Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Comboios voltam a circular entre Lisboa e Coruche

Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

Linha de Vendas Novas: Comboios voltam a circular entre Lisboa e Coruche

 

A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, presidiu hoje à cerimónia de reabertura do serviço ferroviário de transporte de passageiros na Linha de Vendas Novas, entre Lisboa e Coruche.

O novo serviço, que volta a aproximar as populações dos concelhos de Cartaxo, Coruche, Salvaterra de Magos e Lisboa, contará com dez circulações diárias, nos dias úteis (cinco em cada sentido), e seis comboios aos sábados (três em cada sentido), entre as estações de Coruche e Setil, com paragem em Marinhais e Muge.

Para assinalar a reabertura deste serviço, as viagens entre Setil e Coruche serão gratuitas na primeira semana, ou seja de 8 a 12 de Setembro.

Trata-se um momento histórico para esta região, em franco crescimento populacional, já que o novo serviço resulta de um modelo inovador, em que os défices de exploração serão partilhados pela CP e as Câmaras Municipais, em linha com as Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário, traduzindo o empenho das administrações Central e Local na concretização desta iniciativa.

Este compromisso decorre da celebração de um Protocolo, assinado no passado dia 22 de Julho, entre a CP, a Refer e as Câmaras Municipais do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos.

A reabertura do troço Coruche-Setil ao tráfego de comboios de passageiros implica um investimento de cerca 430 mil euros por parte da Refer, para a realização de trabalhos de adaptação das Estações abrangidas.

O troço Coruche-Setil tem uma extensão de 24,8 quilómetros e atravessa os concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos e Cartaxo. O tempo total do trajecto até Setil será de 30 minutos, optimizando as ligações à cidade de Lisboa e assegurando a ligação ferroviária ao norte do País. A ligação Coruche-Lisboa terá a duração de 1h21.

 

in Portal do Governo

publicado por portuga-coruche às 09:37
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Rede de tráfico que funcionava em Santarém em julgamento

Um empresário da restauração de Santarém, que se encontra em prisão preventiva, vai começar a ser julgado no tribunal da cidade acusado de ser o líder de uma associação criminosa que se dedicava ao tráfico de droga. No processo são arguidos ainda outros quatro homens que forneciam os produtos estupefacientes e um outro que se dedicava à sua distribuição na zona de Santarém. O bar explorado pelo principal arguido foi apontado pelas autoridades como um ponto de encontro para os negócios e para o recebimento da droga.

Segundo a acusação, a rede criminosa desmantelada pela Polícia Judiciária tinha já uma dimensão considerável e estava em ascensão. O empresário e um empregado do bar já tinham sido condenados em 2001 por crimes anteriores e estavam em liberdade condicional desde o ano 2007. O primeiro tinha sido condenado por tráfico na pena de oito anos e seis meses de prisão e o segundo por homicídio na pena de prisão de 10 anos e três meses.

Os suspeitos foram detidos em Outubro do ano passado e foram feitas buscas à casa do empresário e do seu empregado, ambas em Santarém. Na residência do primeiro a PJ encontrou além de dinheiro uma pistola de calibre 6.35mm e telemóveis e foi apreendida a sua viatura e todos os objectos que se encontravam no interior. Na habitação do segundo, que também está em prisão preventiva, foram apreendidos seis telemóveis, perto de 5.500 euros em dinheiro, dois revólveres e vários sacos com heroína, haxixe e cocaína, além de duas balanças.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 20:25
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Despiste de um ligeiro faz um morto

Um homem morreu este domingo de madrugada na sequência do despiste de um ligeiro de passageiros, na Estrada Nacional 25, distrito de Santarém, disse à Lusa fonte do Comando Geral da GNR. O acidente ocorreu às 04h49 perto da localidade de Branca, concelho de Coruche, precisou a mesma fonte, que não avançou mais pormenores sobre o caso. No sábado, a GNR registou 210 acidentes, dos quais resultaram um morto, um ferido grave e 78 ligeiros.

 

in O Mirante

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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Casal que sequestou idosa e filho em prisão preventiva

Sequestro em Coruche
por DN/Lusa
Germana Formigo (ao centro) é acompanhada por um agente da Polícia Judiciária, à chegada ao Tribunal de Coruche, onde foi ouvida na qualidade de suspeita de sequestro, da sua sogra e cunhado deficiente, 02 de Setembro 2009, em Coruche.

O casal de Coruche que alegadamente manteve durante 14 meses em cativeiro uma idosa de 66 anos e o seu filho portador de deficiência vai ficar em prisão preventiva.
 

O casal esteve, desde as 10:30 de ontem, a ser ouvido no Tribunal de Coruche, que decidiu, esta noite, que a medida de coacção a aplicar ao casal é a prisão preventiva.

Um dos arguidos, suspeito de ter sequestrado a mãe, de 66 anos, vai aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional do Montijo, enquanto a sua mulher ficará no Estabalecimento Prisional de Tires.

Elementos da GNR estiveram à porta do tribunal desde a manhã de quarta-feira e tiveram que intervir porque um amigo da família da arguida agrediu fisicamente um dos populares com um pau.

Os jornalistas que se concentravam à entrada do tribunal foram insultados e ameaçados por amigos e familiares da arguida.
 

Os detidos foram ouvidos em separado, sendo que durante a manhã o interrogatório judicial foi realizado ao homem, de 42 anos, e durante a tarde à mulher de 45 anos que está a ser ouvida.

O casal, detido terça-feira pela PJ e que pode vir a ser acusado dos crimes de rapto, extorsão e violência doméstica, chegou na manhã de ontem ao Tribunal de Coruche em carros separados, depois de ter passado a noite na esquadra de Samora Correia.

A chegada dos detidos ficou também marcada pelo protesto dos familiares da arguida, que ameaçaram os jornalistas e populares que se aproximavam.

Uma das populares que se encontrava junto do Tribunal disse à agência Lusa que a arguida tinha "muito má imagem", não só pelas dívidas que tinha, mas também pelo seu "carácter conflituoso".

"Ela deve dinheiro a toda a gente. O próprio Ricardo (arguido) é uma vítima dela e temos pena se ele for condenado", acrescentou Maria, que garantiu conhecer bem o casal.

Na freguesia da Fajarda, onde terça-feira foram libertados mãe e filho que se encontravam em cativeiro desde Julho de 2008, reinam uma calma e tranquilidade aparentes, apesar de a maioria da população estar preocupada com a "má imagem que este crime pode trazer à freguesia".

Além disso, confessam que metade da população sabia do que se estava a passar e não acreditam que os arguidos sejam punidos.

"Ainda hoje vão para casa", disse um dos habitantes que se encontrava numa loja perto da casa onde ocorreu o crime.

A operação de resgate das vítimas foi concretizada pela Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

Segundo a descrição da PJ, as duas vítimas encontravam-se num compartimento sem janelas, trancadas a correntes e cadeado, sendo as necessidades fisiológicas realizadas no chão ou em baldes.

O objectivo dos detidos era "extorquir mensalmente o valor da reforma e pensão de invalidez das vítimas, o que lograram fazer durante 14 meses, submetendo-as a constantes maus-tratos físicos e psíquicos" e mantendo-as "em estado de carência absoluta de cuidados higiénicos ou médicos e de profunda subnutrição".
 

 

in DN

publicado por portuga-coruche às 09:18
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Raptados em casa pela família

Coruche:

Unidade Nacional Contra-Terrorismo da PJ libertou as vítimas

 

Trancada dentro de um quarto sem luz natural, onde lhe era atirado um balde para as necessidades, vergada pelas agressões da sua própria família e profundamente subnutrida. A fazer lembrar "uma refugiada de um campo de concentração". Foi deste cenário que os inspectores da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da PJ salvaram anteontem, em Fajarda, Coruche, Jacinta Formigo, 66 anos. E foi assim que a vítima e o seu filho Carlos, 42 anos, passaram os últimos 14 meses. Tudo para que o seu outro filho e a nora lhes pudessem roubar, respectivamente, a reforma e o subsídio de invalidez.

 

Há cerca de dois anos que os habitantes de Fajarda não viam Jacinta pelas ruas da aldeia, tal como o seu filho Carlos, portador de uma deficiência mental profunda. As pessoas não desconfiavam de nada, mas ontem, quando souberam pelo CM que ambos eram mantidos prisioneiros em casa pelos próprios familiares, ficaram chocados. Os sequestradores são Ricardo e Germana Formigo (46 e 43 anos), filho e nora de Jacinta, que assim guardavam as cadernetas bancárias das vítimas e roubavam as pensões do Estado.

Estão agora indiciados pelos crimes de rapto, extorsão e violência doméstica, depois de a PJ ter sido chamada pela GNR, eram 15h00 de segunda-feira. A participação pelo desaparecimento tinha chegado ao posto local por parte de outro familiar, e havia a suspeita de que as vítimas eram prisioneiras em casa.

Este estado de "miséria humana", como classificou a Polícia Judiciária, durava há cerca de 14 meses – pouco depois de o marido de Jacinta se ter suicidado, ingerindo veneno. Em Junho do ano passado, Jacinta viu a sua casa ser invadida pelos familiares, com o objectivo de a extorquir. A ela e ao filho Carlos, que até há cerca de dois anos esteve internado numa casa do Biscainho, localidade próxima, mas voltou para casa da família. Também ele era vítima de maus tratos físicos e psicológicos por parte do irmão e da cunhada – enfiado num compartimento e trancado a cadeado e com correntes. Tal como a mãe, fazia as necessidades fisiológicas no chão ou num balde de plástico.

Anteontem, eram 17h00 quando a PJ chegou ao nº 89 da rua António Roquete, na pacata aldeia, e se deparou com um cenário "chocante". Enquanto os dois sequestradores foram detidos e levados para Lisboa, as vítimas foram imediatamente assistidas: Jacinta no Hospital de Santarém, já estando ontem à guarda de outros familiares; e Carlos num centro de solidariedade social da Cruz Vermelha.

Na casa estavam ontem três filhos dos sequestradores que continuam hoje a ser interrogados por um juiz. Ao que o CM apurou, Ricardo confessa tudo e diz que a mulher, Germana, era o cérebro do crime. Por ganância.

CASA FREQUENTADA POR CRIANÇAS DE COLO

As condições desumanas em que viviam Jacinta e Carlos Formigo estavam longe dos olhares dos habitantes da pequena povoação de Fajarda, a poucos quilómetros de Coruche, mas bem presentes no dia--a-dia dos familiares.

O pior é que a referida casa onde estes eram mantidos fechados é frequentada por cinco crianças, algumas delas ainda de colo, que presenciavam este cenário indesejado em que viviam os sequestrados e os familiares.

Diariamente, os filhos de Sara Bacalhau e de Miguel Formigo – netos e sobrinhos das duas vítimas e filhos dos dois suspeitos – conviviam com os episódios de violência e de más condições das vítimas.

Os maus tratos de que as vítimas foram alvo eram facilmente escondidos da população, até porque a casa térrea onde viviam na Fajarda não se encontrava à beira da estrada. Está recolhida cerca de 20 metros para o interior de um terreno e mal é vista por quem passa a pé ou de carro na estrada. A habitação fica muito perto da escola primária daquela localidade ribatejana.

Anteontem, ninguém se apercebeu da chegada das autoridades à referida moradia da Fajarda, pelo que alguns habitantes que se encontravam à porta de um estabelecimento de restauração só ficaram a saber do sucedido através da nossa reportagem.

"OS MEUS PAIS GEREM O DINHEIRO"

Sara Bacalhau, filha dos suspeitos e neta e sobrinha das vítimas, vive actualmente na casa que era da avó, paredes-meias com a residência onde tudo aconteceu. E defende os pais. "Ninguém foi mantido prisioneiro ou maltratado. Desde que o meu avô morreu que eram os meus pais quem geria o dinheiro da minha avó, que tem problemas psiquiátricos, e do meu tio, deficiente", começa por contar a jovem, de 22 anos, bombeira em Coruche. "Alguns quartos eram mantidos fechados mas era para eles não mexerem em certas coisas lá dentro."

PORMENORES

BOMBEIROS NO LOCAL

Os bombeiros que acorreram ao local para transportar a vítima deficiente ao Hospital de Santarém são colegas de Sara Bacalhau, filha dos suspeitos, também ela bombeira em Coruche.

FUNCIONÁRIO DA CÂMARA

Ricardo Formigo, de 46 anos, suspeito dos maus tratos à mãe e ao irmão, é funcionário da Câmara de Coruche. A mulher, também suspeita, trabalha no campo.

DISCURSO DIRECTO

"É COMUM A APROPRIAÇÃO DE REFORMAS": Carlos Poiares, Psicólogo criminal

Correio da Manhã – Como é que um homem, em conjunto com a mulher, chega ao ponto de sequestrar a própria mãee o irmão?

Carlos Poiares – Trata-se de pessoas que observam os outros como meros instrumentos, objectos. Só servem para providenciar proventos monetários. É um caso repugnante, pois reduziram duas pessoas vulneráveis à ínfima condição humana para ter acesso às pensões.

– Estes casos são frequentes?

– Não de uma forma tão violenta. Mas é comum a apropriação das reformas por familiares. Também há outros casos de sequestro, mas é em condições humanas.

– O caso ocorreu numa aldeia pequena. Como é que ninguém se apercebeu?

– É em sociedade de plástico, centrada no seu umbigo. A solidariedade na aldeia foi esquecida.

NOTAS

MINISTRO: PRISÃO PREVENTIVA

O ministro da Justiça, Alberto Costa, comentou este caso, dizendo que os crimes de violênciadoméstica são puníveis com prisão preventiva como medida de coacção.

TRIBUNAL: INTERROGATÓRIO

Ricardo e Germana Formigo foram ontem presentes a um juiz do Tribunal de Coruche para lhes serem atribuídas medidas de coacção, mas o interrogatório vai continuar hoje.

PJ: "CENÁRIO DE MISÉRIA"

Luís Neves, director da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Judiciária, diz-se surpreendido, apesar dos muitos anos no terreno, "pelo cenário de miséria" encontrado.

 

João Tavares/Henrique Machado/J.C.R.
 
in Correio da Manhã
publicado por portuga-coruche às 09:45
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Tentou depositar cheque furtado

Detido pensou que o seu nome próprio podia ser o de uma empresa e usou o nome "Barraqueto Transportes Banhé"

Um africano de 34 anos foi ontem detido em flagrante pela GNR de Coruche quando tentava depositar um cheque no valor de 3150 euros, furtado da freguesia do Alto da Pina, em Lisboa. O detido pensou que ao usar o nome de uma empresa de transportes como sendo o seu nome próprio não levantaria suspeita alguma.

Segundo fonte policial, eram cerca de 15.00 quando o suspeito foi interceptado junto à Caixa Geral de Depósitos. Foi revistado e tinha na sua posse um cheque - que se veio a apurar ter sido furtado na junta de freguesia.

O cheque estava passado em nome de Barraqueiro Transportes S.A., mas o suspeitou falsificou-o. E substituí-o por "Barraqueto Transportes Banhé", como sendo este o seu nome próprio. Pensava que assim conseguia iludir os funcionários do banco.

Para atestar a falsificação, elaborou ainda uma autorização de residência, com o mesmo nome, alegadamente emitida pelo Ministério da Administração Interna, com um selo branco. "Que se veio a verificar ser igualmente falso", disse a GNR.

A Guarda foi obrigada a retirar impressões digitais para apurar a identidade do suspeito. Afinal o Barraqueto Transportes Banhé, como o homem garantia chamar-se, tem outro nome, mora em Queluz e é suspeito de integrar um grupo que, durante meses, se dedicou a assaltar marcos de correios na Grande Lisboa. Também neste casos cheques eram falsificados e levantados.

 

in DN

 

publicado por portuga-coruche às 09:25
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Coruche/Sequestro: Mãe parecia"defunta", filho a recuperar de maus-tratos

 

Coruche, Santarém, 02 Set (Lusa) - "João", nome fictício, na casa dos 40 anos, foi hospitalizado para tratar as mazelas dos meses que passou fechado, juntamente com a mãe, de 66 anos, em casa do irmão e da cunhada, detidos segunda-feira por suspeita de rapto, extorsão e violência doméstica.

"Estava todo ferido nas costas, de dormir em cima de um plástico" e "tinha tanta fome que comia a própria roupa", disse à agência Lusa uma fonte que prefere manter o anonimato, referindo a "deficiência profunda" de "João".

A mãe, que "mais parecia uma defunta", foi "levada para Lisboa", adiantou, sublinhando que embora estranhassem o "desaparecimento" dos dois, ninguém na aldeia da Fajarda suspeitava de que poderiam estar a ser alvo do tratamento denunciado terça-feira pela Polícia Judiciária.

 

 

in Notícias Sapo

publicado por portuga-coruche às 09:15
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Sequestro: detidos são «familiares muito próximos das vítimas»

As duas pessoas detidas na zona de Coruche pela PJ por manterem durante 14 meses em cativeiro uma idosa de 66 anos e o seu filho portador de deficiência profunda são «familiares muito próximos» das vítimas, revelou hoje à Lusa fonte policial.

 

Segundo a mesma fonte, os dois detidos, nascidos em 1961 e 1964 e ambos sem antecedentes criminais, mantinham a idosa e o filho deficiente sequestrados no interior de uma casa «quase isolada», com o objectivo de ficarem com o dinheiro da reforma de uma das vítimas e a pensão de invalidez da outra.

Para o efeito, o ora detidos abriraram uma conta bancária em seu nome para onde faziam a transferência do dinheiro através da caderneta de uma das vítimas.

A PJ conseguiu deslindar este caso após ter recebido segunda-feira, por volta da hora de almoço, uma denúncia de um outro familiar das vítimas que alertou para a possibilidade de haver sequestro da idosa e do filho portador de deficiência profunda.

Após esta participação, a PJ decidiu realizar um busca domiciliária e o que encontrou, segundo descreveu a fonte, foi um "quadro dantesco", com as vítimas subnutridas e apresentando sinais de maus-tratos físicos e psíquicos.

 

Os ora detidos ainda tentaram inviabilizar a busca domiciliária, tendo oferecido resistência física à Polícia antes de serem detidos para defesa da integridade física e liberdade das vítimas.

Os detidos serão submetidos a interrogatório judicial no Tribunal de Coruche para aplicação das medidas de coacção consideradas adequadas.

A fonte contactada pela Agência Lusa admitiu que o facto de a casa onde ocorreu este cenário "dantesco" estar relativamente isolada das outras habitações "talvez" explique que os vizinhos mais próximos não tenham comunicado o desaparecimento das vítimas à Polícia.

A fonte policial reconheceu que de "tempos a tempos aparecem casos" relacionados com outras pessoas idosas a quem terceiros pretendem ficar com "os prédios ou com as reformas", mas sublinhou que uma situação com "o nível de violência" física e psíquica verificado em Coruche é inaudito.


Tratam-se de situações em que os criminosos se aproveitam das "debilidades" e fragilidades das pessoas idosas para lhe ficarem com os bens e valores, constatou.

Os ora detidos são suspeitos da prática dos crimes de rapto, extorsão e violência doméstica.

A operação de resgate das vítimas foi concretizada pela Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

Segundo a descrição da PJ, as duas vítimas encontravam-se num compartimento sem janelas, trancadas a correntes e cadeado, sendo as necessidades fisiológicas realizadas no chão ou em baldes.

O objectivo dos detidos era "extorquir mensalmente o valor da reforma e pensão de invalidez das vítimas, o que lograram fazer durante 14 meses, submetendo-as a constantes maus-tratos físicos e psíquicos" e mantendo-as "em estado de carência absoluta de cuidados higiénicos ou médicos e de profunda subnutrição".

 

Diário Digital / Lusa

publicado por portuga-coruche às 19:05
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Coruche: Resgatados mãe e filho que viviam em cativeiro

Uma idosa e o filho doente raptados

 

A Polícia Judiciária resgatou durante o dia de ontem uma idosa de 66 anos e o seu filho, portador de deficiência profunda, vítimas de rapto e que se encontravam em cativeiro desde Julho de 2008.
 

As vítimas sobreviviam num compartimento sem janelas e trancado com correntes e cadeado. Eram forçadas a fazer as necessidades fisiológicas no chão ou em baldes.

De acordo com a Judiciária, mãe e filho eram constantemente sujeitos a maus-tratos físicos e psíquicos e privadas de qualquer cuidado médico ou sanitário. Encontravam-se também em profundo estado de subnutrição, uma vez que os raptores não lhes forneciam alimentos em quantidade suficiente.

O objectivo dos raptores, dois homens agora acusados dos crimes de extorsão, rapto e violência doméstica, era o de apropriarem-se mensalmente da reforma e da pensão de invalidez das vítimas, algo que conseguiram fazer desde Julho de 2008.

A Judiciária resgatou as vítimas num ambiente de profunda e chocante miséria humana ontem pelas 17h00 e deteve os raptores, que serão hoje presentes a tribunal.

 

in Correio da Manhã

 

Que coisa mais desumana, que tipo de pessoas fazem uma coisa destas ?!

Mantidos em cativeiro num cenário de «profunda e chocante miséria»

A PJ prendeu dois indivíduos que terão mantido em cativeiro uma idosa e o seu filho portador de deficiência para lhes extorquirem a reforma e a pensão de invalidez A Polícia Judiciária (PJ) prendeu dois indivíduos que terão mantido em cativeiro, durante 14 meses, duas pessoas num compartimento sem janelas, trancadas com correntes e cadeados e num cenário de «profunda e chocante miséria humana». As vítimas foram segunda-feira libertadas.
A operação foi levada a cabo pela PJ, através da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) na segunda-feira, na zona de Coruche. Os indivíduos são suspeitos da prática de crimes de rapto, extorsão e violência doméstica.
De acordo com um comunicado divulgado pela Judiciária, os suspeitos haviam tomado a residência das vítimas, uma idosa e o seu filho portador de deficiência profunda, desde Julho de 2008. O objectivo dos detidos era extorquir mensalmente a reforma e a pensão de invalidez das vítimas.
Os indivíduos mantinham a idosa e o filho em cativeiro. A Judiciária avança que as vítimas tinham que fazer as necessidades fisiológicas no chão ou em baldes e descreveu o cenário encontrado como uma «profunda e chocante miséria humana».
Os suspeitos terão submetido as vítimas a constantes maus-tratos físicos e psíquicos e mantinham a idosa e o filho num «estado de carência absoluta de cuidados higiénicos ou médicos» e em «profunda subnutrição».
Os detidos vão ser apresentados esta terça-feira à tarde perante a Autoridade Judicial competente para aplicação da respectiva medida de coacção.

in IOL Diário

 

UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE UPDATE

 

Idosa presa 14 meses pelo filho e pela nora

A mulher de 66 anos sequestrada durante 14 meses foi feita prisioneira pelo filho e pela nora. Um rapaz deficiente profundo também ficou preso.
Rui Gustavo (www.expresso.pt)
 

Os seiscentos euros da pensão de uma mulher de 66 anos e do filho deficiente foi o móbil de um sequestro que durou 14 meses.

Os dois suspeitos são familiares directos das vítimas - o filho e a nora da idosa. O caso foi denunciado por outro familiar e espantou os próprios elementos da PJ que libertaram as vítimas: "Pareciam saídos de um campo de concentração, num estado de subnutrição total".

Os dois suspeitos ainda estão a ser ouvidos em tribunal.  

A mulher e o filho estiveram presos num compartimento sem janelas, fechados a cadeado, na casa que habitavam em Coruche, distrito de Santarém. O habitualmente circunspecto comunicado da PJ refere um "quadro de profunda e chocante miséria humana".

 

in Expresso

 

A própria família que deveria ajudar e apoiar não por obrigação mas por amor foram os que mais falharam....felizmente existiu outro familiar que teve a coragem de denunciar esta situação.

 

Detidos em coruche são "familiares muito próximos das vítimas" - fonte policial

Lisboa, 01 Set (Lusa) - As duas pessoas detidas na zona de Coruche pela PJ por manterem durante 14 meses em cativeiro uma idosa de 66 anos e o seu filho portador de deficiência profunda são "familiares muito próximos" das vítimas, revelou hoje à Lusa fonte policial.

Segundo a mesma fonte, os dois detidos, nascidos em 1961 e 1964 e ambos sem antecedentes criminais, mantinham a idosa e o filho deficiente sequestrados no interior de uma casa "quase isolada", com o objectivo de ficarem com o dinheiro da reforma de uma das vítimas e a pensão de invalidez da outra.

Para o efeito, o ora detidos abriram uma conta bancária em seu nome para onde faziam a transferência do dinheiro através da caderneta de uma das vítimas.

 

publicado por portuga-coruche às 14:42
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