Terça-feira, 9 de Março de 2010

Bullying em Coruche ou talvez não

Não é necessário irmos mais longe!

A Escola Primária de Coruche, aquela em frente da GNR é ou foi palco de uma situação que possivelmente se poderá passar em todo país.
 
Existe um menino de etnia cigana que costuma bater nos outros meninos e segundo dizem também já bateu na professora.
Ao intervalo bate noutros meninos e por isso existem vários que mal saem da sala vão para o pé de uma empregada com medo dele, havendo já quem tenha alcunhado a empregada de "A Galinha" e os meninos, por andarem sempre atrás dela de "pintainhos".
 
Os professores sabem disto e os responsáveis da escola sabem disto, mas deixaram crianças de seis anos que se encontram ao cuidado da escola, serem sujeitadas ao medo, diariamente no intervalo, durante meses (desde pelo menos o inicio do ano lectivo).
 
O meu filho anda na 1.a classe, que é composta por meninos de 6 anos que vem da creche onde brincavam todo o tempo, ou pelo menos não lhes era exigido uma concentração constante. Agora é-lhes exigido (e muito bem) que trabalhem concentrados, algumas horas seguidas, sendo importante o intervalo para espairecer. Em vez de um momento de relaxamento e de brincadeira, passa mais um momento de medo, e isto diariamente.
 
Falei com a professora do meu filho que me garantiu que transmitiria a minha preocupação à direcção da escola e que por outro lado estavam a ser tomadas medidas para melhor integrar a criança em questão e permitir aos outros ter um recreio “seguro”.
 
O “reverso da medalha”
 
Falei com várias pessoas e especialmente pais, sobre a questão, tendo retirado algumas elações sobre esta situação.
 
A criança vem de uma família desestruturada. Segundo consta, a certa altura, não largava a professora que lhe tentava dar carinho (coisa que possivelmente nunca teve), mas a situação passou a ser insustentável porque a criança não largava a professora e ela não teve outra alternativa que lhe impor o mesmo lugar que tinham os outros meninos, o que significa mais distancia e menos atenção.
Foi nessa altura que recomeçaram os conflitos que tinham cessado durante o período de atenção da professora.
 
A chegada de um estagiário à escola -creio que animador cultural - que está com as crianças nos intervalos interrompe novamente os conflitos e durante algum tempo a criança torna-se a sombra do animador.
 
Novamente e porque não sabe relacionar-se (porque possivelmente nunca aprendeu) a relação é visivelmente exagerada para o animador porque tal como a professora tem a seu cargo um grupo e uma criança (que comprovadamente clama por carinho, amizade e atenção) impedia-os de se relacionarem com os outros.
Com esta nova ruptura recomeçam os conflitos.
 
Não sou especialista, mas creio que existe aqui um problema que merece no mínimo um psicólogo. Não estaria correcto retirar esta criança da escola e envia-la ao cuidado de uma família que não o ajuda a relacionar-se, resolvendo o problema das outras crianças e da escola, mas agravando o problema da criança. A criança, necessita aprender coisas básicas como relacionar-se com os outros e fazer amigos, brincar e gerir o carinho.
 
Acredito que a escola está a fazer os possíveis dentro das suas competências, mas o trabalho com esta criança deveria ter começado muito mais cedo. Deveria ter havido uma sinalização por parte da Assistência Social e como esse trabalho não foi feito pelas estruturas correctas todas as outras recebem um “problema” para o qual não possuem instrumentos correctos para resolver.
 
Comentário ao post sobre Bullying (Enviado por e-mail)
Por um pai preocupado (Devidamente identificado)

 

Os problemas nas escolas, como noutras instituições, não nos podemos esquecer, surgem porque as pessoas são o reflexo da sua comunidade e vida, porque os seus elementos são pessoas com problemas às vezes incontornáveis que acabam por afectar a sua vida escolar, profissional e social.

Desde a direcção da escola, passando pelos professores e funcionários até aos alunos e pais, são todos elementos da sociedade e como tal os seus problemas e todas as circunstancias da sua vida afectam as situações que lhes são comuns, quando se relacionam.

As crianças surgem na escola com 6 anos e vem de todo o tipo de famílias e condições. Não existe a "família perfeita" e por isso também nunca existirá a "escola perfeita". Até porque os professores também são fruto e reflexo da nossa sociedade e por isso também, como todos os humanos, tem problemas e nunca serão “perfeitos”.

Este problema não é fruto da escola mas é um problema com o qual ela tem que lidar (uma vez que tem crianças a seu cargo) e por isso dotar-se de meios para enfrentar definitivamente problemas como este.

 

Eu já tinha conhecimento desta situação, assim como soube hoje de uma que se passa na escola de São José da Lamarosa, onde uma menina da 3.ª Classe anda já à algum tempo a ser provocada por um grupo de meninos da 4.ª Classe (3.ª e 4.ª Classe é dada na mesma aula e sala), sem que se ponha cobro à situação! A menina sente-se preseguida e enchuvalhada e chora. Quem ajuda esta pobre criança quando os responsáveis ou ignoram o problema ou não o sabem resolver ?

 

CONSIDERANDO ESTA TEMÁTICA IMPORTANTE REAVIVEI DE DIA 04 DE MARÇO PARA HOJE DIA 9 DE MARÇO ESTE POST

publicado por portuga-coruche às 07:07
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Direcções escolares são impotentes perante bullying

 
Eugénia Pires 
As buscas revelaram-se infrutíferas. O corpo de Leandro ainda não foi resgatado
As buscas revelaram-se infrutíferas. O corpo de Leandro ainda não foi resgatado


Mirandela

“Não apanho mais, vou-me atirar ao rio”

Leandro tinha 12 anos e foi agredido na escola. Família foi hospitalizada em estado de choque.


Conheça todos os pormenores desta tragédia na edição papel do jornal 'Correio da Manhã'.
 



in Correio da Manhã

 

 

 

Tua: amigo de menino desaparecido é vítima de «bullying»

Menino está desaparecido no rio desde terça-feira

Por: Redacção

 

A mãe de uma criança de 10 anos de Mirandela queixou-se à Lusa que o filho está a ser vítima de bullying, motivo pelo qual a criança se recusa a ir à escola e está a ser medicada e acompanhada por um psicólogo.

 

Esta quarta-feira, Graça Caldeiras não foi trabalhar para acompanhar o filho em mais uma consulta no psicólogo que, segundo disse, conseguiu arranjar no centro de saúde, já que «a psicóloga da escola não tinha tempo para o atender».

O filho de Graça Caldeiras frequenta a mesma escola da criança que está desaparecida no rio Tua e cujo caso foi associado a uma situação de agressões não confirmadas.

As autoridades, no entanto, apontam para acidente, nomeadamente pelo facto de a criança se ter despido antes de entrar na água.

Tua: dezenas procuram criança

Graça garante, todavia, que há na escola «alguns casos de agressões dos mais velhos (alunos dos CEF, cursos de formação e educação) aos miúdos» e que o filho é uma das vítimas, situação que se arrasta desde Janeiro, no início do segundo período escolar.

«Chega ao portão da escola e parece que muda, é outra pessoa», disse, sobre o «medo» que diz que o filho tem e que tem provocado que falte às aulas, como aconteceu nos últimos dois dias.

A mãe sustenta que «com medo de que lhe voltassem a bater», o filho não lhe quis contar o que se passava, mas que desconfiou numa ocasião em que lhe deu, como habitualmente dinheiro para comer e a criança depois já não o tinha.

Segundo disse, «bateram-lhe para lhe tirar o dinheiro e ameaçaram-no», tendo, por isso, chegado a receber tratamento hospitalar.

Graça disse também que a polícia tomou conta da ocorrência no hospital como «agressão».

Jovem desaparecido no rio Tua

Contactada pela Lusa, fonte da PSP nada adiantou em relação a este caso concreto, avançando apenas que «as agressões entre miúdos nas escolas são frequentes e a polícia tem registado várias».

A presidente da Comissão de Protecção de Crianças de Jovens (CPCJ) de Mirandela, Manuela Teixeira, disse que este organismo «não tem referenciado nenhum caso de bullying».

A mãe que se queixa das agressões ao filho de 10 anos afirma que já falou com elementos do conselho executivo, «mas estes não fazem nada». A Lusa tentou contactar o conselho executivo do Agrupamento Luciano Cordeiro de Mirandela, que se encontra incontactável desde o acidente com uma outra criança no rio Tua.

Associação de Pais nega

O presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro de Mirandela garantiu que «não há qualquer registo» de que a criança desaparecida no rio Tua ou outros alunos da escola tenham sido vítimas de bullying.

O presidente da associação de pais lembrou que num estudo realizado pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) há um ano e meio sobre esta problemática, a Luciano Cordeiro «foi das mais bem classificadas com inexistência deste tipo de fenómenos».

«Não estamos perante um quadro de violência generalizada», afirmou.
 

 

in IOL Diário

 

Os "+" que se tornam "-" 

A generalizada tentativa de combinar primária+ciclo+liceu, unindo crianças de todas as idades leva a situações destas.  

Pode facilitar a gestão, pode maximizar recursos. Chamem-lhe o que quiserem, mas também aproxima os mais frágeis dos mais grandes mas ainda sem "capacidade" para discernir o correcto do incorrecto.

 

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 08:00
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Crianças de Foros de Salvaterra podem estar a ser vítimas do excesso de poder das CPCJ

 

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Casos como o das crianças retiradas à família em Foros de Salvaterra há um ano e meio e que continuam numa instituição à guarda do Estado, poderiam ter outro desfecho se as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) não tivessem total autonomia, como acontece actualmente. O ex-deputado social-democrata, António Campos, que foi Director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém entre Setembro de 2002 e Maio de 2005, defende que o actual modelo de funcionamento daquelas Comissões, que funcionam a nível concelhio, deveria ser revisto e que deveria ser criada uma estrutura intermédia, onde as suas decisões pudessem ser melhor analisadas.

 

No caso das crianças de Foros de Salvaterra, as pessoas que lidavam com as crianças e conheciam a família não percebem porque foram as mesmas enviadas para uma instituição e desconfiam que possa existir animosidade da parte da técnica e presidente da CPCJ de Salvaterra de Magos relativamente à mãe das crianças uma vez que, após a comunidade ter construído e mobilado uma casa para que as crianças pudessem ser entregues, ela deu parecer negativo evitando que isso se concretizasse.

 

“Principalmente nos meios pequenos há uma tendência para as questões serem pessoalizadas em desfavor de uma análise dos casos mais técnica e distante”, disse a O MIRANTE o ex-deputado do PSD, que realça o facto de ser raro o envolvimento dos cidadãos àquele nível, a favor das famílias a quem são retiradas crianças. “Geralmente acontece o contrário. As pessoas mobilizam-se nos casos de crianças maltratadas para evitar a sua entrega às famílias e aqui defendem o seu regresso e até criaram condições para isso. Não é vulgar haver esta solidariedade. Se num caso concreto, em que as pessoas estão na zona e se conhecem há este movimento em defesa da entrega das crianças à mãe e o Estado não lhes dá razão, alguma não está bem. A solidariedade que se gerou devia ter tido outro tipo de resposta por parte das entidades oficiais”, argumenta.

 

A preocupação de António Campos com o funcionamento das CPCJ e nomeadamente com o risco de “pessoalização” dos problemas não é nova. “Quando estive na Segurança Social, criei uma estrutura de âmbito distrital e nomeei cerca de 7 técnicas e essas técnicas é que faziam parte dessas comissões locais. Retirei das comissões locais as técnicas que trabalham no concelho. Isto deu brado na altura mas permitiu que as pessoas pudessem ter uma perspectiva mais técnica e mais distante”.

 

As CPCJ são constituídas e funcionam nos termos da Lei n.º 147/99, de 1 de Setembro (alterada pela Lei n.º 31/2003, de 22 de Agosto, e regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 332-B/2000, de 30 de Dezembro). Para António Campos o modelo deveria ser repensado à luz da experiência adquirida ao longo dos anos. “Há erros e virtudes. É necessário fazer com que a legislação e os regulamentos permitam ter a certeza que o procedimento adoptado é um procedimento justo e que o inocente não é responsabilizado”.

 

A situação de Foros de Salvaterra não é a única. Enquanto fui director da Segurança Social, António Campos diz ter testemunhado outros casos. “Lembro-me de um processo de uma criança abandonada em que a decisão da CPCJ, no imediato foi levá-la para adopção, em vez de, como eu defendia, se tentar encontrar outra solução no meio familiar. Felizmente o tribunal acabou por não adoptar a solução da CPCJ. Isto mostra que devia existir a tal estrutura intermédia que permitisse uma reflexão diferente.”.

 

António Campos explica melhor aquilo que preconiza. “Há uma tipologia de funções que estaria nas CPCJ locais e uma outra tipologia de funções complementares, que estaria numa comissão mais alargada de âmbito supra-municipal. Esta última teria uma intervenção mais proactiva e de controlo até. Estão em causa crianças e jovens e tudo deve ser feito para melhorar a defesa dos seus direitos”.

 

TODA A REPORTAGEM NA EDIÇÃO SEMANAL

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 12:18
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Pais devem actuar como pais e não como amigos dos filhos

Psicóloga espanhola diz que foi um ‘erro gravíssimo’ no passado recente a orientação dada aos pais para deixarem as crianças fazerem tudo o que quisessem para ‘não as traumatizar’

 
 
SANDRA MOUTINHO
AGÊNCIA LUSA
 
Filhos manipuladores e tiranos por culpa dos pais

Os psicólogos tratam cada vez mais pais “completamente desorientados”, para quem educar uma criança com um ou dois anos é missão impossível.

Procuram no consultório o filho perfeito e um antídoto contra o remorso pela falta de tempo para ele. Alguns destes pais já passaram pelo consultório de Maria Jesus Alava Reys, psicóloga espanhola que lança agora em Portugal o livro O não também ajuda a crescer e que, a esse propósito, partilhou com a agência Lusa alguns  dos casos que tem trabalhado e que revelam um grande sofrimento de pais e filhos.
“Educar não é fácil. Apesar de hoje em dia os pais estarem seguramente mais preocupados com a educação
dos filhos, coincidem vários aspectos sociais mais difíceis, como a ausência de irmãos em muitas famílias e a falta de tempo”, disse.
Se os filhos precisam de pais presentes, os pais precisam de tempo para serem pais. Ambos não encontram o que necessitam e acabam, muitas vezes, nos consultórios dos psicólogos. “Os consultórios dos psicólogos estão cheios de educadores deprimidos e pais perdidos que desistiram e que procuram, com bastante cepticismo,
algo que lhes permita encontrar um pouco de luz entre tanta escuridão”.

Especialista recomenda mão firme na educação, à mistura com gargalhadas

 
A especialista reconhece, contudo, “erros gravíssimos” que estes profissionais têm cometido e que estão hoje a ter repercussões muito sérias. Os pais que seguiram a orientação defendida há anos de que era melhor deixar as crianças fazerem tudo, pois podiam ficar traumatizadas, estão hoje a pagar por isso.
“Nós, psicólogos, já pedimos perdão por isso”, afirmou, lembrando que os piores casos que tem acompanhado – e vê cerca de 500 crianças por ano – são precisamente de filhos manipuladores e tiranos, que assim agem porque os pais não são consequentes.
Aos pais o seu papel e, para esta especialista, ele não passa por serem amigos dos filhos. “Os pais não têm de
ser amigos dos filhos. Este é um dos principais horrores que se cometem na educação.
Amigos há muitos, mas só temos dois pais e a criança precisa que o pai actue, não como um amigo, mas como um pai”,disse. Se um pai actuar como amigo, sublinhou, o filho não o respeitará e mais tarde poderá acusar o educador de ter falhado neste papel.
Esta psicóloga defende, por isso, mão firme na educação dos filhos, com muitas gargalhadas à mistura.
Preconiza, essencialmente, tempo de pais. “Não se trata de ser escravos dos filhos, pois isso resultaria em filhos
manipuladores. Não é acudir sempre que ele chama, pois ele tem de saber esperar. É estar com eles, nem que seja meia-hora e, principalmente, estar presente para quando eles necessitarem de falar e ser ouvidos”.
E acrescentou: “As crianças hoje têm mais coisas, mais brinquedos, mas menos tempo dos pais, são mais infelizes e chegam ao ponto de dizer nas consultas que se sentem terrivelmente sós”.O mau comportamento
é, muitas vezes, a solução encontrada por estas crianças, para terem a atenção da família.

 

 

in Global Notícias n.º 541 de 29 Janeiro 2010

publicado por portuga-coruche às 11:04
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Nos Açores já se ensina as crianças a saber pensar

Projecto pioneiro 'ensina' filosofia a crianças do pré-escolar e primeiro ciclo
A Escola Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo, está a desenvolver um projecto pioneiro a nível nacional que permite um primeiro contacto com o raciocínio filosófico a crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico

 

 

Uma vez por semana, durante 45 minutos, cerca de uma centena de crianças, contactam com a Filosofia através de jogos, adivinhas e contos, que permitem «estimular, de forma simples e lúdica, técnicas básicas de raciocínio filosófico», revelou Mário Cabral, coordenador do projecto, em declarações à Lusa.

«Não ensino Filosofia, a minha preocupação é treinar os alunos para o raciocínio com regras», salientou o docente.

Para atingir esse objectivo, envolve os seus jovens alunos em jogos e brincadeiras que permitem «descodificar conceitos filosóficos e estruturar o pensamento».

«Um dia mostrei aos meus alunos uma semente de jacarandá, que tem a capacidade de dar origem a uma árvore, o que serviu para chegar ao conceito de potência e acto», salientou Mário Cabral, recordando uma das aulas que «correram melhor».

Para a definição dos '12 Conceitos de Aristóteles', criou um jogo de bingo, que constitui um «sucesso» entre os mais novos, que «nem se aperceberam que estavam a aprender» os conceitos metafísicos do filósofo grego.

Da mesma forma, para mostrar semelhanças e diferenças, pediu aos alunos que fizessem grupos de plantas, animais, pessoas e até de elementos de fantasia.

«É como se fosse uma ginástica mental, que é feita através de jogos e contos. Ao contrário do que se possa pensar, as crianças estão aptas, por natureza, à grande vantagem da filosofia, que é saber pensar», frisou.

Para Mário Cabral, as aulas apenas «fornecem instrumentos para os alunos saberem pensar», acrescentando que «tudo surge de forma natural».

O projecto arrancou no ano lectivo de 2008/2009 com três turmas do primeiro ciclo do ensino básico, mas o «entusiasmo» das crianças «cresceu» de tal forma que, neste ano lectivo, abrange também uma turma do pré-escolar.

«Lembro-me de um caso curioso que aconteceu com uma aluna, que explicou ao pediatra que a filosofia é ginástica mental», salientou o docente, destacando também o interesse que tem vindo a ser demonstrado pelos pais das crianças, depois de «algumas reservas iniciais».

«Claro que sempre aparecem alguns que acham que não vale a pena perder tempo com estas coisas, mas isso é natural sempre que surgem iniciativas diferentes», afirmou.

Mário Cabral admitiu que o seu «sonho» é acompanhar os seus alunos até ao 12.º ano de escolaridade, salientando que «a ideia é fazê-los crescer sempre a treinar o raciocínio», até porque se trata de uma ferramenta de «grande utilidade para várias disciplinas».

«O que fazemos é desenvolver aquilo que as crianças naturalmente já têm», concluiu.

 

Lusa / SOL

 

Ora aí está algo que deveria ser alargado a todas as escolas. Já vejo os responsáveis educativos aos pulos a dizer que eu não sei do que falo porque o custo de semelhante alargamento seria insuportável existindo actualmente muitas situações e necessidades que por falta de verbas não podem ser resolvidos. De acordo. Mas nesse caso não se fazia nada! Porque existe sempre essa questão e relativamente a tudo. Temos antes que rever o sistema de ensino e centralizar a orientação escolar no sentido de criar e desenvolver a inteligência e o pensamento das crianças de hoje que serão aqueles que vão herdar a situação que nós criamos.

Querermos que tenham um trabalho e que sejam produtivos, mas também queremos que sejam felizes e pensem, tornem o mundo mais justo e habitável. Para isso temos de sair deste conceito educativo massivo e uniforme em que o conhecimento é imposto e se possível, como tudo o resto, instantâneo!

Não é por acaso que a maioria dos jovens odeia os clássicos (refiro-me às obras obrigatórias). Não será que é porque são obrigados a decorar e a conhecer numa óptica avaliativa do "tens de saber para passar". É claro que os estudantes devem ser avaliados pelos seus conhecimentos, mas também deveriam ser os primeiros a querer "beber" a nossa cultura, saber quem foram os nossos intelectuais o que escreveram e qual a influência que tiveram e tem na nossa sociedade e no mundo.

Pensar e reflectir alarga horizontes e cria sede, sede de saber e quem sabe de beber com vontade aquilo que actualmente é decorado com dor, uma vez que tem duas opções negativas: decorar/compreender aquilo que o professor propõe ou levar uma negativa em vez de ver aquela obra como uma oportunidade de saber e conhecer e depois facilmente realizar qualquer prova proposta.

 

publicado por portuga-coruche às 10:59
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Rede Europeia Anti-Pobreza debate política de infância em Portugal

Convenção sobre os Direitos das Crianças
 
Está hoje a decorrer, na Universidade do Minho, o seminário ‘Pobreza Infantil’, promovido pela Rede Europeia Anti-Pobreza / Portugal (REAPN), no âmbito da comemoração dos 20 anos da Convenção Sobre os Direitos das Crianças
 

Na sociedade portuguesa verifica-se uma elevada taxa de pobreza infantil, de crianças maltratadas, negligenciadas e mal acolhidas nas escolas. A situação é uma consequência de factores como o desemprego, os baixos níveis de escolarização dos pais, os baixos salários, o trabalho precário, a elevada taxa de mulheres trabalhadoras a tempo inteiro, e o aumento das famílias monoparentais

 

No seminário, a Rede Europeia analisa esta realidade e apresenta os indicadores e a caracterização da situação de pobreza infantil, reflecte sobre os trajectos de vida de crianças nesta situação e debate as políticas sociais a definir. O evento permite ainda a troca de experiências e a análise conjunta das medidas de intervenção dos agentes sociais para potenciar a diminuição da pobreza infantil e melhorar as condições de vida das crianças.

 

O seminário inscreve-se dentro das actividades do Grupo de Trabalho da REAPN sobre ‘Pobreza Infantil’, que congrega representantes de instituições públicas e privadas de âmbito nacional e personalidades em nome individual do domínio académico.

 

 SOLcom agências

 
Pena que estas coisas não sirvam para mudar alguma coisa. Espero estar a cometer uma injustiça. Se assim for será bom para as crianças certamente.
Sei que é bom discutir, mas continuam a morrer e a ser maltratadas crianças todos os dias.
 
 
 
publicado por portuga-coruche às 12:12
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Austrália pede desculpa por 40 anos de abusos a crianças

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, apresentou hoje um pedido de desculpas solene aos 500 mil "australianos esquecidos", vítimas de décadas de abuso em instituições públicas. A Austrália "pede desculpa por esta tragédia, esta tragédia absoluta, infâncias perdidas", afirmou Rudd perante milhares de sobreviventes destes "australianos esquecidos", provocando um forte aplauso no Parlamento.
Entre 1930 e 1970, centenas de milhares de crianças foram abusadas em orfanatos e lares adoptivos na Austrália. "Estamos hoje todos juntos para pedir desculpas à nação. Para vos dizer, a vós australianos esquecidos e aqueles cujos foram enviados para nós sem o seu consentimento, que pedimos desculpa."
Em Fevereiro do ano passado, o primeiro-ministro australiano já tinha feito um pedido de desculpas histórico à "geração roubada", milhares de crianças aborígenes, retiradas à força das suas famílias até à década de 70, para serem colocadas em instituições de brancos.
 

Veja a reportagem em  Video (abre noutra janela)

 

in I

publicado por portuga-coruche às 13:49
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Histórias de meninos que trocaram as voltas ao destino

Medicina resgatou-os ao sofrimento e deu uma vida nova a crianças da região


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João Miguel, do Tramagal, nasceu sem orelhas. David Tiago, de Ferreira do Zêzere, nasceu com cirrose hepática. João Dias, de Pontével, recebeu um coração novo aos dois anos e três meses. Foram submetidos a cirurgias delicadas e, apesar de terem que viver toda a vida com cuidados redobrados, são a prova viva de que conseguiram dar a volta ao destino.


 

A tarde já estava a findar quando o fomos encontrar no jardim de sua casa, no Tramagal (Abrantes). Entretido a brincar com carrinhos e aviões em miniatura na companhia do Duarte, um novo amigo. Quem para ele olha está longe de imaginar que João Miguel, o filho mais novo de Luísa Lobato e Rui Antunes, nasceu sem orelhas no dia 28 de Agosto de 1999, no Hospital de Abrantes. O que já quase nem se nota porque, segundo conta a mãe, nos últimos meses quis deixar crescer o cabelo como os outros meninos.

João Miguel nasceu com microtia e atrésia do canal auditivo externo que resultou em surdez severa devido à malformação, provocando a ausência dos pavilhões auriculares. O menino conseguiu recuperar as suas orelhas numa clínica dos Estados Unidos, após ter sido submetido a seis cirurgias. Um caso inédito em Portugal. Foi o pai, Rui Antunes, sargento da GNR, que descobriu na Internet que havia um médico nos Estados Unidos, em San Francisco, que tinha muita experiência no acompanhamento e resolução deste tipo de casos. A resposta do especialista foi célere e nem o facto de a operação custar 150 mil dólares, cerca de 150 mil euros, demoveu o casal de procurar apoio financeiro junto do sistema nacional de saúde, o que acabou por conseguir.

As duas últimas cirurgias, de reconstituição estética das orelhas, foram realizadas em 2007. “Senti um alívio muito grande por aquilo ter acabado e ao mesmo tempo pena de não voltar lá mais, aponta Luísa, professora primária, com saudades do país. O filho também gostava muito de lá ir outra vez, agora apenas em passeio e já sem a cabeça enfaixada, imagem que chamava a atenção de todos por onde passava, o que às vezes o incomodava.

O menino brinca com carrinhos e aviões no alpendre do jardim. Alheio à conversa que se passa, olha de vez em quando para a mãe. Em 2008 submeteu-se a mais duas cirurgias no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, que contribuíram em definitivo para a melhoria da sua qualidade de vida. Junto à orelha direita foi colocado um pequeno implante que está ósteo-incorporado. Com o aparelho, a sua audição está ao nível das outras crianças, atesta o pai. O mecanismo não pode apanhar humidade e retira-se à noite. João sabe que vai ter que o usar para toda a vida.

Aluno razoável, o menino passou para o 5.º ano. Neste momento está a tratar da dentição, até agora desalinhada por causa da malformação com que nasceu. Ir ao médico faz parte da sua rotina mensal. Para além de terapia da fala, tem consultas de otorrinolaringologia, alergologia e acompanhamento na psicóloga, entre outras. Os cuidados com a alimentação também são redobrados uma vez que, segundo a mãe, “as suas defesas são um bocadinho mais baixas”.

Sofre ainda de renite alérgica e urticária solar, ou seja, não aguenta muito tempo ao sol. Apesar destes cuidados, Luí-sa Lobato é uma mãe feliz com o actual estado de saúde do filho que considera um menino igual aos outros. “É muito comunicativo e penso que recuperou a sua auto-estima. Por ele, passava por tudo outra vez”, aponta preferindo esquecer os dias negros de tormenta por que passou e encarar um futuro, hoje, mais em tons-de-rosa.

 

Um rim partilhado por mãe e filho

David Tiago tem três anos, um metro de altura e pesa 18,700 kg. Muito esperto, comunicativo e curioso adora brincar com água e andar na mota eléctrica pelo quintal da avó, na aldeia de Alqueidão de Santo Amaro, freguesia do Bêco, Ferreira do Zêzere. “Adora mandar-se para dentro de água no rio”, conta a mãe a rir. David submeteu-se a um transplante de fígado para tratar uma cirrose hepática. A mãe, Ana Antunes, foi a sua dadora. A operação colocou-os lado a lado no bloco operatório do Hospital Pediátrico da Universidade de Coimbra durante mais de 15 horas. Foi no dia 5 de Abril de 2007, depois de a operação ter sido adiada por algumas vezes por complicações de saúde do menino.

Na altura, a história desta família ficou conhecida devido à onda de solidariedade que alastrou por todo o país no sentido de apoiar o casal com as despesas de medicação. Apesar de ter sido dadora, Ana não recebeu quaisquer benefícios em termos de assistência social para além da baixa médica. O Estado não parece sensibilizado para essa situação. “Na altura, apenas com o ordenado do meu marido, teria sido muito complicado conseguirmos pagar todos os medicamentos”, recorda.

Com o passar do tempo, as ajudas foram rareando mas há novidades no seio familiar. Há um ano que o marido, Nuno, foi trabalhar para a indústria do ferro, no Luxemburgo. Em Junho, mãe e filho apanharam o avião, pela primeira vez, e passaram um mês em família. A experiência foi fantástica. “O David adorou andar de avião e perguntava-me imensas coisas”, conta, enquanto o pequeno faz a sesta depois de almoço.

Quem recebe um fígado tem que tomar, durante toda a vida, os chamados medicamentos “imunosupressores”, que evitam a rejeição do órgão. Por isso, apesar de parecer respirar saúde, David ingere, diariamente, quatro comprimidos, comparticipados pelo sistema de saúde. Um encargo mensal de 10 euros, um valor relativamente baixo, em relação ao que o casal era obrigado a despender em medicação após a operação. O medicamento mais caro que toma - cada caixa custa 200 euros - é fornecido gratuitamente pelo hospital. David chama-lhe “bombons” e não oferece resistência à rotina que sempre o acompanhou desde que nasceu.

De três em três meses vai a consultas no Hospital Pediátrico de Coimbra. O último grande susto foi a 30 de Dezembro de 2008, depois de David comer uma sopa de peixe com massa confeccionada pela mãe. “Ficou muito roxo e esmoreceu em seguida”, recorda Ana, que o levou de urgência para Coimbra. A médica atribuiu a recaída a uma reacção alérgica à comida. Teve alta a 5 de Janeiro. Feijão seco, marisco e fruta de conserva também não constam da ementa de David. Mãe e avó materna, sempre presente, sabem-no porque já verificaram a reacção a estes alimentos.

David Tiago prepara-se agora para frequentar o jardim-de-infância, perto de casa. “Fico contente de ele ir para a escola mas confesso que tenho medo que as outras crianças o magoem na barriga onde tem a costura”, confessa Ana que também faz parte desta história com final feliz. “Quando faço um esforço maior ou me enervo com alguma coisa no outro dia dói-me na parte onde me operaram. De resto faço uma vida perfeitamente normal”, aponta.

David nasceu de uma gestação de 40 semanas e 4 dias, vivida sem sobressaltos. Os sinais da doença surgiram duas semanas depois nascimento. O primeiro diagnóstico foi icterícia, muito comum nos recém-nascidos. Só mais tarde descobriram que se tratava de cirrose hepática. Para o menino se salvar teria que ser sujeito a um transplante de fígado. A mãe, assim que soube ser dadora compatível, não hesitou. Hoje, sente que valeu a pena cada minuto de sacrifício. Só tem pena que muitos que a apoiaram não telefonem, de vez em quando, a perguntar como está o seu filho. “Todo o dinheiro que deram para o David, cinco mil euros, está numa conta a juros. Nunca lhe mexemos e só o faremos em caso de necessidade extrema”, indica.

 

Desportos radicais com um coração emprestado

João Miguel Dias é um adolescente de 17 anos, que reside em Pontével, Cartaxo. Adora andar de skate, BTT e jogar voleibol, elegendo a disciplina de Educação Física como a sua preferida. Igual a tantos outros, não fora o facto de ter sido, de acordo com a mãe, a primeira criança em Portugal a ser submetida a um transplante cardíaco. Tinha apenas dois anos e três meses. Cinco horas de cirurgia, no dia 21 de Janeiro de 1994, no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras.

Desde criança que João soube que o coração que tem é de outra criança, cuja identidade dos pais desconhece. Análises regulares ao sangue e a ingestão de oito comprimidos por dia fazem parte da sua rotina e nem quando era criança levantava problemas a estes cuidados redobrados. Tem que comer mais peixe que carne e não pode estar muito tempo ao sol. Pouco dado a estudos, João gostava, no futuro, de tirar um curso de electromecânica porque adora desmanchar os carros e ver do que são feitos.

A mãe, Maria Eugénia, recorda os momentos de aflição vividos após o parto, contrários a uma gravidez sem problemas e ecografias que nunca detectaram qualquer malformação. “Foi operado com uma semana e aos quatro meses fez o primeiro cateterismo (introdução de um pequeno tubo numa veia da perna ou braço) mas com um ano começou a fazer paragens cardíacas”, relata. O transplante cardíaco foi a solução que um médico encontrou na altura e que sossegou o coração de uma mãe que, também ele, vivia em sobressalto.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 15:55
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Estado quer criar uma conta-poupança bebé

Uma conta-poupança bebé

O PS quer que todos os bebés nascidos em Portugal tenham uma conta-poupança de 200 euros, com um depósito inicial do Estado e que só pode ser levantado aos 18 anos.

 

 

 

 

in 24Horas

 

 

O PS quer que todos os bebés nascidos em Portugal tenham uma conta-poupança de 200 euros, com um depósito inicial do Estado e que só pode ser levantado aos 18 anos. 

Esta medida inscreve-se no programa socialista e o porta-voz do partido, João Tiago Silveira, veio esclarecer, citado pela Lusa, que "asmedidas que existem de abono pré-natal e de abono de família continuarão". 

Para o PS, o valor curto pode ser compensado de outra forma: esta conta-poupança futuro pode ser reforçada pela família ao longo dos anos de escolaridade obrigatória. Àsemelhança das contas-poupança reforma, estes reforços vão beneficiar de regimes fiscais favoráveis. 

Os socialistas apontam quatro "vantagens": "incentiva a conclusão do ensino obrigatório", "a criação de hábitos de poupança", "permite que o jovem se possa autonomizar" e é uma "medida de apoio à natalidade", enumerou Tiago Silveira. 

Quem não vê vantagem alguma é o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN). 

Fernando Ribeiro e Castro diz que é uma "medida divertida" que "não serve para nada". 

Este dirigente argumenta que "os pais precisamde apoio quando têmos filhos a seu cargo". 

A APFN propõe, entre outras coisas, a atribuição de um abono de família de 100 euros mensais por filho.

 

publicado por portuga-coruche às 09:38
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Mil milhões afectados pela fome

Relatório da ONU

Mil milhões afectados pela fome

Um relatório do Fundo da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) informou hoje que uma em cada seis pessoas no mundo é afectada pela fome, tendo sido ultrapassado o limiar dos mil milhões de pessoas subnutridas.
 

Só no último ano este número registou um aumento de cem milhões. Um máximo histórico resultante do impacto da crise económica mundial, que provocou uma subida nos preços dos produtos alimentares.

De acordo com o relatório apresentado em Roma pelo director-geral da FAO, Jacques Diouf, são os países em desenvolvimento os mais afectados pela fome: cerca de 642 milhões na região da Ásia-Pacífico e 265 milhões na África subsariana. 

 

 

 

in Correio da Manhã

 

Muitos são aqueles que viram a cara, fazem por não escutar, dizem que não é nada com eles, que a culpa é dos poderosos, mas, como dizia Leonardo Davinci "Quem não castiga o mal ordena que ele se faça.".

A culpa é de todos nós, porque não fazemos tudo o que é possível para que o nosso semelhante deixe de sofrer e viva com dignidade. Se a culpa é dos poderosos porque preferem realizar extravagancias e comprar ilhas em vez de partilhar, então isso acontece porque aqueles que elegemos lhes permitem realizar esse crime: esbanjar em futilidades aquilo que seria útil a quem necessita.

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 16:43
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