Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Discurso salazarista inflama Assembleia de Coruche

 No dia 30 de Abril, o "verniz estalou" na Assembleia Municipal de Coruche.

 

Observem o vídeo na Mirante TV:

 
O que motivou esta reacção ? Bem ... Consultado o site do MIC, temos acesso aos seguintes discursos (link para PDF) que transcrevo na integra:

Assembleia Municipal de Abril de 2010

 

Declarações dos deputados municipais do MIC, na Assembleia Municipal de Coruche no passado dia 30 de Abril de 2010, no período de antes da ordem do dia, a propósito de uma saudação cheia de inverdades.

Depois de ler as declarações, oiça o áudio das intervenções e tire a sua opinião sobre aqueles que se dizem "democratas" e que querem silenciar opiniões distintas das suas. Veja ainda como a comunicação social "imparcial", apresenta os acontecimentos.

 

Declaração de Abel Matos Santos

 

Ao ouvir a saudação ao 25/4, pelo deputado Salgado, quando afirma que “Abril é fazer estradas e regularizar as margens do rio, construir acessos”, lembrei-me logo das 7 pontes que o injustiçado Major Luís Alberto de Oliveira conseguiu para Coruche, e que pela primeira vez ligaram as margens do Sorraia até ao Monte da Barca, e que são as únicas que ainda temos.
Quanto ao Sr. Deputado Aldeano do PCP, ao ouvi-lo fazer a sua descritiva alocução, só me veio à mente, Cuba, Coreia do Norte e a União Soviética, onde o fascismo vermelho produziu os campos de morte, Gulags, e milhares de extermínios, como o de Kattin, só agora oficialmente revelado pela Rússia, onde milhares de polacos foram fuzilados.

Gostava de dizer o seguinte;

Não posso votar favoravelmente uma moção que apoia um golpe de Estado, que por incompetência e leviandade acabou numa revolução, onde quem fez o golpe não ficou com o poder e o poder caiu na rua, dando azo a todo o tipo de anormalidades, que só não se tornou numa ditadura comunista devido ao contra golpe do 25 de Novembro.
E depois quem ficou com o poder não defendeu os interesses nacionais, foram assumidas as razões dos nossos inimigos, dos inimigos de Portugal, daqueles que mataram os nossos soldados e as nossas populações
A questão é: Era preciso uma Revolução? O País crescia mais de 6 pontos % por ano, a guerra do Ultramar estava ganha, havia emprego e estabilidade, Portugal era reconhecido internacionalmente, tudo estava calmo! Agora sim, temos tudo para que exista uma revolução, com o povo na rua, a contestação, a falência do País no horizonte… enfim, a resposta está dada.
Mas esse golpe corporativo dos oficiais do quadro permanente, consubstanciado depois no MFA e na fraca democracia ou ditadura dos partidos, não evitou a destruição do Pais e colocou Portugal no caminho da falência, como se podem ver nestes 2 gráficos, apresentados recentemente na SIC por José Gomes Ferreira.
 

Como se pode constatar, a 1.ª Republica e o pós 25/4 são descritos com aumentos brutais da Dívida Pública (deficit) e diminuição extrema do saldo orçamental, enquanto durante a 2.ª Republica ou Estado Novo, existiram superavits que diminuíram a dívida a níveis nunca antes alcançados e os saldos orçamentais eram positivos.
 
 
E sem dinheiro da UE, todas as obras eram feitas com dinheiros nossos. As mais de duas mil Escolas que Sócrates fechou e as dezenas de Maternidades, já para não falar na Ponte Salazar e outras grandes obras feitas nessa época, são apenas alguns, poucos exemplos do que foi realizado.
Até a respeitabilidade internacional que tínhamos, fruto da honestidade e da verdade, é hoje uma miragem. Veja-se o exemplo, ainda há dias publicado na imprensa, quando em 1962 a Embaixada de Portugal em Washington recebeu pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com 50 milhões de euros) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
Fomos o único Pais do mundo a pagar o empréstimo causando embaraço mundial, dado que mais nenhum país o fez. Que diferença para os dias de hoje!

Hoje em dia, fazem-se obras com dinheiros que não são nossos e estamos mais do que endividados, com assessores e lugares de nomeação política, que no plano autárquico representam por exemplo, mais de 2 mil administradores só em empresas municipais que para nada servem, a receber ordenados inconcebíveis, com lugares de nomeação dados aos membros dos partidos, com vencimentos chorudos, obscenos, com as implicações publicas que se sabem e nada se faz!

Portugal está a bater no fundo! A pouca vergonha e a corrupção, os favores, e a descredibilidade invadiram a Nação!
Foi isto que Abril nos trouxe! Nada mais do que isto! Um golpe de Estado, um acto duvidoso de uns quantos oficiais do quadro permanente, por questões corporativas e salariais, apoiados por desertores no exterior(imagine-se que um deles pretende hoje, ser Presidente da República), que nos quiseram trazer os famosos 3 D's - Descolonização, Democracia e Desenvolvimento.

A Descolonização “exemplar” tão propalada, foi a maior das vergonhas, tendo vitimado milhões de Portugueses de Timor, Angola, Moçambique e Guiné. Até Mário Soares, disse há dias numa conferência que, por exemplo, Cabo Verde não devia ter sido independente, que o povo não queria e ele também não, mas que nada pôde fazer. Hoje também ele percebe que foi um erro enorme!
A verdade chega aos poucos com os remorsos que atormentam o Fundador do Partido com maioria nesta sala e nunca sendo tarde para admitir erros é pena que só agora estas verdades venham a lume. A Verdade chega, tarde mas chega... mas ficamos a saber que afinal os Povos das nossas províncias de além-mar, queriam continuar a ser portugueses, não queriam ser abandonados à mercê dos caprichos das potências estrangeiras.
 
A Democracia, simplesmente não existe! Vivemos numa Ditadura dos partidos, dos apparatchiks. O Povo para nada conta, somente para ser manipulado e usado! Esta é a realidade aos olhos de todos!
 
O Desenvolvimento - Onde está? O interior do Pais deserto, as escolas fechadas, os correios, as maternidades, os centros de saúde, com os Portugueses fronteiriços a terem de ir a Espanha para serem tratados! Que VERGONHA, Crimes de Lesa Pátria! Somos hoje um Pais em subdesenvolvimento, mas enganem-se aqueles que acham que a situação não vai piorar ainda mais.

Portanto, de facto o que sobra são os 3 D’s, é DÍVIDA, DÉFICIT e DESEMPREGO, e acrescento um 4.º que é a DESAVERGONHICE.
 
Tenho dito!
 
 
Abel Matos Santos

 

 

 

 

 

Declaração de Gonçalo Ramos Ferreira

Devo dizer que aquilo que espero desta Assembleia Municipal, é que façamos sempre por construir um Concelho melhor para os nossos concidadãos, no entanto ouvi atentamente, ser feita aqui a defesa de uma suposta comemoração, que nada tem que ver com a resolução de problemas da nossa Terra e que é para a grande maioria do Povo Português, sinónimo de alheamento, desilusão e mentira.

Podia perguntar o que continuam a comemorar os Senhores? Mas não o perguntarei, até porque cresci à sombra de muita da propaganda mitificada, que aqui ouvi hoje, que visa por um lado colmatar a necessidade de recordar os melhores tempos de uma vida que já não volta, expurgar os sentimentos de remorso e por outro lado, legitimar um poder a todo o custo, mesmo que esse custo seja a perda da comunidade que dizem servir.

Mas tudo isso se vai esboroar, pois o que é falso não é sentido e quem mente, jamais conquista o coração de quem o ouve.

Para além do retrocesso social e económico provocado pelo Golpe dos Espinhos e pela posterior desordem que tomou o País, não PODEMOS esquecer que esta data marca o abandono, por Portugal, de milhões de pessoas, que foram simplesmente entregues à morte, pessoas essas que acreditavam e lutavam por uma ideia, que teve eco durante 500 anos da nossa história.
Mortes, prisões políticas, censura, corrupção, tortura, ausência de liberdade, tudo isto Abril nos trouxe, não me é possível portanto, comemorar uma data responsável por tamanha injustiça e derramamento de sangue.

Não foi uma revolta do Povo, como aprendemos nos bancos da escola, surgiu sim de motivos pessoais de alguns, que se serviram do socialismo de sofá, para legitimarem uma estória, cheia de ingredientes demasiado repetidos e demasiadamente mal contados.

Hoje vivemos numa sociedade profundamente materialista, que nega o espírito, a vida humana como valor supremo, para ser praticamente amoral. A sua tendência para a exploração das massas sem benefício palpável para o Povo, para o igualitarismo por baixo, levou-nos ao ódio das coisas Portuguesas e a tudo o que é superior pela inteligência, pela virtude e pela beleza.

Tempos houve em que foram criadas as condições para se ter esperança numa vida melhor e hoje essa esperança já não existe. Somos o País mais pobre da Europa Ocidental e estamos irremediavelmente à margem da História, num obscuro canto da Europa.

É difícil comparar algo tão complexo como a qualidade de vida, mas podemos comparar a evolução portuguesa com as economias mais desenvolvidas da Europa, e o facto é que Portugal foi o país da Europa com maior crescimento do PIB per capita até 1974, quintuplicando o valor inicial de 1926.
 

Hoje, e como nunca antes, assistimos ao abandono do País, pelos Portugueses em busca de melhores condições de vida, estando em curso uma substituição demográfica, que só nos leva a um caminho, a perda da nossa ancestral Identidade.

O nosso país abriu falência, e é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos vai dando esmolas para conseguirmos sobreviver, pois os tais capitães de Abril, reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana», onde só houve liberdade para se hipotecar as futuras gerações e nos entregarmos à agenda de sociedades secretas como a Maçonaria.

A entrada de Portugal na Europa, que data do século XIX e não da entrada aos trambolhões na CEE, nunca beneficiou a generalidade do Povo Português. Beneficiou, sim, os interessados no carreirismo político e aqueles que estavam cansados do controlo que fora em tempos exercido sobre os negócios e fortunas e que se viram assim sem contas a prestar, aos Portugueses.

Hoje, temos o nosso interior votado ao abandono, as nossas aldeias a desaparecer, os nossos campos sem cultivos, a Europa paga-nos para não produzirmos, bastando os camiões pararem três semanas para os Portugueses saberem o que é não terem comida para colocar na mesa, é impensável como nos deixamos chegar conscientemente a esta situação.

Se Portugal tivesse sido governado por um Estadista nos últimos quinze anos, há muito que ele teria sido deposto. Tinham-se-lhe exigido responsabilidades pela estagnação económica, o desemprego galopante, o estado das contas públicas. Porém, como o país foi governado pela maioria, pedem-se responsabilidades a quem? Ninguém. É impossível, uma maioria não é uma pessoa, é uma entidade impessoal, logo ninguém é responsável por nada.
 
 

Tempos houve em que o Estado prestava contas, era sério, sem nunca recorrer à partidarização do serviço público.

Hoje o dinheiro, as possibilidades de ascensão e o apossamento de lugares a todos premeia, desde que embarquem na imoralidade do carreirismo político e na venda de convicções a troco de benesses, fechando-se uma porta para uma realização profissional discreta e honesta, para uma vida de dedicação sincera a valores e a pessoas, mas onde se abre uma janela, para o exibicionismo, para o servilismo de mão estendida.

O legado do 25 de Abril não gerou portugueses mais inteligentes, nem mais cultos, nem criou o capital necessário para fazer hospitais e maternidades. Antes pelo contrário. Criou a ilusão, de que o desenvolvimento não requer nem esforço, nem trabalho, nem estudo, nem poupança, criou a ilusão de que o desenvolvimento é um direito que os governos atribuem por decreto.

Depois do fracasso do socialismo, o capitalismo e a lei de mercado não são a única via possível, devemos caminhar para uma sociedade em que  vivamos em harmonia com a natureza, abolindo a submissão à economia, evitando as seitas políticas, fazendo a defesa do nosso interior, das nossas famílias, dos trabalhadores, contra a desumana capacidade do capitalismo e contra a usura.

Nada garante que o curso da governação seja corrigido e reorientado para o bem comum, quem dirige a nossa política externa, não sabe tirar partido das vantagens que a nossa situação geográfica nos garante. Devemos retomar uma política, que vire Portugal para o Atlântico.

Só podemos ser absolutamente livres de servidões e de interesses e só temos um partido, Portugal.

Gonçalo Ramos Ferreira
 
 
                   
Vamos fazer o seguinte: Colorir a verde tudo aquilo que concordo e a azul aquilo que não concordo!
Comentarei assim que consiga recuperar (!) e tenha tempo. Faço questão de o fazer, dado o teor dos discursos e reacções.
Os meus comentários ficarão a verde de modo a se destacarem do azul.
Eis as "frases mais quentes":
Discurso de Abel Matos Santos
1 - "Não posso votar favoravelmente uma moção que apoia um golpe de Estado, que por incompetência e leviandade acabou numa revolução, onde quem fez o golpe não ficou com o poder e o poder caiu na rua, dando azo a todo o tipo de anormalidades...." Se os militares tivessem mantido o poder passaríamos para uma ditadura militar? Estamos a falar de pessoas cultas que sabiam a liberdade que gozava um francês ou inglês! Estamos a falar de pessoas que sabiam que o futuro de Portugal não passava pela exploração e imposição de ideias mas pela liberdade e evolução do nosso país num quadro democrático, que eram onde se encontravam os restantes países europeus ou para lá caminhavam, como era o caso da Espanha e Itália 
2 - "A questão é: Era preciso uma Revolução? O País crescia mais de 6 pontos % por ano, a guerra do Ultramar estava ganha, havia emprego e estabilidade, Portugal era reconhecido internacionalmente, tudo estava calmo! Agora sim, temos tudo para que exista uma revolução, com o povo na rua, a contestação, a falência do País no horizonte… enfim, a resposta está dada. " Opsss Espera aí! Estamos a falar de Portugal? A guerra estava ganha?! A guerra estava perdida! Em terra, no mar e até no ar. O apoio internacional de que beneficiavam os grupos armados permitia-lhes possuir armamento mais moderno e poderoso. O emprego que existia era precário e a calma era de medo.
3 - "Mas esse golpe corporativo dos oficiais do quadro permanente, consubstanciado depois no MFA e na fraca democracia ou ditadura dos partidos, não evitou a destruição do Pais e colocou Portugal no caminho da falência". A revolução era inevitável, dado que o estado novo insistia a todo o custo continuar a perder homens e material numa guerra perdida (para não me repetir, noutros pontos destaco outras razões). O facto de Portugal estar numa situação difícil terá mesmo a ver com o fim do regime e com o "25 de Abril"? O facto de Portugal ter ficado com 50 anos de atraso, relativamente a outros países não conta? As escolhas, ou as más escolhas do povo não tem também a ver com o atraso que o país tem?
4 - "... Ponte Salazar ..." Que eu saiba agora chama-se "Ponte 25 de Abril" Conheço apenas uma razão para se continuar a insistir que a ponte tem o antigo nome, pode ser que alguém apareça e me diga que para além da apologia do estado novo existem outras razões para insistir em chamar o antigo e não o novo nome.  
5 - "Até a respeitabilidade internacional que tínhamos, fruto da honestidade e da verdade, é hoje uma miragem" A respeitabilidade não existia! Portugal não tinha nenhuma credibilidade internacional! Todos, de uma maneira ou de outra pressionavam Portugal para resolver a questão colonial. A questão da ditadura política, nomeadamente a manutenção de presos políticos a perseguição ideológica eram temas diários a nível internacional. O atraso industrial e o analfabetismo do nosso povo também eram tema de preocupação internacional. A tortura e monopolização da opinião pública através da censura também não abonavam nada a nosso favor. Portugal era visto como um país atrasado em todas essas vertentes e mais algumas.
6 - "Foi isto que Abril nos trouxe! Nada mais do que isto! Um golpe de Estado, um acto duvidoso de uns quantos oficiais do quadro permanente, por questões corporativas e salariais, apoiados por desertores no exterior" Acham pouco? Tenha sido por qualquer razão. Uma ditadura repressiva que perseguia quem não se dobrava, que mantinha asquerosos bufos denunciadores, que asfixiava o pensamento. 
7 - "A Descolonização “exemplar” tão propalada, foi a maior das vergonhas, tendo vitimado milhões de Portugueses de Timor, Angola, Moçambique e Guiné." Não duvido! Tudo poderia ter sido feito de outra maneira. Acredito que se Salazar tivesse ouvido Spínola e aceite a sugestão de atempadamente negociar autonomias este problema não teria surgido. A persistência em continuar a remar contra a vontade internacional enfraqueceu o regime.
8 - "ficamos a saber que afinal os Povos das nossas províncias de além-mar, queriam continuar a ser portugueses, não queriam ser abandonados à mercê dos caprichos das potências estrangeiras.Nunca foram os "povos" a escolher! Havia uma guerra fria entre duas grandes potências (URSS e EUA) e os lideres revolucionários africanos foram doutrinados directa ou indirectamente por elas, ou sob a sua influência. Eram por isso também apoiados monetariamente, com armamento e treino. Em Abril de 74, exceptuando Cabinda que insistimos em incluir no "Pack Angola", quais eram as colónias que queriam continuar a pertencer a Portugal? Timor? NÂO; Guiné? NÂO; Angola?NÂO; Moçambique?NÂO; Cabo Verde ou S.Tomé? NÂO, o que é que resta!?
Discurso de Gonçalo Ramos Ferreira
1 - "ouvi atentamente, ser feita aqui a defesa de uma suposta comemoração, que nada tem que ver com a resolução de problemas da nossa Terra e que é para a grande maioria do Povo Português, sinónimo de alheamento, desilusão e mentira." Discordo, principalmente porque como está comprovado se continua a ignorar a realidade. O 25 de Abril é e deverá ser uma comemoração. É um dia em que se deveria expor o que foi o Estado Novo, falar-se das torturas e prisões, da censura e daqueles que morreram a lutar. Muitos foram também aqueles que voltaram inválidos ou com traumas de guerra. Muitos são aqueles que ficaram sem um pai, um irmão ou um tio ou ainda o seu grande amigo de infância.
2 - "cresci à sombra de muita da propaganda mitificada, que aqui ouvi hoje, que visa por um lado colmatar a necessidade de recordar os melhores tempos de uma vida que já não volta, expurgar os sentimentos de remorso e por outro lado, legitimar um poder a todo o custo, mesmo que esse custo seja a perda da comunidade que dizem servir." Os problemas actuais, sejam de segurança, sejam morais ou ainda políticos ou sociais, não são causados pela revolução de 25 de Abril de 1974! Estamos em 2010! Não percebi a referência aos "...melhores tempos de uma vida que já não volta..." seria aos tempos em que uma sardinha era comida por seis pessoas? Em que se era preso por discordar da guerra ou por outra razão qualquer? Eu ainda sou do tempo em via em Coruche pessoas descalças. Ou ainda dos tempos em a maioria dos portugueses nem a 4.ª classe acabavam porque tinham de ajudar a família a sobreviver, enquanto na restante Europa os jovens estudavam línguas e história e viajavam livremente. Quantos intelectuais se perderam com o analfabetismo? Quantos poetas e escritores? Políticos ou cientistas? Pessoas que podiam ter contribuído para o nosso país e que agora nem cultura geral sabem discutir. Vê-se idosos ingleses e alemães, japoneses e americanos, assim como franceses por todo o lado! Viajam e conhecem, falam várias línguas e estudam e depois que quisermos ver os nossos, basta ir a um Centro de Saúde. É o mais longe que eles vão. Isto porque nasceram sem nada num país inculto e rural.
3 - "o que é falso não é sentido e quem mente, jamais conquista o coração de quem o ouve." Também não concordo! Os políticos prometem o que não tem, a quem nunca pretendem beneficiar pelo poder que querem conquistar. As pessoas acreditam e votam neles e o resultado é aquele que todos sabemos!
4 - "Para além do retrocesso social e económico provocado pelo Golpe dos Espinhos e pela posterior desordem que tomou o País, não PODEMOS esquecer que esta data marca o abandono, por Portugal, de milhões de pessoas, que foram simplesmente entregues à morte, pessoas essas que acreditavam e lutavam por uma ideia, que teve eco durante 500 anos da nossa história.
Mortes, prisões políticas, censura, corrupção, tortura, ausência de liberdade, tudo isto Abril nos trouxe, não me é possível portanto, comemorar uma data responsável por tamanha injustiça e derramamento de sangue." Realmente ...... Gonçalo, tem sentido febre? Acha que pondo as coisas desta maneira não é ser salazarista nem fazer a apologia do Estado Novo? Nesse caso o que será? Não me cabe a mim defender a descolonização e o modo como foi feita, mas, como já referi nos comentários que fiz, a principal razão que levou a semelhante desfecho foi o arrastar da situação. Imaginem um autocarro em crescente velocidade a dirigir-se para um penhasco, quanto mais tarde sairmos mais nos magoamos e se continuarmos morremos.  Houve quem dissesse atempadamente para se parar, enquanto era possível parar, mas quem mandava achava que não .... o resultado já todos sabemos qual foi.
5 - "A entrada de Portugal na Europa, que data do século XIX e não da entrada aos trambolhões na CEE, nunca beneficiou a generalidade do Povo Português. Beneficiou, sim, os interessados no carreirismo político e aqueles que estavam cansados do controlo que fora em tempos exercido sobre os negócios e fortunas e que se viram assim sem contas a prestar, aos Portugueses." Continuo a discordar. A nossa entrada na CCE foi a nossa única saída. Não ocupamos a posição que desejamos, mas estariamos sem dúvida muito pior se estivessemos sozinhos nesta pontinha da Peninsula Ibérica e com o Escudo.
6 - "Se Portugal tivesse sido governado por um Estadista nos últimos quinze anos, há muito que ele teria sido deposto. Tinham-se-lhe exigido responsabilidades pela estagnação económica, o desemprego galopante, o estado das contas públicas. Porém, como o país foi governado pela maioria, pedem-se responsabilidades a quem? Ninguém. É impossível, uma maioria não é uma pessoa, é uma entidade impessoal, logo ninguém é responsável por nada." Será que tinha sido deposto ou teria eliminado qualquer oposição? A responsabilidade, independentemente se um político é eleito por maioria ou minoria existe sempre. A grande diferença é que mesmo que mesmo que um político seja eleito por maioria e seja um crápula, foi o povo que lá o meteu.
7 - "O legado do 25 de Abril não gerou portugueses mais inteligentes, nem mais cultos, nem criou o capital necessário para fazer hospitais e maternidades. Antes pelo contrário. Criou a ilusão, de que o desenvolvimento não requer nem esforço, nem trabalho, nem estudo, nem poupança, criou a ilusão de que o desenvolvimento é um direito que os governos atribuem por decreto. " Novamente discordo! O país está hoje muito mais evoluido em todos os aspectos. Infelizmente temos muitos anos de atraso e ainda por cima entre os políticos não apareceu ainda um visionário, alguém carismático que nos possa orientar de modo a que possamos sair da lama, tipo Charles de Gaulle.
Digam o que acham nos comentários a este post ou enviando um e-mail para estes Coruchenses do MIC
publicado por portuga-coruche às 08:00
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18 comentários:
De AS a 3 de Maio de 2010 às 16:26
A frase mais reflectida do Sr. Gonçalo (Frase 3) infelizmente não é dele: está num texto do Forum Pátria e data de 09 de Setembro de 2009(http://forumpatria.com/sociedade/'ja-fomos-um-pais'/?action=printpage): "...Tudo isso se esboroou, pois o que é falso não é sentido e quem mente jamais conquista o coração de quem o ouve." Embora não concorde! É por quem mente conquistar o coração de quem o ouve que continuamos a ser levados por esta corja de políticos de trazer por casa. Engravatados e perfumados parecem gente importante e fazem por isso. Mas quem realmente servem? Quem exploram e não respeitam? É por isso que em vez de tirarem a quem tem muito vão tirar a quem nada tem, como se isso fosse resolver alguma coisa e se tornassem dignos de respeito. Retirar a quem já passa dificuldades só prova que estes senhores foram e são uma má escolha. Um projecto de pessoa, porque para serem pessoas teriam de ter mais respeito pelos pobres e pelos desempregados e não tem. Onde está a humanidade? Quanto aos discursos é triste ler tanto autismo e inverdade. Estes jovens um dia vão acordar e, apercebendo-se daquilo que disseram só terão uma alternativa: enfiar a cabeça no cu de uma vaca. Era o que eu faria!
De portuga-coruche a 3 de Maio de 2010 às 16:47
Relactivamente à referência existe outro site, que é o Blog Combustões, de onde vem essa frase (http://combustoes.blogspot.com/2009_08_30_archive.html): "Tudo isso se esboroou, pois o que é falso não é sentido e quem mente jamais conquista o coração de quem o ouve."
De Olhos nos Olhos a 3 de Maio de 2010 às 16:44
É assim mesmo! Grande MIC! Alguém começa já a dizer a verdade e a repor a história. Era bom que se organizasse qualquer coisa para ocupar os jovens por causa das drogas e vagabundagem. A Mocidade poderia, por exemplo, ser a solução! A prova da falsidade da democracia actual é o facto de não admitir ideias contrárias. Existem por exemplo algumas obras que gostaria de encontrar e não se podem ler porque a democracia proibiu, como é o caso do Mein Kampf , obra que sugiro que conste para download em PDF no site do MIC.
De Oi a 3 de Maio de 2010 às 20:36
Já ouvi as declarações e não ouvi ninguem a fazer a defesa do estado novo ou do salazar. Apenas disseram que nao havia nada para comemorar.
De portuga-coruche a 3 de Maio de 2010 às 22:29
De certeza que não leu o texto! É a transcrição das declarações de cada um. Tive o cuidado de ir ao site do Mic. No fim do texto estão as partes que acho mais "quentes". É importante que em democracia exista toda uma "palete" de ideias, convicções, divergências e convergências. Mas o mais importante é que todos assumam aquilo que defendem e aquilo que são. Leia bem o texto e depois leia outra vez. Minimizar e dizer que "apenas disseram que não havia nada para comemorar" não corresponde aquilo que foi defendido pela fantástica dupla. Nem lhes faz justiça. Aquilo que li e está escrito é uma "leitura" da nossa história e das consequências que ela teve na sociedade actual. A posição tomada e defendida é clara. Não concordo mas estou aberto a discuti-la. Nunca estarei aberto a branqueá-la.
De Teixeira Pascoaes a 4 de Maio de 2010 às 00:24
Sim, de facto concordo com o Portuga. São opiniões e visões distintas de sociedade. Acho é que eles arriscaram demais, pois a resposta vai ser implacável.
De Teixeira de Pascoaes a 4 de Maio de 2010 às 16:43
Por acaso, Charles de Gaulle, era só o maior admirador do Dr. Salazar, nesse campo penso que nem o Churchill lhe ganhava. Para de Gaulle, Salazar era o príncipe dos Estadistas, como referenciou várias vezes nos anos 60, de inclusive instruções aos seus ministros das finanças para seguirem a doutrina económica aplicada em Portugal. A verdade é que o Portugal deixado por Salazar é muito melhor do que aquele que o mesmo herdou. O atraso que refere existir foi minimizado por ele, não aumentado. Tenho algum respeito pela luta dos Comunistas de outrora, mas hoje não consigo compreender, como se adaptaram a um regime que odeiam muito mais do que o Estado Novo. Tornaram-se parte de um sistema, que não é o deles e deixaram a sua luta perecer.
Abraço
De portuga-coruche a 4 de Maio de 2010 às 17:04
Refiro-me ao facto de ter sido um visionário e uma referência que mudou França. Independentemente do que defendia, aquilo que via, à frente do seu tempo permitiu a França tornar-se numa potência. De Gaulle é considerado como o líder mais influente da história da França moderna. Não sou defensor nem simpatizante sequer. Referi-o como um exemplo para o a necessidade do aparecimento de um portuga carismático que mobilize e nos leve a acreditar que podemos dar a volta. Assistimos a uma altura muito má da nossa economia e ainda por cima o povo portuga que é já por si triste fica mais carrancudo. Necessitamos de alguém que nos dê esperança e nos indique o caminho. Até poderá ser o amigo Abel daqui a uns anos, mas terá que ser com outras ideias e outro tipo de discurso.
De Teixeira Pascoaes a 5 de Maio de 2010 às 01:53
Caro Portuga, começo por dizer que a censura existe em Portugal desde 1500 e nunca foi tão forte como a seguir a 1974 (facto, dito por corregilionários que construiram este regime). A censura limitou-se a ser regulamentada com a constituição de 33, mas na verdade era uma censura bem liberal ou inexistente até (posso provar isto). No dia 24 de Abril, as prisóes tinham 90 presos politicos, para um regime que não fingia ser uma democracia, passados meses as mesmas prisoes tinham mais de 3000 presos politicos, sujeitos a torturas barbaras, como é o caso por exemplo de Marcelino da Mata, soldado de etnia papel, que é só o soldado mais condecorado da nossa história e cujo unico crime é ter-se sempre mantido fiel à chama Portuguesa. Já nem falo das mortes que acorreram no proprio dia 25 e de quem ninguem fala
Muito há a partilhar, mas posso dizer que nos anos 60, o desenvolvimento em Portugal e nas Provincias Ultramarinas não teve igual, o investimento estrangeiro foi impressionante, a fúria das obras públicas, do metro, dos portos e aeroportos, das barragens (know-how brutal nesta área, dado ao Canadá), irrigação agricola, hospitais, tribunais, quartéis para as forças armadas, as estradas, a construção de pontes, reparação de edifícios e monumentos nacionais, caminhos de ferro, florestação de várias serras, planos de fomento, turismo, pousadas, o início de salários mínimos, regularização do horário de trabalho, abono de família e assistência médica, construção de bairros sociais, criação das Casas do Povo, férias para os trabalhadores, através da FNAT.
A capacidade industrial chegou a crescer 20% ao ano e o rendimento nacional por habitante cresceu em média 10% entre 1963 e 1973. A classe média crescia como nunca, a terciarização bateu recordes de crescimento.
A nivel cultural esta epoca, também nao teve igual, desde o cinema à musica, passando pela arquitectura, surgiram também as marchas populares e os grupos folclóricos por todo o País. São tudo conquistas que concerteza conhecerá melhor do que eu.

Com o 25/04, desbaratamos uma enorme rede de edifícios escolares que fora criada em espaços populacionais de vinte pessoas, que se permitiu a reduzir como nunca a taxa de analfabetismo (70%), destruimos o ensino técnico-profissional, nas escolas comerciais, industriais e agrícolas.

Desbaratamos também o desenvolvimento economico, desmantelou-se a indústria pesada e metalomecânica (grandes estaleiros a nivel europeu Lisnave, Setnave, grandes empresas à escala global como a CUF) e uma enorme (friso enorme) frota de navios mercantes e de pescas, impediu-se a transição das indústrias para estádios mais exigentes de aplicação tecnológica, a nova elite dirigente cresceu de 5000 quadros superiores para cerca de 100.000, logo nos anos após a data que também aqui vê motivos para comemorar.
A política não pode ser a prioridade, mas sem economia, a política reduz-se a um fazer de conta.
O atraso que diz Portugal ter, não resulta do Estado Novo, resulta sim do facto do nosso País ter tido uma revolução industrial tardia ou nula e fracas elites quase sempre no decorrer da sua historia mais recente. Tenho para mim que o espirito do 25/04 não é só uma desilusão, mas uma fraude vendida aos Portugueses.
Peço desculpa pelos erros, mas o sono já não se aguenta.
Abraço
De Anarca do Sorraia a 6 de Maio de 2010 às 14:17
Olha! Mais ainda existem legionários saudosistas vivos? E este Abel? Um projecto de facho? Cambada de ingratos! Tirou um curso e já pensa que a reforma agrária lhe desgraçou a família. Ò Pascoaes , os livros que anda a ler andaram na cheia ou quê? 90 presos políticos? A censura era liberal ou inexistente ...... Não tarda muito ainda dizem que o Pai Natal é um retornado que por ter ficado sem a fazenda e os 200 pretos ficou com a barba toda branca.
A melhor frase de todas é: "Eles começam a sair da toca...."
De CCH88 a 6 de Maio de 2010 às 22:28
Deixem-se de m3rd@s!Portugal está nas mãos da maçonaria que faz sempre questão de olhar pelos seus e que, tenho a certeza, não são os comuns dos portugas . As províncias ultramarinas foram saqueadas pelas grandes potências e seus aliados, estando, neste momento piores do que estavam a 23 de Abril de 1974. Fomos nos que fundamos aqueles países e os construímos como parte de Portugal. Porque é que os americanos podem chamar pátria aos EUA se como sabemos não passam de colonos? Porque foram eles que fundaram aquele país. Nos chegamos a África muito antes e o que encontramos foram colonos africanos que tinham tribos. O mesmo se passou no Brasil. Os índios que encontramos no litoral tinham vindo do interior e dizimado os anteriores naturais. Organizamos e construímos um país invejável Ainda hoje circulam autocarros angolanos em Cuba. Até isso levaram. Treinados e doutrinados no exterior os lideres revolucionários foram preparados e equipados para organizar e levar a cabo ataques contra o país. Enganam-se aqueles que julgam que as guerras surgiram do povo e por razões de soberania. Foi porque os EUA, a URSS, África do Sul, a China e Cuba estavam empenhados a se apropriar do que era Português. Por isso treinaram os revolucionários e lhes disseram o que deviam dizer e fazer. Deram-lhes armas e treino, Dinheiro e viaturas. Tudo para os "ajudar" a obter o poder e ser poderosos. Hoje continuamos irmãos dos africanos que falam a nosso língua mas podíamos ter a mesma pátria e ser uma grande nação transcontinental. A história e muitos traidores não o deixaram.
De portuga-coruche a 7 de Maio de 2010 às 09:09
"CCH" sei o que é. Já "88" tenho as minhas dúvidas! Espero que não seja aquilo que estou a pensar. Não me leve a mal mas importa-se de explicar o seu nick ?
De Teixeira de Pascoaes a 7 de Maio de 2010 às 13:37
Caro Portuga, há sempre umas personagens... que na impossibilidade argumentarem (porque eles nem querem que se saiba muita da verdade, ocultada pela historiografia oficial), se fazem passar por aquilo que não são, só para desvirtuar a palavra do adversário. O Africanista (0% Racista, 100% Identidade) Teixeira de Pascoaes.
De CCH88 a 8 de Maio de 2010 às 07:40
Imagina que acordas no dia dos teus anos (25Ago) com o Chiado a arder! Isso é algo marcante. Ficou-me na memória e de x em x relaciono isso com o que faço, neste caso o nick . É inconsciente mas faço-o. Já agora o que pensou que era? Estou curioso.
De portuga-coruche a 8 de Maio de 2010 às 11:11
Peço desculpa. Geralmente esse número, o número 88 é utilizado por pessoas ligadas à suástica dado que corresponde nesses círculos da extrema-direita ao HH (a oitava letra do alfabeto) de Heil Hitler"!
De Oi a 8 de Maio de 2010 às 11:12
Daqui por alguns anos, o Estado Novo, será recordado como um dos periodos que trouxe mais conquistas aos Portugueses. À pala desta gente que estava arredada de ter o poder nas mãos, ainda vamos ver a imagem do Dr. Salazar ser reabilitada naquela ponte que o 25/04 fez em apenas uma noite. Errata: Spinola escreve o seu livro... quando Marcello está no poder, Salazar há muito que desaparecera. E sim a guerra estava ganha, o MPLA não existia, a Frelimo tb não, apenas o PAIGC tinha focos no arquipelago da Guine... mas os Portugueses viajavam por todo o lado sem problemas. Sim, antes eramos respeitados por todas as Nações, basta aceder aos relatorios da Nações Unidas ou checkar as visitas oficiais recebidas e realizadas. Os tempos da sardinha por várias pessoas, não eram nos anos 60 e 70... o caro Portuga sabe isso muito melhor do que eu. Se havia situações excepção, acredito mas e hoje não há? Experimentemos andar pelo Portugal ou Lisboa profundos. No dia 24 de Abril assistia-se a uma evolução brutal no nivel de vida dos Portugueses, um observador holandes da UN, dizia inclusivé que com o novo ramal de sines, Portugal em uma decada ultrapassaria o nivel de vida da Holanda.
Há muito a dizer sobre este tema.. a história ainda não foi escrita.
De Pedro Santos a 4 de Junho de 2010 às 23:14
Eu como relativamente jovem (28 anos), agradeço a oportunidade de aprender algo a este respeito. Aqui vi diferentes perspectivas e considero francamente mais limpo e correcto que toda a história que me foi enfardada. não quero com isto dizer que seja a favor ou contra o 25 de Abril . apenas digo que o Dr. Salazar deve ser respeitado e apresentado na história com os seus méritos e deméritos. Como era ainda não sei bem mas compreendi que o movimento ficou muito além daquilo que pretendia e hoje dá medo pesar os prós e os contras, na minha verdade tínhamos um rumo, coisa que hoje não ainda não temos. As religiões que tanto tentam destruir têm um papel que, infelizmente, só a ausência poderá demonstrar, este novo conceito de família é assustador , e o da felicidade medonho. Eu emigrei para a Suíça em 2008 para poder passar mais tempo com os meus filhos e esposa, trabalhando dando o meu melhor das 7h30 às 16h30 de segunda à sexta, com dinheiro suficiente para que não nos falte nada.
De Teixeira de Pascoaes a 7 de Junho de 2010 às 10:33
Eu bem disse que iam ser implacáveis e vis, perante a verdade! Conseguiram acabar com o Jornal da Terra.
Ainda os verei todos, a tentar apagar o seu passado.

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