Domingo, 13 de Setembro de 2009

Dinamarca transforma por hora 35 toneladas de lixo em energia

por BRUNO ABREU

 

Aproveitando a convenção Nordic Climate Solutions, de preparação para a Cimeira de Copenhaga que se vai realizar em Dezembro, o DN visitou uma das mais inovadoras centrais de produção de energia do mundo: Vestforbraending. Nela são queimadas, por hora, 35 toneladas de lixo, que vão alimentar e aquecer centenas de milhares de casas naquele país nórdico
 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em Abril último, num discurso no estado do Iowa: "Se os EUA querem ver como será a energia do futuro, temos de olhar para a Dinamarca." E a Dinamarca faz por ser esse exemplo. Localizada nos subúrbios de Copenhaga, a 30 minutos do centro, está localizada a maior central de transformação de lixo em energia do país, Vestforbraending, que queima 35 toneladas de resíduos por hora para produzir energia e aquecimento para 865 mil habitantes da capital dinamarquesa, sem descurar a eficiência energética e sem poluir.

Ao chegar a Copenhaga há logo um pormenor que salta à vista: existem vários táxis com o sinal "CO2 neutral". Estes, apesar de trabalharem normalmente a gasóleo, têm as suas emissões compensadas pela compra de créditos de carbono pela empresa. Depois os milhares de bicicletas que se vêem nas ruas e os espaços verdes que se multiplicam por todo o lado dão o atestado de desenvolvimento ambiental da cidade. Até o Bella Center, onde se vai realizar a Cimeira de Copenhaga em Dezembro, tem a sua própria eólica. As renováveis representam 15 por cento do consumo total de energia.

Ao entrar na central de Vestforbraending o calor abrasador e algumas máquinas de refrigerantes espalhadas pela fábrica não enganam: naquele local são queimadas por hora cerca de 35 toneladas de lixo, o que permite abastecer 80 mil casas com energia, assim como aquecer 75 mil. Segundo Soren Skov, que nos guiou pela fábrica, "a central é tão eficiente que trabalha a um nível ambiental superior ao que é exigido pela União Europeia".

Tudo é controlado à maneira nórdica, com uma organização e controlo levados ao limite. Depois de um interminável lanço de escadas, desemboca-se na sala de controlo da central. Lá tem-se uma vista do que são 20 toneladas de lixo por uma parede de vidro. Os monitores controlam os processos de incineração, reciclagem e lavagem dos resíduos sentados nas suas cadeiras, durante oito horas seguidas. Não é pois de admirar que haja uma cadeira de massagens mesmo ao lado. "Como passam tanto tempo sentados, temos o cuidado de colocar uma cadeira de massagens para que possam relaxar após os turnos", conta Skov.

A eficiência energética da central também é considerada prioritária e todos os aparelhos são fiscalizados várias vezes para funcionarem sempre correctamente. A central de Vestforbraending instalou nos motores variadores de velocidade. "A sua função é, como o nome indica, variar a velocidade dos motores conforme a energia necessária. Isto é: antigamente quer o processo que o motor alimentasse precisasse mais ou menos de energia, a energia desse motor seria sempre a mesma. Agora pode-se diminuir o seu gasto conforme necessário", explica Paulo Miguel, engenheiro mecânico da ABB, responsável pela instalação dos variadores.

Quanto aos resíduos do lixo: depois de lavar os desperdícios, a água é usada para aquecer 15 mil lares e até o CO2 do processo é reaproveitado para alimentar as turbinas. Nada se desperdiça em Vestforbraending.

 

in DN

publicado por portuga-coruche às 22:05
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Balanço do MIC até à actualidade...

Autárquicas 2009

O MIC desde a sua fundação é constituído por personalidades locais de todo o espectro da sociedade, de todas as idades e com uma diversidade alargada de profissões, competências e experiências. Estruturou uma página de internet com uma plataforma bem estruturada, dando prioridade à acessibilidade por parte dos cidadãos, com uma apelação de voto relativa aos problemas locais e regionais.

Colocou localmente as pessoas a falarem sobre cidadania, a formalizarem contactos com o MIC, a participar no Movimento de forma aberta, desinteressada, enunciando políticas, posturas, criticas, bem como o traçar de objectivos por alcançar e outros desejáveis de serem alcançados.

Estruturou as áreas de intervenção, de grupos de trabalho e deu a conhecer as competências das autarquias locais na sua plataforma, onde cada área ou segmento será clicável com mais informação e com as linhas orientadoras que os cidadãos Coruchenses pretendem ver defendidas e problematizadas.

O MIC recolheu em pouco mais de uma semana, mais de duas mil assinaturas em todo o município, para formalização do Movimento.

Fomos um dos Movimentos Independentes de Cidadãos com maior crescimento a nível nacional, fruto do descontentamento das lógicas partidárias e da maneira isolada como estas se posicionam em relação à sociedade civil. Evidenciamos ainda enorme rapidez na constituição das listas para as Juntas de Freguesia do Concelho, onde todas, incluindo o Couço, zona estratégica da maior importância, possuem equipas locais para enfatização dos problemas e solucionamento do mesmos, que estão contemplados no plano estratégico municipal.

A actividade ao nível da internet, da difusão de informação por parte do MIC, foi uma das novidades e imagem de marca do Movimento, que foi referenciado, em blogues locais, nacionais, imprensa regional e nacional de forma regular, privilegiando o contacto com todas as franjas da população, incluindo os mais jovens e desiludidos com as posturas da nossa classe política.

Desenvolvemos conferências, de forma a problematizar a área da segurança, a área do urbanismo, da protecção civil, bombeiros, turismo e equipamentos de apoio às populações, apesar de termos sentindo algumas dificuldades na obtenção de espaços público para a organização de debates, conferências e reuniões.

O MIC irá também durante a próxima semana, proceder à abertura do seu espaço-sede, afim de todos os Coruchenses mais facilmente estarem a par do trabalho desenvolvido e das propostas defendidas pelo Movimento.

 

Oportunidades geradas pelo MIC

Aparecimento de futuras políticas renovadas, mais próximas dos cidadãos.
Surgimento de grupos de trabalho Pró-Coruche em todas as áreas, estimulando a cidadania.
Activação de direcções associativas locais nos projectos a desenvolver.
Estimulação da escrita jornalística local e regional.
Aumento da participação dos jovens na vida política local.
Diminuição dos níveis de abstenção.
Criação de serviços municipais, até então inexistentes.
Maior desempenho dos partidos políticos e aumento da participação dos cidadãos.
Maior circulação de informação
Redacção de um programa eleitoral inovador, concreto, baseado numa extensa análise e sustentável numa lógica de prioridade de captação de financiamentos ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), bem como o aparecimento de novos programas de acção local com transparência, participação cívica dos cidadãos, aumento participativo dos munícipes nos órgãos consultivos como a Assembleia Municipal e as Assembleias de Freguesia.
Reposicionar o município de Coruche, na região de convergência (Ribatejo/Alentejo) bem como proceder à revisão de uma verdadeira Estratégia de Médio e Longo Prazo para todo o Concelho de Coruche.
 

Pelas Pessoas, Por Coruche

MIC – Movimento Independente de Cidadãos por Coruche

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publicado por portuga-coruche às 21:50
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Relâmpago destrói sobreiro em herdade de Santo Estêvão

fotoUm sobreiro com quase meio século de vida foi destruído esta tarde por um relâmpago na Herdade da Aroeira, em Santo Estêvão, concelho de Benavente. A árvore foi a única “vítima” de uma manhã chuvosa e de trovoada como há muito não se via naquelas paragens. A destruição causada pelo raio foi tal que mais de uma dezena de ramos e pedaços do sobreiro voaram mais de 30 metros. Passavam poucos minutos das 12h00 quando o raio desceu à terra. “De manhã ouvimos um estrondo grande e calculámos que um raio tivesse caído na terra, mas só vimos o que realmente se passou depois de almoço”, refere José Dias, rendeiro da herdade a O MIRANTE. O homem de 65 anos diz “nunca ter visto nada assim na vida”, apontando para a árvore rachada ao meio. Esta não foi a primeira vez que um relâmpago atingiu os sobreiros da zona. José Dias recorda uma história com quase 30 anos, quando um raio atingiu um dos sobreiros e matou, instantaneamente, duas vacas que estavam abrigadas debaixo da árvore. “Aí foi bem pior, felizmente aqui não perdemos nenhum animal”, conta.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 14:41
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Inspecções mais caras a partir de segunda-feira

As inspecções automóveis ficam mais caras a partir de segunda-feira, mais 27 cêntimos nas vistorias a veículos ligeiros e 41 cêntimos nos veículos pesados, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República.

O aumento é realizado com base na taxa de inflação prevista para 2009 e justificado pelo Governo com a actualização anual dos preços das tarifas de inspecção, reinspecção e emissão de segundas vias da ficha de inspecção.

Os maiores aumentos registam-se nas inspecções extraordinárias, que aumentam 95 cêntimos e passam a custar 79,98 cêntimos, e nas inspecções de veículos pesados, cujo aumento de 41 cêntimos eleva a tarifa para os 34,29 cêntimos.

Fonte: Lusa

publicado por portuga-coruche às 14:36
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Histórias de meninos que trocaram as voltas ao destino

Medicina resgatou-os ao sofrimento e deu uma vida nova a crianças da região


foto

João Miguel, do Tramagal, nasceu sem orelhas. David Tiago, de Ferreira do Zêzere, nasceu com cirrose hepática. João Dias, de Pontével, recebeu um coração novo aos dois anos e três meses. Foram submetidos a cirurgias delicadas e, apesar de terem que viver toda a vida com cuidados redobrados, são a prova viva de que conseguiram dar a volta ao destino.


 

A tarde já estava a findar quando o fomos encontrar no jardim de sua casa, no Tramagal (Abrantes). Entretido a brincar com carrinhos e aviões em miniatura na companhia do Duarte, um novo amigo. Quem para ele olha está longe de imaginar que João Miguel, o filho mais novo de Luísa Lobato e Rui Antunes, nasceu sem orelhas no dia 28 de Agosto de 1999, no Hospital de Abrantes. O que já quase nem se nota porque, segundo conta a mãe, nos últimos meses quis deixar crescer o cabelo como os outros meninos.

João Miguel nasceu com microtia e atrésia do canal auditivo externo que resultou em surdez severa devido à malformação, provocando a ausência dos pavilhões auriculares. O menino conseguiu recuperar as suas orelhas numa clínica dos Estados Unidos, após ter sido submetido a seis cirurgias. Um caso inédito em Portugal. Foi o pai, Rui Antunes, sargento da GNR, que descobriu na Internet que havia um médico nos Estados Unidos, em San Francisco, que tinha muita experiência no acompanhamento e resolução deste tipo de casos. A resposta do especialista foi célere e nem o facto de a operação custar 150 mil dólares, cerca de 150 mil euros, demoveu o casal de procurar apoio financeiro junto do sistema nacional de saúde, o que acabou por conseguir.

As duas últimas cirurgias, de reconstituição estética das orelhas, foram realizadas em 2007. “Senti um alívio muito grande por aquilo ter acabado e ao mesmo tempo pena de não voltar lá mais, aponta Luísa, professora primária, com saudades do país. O filho também gostava muito de lá ir outra vez, agora apenas em passeio e já sem a cabeça enfaixada, imagem que chamava a atenção de todos por onde passava, o que às vezes o incomodava.

O menino brinca com carrinhos e aviões no alpendre do jardim. Alheio à conversa que se passa, olha de vez em quando para a mãe. Em 2008 submeteu-se a mais duas cirurgias no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, que contribuíram em definitivo para a melhoria da sua qualidade de vida. Junto à orelha direita foi colocado um pequeno implante que está ósteo-incorporado. Com o aparelho, a sua audição está ao nível das outras crianças, atesta o pai. O mecanismo não pode apanhar humidade e retira-se à noite. João sabe que vai ter que o usar para toda a vida.

Aluno razoável, o menino passou para o 5.º ano. Neste momento está a tratar da dentição, até agora desalinhada por causa da malformação com que nasceu. Ir ao médico faz parte da sua rotina mensal. Para além de terapia da fala, tem consultas de otorrinolaringologia, alergologia e acompanhamento na psicóloga, entre outras. Os cuidados com a alimentação também são redobrados uma vez que, segundo a mãe, “as suas defesas são um bocadinho mais baixas”.

Sofre ainda de renite alérgica e urticária solar, ou seja, não aguenta muito tempo ao sol. Apesar destes cuidados, Luí-sa Lobato é uma mãe feliz com o actual estado de saúde do filho que considera um menino igual aos outros. “É muito comunicativo e penso que recuperou a sua auto-estima. Por ele, passava por tudo outra vez”, aponta preferindo esquecer os dias negros de tormenta por que passou e encarar um futuro, hoje, mais em tons-de-rosa.

 

Um rim partilhado por mãe e filho

David Tiago tem três anos, um metro de altura e pesa 18,700 kg. Muito esperto, comunicativo e curioso adora brincar com água e andar na mota eléctrica pelo quintal da avó, na aldeia de Alqueidão de Santo Amaro, freguesia do Bêco, Ferreira do Zêzere. “Adora mandar-se para dentro de água no rio”, conta a mãe a rir. David submeteu-se a um transplante de fígado para tratar uma cirrose hepática. A mãe, Ana Antunes, foi a sua dadora. A operação colocou-os lado a lado no bloco operatório do Hospital Pediátrico da Universidade de Coimbra durante mais de 15 horas. Foi no dia 5 de Abril de 2007, depois de a operação ter sido adiada por algumas vezes por complicações de saúde do menino.

Na altura, a história desta família ficou conhecida devido à onda de solidariedade que alastrou por todo o país no sentido de apoiar o casal com as despesas de medicação. Apesar de ter sido dadora, Ana não recebeu quaisquer benefícios em termos de assistência social para além da baixa médica. O Estado não parece sensibilizado para essa situação. “Na altura, apenas com o ordenado do meu marido, teria sido muito complicado conseguirmos pagar todos os medicamentos”, recorda.

Com o passar do tempo, as ajudas foram rareando mas há novidades no seio familiar. Há um ano que o marido, Nuno, foi trabalhar para a indústria do ferro, no Luxemburgo. Em Junho, mãe e filho apanharam o avião, pela primeira vez, e passaram um mês em família. A experiência foi fantástica. “O David adorou andar de avião e perguntava-me imensas coisas”, conta, enquanto o pequeno faz a sesta depois de almoço.

Quem recebe um fígado tem que tomar, durante toda a vida, os chamados medicamentos “imunosupressores”, que evitam a rejeição do órgão. Por isso, apesar de parecer respirar saúde, David ingere, diariamente, quatro comprimidos, comparticipados pelo sistema de saúde. Um encargo mensal de 10 euros, um valor relativamente baixo, em relação ao que o casal era obrigado a despender em medicação após a operação. O medicamento mais caro que toma - cada caixa custa 200 euros - é fornecido gratuitamente pelo hospital. David chama-lhe “bombons” e não oferece resistência à rotina que sempre o acompanhou desde que nasceu.

De três em três meses vai a consultas no Hospital Pediátrico de Coimbra. O último grande susto foi a 30 de Dezembro de 2008, depois de David comer uma sopa de peixe com massa confeccionada pela mãe. “Ficou muito roxo e esmoreceu em seguida”, recorda Ana, que o levou de urgência para Coimbra. A médica atribuiu a recaída a uma reacção alérgica à comida. Teve alta a 5 de Janeiro. Feijão seco, marisco e fruta de conserva também não constam da ementa de David. Mãe e avó materna, sempre presente, sabem-no porque já verificaram a reacção a estes alimentos.

David Tiago prepara-se agora para frequentar o jardim-de-infância, perto de casa. “Fico contente de ele ir para a escola mas confesso que tenho medo que as outras crianças o magoem na barriga onde tem a costura”, confessa Ana que também faz parte desta história com final feliz. “Quando faço um esforço maior ou me enervo com alguma coisa no outro dia dói-me na parte onde me operaram. De resto faço uma vida perfeitamente normal”, aponta.

David nasceu de uma gestação de 40 semanas e 4 dias, vivida sem sobressaltos. Os sinais da doença surgiram duas semanas depois nascimento. O primeiro diagnóstico foi icterícia, muito comum nos recém-nascidos. Só mais tarde descobriram que se tratava de cirrose hepática. Para o menino se salvar teria que ser sujeito a um transplante de fígado. A mãe, assim que soube ser dadora compatível, não hesitou. Hoje, sente que valeu a pena cada minuto de sacrifício. Só tem pena que muitos que a apoiaram não telefonem, de vez em quando, a perguntar como está o seu filho. “Todo o dinheiro que deram para o David, cinco mil euros, está numa conta a juros. Nunca lhe mexemos e só o faremos em caso de necessidade extrema”, indica.

 

Desportos radicais com um coração emprestado

João Miguel Dias é um adolescente de 17 anos, que reside em Pontével, Cartaxo. Adora andar de skate, BTT e jogar voleibol, elegendo a disciplina de Educação Física como a sua preferida. Igual a tantos outros, não fora o facto de ter sido, de acordo com a mãe, a primeira criança em Portugal a ser submetida a um transplante cardíaco. Tinha apenas dois anos e três meses. Cinco horas de cirurgia, no dia 21 de Janeiro de 1994, no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras.

Desde criança que João soube que o coração que tem é de outra criança, cuja identidade dos pais desconhece. Análises regulares ao sangue e a ingestão de oito comprimidos por dia fazem parte da sua rotina e nem quando era criança levantava problemas a estes cuidados redobrados. Tem que comer mais peixe que carne e não pode estar muito tempo ao sol. Pouco dado a estudos, João gostava, no futuro, de tirar um curso de electromecânica porque adora desmanchar os carros e ver do que são feitos.

A mãe, Maria Eugénia, recorda os momentos de aflição vividos após o parto, contrários a uma gravidez sem problemas e ecografias que nunca detectaram qualquer malformação. “Foi operado com uma semana e aos quatro meses fez o primeiro cateterismo (introdução de um pequeno tubo numa veia da perna ou braço) mas com um ano começou a fazer paragens cardíacas”, relata. O transplante cardíaco foi a solução que um médico encontrou na altura e que sossegou o coração de uma mãe que, também ele, vivia em sobressalto.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 15:55
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Centro de convívio do Biscainho vai avançar

A Junta de Freguesia do Biscainho recebeu luz verde para avançar com a Sala Polivalente do Biscainho depois da Câmara Municipal de Coruche ter aprovado um subsídio no valor de cerca de 70 mil euros mais IVA, que corresponde a metade do valor da obra. A deliberação foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo de 2 de Setembro. Segundo o vice-presidente da câmara, Joaquim Serrão (PS), estão criadas condições para o lançamento do concurso para a construção que será da responsabilidade da junta de freguesia. A sala terá capacidade para receber vários eventos culturais, desportivos, recreativos e sociais e ficará á disposição das associações e cidadãos da freguesia que está no limite com o concelho de Benavente.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 15:44
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David Megre volta ao comando do Campeonato Nacional

 

fotoApós uma bem sucedida participação na Baja Hungria onde a vitória foi o corolário final de uma corrida onde a candidatura ao título europeu de todo-o-terreno ficou mais do que confirmada, o piloto do Team KTM / Município de Coruche, David Megre, regressou aos trilhos do nacional de todo-o-terreno aos comandos da sua KTM EXC 250F, moto que lhe valeu o título nacional nos dois últimos anos e com a qual tenta o tri-campeonato.

“O primeiro dia não me correu da melhor forma já que tive problemas com a carburação da moto que fizeram com que o motor deixasse de funcionar por três vezes, o que me fez perder bastante tempo para os principais adversários”, comentou o piloto que defende as cores da Mercearia Vencedora.

A primeira metade da prova realizada nas sempre exigentes pistas da região de Góis, novamente bem delineada pelo clube anfitrião, era composta por dois troços com 18 e 65 quilómetros e no final do dia o piloto da Caismotor surgia na terceira posição da classe.

Mas no segundo dia, com duas especiais com 42 e 58 quilómetros, respectivamente, que foram percorridas por duas vezes pelos 28 pilotos em moto. David Megre atacou de forma decisiva e conseguiu mesmo ascender ao comando do campeonato nacional aos comandos da KTM com as cores da Cetelem.

“Fui segundo classificado num terreno em que os meus adversários se sentem mais à vontade, mas subi ao comando do campeonato no final de uma prova que sabia ser complicada para mim”, afirmou Megre no final da segunda e decisiva ronda da quarta prova do campeonato.

“Faltam duas provas para acabar o campeonato, pelo que o objectivo continua a ser o mesmo, renovar o título. A minha moto esteve mais uma vez impecável e vai ser uma ajuda importante já em Castelo Branco, a próxima prova do campeonato”, revelou igualmente o recruta da KTM que vai continuar a utilizar os equipamentos da Fox, já nos próximos dias 26 e 27 de Setembro em Castelo Branco.

Quanto ao campeonato Europeu, que lidera, David Megre continua a pensar apenas na vitória final, com a próxima ronda a levar a caravana novamente a terras italianas, neste caso à Ilha da Sardenha.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 15:39
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China: Bichos comem poupanças de idoso

Cerca de 200 euros

 

Wang Wenyou, um camponês de 78 anos, residente na cidade chinesa de Nanan, perdeu as poupanças de uma vida depois de ter guardado o dinheiro em sacos de plástico que não escaparam à voracidade de insectos.

 

De acordo com o diário ‘China Daily’, Wenyou tinha poupado 2.000 yuan, cerca de 200 euros, em quatro anos, e devido à falta de instituições bancárias na cidade, decidiu guardar o dinheiro em sacos de plástico debaixo da sua cama.
Há uma semana, quando quis utilizar o dinheiro para ajudar a pagar as propinas da escola do neto, Wenyou percebeu que as notas tinham sido devoradas por insectos e que as bolsas estavam vazias.  

 

 

in Correio da Manhã

 

Não resisto a publicar o comentário:

 

"10 Setembro 2009 - 11h20  | JC
Pois, pois.... Gamaram o homem e agora dizem que foram as melgas... Tá bem abelha !"

 

publicado por portuga-coruche às 12:10
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Entrevista ao Bloco de Esquerda no Jornal de Coruche

Perguntas autárquicas 2009
 
 
 
1. Desde 1976, ano de primeiras autárquicas, o PCP esteve 25 anos no poder e o PS 8. Qual balanço do desenvolvimento do Concelho de Coruche? E do último mandato do Partido Socialista?
  
Coruche apresenta a mais baixa Taxa de Crescimento Efectivo da População Residente do Distrito de Santarém e Concelhos Limítrofes,
 
-1,39% (exemplos comparativos: 2,12% Benavente; 0,49% Almeirim;
 
-1,22% Mora; 0,51% Vendas Novas; -0,47% Montemor)
 
 
 
A população residente entre 1991 e 2008 apresenta uma redução de cerca 20%.
 
Passou de 23.600 pessoas em 1991 para cerca de 19.600 em 2008.
 
Temos a mais baixa taxa de natalidade do Distrito de Santarém, 7,40% (ex: 12,70 Benavente; 12,60% Almeirim)
 
Temos a mais alta taxa de mortalidade do Distrito de Santarém, 15,70% (ex: 9,50 Benavente; 11,30% Almeirim)
 
Temos o maior Índice de Envelhecimento do Distrito de Santarém, 233 idosos com mais de 65 anos por 100 jovens com menos de 14 anos (ex: 97,4 Benavente; 138,4 Almeirim).
 
Perante estes dados estatísticos (2008), disponibilizados pelo INE, façam os Coruchenses o seu próprio balanço do desenvolvimento do Concelho nas últimas três décadas.
 
2. Pertencer a um executivo autárquico exige um pensamento estratégico para o futuro do concelho. Recentemente a CMC contratou uma empresa para delinear as principais linhas directivas. Qual o vossa concepção (potencialidades e objectivos), do poderá ser o Concelho de Coruche em 2020? 
 
Afirmam nesta questão “Pertencer a um executivo autárquico exige um pensamento estratégico para o futuro”, nós acrescentamos:
 
- Quando não se tem esse pensamento estratégico devemos contratar quem pense por nós.
 
Foi o que fez o actual executivo; só é questionável o motivo pelo qual levaram oito anos a perceber que alguém teria de lhes definir a estratégia.
 
 
A interpretação que se retira é de que se andou anos a fio a vaguear por decisões avulsas e pontuais sem objectividade de longo prazo.
 
O próprio Projecto de Revisão do Plano Director Municipal de Coruche de 2005 desenvolvido para a CMC pela Vasco da Cunha, Estudos e Projectos, S.A., apresentava um conjunto de cenários Prospectivos de Desenvolvimento para o Concelho, que neste momento se diluem sem resultados no actual Plano Estratégico de Augusto Mateus.
 
Porque o que aqui está em causa não é a apresentação de Planos…é executá-los, obter resultados dos mesmos.
 
Deverá o executivo camarário ter a humildade de assumir que só o envolvimento efectivo dos agentes socioeconómicos do Concelho no planeamento e, principalmente na execução, em que a estratégia seja comum a todos (potenciamento dos pontos fortes e capacidade de atenuar os pontos fracos identificados) e que todos se sintam envolvidos e responsáveis pelos resultados alcançados, poderá conduzir ao sucesso.
 
Objectivamente, são necessários resultados imediatos para que em 2020 não seja demasiado tarde.
 
 
3. Cinco medidas estruturais a desenvolver se forem eleitos.
 
 
 
. Criação do Conselho Municipal (Segurança, Educação e Socioeconómico)
 
O BE propõe-se a trabalhar num Projecto de Criação/Regulamentação dos Conselhos Municipais de Coruche (Segurança, Educação e Socioeconómico).
 
O Conselho Municipal terá como objectivo emitir linhas de orientação estratégica sob a forma de pareceres, que o Executivo utilizará para definição das suas políticas.
 
 
Consideramos que a convergência de ideias de equipas multidisciplinares de agentes locais, especializados em matérias nevrálgicas para o futuro do Concelho, permitirá a definição de prioridades de acções a desenvolver para recolocar Coruche no rumo do desenvolvimento.
 
 
. Instituir a figura do Provedor Municipal
 
O BE propõe-se a trabalhar numa proposta de Criação/Regulamentação da figura do Provedor Municipal.
 
Terá como objectivo a prevenção/resolução de conflitos entre cidadãos e órgãos Autárquicos.
 
Deverá garantir os direitos e interesses legítimos dos particulares perante os órgãos, serviços municipais, serviços municipalizados e empresas do Município.
 
Pretende-se um órgão independente, unipessoal e consensual.
 
. Promoção dos Orçamentos Participativos
 
 
O BE propõe-se a trabalhar num Projecto que promova a adopção dos Orçamentos Participativos.
 
Consideramos que os Orçamentos Participativos se inspiram nos princípios da Democracia Participativa, visando contribuir para uma intervenção activa e responsável dos cidadãos e das organizações da sociedade civil na decisão sobre a afectação de recursos às necessidades identificadas.
 
 
. Programas de incentivo ao Empreendedorismo e Criatividade dos Jovens Coruchenses
 
 
Captar a criatividade, fixar os jovens, desenvolver o conhecimento e renovar o tecido empresarial do Concelho.
 
Apoiar as iniciativas empreendedoras capazes de gerar riqueza, que contribuam de forma sustentável para o aumento da competitividade económica e ao mesmo tempo que proporcionam estabilidade social ao Concelho.
 
Este apoio deverá ser efectuado sob a forma de partilha do risco de uma plataforma de parcerias entre os agentes socioeconómicos.
 
 
. Programas de incentivo á Natalidade e 1ª Residência no Concelho.
 
Perante o cenário catastrófico de desertificação que atravessa o Concelho, só comparável ás regiões do interior profundo do nosso país, nada consentâneo com a localização geográfica de Coruche, torna-se premente executar acções de carácter extraordinário, postas já em prática noutros concelhos, que objectivamente gerem um movimento dissuasor do abandono do Concelho e que potencialmente invertam esse sentido.
 
 
4. Que resultado espera a vossa candidatura atingir nas próximas eleições?
 
 
O capital de confiança que a população do Concelho depositou no BE nas últimas eleições Europeias (10,5%) demonstra claramente que existe um espaço político no Concelho a ocupar pelo Bloco.
 
Nesse sentido, o objectivo eleitoral do Bloco no Concelho é aumentar esta votação e eleger candidatos em todos os órgãos autárquicos a que se submete a sufrágio.

 

in Blog do Bloco Esquerda

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Os bons exemplos são para seguir

Oferta a alunos do 1.º CicloOferta a alunos do 1.º Ciclo
 

Portimão

Freguesia dá mochilas e lápis a 600 alunos

A Junta de Freguesia de Portimão vai promover a oferta de equipamento escolar a cerca de 600 alunos da freguesia inscritos no 1º Ciclo. A primeira entrega está marcada para dia 10, no Agrupamento Vertical Júdice Fialho, seguindo-se as restantes até dia 14.

 

"A iniciativa surge com o objectivo de minimizar estes custos nos orçamentos familiares", disse ao CM a presidente da junta, Ana Figueiredo, sublinhando já terem sido distribuídas resmas de papel ao longo do ano lectivo passado. Este ano, a junta investiu cerca de cinco mil euros na compra de mochilas e de estojos com lápis para oferta, distribuindo também duas toneladas de cadernos e blocos oferecidos pela associação Humanitarius, de Portimão, com base em donativos de várias empresas.

 

in Correio da Manhã

 

É preciso ou se ser rico ou cigano para não sentir o preço do material escolar e livros. Isto porque os ciganos não pagam e os ricos são os únicos que tem contas bancárias positivas ao fim do mês.

publicado por portuga-coruche às 11:15
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