Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

"Goldman Sachs manda no mundo"

O corretor Alessio Rastani disse, em entrevista à BBC, que "os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs é que manda no mundo". Entre as declarações surpreendes, revelou que sonha todos os dias com uma nova recessão, pois é uma oportunidade para fazer dinheiro. Veja o vídeo.

 

 

 

As declarações de Alessio Rastani, numa entrevista de três minutos à BBC, em directo, estão a causar polémica.

O corretor da Goldman Sachs assegurou que "a crise é uma oportunidade para ganhar dinheiro" e confessou que sonha "com este momento há três anos". "Quando vou para a cama, sonho com uma nova recessão, um outro momento como este."

Por outro lado, considerou que "a crise é como um cancro" - "Se as pessoas esperam e esperam por ele para passar será tarde demais". Neste sentido, defendeu que não se pode ficar à espera das decisões dos governos, "porque os governos não mandam no mundo. A Goldman Sachs é que manda no mundo".

"A Goldman Sachs não se importa com o plano de resgate, nem os investidores muito dinheiro", acrescentou, em relação à situação europeia e à crise das dívidas soberanas. O corretor concorda com as teorias mais pessimistas e não hesitou em afirmar que "o euro vai cair, porque os mercados são regidos pelo medo".

Alessio Rastani aconselhou ainda as pessoas salvarem os seus activos, porque "em menos de 12 meses, a poupança de milhões de pessoas desaparecerão. E é só o início. Preparem-se e façam algo agora. O maior risco que podemos correr é não agir. "

 

 

Artigo Parcial, leia o artigo completo nas edições impresso ou digital do jornal

 

in Jornal de Notícias

 

O descaramento é tal que não só mandam no mundo como ainda se gabam e confessam que desejam a nossa ruína.

Infelizmente só temos cobardes à frente deste país senão alguém já tinha sido preso por ter comprometido a soberania nacional. Não me venham dizer que quem lidou com os empréstimos não sabia os riscos em que colocava o país.

 

 

Existem alguns comentários bastante interessantes que não posso deixar de postar aqui:

 

Pandora
27.09.2011/14:00
O episódio do Goldman Sachs ocorrido no ápice da bolha imobiliária, mostra exactamente o cinismo e excesso de confiança revelados por Alessio Rastani. Em e-mails revelados pelo Congresso americano, executivos do banco comemoraram os ganhos de um bilhão de dólares com a atração de investidores para apostas na continuidade do ciclo de ganhos do mercado enquanto a própria instituição colocava dinheiro grosso em operações que presumiam a hipótese contrária, isto é, de estouro da bolha!

Pandora
27.09.2011/14:03
A lista de episódios de falta de lisura do Goldman Sachs é longa e inclui um episódio recente. Ao lado de outros bancos, ajudou o governo da Grécia a mascarar a verdadeira extensão do seu déficit, com o uso de derivativos, para contornar os limites de déficit aceitos para países integrantes da União Europeia. Os gestores da dívida da Grécia fecharam negócio com o Goldman Sachs em 2002. A operação envolveu os chamados cross-currency swaps, nos quais a dívida do governo emitida em dólares e yens é trocada por uma dívida em euros para ser reconvertida nas moedas originais depois de um certo prazo. Diversos países europeus obtém normalmente fundos de investidores ao redor do mundo com esse tipo de operação. (Continua)

Pandora
27.09.2011/14:09
(Continuação) No caso da Grécia, segundo a revista alemã Der Spiegel, o Goldman Sachs e outros bancos americanos inventaram um tipo especial de swap com "taxas de câmbio ficcionais".A inovação possibilitou que a Grécia recebesse "uma soma muito mais alta do que o valor efetivo no euromercado, de dez bilhões de dólares ou yens". Por meio desse expediente, o Goldman Sachs conseguiu secretamente um crédito adicional superior a um bilhão de dólares para a Grécia. Esse crédito, disfarçado como swap, não aparece nas estatísticas de endividamento do país.As regras de Maastricht, definidas pelos países da União Européia, puderam ser tranquilamente contornadas dentro da lei através desse tipo de swap!

Pandora
27.09.2011/15:56
Primeiro há que compreender várias coisas: 1) O perdão da dívida (total ou parcial) ou o repúdio da dívida (a que se seguiram períodos de prosperidade) não são tão invulgares como parecem! No 1º caso, a Alemanha teve-o várias vezes e, no 2º caso, os EUA recorreram a ela inúmeras vezes 2) O sistema capitalista vive da dívida mas não pode existir sem o crescimento (o desaparecimento da UE não favoreceria isso) 3) Os políticos e especialistas já fizeram o diagnóstico da crise e sabem perfeitamente o que a causou e o que há a fazer! Na UE, a abordagem actual é: a) trabalhar para que os países não fiquem em dívida para não serem reféns da Finança b) tornar mais transparentes as operações financeiras c) lutar contra a evasão fiscal.

Pandora
27.09.2011/16:21
Partilhar: Email | Facebook | Twitterdenunciar este comentário »No que respeita a Grécia, é preferível uma reestruturação da dívida a 50% do que um “default” descontrolado ou uma saída do Euro. O contágio e os custos faraónicos do desmantelamento da zona Euro seriam catastróficos. Por isso, há que facilitar o pagamento da dívida: prazos mais longos, juros menores, etc. bem como diminuir o preço do dinheiro: não me surpreenderá que a taxa do Euro volte a 1%! Os Eurobonds só farão sentido qdo as finanças estiverem saneadas (senão, seriam incentivo a mais endividamento)! Insiste-se num maior controle dos orçamentos nacionais exactamente para isso! Por outro lado, austeridade não rima com crescimento e é evidente que a recessão paira no horizonte e o caos espreita a cada esquina!

 

 jakim
27.09.2011/13:39
vi o filme "Inside Job" e deu para ficar a perceber que é exactamente como diz este tipo. vivemos como marionetas nas mãos destes especuladores.

 

Nuno
27.09.2011/15:07
Está toda gente chocada e surpreendida com as declarações deste gajo, mas ele no fundo não disse nada que já não se sabia, acho que até é de louvar o facto de ele ser corretor e ter "tomates" para fazer estas declarações na TV. E depois criticam-no por ele sonhar com uma nova recessão, claro criticamos, porque não estamos no lugar dele e não somos corretores, porque se fossemos também sonharíamos com o mesmo! A grande questão é como impedir que acontece uma nova recessão numa economia global se os governos permitem a desregulamentação de mercados.... e também como é que não hão de permitir se antigos CEO's e chairman's da Goldman Sachs e outros grandes bancos de investimento são os gajos que estão nos governos......

 

 Revoltado
27.09.2011/16:21
Sim chocada com um membro de uma assossiação de criminosos que até se dão ao luxo de impunemente dar declarações públicas!Chocado, porque uma recessão implica, mais pobreza, mais miséria e milhões de mortes, especialmente crianças, com a fome e doenças que a recessão inevitávelmente conduz, e quando um membro dessa associação vem a público dizer que sonha com a recessão e a forma de a provocar para ganhar dineiro, muito dinheiro é o quê? Só pode ser um criminoso que comete crimes contra a humanidade, tão ou mais idiondos que um Hitler, Pinochet e outros que foram acusados de tal aos quais foram emitidos mandados de captura. Logo, porquê esperar? Capturar estes selvagens e fazê-los pagar pelo que estão a causar ao Mundo.

 

Outra perspectiva:
27.09.2011/14:54
Em parte ele tem razão mas nota-se que ele tá a falar mal do euro porque sabe que o dólar tá igual ! Não é com medidas de aumentar o limite a divida dos EUA que conseguimos fechar o saco. Por isso é que a Europa parece tão frágil, porque quer deixar de continuar com a hipocrisia!Está é a demorar muito tempo a reagir e em ser eficaz!!! Quem fala assim em publico a desvendar os podres da economia, ou tem os dias contados, ou faz jogo...

 

Anti- Illuminati
27.09.2011/15:02
Ele muito provavelmente tem os dias contados... mas não saberás de nada. ele acabou de revelar que somos governados por um punhado de tipos sem escrúpulos que só querem dinheiro e até deu DATAS... prepara-te

 

LS
27.09.2011/14:48
eu disse que Outubro e Novembro iam ser interessantes.. vem ai muito mais meus amigos.. isto são apenas as primeiras revelações dos

 

Illuminati
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 Anti- Illuminati
27.09.2011/14:45
MAS QUE NOVIDADE! mas eu sei que mesmo assim ainda há cabeças duras que acham que não existe uma Elite de maldosos! esta noticia VALE OURO! ACORDEM!

 

Empale-se o gajo!
27.09.2011/14:04
Este cavalheiro sonha todos os dias com uma nova recessão. Eu, pelo contrário, sonho com o dia em que estes especuladores que levaram o Ocidente à miséria serão empalados em praça pública!

 

MJesus
27.09.2011/12:02
Mas alguem tinha dúvidas sobre isto? a quem pertence a Golden Sachs? A comunidade que possui o dinheiro, quem são eles ? Espalhados por vários países, dominam a vida económica desses países e criam as crises, provocam colapsos económicos e dominam as decisões de governos de grandes potencias como os EUA. Basta ver o que vai acontecer com o pedido de adissão da Palestina nas ONU que vai ser vetado pelos USA, para compreender como isto se processa.


MJesus
27.09.2011/12:15
A golden Sachs foi quem ajudou os gregos a fintarem os regulamentos da UE para poderem aceder a moeda única e os gregos já retribuiram, metendo na prisão comandantes dos navios que se preparavam a romper o bloqueio à faixa de Gaza. É facil de compreender. Só não vê quem não quer ver

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:30
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Merkel sugere perda de soberania para países incumpridores

Defende permanência da Grécia na zona euro

 

 Merkel alertou para os riscos de contágio de outros países em dificuldades, como Portugal e a Irlanda, caso a Grécia entre em incumprimento

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu, no domingo, o agravamento de sanções a países da zona euro que não cumpram os critérios de estabilidade, incluindo a perda de soberania, em entrevista no domingo à televisão pública ARD.

 

"Quem não cumprir, tem de ser obrigado a cumprir", afirmou a chefe do governo alemão, sugerindo ainda alterações aos tratados europeus para que os países prevaricadores possam ser processados no tribunal europeu de justiça, se necessário.  

 

O Tratado de Maastricht impõe um limite de três por cento para o défice orçamental e um limite máximo de endividamento de 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) aos países da União Europeia.  

 

Portugal por exemplo, teve um défice orçamental de 9,1 por cento em 2010, que tenciona baixar para 5,9 por cento este ano, e traçou a meta de voltar a cumprir o limite de três por cento em 2013.     

 

Merkel disse ainda que a crise das dívidas soberanas "é muito séria", advogando a permanência da Grécia na zona euro, pelo menos enquanto a União Europeia e o FMI, através da chamada 'troika', atestarem que Atenas cumpre o programa de ajustamento económico.   

 

A chanceler alemã alertou ainda para os riscos de contágio de outros países em dificuldades, como Portugal e a Irlanda, caso a Grécia entre em incumprimento, apesar de esta solução ser defendida por muitos economistas 

 

Por:CM / Lusa

in Correio da Manhã

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011

Kohl acusa Merkel de estar a destruir o projecto europeu

Desentendimentos na Alemanha

 

A revista Der Spiegel revelou que Helmuth Kohl afirmou a um amigo que as políticas europeias de Merkel são "muito perigosas".

 

Helmut Kohl e Angela Merkel

 

<p>Merkel perde confiança de Helmut Kohl</p>

Merkel perde confiança de Helmut Kohl

 (REUTERS/Tobias Schwarz)
 

 

Angela Merkel perdeu a confiança do homem que a ajudou a crescer politicamente. Helmut Kohl, o antigo chanceler alemão que teve um papel preponderante na construção do actual edifício europeu, queixa-se de que as políticas europeias de Merkel são "muito perigosas".

"Ela [Angela Merkel] está a destruir a minha Europa", terá confidenciado Helmut Kohl a um amigo que o visitou recentemente, segundo a edição de ontem da revista alemã Der Spiegel. O antigo chanceler referia-se, defende a revista, à forma como a Alemanha tem lidado com a corrente crise da dívida soberana na zona euro e ao papel de Merkel no desenvolvimento do projecto europeu e da moeda única.

Não é a primeira vez que Kohl, que adoptou Angela Merkel como delfim política ainda na década de 1990, tem palavras duras em relação à chanceler e às políticas do seu Governo. Há dois meses, quando recebeu o prémio Henry Kissinger, Kohl afirmou que "a Alemanha sempre teve sucesso quando ajudou os outros. Temos que continuar o nosso caminho." Todos viram nestas palavras uma crítica à forma como o Governo alemão estava a lidar com o novo pedido de ajuda financeiro da Grécia - um dossier que ainda não foi decidido.

Continuando, aos 81 anos, um claro entusiasta do projecto europeu, Kohl defendeu que o futuro da Alemanha é "com os seus vizinhos", com os "parceiros na União Europeia".

As críticas do antigo chanceler constituem mais um disparo na forte barreira de fogo político a que Angela Merkel está, actualmente, sujeita. Há poucos dias, Volker Bouffier, destacado dirigente da CDU e chefe do governo do estado do Hesse, dizia que a chanceler corria o risco de estar a destruir a herança pró-europeia do seu partido. E, à revista Der Spiegel, afirmava: "A Europa é um projecto político. É demasiado importante para ser deixada à mercê das agências de rating."

O responsável pelos temas económicos no partido que a chanceler lidera (a CDU), Kurt Lauk, sustentava, na semana passada, que pior para um país exportador como a Alemanha era ter uma população rendida aos valores do eurocepticismo. "O Governo tem que passar à ofensiva, rapidamente."

Cimeira à vista

O endurecimento e, particularmente, a dimensão das críticas à chanceler alemã advêm do facto de Angela Merkel estar a ser vista como o principal obstáculo à libertação de uma segunda ajuda financeira à Grécia. O impasse das últimas semanas fez disparar os juros da dívida pagos pelos países em crise e produziu efeitos de contágio a outros dois - a Espanha e a Itália. O primeiro-ministro Sílvio Berlusconi foi mesmo obrigado a acelerar o processo de aprovação de um orçamento de austeridade para evitar consequências mais graves.

Merkel frustrou a tentativa de convocação de uma cimeira europeia extraordinária para sexta-feira passada, mas depois acabou por aceitar que ela se realize na próxima quinta-feira. Para discutir o novo resgate da Grécia.

 

Por José Manuel Rocha

in Público

 

 

 

 

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Resgate da dívida de Portugal tem sido «bom negócio»

«Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos», diz o presidente do FEEF

 

Os resgates das dívidas de Portugal e da Irlanda têm sido um bom negócio para os países que lhes concederam garantias, disse o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, ao Frankfurter Allgemeine Zeitung.

«Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos, e a diferença reverte a favor do orçamento alemão», garantiu Regling.

Adiantou também: «é o prémio pelas garantias que a Alemanha, dá, só que os contribuintes alemães não acreditam».

Regling dissipou receios de que a situação se altere, se Dublin e Lisboa deixarem de poder pagar as suas dívidas, incluindo os juros, lembrando que os programas de austeridade negociados pela Irlanda e por Portugal com a União Europeia e o FMI estão a ser cumpridos.

«Se no entanto deixarem de pagar os juros, teremos de ir pedir o dinheiro a quem deu as garantias, foi assim que ficou estipulado, para dar garantias aos investidores», lembrou o presidente do FEEF.

Regling afirmou na entrevista a jornal alemão que, mesmo que a Irlanda e Portugal tenham de reestruturar as suas dívidas soberanas, não é forçoso que haja prejuízos para os países que deram as garantias, através do FEEF.

«Temos de olhar para a experiência feita pelo FMI, que já concedeu empréstimos a muitos países em dificuldades, e houve poucos que não devolveram o dinheiro, casos da Somália, Zimbabwe e Libéria, por exemplo», acrescentou.

O presidente do fundo de resgate admitiu ainda a possibilidade de, «em situações excepcionais», comprar títulos da dívida de países do euro em dificuldades financeiras no mercado primário.

 

Por Redacção  LF

in Agência Financeira

 

Bom negócio para os alemães! A ruina de várias nações incluindo Portugal! A Europa civilizada um dia pagará este crime moral, social e monetário. Quem se enche à custa da miséria alheia e continua de consciência limpa não é de confiança. Afinal a Alemanha está por quem? A União Europeia é uma união ou um assalto? 

 

 

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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

A revolução está a começar na Europa

 
Isto é um despertar!
As elites monetárias e os políticos corruptos já não conseguem esconder os seus propósitos.
Não vamos deixar que nos escravizem.....
 
 

 

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

Portugal deve investigar responsáveis pelo endividamento

Banco Central da Islândia defende que Portugal deve investigar responsáveis pelo endividamento

por Agência Lusa
 

 

 

O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega considera que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos, e porque o fez, e que “foi uma bênção” Portugal estar no euro.

 

“Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro”, diz o responsável.

 

O economista, que também participou no documentário premiado com um Óscar “Inside Job – A verdade sobre a crise”, disse em entrevista à Agência Lusa que Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.

 

“Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm”, disse.

 

A Islândia, na sequência da grave crise económica que sofre desde 2008, derivada do colapso do seu sistema financeiro (que chegou a ser 10 vezes maior que a economia islandesa), também teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional para resolver os seus problemas de financiamento, mas neste caso a experiência não é nada mal vista.

 

“Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as ações. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios”, diz.

O responsável diz mesmo que a experiência do seu país tem sido “muito boa” e que a instituição tem feito um grande esforço de coordenação para garantir que as medidas têm os efeitos desejados.

 

“A experiência com o FMI acabou por ser muito boa, porque atualmente têm uma tendência para serem muito pragmáticos, para encontrar soluções que funcionem. Tiveram algumas medidas pouco ortodoxas, como os controlos de capital e outras para reduzir o défice, e ajudaram a garantir que o programa estava no caminho certo, visitando todos os ministérios, o banco central. Tem sido um esforço em grande cooperação”, explica.

 

No entanto, recorrer a ajuda externa tem as suas consequências e a principal tem sido a falta de confiança dos mercados, explica ainda Gylfi Zoega, acrescentando que ainda não existe previsão para quando ou se a Islândia vai conseguir voltar a financiar-se nos mercados.

 

“[A Islândia] Não tem qualquer acesso aos mercados de capitais atualmente, e é uma questão em aberto. Quanto tempo demorará? Se os mercados ficarão completamente fechados? Se olham para isto como um problema isolado que podem perdoar ou se olham e pensam nisto como algo mais crónico. Portanto, nós não sabemos como vai ser o nosso acesso ao mercado no futuro”, afirma.

 

in iOnline

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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

"É precioso renegociar a dívida"

Boaventura Sousa Santos defende renegociação da divida

Económico com Lusa  
27/05/11 07:25

 

O sociólogo Boaventura Sousa Santos considera que é preciso renegociar a dívida portuguesa no curto prazo e que uma parte dela não deve ser paga.

 

"É preciso renegociar a dívida, porque ela é impagável e parte dela não deve ser paga, nomeadamente a que respeita ao período entre 23 de Março, quando o PEC 4 foi chumbado, e o princípio de Abril, quando foi pedido o resgate e os juros dispararam acima dos 7%", disse o professor à agência Lusa.

 

Esta recomendação está expressa no livro "Portugal, Ensaio contra a autoflagelação", que o académico lança hoje, em Lisboa, com o objectivo de aprofundar "uma reflexão sobre o momento que vivemos".

 

Perante a actual situação económica, Boaventura Sousa Santos considera que a única solução é a renegociação de uma dívida que o país não tem condições de pagar.

 

"É preciso ter coragem de enfrentar os riscos políticos, mas esta é a única solução", disse.

 

Segundo Sousa Santos, a renegociação da dívida portuguesa tem de ser lançada antes que a economia se destrua.

 

"É uma questão de bom senso, basta ver o que se passa na Grécia e pensar que Portugal é o único país desenvolvido que em 2012 vai estar em recessão", afirmou acrescentando que as pessoas devem reclamar na rua os seus direitos.

 

Sousa Santos defendeu ainda que os problemas económicos que Portugal atravessa têm de se resolver, "e não é com eleições".

 

Embora reconhecendo as incompetências dos governantes portugueses, o autor lembrou que a situação económica do país não se deve apenas a erros de governação mas também à crise internacional, que irá afetar ainda outros países.

 

"A solução tem que vir da Europa porque em termos técnicos não há uma dívida portuguesa ou grega, há uma dívida europeia que devia ser tratada como tal", afirmou.

 

O catedrático da faculdade de economia de Coimbra considerou ainda que o actual projecto europeu faliu e, caso a Espanha venha a precisar também da intervenção do Fundo Monetário Internacional, será o euro que estará em causa, dada a dimensão da economia espanhola.

 

in Económico

 

 

Em entrevista à TSF ontem:

 

Sociólogo diz que Portugal deve procurar apoio no Brasil ou em Angola

Em entrevista à TSF, Boaventura Sousa Santos sugeriu que Portugal possa procurar ajuda em Angola ou no Brasil como opção à UE, que «começou por ser um sonho e está a ser um pesadelo».

 

Boaventura Sousa Santos defende que o próximo Governo português deve procurar auxílio financeiro alternativo ao da União Europeia e FMI.

 

Para este sociólogo, «é preciso abrir uma auditoria pública da dívida que já se fez noutros países, como «na Alemanha, em 1953, que recebeu essa auditoria».

 

«É uma suspensão do pagamento da dívida e o dinheiro pode ser imediatamente accionado para o desenvolvimento económico», adiantou Boaventura Sousa Santos, em entrevista à TSF.

 

Esta opção implicaria que «Portugal fique fechado aos mercados europeus durante um pequeno período», sendo que, segundo este sociólogo, seria então necessária «liquidez» que poderia vir da «União Europeia, com eurobonds, se ela estivesse a funcionar».

 

Outra solução poderia passar por «investimentos e empréstimos de países que possam estar em condições de, a curto prazo, oferecerem algum apoio a Portugal».

Esses países poderia ser «Angola, que é já um grande investidor e com interesses comerciais muito grandes em Portugal» ou o Brasil.

 

«Para isso, precisamos de ter líderes políticos, gente capaz de pensar fora da caixa e das receitas e portanto tentar ver se a União Europeia começou por ser um sonho e está a ser um pesadelo somos muito velhos neste continente», recordou.

 

Boaventura Sousa Santos entende ainda que os partidos de Esquerda se devem alinhar na oposição na sequência dos resultados das legislativas de domingo, numa altura em que «acabou a ficção e vai começar a realidade».

 

O sociólogo coloca as conversações para a formação de um novo Governo num período de transição entre estes dois períodos e não tem dúvidas em afirmou que «nunca houve eleições tão irreais como estas».

 

«O país vai mudar profundamente nomeadamente com as privatizações e cortes nas pensões, com as alterações nos sistemas de saúde e educação. É um país que daqui a dois anos estará diferente se este memorando for cumprido», garantiu.

 

Apesar disto, Boaventura Sousa Santos entende que os prazos fixados neste memorando «não são exequíveis politicamente em condições democráticas», apenas em em caso de ditadura.

 

«Mas, é de prever que haja perturbação social e por isso é que penso que deve haver alternativas políticas», afirmou o sociólogo que sugeriu que os partidos de Esquerda deveriam substituir os seus líderes, se esse for o caso.

 

O sociólogo considera que o «protesto» já não pode ser alternativa e que a «alternativa de Esquerda vai ser necessária», sempre num «contexto europeu», pois a actual «solução política aguente mais de dois anos», dado que a «crise vai aprofundar».

 

in TSF

 

publicado por portuga-coruche às 07:10
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Comissão Europeia gastou milhões em festas e jactos privados

Ao mesmo tempo que pedia aos 27 para reduzirem custos por causa da crise, a Comissão Europeia gastou oito milhões de euros em jactos privados, festas "cocktail" e férias em resorts de luxo em locais exóticos. Durão Barroso gastou 28 mil euros em quatro noites em Nova Iorque.
 
As estadias na Papua Nova Guiné, Gana ou Vietname, para onde até levaram as suas famílias, chegaram a incluir comitivas de 44 pessoas. Já Durão Barroso, para passar quatro noites em Nova Iorque, em 2009, com os seus oito assistentes, pagou 28 mil euros.

Estes dados foram divulgados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, que cita uma investigação do Bureau of Investigative Journalism, uma iniciativa sem fins lucrativos que se dedica a promover a investigação jornalística. De acordo com os dados recolhidos, só em viagens de avião privadas para os comissários foram gastos 7,5 milhões de euros, entre 2006 e 2010.

Só em festas de luxo foram gastos 300 mil euros, incluindo uma em Amesterdão – que custou 75 mil euros – que foi descrita como “cheia de maravilhas como nenhuma outra”. Para estes eventos eram contratadas orquestras de topo, e ofereciam-se aos oradores de vários eventos jóias da prestigiada marca Tiffany. Em algumas deslocações, os comissários eram ainda transportados em limusinas, o que teve um custo de 110 mil euros.

Durão Barroso fez um gasto de 28 mil euros no hotel New York Península em Setembro de 2009, onde as suites custam 780€ por noite, aquando da participação na Cimeira da ONU para as Mudanças Climáticas. O limite para a estadia em Nova Iorque está definido, nos regulamentos da Comissão, em 275€ por noite. Contactada, a Comissão considerou que o valor é razoável porque os preços foram inflacionados pela Cimeira.

O jornal afirma que a divulgação dos dados causou uma onda de críticas no Reino Unido, e vários ministros de David Cameron terão reagido “furiosamente” aos gastos extravagantes. O ministro britânico para a Europa, David Lidington, disse que “é bastante evidente que a Comissão Europeia pode poupar antes de vir pedir aos governos mais dinheiro”.

A Comissão Europeia decidiu aumentar em 4,9% o seu orçamento para 2012 face ao actual, o que só no Reino Unido vai significar um aumento de três mil milhões de euros em impostos.
 
Por Bruno Simões - brunosimoes@negocios.pt
 
 
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Henrique Medina Carreira explica as razões da crise económica portuguesa

 

 

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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Conversa entre Socrates e Merkel

 

JSocrates- Angela, uma coisa eu te digo: Se o meu governo cai então é que vocês não veem gravete nenhum! Olha que até temos lá um que diz que pelas contas dele quem deve aqui dinheiro é a Alemanha e o FMI a Portugal....

AMerkel - Nine! Más quem é esse insolente?!

 JSocrates - Vaxzxzx e Azxzxzxz

 AMerkel - Quem? Não percebo nada do que diz homem! Endireite-se, encha o peito de ar e fale..

 JSocrates - Estava a falar baixinho para não criar pânico na sala: O insolente chama-se V-a-l-e e A-z-e-v-e-d-o

AMerkel - Por Thor, estamos perdidos......

 

 

 

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