Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

1488 - Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança

 

A 3 de Fevereiro de 1488, Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança, no sul do continente africano.

 

 

in O Leme

 

 

Bartolomeu Dias (c. 1450 — 29 de Maio, 1500), foi um navegador português que ficou célebre por ter sido o primeiro europeu a navegar para além do extremo sul de África, "dobrando" o Cabo da Boa Esperança e chegando ao oceano Índico a partir do Atlântico.

Dele, que possuía origens judaicas,[1] não se conhecem os antepassados, mas mercês e armas a ele outorgadas passaram a seus descendentes. Seu irmão foi Diogo Dias. Há quem o diga descendente de Dinis Dias escudeiro de D. João I e como navegador descobrira Cabo Verde em 1445. Ignora-se onde e quando nasceu, no entanto alguns historiadores sustentam ter ele nascido em Mirandela, Trás-os-Montes. Sobre a sua família sabe-se apenas que um parente Dinis Dias e Fernandes, na década de 1440 terá comandado expedições marítimas ao longo da costa do Norte de África, tendo visitado as ilhas de Cabo Verde.

Na sua juventude terá frequentado as aulas de Matemática e Astronomia na Universidade de Lisboa e serviu na fortaleza de São Jorge da Mina. Estava habilitado quer a determinar as coordenadas de um local, quer a enfrentar tempestades e calmarias como as do Golfo da Guiné.

Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. Ao comando da caravela S. Pantaleão estava João Infante. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Porém antes disso, capitaneara um navio na expedição de Diogo de Azambuja ao Golfo da Guiné.

 

Rota da viagem de Bartomoleu Dias (1487-88)

 

Marinheiro experiente, o primeiro a chegar ao Cabo das Tormentas, como o batizou em 1488 (chamado assim pois lá encontrou grandes vendavais e tempestades), um dos mais importantes acontecimentos da história das navegações. A expedição partiu de Lisboa em Agosto de 1487 a bordo levavam dois negros e quatro negras, capturados por Diogo Cão na costa ocidental africana. Bem alimentados e vestidos, serão largados na costa oriental para que testemunhem junto daquelas populações daquelas regiões a bondade e grandeza dos portugueses, e ao mesmo tempo recolher informações sobre o reino do Preste João. Em Dezembro atingiu a costa da actual Namíbia, o ponto mais a sul cartografado pela expedição de Diogo Cão. Continuando para sul, descobriu primeiro a Angra dos Ilhéus, sendo assaltado, em seguida, por um violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa, encontrando apenas o mar. Aproveitando os ventos vindos da Antártica que sopram vigorosamente no Atlântico Sul, navegou para nordeste, redescobrindo a costa, que aí já tinha a orientação este-oeste e norte (já para leste do Cabo da Boa Esperança, que foi renomeado pelo rei português D. João II, assegurando a esperança de se chegar à Índia, para comprar as tão necessárias especiarias e outros artigos de luxo. Antes para se chegar à Índia era preciso apenas cruzar o Mar Mediterrâneo passando por Gênova e Veneza, que eram grandes centros comerciais graças ao Renascimento, só que eram agora dominados pelos turcos. Precisando então cruzar o Atlântico, chamado naquele tempo de O Mar Tenebroso, acreditando-se que nele havia monstros devoradores de embarcações e dar a volta na África, para se chegar à Índia), continuou para leste, cartografando diversas baias da costa da actual África do Sul (úteis no futuro como portos naturais), e chegando até à baía de Algoa (800 km a leste do cabo da Boa Esperança), então conhecido como Cabo das Tormentas.

 

Bartolomeu Dias e os seus marinheiros no meio de uma tempestade, antes de chegar ao Cabo da Boa Esperança

No entanto, a tripulação revoltada obrigou o capitão a regressar a Portugal pela linha da costa para oeste. No regresso, com a costa sempre visível, descobriu o Cabo das Agulhas, o ponto mais a sul do continente, e o Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança, cuja longitude tinha contornado por alto mar na viagem de ida, nessa viagem de volta colocou padrões de pedra nos principais pontos descobertos: a atual False Island, a ponta do Cabo das Tormentas, então descoberto, e o Cabo da Volta, hoje Diaz Point. Regressou a Lisboa em Dezembro de 1488.O sucesso da sua descoberta do caminho para a Índia não foi recompensado.

Acompanhou a construção dos navios e acompanhou a esquadra de Vasco da Gama, em 1499 como capitão de um dos navios que tinha como destino até São Jorge da Mina. A expedição partiu em 1497. Em 1500, acompanhou Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia Bartolomeu Dias naufragou e o valente marinheiro achou a morte junto da sua descoberta mais famosa - o Cabo da Boa Esperança.

Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho maritimo para a Índia.

Seria em 1500 o principal navegador da esquadra de Pedro Álvares Cabral. A carta de Pero Vaz de Caminha faz diversas referências a ele, apontando para a confiança que nele tinha o capitão-mor. Quando a armada de Cabral navegava em direção ao Cabo, após sua estada no Brasil, um forte temporal causou o naufrágio de quatro naus, entre elas a sua própria nau.

 

in Wikipedia

publicado por portuga-coruche às 11:54
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"Zé do Telhado" em Lousada

Reza a história do "Zé do Telhado" que este roubava aos ricos para dar aos pobres. Embora desconheça a história dos intervenientes modernos, os contornos e estes apenas) fazem lembrar a velha história do romântico ladrão que retirava a quem mais tinha para dar a quem nada tinha.

 

Trata-se de uma exploração familiar e étnica em que cada um tem o seu papel e função. Os bens materiais era subtraídos aos legítimos mas fúteis proprietários dos bens materiais e depois vendidos para benefício do grupo que não possui nada seu (se considerarmos que só é nosso aquilo que herdamos, nos foi dado, ou é fruto do nosso trabalho, nunca o que "achamos" ou "subtraímos").

 

Eis a notícia, como aparece no Jornal TVS:

 

 

Lousada 
 

Grupo acusado de roubar casas senhoriais julgado em Lousada

Prosseguiu esta terça-feira, no Tribunal Judicial de Lousada, o julgamento dos dois arguidos de etnia cigana (um homem e uma mulher), residentes em Felgueiras, suspeitos de fazerem parte de um grupo que terá realizado vários assaltos a duas habitações na comarca de Lousada, nomeadamente à Casa de Vilar, sita na freguesia do Torno, e também a Casa de Vilar, sita em Lodares. Os dois arguidos são, ainda, suspeitos de fazerem parte de um grupo que efectuaria assaltos de Norte a Sul do país.

A audiência de terça-feira, a segunda, ficou marcada pelo depoimento da caseira da Casa de Vilar, de Lodares, propriedade de Lígia Maria Ribeiro. Ao Tribunal aquela afirmou residir a cerca de 100 metros da Casa de Vilar e que na altura do assalto não se encontrava na residência propriedade de Lígia Maria Ribeiro. Esta disse, ainda, que nesse mesmo dia viu passar no caminho em frente à sua residência um grupo de ciganos, algo que lhe terá chamado à atenção, mas recusou-se a fazer qualquer paralelismo com o que se passou a seguir. " Apenas vi passar um grupo de ciganos, com duas mulheres e duas crianças, mas não vi mais nada. Soube do que se tinha passado porque foi a própria Dona Lígia que me contactou mais tarde", afirmou.

Refira-se que a arguida é acusada de juntamente com outros elementos masculinos e femininos bem como crianças da família de furtar objectos em ouro e prata, quadros tapeçarias, valores monetários. Já o elemento do sexo masculino é acusado de participar directamente nos furtos, ora permanecendo na carrinha em que os elementos do grupo se faziam transportar até às residências escolhidas e trataria de posteriormente da sua venda, nomeada mente em Peniche, como forma de dissimular a proveniência ilícita dos mesmos.

O julgamento prossegue esta quinta-feira e no próximo dia 18 de Fevereiro.

 

 

in TVS - Terras do Vale de Sousa

 

Resta saber o que seria daquelas crianças, caso os pais fossem presos! Felizmente os tribunais portugueses, cientes das dificuldades por que passam os elementos desta numerosa e pobre família que ainda por cima possui a agravante de pertencer a uma minoria étnica, deverão promover esforços de modo a que a Segurança Social e outras entidades reforcem os apoios, integrando para mais, as crianças nas escolas locais de forma a completar o enriquecimento do vocabulário iniciado em casa com os programas que dão nos canais nacionais.

publicado por portuga-coruche às 10:20
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Ementas das escolas de Almeirim disponíveis na internet

As ementas das refeições nas escolas do concelho de Almeirim passaram a estar disponíveis na internet, na página da câmara municipal e nas redes sociais Facebook e Hi5. A medida abrange os jardins de infância, escolas do primeiro ciclo e escolas dos segundos e terceiros ciclos de Almeirim e Fazendas de Almeirim. Segundo o vice-presidente do município, Pedro Ribeiro (PS), “esta medida tem como objectivo melhorar a informações junto dos pais e encarregados de educação numa área tão importante como é a educação”. No sítio da câmara as ementas podem ser consultadas no endereço: www.cm-almeirim.pt/NoticiasEventos/Noticias.

 

in O Mirante

 

 

Devemos apontar os exemplos de tansparência e bom funcionamento. Almeirim, como outros municipios continua a avançar e a servir de exmplo. Para quando em Coruche uma iniciativa destas?

 

publicado por portuga-coruche às 14:07
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A pílula de Angelina Jolie para se manter jovem e prevenir o cancro

Antioxidante sensação gera já 20 milhões de dólares por ano, sem carimbo científico. Vende-se e estuda-se em Portugal

 

O segredo de parecer dez anos mais novo e ter uma vida maior está no vinho tinto? Até aqui nada de novo - o poder antioxidante dos chamados polifenóis está na moda desde os anos 80. Mas as coisas tornam-se diferentes quando um investigador de Harvard apresenta uma das substâncias encontradas na película das uvas pretas ou em trepadeiras japonesas - o resveratrol - como a "molécula do século xxi", capaz de concentrar dezenas de copos de vinho em poucos miligramas, com efeitos surpreendentes.

A saga em torno deste produto natural começou em 2003, quando David Sinclair publicou uma carta na revista "Nature" em que dizia ter descoberto moléculas capazes de activar um mecanismo do organismo responsável pelo envelhecimento, a enzima Sirt1. Desde então, as promessas do resveratrol já valeram ao investigador um negócio de 720 milhões de dólares (517 milhões de euros) com a farmacêutica GlaxoSmithKline, além de alimentarem um negócio fora do circuito dos medicamentos em que o antioxidante é vendido como suplemento alimentar. Em resposta ao i, David Sinclair explica a sua descoberta: "Em ratinhos, o resveratrol atrasa os efeitos do envelhecimento e a obesidade. Não sabemos se os efeitos são os mesmos em seres humanos", diz. Ainda assim, o resveratrol concentrado em cápsulas já se vende um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, a cadeia Celeiro tem embalagens de 60 unidades por 28,95 euros. No site oficial, sugere-se a toma de uma ou duas cápsulas por dia, o que equivale "a cerca de 14 copos de vinho", explica ao i Pedro Lôbo do Vale, director das lojas. No último ano venderam "centenas de embalagens", mas não se pode falar de um aumento da procura.

Nos Estados Unidos, depois de correrem rumores de que seria o segredo da jovialidade de Angelina Jolie, de ter entrado na lista de conselhos do famoso Dr. Oz (convidado frequente de Oprah) e ter chegado à janela do programa "60 Minutos" da CBS, houve uma explosão nas vendas. Segundo um dos magnatas da indústria dos produtos naturais, James Betz, da Biotivia, o negócio global já ascende aos 20 milhões de dólares (14 milhões de euros) por ano, com perspectivas de quintuplicar em 2010, para os 100 milhões (71 milhões), diz na última edição da "Wired".

O princípio Os chamarizes são promessas clínicas como a prevenção do cancro ou o prolongamento da vida em seres humanos, até hoje sem provas científicas. Em 2003, no primeiro artigo publicado sobre o tema na "Nature", David Sinclair falava de um aumento de 70% da esperança de vida. Desde então os resultados científicos têm-se revelado promissores em modelos animais, mas modestos em seres humanos. Em Novembro de 2006, um estudo renovou o entusiasmo: no comunicado da Faculdade de Medicina de Harvard lia-se que "pela primeira vez, a pequena molécula resveratrol revelou-se capaz de beneficiar a sobrevivência de pequenos mamíferos." Dizia então David Sinclair: "Os ratinhos são evolutivamente muito mais próximos dos seres humanos que qualquer modelo animal manipulado com esta molécula, o que aumenta a esperança de efeitos semelhantes." Tinham descoberto que o resveratrol reduzia 31% o risco de mortalidade em ratinhos com uma dieta rica em calorias, um sinal positivo para quem quer viver mais sem sacrifícios.

Quatro anos depois, ainda não há sucesso em seres humanos. Carlos Palmeira é investigador da Universidade de Coimbra e trabalha directamente com o laboratório de David Sinclair para perceber o poder de substâncias como o resveratrol. "A enzima Sirt1 parece responsável pelos efeitos benéficos da restrição calórica em mamíferos." Contudo, "este regime não é saudável", pelo que é necessário encontrar compostos com uma acção semelhante, explica.

Segundo Patrício Soares Silva, director do Departamento de Investigação e Desenvolvimento da farmacêutica Bial - que tem feito estudos sobre a substância - "não existem ensaios no homem que justifiquem a importância terapêutica referida ao resveratrol", diz ao i. "Os nossos estudos em voluntários saudáveis mostram que o composto é mal absorvido por via oral e está sujeito a extensa metabolização, ou seja, a quantidade que entra em circulação é talvez insuficiente para promover os efeitos reconhecidos ao resveratrol quando testado em tubo de ensaio." Mesmo comparado com testes noutras espécies animais, a absorção "é muito baixa", adianta o investigador.

Sem dados conclusivos, vale a pena começar a tomar resveratrol? David Sinclair é evasivo: "Não faço comentários sobre a forma como as pessoas devem viver a sua vida." Adianta, contudo, que a GlaxoSmithKline - que em 2008 comprou o seu laboratório Sirtris - está a testar novos compostos, sendo "esperados testes clínicos em seres humanos este ano". Nos últimos tempos, a resposta mais assertiva foi um não: "O nosso discurso não pode ser ambíguo - não há mudanças no estilo de vida, procedimentos cirúrgicos, vitaminas, antioxidantes, hormonas ou técnicas de engenharia genética que alterem o processo de envelhecimento", afirmaram, em 2005, 51 investigadores de topo numa revista da especialidade.

 

in iOnline

 

 

publicado por portuga-coruche às 10:39
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Conspiração ou erros no manual das alterações climáticas?

por Marta F. Reis

 

É a terceira polémica em dois meses. Cientistas apontam fragilidades ao documento base das negociações climáticas produzido em 2007

 
 
Não há duas sem três quando os olhos começam a escrutinar um documento de mais de 900 páginas, de parto difícil, produzido em 2007 pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, das Nações Unidas. Esta semana a imprensa britânica apontou uma nova falha ao documento, agravada por o que acreditam ser um conflito de interesses: a afirmação de que a floresta tropical da Amazónia corre o risco de se transformar numa "savana" à mais pequena oscilação na precipitação teria sido produzida por dois activistas - um consultor do grupo ambiental WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e outro jornalista freelancer pró-ambiente. Há duas semanas, uma denúncia semelhante sobre a sina dos glaciares do Himalaias, que afinal nada aponta que desapareçam até 2035 - como afirmava o relatório de há três anos - ressuscitou as fragilidades do órgão da ONU que já em vésperas da Conferência de Copenhaga tinha estado em xeque quando uma fuga de emails na internet mostrou a cumplicidade de alguns cientistas de topo na censura de informação científica enviada ao IPCC. Manobra de diversão ou imprecisões? Facto é que o sucessor do protocolo de Quioto mantém-se adiado até nova ronda de negociações, prevista para o final do ano no México.

Phil Dickie, do WWF, explicou ao i que, no caso já rotulado de Amazongate (depois do Climategate e Glacier Gate) "houve apenas uma falha ao nível bibliográfico", por não terem sido citados dois artigos da "Nature" onde, em 2000, os dois autores foram buscar informação para elaborar um relatório mundial sobre o impacto dos incêndios florestais. Neste, afirma-se que 30% a 40% da floresta é particularmente vulnerável a alterações na precipitação, que podem ser provocadas pela acção do homem. Quanto à utilização do relatório no documento do IPCC diz "estar previsto" nas regras do organismo. Steven Wofsy, investigador da Universidade de Harvard, vai contudo mais longe: "Todas estas notícias sobre os erros do IPCC parecem mais uma cortina de fumo para descredibilizar o painel, como se não precisámos de estar preocupados com as alterações climáticas. É absurdo: o descrédito do IPCC não interfere com o que está a acontecer no ambiente", diz ao i.

Steven Wofsy foi um dos 620 investigadores que participaram na redacção do relatório do IPCC, que serve de base às negociações climáticas mundiais, que têm resultado mais recente um acordo não vinculativo que abre um fundo milionário para apoiar a adaptação e mitigar os efeitos das alterações climáticas dos países em desenvolvimento, e promete limitar o aquecimento global à barreira dos 2ºC. "Trabalhei no documento e nunca ouvi falar do relatório do WWF. Os vários modelos prevêem a perda de floresta e da matéria orgânica nos solos, embora alguns modelos projectem grandes perdas. Há razões para estarmos preocupados, mas é impossível prever o que vai acontecer." Sobre a Amazónia, diz, sabe-se que é uma floresta "resistente, mas se as secas forem de tal modo que propiciem incêndios, os ecossistemas serão degradados."

O WWF garante que está há uma semana em conversações com o IPPC e que analisou a sua participação no relatório para detectar eventuais erros..

Apesar dos desmentidos, depois de também ter sido a imprensa a avançar que havia um erro nas previsões do IPCC sobre o desaparecimento dos glaciares dos Himalaias, a fragilidade do órgão da ONU liderado por Rajendra Pachauri transformou-se num tema quente. Na semana passada, Pachauri disse à BBC que não tenciona demitir-se. "Fui reeleito por aclamação, imagino, porque toda a gente está satisfeita com o meu desempenho", disse. Até ontem não havia comentários à lacuna no bloco do relatório dedicado à Amazónia, mas no caso dos glaciares dos Himalaias foi já publicada uma rectificação: "os standards de clareza e certeza exigidos pelo painel não foram aplicados convenientemente", justificou o IPCC. Contudo, ontem o "The Sunday Times" denunciava que diferentes especialistas alertaram o IPCC o erro. Rajendra Pachauri é acusado de ter favorecido a opinião do cientista indiano Syed Hasnain, investigador no Instituto de Energia e Recursos em Deli, o TERI, que é dirigido pelo responsável do IPCC.

Entre as críticas, surge a tese de manobra de diversão. Para Pedro Martins Barata, da Comissão para as Alterações Climáticas, a polémica é um ataque com motivações políticas, sediado sobretudo nos EUA: "Nos Estados Unidos o IPCC é visto como um órgão como uma agenda própria. Os erros são razão para preocupação, mas neste momento existe uma campanha para demonizar o IPCC e demonizar Pachauri. Não é inocente."

O quinto relatório do IPCC, que reunirá novos resultados científicos, só é esperado em 2013 e 2014. Mantém-se até lá o actual manual de instruções.


 

in iOnline

 
Afinal os fins sempre justificam os meios! Aqueles que sustentam estas palhaçadas desdramatizam e ainda dizem que quem denuncia as mentiras é mal intencionado e interesseiro?!

 

publicado por portuga-coruche às 15:34
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Conferência: Promoção da Leitura

 

 

 

 

Tive o privilégio de conhecer o grande Homem que era José Labaredas, este auditório é uma merecida homenagem. Sempre que lá acontece alguma coisa fala-se dele e quem o conhecia recorda-o.

 

 

Podem encontrar o programa em PDF aqui

 

Fonte: RBE - Rede de Bibliotecas Escolares

publicado por portuga-coruche às 09:35
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