Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Carne de toiro bravo é mais rija, escura e de sabor intenso

Especial Sabores do Toiro Bravo

No “Talho do Manel”, em Coruche, vende-se carne brava todo o ano
Carne de toiro bravo é mais rija, escura e de sabor intenso
 

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Membro da Confraria do Toiro Bravo, Alfredo Tomaz defende que a carne de toiro bravo deve ser certificada.

   

No “Talho do Manel”, situado no mercado municipal de Coruche, vende-se carne de toiro bravo há mais de 30 anos. O estabelecimento, aliás, tem tradição na vila. Pertenceu a Manuel Coelho, que dá nome à loja, e há pelo menos 80 anos que ali se negoceia carne desde os tempos do bisavô de Alfredo Tomaz, o actual proprietário.

Após serem lidados nas corridas na praça de Coruche, os toiros eram abatidos e desmanchados no antigo matadouro da vila e a carne era vendida nos talhos. “Actualmente os animais passam por outros processos e quando chegam aos 24/30 meses são sujeitos a inspecções especiais. Depois de mortos é-lhes removida a coluna e feita a inspecção para despiste da BSE, no matadouro de Santarém ou de Setúbal”, exemplifica Alfredo Tomaz, acrescentando que muito dificilmente a carne de um toiro lidado em Coruche acabará nos restaurantes da vila.

Quem conhece as características da carne de toiro bravo não estranha as diferenças para a normal carne de vaca. É mais escura, mais rija e de sabor mais intenso, detectando-se nela o típico sabor a “vacum”. Alfredo Tomaz prefere disponibilizar no seu talho carne das novilhas que vão às tentas e que acabam por ser postas de lado para as lides tauromáquicas. O que não valem em bravura podem valer em matéria de carne tenra. Por isso, o talhante costuma escolher animais no máximo com dois a três anos de idade que com alguma engorda de feno ficam no ponto para a carne ser vendida.

O “Talho do Manel” fornece os restaurantes da vila com carne de toiro bravo mas também ali aparecem clientes interessados em comprar carne brava. A maior parte quer experimentar a carne para a poder grelhar. Pedem as peças mais nobres e tenras, da alcatra e do lombo. Diz quem gosta que outras partes também protagonizam bons petiscos. É o caso das abas para cozer, do rabo estufado ou da mão de vaca com grão.

“Cozida ou estufada a carne fica mais saborosa porque apura melhor. Grelhada tem de ser mal passada. Há pessoas que pedem para se passar mais a carne e depois constatam que fica mais dura. A minha preferida é mão de vaca com grão”, refere Alfredo Tomaz.

O talhante costuma adquirir animais na região de Coruche, nas casas de David Ribeiro Telles ou de António Veiga Teixeira, mas também na Casa Núncio (Alcácer do sal). Por vezes aparece também carne de origem espanhola mas que não costuma adquirir.

Ao contrário do que se poderia pensar, por não haver tanta oferta, a carne de toiro bravo não é mais cara que a restante carne de vaca vendida nas superfícies comerciais ou talhos. Um quilo de carne brava pode variar entre os quatro e os 15 euros, conforme a nobreza da peça.

Por altura dos Sabores do Toiro Bravo nota-se mais procura no talho, que costuma ficar aberto no fim-de-semana do certame. Na edição deste ano Alfredo Tomaz não sabe quanto vai gastar em carne mas em 2008, durante dois fins-de-semana do evento, vendeu 20 novilhos em carne, cada animal com cerca de 100 quilos. “Nota-se uma afluência grande nesta altura do ano e temos de saber aproveitá-la, seja a vender para restaurantes ou particulares”, exemplifica.

Membro da Confraria do Toiro Bravo, Alfredo Tomaz defende que essa carne deve ser certificada, constatando que os ganadeiros apenas ligam à bravura do animal e pouca importância dão àqueles que não servem para as arenas e que entram na cadeia alimentar. “Podiam ser bem mais valorizados. Não há carne mais biológica que a do gado bravo que anda a pastar nos campos durante três ou quatro anos, sem farinhas na alimentação”, conclui.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 12:59
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Tentam invadir esquadra da PSP

Bela Vista: Após funeral de jovem morto em assalto a caixa multibanco

'Toninho Tchibone’ era muito conhecido na Bela Vista, em Setúbal. Família e amigos revoltaram-se no sábado quando se soube que o jovem, de 23 anos, tinha morrido no Hospital de São José, em Lisboa, dois dias depois de a GNR o ter baleado na cabeça no Algarve. Foi impossível conter a raiva por o corpo só ter sido libertado para o funeral anteontem, cinco dias após a morte.


Ontem, depois de ‘Toninho’ ter sido sepultado em Algeruz, cerca de 200 pessoas regressaram ao bairro para 'homenagear' o falecido. 'Passámos em romaria junto à casa dos pais, em frente à PSP', disse ao CM Mónica Moreira, prima de ‘Toninho’.

As explicações para os distúrbios que se seguiram divergem. A PSP assegura ter actuado só após 'apedrejamentos à esquadra e posterior tentativa de invasão'. Cerca de 70 agentes rodearam as instalações policiais, perante os insultos e arremesso de pedras da multidão, naquela altura já com mais de 300 pessoas. Automobilistas e motards tentaram intimidar a PSP, passando a alta velocidade.

Mónica Moreira desmente: 'A PSP disparou quatro tiros de shotgun para o ar durante a homenagem. A Bela Vista está revoltada com as várias mortes. As pessoas cometeram erros, mas a PSP não tem direito de tirar a vida das pessoas que têm família e filhos', disse ao CM.

As cerca de 300 pessoas começaram a dispersar pelas 21h45, mas a PSP manteve-se no bairro toda a noite. 

'FOI UM GOLPE MAL PLANEADO'

Tudo começou com um carjacking na noite de 29 de Abril, em Palmela. Ameaçado com pistolas, o dono do BMW 530D entregou as chaves. Com o carro potente, os cinco jovens da Bela Vista ‘voaram’ para o Algarve, para mais um ataque do gang do Multibanco – que já lucrou mais de dois milhões de euros em assaltos a caixas ATM. 'Foi um golpe mal planeado – decidiram furtar o ATM do Hospital do Algarve, em Alvor, com um carro e não uma carrinha', disse ao CM fonte próxima do grupo. Incapazes de carregar o ATM, retiraram o dinheiro e fugiram.

A GNR já os esperava e iniciada a perseguição um tiro é disparado do lado policial. A bala furou a nuca de Antonino de Jesus Vieira – o ‘Toninho Tchibone’. O jovem, de 23 anos, morreria dois dias depois no Hospital de São José. 'Era um ‘bon vivant’, estimado no bairro. Deixa um filho com menos de um ano', disse um morador.

PERFIL DO BAIRRO 

SEIS MIL MORADORES

Criado em 1976, o bairro da Bela Vista tem três áreas (cada uma com a sua cor) e lá vivem mais de seis mil pessoas .

MORTE GERA CONFRONTO

A 20 de Junho de 2002 deram-se os mais graves confrontos com a PSP, após a morte de ‘Tony’ por um disparo policial.

'FORAM DISPARADOS 4 TIROS PARA O AR' (Oliveira Pereira, Director Nacional da PSP)

Correio da Manhã – O que se passou no Bairro da Bela Vista?

Oliveira Pereira – Após o funeral de um homem morto pela GNR na semana passada, no Algarve, houve um grande ajuntamento no centro do Bairro da Bela Vista. Pouco depois das 17h00, eram mais de 200 pessoas.

– Qual foi o procedimento da PSP perante isto?

– A atitude das pessoas presentes foi a de passar com carros e motos em frente à esquadra da PSP local [situada na avenida principal do bairro]. Ao efectivo da esquadra, juntaram-se quatro equipas de intervenção rápida da Divisão da PSP de Setúbal e duas equipas do Corpo de Intervenção que está de patrulha à cidade. Montaram protecção à esquadra.

– Foram feitas detenções ou disparados tiros?

– Nem detenções, nem identificações. Foram disparados quatro tiros de shotgun para o ar, quando houve um arremesso de pedras contra a PSP, mas longe da esquadra do bairro.

POLÍCIAS ALVO DE VIOLÊNCIA

Vários cocktails molotov foram arremessados ontem à noite contra os agentes da PSP que guardam a esquadra do bairro da Bela Vista, em Setúbal. Os incidentes começaram à tarde, após o funeral de ‘Toninho’, um jovem morto na semana passada pela GNR depois de um assalto a uma caixa multibanco no Algarve. Face à concentração de jovens em frente à esquadra, foi enviado um largo número de agentes para o local.

Ao princípio da noite de ontem os ânimos pareciam ter serenado, com os cerca de 300 jovens presentes no local a desmobilizarem. Mas, quando já nada o fazia prever, caíram sobre as forças policiais vários cocktails molotov, alguns vindos de prédios. Dois caíram em cima das carrinhas da polícia de guarda ao local e os outros aos pés de agentes.

A PSP, em grande número, desimpediu de imediato a zona. À hora de fecho desta edição, os agentes procuravam os autores dos arremessos e o clima continuava muito tenso. Nas buscas foi encontrado um saco com vários cocktails molotov.

 

João C. Rodrigues / Miguel Curado
 
in Correio da Manhã

 

 

O comportamento da Família e amigos comprova que se tratava de um delinquente.

"...as pessoas cometem erros..." Mónica! O carjacking e o roubo de multibanco com o recurso a armas de fogo não é um erro é um conjunto de crimes graves e que poderiam ter levado à morte de inocentes que é uma coisa que ninguém é se aceita que alguém próximo ande a fazer o que ele andava.

 "estimado no bairro" Pudera! Devia de ser o tal "bacano" que conseguia tudo o que era bom a "preços módicos", desde rádios de marca e baratíssimos, passando por os tais ténis, até plasmas ou coisas do género e ainda por cima porque trabalha no roubo não rouba quem o estima, tipo código deontológico. Logo quem o olhava de lado possivelmente candidatava-se a ser hostilizado.

 "Era um ‘bon vivant"! Mas está tudo louco ? O gajo andava no palmanço armado! Fazer vida de luxo sem trabalhar não se chama "bon vivant", é outro nome........

 

A culpa disto é destas sumidades que fazem as leis a troco e argumentando que é para nos proteger permitem que estas coisas aconteçam.

publicado por portuga-coruche às 12:05
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Sabores do Toiro Bravo - De 8 a 10 de Maio

publicado por portuga-coruche às 14:49
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Sabores do Toiro Bravo levam milhares a Coruche de sexta a domingo

As ementas são originais e deixam água na boca: bandarilhas de lombinho de toiro bravo com camarão, rolinhos de vaca brava no tacho com rosmaninho, jardineira brava, aba de novilha brava cozida com hortelã ou febras bravas grelhadas com alecrim são algumas de muitas propostas que vão ser apresentadas durante mais uma edição dos Sabores do Toiro Bravo.

A 8, 9 e 10 de Maio as refeições são servidas em típicas tasquinhas ribatejanas que representam restaurantes do concelho, instaladas no interior da praça de toiros de Coruche. Os pitéus são regados com vinhos de qualidade, com destaque para os tintos da Quinta Grande e para o branco da Horta da Nazaré. O convívio à mesa é acompanhado por fado, música popular, fandango e flamenco, sempre a partir do meio-dia.

Dentro da arena da praça são realizadas actividades mais arriscadas que as tarefas de faca e garfo. Há treinos dos Forcados Amadores de Coruche e os mais audazes podem tentar fazer uma pega de caras. Será a partir das 15h00 de dias 9 e 10. Realizam-se ainda exibições de arte sem capote, também a partir das 15h00 de dia 9.

A organização do certame, a cargo da Câmara de Coruche, espera nova enchente de visitantes já que, na última edição, estima-se que tenham passado pelos Sabores mais de 30 mil pessoas. O ano de 2009 surge também como o da internacionalização do evento na perspectiva dos turistas, aguardando-se a presença de muitos espanhóis, adeptos e consumidores de produtos ligados à festa brava.

Depois das pegas de caras aos sabores à mesa os Sabores do Toiro Bravo promovem a quarta edição Corrida das Pontes. A prova de atletismo tem lugar dia 10 de Maio e leva os atletas a percorrer as sete emblemáticas pontes de Coruche. Há duas modalidades à escolha com percursos de 10 e 2,5 quilómetros.

A animação em torno da praça de toiros é assegurada por uma série de iniciativas e actividades lúdicas para miúdos e graúdos. O parque do Sorraia disponibiliza parque radical, entre o pavilhão desportivo e rio, com pistas para skates, patins e bicicletas e uma parede de escalada.

Noutra zona do parque o visitante conta com parque infantil, cais para pequenas embarcações, uma praça de água em forma de anfiteatro e um mural de homenagem à aficcion coruchense, onde estão imortalizados os nomes de algumas figuras da tauromaquia. Há ainda uma esplanada sobre o rio. A Búzios – Associação de Nadadores Salvadores de Coruche proporciona a segurança e instruções básicas a quem quiser fazer passeios de canoa nas águas do rio Sorraia.

Em terra a vila de Coruche destaca-se pelas muitas casas de traça senhorial, pelas igrejas de São João Baptista, São Pedro, Santo António e Misericórdia. Uma passagem pela praça da Liberdade, junto ao edifício dos Paços do Concelho e o Pelourinho, é também uma boa opção. Numa visita a Coruche é essencial passar ainda pela Ermida de Nossa Senhora do Castelo e desfrutar da paisagem sobre o Vale do Sorraia.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 14:28
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Famílias necessitadas recebem cartões de descontos para alimentação

A Junta de Freguesia de Matosinhos (PS) começou hoje a distribuir os primeiros 200 cartões "Consumidor Solidário" às famílias mais afectadas pela crise, com descontos de cinco a 20 por cento em produtos alimentares.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
 

"Nos últimos meses, temos detectado dificuldades na aquisição de bens de primeira necessidade, mesmo para crianças. A crise vai-se acentuando e temos de apoiar quem mais precisa", disse à agência Lusa o presidente da autarquia, António Parada.

O autarca do PS explicou que o cartão garante um desconto mínimo de cinco por cento, em todos os produtos alimentares de 12 parceiros da freguesia, entre os quais dois hipermercados, alguns supermercados, talhos, peixarias e confeitarias.

António Parada revelou que a Junta de Freguesia já recebeu mais de dois mil pedidos de cartões, mas adiantou que o processo de verificação da capacidade financeira só está concluído para 200 pessoas.

Desemprego, rendimentos declarados, despesas com casa, água, electricidade e saúde são os comprovativos pedidos pela autarquia para confirmar se as pessoas necessitam ou não de apoio, afirmou o autarca.

"A maior parte das pessoas que aparece é por falta de emprego de um dos membros do casal e pelos compromissos com a casa", disse António Parada, estimando que o cartão venha a ser atribuído a "mais de um milhar" de famílias.

"Não é a solução, mas é um contributo", salientou o autarca socialista, notando que "ganha o cidadão e ganha o comércio local".

 

in Destak

 

Uma grande viagem começa sempre com um pequeno passo. Espero que não se fique pelos 5 a 20%.

publicado por portuga-coruche às 12:52
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Entrevista do Mestre Rui Moura à Novopress

(NOVOpress) - Tal como a NOVOpress havia anunciado, segue uma entrevista a Rui G. Moura, autor do blog Mitos Climáticos. Em nome de toda a equipa da NOVOpress os nossos sinceros agradecimentos ao Sr. Rui G. Moura pela disponibilidade e simpatia. Alertamos ainda os nossos leitores para a imagem que se encontra no final da entrevista, gentilmente cedida pelo entrevistado, sobre o fenómeno do «aquecimento global».

1) Sr. Rui Moura, pode-se apresentar aos nossos leitores? Actividades, interesses, participação cívica, etc.?

Como estudante fui o que se considera um bom aluno. Sempre no quadro de honra e nos primeiros lugares nas escolas por onde passei. A instrução primária foi feita em Lourenço Marques de onde segui directamente para um colégio interno de índole militar, em Lisboa. Aqui fiz o secundário e um curso médio, chegando ao fim como Comandante de Batalhão. Fui o antecessor do meu grande amigo Dr. Medina Carreira que também foi Comandante de Batalhão. Segui os estudos no Instituto Superior Técnico, de Lisboa, suportados por uma bolsa de estudo da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Dada a minha preparação anterior, o curso universitário de seis anos foi completado com relativa facilidade. No IST também pertenci sempre ao quadro de honra e obtive os primeiros prémios do primeiro ao último ano. Assim, atribuíram-me os prémios do melhor aluno do 6º ano do Curso e de melhor aluno de todos os seis anos do Curso de Engenharia Electrotécnica. No IST encontrei grandes mestres como os Prof. Bento de Jesus Caraça, Mira Fernandes, Ferreira Dias e Ferrer Moncada. Fui convidado para Assistente deste último e, mais tarde, numa remodelação do IST, para Prof. Auxiliar.

A minha vida profissional foi ocupada no sector energético nacional por convite do Prof. Ferreira Dias. Depois do 25 de Abril, com a abertura dos cursos de mestrado, fiz o primeiro curso que se realizou no Instituto Superior de Economia e Gestão sobre economia, energia e ambiente. Neste curso encontrei grandes mestres franceses, especialmente no domínio da programação e gestão da energia. Recordo os Prof. Bertrand Chateau, Jacques Percebois e Pierre Criqui que foram consultores da Comissão Europeia.

Devido à boa classificação do curso de mestrado fui oficialmente convidado a ir trabalhar para a Comissão Europeia, em Bruxelas, como especialista português nos domínios do curso de mestrado. Encarregaram-me da gestão de vários Programas Comunitários relacionados com energia, ambiente, investigação e desenvolvimento e telecomunicações. Desse tempo não posso esquecer o Presidente Jacques Delors que marcou uma época na Comunidade Europeia.

Regressado a Portugal fui nomeado para trabalhar na Comissão do Plano Energético Nacional. Participei na elaboração do último Plano Energético Nacional de 1992. Durante os trabalhos de execução deste plano tive a oportunidade de pela primeira vez em Portugal, e com a experiência trazida de Bruxelas, abordar, em colaboração com o staff da Comissão do Plano Energético Nacional, a ligação do sector energético nacional com as emissões de gases para a atmosfera que era um tema da actualidade na Comissão Europeia. Foi publicado, em 1992, um relatório do Ministério da Indústria e Energia – de que na altura era ministro o Engº Mira Amaral – que hoje se pode considerar histórico, designado «Incidência Ambiental da Evolução do Sistema Energético. Emissões de SO2, NOx, CO2. 1990-2010.».

Durante a preparação dos estudos que originaram este relatório, tive oportunidade de discutir com os especialistas portugueses ligados ao assunto e verificar a falta de profundidade de conhecimentos existentes nesta matéria, a nível nacional. Reformei-me logo a seguir e dediquei-me ao estudo aprofundado da climatologia para tirar dúvidas e enriquecer os meus conhecimentos. Fiz um curso de mestrado de meteorologia de uma universidade canadiana e verifiquei com espanto quanto difícil e débil eram os fundamentos desta matéria. Aumentou o meu respeito pelos meteorologistas e climatologista por terem abraçado uma vida dedicada a uma matéria tão complexa e, ao mesmo tempo, tão pouco unificada. Para quem estava habituado ao estudo do electromagnetismo suportado por uma teoria tão forte como a das chamadas equações de Maxwell foi uma surpresa verificar que em meteorologia e climatologia existiam tantas escolas de pensamento com algumas contradições insolúveis e a falta de uniformidade e de síntese das várias escolas.
Aconselharam-me a participar num fórum internacional com os maiores meteorologistas e climatologistas internacionais – com opiniões diversas e às vezes contraditórias – até que descobri os trabalhos do climatologista francês Prof. Marcel Leroux, que fazia parte do fórum. Fiquei deslumbrado por encontrar pela primeira vez algo com lógica explicativa e baseado nas observações meteorológicas confirmadas pelas dos satélites que iniciaram a sua tarefa em 1979. O Prof. Marcel Leroux mostrou-se desde logo aberto a me facilitar o caminho dos seus vastíssimos conhecimentos. Deu-me o privilégio de me considerar seu amigo e discípulo. Tudo o que sei se deve aos seus pacientes e persistentes ensinamentos. Consegui pô-lo em contacto com dois dos mais distintos Prof. de climatologia portugueses e esteve quase a iniciar uma colaboração apertada com uma universidade portuguesa não fora o seu falecimento prematuro. Tenho ainda a esperança de colocar Portugal no topo da climatologia moderna ao entrelaçar uma universidade portuguesa com a Universidade de Lyon, França, onde o Prof. Marcel Leroux deixou uma escola que floresce com muitos alunos interessados nesta matéria. Um Prof. de climatologia de uma universidade portuguesa já se mostrou interessado no intercâmbio com a Universidade de Lyon. Falta arranjar o financiamento para levar à prática esse projecto.

Actualmente, sou o editor do blog: http://mitos-climaticos.blogspot.com

2) O que o levou a escrever o blogue Mitos Climáticos e a mantê-lo desde 2005?

Colegas meus conhecedores dos estudos no domínio da climatologia disseram que era meu dever transmitir os meus conhecimentos aos nossos concidadãos antes que desaparecesse desta vida. Sugeriram a abertura de um blogue dedicado ao assunto. Como não tinha conhecimentos suficientes em matérias ligadas às técnicas da informática, um deles abriu o blogue e disse: - «Agora é só escrever!». Nem sequer sabia como se publicava uma figura num blogue… No primeiro e no segundo ano do blogue publiquei uma espécie de tratado de climatologia moderna. Tinha a noção que era uma matéria de difícil divulgação. Fiz grandes esforços para que o blogue se dirigisse ao maior número de pessoas sem grandes conhecimentos na matéria. Tive algum apoio do Prof. Marcel Leroux que me aconselhou determinadas pistas para explicar as suas teorias modernas. Inicialmente, o blogue tinha a caixa de comentários aberta e começaram a aparecer ofensas em escritos de gente que não suportava ver desmistificados os seus mitos. Deste modo, vi-me obrigado a fechar a caixa de comentários e a discutir em privado com os leitores. Este processo tem sido enriquecedor, pois recebo muitas mensagens que me obrigam a estudar este ou aquele pormenor para satisfazer a curiosidade de leitores atentos e interessados em aumentar os seus conhecimentos e não em ofender. Não posso esquecer colegas e amigos que me ajudam especialmente na revisão dos textos pois sou o único responsável pelo conteúdo do blogue. Já tive o prazer de publicar artigos de um distinto Prof. de climatologia do Brasil. Os leitores brasileiros são dos mais entusiastas com o desenvolvimento do blogue. Recebo mensagens de leitores desde os mais modestos de Roraima aos leitores mais eruditos dos grandes centros do Brasil e de universidades. Prof. brasileiros dizem-me que aconselham os seus alunos a seguirem o blogue nos seus trabalhos de investigação. Diga-se de passagem que o Brasil tem cientistas climáticos de elevadíssimo nível. De Portugal, também se me dirigem alguns Prof. universitários incentivando o meu trabalho de divulgação e, até, auxiliando-me em determinados aspectos das suas especialidades. Mas, de um modo geral, pedem-me para manter o anonimato.

3) No seu blogue é recorrente falar do livro «A Ficção Científica de Al Gore». Segundo o Rui porque razão Al Gore decidiu abraçar e tornar-se no principal porta-voz da causa à qual se chamou «aquecimento global»?

Al Gore é um político na reforma que se transformou num homem de negócios. Não me compete analisar o porquê da sua participação num debate eminentemente científico. Só me preocupa a sua nefasta participação neste debate por verificar a sua completa falta de conhecimentos na matéria e a enormidade de erros científicos que propaga. Sendo um entertainer, a sua figura mediática pretende dar credibilidade aos erros científicos que o seu discurso comporta. Quando o filme “Uma Verdade Inconveniente” se estreou em Portugal, já o blogue Mitos Climáticos existia há algum tempo, alguns jovens dirigiram-se-me, quase todos cordialmente, no sentido de dizer que a minha actividade era inútil perante a acusação inapelável de Al Gore. Também alguns amigos – mesmo diplomados! – ficaram aterrados perante as acusações visionadas no filme. Uma leitora, estudante de ciências, trocou várias mensagens pedindo-me explicações científicas que refutassem as afirmações de Al Gore. Por mais que lhe explicasse acabou por dizer: - «Pois sim, acredito mais naquilo que ele diz…» E o que disse Al Gore? Apresentou imagens dramáticas, algumas com efeitos cinematográficos – como sejam as maquetas de plásticos a simular derrocadas de gelo de hipotéticos glaciares – como se tudo fosse culpa das actividades humanas. Cheias? Secas? Furacões? Subida dos oceanos? Tudo era devido ao aquecimento global e este era devido ao Homem. Ele espalha a palavra como um mensageiro espiritual que pretende a nossa salvação e a salvação do Mundo. Só que ele mente, mente e mente… O livro com tradução em português «A Ficção Científica de Al Gore», de Marlo Lewis Jr., foi o primeiro livro a nível mundial – nem nos EUA se publicou antes de Portugal – que desmistifica as profundas mentiras de Al Gore. É um livro com uma base científica profunda, de tal ordem que um Prof. do IST o aconselhou aos seus alunos do curso de mestrado IST-MIT. Ou seja, as mentiras de Al Gore são desmontadas umas atrás das outras com uma base científica irrefutável n’ «A Ficção Científica de Al Gore». Neste momento, Al Gore está a formar milícias de jovens americanos para espalhar a sua mensagem como uma espécie de guardas vermelhos dos tempos de Mao-Tse-Tung… Ele já confessou que o assunto era espiritual!

 

4) Os dados científicos de diversos grupos de pesquisa dão conta de grandes alterações no ecossistema, nomeadamente o esgotamento dos recursos fósseis, a presença teores elevados de metano e dióxido de carbono na atmosfera ou ainda o contínuo aumento da população mundial. Considera que se trata apenas de especulação ou de algo bem real?

O dióxido de carbono (e o metano) na atmosfera não tem nada a ver com alterações do ecossistema, com o esgotamento dos recursos fósseis ou a com a população mundial. Reproduzo aqui o meu curto artigo publicado na Revista da CIP, Indústria, nº 73, de Jan/Fev de 2009:

O aquecimento global tornou-se um assunto mediático, sobretudo depois da seca observada nos Estados Unidos da América, no Verão de 1988. O receio de um novo e prolongado período de calor e de seca, como o que se verificou nos anos 1930 (cf. As Vinhas da Ira de John Steinbeck), explica a atenção particular dedicada à seca de 1988 e a dramatização que se lhe seguiu, até hoje.

Na verdade, a ideia do aquecimento global, com origem na emissão de gases com efeito de estufa (GEE) libertados na queima dos combustíveis fósseis, foi transformada num tema extremamente confuso, em que os alarmistas misturam tudo:

A poluição e o clima – tornou-se o clima num álibi para resolver a poluição. A evolução futura do clima é apresentada como um postulado e quem coloca dúvidas sobre o aquecimento global fica catalogado como favorável à poluição.

Os bons sentimentos e os interesses (in)confessados – alarma-se com um planeta em perigo, que é necessário salvar mas, em simultâneo, admite-se o direito de poluir, mediante o comércio de «direitos de emissão» de GEE.

As suposições e as realidades – apresentam-se modelos informáticos do clima sem relação directa com os mecanismos reais e avançam-se previsões tanto mais gratuitas quanto os prazos são mais longínquos (2100!).

O sensacionalismo e a seriedade científica – procura-se o furo jornalístico e ignora-se a informação devidamente fundamentada, com os políticos e os media a ajudar à confusão.

Os alarmistas pretendem ver sinais da catástrofe anunciada nalguns acontecimentos recentes (ondas de calor, secas, cheias, evolução natural do mar gelado do Árctico e do Antárctico) os quais, no entanto, não têm qualquer relação com as emissões de GEE.

Seleccionam as informações favoráveis à ideia do aquecimento, ocultando as que dão conta de situações de arrefecimento. O que domina incontestavelmente o debate, e mais o falseia, é que as alterações climáticas são um assunto de climatologia, que está a ser tratado, maioritariamente, por não especialistas, nomeadamente pelos ambientalistas.

Com uma complacência geralmente proporcional à ignorância dos fundamentos da disciplina, muitos dos que têm a audácia de se proclamar cientistas apenas propalam as hipóteses oriundas dos modelos.

Deve-se começar por colocar fortes reticências ao mito segundo o qual os relatórios do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) são preparados por «milhares de cientistas». É falso. Não provêm senão de uma pequena equipa dominante.

Os conhecimentos actuais sobre climatologia são em geral limitados. O IPCC reconhece-o quando refere que «A aptidão dos cientistas para fazer verificações das projecções provenientes dos modelos é bastante limitada…».

As explicações do IPCC não reflectem a verdade científica, que é extremamente complexa. São em regra simplistas, próximas do slogan, a fim de serem facilmente apreendidas. Quanto mais simples a mensagem, maior a hipótese de ser adoptada pelos políticos e pelos media.

Este conhecimento superficial e esquemático é também imposto pelas «simplificações inevitáveis, transpostas para os modelos», os quais não podem integrar todas as componentes dos fenómenos climáticos.

Esta falha explica também a fé cega atribuída a uma ciência – a climatologia – idealizada por alguns, ignorando, geralmente, que a climatologia está num verdadeiro impasse conceptual há mais de cinquenta anos.

A climatologia não dispõe de um esquema explicativo observável da circulação geral da atmosfera (fenómeno este que é fundamental) apto a traduzir a realidade das trocas meridionais de energia e vive na ignorância dos mecanismos reais.

Este impasse tem conduzido, entre outros, aos «falhanços» dos serviços de meteorologia dos EUA na previsão das trajectórias dos furacões tropicais, por deficiente conhecimento da sua dinâmica.

O conhecimento é substituído pela convicção (sincera, ou pela fé) do género «estou convencido de que o aquecimento global do planeta é uma realidade» ou «há quem não acredite no aquecimento global». Isto é a negação do método científico.

É, pois, necessário fazer um ponto da situação. Sem complacências nem concessões, aprofundado, rigoroso e unicamente centrado na climatologia, pois o estudo do clima deve ser deixado aos climatologistas.

Torna-se necessário desmascarar a pretensa ligação Homem – poluição – GEE – aquecimento global – alterações climáticas. O Homem, neste caso, está inocente e a acusação que lhe fazem não se justifica.”

5) «A terra transformou-se num enorme lixo», era uma frase que se ouvia com frequência no despoletar das causas ambientalistas. Não terá sido o carácter alarmista e culpabilizante dos discursos o factor que impossibilitou um debate saudável sobre esta matéria?

Claro que sim, como fica implícito na resposta à pergunta anterior. A Terra só se transformou num enorme lixo nas mentes deformadas dos alarmistas. Não conseguem perceber que só à medida que avança o progresso e o bem-estar das populações é que começa a preocupação com a conservação da Natureza. Por que não vão eles pregar aos famintos do Chade para terem cuidado com a separação do lixo para a reciclagem. Uma chadiana faminta sem saber como alimentar os filhos seria capaz de entender a preocupação dos salvadores do planeta? O alarmismo climático tornou-se numa nova religião. É preocupante ver como estrelas de cinema se tornaram políticos e políticos se tornaram estrelas de cinema propagando uma mentira colossal mas escondendo a sua hipocrisia de uma vida regalada com viagens em aviões particulares a jacto de um lado para o outro a propagar a fé do “aquecimento global”.

6) A comunicação social portuguesa tem dado algum tempo de antena às pessoas que como o senhor têm-se mostrado cépticos frente ao pensamento único das alterações climáticas?

De modo algum. Foi necessário protestar sistematicamente ao Provedor do Telespectador da RTP com as reportagens desvirtuadas da televisão oficial paga por todos nós para o sr. Provedor realizar um programa dedicado ao assunto. Entrevistaram-me durante quarenta e cinco minutos e passaram na RTP uns breves segundos. Quanto às estações de rádio e de televisão privadas nada se pode fazer já que as reportagens são escolhidas para aumentar as audiências. Quanto às oficiais pagas simultaneamente pelos contribuintes tinham a obrigação de dar o mesmo tempo de antena às diversas opiniões para que os telespectadores tirassem conclusões pelas suas próprias cabeças e não pela cabeça dos alarmistas. Ainda por cima, os convidados da RTP, e da RDP, são sempre os mesmos sem competência na matéria. Alguns dos convidados apresentam mesmo profundo desconhecimento em climatologia. Pois são estes os mais assíduos na RTP e na RDP.

7) O Sr. esteve recentemente num debate organizado por alunos numa escola em Estarreja. Qual a aceitação que as suas teses cépticas tem junto dos mais jovens, normalmente mais influenciáveis em questões ligadas ao ambiente?

Já fui convidado para cima de uma dezena de vezes para a realização de palestras e debates
em escolas da Grande Lisboa, e não só. Estas escolas pertenciam aos ensinos secundário e universitário. Numa do ensino universitário já me convidaram três vezes. Os alunos portugueses são inteligentes e têm espírito crítico próprio da juventude. Muitas vezes o espírito crítico pode estar adormecido devido ao sistema de ensino que não fá-lo despertar. Mas as minhas intervenções têm sido sempre muito bem recebidas. Inicialmente, os alunos podem estar na dúvida, mas as minhas explicações sempre acompanhadas com slides do tipo Power Point, rapidamente lhes desperta a curiosidade. No final de uma hora estão convictos de que anteriormente tinham sido alvo de um ensino dirigido com uma finalidade ideológica e não científica. Numa escola dos arredores de Lisboa estive dois dias seguidos. No primeiro dia visionámos o filme de Al Gore. No seguinte analisámos detalhadamente as mentiras de Al Gore. Foi um sucesso. Inicialmente, mesmo alguns professores duvidavam que Al Gore fosse um mentiroso. Mas ficaram convencidos das manipulações e das distorções algorianas.

8) Não teme que os “negacionistas” do «aquecimento global» venham a sofrer perseguições políticas e até, quem sabe, judiciais?

Falta de vontade para que isso aconteça não existe. Mas, em pleno século XXI, é difícil que isso aconteça. De facto, alguns cientistas queixam-se da dificuldade na obtenção de financiamentos para as suas investigações se não manifestarem fé na religião de Estado em que se transformou o “aquecimento global”. Mas a nível internacional existem exemplos do que alguns designam por eco-fascismo. Um colunista inglês já propôs a formação de um tribunal tipo Nuremberga para julgar os cépticos. O sr. Rajendra Pachauri, chairman do IPCC, acha que os cépticos deveriam emigrar para outro planeta. Provavelmente por que vê o seu emprego em perigo…

9) Sr. Rui Moura, os nossos agradecimentos em nome dos leitores da NOVOpress. Para terminar pretende deixar algumas ideias que não tivessem sido expressas nesta pequena entrevista?

Agradeço o vosso interesse em entrevistar-me sobre um assunto tão delicado como este. Faltou talvez uma pergunta: - «Que alternativa vê que se possa tomar perante as variações do clima, isto é, entre mitigar (as emissões) e adaptar?» Só encontro uma: - «Adaptarmo-nos para o que vier, para o calor ou para o frio. O Homem só pode adaptar-se às eternas variações do clima impostas pela Natureza. Assim como não é responsável pelo Período Quente Contemporâneo também não pode fazer nada para modificar a situação. Quanto à mitigação, deve começar por mitigar a ignorância quanto aos mecanismos reais dos fenómenos meteorológicos e climáticos para que possa adaptar-se da melhor maneira possível.»

 

 

 

«Met Office mostra que o “aquecimento global” terminou há uma década»

 

[cc] Novopress.info, 2009, Texto original cuja cópia e difusão são consideradas livres, desde que se mencione a fonte de origem [http://pt.novopress.info]

publicado por portuga-coruche às 23:05
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Esquerda Net "julga" o que desconhece

Países da UE divulgam quem ganha com a PAC

 

Multinacionais, lordes e milionários repartem o dinheiro dos contribuintes que a UE distribui em ajudas agrícolas. Foto Robert Crum/FlickrDesde que os países europeus são obrigados a publicar os nomes dos beneficiários dos 55 mil milhões de euros em ajudas da PAC, o escândalo regressa. São as grandes multinacionais, os milionários e a nobreza latifundiária que repartem entre si a maior fatia do bolo. Em Portugal há 38 entidades que receberam mais de um milhão em 2008. Mas o maior subsídio, de 10 milhões, tem como destino uma empresa espanhola.
 

 

A empresa espanhola Indústrias Lacteas Asturianas S.A foi o maior beneficiário das ajudas europeias à agricultura portuguesa, recebendo do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) a quantia de 10.037.520,26 euros entre 16 Outubro de 2007 e 15 de Outubro de 2008. No pódium dos subsídios ao nosso país seguem-se a Sociedade Lusitana de Destilação, de Torres Novas, com 8.347.956 euros e a Torriba de Almeirim, que recebeu 7.393.904 euros no mesmo período. Acima dos 5 milhões de euros recebidos estão ainda a APAVE da Azambuja e a DAI, de Coruche, e com mais de 3 milhões pagos pelo FEAGA encontram-se a PROVAPE, com sede no Cartaxo, a Cooperativa de Produtores de Flores da Madeira, a Hortofrutícolas Campelos. Veja aqui a lista dos beneficiários portugueses da PAC nos últimos anos, preenchendo na pesquisa o valor da ajuda ou o nome da empresa a pesquisar.

A transparência na atribuição dos subsídios europeus à agricultura foi uma luta ganha, mas nem todos estão convencidos. Por exemplo, o governo alemão resiste ainda à divulgação dos nomes dos beneficiários às contestadas ajudas à agricultura e é por isso muito criticado pela oposição. E em vários outros países, a divulgação das listas é feita de forma parcial e quando chega à internet não é possível extrair um ficheiro com a lista completa dos beneficiários, obrigando a pesquisa mais complexa.

E quando o trabalho de pesquisa chega a resultados, poucos são os cidadãos que não se espantam com algumas das figuras que recebem ajudas dos dinheiros públicos da União Europeia. O valor de ajudas à agricultura representa pouco menos de metade do Orçamento global da UE e o seu destino não escapou à regra dos anos anteriores, com a maior parte a ser entregue às  grandes empresas da agro-indústria.

A multinacional Greencore sedeada na Irlanda está no topo da lista, com 83 milhões. Já o líder mundial da exportação da carne de aves, o grupo Doux, com sede em França, recebeu 63 milhões. França é o grande destino destas ajudas concentradas em poucas mãos, com outras seis entidades a receberem cada uma mais de 20 milhões de euros da PAC no ano passado.

Em Inglaterra, a maior parte dos subsídios foi para multinacional Czarnikow que domina o mercado do açúcar em todo o mundo. Na lista de grandes beneficiários encontram-se outras empresas de dimensão mundial no ramo alimentar, como a Nestlé e a Tate & Lyle, mas também a própria Raínha, o príncipe Carlos e muitos membros da nobreza receberam ajudas pagas pelos contribuintes da União Europeia, graças às suas quintas.

Também na Irlanda se descobriram alguns milionários a receber ajudas agrícolas. Segundo o jornal Times, um deles é o patrão da Ryanair, que curiosamente é um crítico reputado da intervenção da UE na regulação da indústria da aviação. Outro é Anthony O'Reilly, o tubarão dos media que tem o hobby da criação de gado. Outros empresários e políticos conhecidos no país também fazem parte desta lista que pode ser escrutinada por todos os cidadãos.

 

in Esquerda.net

 

No que refere à empresa de Coruche referida, a DAI, a "Esquerda.net" deveria informar-se melhor. Depressa chegaria à conclusão que esse valor tem decerto a ver com o fim da cultura de beterraba em Portugal por imposição da OMC. Falei com vários amigos que trabalham e/ou já trabalharam na DAI e a conclusão é categórica: A DAI teria preferido ter continuado com a beterraba e não ter recebido nada da PAC. Ainda segundo esses trabalhadores a PAC chegou mesmo a pôr em risco a empresa e os postos de trabalho.

Como poderão verificar esse "dinheiro" é um "presente imposto e envenenado".

 

Esta questão faz-me lembrar um provérbio Árabe:

Não diga tudo o que sabe, porque quem diz o que sabe muitas vezes diz o que não convém;
não faças tudo o que pode, porque quem faz tudo o que pode, muitas vezes faz o que não deve;
não acredite em tudo o que ouve, porque quem acredita em tudo o que ouve, muitas vezes julga o que não vê;
não gaste tudo o que tem, porque quem gasta tudo o que tem, muitas vezes gasta o que não pode.

 

 

publicado por portuga-coruche às 10:56
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