterraba «não têm razões de queixa» da negociação feita pelo Governo português.

Sublinhando o montante significativo de ajudas ao abandono da produção até 2013, da ordem dos 6,4 milhões de euros, o ministro frisou, há um ano, o facto de Portugal ter conseguido garantir a continuação da laboração da DAI.
 

 

in IOL Diário

tags: ,
publicado por portuga-coruche às 12:31
link | comentar | favorito

.Janeiro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Bloco de Esquerda - Nota ...

. Fábrica de Coruche pode a...

. PSD vai propor a retoma d...

. A "Fúria do Açúcar"

. O défice de açúcar

. NA UE NÃO HÁ ESPAÇO PARA ...

. A furia do açúcar

. Autoridades continuam a d...

. Volta beterraba, estás pe...

. PCP alerta para problema ...

.últ. comentários

Sr José Sá, já confirmou a sua tese? Obrigado
Eu uso os produtos da HerbaLife há anos e são fant...
Tudo é muito aberta e muito clara explicação de qu...
Ė e nāo e pouco....
Subscrevo, já cá temos miséria que nos baste, e ge...
Por ser nutricionista e' que fala assim...
http://www.publico.pt/economia/noticia/herbalife-i...
essa empresa foi vendida a eden , que pelo visto a...
Estou para comprar um carro usado num stand de Sal...
VAI SE FERRAR. .INGERI OS COMPRIMIDOS DE MULTIVITA...

.arquivos

. Janeiro 2016

. Setembro 2015

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

.tags

. abel matos santos

. acidente

. água

. águas do ribatejo

. almeirim

. apanhados

. aquecimento global

. assalto

. autarquia

. benavente

. biscainho

. blogosfera

. bombeiros

. burla

. câmara municipal de coruche

. carina

. cdu

. china

. ciência

. cigana

. ciganos

. clima

. climategate

. cobre

. comboio

. copenhaga

. cortiça

. coruche

. couço

. cp

. crianças

. crime

. criminalidade

. crise

. dai

. david megre

. desaparecida

. desaparecidos

. desemprego

. desporto

. dionísio mendes

. dívida

. douro

. droga

. economia

. edp

. educação

. emigração

. emprego

. energia

. ensino

. escola

. espanha

. etnia

. fajarda

. faleceu

. fascismo

. festas

. finanças

. fmi

. fome

. gnr

. humor

. imperialismo

. impostos

. insólito

. internet

. ipcc

. justiça

. ladrões

. lamarosa

. meteorologia

. mic

. miccoruche

. morte

. música

. phil jones

. pobreza

. política

. pontes

. procura-se

. racismo

. roubo

. santarém

. saúde

. segurança

. sociedade

. sub

. tempo

. ticmais

. toiros

. tourada

. touros

. trabalho

. tráfico

. tribunais

. video

. videos

. violência

. xenofobia

. todas as tags

.links

.Enviem Notícias e Comentários

CONTACTO

greenbit@sapo.pt

.pesquisar

 
blogs SAPO

.subscrever feeds