Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

CP planeia fechar e não falou com a CMC

 

Câmara de Coruche quer explicações sobre o possível fim da ligação por comboio a Lisboa

Por Jorge Talixa

  

Autarca socialista garante que ainda não foi informado sobre a intenção da CP. A linha foi reaberta em Setembro do ano passado com o apoio de três câmaras

 

Coruche pode voltar a ficar sem ligação ferroviária a Lisboa pedro cunha

O presidente da Câmara de Coruche garantiu na semana passada que ainda ninguém lhe disse nada sobre o projectado encerramento da ligação ferroviária entre o Setil e Vendas Novas e que pretende discutir o assunto com a tutela governamental da CP.

O plano de actividades da empresa para 2011 prevê a supressão de comboios de passageiros em várias linhas, entre as quais o Ramal do Setil, onde a circulação foi retomada em 15 de Setembro de 2009 - após cinco anos de interrupção -, na sequência de um acordo entre a transportadora, a Secretaria de Estado dos Transportes e as câmaras do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. O protocolo deveria vigorar dois anos, mas as autarquias estão agora preocupadas com a intenção da CP e com a falta de resposta a um pedido de reunião dirigido ao secretário de Estado dos Transportes.

"Não sabemos nada, o que sabemos é através dos jornais e de notícias que dizem que haverá intenção também de fechar esta linha. Não temos mais notícia absolutamente nenhuma e estamos a aguardar a reunião com o senhor secretário de Estado para discutirmos a situação e encontrarmos uma solução", sustenta Dionísio Mendes, presidente da Câmara de Coruche, defendendo que a questão deve ser debatida entre a tutela e as autarquias e não com a CP.

Depois de anos de negociação, a CP e as câmaras assinaram em 2009 um protocolo onde se estabelece que os eventuais prejuízos da exploração serão divididos em partes iguais pela empresa e pelas autarquias. "Este é um modelo único no nosso país, somos as únicas autarquias que suportam custos de exploração de transporte ferroviário. Acordámos desde o princípio que seria dessa maneira. Na altura foi-nos apresentado como uma situação exemplar que poderia passar a acontecer noutros concelhos. Isso não aconteceu, mas nós, numa perspectiva de fazer pedagogia para um maior uso do comboio, entendemos que seria uma atitude de incentivar", sublinha o autarca do PS. Dionísio Mendes frisa que, desta forma, seria possível reduzir a pressão sobre os acessos rodoviários a Lisboa e promover um transporte ambientalmente mais favorável.

Só que a adesão dos passageiros nunca foi muito significativa. Em Julho, responsáveis da CP disseram ao PÚBLICO que os prejuízos já somavam "centenas de milhares de euros" e que as autarquias estavam atrasadas no pagamento da sua parte. Esta afirmação motivou um pedido de reunião urgente por parte dos autarcas, que discutiram o assunto com a CP mas, desde então, pouco se avançou. Dionísio Mendes diz que as câmaras já pagaram uma parte, mas salienta que "neste momento o que está em causa é a discussão total do assunto", porque "há uma série de incumprimentos do protocolo por parte da CP e da Refer". O autarca alude a obras prometidas para as estações, a horários mais de acordo com as necessidades dos passageiros e à promoção das potencialidades turísticas deste percurso ferroviário. "Tudo é discutível, mas é preciso que a tutela nos receba", conclui, salientando que a reunião com o secretário de Estado esteve agendada para a semana passada e foi desmarcada.

 

in Público

 

 

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

CP deixa 815 sem trabalho

Empresa prevê gastar 26 milhões em rescisões

 

A CP vai rescindir contratos de trabalho com 815 funcionários em 2011. A medida faz parte do plano de austeridade da empresa e prevê que gaste 26 milhões de euros com o processo de rescisões. Segundo o documento, vão existir supressões, estando previsto o fim de todos os comboios da linha de Cáceres e entre Setil e Coruche, assim como entre Beja e Funcheira. Os horários do Sud Express para França e do Lusitânia para Espanha também vão sofrer alterações.

 

in Record

 

 

 

 

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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Câmaras em conflito com a CP por causa da ligação entre Setil e Coruche

Autarcas de Coruche, Salvaterra e Cartaxo irritados por terem sido reveladas dívidas 
 

 

O serviço ferroviário entre Coruche e Setil foi reactivado em Setembro do ano passado e as autarquias comprometeram-se, entre outras coisas, a pagar 50 por cento dos prejuízos da exploração.

 

As câmaras municipais de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo solicitaram uma reunião urgente com o Conselho de Administração da CP, que pretendem que se realize em Agosto, para discutir questões relacionadas com o protocolo que assinaram com a empresa de transporte ferroviário em Julho do ano passado, relativo à reabertura da circulação ferroviária entre Setil e Coruche.

 

A reunião foi solicitada na sequência de uma notícia inserida na edição de dia 4 no Jornal Público em que é dito pelo presidente da CP, José Benoliel, que as autarquias não estão a cumprir o referido protocolo, nomeadamente o pagamento da parte que lhes cabe dos prejuízos.

 

Numa nota enviada à comunicação social os três municípios dizem que “realizaram, desde o início da reabertura da linha, todos os esforços de divulgação e promoção deste transporte junto das populações dos seus concelhos” e informam que para além da reunião que pretendem ter com a CP, vão também solicitar uma reunião com o secretário de Estado dos Transportes, Dr. Correia da Fonseca, “com vista a analisar os critérios definidos no protocolo e a observância pelas várias entidades das suas responsabilidades na execução deste protocolo e deste serviço público”

 

Segundo o Público, “a reactivação do serviço ferroviário para Coruche, em Setembro do ano passado, já acumulou desde então prejuízos de 296 mil euros que deveriam ser repartidos entre a CP e os municípios” Na mesma notícia é dito que “a dívida dos municípios - que se comprometeram a assegurar ligações rodoviárias gratuitas da sede do concelho às estações - ascende a 148 mil euros, cabendo cerca de 5000 euros mensais a cada um. Segundo a CP, foram transportados entre Setembro de 2009 e Junho deste ano 34.419 passageiros, o que dá uma média inferior a 20 passageiros por comboio, um valor que se adapta mais a um serviço em autocarro do que ferroviário.”

 

A divulgação daqueles dados pelo presidente da CP desagradou aos presidentes das câmaras que lembram, na nota de imprensa que “o dever de confidencialidade a que as partes se obrigaram a celebrar o protocolo”. Os autarcas reafirmam que “é determinante a importância do transporte ferroviário como transporte económico e ecologicamente vantajoso e que permite uma maior mobilidade, diminuindo as assimetrias e encurtando as distâncias entre o interior e Lisboa”.

 

 

in O Mirante

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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Receitas do serviço ferroviário para Coruche só cobrem nove por cento das despesas

Prejuízos de 296 mil euros

Por Carlos Cipriano

 

Cartaxo, Salvaterra e Coruche assinaram protocolo com a CP que não estão a cumprir.

 

 

A reactivação do serviço ferroviário para Coruche, em Setembro do ano passado, já acumulou desde então prejuízos de 296 mil euros que deveriam ser repartidos entre a CP e os municípios de Cartaxo, Salvaterra e Coruche, numa proporção de 50 por cento para a primeira e 16,66 por cento para as câmaras.

São estas as percentagens que constam de um protocolo assinado entre estas autarquias e a transportadora pública, mas que, segundo o presidente da CP, José Benoliel, não tem vindo a ser cumprido.

De Setembro de 2009 a Junho deste ano o custo da automotora e da tripulação que faz a ligação entre Setil (concelho de Cartaxo) e Coruche, com paragens em Morgado, Muge e Marinhais, foi de 326 mil euros - a CP obteve receitas de apenas 30 mil euros. Metade dos 296 mil euros do prejuízo deveria ser suportada pelos municípios, que prometem para esta semana um comunicado conjunto sobre este assunto.

O regresso do comboio a Coruche aconteceu quatro anos depois de a CP ter acabado com o serviço de passageiros na linha de Setil a Vendas Novas, onde se arrastava uma velha automotora que proporcionava receitas de 550 euros por mês.

A introdução de material moderno e boas ligações no Setil à linha do Norte permitiram colocar Coruche a 1h30m de Lisboa, com receitas de 3000 euros por mês. Insuficiente, mesmo assim, para os custos de exploração da CP - 32.600 euros mensais -, o que dá uma taxa de cobertura de apenas 9%.

A dívida dos municípios - que se comprometeram a assegurar ligações rodoviárias gratuitas da sede do concelho às estações - ascende a 148 mil euros, cabendo cerca de 5000 euros mensais a cada um. Segundo a CP, foram transportados entre Setembro de 2009 e Junho deste ano 34.419 passageiros, o que dá uma média inferior a 20 passageiros por comboio, um valor que se adapta mais a um serviço em autocarro do que ferroviário.

O protocolo entre as câmaras e a CP vigora por três anos, podendo ser prorrogado, e é uma verdadeira experiência-piloto em Portugal de partilha de risco entre autarquias e a transportadora. Os valores em causa - tanto do défice de exploração como do número de passageiros transportados - não são inferiores aos de outras ligações regionais que a CP assegura no resto do país, inseridas no serviço público universal e nas quais as autarquias não são chamadas a cobrir o défice de exploração.

 

in Público

 

 

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Utentes queixam-se do serviço na linha ferroviária Setil – Coruche

 

O vereador do PS na Câmara de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, apresentou uma série de recomendações para melhorar a qualidade do serviço na ligação ferroviária Setil – Coruche, elaboradas a partir de queixas que lhe têm chegado por parte dos utentes do deste novo serviço da CP.

Uma delas tem a ver com a falta de segurança na estação de Muge, concelho de Salvaterra, onde os muitos assaltos a viaturas têm levado os utentes a optar por estacionar perto dos estabelecimentos comerciais na Estrada Nacional 118, em vez de o fazer junto ao apeadeiro.

O vereador sugere que a Câmara deve avançar rapidamente com a colocação de iluminação pública, construir passeios e remover o lixo e entulho que por ali se foi acumulando, dando um aspecto digno ao acesso à estação.

A falta de uma ligação telefónica directa à linha de informações da CP é outra questão referida por Hélder Esménio, que não compreende porque razão a empresa ainda não equipou a estação de Muge com este dispositivo.

Trata-se de um pequeno investimento que “seria muito importante para saber de eventuais atrasos ou avarias”, e já fez muita falta quando a circulação ferroviária este interrompida e os passageiros ficaram sem saber se haveria transporte alternativo, assinala.

Na estação do Setil, onde é feita a ligação à Linha do Norte, os utentes queixam-se sobretudo da falta de sanitários e de um abrigo com dimensões adequadas para proteger os passageiros quando está a chover.

Lembrando que o tempo de espera chega a ser de 30 minutos, para alguns comboios, o vereador considera que a autarquia deveria pressionar a empresa pública para resolver estas questões e melhorar a qualidade do serviço que presta.

Desactivado durante duas décadas, o ramal Coruche – Setil, que tem uma extensão de 24,8 quilómetros, entrou novamente em funcionamento em Setembro de 2009, depois de um investimento de 430 mil euros por parte da REFER.

O serviço passou a garantir a ligação ferroviária diária entre Coruche e Lisboa, com benefícios directos para os passageiros deste concelho, de Salvaterra e do Cartaxo.

 

in O Ribatejo

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Ligação ferroviária Coruche-Lisboa com balanço positivo

A reactivação da ligação ferroviária entre Coruche e Lisboa é um sucesso.

Segundo a CP, entre 7 de Setembro – dia em que a ligação foi retomada – até ao fim de Novembro de 2009 utilizaram esta ligação 11.815 passageiros, o que perfaz mais de 700 utentes por semana.

Ainda de acordo com os dados da CP e da REFER, as viagens com maior número de passageiros registam-se entre Coruche e as estações da Gare do Oriente e Sta. Apolónia, em Lisboa, ou as ligações entre Coruche e Marinhais.

Com o objectivo de melhorar as condições deste serviço, a CP e a REFER pretendem melhorar os abrigos de passageiros, e a colocação de uma cobertura para a passagem aérea, no Setil. A abertura de instalações sanitárias na estação do Setil está também entre as melhorias a concretizar, disse o vice-presidente do município, Paulo Varanda.

Além disso, a câmara do Cartaxo está a elaborar um questionário a colocar aos utilizadores do caminho-de-ferro que passam por Santana, no sentido de ajustar o tarifário actual. O objectivo é, igualmente, que o preço do bilhete entre Santana e o Setil seja revisto.

Recorde-se que este serviço estava desactivado desde 2004 por falta de rentabilidade

 

in Rádio Cartaxo 102.9 FM

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Comboios voltam a circular entre Lisboa e Coruche

Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

Linha de Vendas Novas: Comboios voltam a circular entre Lisboa e Coruche

 

A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, presidiu hoje à cerimónia de reabertura do serviço ferroviário de transporte de passageiros na Linha de Vendas Novas, entre Lisboa e Coruche.

O novo serviço, que volta a aproximar as populações dos concelhos de Cartaxo, Coruche, Salvaterra de Magos e Lisboa, contará com dez circulações diárias, nos dias úteis (cinco em cada sentido), e seis comboios aos sábados (três em cada sentido), entre as estações de Coruche e Setil, com paragem em Marinhais e Muge.

Para assinalar a reabertura deste serviço, as viagens entre Setil e Coruche serão gratuitas na primeira semana, ou seja de 8 a 12 de Setembro.

Trata-se um momento histórico para esta região, em franco crescimento populacional, já que o novo serviço resulta de um modelo inovador, em que os défices de exploração serão partilhados pela CP e as Câmaras Municipais, em linha com as Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário, traduzindo o empenho das administrações Central e Local na concretização desta iniciativa.

Este compromisso decorre da celebração de um Protocolo, assinado no passado dia 22 de Julho, entre a CP, a Refer e as Câmaras Municipais do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos.

A reabertura do troço Coruche-Setil ao tráfego de comboios de passageiros implica um investimento de cerca 430 mil euros por parte da Refer, para a realização de trabalhos de adaptação das Estações abrangidas.

O troço Coruche-Setil tem uma extensão de 24,8 quilómetros e atravessa os concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo. O tempo total do trajecto até Setil será de 30 minutos, optimizando as ligações à cidade de Lisboa e assegurando a ligação ferroviária ao norte do País. A ligação Coruche-Lisboa terá a duração de 1h21.

 

in Portal do Governo

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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Linha ferroviária Coruche - Lisboa

Cartaxo vai ter transporte ferroviário de passageiros no Setil já a partir de Setembro

 

 A partir de Setembro, os habitantes do concelho do Cartaxo vão poder apanhar o comboio na estação do Setil e chegar em menos de uma hora a Lisboa. Esta ligação ferroviária foi conquistada pelas Câmaras Municipais do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos, numa última reunião, realizada no dia 19 de Junho, com a Secretaria de Estado dos Transportes, a REFER e a CP. Paulo Caldas, presidente da Câmara do Cartaxo, informou na última reunião de Câmara, a 24 de Junho, que haverá cinco comboios regionais, em horas de ponta (manhã, almoço e fim da tarde), a fazer o trajecto Coruche – Lisboa, com paragem em Marinhais, Setil e outras estações principais. 

   Esta ligação ferroviária vai fazer do Setil uma estação privilegiada para quem optar pelo comboio nas suas viagens, evitando a necessidade de uma deslocação mais distante ou com menos alternativas às estações de Santana/Cartaxo ou Azambuja. 

   Paulo Caldas afirmou que “há uma grande vantagem de os comboios serem regionais, porque assim os cartaxeiros podem apanhar o comboio no Setil e, de forma rápida e célere, chegarem, comodamente, a Lisboa e também a Coruche”. 

   O bilhete individual para quem apanhe o comboio na estação do Setil será de 1,50€ e o passe mensal de cerca de 70€. 

   Para valorizar o acesso à estação do Setil, a Câmara Municipal do Cartaxo vai avançar já no mês de Agosto, com a beneficiação da estrada que liga a cidade do Cartaxo ao Setil – principal nó de ligação ferroviário da Linha do Norte. A intervenção nesta via estruturante vai ultrapassar os 900 mil euros. 

   O município vai igualmente criar mais espaço e melhores condições de estacionamento junto à estação, para que quem usufrua do comboio possa deixar o seu veículo em segurança, assim como estender o TUC – Transporte Urbano do Cartaxo, até ao Setil. 

   Esta nova dinâmica de mobilidade ferroviária, para além de satisfazer uma ambição de décadas é também “um passo em frente para a ligação futura do nó ferroviário do Setil ao Novo Aeroporto Internacional de Lisboa”, afirmou Paulo Caldas, acrescentando que “com esta futura realidade, o Setil desempenhará um papel fundamental na rede de acessibilidades e mobilidade territorial, a nível regional e nacional”.

   Fonte: Gabinete de Imagem e Comunicação da Câmara Municipal do Cartaxo

 

inTinta Fresca

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Coruche não deve ter ligação directa de comboio a Lisboa por saturação da linha

Passageiros de Coruche terão de seguir para o Setil, concelho do Cartaxo, e fazer o transbordo para o comboio que os leva a Lisboa. A viagem demora mais e fica mais cara.

A Rede Ferroviária Nacional (Refer) pretende realizar obras de construção das plataformas e parques de estacionamento na estações de Coruche, Marinhais, Muge e Setil onde irá parar o comboio de passageiros que ligará Coruche à estação do Setil, no concelho do Cartaxo, com ligações às estações do Oriente e Santa Apolónia, em Lisboa. O comboio directo de Coruche a Lisboa pode estar inviabilizado pela saturação da linha, apurou O MIRANTE junto de fonte do processo.

As autarquias estão disponíveis para assumir os custos de manutenção das estações depois de reactivadas, mas ainda não há acordo entre os municípios e a Refer. “Está em fase de estudo”, refere a empresa depois de questionada por O MIRANTE.

O vereador Nuno Antão (PS), de Salvaterra de Magos, sugeriu a possibilidade de serem criados espaços de cafetaria que seriam concessionados, ficando o concessionário responsável pela limpeza, manutenção e segurança das estações.

A presidente da câmara, Ana Cristina Ribeiro admitiu que pode ser uma sugestão a apresentar no âmbito das negociações que envolvem os municípios de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo, a Refer e a CP.

Entretanto, no caso de Coruche, a CP não pretende criar ligações directas a Lisboa porque “não é possível ter mais comboios a circular na linha do Norte” devido ao congestionamento na zona suburbana da capital. O presidente da câmara, Dionísio Mendes é um defensor da ligação directa e vai continuar a defender o projecto junto da Refer e da CP.

Se a proposta não vingar, os passageiros de Coruche, cuja estação fica numa das entradas da vila, terão de se deslocar para a estação do Setil no concelho do Cartaxo e aí fazer agulha para seguir para Lisboa nos comboios regionais provenientes de Tomar e Entroncamento. Uma viagem mais longa e mais cara, mas os municípios já assumiram que estão disponíveis para negociar com a CP uma comparticipação nos custos de exploração do serviço. Mesmo assim alguns eventuais passageiros contactados por O MIRANTE admitem que sem comboio directo, a viagem fica menos interessante e pode não ser a solução que se pretendia. “Não faz sentido não fazer uma ligação directa. É uma perda de tempo. Julgo que devem estudar melhor a situação”, refere Ana Aleixo, moradora em Coruche, que estava disponível para trocar o carro pelo comboio nas suas deslocações diárias para o centro de Lisboa.

Fonte da CP admite que quando estiverem concluídas as obras de modernização da Linha do Norte, haverá condições para uma ligação directa de Coruche para Lisboa. Mas as obras estão suspensas até que o novo Governo decida se o TGV avança ou se vai para a gaveta.

A circulação de comboios de passageiros entre Setil e Vendas Novas não é um negócio rentável para a CP. Se avançar é por força do interesse público e da pressão dos autarcas. A circulação foi suspensa, há mais de cinco anos, devido aos prejuízos acumulados por causa da utilização reduzida do serviço.

A CP colocou autocarros a circular, mas o serviço foi extinto por não se justificar. Agora, está disponível para reactivar a circulação do comboio de passageiros entre Coruche e Lisboa desde que tal não represente prejuízo para a empresa pública.

 

in O Mirante

 

Mas afinal falou-se tanta e.......

publicado por portuga-coruche às 09:29
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