Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Continua o "autismo político"

União Europeia

Ciganos cavam fosso entre Durão e Sarkozy

por Gonçalo Venâncio

 

 

No "Estado da União", o presidente da Comissão centrou-se no combate à crise e no emprego. Mas não esqueceu Sarkozy e o Irão

 

Em 4300 palavras e 40 minutos, José Manuel Barroso estreou ontem a versão europeia do americano State of the Union - o "Estado da União". A intervenção do presidente da Comissão Europeia desfiou o passado num balanço do combate à crise, exigiu acção no presente e projectou o futuro de um bloco que está num ponto definidor da sua história: "Este é o momento da verdade da Europa. A Europa tem de mostrar que é mais do que 27 soluções nacionais diferentes. Ou nadamos juntos ou nos afogamos sozinhos" disse Barroso.

Mas foi noutro tema, o dos direitos humanos e liberdade dos cidadãos no espaço europeu, que Barroso conseguiu arrancar mais aplausos da esquerda à direita na plenária de Estrasburgo. "Os europeus vão descobrir que os seus direitos fundamentais e obrigações existem onde quer que eles vão. Todos na Europa devem respeitar a lei e os governos devem respeitar os direitos humanos, incluindo os das minorias. O racismo e a xenofobia não têm lugar na Europa. Nestas matérias sensíveis, quando um problema surge, temos todos de agir com responsabilidade. Faço um forte apelo para que não se acordarem os fantasmas do passado da Europa" disse Barroso num parágrafo com destinatário obvio: Nicolas Sarkozy.

As críticas veladas ao presidente francês surgem depois de vários comissários terem levantado sérias dúvidas sobre a legalidade da campanha de deportação de elementos da comunidade cigana radicada em França. Para várias sensibilidades políticas europeias, incluindo do próprio centro-direita (família política de Sarkozy e Barroso), era essencial uma tomada de posição de Barroso num tema em que se considera estarem em causa pilares fundamentais dos tratados europeus. As palavras do português a propósito da comunidade cigana, a maior relevante minoria étnica na Europa, contando 12 milhões de pessoas, prometem abrir ainda mais o fosso que separa Barroso de Sarkozy.

Apesar dos sorrisos nos retratos de família, a relação entre os dois azedou há muito - recorde-se que há um ano, na altura em que o Conselho Europeu discutia o seu apoio a uma "Comissão Barroso II", o Palácio do Eliseu tentou fragilizar Barroso adiando sucessivamente a sua confirmação e chegou inclusivamente a lançar François Fillon, primeiro-ministro francês, para a corrida ao Berlaymont.

Ainda no capítulo dos direitos humanos, houve outro actor que não foi esquecido por Barroso: Mahmoud Ahmadinejad. Já numa fase posterior do debate do "Estado da União", Barroso confessou estar "chocado" com o tratamento dado a Sakineh Mohammadi, a mulher iraniana condenada pelo regime por "relações impróprias" e que enfrenta uma pena de morte por lapidação. A situação é de um "barbarismo que ultrapassa todas as palavras." E ouviram-se palmas para o Presidente da Comissão, de um parlamento que não precisou de multas para estar cheio.

"Estalinismo" Como o iexplicou ontem, o presidente do Parlamento Europeu Jerzy Buzek, sob proposta do co-presidente dos "Verdes" Daniel Cohn Bendit, aceitou que se instituísse um sistema de controlo de presenças dos deputados durante o "Estado da União". Quem, durante as três horas de debate, não respondesse a dois de três sinais de chamada era punido com uma multa de 75 euros. A medida contra o absentismo foi considerada "estalinista" e "infantilista" pelos eurodeputados. A conferência dos líderes das formações políticas acabou por abandonar a ideia pouco antes do início da sessão.

A polémica com as multas foi apenas uma das sombras sobre o "Estado da União". A outra foi a reunião do Ecofin , capaz de tirar espaço à intervenção de Barroso. No plano económico, o presidente da Comissão garantiu que a retoma começa a ganhar ritmo, ainda que de forma desigual entre os Estados-membros. "O crescimento vai ser maior do que inicialmente esperado. A taxa de desemprego, ainda que demasiado alta, parou de crescer" argumentou, não sem deixar um recado que balança o optimismo. "Que não haja ilusões. O nosso trabalho não está acabado. O expansionismo orçamental fez o seu papel a conter o declínio da actividade económica. Mas agora é tempo disso acabar. Sem reformas estruturais, não criaremos crescimento sustentado", sublinhou Durão Barroso.

 

 

in iOnline

 

Quando é que estes senhores (políticos e da comunicação social) abrem os olhos e percebem que o que está em causa não se trata de racismo nem xenofobia mas antes de um problema comportamental e de adaptação por parte da comunidade cigana? É o comportamento hostil, parasitário e anti-social que leva à rejeição por parte das comunidades que tem o desprazer de conviver com eles.

publicado por portuga-coruche às 07:10
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Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Portugal e Espanha: Paraísos de criminosos e pedófilos

Vizela: Juiz diz que não há indícios de tráfico de seres humanos

Raptores de menino ficam em liberdade

Estão acusados de raptar um menor de 15 anos, de Vizela, mantê-lo em cativeiro durante três dias e tentar vendê-lo por cerca de 4 mil euros.

Por:Ana Isabel Fonseca/ Tânia Laranjo

 

Ouvidos pelo juiz em Abril, os raptores ficaram em prisão preventiva. Três meses depois foram libertados

Três meses depois da detenção, Paulo, Francisco Javier e Maria del Carmen foram libertados pelo mesmo juiz que, em Abril último, lhes decretou a prisão preventiva. Segundo o magistrado, que sujeitou agora os três arguidos a apresentações quinzenais na polícia, não há indícios de que os raptores levaram o menor para Ourense, Espanha, com o intuito de o vender a uma rede de tráfico de pessoas.

A decisão do juiz foi contestada pelo procurador, que considerou que os detidos deveriam continuar a aguardar o julgamento na prisão. O depoimento do menor foi considerado contraditório pelo juiz, o que terá sido decisivo na decisão de libertar os raptores. O menino, que se encontra à guarda dos pais, deverá ser novamente ouvido por videoconferência.

As escutas telefónicas interceptadas pela Polícia Judiciária do Porto não deixaram, no entanto, dúvidas quanto ao objectivo dos raptores. Num dos telefonemas, a Judiciária apanhou um dos raptores a tentar vender o menor a um irmão, que também foi constituído arguido no processo. Durante a conversa, o homem pedia quatro mil euros pelo menor. O comprador recusou-se a pagar tal valor e disse mesmo que o jovem apenas valia três mil euros.

O negócio nunca chegou a concretizar-se, pois os raptores foram detidos antes de atingirem o seu intento. Apesar da longa investigação, as autoridades também não conseguiram encontrar a quinta onde o menino garantiu ter visto outras crianças a serem sujeitas a trabalhos forçados.

Um outro ponto em discussão é ainda o facto do menor ter sido raptado no Porto, o que pode levar a que o caso seja julgado pela justiça portuguesa. Tal questão jurídica tinha sido já discutida pelas autoridades espanholas e portuguesas no início do caso.

PORMENORES

ACTOS SEXUAIS

O menino diz que foi forçado a manter actos sexuais com a raptora e que viu cenas de sexo entre um casal.

DORMIA COM ANIMAIS

Durante o tempo em que foi mantido em cativeiro o jovem dormiu com os animais.

 

 

in Correio da Manhã

 

 

 

Estes animais desta vez não tiveram o que merecem. Só espero que as autoridades competentes não deixem passar em branco a denuncia de que existem mais crianças escravas a necessitar de ajuda urgente. Estamos em 2010 .....

Continuo sem perceber porque é que estes animais tem direito a se esconder. Com a actividade profissional e familiar deles por vergonha é que não é de certeza.

Estas situações continuam ligadas a trabalho escravo e a Espanha. Onde andam as autoridades? Onde estão os estados de direito?

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

O menino que morreu de susto

Gaia: Investigação de caso de mãe que atirou filho ao rio terminada

Ataque cardíaco matou menino

Anabela atirou o filho André ao Douro

Oito meses depois de Anabela Fernandes ter atirado o filho André, de seis anos, ao rio Douro, em Gaia, por achar que aquele tinha uma doença incurável, a Polícia Judiciária do Porto já terminou a investigação. Tudo indica que a mãe venha a ser acusada de um crime de exposição ao perigo, incorrendo, assim, numa pena que pode ir até aos dez anos de prisão.

 

Por:Ana Isabel Fonseca / Tânia Laranjo

 

A investigação da Judiciária revelou que o pequeno André não chegou a morrer afogado. A autópsia diz que a iminência da morte fez com que o menino sofresse um ataque cardíaco ainda antes do seu pequeno e frágil corpo ficar submerso. André morreu de susto.

A Judiciária encontrou ainda várias incoerências no discurso da mãe. Aos inspectores, Anabela garantiu que, a 28 de Outubro do ano passado, atirou--se com o filho ao rio e que permaneceu várias horas na água até ser encontrada por um grupo de remadores. No entanto, a mulher apenas terá ficado no rio alguns minutos. Após o filho morrer, nadou até à margem onde foi resgatada de manhã. Ouvidos pela Polícia Judiciária, os elementos dos bombeiros e os médicos que assistiram a mulher acrescentaram, inclusive, que é impossível permanecer tantas horas dentro de água sem entrar num grave estado de hipotermia.

Tudo leva a crer que a morte de André foi preparada. Por volta das 15h00, a mulher saiu da sua casa em Vilar do Andorinho com o menino e dirigiu-se para o esteiro de Avintes, onde permaneceu até ao anoitecer. Por essa altura pegou no filho de seis anos e atirou-se com ele ao rio.

Numa fase inicial, a mãe contou às autoridades que estava a brincar com o filho no cais e que o menino caiu acidentalmente. Dias depois, mudou a versão e revelou que queria acabar com a sua vida e com a da criança. "O menino agora já não sofre mais", escreveu a mãe, perturbada, nos dois bilhetes que deixou para o marido dentro do carro, no dia em que a criança morreu.

MARIDO E FAMÍLIA PERDOARAM ANABELA POR MATAR O FILHO

José, pai da criança morta, continua casado com Anabela, a quem já perdoou. Ao CM, chegou a confessar que apenas quer esquecer o que aconteceu. "Ele quer salvar o casamento. Isto foi um grande choque, mas ele quer seguir em frente e tem apoiado muito a mulher", disse ao CM, há cerca de dois meses, Mónica, vizinha do casal.

De resto, Anabela tem recebido o apoio de toda a família. Os pais da mulher ficarem em choque ao saber que o neto tinha morrido, mas, mesmo assim, conseguiram perdoar a filha. A mulher já começou, inclusive, a trabalhar e tem ajuda psicológica. "Ainda hoje a mãe dela não entende por que é que ela fez isto. O menino estava saudável. Ela já chorou muitas vezes comigo. Adorava aquele netinho. Mas é filha dela e ela sente que tem que a apoiar neste momento difícil", disse uma amiga da família.

Segundo amigos, desde que André nasceu que a mãe sofria de uma depressão pós-parto.

 

in Correio da Manhã

 

Querem me convencer que esta mulher sofria à seis anos de depressão pós-parto e ninguém fez nada para que fosse tratada?

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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Vai um pulmãozinho?

Chegou a cozinhá-los com cebola e azeite

Preso come pulmões de parceiro de cela

Caso lembra assassino de 'O Silêncio dos Inocentes' vivido por Anthony Hopkins

O caso está a chocar a França e lembra as piores memórias cinéfilas de 'Hannibal Lecter', personagem celebrizada por Anthony Hopkins em 'O Silêncio dos Inocentes': um prisioneiro, condenado a perpétua, matou o companheiro de cela e comeu-lhe os pulmões.

Por:R.P.V.

 

 

O criminoso, já apelidado de ‘canibal’, explicou às autoridades que o fez porque a vítima “lhe dirigiu um olhar violento”. Nicolas Cocaign, de 38 anos, assumiu a culpa do acto e disse que tinha problemas com o parceiro na disputa pela casa-de-banho e na partilha do papel higiénico.

O incidente ocorreu em Janeiro de 2007, na prisão da cidade de Rouen, mas as conclusões judiciais só agora foram conhecidas. De acordo com o ‘Daily Mail’, os dois presos começaram a lutar até que Cocaign atacou o companheiro de cela com tesouras e o sufocou com um saco, tendo depois comido os seus pulmões. O homicida referiu também que “estava curioso para saber ao que sabia” a vítima.

Segundo as autoridades, Cocaign terá ainda cozinhado partes do corpo do cadáver com cebola, azeite, sal e pimenta, recorrendo a um fogão de campismo que os reclusos eram autorizados a ter na prisão.

O crime violento foi testemunhado por um terceiro preso: David Lagrue, de 36 anos, que tentou separar os dois homens. Trautamatizado pelo episódio, acabou por se suicidar em Novembro de 2009.

O advogado de defesa de Cocaign alegou que os seu cliente sofre de “problemas psicológicos extremos” e que o seu lugar devia ser num instituto psiquiátrico.

 

 

in Correio d Manhã

 

 

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

De que vale a confissão?

Gerou-se algum debate relativamente à lei de processo, em virtude da absolvição de um indivíduo acusado de matar uma vizinha, em Vila Nova de Gaia.
O arguido tinha confessado o crime perante o juiz que o interrogou, logo após ser preso. No julgamento, optou pelo silêncio e não foi condenado.
O juiz que procede ao julgamento não pode levar em linha de conta a confissão realizada no primeiro interrogatório judicial.
Não vou afirmar se este é ou não o sistema ideal. É uma solução adoptada por muitos países. Tem a sua lógica própria. Ao dar início à audiência, o juiz deve encontrar-se livre de quaisquer opiniões ou preconceitos anteriores. Aprecia as provas que lhe são exibidas ao longo das várias sessões. No final, toma a sua decisão, baseado apenas no que ocorreu durante o julgamento. Em princípio, não podem ser reproduzidas declarações prestadas fora da solenidade própria da sala de audiências.
Quando a polícia procede à detenção de um suspeito, apresenta-o ao juiz, no prazo de 48 horas. Se o magistrado optar por manter o arguido em prisão preventiva, já não poderá julgá-lo posteriormente na eventualidade de o Ministério Público vier efectivamente a acusá-lo da prática de um crime.
A ideia é a seguinte. Aquele juiz tem uma opinião formada sobre a existência de infracção e a respectiva autoria. Não revelaria isenção se fizesse o julgamento.
Durante um ano, trabalhei em Almeirim. Coruche é ali perto. No respectivo tribunal, apenas havia um Juiz. Frequentemente, ele enviava arguidos para a cadeia, em prisão preventiva. Quando chegava a altura do julgamento, esse meu Colega encontrava-se legalmente impedido de efectuar o mesmo. Nesses casos, eu deslocava-me a Coruche e julgava tais arguidos.

INVENTAR NOVAS LEIS
Do meu ponto de vista, não vale a pena lutar quixotescamente contra o sistema jurídico português e propor a invenção de novas leis.
É necessário adaptar o nosso trabalho ao ordenamento legal vigente.
A polícia, o Ministério Público e o Juiz de Instrução Criminal não podem contar apenas com a confissão do arguido. É preciso recolher o máximo de provas, para que posteriormente estas sejam apresentadas no julgamento.
Vou dar um exemplo de um caso em que todos se fiaram excessivamente no facto de um assassino ter admitido o crime.
Este homem, de 21 anos, passou uma noite em sua casa, com uma amiga três anos mais nova. Mantiveram relações sexuais. A dada altura, no decurso de uma zanga, ele apertou-lhe o pescoço, com a intenção de a matar. A bonita jovem ficou inerte e ele transportou-a para uma zona campestre. Abriu uma cova e deitou-a para lá. Aí apercebeu-se de que a vítima se mexera e concluiu que ainda não morrera. Deu-lhe uma pazada para lhe pôr termo à vida.
Entretanto, confessou tudo à polícia. Determinada a prisão preventiva, passou meses na cadeia. Nos primeiros tempos, a namorada visitava-o e estava a seu lado, apesar do bárbaro homicídio.
Porém, os dois namorados desentenderam-se.
O indivíduo contava com uma boa Advogada.
Quando chegaram as férias da Páscoa, estava prestes a chegar o limite temporal da prisão preventiva. Ele teria de ser libertado, caso o Ministério Público não requeresse o julgamento, acusando-o formalmente de praticar o crime. Não era previsível nenhum problema. O arguido tinha declarado ser o responsável.
Surgiu, então, o golpe de teatro. Ele requereu nova inquirição. Dessa vez, confirmou que tinha estado com a amiga. Todavia, acrescentou que a namorada tinha uma chave de casa. Inesperadamente, ela surgira a meio da noite e deparou com os dois na cama. Lançou-se à vítima e estrangulou-a. Portanto, o arguido não a tinha assassinado. Apenas escondera o cadáver.

INVESTIGAÇÃO E RECOLHA DE PROVAS
Havia imensas pistas que indicavam uma realidade: o homicida só podia ter sido ele.
Era fácil determinar o local e a hora da tentativa de estrangulamento. Não existiam vestígios da presença da namorada no local do crime. Aliás, era possível confirmar que à hora do homicídio, ela encontrava-se noutro local. De modo simples, apurava-se que a morte ocorrera por traumatismo provocado no local onde o cadáver foi enterrado.
O diabo é que, ao longo daqueles meses nenhuma investigação fora realizada. Como havia uma confissão, entendeu-se desnecessário gastar tempo com mais diligências.
Agora que o arguido apresentava uma nova versão, tornavam-se necessários exames laboratoriais, que são sempre morosos.
Faltavam poucos dias para a sua libertação. Somente se fosse deduzida acusação, ele poderia continuar preso.
Como disse, estava-se no período de férias de Páscoa. Eu era o Juiz de turno numa vasta área geográfica e coube-me decidir o que fazer naquele processo, com o qual nunca tinha contactado antes.
A solução que encontrei foi a seguinte. De um modo talvez um pouco forçado, declarei que era um processo de especial complexidade. Assim, prorroguei a prisão preventiva do arguido e conferi mais algum tempo ao Ministério Público, para que as provas fossem recolhidas e o indivíduo acusado do crime de homicídio.
Fica uma lição.
Nunca se deve fiar demasiado na confissão. É indispensável recolher todos os outros elementos de prova, mesmo que o arguido tenha admitido a prática do crime.

 

 

in Blog "Aqui e Agora" do Juiz Hélder Fráguas

 

Este post do Sr. Juiz Hélder Fráguas refere-se ao acontecimento já comentado no meu post "Se as leis estão mal tem de ser alteradas, ou não?"

Continuo a defender que a confissão perante um magistrado deveria ser uma prova. Também nunca defendi que uma prova é razão de uma condenação. O facto de um Juiz estar impedido de julgar por já ter conhecimento do processo ou por aplicar Prisão Preventiva não deveria ser impedimento, até porque o proximo juiz terá também que avaliar o que se passou e 5 minutos depois também poderá ter preconceitos.

publicado por portuga-coruche às 08:10
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Se as "Leis" estão mal tem que ser alteradas, ou não?

Confessou homicídio à polícia e foi absolvido em tribunal

 

Nuno Miguel Maia

O Tribunal de Vila Nova de Gaia absolveu, hoje, terça-feira, do crime de homicídio o homem acusado de matar uma ex-freira e de atirar o corpo para um poço. O homem havia confessado o crime à Polícia Judiciária e ao juiz de instrução, mas o tribunal não conseguiu produxir prova suficiente para a condenação.

Saiu em liberdade o homem acusado de matar uma ex-freira, em Novembro de 2008,  uma vez que o crime de homicídio, apesar de confessado na fase de inquérito aos inspectores da Polícia Judiciária e ao juiz, não foi dado como provado durante a audiência no Tribunal de Gaia.

"Neste país as declarações prestadas ao Juiz de Instrução Criminal servem para prender as pessoas mas não servem para ser valoradas em julgamento quando o arguido opta pelo silêncio", explicou hoje, terça-feira, a juíza-presidente durante a leitura do acórdão.

O arguido terá confessado o crime à PJ e até durante conversações telefónicas  que foram alvo de escuta, mas optou pelo silêncio em audiência. Foi dado apenas como provado o crime de profanação de cadáver, pelo qual foi condenado a oito meses de prisão com pena suspensa.

"A descoberta do cadáver  foi possível por indicação do arguido. O arguido sabia onde estava o corpo mas não se pode dizer que tenha sido responsável pela sua morte", sustentou a juíza. Foi apenas dado como provado que em data não apurada, e entre 6 de Novembro e 18 de Dezembro de 2008 "o arguido pegou no corpo sem vida e deitou-o para um poço".

O silêncio do arguido durante o julgamento, bem como o facto de não ter sido apurada a causa de morte da mulher pelo Instituto de Medicina Legal, ditaram a condenação a oito meses de pena suspensa pelo crime de ocultação de cadáver.

Maria Conceição Pessoa tinha 66 anos, viva sozinha em Sandim, em Vila Nova de Gaia. Já reformada da docência, sem familiares nem ninguém a seu cargo, desapareceu em Novembro de 2008, tendo o seu corpo sido encontrado em Dezembro desse ano, no fundo de um poço, no Olival.

 

in Jornal de Notícias

 

 

Alguns pontos que considero suficientes para se dar como provado o crime e consequente condenação do criminoso:

 

- "A descoberta do cadáver  foi possível por indicação do arguido"

- Foi apenas dado como provado que em data não apurada, e entre 6 de Novembro e 18 de Dezembro de 2008 "o arguido pegou no corpo sem vida e deitou-o para um poço"

- "O arguido terá confessado o crime à PJ e até durante conversações telefónicas  que foram alvo de escuta"

- "O homem havia confessado o crime à Polícia Judiciária e ao juiz de instrução"

 

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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Hipótese de crime é admitida no desaparecimento de Carina

lamego

 

 

 

Carina Ferreira, a jovem de Lamego que está desaparecida desde o dia 1, poderá ter sido vítima de um crime. A convicção é da PJ, que lidera as investigações ao desaparecimento da jovem, de 21 anos e que agora assume "manter em aberto todas as possibilidades" depois de num primeiro momento ter dado a entender que o caso "não seria grave". Nas redes sociais são já mais de vinte mil os amigos que procuram a jovem.

"Não excluímos qualquer hipótese, incluindo a de que possa ter havido um crime, até porque foi aberta uma investigação", garantiu ao DN fonte oficial da PJ.

A jovem desapareceu quando se dirigia para o local de trabalho, em Peso da Régua. De acordo com a mãe, "levou apenas os documentos e não tem mexido no dinheiro". Familiares, amigos e autoridades já percorreram várias vezes o trajecto feito por Carina sem que tenham sido encontrados indícios de "crime ou acidente", revelou a fonte da PJ, que na terça-feira sobrevoou toda a zona com um helicóptero da Protecção Civil. No chão, uma zona escarpada na margem sul do rio Douro, "não foram feitas buscas", confirmou o comandante dos Bombeiros de Lamego. A PJ reconhece que "não foram encontrados vestígios de qualquer acidente".

 

in Diário de Notícias

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Mata a mulher e atira corpo para ribeira

 

Montijo

 

Jorge Paula
Corpo foi abandonado neste local
Corpo foi abandonado neste local

Um moldavo de 43 anos matou anteontem a mulher à facada, no Montijo, e tentou ocultar o crime atirando o corpo para uma ribeira na zona do Afonsoeiro. Foi localizado pela GNR e detido pela PJ horas depois, em casa, no bairro do Saldanha, quando procurava desfazer-se da roupa ensanguentada.

 

De acordo com fontes policiais, o crime terá ocorrido cerca das 17h00 na casa em que ambos viviam. O alerta para a presença da mulher esfaqueada junto à ribeira foi dado para os Bombeiros do Montijo pelas 17h45. Não tinha qualquer identificação, mas foi reconhecida no hospital, onde já teria dado entrada várias vezes devido às agressões de que era alvo.

O suspeito, que ainda tinha a faca no carro, não ofereceu resistência à detenção.

 




 

J.C.R.

 

in Correio da Manhã

 

Conseguiu aprender o suficiente para ter carta de condução mas não para respeitar o semelhante. 

Existe ainda outro contra-senso maior: A sorte da vítima foi, graças ao facto de levar constantemente porrada ter que ser assistida no hospital, pois só assim foi possível ser identificada e com isso descoberto o principal suspeito.

 

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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Enterrada viva por falar com rapazes

Crime na Turquia

d.r.
Turquia chocada com crimes de honra

Turquia chocada com crimes de honra

 Uma rapariga foi enterrada viva pelos seus próprios familiares, como castigo por falar com rapazes, apurou o jornal britânico 'The Guardian'.

 

O corpo de uma rapariga de 16 anos foi encontrado com as mãos atadas, sentado e dentro de um buraco de três metros por baixo de um galinheiro ao lado da sua casa em Kahta, uma província a sudeste de Adiyaman, na Turquia.

A rapariga já havia sido dada como desaparecida e a justificação que se dá para o crime é a defesa da sua 'honra', uma vez que tinha sido vista a conversar com rapazes.

O pai e o avô da vítima foram presos e mantidos sob custódia, enquanto esperam julgamento. Não é claro, porém, se terão sido acusados. Quanto à mãe, também foi presa mas, posteriormente, libertada.

A comunicação social afirma que o pai da vítima disse aos seus familiares que estava descontente com o comportamento da sua filha, porque esta tinha amigos do sexo oposto. Diz-se também que o avô lhe bateu por ter relações com rapazes.

O exame do cadáver indica que a rapariga continha uma grande quantidade de terra nos pulmões e estômago, o que dá a entender que foi enterrada viva. Não havia, porém, sinais de feridas no seu corpo.

Esta descoberta reabre a polémica sobre os assassinatos por ‘honra’ que ocorrem frequentemente no empobrecido sudeste turco.

As entidades oficiais revelaram que mais de 200 assassinatos desta índole têm lugar todos os anos, o que perfaz cerca de metade dos crimes de assassinato na Turquia.




 

Isabel Chaves
 
in Correio da Manhã

 

 

 

 «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» (Lc 23,34)

 

 

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 22:33
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Mulher morta a tiro pelo companheiro na pastelaria de que era sócia

 

A sócia de uma pastelaria situada no centro de Santarém foi morta esta manhã a tiro de caçadeira pelo companheiro. A vítima, Maria Alice Duarte, de 46 anos de idade, encontrava-se a trabalhar na Real Pastelaria, cerca das 10h00 desta segunda-feira, quando foi alvejada pelo homem, que depois terá tentado o suicídio no local disparando sobre si próprio. Ficou ferido e foi transportado para o Hospital de Santarém.

A PSP deslocou-se de imediato para o local, selando a zona. A ocorrência foi comunicado à Polícia Judiciária que a meio da manhã começou a recolher os vestígios no local.

O local do crime fica situado na Rua Engº António Antunes Júnior, perto do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Santarém.

 
in O Mirante
 

Que estranho o ser Humano que consegue magoar quem mais gosta.

 
Temos a obrigação de tratar toda a gente bem, mas, especialmente aqueles que vivem connosco e que gostam de nós são aqueles com quem construímos vidas e histórias e envelhecemos juntos.
 

Estranha também esta relação amor, ódio, posse, propriedade, ciúme, traição! O equilíbrio é ténue e lamentavelmente ás vezes, levadas pelas emoções surgem situações destas. Independentemente do que poderá ter acontecido hoje perdeu-se muito. O Mal entrou por aquelas vidas e arrefeceu a sua humanidade

 

 

publicado por portuga-coruche às 13:42
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