Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Protestos contra contas anormais de consumo de água da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo

Meia centena de consumidores revoltados pediram ajuda à Câmara Municipal da Chamusca


Protestos contra contas anormais de consumo de água da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo
 

 

Facturação confusa e falta de esclarecimentos estão a provocar cada vez mais protestos em toda a área de actuação da empresa. Presidente do conselho de administração da empresa admite dificuldades.
 

fotoHá pessoas perplexas com as contas de consumo de água que estão a receber da empresa que começou a gerir o sistema de águas de alguns municípios da Lezíria do Tejo. Na segunda-feira à tarde um grupo de cerca de 60 munícipes foi à reunião do executivo camarário da Chamusca manifestar o seu descontentamento. Alguns estão a receber facturas com vários meses de contagem e há casos de contas superiores a 600 euros. O próprio presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), que faz parte da empresa, reconhece que há situações que não estão bem.

A Câmara da Chamusca disponibilizou um funcionário para ajudar os munícipes a fazerem reclamações por escrito para a Águas do Ribatejo. “Vamos tentar que seja encontrado um procedimento que evite estas situações”, declarou o autarca. Alguns consumidores queixam-se também de estarem a pagar avultadas taxas de saneamento, quando nem sequer estão servidos por redes de esgotos. “Estão a aparecer consumos elevados que fazem subir os escalões”, o que torna as facturas ainda mais onerosas, realça Sérgio Carrinho.

Há casos de pessoas que pediram a instalação do contador para terrenos onde pretendem construir, onde não existem casas, que não se serviram da água da rede pública e que na primeira factura lhes foi cobrado cinco metros cúbicos. E curiosamente na segunda factura, no mês seguinte, não foi cobrado qualquer valor. A confusão é de tal forma que há clientes a receberem facturas referentes a consumos que já pagaram e outros cujas facturas aparecem com descontos que não se sabe bem a que é que correspondem. Também é estranho que em alguns casos seja feita a leitura da contagem do contador todos os meses e mesmo assim apareçam nas facturas valores apurados por estimativa.

Maria do Rosário Crespo, uma das munícipes que se foi queixar à Câmara da Chamusca, relata que “de um mês para o outro apareceram facturas de água no valor de oitenta euros. Recebo pouco mais de 200 euros de reforma, tenho que comprar medicamentos, como é que posso pagar este valor de água? Nem que eu deixasse uma torneira a correr 24 horas por dia durante um mês dava para perfazer 80 euros de consumo. Isto é um roubo o que estão a fazer às pessoas”, desabafou. Também Jorge Laranjinha diz ter começado a receber facturas de mais de 600 euros e garante não ter feito esse consumo.

O presidente da Câmara da Chamusca disse publicamente que “as pessoas que estão aqui a reclamar não são grandes consumidores de água, mas temos que ver todos os casos um a um. A Águas do Ribatejo não foi formada para criar situações anormais, o objectivo não é tirar dinheiro às pessoas. Se forem detectados erros e as pessoas já tiverem pago indevidamente, o valor será descontado faseadamente”, salientou.

A empresa que é formada pelos municípios de Almeirim, Chamusca, Salvaterra de Magos, Benavente, Coruche e Alpiarça, dá sinais de alguma dificuldade em encontrar solução para o problema. O presidente do conselho de administração da empresa e presidente da Câmara de Almeirim garante que tem insistido com os funcionários para que tudo seja esclarecido. Sousa Gomes admite que havia sistemas de contagem e cobrança diferentes em cada município e que é difícil harmonizar os procedimentos. Mas houve tempo para preparar o funcionamento da empresa antes de esta entrar em funcionamento.

Os consumidores perderam também ligação a quem lhe fornece o serviço. Quando o abastecimento estava nas mãos das câmaras municipais era fácil chegar ao contacto dos responsáveis quando havia problemas. Agora as pessoas têm dificuldade em serem recebidas pelos responsáveis da empresa de capitais unicamente públicos. E é quase impossível que alguém lhes preste esclarecimentos via telefone, porque ou não atendem ou não passam da telefonista. Sousa Gomes também reconhece que a informação aos clientes não tem funcionado bem, mas acredita que nos próximos meses a situação deve estabilizar. Até lá resta aos munícipes reclamar por escrito e esperar estarem a pagar o valor justo pela água que consumiram.

 

Há casos de pessoas que pediram a instalação do contador para terrenos onde pretendem construir, onde não existem casas, que não se serviram da água da rede pública e que na primeira factura lhes foi cobrado cinco metros cúbicos

 

in O Mirante

 

Vai lá vai ....

 

"Há casos de pessoas que pediram a instalação do contador para terrenos onde pretendem construir, onde não existem casas, que não se serviram da água da rede pública e que na primeira factura lhes foi cobrado cinco metros cúbicos"

 

Se até a estes cobram, imagino o que não tem sido as minhas facturas. Paguei sempre mas fiquei de conferir e vou mesmo verificar!

publicado por portuga-coruche às 10:42
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