Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Aquecimento global: origem e natureza do alegado consenso científico

Um fenómeno sociológico, não um fenómeno físico


Cientistas fazem declarações sem significado ou ambíguas.
Advogados e medias traduzem tais declarações em sinais de alarme.
Políticos respondem ao alarme alimentando cientistas com mais dinheiro.

por Richard S. Lindzen (Wikipedia)

"Procurar falhas no IPCC é crucial. A noção de que se você for ignorante em alguma coisa e alguém lhe aparecer com uma resposta errada tem de aceitá-la porque não tem uma outra resposta errada para dar é como a cura pela fé, é como o charlatanismo na medicina. Se alguém lhe disser que deve ingerir caramelos para curar o cancro e você responder que isso é estúpido, ele diz: bem, pode sugerir alguma outra coisa? Será que ao responder que não isso quer dizer que você tem de ingerir caramelos?

 

A maior parte das pessoas instruídas aceita o aquecimento global como real e perigoso. Realmente, a propaganda em torno do aquecimento global leva muita gente a acreditar que se trata da principal ameaça que se apresenta à humanidade. Na Cimeira do Rio sobre o Clima, em Junho de 1992, foram esboçados acordos internacionais para lidar com aquela hipotética ameaça, em reunião assistida por chefes de estado de dúzias de países. Tenho a declarar de início que, como cientista, não vejo nenhuma base substantiva para as ameaças do aquecimento popularmente difundidas. Além disso, de acordo com muitos estudos de economistas, agrónomos, e hidrólogos, haveria pouca dificuldade na adaptação a um tal aquecimento, se viesse a acontecer. Tal é, também, a conclusão do relatório recente do Conselho Nacional de Investigação sobre adaptação às mudanças do clima. Muitos aspectos do cenário catastrófico já foram descartados pela comunidade científica. Por exemplo, o temor da elevação do nível do mar, presente em muitas das discussões iniciais sobre o aquecimento global, teve estimativas sucessivamente reduzidas em várias ordens de grandeza. Agora há acordo de que até mesmo a contribuição do aquecimento para a elevação do nível do mar seria secundária, face a outros factores mais importantes.

Para demonstrar porque afirmo não haver qualquer base substantiva para previsões de grande aquecimento global, devido a aumentos observados de gases com efeito de estufa tais como o dióxido de carbono, o metano, e os clorofluorcarbonetos (CFC), passarei em revista, de maneira breve, a ciência associada às previsões.

RESUMO DAS QUESTÕES CIENTÍFICAS

Antes de considerar a teoria do efeito de estufa em si é útil começar com algo que quase sempre é aceite como pacífico — é inevitável que a concentração atmosférica do dióxido de carbono venha a aumentar para o dobro do teor actual e possivelmente para o quádruplo. A prova da análise de amostras de cilindros de gelo polar e a amostragem atmosférica directa, mostram que a quantidade de anidrido carbónico no ar tem aumentado desde o ano de 1800. Antes de 1800 a densidade era de aproximadamente 275 partes por milhão em volume. Hoje é de 355 partes por milhão. Acredita-se que o aumento também é devido à combinação da queima de combustíveis fósseis e, antes de 1905, da desflorestação. Calcula-se que o volume total tenha aumentado exponencialmente, pelo menos até 1973. De 1973 até 1990 a taxa de aumento foi mais lenta. Cerca da metade do anidrido carbónico gerado migrou para a atmosfera.

É bastante incerto prever o que sucederá à emissão do anidrido carbónico ao longo deste século. Admitida uma tendência de expansão do uso de carvão, com desenvolvimentos rápidos no nível de vida do terceiro mundo, com grande aumento da população e reduzida participação no uso de combustíveis não-fósseis, de energia nuclear e outras, pode-se considerar um cenário de emissões que conduzirá à duplicação (em relação aos níveis actuais) do teor de anidrido carbónico por volta de 2030. O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, da ONU, refere-se a este como o "cenário normal'' (business as usual) de desenvolvimento global. Como se mostra, o cenário usado é incompatível com dados registados do último século, ao prever que já teríamos aproximadamente 400 partes por milhão em volume. Um cenário desenvolvido no Max Planck Institute, de Hamburgo, mostra que nem sequer no tal "cenário normal'' seria duplicado o teor de anidrido carbónico até o ano 2100. Parece improvável, além disso, que o futuro da energia venha a pertencer apenas ao carvão, indefinidamente. Também acho difícil de acreditar que o desenvolvimento tecnológico não conduza a reactores nucleares aperfeiçoados num prazo de cinquenta anos.

Não obstante, já convivemos com um aumento significativo do teor de anidrido carbónico que foi acompanhado por aumentos de outros gases com efeito estufa antropogénicos tais como metano e clorofluorcarbonetos. Realmente, em termos de potencial de efeito estufa antropogénico, tivemos um aumento de 50 por cento em teor de dióxido carbónico equivalente durante o último século. Os efeitos dos aumentos são certamente merecedores de estudo, independentemente de qualquer cenário futuro quanto ao clima.

O EFEITO ESTUFA

A ideia simplificada na divulgação popular do efeito de estufa é a de que a atmosfera é transparente à radiação solar (ressalvada a interferência muito significativa da reflectividade das nuvens e da superfície) a qual aquece a superfície da Terra. A superfície compensa aquele aquecimento com contra-radiação infravermelha. Essa radiação aumenta com a temperatura crescente da superfície, e a temperatura ajusta-se até se alcançar o equilíbrio. Se a atmosfera também fosse transparente à radiação infravermelha, a contra-radiação induzida por uma temperatura média de superfície de menos dezoito graus Celsius equilibraria a radiação solar entrada (menos a reflectida para o espaço pelas nuvens). Mas a atmosfera não é transparente ao infravermelho. Desta forma a Terra aquece um pouco mais pela devolução à superfície terrestre da radiação do espaço (gases naturais com efeito de estufa) de um certo fluxo de radiação infravermelha. Isso é o que é chamado de efeito estufa natural.

O facto de a temperatura média da superfície da Terra ser de quinze graus Celsius positivos em lugar de menos dezoito graus Celsius é atribuído àquele efeito. Os absorvedores principais de infravermelho na atmosfera são o vapor de água e as nuvens. Mesmo que todos os outros gases com efeito estufa (como anidrido carbónico e metano) desaparecessem, ainda teríamos 98 por cento do efeito estufa natural. Não obstante, é alegado que aumentos de dióxido de carbono, e de outros gases antropogénicos, conduziriam a uma elevação significativa da temperatura. Como vimos, o teor de dióxido de carbono está a aumentar, assim como o de outros gases com efeito estufa antropogénicos. Uma hipótese amplamente aceite, mas questionável, é que esses aumentos se manterão com a mesma tendência do último século.

Esta explicação do mecanismo do efeito de estufa é demasiado simplista para ser levada a sério. Muitos de nós aprendemos na escola elementar que o calor pode ser transportado por radiação, convecção e condução. A hipótese acima só se refere à transferência por radiação. Como se mostra, se houvesse apenas transferência por radiação, o efeito estufa aqueceria a Terra ao nível de aproximadamente 77 graus Celsius em lugar de 15 graus Celsius. De facto, o efeito estufa só é de aproximadamente 25 por cento do que deveria ser numa situação de perda exclusivamente por radiação. A razão para isto é a presença de convecção (transporte de calor por movimentos de massas de ar) que reduz em muito a absorção por radiação. 

 O que está realmente a acontecer é ilustrado esquematicamente na Figura 1. A superfície da Terra é arrefecida em grande medida por correntes atmosféricas (em várias formas que incluem nuvens espessas) as quais conduzem o calor em altitude e para os pólos, a partir dos trópicos. Uma consequência deste mecanismo é que os gases com efeito de estufa, bem acima da superfície da Terra, são de importância primordial para marcar a temperatura da Terra. Isso é especialmente importante para o vapor de água cuja densidade diminui por um factor de mil, entre a superfície e a altitude de dez quilómetros. Outra conclusão é que não se pode calcular a evolução da temperatura da Terra sem modelos que, com precisão, consigam reproduzir os movimentos da atmosfera. Realmente, os modelos actuais introduzem erros grandes — da ordem dos 50 por cento. Não causa surpresa que esses modelos estejam impossibilitados de calcular correctamente a temperatura média da Terra ou a sua variação do equador aos pólos. Para corrigir aqueles erros os modelos são ajustados ou "parametrizados'' a fim de reconciliá-los com a realidade, de maneira aproximada.

Continua a ter interesse perguntar o que esperar com a duplicação do teor de dióxido de carbónico. Um grande número de cálculos já efectuados conclui que, se isto acontecer, teríamos um aquecimento de 0,5 a 1,2 graus Celsius. O consenso é que tal aquecimento teria poucas consequências, se é que alguma. Mas até mesmo aquela previsão está sujeita a alguma incerteza por causa do modo complicado como actua o efeito de estufa. Além do mais, o clima é um sistema complexo onde é impossível que todos os factores internos permaneçam constantes. Com os actuais modelos climáticos existem factores que ampliam os efeitos do dióxido de carbono e conduzem a previsões de aquecimento na vizinhança de quatro a cinco graus Celsius. Processos internos do sistema climático que aumentam a resposta ao aquecimento são designados como rectroalimentações positivas. Processos internos que diminuem a resposta são designados como rectroalimentações negativas. A rectroalimentação positiva mais importante considerada nos modelos actuais é a do vapor de água. Em todos os modelos actuais, na troposfera superior (cinco a doze quilómetros de altitude), o vapor de água – o principal gás com efeito estufa – cresce com o aumento das temperaturas na superfície terrestre. Sem aquela rectroalimentação, nenhum modelo actual poderia prever aquecimento maior do que 1,7º Celsius — quaisquer que fossem os outros factores. Infelizmente, o modo como os modelos actuais tratam factores como as nuvens e o vapor de água é muito arbitrário. Em muitos casos simplesmente não é conhecida a física subjacente. Em outras instâncias há erros identificáveis. Até mesmo erros de computação têm tido papel de peso. Realmente, há forte evidência de que todos os factores de rectroalimentação conhecidos são, na verdade, negativos. Neste caso, é de se esperar que a resposta seria um aquecimento menor devido ao anidrido carbónico.

É sugerido pelos modeladores que as previsões não dependem de realimentações negativas que nos poupariam de uma "catástrofe devida ao efeito estufa antropogénico". O que é omisso, em tais afirmações, é que os modelos actuais dependem pesadamente de indemonstráveis factores de rectroalimentação positiva que fazem prever níveis exagerados de aquecimento. Os efeitos das nuvens têm vindo a receber melhor atenção, e isso não é descabido. A consideração das nuvens, nos modelos, é tratada de modo sumário e leva a previsões imprecisas. Mas as nuvens reflectem aproximadamente 75 watts por metro quadrado. Dado que a duplicação da concentração de dióxido de carbono mudaria o fluxo de calor de superfície em apenas 2 watts por metro quadrado, é evidente que uma pequena mudança na existência de nuvens pode afectar fortemente o comportamento do dióxido de carbono. A situação é complicada pelo facto de as nuvens a altas altitudes também acentuarem o efeito de estufa. Realmente, o efeito das nuvens ao reflectir calor e aumentar o efeito de estufa pode anular-se e conduzir aproximadamente a um equilíbrio. O efeito global das nuvens sobre o clima depende, por um lado, do seu desempenho no aquecimento e, por outro, do possível desequilíbrio resultante dos seus efeitos de arrefecimento e de aquecimento.

De modo semelhante, factores que envolvem a contribuição da cobertura de neve para a reflectividade servem, nos modelos actuais, para ampliar o aquecimento atribuído ao teor crescente de anidrido carbónico. O que acontece parece bastante razoável; climas mais quentes estariam presumivelmente associados a menos neve e menos reflectividade – o que acentuaria o aquecimento. Porém, a neve é associada ao Inverno, quando a luz solar incidente é mínima. Além disso, as nuvens escudam a superfície da Terra do Sol e minimizam a resposta da cobertura de neve. Realmente, há crescente evidência de que as nuvens acompanham a diminuição da cobertura de neve com tal intensidade que torna aquela rectroalimentação negativa. Porém, se se perguntar porque os modelos actuais prevêem um aquecimento tão grande devido ao teor crescente de anidrido carbónico, a razão é principalmente devida ao efeito da rectroalimentação do vapor de água. Todos os modelos actuais prevêem que climas mais quentes serão acompanhados por aumento de humidade em todos os níveis. Como já foi notado, tal é o produto inevitável dos modelos uma vez que eles não têm nem o apoio da física nem a precisão numérica para levar em conta o vapor de água. Recentes estudos do processo físico de como nuvens espessas hidratam a atmosfera de modo forte sugerem que esta, tida como a maior das realimentações positivas, é de facto negativa e também de grande peso. 

 Não só há razões fortes para acreditar que os modelos estão a exagerar as consequências do anidrido carbónico crescente mas, talvez de modo mais significativo, as previsões dos modelos ao longo do último século descrevem a mecânica do aquecimento incorrectamente e superestimam muito sua magnitude. O registo da temperatura média global durante o último século é irregular e não sem ambiguidades. Porém, mostra um aumento médio de cerca de 0,45º C mais ou menos 0,15º C, com a maior parte do aumento acontecido antes dos anos 40, seguido por algum arrefecimento no início dos anos 70 e por um rápido (mas modesto) aumento de temperatura no fim dos anos 90. Como notado, já vimos que houve um aumento de concentração de "dióxido de carbónico equivalente" da ordem de 50 por cento. Assim, com base em modelos que prevêem um aquecimento de 0,25º C, ao duplicar a concentração de anidrido carbónico, poderíamos esperar um aquecimento de dois graus Celsius. Porém, se incluímos a desfasagem imposta pelo calor latente dos oceanos, poderíamos esperar um aquecimento de cerca de um grau Celsius — o qual ainda é duas vezes o observado. Além disso, a maior parte do aquecimento aconteceu antes de o efeito de estufa dos gases antropogénicos ser somado aos naturais da atmosfera. A Figura 2 mostra o que poderia ter sido esperado de modelos com diferentes sensibilidades a uma duplicação do dióxido de carbono. O que se observa nos registos do passado é muito consistente com a hipótese de um aumento em cerca de 1,3 graus Celsius para o dobro da concentração – admitido que todo o aquecimento observado seria devido ao aumento do anidrido carbónico. Porém, nada há na série de dados históricos que possa ser distinguido da variabilidade natural do clima.

Se forem consideradas as regiões tropicais a conclusão é até mais discordante. Há ampla evidência de que a temperatura da superfície do mar equatorial permaneceu dentro da faixa de mais ou menos um grau Celsius, relativamente à sua temperatura presente, por milhares de milhões de anos, mas os modelos actuais prevêem aquecimentos de até dois a quatro graus Celsius no Equador. Deve ser notado que ao longo de grande parte da história da Terra a atmosfera já teve maiores concentrações de anidrido carbónico do que aquela que actualmente se prevê nos séculos vindouros. De facto, eu poderia listar a evidência pormenorizada dos pequenos efeitos que seguem a duplicação do teor de anidrido carbónico.

CONSENSO E VISÃO POPULAR

Muitos estudos realizados a partir do século XIX sugerem que emissões de anidrido carbónico, industriais e outras, poderiam levar ao aquecimento global. Também foram notados problemas com tais previsões, e seu insucesso em reconciliações com temperaturas observadas lança suspeita sobre os mecanismos postulados. Realmente, a tendência para menores temperaturas globais nos anos 50 deu origem ao alarme sobre um possível arrefecimento global nos anos 70. Havia debate científico normal, embora a histeria sobre o arrefecimento tivesse certa analogia com a actual histeria sobre o aquecimento, inclusive em livros como A Estratégia do Genesis, por Stephen Schneider e Alterações Climáticas e Economia Mundial por Crispin Tickell — ambos os autores bem actuantes na defesa das preocupações actuais como a "explicação'' do problema e a promoção de regulamentação internacional. Também houve um livro do distinto escritor de ciência, Lowell Ponte (O Arrefecimento) que tentou ridicularizar os cépticos e recomendou actuar mesmo na ausência de fundamentos científicos firmes. Houve mesmo um relatório do Conselho de Investigação Nacional da Academia Nacional das Ciências Americana que chegou às conclusões ambíguas habituais, no caso sobre o arrefecimento. Mas a comunidade científica nunca levou o assunto a sério, os governos ignoraram-no, e como as temperaturas globais aumentaram nos anos 70 o assunto ficou mais ou menos adormecido. Enquanto isso, cálculos feitos com modelos — especialmente no Laboratório Geofísico de Dinâmica de Fluidos, de Princeton — continuaram a prever aquecimento significativo devido ao anidrido carbónico crescente. Essas previsões foram consideradas interessantes, mas de âmbito académico — até mesmo pelos cientistas envolvidos.

A histeria presente começou formalmente no Verão de 1988, embora a sua preparação tenha sido iniciada uns três anos antes. Foi um Verão especialmente quente em algumas regiões, particularmente nos Estados Unidos. O aumento abrupto de temperatura nos anos 70 era demasiado acentuado para ser associado ao aumento gradual de anidrido carbónico. Não obstante, James Hansen, director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, em testemunho perante o Comité de Ciência, Tecnologia e Espaço do senador Al Gore, disse, com efeito, ter 99 por cento de certeza de que a temperatura havia aumentado, e que ocorrera aquecimento por efeito de estufa. Porém, ele nada disse sobre a relação entre as duas variáveis. Apesar do facto de essa correlação não estar demonstrada, o movimento ecológico adoptou-a imediatamente como tese.

AUTO-PERPETUAÇÃO

O crescimento dos movimentos ecológicos desde os anos 70 tem sido fenomenal. Na Europa o movimento centrou-se na formação de partidos Verdes; nos Estados Unidos o movimento orientou-se para a criação de grandes organizações de lobby do ambiente. Esses grupos de lobby têm orçamentos de várias centenas de milhões de dólares e empregam aproximadamente 50 mil pessoas; seu apoio é tido em alta conta por muitas figuras políticas. Como em qualquer grupo grande, a auto-perpetuação torna-se a preocupação dominante. O aquecimento global virou um cavalo de batalha dos esforços para angariar fundos. Ao mesmo tempo, os media aceitam os pronunciamentos desses grupos como verdade objectiva, sem questionamento.

Dentro da comunidade da modelação do clima em grande escala — um subconjunto pequeno da comunidade interessada em ciência do clima — a resposta imediata foi criticar Hansen por divulgar resultados de um modelo, altamente incertos, como relevantes para a acção pública. A motivação de Hansen não era totalmente óbvia, mas apesar da crítica a comunidade da modelação concordou em que aquele rápido aquecimento não seria possível sem influência externa. Isso bastou para que políticos e activistas se agarrassem a qualquer sugestão de perigo como razão suficiente para regulamentação governamental, a menos que a sugestão pudesse ser contestada com rigor. Isso é uma assimetria particularmente perniciosa, uma vez que o rigor geralmente é impossível em ciências ambientais.

Outros cientistas concordaram rapidamente em que com o aumento do anidrido carbónico algum aquecimento poderia ser esperado e que com concentrações de anidrido carbónico suficientemente grandes o aquecimento poderia ser significativo. No entanto, houve cepticismo generalizado. No início de 1989, porém, os media mais populares, na Europa e nos Estados Unidos, declaravam que "todos os cientistas" concordavam em que o aquecimento era real e com potencial catastrófico.

PERSEGUIÇÃO & HISTERIA

Tal como a maior parte dos cientistas preocupados com clima, eu estava ansioso por ficar fora do que parecia ser um espectáculo de circo. Mas no Verão de 1988 Lester Lave, professor de economia do Carnegie Mellon University, escreveu-me sobre o seu afastamento de uma audiência no Senado por sugerir que o assunto do aquecimento global era cientificamente controverso. Eu assegurei-lhe que o assunto não só era controverso como também improvável. No Inverno de 1989 Reginald Newell, professor de meteorologia do Massachusetts Institute of Technology, viu cortada a dotação da National Science Foundation para análises de dados que não demonstrassem aquecimento durante o último século. Peer-reviewers (revisores) das revistas sugeriram que os seus resultados eram perigosos para a humanidade. Na primavera de 1989 fui convidado para um simpósio sobre aquecimento global na Tufts University. Eu era o único cientista climático num painel de ecologistas. Ouvi, da parte destes, apelos estridentes por acção imediata e amplas expressões de impaciência com a ciência. Claudine Schneider, então congressista de Rhode Island, afirmou que "os cientistas podem discordar, mas podemos ouvir a Mãe Terra, e ela chora". Parecia claro que uma situação perigosa estava a surgir, e o perigo não era propriamente do aquecimento global em si.

Na primavera de 1989 preparei uma crítica à ideia do aquecimento global, a qual submeti à Science, revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência. A monografia foi rejeitada sem revisão como carente de interesse para os leitores. Submeti então o artigo ao Bulletin of the American Meteorological Society, onde foi aceite após revisão, re-revisão, e renovada aceitação — um procedimento inabitual, para dizer o mínimo. Enquanto isso, o artigo foi atacado na Science antes mesmo de ter sido publicado. O artigo circulou por aproximadamente seis meses como clandestino ("samizdat"). Mas foi apresentado na conferência Humboldt do MIT e divulgado pelo Frankfurter Allgemeine.

Enquanto isso, o circo do aquecimento global estava no auge. Reuniões sucediam-se sem interrupção. Uma das mais notáveis dessas reuniões teve lugar no Verão de 1989 no rancho de Robert Redford em Sundance, Utah. Redford proclamou que era tempo de cessar a investigação e começar a actuar. Suponho que seria uma sugestão razoável quando feita por um actor, mas também é indicativa da atitude geral para com a ciência. Barbara Streisand empenhou-se em apoiar pessoalmente a investigação de Michael Oppenheimer fazendo pressão junto ao Environmental Defense Fund, embora ele seja um activista do ambiente e não um climatologista. Meryl Streep fez um apelo na televisão pública para travar o aquecimento global. Até foi preparado um projecto de lei para garantir um clima estável para os americanos.

Pelo outono de 1989 parte da imprensa estava a dar conta que havia controvérsia (Forbes e Reader's Digest foram notáveis nisso). Reclamações de ecologistas alegavam que os cépticos estavam a receber exposição excessiva. A publicação do meu artigo foi seguida pelo empenho insistente por parte do editor Bulletin of the American Meteorological Society, Richard Hallgren, em solicitar refutações. Tais artigos foram preparados por Stephen Schneider e Will Kellogg, administrador científico menor nos últimos trinta anos, e esses artigos foram seguidos por uma correspondência activa principalmente em apoio à visão céptica. Realmente, uma recente pesquisa de opinião Gallup entre cientistas do clima na American Meteorological Society e American Geophysical Union mostra que a maioria esmagadora duvida que tenha havido qualquer aquecimento identificável provocado pela acção humana (49 por cento afirmaram que não, 33 por cento não sabiam, 18 por cento pensavam que houve algum; porém, entre os activamente envolvidos em investigação e com contribuições frequentes de artigos em revistas de investigação sérias, nenhum acredita em qualquer aquecimento global provocado por acção humana até hoje conhecida). Em geral, o debate dentro da comunidade meteorológica foi saudável e, neste episódio, de rara unanimidade.

Fora do meio da meteorologia, Jeremy Legett, da Greenpeace, um geólogo, publicou um livro em que ataca os críticos da hipótese do aquecimento — especialmente a minha pessoa. George Mitchell, líder da maioria do Senado e pai de um activista ambiental proeminente, também publicou um livro que apela à aceitação do problema do aquecimento (World on Fire: Saving an Endangered Earth). O senador Gore publicou um livro (Earth in the Balance: Ecology and the Human Spirit). Esses são apenas uns poucos exemplos da caudalosa torrente de publicações sobre aquecimento global. Raramente um tão magro conteúdo científico provocou tamanha onda de popularização da parte de indivíduos que nada entendiam do assunto.

As actividades da Union of Concerned Scientists merecem uma menção especial. Esta organização amplamente apoiada dedicou-se originalmente ao desarmamento nuclear. Ao terminar a guerra fria, o grupo começou a opor-se activamente à produção de energia em centrais nucleares. A sua oposição à energia nuclear era impopular entre muitos físicos. Nos últimos anos, a organização voltou-se para a batalha contra o aquecimento global de modo particularmente histérico. Em 1989 o grupo começou a difundir uma petição que urge o reconhecimento do aquecimento global como o grande perigo potencial para a espécie humana. A maioria dos destinatários que não assinou foi solicitada a fazê-lo pelo menos mais duas vezes. A petição acabou por ser assinada por 700 cientistas, inclusive muitos sócios da Academia Nacional de Ciências e laureados com o prémio Nobel. Só três ou quatro dos signatários, porém, tinham qualquer envolvimento com a climatologia. De maneira interessante, a petição tinha duas páginas, e na segunda havia um apelo para a consideração renovada da energia nuclear (antes combatida). Quando a petição foi publicada no New York Times, esta segunda página foi omitida. Em todo caso, aquele documento ajudou a solidificar a percepção pública de que "todos os cientistas" concordavam com o cenário do desastre climático. Tal abuso flagrante de autoridade científica não passou desapercebido. Na reunião anual de 1990 da Academia Nacional de Ciências, Frank Press, seu presidente, alertou os membros da sociedade sobre o inconveniente de emprestar a sua credibilidade a campanhas sobre as quais não tinham um conhecimento especial. Destacou o caso da petição publicada. Na minha opinião o que a petição demonstrou foi que o imperativo de lutar contra o aquecimento global tornara-se parte do dogma da consciência liberal – um dogma ao qual os cientistas não estão imunes.

Ao mesmo tempo, aumentaram as pressões políticas sobre os que discordam da "visão majoritária". O senador Gore censurou publicamente os "cépticos" em artigo de fundo do New York Times. Num exemplo perverso de falta de lógica ele associou os "verdadeiros crentes", no aquecimento, com Galileu. Também se referiu, em outro artigo no verão de 1988, a uma Kristallnacht (Noite de Cristal) antes do holocausto do aquecimento.

A noção de "unanimidade científica" actualmente está intimada ligada ao relatório do Grupo de Trabalho I do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, da ONU, divulgado em Setembro de 1990. Aquele Painel era constituído em grande parte por cientistas designados pelos governos respectivos. O Painel tem três grupos de trabalho. O Grupo de Trabalho I nominalmente trata de ciência climática. Aproximadamente 150 cientistas contribuíram para o relatório, mas a representação de universidades americanas foi relativamente pequena e é provável que assim permaneça, uma vez que os recursos e o tempo para participação nas discussões intergovernamentais não estão disponíveis para a maioria dos cientistas universitários. Muitos governos concordaram em usar aquele relatório como a base autorizada para política do ambiente. O relatório, como tal, tem características positivas e negativas. Metodologicamente, o relatório confia profundamente em grandes modelos, e no seu interior os modelos de relatório são em grande parte verificados por comparação com outros modelos. Uma vez que os modelos são conhecidos por concordarem mais entre si do que com a Natureza (até mesmo depois de "afinados"), tal abordagem não parece promissora. Além do mais, vários dos participantes experimentaram pressões para enfatizar resultados que apoiam o cenário oficial e para suprimir outros resultados. Aquela pressão frequentemente foi eficaz, e uma consulta entre os participantes revelou discordância significativa deles em relação ao expresso no relatório final. Todavia, o corpo do relatório é extremamente ambíguo, e as ressalvas são numerosas. O relatório é antecedido por um resumo executivo escrito pelo editor, sir John Houghton, director do Instituto de Meteorologia do Reino Unido. O resumo não dá relevo à incerteza que prevalece em grande parte do relatório e tenta apresentar a expectativa de aquecimento significativo como resultado científico firmemente estabelecido. O resumo foi publicado como um documento separado, e é seguro dizer que os decisores governamentais lerão pouca coisa a mais do que o resumo. Com base no resumo, ouve-se frequentemente dizer que "centenas dos maiores cientistas do clima, de dúzias de países, todos concordaram que..." Não importa saber quem está de acordo, uma vez que os que citam o sumário insistem em avalizar os cenários mais extremistas. Devo acrescentar que a comunidade da climatologia, até aos anos mais recentes, era bastante pequena e estava concentrada nos Estados Unidos e na Europa, não em "dúzias de países".

Enquanto os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas estavam em elaboração, o Conselho de Investigação Nacional dos Estados Unidos foi incumbido de preparar uma síntese do estado actual do conhecimento sobre a mudança global do clima. O painel escolhido não era promissor. Quase nenhum membro da academia era especialista em climatologia. Realmente, só um cientista esteve directamente envolvido em estudos do clima, Stephen Schneider, que é um activista ambiental ardente. Também incluía três activistas ambientais profissionais, e foi chefiado pelo ex-senador, Dan Evans. O painel incluiu cientistas distintos e economistas fora da área de clima e, talvez por causa disto, o relatório emitido pelo Painel foi em geral correcto. O relatório concluiu que era carente a base científica para justificar uma acção dispendiosa, embora a prudência recomendasse que acções baratas mereceriam ser consideradas, ou feitas as que deveriam de qualquer modo ser feitas. Um subcomité do painel emitiu um relatório sobre a adaptação à mudança climática, o qual levou em conta até mesmo os cenários de aquecimento mais extremos, e afirmou que os Estados Unidos teriam pouca dificuldade de adaptação. Não surpreende que os ecologistas no Painel tenham influenciado fortemente o teor dos relatórios, mas não tendo conseguido impor completamente as suas opiniões, tentaram distanciar-se dos relatórios, ora renunciando ou emitindo opiniões dissidentes minoritárias. Igualmente não surpreende que o New York Times publicasse os relatórios daquele painel na página 46. Os temas nunca foram discutidos nos media – salvo em breves alegações de que os relatórios apoiavam uma visão catastrofista. Não obstante, os relatórios daquele Painel americano eram indicativos do cepticismo crescente relativo ao assunto do aquecimento global.

Realmente, o cepticismo emergente é notável sob muitos aspectos. Um dos protagonistas mais antigos da hipótese do aquecimento global, Roger Revelle, o falecido professor de ciências oceanográficas da Scripps Institution of Oceanography que iniciou a monitorização directa da concentração atmosférica do anidrido carbónico durante o Ano Geofísico Internacional (1958), é co-autor com S. Fred Singer e Chauncy Starr de uma monografia a recomendar que a acção quanto ao aquecimento global seja adiada por falta de base científica adequada. Outro defensor activo da hipótese de aquecimento global, Michael McElroy, chefe do Department of Earth and Planetary Sciences em Harvard, escreveu recentemente um artigo onde reconhece que os modelos existentes não podem ser usados para prever o clima.

Seria razoável esperar que tal cepticismo crescente tivesse mais influência sobre o debate público, mas a insistência na "unanimidade científica" continua e não diminui. Às vezes, aquela insistência adquire algumas formas estranhas. Há mais de um ano, Robert White que chefiou a U.S. Weather Bureau e é actualmente o presidente da Academia Nacional de Engenharia, escreveu um artigo para o Scientific American onde destacava que a questionável a base científica de previsões de aquecimento global era totalmente inadequada para justificar quaisquer acções dispendiosas. Declarou ele que se houvesse insistência em fazer algo, só se deveriam fazer coisas que de qualquer modo seriam feitas mesmo sem a ameaça do aquecimento. Após aquele artigo, Tom Wicker, colunista do New York Times e confidente do senador Gore escreveu uma nota na qual declarou que White havia recomendado acção imediata sobre o "aquecimento global." A minha própria experiência é semelhante. Num artigo, publicado em Audubon, Stephen Schneider declara que eu "admiti agora que algum aquecimento parece inevitável". Diferenças entre expectativas de mudanças medidas em alguns décimos de grau e aquecimento de vários graus são convenientemente escondidas. Karen White num artigo longo e laudatório de James Hansen no New York Times Sunday Magazine relatou que eu concordara em que haveria aquecimento, tendo "relutantemente dado uma estimativa de 1,2 graus''. Isso era, é claro, uma inverdade.

Mais recentemente testemunhei numa audiência do Senado conduzida pelo senador Al Gore. Desenrolava-se ali uma discussão abstracta sobre o vapor de água na troposfera superior. Dois anos antes eu salientara que, se a fonte de vapor de água naquela área nas regiões tropicais fossem nuvens espessas, então o aquecimento superficial seria acompanhado por redução de vapor de água em camadas de nível superior. Investigação subsequente estabeleceu que deve haver uma fonte adicional — amplamente atribuída a cristais de gelo libertados por essas nuvens espessas. Eu notei que aquela fonte muito provavelmente diminuía a humidade numa atmosfera mais morna. Ambos invertem processos de rectroalimentação os quais tornam-se negativos em lugar de positivos. O senador Al Gore perguntou se eu rejeitava agora minha sugestão de dois anos atrás como sendo factor principal. Eu respondi que sim. Al Gore chamou o escrivão para anotar que eu tinha retractado as minhas objecções ao "aquecimento global". No debate que se seguiu, envolvendo principalmente outros participantes na audiência, foi dito a Al Gore que ele estava a confundir os assuntos. Porém, logo depois disso Tom Wicker publicou um artigo no New York Times em que afirma ter-me retractado da minha oposição à hipótese do aquecimento global e que isto confirmava a necessidade de acção imediata para restringir a ameaça iminente. Escrevi uma carta ao Times em que protestei por a minha posição ter sido grosseiramente falseada e, após um mês de espera, a minha carta foi publicada. O senador Al Gore, todavia, voltou a afirmar no seu livro que eu me retractara das objecções científicas ao cenário de aquecimento catastrófico e também adverte outros cientistas, que duvidam do cenário do aquecimento global, que estão a prejudicar a humanidade.

QUALQUER CIENTISTA SERVE

Por que há tal insistência na unanimidade científica no assunto do aquecimento global? Afinal de contas, a unanimidade em ciência é virtualmente inexistente em assuntos menos complexos. Unanimidade em um assunto tão incerto quanto o do aquecimento global seria surpreendente e levanta suspeitas. Além disso, por que são procuradas as opiniões de cientistas de outros campos que não o da climatologia? Raramente são pedidas opiniões de biólogos e de médicos sobre alguma teoria da física de alta energia. Aparentemente, quando se trata de "aquecimento global'' qualquer cientista serve.

A resposta a estas questões está quase seguramente na política. Por exemplo, na Cimeira da Terra, realizada no Rio, foram ensaiadas propostas para negociar acordos internacionais sobre a emissão de anidrido carbónico. É certo que os custos e implicações de tais acordos seriam profundos para países industrializados e países em desenvolvimento. Dadas as circunstâncias, seria muito arriscado para os políticos fazer tais acordos a menos que os cientistas "insistissem" neles. Não obstante, a situação provavelmente é bem mais complicada que a que se sugere.

[*] Professor Titular de Meteorologia do Massachusetts Institute of Technology. Foi colaborador proeminente do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) e o principal responsável dos "Assessment Report" – pedra basilar dos relatórios quinquenais do IPCC. Renunciou a essa colaboração perante a falta de ética do núcleo central de decisão do IPCC. Este publicou textos não aprovados pelo grupo de climatologistas responsáveis pela componente científica dos documentos oficiais. Muito especialmente insurgiu-se com a afirmação "da prova discernível da intervenção humana nas alterações climáticas" quando os cientistas apontavam exactamente para a falta de provas e salientavam as muitas incertezas na matéria. A sua voz é regularmente ouvida nas comissões científicas do Congresso dos Estados Unidos. É membro da Academia das Ciências dos EUA. O autor tem uma vastíssima obra publicada, tanto em livros como em revistas e jornais. Ver nota em http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Lindzen

O original encontra-se em http://www.cato.org/pubs/regulation/reg15n2j.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

 

Este artigo já tem uns anos mas é de divulgar!

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A mentira do aquecimento global (Republicação)

Dr. Jarl R. Ahlbeck, engenheiro químico na Universidade Abo Akademi da Finlândia:

“Até agora, as medições do mundo real não dão base para se preocupar com um aquecimento catastrófico futuro.”

Dr. Kiminori Itoh, físico-químico ambientalista, membro do IPCC:

“Os temores espalhados sobre o aquecimento global constituem o pior escândalo científico da história... Quando o público perceba a verdade, vai se sentir decepcionado com a ciência e com os cientistas”.

Dr. Arun Ahluwalia, geólogo da Universidade de Punjab , diretor do International Year of the Planet

“Atualmente, o IPCC virou um circuito fechado: não ouve os outros... Não tem abertura mental. Estou deveras surpreso pelo fato de o Prêmio Nobel da Paz ter sido outorgado [a Al Gore e ao IPCC] com base em conclusões cientificamente incorretas.”

Prof. Paul Reiter, Instituto Pasteur, Paris:

"Nós achamos que vivemos numa era de razão, e o alarme pelo aquecimento global parece ciência; mas não é ciência, é propaganda."

Prof. Ian Clark, Departamento das Ciências da Terra, Universidade de Otawa:

"Não podemos dizer que o CO2 vá dirigir as mudanças climáticas, certamente nunca o fez no passado."

Patrick Moore, Co-fundador da Greenpeace.

"O movimento ambientalista tornou-se a maior força que impede o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos."

Prof Ivar Giaever, Premio Nobel de Fisica 1973:

"Eu não acredito no aquecimento global... ele transformou-se numa nova religião".

Philip K. Chapman, geofísico, engenheiro astronáutico, ex-astronauta, físico do M.I.T.

“Todos esses que exigem inverter a curva do aquecimento global com urgência precisam desligar o pisca-pisca e apresentar algum pensamento sobre o que nós deveríamos fazer se, em lugar do aquecimento global, nós estivéssemos enfrentando um esfriamento global”.

Timothy Ball, ex-professor de climatologia da Universidade de Winnipeg, Canadá:

“O CO2 (dióxido de carbono) não é um gás poluente. Ele tem conseqüências positivas, na verdade. Quanto maior sua concentração na atmosfera, maior o crescimento das plantas. A atividade do Sol é o principal fator que afeta o clima no planeta, mas quase não é mencionada. (... ) Eles [os especialistas] têm medo de falar, são acusados de receber dinheiro da indústria do petróleo. Eu mesmo já fui alvo de ataques pessoais”.

Dr Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral da unidade de monitoramento por satélite da EMBRAPA:

“O ambientalismo não entendeu o conceito de desenvolvimento sustentável . (...) outra tendência perigosa é tratar o assunto de maneira apocalíptica. Só se prevêem coisas ruins com as mudanças climáticas. É preciso trazer outros pontos de vista. Por exemplo, o desaparecimento da calota polar vai gerar uma economia de combustível inacreditável, porque vai encurtar caminhos na navegação. É preciso lançar um pouco de racionalidade à questão, sobretudo quando se trata de hipótese inverificável. É curioso como os cientistas, senhores da razão e ateus, adotam nessa hora uma linguagem totalmente religiosa. Eles falam de toda a teologia do fim dos tempos, das catástrofes, do homem vitimado e castigado com o dilúvio, como Noé”.

Stanley B. Goldenberg, meteorologista da NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration:

“Há uma mentira ovante que está sendo espalhada pela mídia e que faz acreditar que só uma franja de cientistas não acredita no aquecimento global provocado pelo homem”. (Stanley B. Goldenberg é especialista em furacões na NOAA )

Prof David S Gee, professor emérito de Ciências da Terra, Universidade de Uppsala, Suécia:

“Durante mais quantos anos o planeta deverá ainda esfriar para que comecemos a ouvir que o planeta não está aquecendo? Durante mais quantos anos deverá continuar o atual esfriamento?”

Dr. Vaclav Klaus, Presidente da República Checa

“Como uma pessoa que viveu sob o comunismo na maior parte de sua vida eu me sinto obrigado a dizer que a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade hoje em dia é o ambientalismo, não o comunismo. A ideologia ecologista quer substituir o livre e espontâneo desenvolvimento da humanidade com uma espécie de planificação central que agora é chamada de global”.

Freeman Dyson, da US National Academy of Sciences e professor emérito de Física de Princeton:

“O mundo real é turvo, complicado e cheio de coisas que nós não entendemos ainda. É muito mais fácil para um cientista se sentar num prédio com aquecimento e fazer rodar modelos de computador do que se vestir com roupas de inverno e sair a medir o que realmente está acontecendo do lado de fora nos pântanos e nas nuvens. É por isto que os expertos em modelos climáticos acabam acreditando nos seus próprios modelos...” Freeman Dyson é membro da U.S. National Academy of Sciences e professor emérito de Física do Institute for Advanced Study da Universidade de Princeton.

R.Austin e W.Happer, professores de Física em Princeton; L.Gould , em Hartford; R.Lindzen (MIT) etc:

“O céu não está caindo, a Terra vem se esfriado há dez anos. O presente esfriamento NÃO foi predito pelos modelos de computador alarmistas. Os melhores meteorologistas do mundo não podem predizer o clima com duas semanas de antecipação, e nem ousam predizer o resto do século. Pode Al Gore? Pode John Holdren? Estamos sendo inundados de afirmações de que as provas são claras, de que o debate está encerrado e de que devemos agir imediatamente, mas de fato NÃO EXISTEM ESSAS PROVAS, NÃO EXISTEM.”

Prof. Nils Axel Mörner, ex-presidente da Comissão Internacional para os Câmbios do Nível do Mar:

“O mar não está crescendo e não cresceu nada nos últimos 50 anos”

Richard Keen, climatologista do Department of Atmospheric and Oceanic Sciences, Colorado Univ

“A Terra vem se esfriando desde 1998, em desafio às predições do IPCC da ONU... A temperatura global em 2007 foi a mais fria numa década e a mais fria do milênio... tal vez seja por isso que o “aquecimento global” está sendo chamado de “cambio climático”.

Dr. Pal Brekke, físico solar, do Norwegian Space Centre em Ohio:

“Quem quer que pretenda que o debate está encerrado e que as conclusões são definitivas pratica uma abordagem fundamentalmente anti-científica numa das questões mais nevrálgicas da nossa época”.

Luiz Carlos Baldicero Molion, Prof. de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas:

“Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. (...) eu já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. (...) inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. (...) um terrorismo climático como é esse aquecimento global.”

Bob Carter, professor de geologia na Universidade James Cook, Austrália

“Ao longo dos últimos anos vem sendo registrados sinais climáticos mais frios do habitual em todo o mundo, levando muitos cientistas a questionar a moda, já muito desatualizada, do alarmismo com o aquecimento global”.

Fonte: http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/


in Pravda
 
Republicação: Públicado anterioremente neste blog em 13 de Agosto de 2009
 
 
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Ponte de Vila Franca já tem 60 anos

V. Franca de Xira: Ponte que encurtou distâncias foi inaugurada há sessenta anos 

A Ponte de Vila Franca de Xira fez 60 anos em 30 de Dezembro, data que em 1951 pôs fim às viagens a Lisboa em barcos a motor e encurtou distâncias entre o Norte e o Sul do país.

José Batalha é filho de um dos donos das empresas que, na década de 1940, faziam a ligação de barco a motor, nos chamados “gasolinas”, não só entre as duas margens do Tejo na zona de Vila Franca, numa distância de pouco mais de 500 metros, mas também até Lisboa. “Os gasolinas transportavam pessoas, carros, em cima de umas pranchas, e de noite transportavam da margem sul para Vila Franca o gado que ia a pé para Lisboa até ao matadouro, acompanhado por homens a cavalo”, lembra. Os barcos faziam a ligação entre os cais do Cabo (na margem sul, no mesmo concelho) e de Vila Franca a cada 15 minutos. O preço rondava os 50 centavos de escudo por uma viagem que também não durava mais de um quarto de hora.
Depois da inauguração da ponte, a empresa do pai foi integrada no Porto de Lisboa, mas nem isso levantou a indignação dos locais. A obra era uma solução pedida pela população ao Estado desde 1924, uma vez que a única ponte sobre o Tejo era a de Santarém, a 80 quilómetros de Lisboa. ”Lembro-me muito bem do dia da inauguração. Tinha 13 anos. Foi o dia em que Vila Franca teve mais gente. Não se podia andar. Foi um dia de festa, veio gente de todos os lados, de carroças, carros, camionetas, tratores, tudo aqui para assistir à festa”, conta José Batalha.Natural de Vila Franca de Xira, José Batalha conseguiu atravessar naquele dia o tabuleiro a pé, com a mãe: “Mal demos por isso”, admite. O mesmo não aconteceu com Maria Manuela Azevedo.
”Eu era miúda, tinha sete anos. Lembro-me de que foi um grande acontecimento. Morávamos em Coruche, nessa altura o meu pai já tinha carro e viemos para ver a ponte. Saímos de manhã, mas de tarde ainda havia fila. O meu pai já não teve mais paciência para estar na fila, então voltou para trás. Estávamos a 500 metros da ponte”, conta a professora reformada. Maria Manuela Azevedo salienta que a ponte “uniu as duas margens do rio” e o Norte e Sul do país, ligações que antes de 30 de Dezembro de 1951 tinham de ser feitas de barco.”Íamos muito a Lisboa, porque a nossa família era de lá. Chegávamos ali à lezíria, o carro ia na jangada e nós no barco para passarmos para o outro lado”, recorda.
No entanto, salienta também que a ponte foi paga durante muitos anos. “Começou nos cinco escudos, subiu para os 7,5 e para os 12,5 escudos. As portagens só acabaram com a primeira-ministra Maria de Lurdes Pintassilgo”, acrescenta José Batalha. Seis décadas depois, a importância da infraestrutura mantém-se: “A ponte foi muito importante na altura e mesmo hoje ainda tem muito movimento. Mas se não houvesse as pontes Vasco da Gama e 25 de Abril hoje não era suficiente, porque há muito mais carros do que naquela altura”, considera José Batalha. A construção da então Ponte Marechal Carmona teve início em 1947.
A inauguração decorreu quatro anos depois. “Ponte de ligação entre o Norte e o Sul, torna-se clara a importância que a ponte assumiu no desenvolvimento local e nacional, levando ao incremento das actividades económicas e à subsequente fixação das populações e crescimento urbanístico”, resume o Museu Municipal de Vila Franca de Xira.

 

 

 

in O Mundo Português

 

 

 

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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Eu pensava que era públicidade!

Empresa já removeu os autocolantes

Anónimos mudam o nome às estações de Metro

 Pedro Catarino / Correio da Manhã

Várias estações do Metro de Lisboa viram o seu nome mudado, por anónimos, para EDP, Repsol, Banco BIC ou mesmo FMI

Várias estações do Metro de Lisboa 'ganharam' novos nomes no início deste ano, como EDP, Repsol, Banco BIC ou mesmo FMI. A empresa já removeu os autocolantes que associavam logótipos às paragens, colocados por anónimos nos mapas da rede.

 

Em Setembro, a estação da Baixa-Chiado passou a chamar-se Baixa-Chiado PT Bluestation, no seguimento de um patrocínio daquela empresa de telecomunicações portuguesa. Assim, nos diagramas da rede do metro, junto à referência Baixa-Chiado foram colados autocolantes com o símbolo da PT e o nome da parceria, para identificar a sua nova designação.

Com o novo ano, outras estações 'ganharam' uma marca associada ao seu nome: 'Restauradores Repsol', 'Marquês de Pombal EDP', 'São Sebastião Banco BIC’, 'Campo Grande Zon Multimédia' e 'Oriente Vodafone'.

No Marquês de Pombal existe a sede da EDP, no Oriente a da Vodafone e no Campo Grande está a ser construída a sede da Zon Multimédia.

Por sua vez, junto ao nome da estação do Terreiro do Paço, onde se encontra o Ministério das Finanças, foi colocado um autocolante com o logótipo do FMI (Fundo Monetário Internacional). Os autocolantes foram colados nos diagramas de rede de todas as carruagens do Metro.

Contactada pela Agência Lusa, fonte do Metro de Lisboa explicou que "assim que os autocolantes foram detectados", a empresa "imediatamente levou a cabo as medidas necessárias para a remoção dos mesmos com a maior rapidez possível".

Para "não afectar a normal circulação dos comboios", foi necessário "efectuar a limpeza em ambiente oficinal, o que obrigou à retirada gradual das carruagens". Na passada quinta-feira ao final do dia, a empresa afirmava que já todos os autocolantes tinham sido retirados.

 

in Correio da Manhã

 

 

Notícia em primeira mão publicada no Blog Política Portugal, neste link no dia 4 de Janeiro: http://politicaportugal.com/autocolantes-diagramas-metro-lisboa/

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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Da "pornografia climática"

É sempre bom encontrar ambientalistas que mantêm relações cordiais com a realidade e, sobretudo, com um tom de voz baixo. Walker e King são dois exemplares dessa espécie rara, o ambientalista-que-não-grita. Sim, ok, Hot Topic não escapa por completo aos tiques habituais da tribo: a pressão apocalíptica (do estilo "se não fizermos nada nos próximos vinte anos, estamos perdidos"), a tendência para falar em "civilização humana" (como se existisse uma Humanidade una e indivisível à espera do consenso científico uno e indivisível) e a sugestão de soluções que abririam a porta a um controlo absurdo sobre as pessoas (ex.: "cartão de crédito de carbono", no qual seria apontado o carbono emitido por cada cidadão). Sim, Hot Topic tem isso tudo, mas também tem uma dose assinalável de sensatez e de tacto político. E isso salva o livro.

Para começar, os dois autores têm noção que o Ocidente não pode aparecer nas Cimeiras de Copenhaga com a atitude quero-posso-e-mando. Não vale a pena ficar a gritar contra a insensibilidade de chineses e indianos em relação ao ambiente, porque os líderes asiáticos têm uma preocupação constante em cima das suas pobres cabeças, a saber: continuar a retirar milhões de pessoas da pobreza mais abjecta. Portanto, convinha que os ocidentais mostrassem alguma sensibilidade social a par da sensibilidade ambiental. Neste sentido, Walker e King criticam uma posição anti-China muito comum: "sim, a China é o maior emissor a nível global e um dos países em crescimento mais rápido. Mas mesmo assim liberta menos gases efeito estufa per capita do que todo o mundo desenvolvido". Mais: até à data, a China "foi responsável por uma parte muito pequena do problema". A industrialização da China começou apenas em 1979. Portanto, "para terem uma hipótese de persuadir os países em desenvolvimento", os países ocidentais terão de controlar as suas próprias emissões per capita.

A par desta sensibilidade política e humana (os ursos polares são importantes, sim senhora, mas os seres humanos, parecendo que não, também merecem atenção), King e Walker atacam aquilo que apelidam de "pornografia climática", isto é, os ambientalistas histéricos que poluem o espaço público com o beneplácito dos média. Esta dupla britânica desfaz, por exemplo, aquelas patranhas que passam por ciência, a começar pelo argumento de filme de domingo à tarde. Depois, Walker e King criticam a típica arrogância ambientalista. E ainda bem que o fazem. Porque já não há paciência para a atitude "eu sou mais verde do que tu". É essa presunção de superioridade que torna o ambientalista numa personagem, digamos, um pouco chatinha. 



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/da-pornografia-climatica=f697714#ixzz1iZgq7gGi

Por Henrique Raposo

in Expresso

 

 

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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Vila Franca de Xira: PSP com medo de multar magistrados

"Alguns magistrados do tribunal de Vila Franca de Xira têm ignorado o código da estrada e estacionado os seus automóveis nos lugares reservados aos deficientes na Praceta da Justiça, sem que nenhuma multa lhes seja passada pela polícia, situação que está a deixar os moradores indignados e revoltados" (leia a notícia completa no jornal "O Mirante")

Os moradores chamaram diversas vezes a PSP ao local, mas esta, confrontada com a situação tem medo de multar, porque os automóveis pertencem aos magistrados. Alguns polícias confirmam ao jornal "O Mirante" confessando que o problema “é delicado”.

Segundo os agentes, com os juízes decidiram “....ter uma atitude pedagógica, entrar no tribunal e pedir para tirarem o carro”!!!

Os moradores afirmam que isto aconteçe diáriamente, tendo até já sido discutido o assunto na Assembleia de Freguesia.

A caricata e saloia pratica toma contornos ainda mais misteriosos por só existirem 11 magistrados em Vila Franca de Xira e existirem 12 lugares disponíveis exclusivamente para magistrados, embora, na maioria das vezes existam parados nos lugares 14 viaturas com o dístico do tribunal.

 

Baseado numa notícia do jornal O Mirante

 

Pena que esta "atitude pedagógica" só aconteça no sentido de baixo para cima e nunca de cima para baixo! Quero eu dizer com isto que a PSP tem medo de "pisar os calos" aos "Srs. importantes e com poder" e depois, confrontados com os cidadãos comuns dão "sem dó nem piedade"! Numa democracia todos somos cidadãos e temos o direito de ser tratados com igualdade. Igualdade esta que só poderá ser reposta quando os Srs. Agentes virem todos os cidadãos, incluindo os Srs. Magistrados como iguais aos "olhos da lei"!

Por outro lado, obviamente, assiste-se a um aproveitamento dos "Srs. Magistrados" que, ao saberem do constrangimento dos agentes o usa para cometer estes "deslizes", privilégio da profissão. Depois da imunidade diplomática, surge agora a imunidade judicial!!!! Viva Portugal!

 

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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Quem nos liberta desta gente?

Parlamento

PSD apaga de relatório sobre as "secretas" alegadas ligações das chefias à Maçonaria

 
Jorge Silva Carvalho, ex-director da "secreta", foi ouvido no Parlamento em Setembro (Foto: Enric Vives-Rubio)

O PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na 1.ª comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção da intelligence à Maçonaria.

 

Na primeira versão do relatório, assinada a 28 de Outubro de 2011 pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, pode ler-se que os "incidentes verificados nos últimos meses" (as notícias sobre as fugas de informações para a empresa Ongoing e o acesso ilícito aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas), "sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações" de Jorge Silva Carvalho [que, até finais de 2010, dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a "conluios de poder", "pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações".

Neste documento, a que o PÚBLICO teve acesso, a deputada escreveu que as audições realizadas à porta fechada resultaram também em "indícios e suspeitas do envolvimento" de Silva Carvalho "com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da Maçonaria".

Todas estas citações foram eliminadas do esboço de relatório que o PSD enviou para a 1.ª comissão, com menos páginas e no qual é notório o tom mitigado das palavras. Apenas num dos pontos das conclusões emerge alguma proximidade com a primeira versão do documento: "Impõe-se garantir que os Serviços de Informações, através de titulares de cargos de Direcção ou de operacionais, não sejam passíveis de instrumentalização por entidades públicas ou privadas." O PÚBLICO contactou Teresa Leal Coelho, mas a deputada disse não querer falar.

 

03.01.2012 - 07:46 Por Maria José Oliveira

in Jornal Público

Leia mais no PÚBLICO de hoje e na edição online exclusiva para assinantes.

 


Infelizmente não existe nada nem ninguém que nos possa libertar desta gente que se apoderou do país e das esferas do poder e o manipulam nos seus interesses. Quando falam dizem mover-se por interesses altruistas e humanos, mas, na verdade, tudo não passa de retórica usada para nos iludir em vez de dizerem a verdade negam os seus actos. Como se alimentam do poder e dos proveitos do poder nunca nos libertarão enquanto estes existirem.

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

A História Secreta da Obsolescência Planeada

Comprar, puxar, fazer compras, um documentário sobre a obsolescência planeada, ou seja, redução deliberada da vida de um produto para aumentar o consumo.
Baterias que vão 'morrer' 18 meses depois de serem lançadas, impressoras que estão bloqueadas para atingir um número "x" de impressões, lâmpadas que fundem em mil horas...
Por que é que, apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos?
Em 1911 havia lâmpadas com duração de 2500 horas, mas em 1924 os principais fabricantes acordaram em limitar a sua vida a 1000 horas.
O cartel chamado «Febo», oficialmente nunca existiu, mas em Livermore, na Califórnia, encontrou-se a lâmpada mais antiga do mundo, a funcionar sem interrupção desde 1901, está on-line 24 horas por dia. Até agora, já avariaram duas webcams que a filmam e a lâmpada
vai na terceira (webcam)!

 

 

 

 Documentários do género, bastante interessantes:

  

 Food, Inc

 

Sinopse:

 

Quanto é que realmente sabemos sobre os alimentos que compramos nos nossos supermercados locais e servem para as nossas famílias?

In Food, Inc., o cineasta Robert Kenner levanta o véu sobre a indústria de alimentos da nação, expondo o ventre altamente mecanizada que foi escondida do consumidor americano, com o consentimento das agências reguladoras do nosso governo, USDA e FDA. O fornecimento de alimentos da nação está agora controlado por um punhado de corporações que, muitas vezes o lucro antes de colocar a saúde dos consumidores, a subsistência do agricultor norte-americano, a segurança dos trabalhadores e do nosso próprio ambiente. Temos maiores frangos peito, a carne de porco perfeito chop, herbicidas, sementes de soja resistentes, mesmo tomates que não vai mal, mas também temos novas cepas de E. coli, as bactérias nocivas que causa a doença para um número estimado de 73.000 americanos anualmente . Estamos cheio de obesidade generalizada, especialmente entre as crianças, e um nível de epidemia de diabetes entre os adultos.

A campanha de Acção Social para a Alimentação, Inc. é resolver os problemas como obesidade infantil, defendendo para almoços de escola mais saudáveis e rotulagem do menu leis, incentivando a compra de alimentos orgânicos e sustentáveis, e protecções para os trabalhadores agrícolas.

 

in Sapo Cinema

 

 

 

 

 

 

 

 

 Capitalismo: Uma história de amor

 

Sinopse:

 

Ao mesmo tempo com humor e coragem, Capitalism: A Love Story explora uma pergunta: "Qual o preço que a América tem de pagar pelo seu amor pelo capitalismo?" Há alguns anos esse amor parecia inocente. Hoje, no entanto, o Sonho Americano parece mais um pesadelo, quando as pessoas têm de pagar com os seus empregos, a suas casas e as suas poupanças. Moore leva-nos até às casas de gente normal, cujas vidas ficaram viradas do avesso, e vai à procura de explicações em Washington e outros locais. O que descobrimos tem os sintomas tão familiares de uma história de amor que deu para o torto: mentiras, abuso, traição…e 14,000 empregos perdidos todos os dias. Capitalism: A Love Story é não a derradeira tentativa de Michael Moore para responder à pergunta que tem andado a fazer ao longo da sua tão ilustre como controversa carreira: Quem somos nós e porque razão nos comportamos assim

 

in Sapo Cinema


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doutrina de choque
 
 
 
 
 
 
 

Sinopse:

 

Em "A Doutrina do Choque", Naomi Klein destrói o mito de que a política de livre mercado global triunfou democraticamente. Expondo o pensamento, a origem do dinheiro e os jogos de bastidores que originaram as crises e guerras que mudaram o mundo nos últimos 40 anos. A Doutrina do Choque é a história de como a política de "livre mercado" dos EUA passou a dominar o mundo, por meio da exploração de povos e países, assolados por desastres ou em estado de choque. Dirigido por Mat Whitecross e Michael Winterbottom, codiretores de Estrada para Guantánamo

(Descrição por Bytecode)

 

Links Youtube:

 

Lista de reprodução: http://www.youtube.com/view_play_list?p=A6D827F36C61A1FE

 

 

1/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

2/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

3/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

4/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

5/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

6/6 - A Doutrina do Choque / The Shock Doctrine

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Como se fabrica uma acusação

Policia grega coloca cocktails molotov na mochila de um detido para o acusar.

 

Em nenhum país democrático deveria acontecer isto! O facto da polícia agir contra os cidadãos diz tudo! Quem estarão a servir os jagunços (aqui outra definição) quando fazem tudo para deter os manifestantes? Certamente não estão a contribuir para uma futura democracia, contribuem sim para manter uma ditadura fantoche!

 

 

Vejam as imagens:

 

 

 

 

 

 

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Santana do Mato: Espancada por mulher em frente à filha

Alegou motivos passionais

Espancada por mulher em frente à filha

Uma mulher, de 40 anos, foi espancada ontem por outra mulher, de 34, à frente da filha, de dois anos, com quem caminhava de mão dada ao longo de uma rua estreita, em Santana do Mato, Coruche.

 

A vítima, natural da Ucrânia, mas com residência naquela freguesia, operária na fábrica de carvão, foi agredida com murros e pontapés, tendo de receber assistência no Hospital Distrital de Santarém, para onde foi transportada pelos Bombeiros Voluntários de Coruche. Segundo uma testemunha, a agressora parou o carro junto da vítima e espancou-a, após o que abandonou o local, deixando-a estendida no chão e a contorcer-se com dores. Algumas pessoas que iam a passar pediram socorro para a vítima e protegeram a criança, que ficou em estado de choque. A agressão, por alegados motivos passionais, ocorreu pelas 15h30 e, pouco depois, a agressora foi interceptada e identificada por militares da GNR de Coruche.

 

Por:Isabel Jordão/João Nuno Pepino

in Correio da Manhã

 

 

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