Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Aquecimento global?

O aquecimento global antropogênico, ou seja, as mudanças climáticas em nível mundial provocadas pela ação do homem exclusivamente através das emissões de CO2 na atmosfera que resultaria no aumento do efeito estufa e conseqüente desaparecimento das formas de vida na face da Terra,é o assunto atual,tese defendida pelos cientistas do IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

 

No meu entendimento isto é a criminalização do carbono. CO2 é fonte de vida e não da morte.O dióxido de carbono é capturado/absorvido pelos vegetais e muito mais pelas águas dos oceanos, que são fontes de alimentos para nossa sobrevivência. Os mares e oceanos ocupam 71% da superfície do nosso planeta. Portanto utilizam-se do CO2 como fonte energética e nos devolvem em forma de oxigênio necessário aos homens e animais. Os cientistas contestadores no mundo, existem até dentro da própria NASA, vem divulgando paulatinamente suas pesquisas. Eles afirmam que pode sim existir algum aquecimento localizado causado pela dinâmica da Terra, do Sol e do próprio Universo, mas nunca global.

 

O planeta já passou por 08 alterações climáticas e todas para glaciação e jamais ao aquecimento. De 1996 a 2006 a temperatura média do planeta permaneceu constante.

 

De 2007 a 2009 houve queda de 3 graus centigrados principalmente no hemisfério sul. Os oceanos nos últimos 15 anos apresentaram queda de 5 graus Celsius em suas temperaturas médias.

 

O que se julga ser aquecimento global nos últimos 70 anos, não passa de correlações entre radiação cósmica, passagem do sistema solar pela galáxia local, manchas solares, campos magnéticos do Sol, ionizações crescentes, concentração de muons na atmosfera, que resultam quase sempre em nuvens de super baixas altitudes, clima instável, muitas chuvas e neves concentradas e localizadas, temperaturas extremas Norte-Sul tanto baixas como altíssimas.

 

Há também um trabalho recente divulgado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais da Dinamarca, com participação de cientistas de todo o mundo inclusive do Brasil (UFSCar, Ufal e UnB), que coloca em cheque a tese do aumento crescente da concentração de CO2 atmosférico. Este compêndio foi simplesmente ignorado na COP 15 realizado o ano passado em Copenhagen. Em 2008 a concentração de CO2 planetária foi de 380 ppmv (partes por milhão volumétrica), considerada a mais baixa de todos os tempos. No período Carbonífero era de 1500 ppmv, no Jurássico 1800 e no Cambriano o extremo de 7000 ppmv. Nem por isso a vida na Terra foi extinta. Estamos aqui para provar. A Terra, nos seus ciclos naturais de solo, vulcões, oceanos e florestas, libera 200 bilhões de toneladas de CO2 por ano. O ser humano com suas atividades industriais, veículos, motores e agropecuária, emitem apenas 6 bilhões de toneladas ano.

 

Portanto, o homem está sendo incapaz de liquidar com a vida na face da Terra por suas próprias mãos nas emissões de carbono. Haja projetos de seqüestro e créditos de carbono para tanta produção NATURAL de CO2 da própria dinâmica terrestre!!Concordo que cada vez mais devamos utilizar fontes energéticas renováveis e menos poluidoras como etanol, energia eólica, hidroelétrica. Mas, discordo frontalmente desta proposta neocolonialista que o IPCC tenta impor aos paises subdesenvolvidos e em desenvolvimento ao criminalizar a utilização de combustíveis fósseis.

 

Temos que pagar a conta aos ricos em nome da “preservação ambiental”? Por que EUA, Rússia, Japão, China, Canadá e até Índia não assinaram o Protocolo de Kyoto e muito menos irão ratificá-lo em 2012? Dos países do BRIC só Brasil entrou nesta enrascada em assinar.

 

Os paises em desenvolvimento irão abrir mão de utilizar suas reservas de combustíveis fósseis para atender as demandas internas de desenvolvimento sócio-econômico dos seus povos? O Brasil em especial deixará de utilizar carvão mineral encontrado em abundância em todo Sudeste? Os poços de petróleo atuais e do pré-sal não irão ser explorados? O gás natural metano do Pará e Amazonas será abandonado?Devemos sim estar atentos a todo e qualquer assunto referente ao meio ambiente local e planetário. O que não podemos é ficar desperdiçando nosso tempo com teses teóricas do aquecimento global antropogênico.

 

Antes de priorizar estas questões globais temos que realizar primeiro nossa lição de casa ainda não resolvida como dar destinação correta aos resíduos sólidos urbanos (lixo), tratar os esgotos domiciliares e resíduos industriais, tratamento e distribuição perfeita de água potável à população, preservação dos cursos d’agua, reconstituição de matas ciliares, proteção das águas subterrâneas, reflorestamento de áreas com espécies nativas, projetos de macrodrenagem, programas efetivos de educação ambiental nas escolas e entidades da sociedade civil, enfim melhorar as condições de vida do nosso povo rumo ao desenvolvimento sustentado dentro de cada realidade existente em nosso país.

  


O autor, engenheiro Luiz Roberto Peres, é pós-graduado em Engenharia de Saneamento e Ambiental

 

Luiz Roberto Peres

 

in Jornal da cidade de Bauru

 

 

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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Desaquecimento global

José Reynaldo Bastos da Silva, Celso Dal Ré Carneiro - O Estado de S.Paulo
 

Ao contrário do que propagam, o planeta Terra tem hoje temperatura média de 15º C e está numa era interglacial. Ainda não é possível afirmar quando terá início nova glaciação. Portanto, a Terra está em desaquecimento global... com oscilações.

 

 

O tema do "aquecimento global" aparece com tal frequência na mídia que muitas pessoas creem plenamente na veracidade do fenômeno e na principal causa admitida, a de que o dióxido de carbono o determina. Isso exemplifica como um tema científico não deve ser tratado, porque houve perigosa mistura de interesses políticos, econômicos e sociais, à parte problemas e desafios de conotação essencialmente científica.

Consideremos a complexidade e a variedade de fatores determinantes do clima na Terra.

Há 18 mil anos começaram a diminuir os efeitos severos da última era glacial. Sob clima frio e seco, grandes massas de gelo ocupavam parte expressiva dos continentes no Hemisfério Norte, onde vagavam mamutes e mastodontes. Em fins dessa era, o nível dos oceanos subiu cerca de cem metros. Com o derretimento e diminuição das geleiras, a temperatura média da superfície global aumentou, no máximo, 5° C.

Falaciosos, retóricos ou bombásticos são os temas de aquecimento global atribuídos ao efeito estufa: degelo dos polos, extinção do urso polar, alçamento do nível do mar, inundação de partes das cidades costeiras, variações de frequência e intensidade de eventos climáticos e alterações em regimes regionais de chuvas. Estão em voga porque a velocidade dos fenômenos climáticos é infinitamente mais rápida que a dos fenômenos estritamente geológicos. Enquanto aqueles se sucedem em segundos, estes envolvem, no mínimo, milhares de anos, no caso das glaciações; milhões e até bilhões de anos para mudanças substanciais, como separação e colisão das placas tectônicas que sustentam os atuais continentes.

Quais são as reais causas das variações climáticas na Terra?

A dinâmica climática é controlada por três categorias de fatores: astronômicos, atmosféricos e tectônicos. As causas específicas ainda não estão bem compreendidas, mas já se conhece a periodicidade dos ciclos, da ordem de centenas, milhares e milhões de anos. Informações obtidas da análise de sedimentos profundos e testemunhos de sondagens no gelo polar indicam que os períodos interglaciais são da ordem de 15 mil a 20 mil anos. Vivemos, pois, um desses períodos.

Por mais avançadas que estejam as Geociências, marcadamente as subáreas da Geologia e Geografia, muito ainda existe para pesquisar sobre os fenômenos naturais. As causas do aquecimento/resfriamento global são naturais e podem ser amplificadas por ações antropogênicas, no caso de aquecimento. Dentre as causas conhecidas, a humanidade pode interferir apenas na retenção de calor pela atmosfera. As causas astronômicas e tectônicas estão livres de nossa influência.

A pretensiosa declaração "vamos salvar o planeta!" é contestada por cientistas que estudam climas atuais e antigos. Eles concluíram que há épocas de mudança rápida e global do clima. Se for rápida, isso pode significar catástrofe: "Civilizações floresceram e foram destruídas ao ritmo das pulsações do clima" (Jonathan Weiner, Planeta Terra, 1988, Editora Martins Fontes, página 94).

A Terra não precisa de quem a salve, mas a espécie humana pode desaparecer se continuar a tratar os espaços e recursos naturais da maneira devastadora e irresponsável como o faz.

Não podemos perder de vista que as mudanças climáticas são partes da ciclicidade dos fenômenos geológicos que afetam o planeta todo. O tema tem profundas implicações educacionais e deveria ser abordado no ambiente escolar com dados abrangentes. Em síntese, falta muita Geologia na escola básica, ou geoeducação, como dizem os europeus, mais avançados que nós em lidar com esses temas na escola.

Na escola básica, quando muito, fala-se de processos terrestres como causa de catástrofes naturais como terremotos, tsunamis (ondas gigantes do mar), com suas terríveis consequências. Mostra-se que vulcões se formam na base da crosta e produzem massas incandescentes e explosivas, as lavas, que nós, brasileiros, só observamos pela televisão ou pela internet. No topo da crosta ocorrem catástrofes induzidas pelo homem, como deslizamentos ou escorregamentos de terra em encostas íngremes que jamais deveriam ser habitadas, fato que, infelizmente, se verifica no Brasil. Enchentes e inundações devem-se a fatores como impermeabilização do solo, crescimento urbano acelerado, ausência de planejamento territorial, agravados pela disposição inadequada do lixo.

Já a atmosfera, enigmática desde a mitologia grega, foi considerada vulnerável à revolta dos deuses por civilizações primitivas e alguns observadores incautos atuais. Ela é visível e sensível por todos: quando vai chover? Quando virão tempestades? Camponeses sabem responder, até bem antes das previsões meteorológicas, ao observarem o rumo dos ventos, a umidade do ar ou até o canto dos pássaros.

Não se podem admitir generalizações: nem tudo é "aquecimento global". Ao contrário, muitos geocientistas anunciam a corrente, antagônica, do resfriamento global. Para visualizar melhor as incertezas inerentes ao fenômeno observem como foi rigoroso o último inverno no Hemisfério Norte...

Uma coisa é certa: planejamentos territoriais devem ser feitos com visão holística e equipes multi, inter e transdisciplinares, ou seja, devem envolver geólogos e profissionais de todas as áreas científicas afins. Caso contrário, casas, pontes ou viadutos podem cair. Buracos como o do Metrô Pinheiros continuarão aparecendo e engolindo vidas.

A Terra, nossa Gaia majestosa, é dinâmica e pulsa como um ser vivo. Os geólogos que o digam!

 

GEÓLOGOS, SÃO, RESPECTIVAMENTE, PROFESSOR VISITANTE E DOCENTE DO DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS APLICADAS AO ENSINO DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DA UNICAMP. E-MAIL: JRBSILVA@IGE.UNICAMP.BR

 

in "Opinião" no Jornal "Estadão"

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Cientista do caso Climategate interrogado no parlamento britânico

 

Phil Jones, director do centro de investigação climática que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.Clique para visitar o dossiê Tudo sobre As Alterações Climáticas.  

 

Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia
Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia

Phil Jones, o director do centro de investigação climática da Universidade de East Anglia, que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.

 

O responsável pela Unidade de Investigação do Clima (CRU) daquela universidade, que está suspenso das suas funções enquanto decorre um inquérito promovido pela instituição, disse aos deputados da Comissão de Ciência que não fez nada de errado, mas admitiu que escreveu "uma série de emails horríveis" na troca de correspondência com outros cientistas.

Recorde-se que, em Novembro de 2009, hackers conseguiram entrar na rede daquela universidade britânica e roubaram mais de mil emails trocados entre cientistas onde se discute a manipulação de dados climáticos para forçar o aquecimento global. Os emails roubados foram colocados na Internet.

Evitar o contraditório


 

Jones confessou também, segundo a BBC News, que o seu centro não fornecia aos cientistas os dados de base, em bruto, recolhidos nas estações meteorológicas, mas apenas os dados finais, para evitar que fossem usados para contrariar as suas descobertas sobre o aquecimento global.

O director da CRU contou ao diário britânico "The Sunday Times", no dia 7 de Fevereiro, que chegou a pensar suicidar-se depois de o caso Climategate ter rebentado, mas esclareceu também que afastou por completo essa ideia da sua cabeça.

A Comissão de Ciência espera divulgar as conclusões do seu inquérito sobre o Climategate antes das eleições legislativas britânicas, previstas para o próximo mês de Junho.

ONU faz inquérito independente ao IPCC


 

Entretanto, a ONU vai encarregar um grupo independente de cientistas de renome mundial para reverem os estudos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que estão na base da tese do aquecimento global de origem humana e das actuais negociações internacionais sobre o clima.

Nick Nuttal, porta-voz do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), afirmou à agência Reuters que este grupo de cientistas apresentará um relatório final no próximo mês de Agosto que será adoptado no plenário do IPCC a realizar na Coreia do Sul em Outubro.

A decisão foi tomada na sequência de uma reunião dos ministros do Ambiente promovida pelo PNUA a 25 de Fevereiro em Bali, na Indonésia, onde Achim Steiner, director executivo deste programa, salientou que o IPCC estava a enfrentar uma "crise de confiança" junto da opinião pública.

Recentemente, o presidente da Academia Nacional das Ciências dos EUA, Ralph Cicerone, considerou no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (em San Diego) que os escândalos que rebentaram desde o Climategate, criaram na opinião pública "um sentimento de que os cientistas estão a eliminar os dissidentes, abafando os seus competidores através de conspirações".

Opinião pública quer mais transparência


 

Cicerone explicou que o mundo "entrou numa era em que o público espera mais transparência da parte dos cientistas".

O último relatório do IPCC, que data de 2007, tem gerado polémica nos últimos meses devido à descoberta de diversos erros científicos, como o fim próximo dos glaciares dos Himalaias (2035), a ameaça que paira sobre 40% da floresta amazónica devido às alterações climáticas ou a área da Holanda que está abaixo do nível do mar e em risco de inundação.

O presidente do IPCC - o académico indiano Rajendra Pachauri - e vários cientistas da instituição já vieram a público reconhecer esses erros, que levaram a Índia a criar um painel climático alternativo ao da ONU e um instituto dedicado exclusivamente ao estudo e monitorização dos glaciares dos Himalaias.

 

in Expresso

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Terça-feira, 2 de Março de 2010

Livro mostra que o Aquecimento Global não passa de uma fraude

Publicação defende que a fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de assembléia de consenso. Histeria aquecimentista é ameaça à humanidade.  

 

O aquecimento global é provocado pela ação humana na terra e ameaça destruir o planeta em poucos anos, certo? Errado! Segundo o livro  "A fraude do aquecimento global - Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial", o aquecimento não passa de uma teoria criada para controlar a sociedade.

 

 

Para Geraldo Lino, o aquecimento global não é uma ameaça à humanidade, mas  a histeria aquecimentista, sim!.  "As mudanças climáticas são fenômenos naturais que ocorrem há centenas de milhões de anos e contra as quais a humanidade pouco pode fazer no seu atual estágio de conhecimento, além de entender melhor a sua dinâmica e adaptar-se adequadamente a elas. O infundado alarmismo aquecimentista é promovido por interesses políticos e econômicos, que transformaram um debate científico em uma obsessão mundial e uma verdadeira indústria", diz o autor.

 

O livro mostra que o público em geral ignora que não há qualquer evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde o final do século XIX. Mostra ainda que as temperaturas mundiais pararam de subir no final da década de 1990 e estão em queda; que os níveis do mar já foram mais altos que os atuais; que as atuais concentrações atmosféricas de CO2 estão entre as mais baixas da história geológica da Terra; e que temperaturas e níveis de CO2 mais altos que os atuais seriam benéficos para a maioria dos seres vivos, inclusive o homem.

 

"A fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de "assembléia de consenso", apoiado por uma mídia geralmente acrítica e anestesiada e pelos recursos técnicos de Hollywood. Neste livro, encontram-se argumentos para ajudar a devolver essa discussão crucial ao campo do qual ela jamais deveria ter sido subtraída: o da boa ciência e do bom senso", diz o autor.

 

Geraldo Luís Lino é geólogo, especializado na aplicação de estudos geológicos a projetos de engenharia civil e avaliações de impactos ambientais. É fundador e diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e co-autor dos livros Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo (2005) e A hora das hidrovias: estradas para o futuro do Brasil (2008), ambos publicados pela Capax Dei Editora.

 

 

Fonte: Ecoamazônia

 

in ExpressoMT

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

O dogma derrete antes das geleiras

Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade. Agora, revelações sobre manipulações e fraudes nos relatórios climáticos mostram que os céticos devem ser levados a sério


Okky de Souza

Bill Stevenson/Corbis/Latinstock
O FRIO CONTINUA
Geleiras do Himalaia: as previsões de que derreteriam até 2035 não tinham base científica


Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emi-tidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1 000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1 000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

O climatologista inglês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.

Universidade East Anglia/divulgação
UM TOM ACIMA
O climatologista Phil Jones: admissão pública
de manipulação nos
relatórios do IPCC


A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.

 in VEJA
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Cientistas fazem propostas para futuro do IPCC

De Jérôme Cartillier (AFP)

PARIS — Após uma série de polêmicas, o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) deve reforçar seus procedimentos, evoluir e, inclusive, se transformar profundamente, avaliam vários cientistas que contribuíram com seus trabalhos.

Criado há 20 anos e premiado com um Nobel da Paz, o IPCC publica a cada seis ou sete anos um informe que serve de referência nas negociações internacionais sobre mudança climática.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature, intitulado "O IPCC, devemos honrá-lo, transformá-lo ou suprimi-lo?" (em tradução livre), cinco cientistas fazem propostas que vão desde uma maior frequência na publicação à criação de um instrumento que permita um "debate aberto" do tipo Wikipedia.

Há três meses, as polêmicas se multiplicaram sobre o organismo criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Com ou sem razão, essas polêmicas exercem pressões sobre o Painel, que contribuiu com seus trabalhos para situar o clima no centro do cenário diplomático.

Pouco antes da conferência mundial de Copenhague explodiu um escândalo chamado "Climategate": milhares de mensagens eletrônicas de cientistas prestigiados que colaboraram com o IPCC foram publicadas na internet. Algumas delas deram a entender que os autores ocultaram dados que contradiziam o aquecimento climático.

Mais grave ainda para um organismo encarregado de esclarecer os que tomam as decisões políticas: o IPCC admitiu, em janeiro passado, que cometeu um lamentável erro ao afirmar em seu último informe (de 2007) que as geleiras do Himalaia se derretiam mais rápido que as outras do mundo e podiam "desaparecer até 2035, ou antes disso".

Mike Hulme, da Universidade de East Anglia (Grã-Bretanha), considera que está claro que as estruturas e os procedimentos do IPCC estão "caducos".

O cientista propõe que ele seja dissolvido após a publicação do próximo informe, previsto para 2014, e substituído por três entidades diferentes: a primeira, encarregada dos conhecimentos científicos, publicaria regularmente sínteses sobre o estado das pesquisas; a segunda se dedicaria ao estudo das repercussões regionais; e a terceira às respostas políticas possíveis.

Thomas Stocker, da Universidade de Berna, considera que, em meio a um debate frequentemente apaixonado, o IPCC não deve de nenhuma maneira "ceder à pressão" de publicar cada vez mais rápido, e deve reivindicar sem complexos a elaboração de um informe cujos tempos são diferentes das ONG, das instituições ou dos grupos de pressão.

Eduardo Zorita, do centro de pesquisas GKSS de Hamburgo (Alemanha) estima que o IPCC ocupa hoje "um espaço confuso entre a ciência e a política" e sugere que ele seja transformado em uma agência independente, citando o exemplo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na opinião de John Christy, da Universidade do Alabama (EUA), a única maneira de mostrar "a heterogeneidade dos pontos de vista científicos" seria criar uma espécie de "Wikipedia-IPCC". "O resultado seria mais útil que grossos livros e ofereceria uma representação mais honesta" do debate científico, disse.

Finalmente, o presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri, que descartou toda idéia de demissão, defende o balanço do IPCC "de avaliações transparentes e objetivas de mais de 21 anos, estabelecidas por dezenas de milhares de cientistas" do mundo.

 

in Goggle News

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Falhas de medição invalidam tese do aquecimento global, diz cientista

Um cientista entre os chamados "céticos do aquecimento global" defende que boa parte dos dados que apontam o aumento da temperatura do planeta devem ser ignorados porque milhares de estações de medição espalhadas pelo mundo estão sendo afetadas por condições que distorcem os seus resultados.

O meteorologista Anthony Watts afirma em um novo relatório que "os dados sobre a temperatura global estão seriamente comprometidos porque mais de três quartos das 6 mil estações de medição que existiam no passado não estão mais em funcionamento".
Watts acrescenta que existe uma "grave propensão a remover estações rurais e de altitudes e latitudes mais altas (que tendem a ser mais frias), levando a um exagero ainda maior e mais sério do aquecimento".
O relatório intitulado Surface Temperature Records: Policy Driven Deception? (algo como "Os Registros das Temperaturas da Superfície: Mentira com Motivação Política?", em tradução livre) foi publicado de forma independente, e não em revistas científicas - nas quais os artigos de um autor passam pelo crivo da análise de colegas.
Mas outros pesquisadores apoiam a análise de Watts, incluindo o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC - o painel da ONU sobre mudanças climáticas.
Evidências
Entre as evidências citadas por Watts para defender sua tese está uma foto que mostra como a estação de medição no aeroporto de Fiumicino, em Roma, está posicionada atrás da pista de decolagem, recebendo os gases aquecidos emitidos pelas aeronaves.
Outra estação de medição está instalada dentro de um estacionamento de concreto na cidade de Tucson, no Arizona.
Essas são situações que, segundo o cientista, afetam o uso dos solos e a paisagem urbana ao redor da estação, refletindo muito mais as mudanças nas condições locais do que na tendência global da Terra.
Na América do Sul, o pesquisador afirma que as estações que medem a temperatura nas altas altitudes deixaram de ser consideradas, levando os cientistas a avaliar a mudança climática nos Andes por meio de uma leitura dos dados na costa do Peru e do Chile e da selva amazônica.
Para o pesquisador, estas falhas tornam "inútil" a leitura dessas medições colhidas em solo. Watts sustenta que o monitoramento via satélite é mais exato e deveria ser o único adotado.
Homem e meio ambiente
O debate provocado pelo professor é lenha no fogo da discussão que opõe cientistas para quem o aquecimento global, se existe, é um fenômeno natural - e tem precedentes na história da humanidade - e cientistas para quem o efeito é causado pelo homem e acentuado pelas emissões de gases que causam o efeito estufa.
Nos últimos anos, os cientistas que alertam para as causas humanas por trás do aquecimento conseguiram fazer prevalecer sua visão, sobretudo no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, que recebeu inclusive um prêmio Nobel da Paz.
Em uma espécie de "contra-ataque dos céticos do aquecimento", o órgão da ONU foi obrigado no início deste ano a admitir que se equivocou em um dado que apontaria para a possibilidade de as geleiras do Himalaia derreterem até 2035.
No fim de semana, o cientista por trás deste equívoco, Phil Jones, disse à BBC que seus dados estavam mal organizados, mas que nunca teve intenção de induzir ninguém ao erro.
Jones, que é diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, disse estar "100% confiante" de que o planeta está se aquecendo e de que este fenômeno é causado pelo homem.
O cientista afirmou ainda que as disputas entre os pesquisadores - a "mentalidade de trincheiras", como ele se referiu - só prejudicam a discussão objetiva da questão.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
In O Globo
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Cientista esconde dados de estações meteorológicas chinesas

Climategate
 

O cientista que esteve no centro do escândalo do "Climategate", Phil Jones, volta mais uma vez a ser notícia. E não pelas melhores razões. Jones terá, segundo o "The Guardian" escondido problemas nas medições de temperaturas em estações meteorológicas chinesas.
 
Ana Luísa Marques
anamarques@negocios.pt
 

 
O cientista que esteve no centro do escândalo do "Climategate", Phil Jones, volta mais uma vez a ser notícia. E não pelas melhores razões. Jones terá, segundo o "The Guardian" escondido problemas nas medições de temperaturas em estações meteorológicas chinesas.

De acordo com uma investigação do diário britânico aos milhares de emails e documentos desviados da Universidade de East Anglia, e que estiveram na base do "Climategate", diversos dados de estações meteorológicas chinesas foram "seriamente violados" e não puderam ser utilizados no trabalho de Jones.

Jones e um colaborador têm sido acusados por um investigador e céptico das alterações climáticas de tentarem omitir dados que podiam lançar algumas dúvidas sobre um estudo importante, realizado em 1990, sobre o impacto das cidades no aquecimento global.

Segundo o "The Guardian", este caso tem ligação com os erros do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), já que o IPCC usou o estudo feito com base nas medições realizadas nestas estações meteorológicas.

Desde que foram conhecidos estes erros, o IPCC tem sido alvo de duras críticas. No 4º relatório, divulgado em 2007, o IPCC usou informação que não suficientemente analisada e que o levou a concluir, e a incluir no relatório, erros como o do Glaciar dos Himalaias (o relatório referia que o degelo do glaciar iria ocorrer até 2035, algo que já foi desmentido pelo próprio IPCC).

84 estações meteorológicas chinesas – situadas em zonas urbanas e semi-rurais – mediram a evolução da temperatura durante meio século. Estes dados foram utilizados num estudo publicado em 1990 na revista "Nature", que mais tarde foi utilizado pelo IPCC no seu quarto relatório.

Alguns cépticos das alterações climáticas pediram à Universidade de East Anglia informações sobre as localizações destas estações. Estas eram cruciais para o estudo de Jones e do seu colaborador Wei-Chyung Wang, já que o estudo concluiu que o aumento das temperaturas na China era consequência das alterações climáticas e não da expansão das zonas urbanas (mais tarde, o IPCC usou este estudo para concluir que qualquer relação entre o aumento das temperaturas e a expansão das cidades "era muito pequena").

Jones preferiu não fazer comentários a esta notícia do "The Guardian" mas o seu colaborador admitiu que as localizações das estações podem ter sido alteradas mas apenas "alguns metros".

Numa entrevista concedida domingo passado ao "Observer", o secretário de Estado britânico para as alterações climáticas, Ed Miliband, "declarou guerra" às vozes que negam que o aquecimento global seja real e tenha causas humanas. Miliband referiu ainda que um erro não pode colocar em causa tudo o resto.
 

 

 

Afinal, este Phil Jones tem um curso de quê ?! Tretalogia!!!!!

Mesmo assim ainda não conseguiu ganhar ao Al Gore.

Se calhar antes de discutirmos se o planeta está a aquecer ou arrefecer deveríamos de nos preocupar com a imbecilidade no mundo cientifico, político e nos mass media.

Possivelmente este tipo de atitude também existe noutras áreas que tomamos por certas e afinal deveríamos fazer uma análise mais séria e honesta separando a pseudo ciência da ciência.

Tudo isto impõe uma questão muito grande relativamente ao mundo que queremos que exista amanhã: um mundo construído sobre a verdade ou sobre a mentira?

A meu ver muitas outras cabeças vão rolar à medida que as tretas se comprovam insustentáveis.

publicado por portuga-coruche às 11:11
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Professor da Ufal diz que aquecimento global não existe e mundo vai esfriar

Professor da Ufal diz que aquecimento global não existe e mundo vai esfriar

Fotos: Isolda Herculano

Nesta segunda-feira (11) durante a reunião do Conselho Estadual de Políticas Energéticas (Cepe), no auditório da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), a apresentação do professor doutor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, PhD em Meteorologia, surpreendeu a todos pela polêmica que ele levanta. Para o pesquisador se tratam de exageros as teorias apresentadas até hoje sobre o aquecimento global: “Nos últimos 30 anos a temperatura da Terra vem decrescendo e não aumentando”, defende.

Para o especialista, com mais de 40 anos na área, estudiosos, apoiados pela mídia, desenvolvem uma espécie de “terrorismo” com as informações sobre o clima, principalmente as que envolvem aumento de temperaturas e do nível do mar: “Esse terrorismo que fazem a respeito do nível do mar não tem justificativa. O que os satélites mostram é o contrário: desde 2006 o nível do mar começou a baixar”. Segundo a linha que Molion defende, o derretimento das geleiras em nada se relaciona ao afamado aquecimento, trata-se de um fenômeno ligado ao ciclo lunar que, naturalmente, se repete de tempos em tempos.

O professor também discorda que as emissões de carbono sejam fundamentalmente influentes sobre o clima na mesma época em que cientistas e governos do mundo inteiro se reúnem e buscam soluções para reduzir a emissão de gases na atmosfera. Para tudo, Molion parece ter uma justificativa simples: “O CO2 não pode ser visto como vilão da história, embora esteja sendo colocado assim, na mídia, nos telejornais. É claro que não posso dizer que os combustíveis fósseis não são poluentes. São. Mas existem neles outros constituintes, não apenas o CO2”.

As colocações polêmicas de Molion têm chamado a atenção da imprensa nacional e isso lhe rende convites para participar de vários programas e debater os temas que norteiam seus estudos. Apesar da evidência, o professor garante não ser uma estrala solitária: “Existe um grupo de pessoas no Brasil contra o aquecimento global, mas eu fui o primeiro. Sofremos boicote com publicações por conta da nossa opinião controversa, mas não deixo de dizer que existe muito piadismo nessas teorias. Não há nenhuma evidência de que o mar está subindo e nos próximos 20 anos o Planeta entra no processo de resfriamento”, garante.

Atentos à palestra do doutor estiveram a secretária de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, Kátia Born (PSB), o deputado estadual Judson Cabral (PT), o engenheiro Beroaldo Maia Gomes, além do anfitrião, o secretário Luiz Otávio Gomes, entre outros.

 

 

por Isolda Herculano


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in Alagoas em Tempo Real

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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

ONU admite erro em dados sobre aquecimento global

 

por LUÍS NAVES
ONU admite erro em dados sobre aquecimento global

 

As previsões feitas em 2007 sobre os glaciares dos Himalaias estão a ser reavaliadas.
 

A maior autoridade mundial em mudanças climáticas admitiu ontem que foram cometidos erros no cálculo das estimativas sobre um dos principais indicadores de aquecimento global: o desaparecimento dos glaciares nos Himalaias. Em comunicado, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) reconheceu que no seu quarto relatório, publicado em 2007, certos "padrões de provas não foram aplicados correctamente".

Esta admissão de erro surge semanas depois do fracasso da Cimeira de Copenhaga e após a polémica que ficou conhecida por Climategate. Esta controvérsia, que começou com a divulgação de e-mails pondo em causa dados científicos, afectou profundamente a posição dos defensores da tese do aquecimento global. A semana já tinha sido marcada por notícias contraditórias sobre os glaciares no Alasca. Embora estes glaciares tenham perdido 42 quilómetros cúbicos de água entre 1962 e 2006, esse valor é um terço inferior ao previsto.

Mas o erro sobre os Himalaias deverá ser politicamente mais sensível. Em 2007, o IPCC divulgou uma relatório onde se afirmava que estes glaciares podiam desaparecer até 2035. A informação foi citada em todo o mundo, incluindo pelo DN. No entanto, segundo o britânico Sunday Times, a previsão sobre 2035 foi baseada numa história publicada na revista New Scientist, que por sua vez citava um cientista indiano que entretanto afirma que tudo não passou de "especulação".

A situação é mais grave tendo em conta o que afirma o autor da peça jornalística da New Scientist. Ele diz ter entrevistado Syed Hasnain após ler um artigo num jornal indiano. O cientista referiu a data de 2035, apesar da não a incluir no relatório científico, na altura (1999) ainda não publicado em revistas especializadas. Nesse relatório, Hasnain mencionava que as suas observações diziam respeito a uma parte dos glaciares, não a toda a região. A parte mais inacreditável desta história é como informação tão pouco sólida se transformou numa posição do IPCC.

O artigo do Times que levou o IPCC a retractar-se cita um cientista britânico que faz contas muito simples em relação aos glaciares da região: alguns têm 300 metros de espessura e se derretessem a uma média de cinco metros por ano, o seu desaparecimento levaria mesmo assim 60 anos. Ora, eles estão a perder gelo a um ritmo de decímetros ou mesmo centímetros por ano. Apesar da data ser irrealista e haver acusações de que se tratava de "ciência vudu", o IPCC ignorou as críticas.

O eventual desaparecimento dos glaciares nos Himalaias teria consequências gravíssimas no abastecimento de rios que servem um sexto da população mundial (ver gráfico). Há 15 mil glaciares na região dos Himalaias e a sua superfície total ronda meio milhão de quilómetros quadrados. O IPCC insiste que se trata apenas de um erro em 3 mil páginas.

 

in Diário de Notícias

 

publicado por portuga-coruche às 10:06
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