Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Idoso de Tomar foi burlado e fica sem 4.500 euros

fotoUm homem de 79 anos residente no concelho de Tomar foi burlado por três indivíduos em 4.500 euros. O caso passou-se na sexta-feira, 20 de Março, dia em que habitualmente António Duarte Ferreira, morador em Vale da Figueira, freguesia de Carregueiros, vai ao mercado semanal com a esposa. No domingo seguinte à burla ainda não estava recomposto do sucedido e foi com os olhos rasos de lágrimas que explicou a O MIRANTE como foi vítima de um “esquema malandro” que lhe levou boa parte das poupanças que ganhou a trabalhar na construção civil.

 

Eram 10h30 da manhã quando, junto à Farmácia da Misericórdia, perto do Tribunal Judicial da cidade, foi abordado por um homem com cerca de 60 anos que lhe pediu indicações sobre a localização de uma firma. O septuagenário conta que este homem o tratou logo por “amigo”. Com vontade de ajudar, António Ferreira disponibilizou-se em ir mostrar o local quando um segundo indivíduo se mete na conversa e desenrolam um assunto na sua presença.

 

“Só me lembro de um dizer para o outro que tinha sido autuado em 37 mil euros e precisavam de fazer um novo projecto da casa na empresa de construção”. Dali foram até junto ao Tribunal de Tomar, a cerca de 10 metros, quando surge um terceiro homem dentro do carro. “Agradeceram-me a ajuda e ofereceram-se para me levar de novo até à farmácia. Assim que entrei no carro já não me lembro se o carro virou para a esquerda ou direita”, explica.

 

António Ferreira deu por si num local desconhecido junto a uma agência da Caixa Geral de Depósitos. Mais tarde soube que era Telheiras, em Lisboa. Os três homens indicaram ao septuagenário onde era o Instituto de Oncologia e que iriam doar 3.500 euros à instituição pelo que ele deveria aguardar no carro. Vinte minutos depois entraram no carro e “convidaram-no” para ir à Caixa Geral de Depósitos. Já dentro da instituição bancária pediram-lhe o bilhete de identidade ao que o idoso acedeu. Em seguida o mesmo homem entregou o documento à funcionária bancária que digitou no computador e retirou os extractos da conta.

“Penso que já lá tinham estado a falar com ela. Foi tudo muito rápido”, conta, recordando que as mãos tremiam quando assinava os papéis que permitiam o levantamento do dinheiro da conta a prazo. Em seguida, a mesma funcionária colocou o dinheiro em três envelopes. Na rua, os três indivíduos colocaram-lhe no bolso da camisa uma carteira com três jornais. Em seguida abalaram.

 

António Ferreira foi socorrido por um taxista que o sentiu desorientado. Pediu que o levasse até à esquadra mais próxima para apresentar queixa e procedeu à descrição física dos burlões. Conseguiu recordar de memória o contacto do filho que mora em Tomar e que foi ao seu encontro. Durante todo esse tempo, a esposa, Maria Luisa, andou cinco horas aflitas à sua procura. “Não me perguntem como isto aconteceu… Ainda não me conformo”, diz o septuagenário entristecido. Alguns familiares da vítima estão revoltados com a facilidade com que os burlões conseguiram levantar o dinheiro numa instituição bancária.

 

Burla não é inédita

 

Não é a primeira vez que acontece uma burla deste género em Tomar. A 25 de Janeiro de 2008, também Manuel Peres Nunes, de 72 anos, um pedreiro reformado morador em Porto Mendo, na freguesia da Madalena, foi vítima do mesmo esquema. O caso também teve lugar numa sexta-feira de manhã e no mesmo local. Ficou lesado em cinco mil euros. Acabou sozinho em Lisboa não tendo qualquer memória de como foi lá parar. Como tinha algum dinheiro na carteira, meteu-se no comboio e regressou a Tomar, optando por não fazer queixa na polícia. Nunca conseguiu recuperar o dinheiro

 

Conselhos para evitar burlas

 

O comandante da PSP de Tomar, o subintendente Vítor Trindade, indicou que, desde que assumiu o cargo no final de Agosto de 2008, apenas há registo de um caso de uma burla de 200 euros, ocorrida em frente aos CTT de Tomar no final do ano. O responsável explica a O MIRANTE que os burlões “estudam bem as pessoas” antes de as usurpar.

Não transportar muito dinheiro nos bolsos, ou se o fizerem, que esteja separado em vários compartimentos e evitar exibir objectos de valor são alguns dos conselhos que os idosos devem seguir. Devem ainda evitar andar sozinhos e dar informações sobre a vida pessoal a estranhos. “Sempre que a pessoa é abordado por desconhecidos e a conversa remete para lucros, normalmente, está-se perante uma situação de burla”, alerta. O melhor é terminar de imediato a conversa estabelecida e até contactar a PSP caso haja insistência de terceiros.

 

in O Mirante

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Saúde oral com apoio das autarquias

 

IVETE CARNEIRO
 

O Programa Nacional de Saúde Oral deverá em breve alargar-se a mais grupos populacionais, por força de protocolos com as autarquias que assim o entendam. A possibilidade consta de uma portaria publicada esta terça-feira.

O diploma veio regulamentar o funcionamento do Plano Nacional de Saúde Oral (PNSO), cujas regras ainda só existiam em circulares da Direcção-Geral da Saúde. E introduz uma novidade: a possibilidade de estabelecer protocolos com autarquias locais para alargar do plano a outros grupos populacionais e oferecer mais consultas do que as previstas.

Actualmente, são abrangidas além das grávidas acompanhadas no Serviço Nacional de Saúde (65 mil por ano), os idosos com complemento solidário (cerca de 90 mil) e as crianças com 4, 5, 7, 10 e 13 anos. Mas as primeiras recebem apenas três cheques-dentista por gravidez, os segundos dois por ano e os terceiros têm só garantidos alguns tratamentos dos dentes de maior risco.

O objectivo destes protocolos - o primeiro dos quais já existe e foi assinado este mês, com a Câmara Municipal de Matosinhos - é as autarquias financiarem tratamentos não previstos e cuidados a grupos não abrangidos. "Aos sete anos, o PNSO é para proteger os molares que nascem aos seis, tal como aos 13 é para os molares dos 12", explica o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que rubricou o protocolo com Matosinhos, que servirá de base para outras iniciativas. "As câmaras podem proporcionar consultas adicionais, assim como transporte de crianças e idosos para os consultórios, etc.", adianta Orlando Monteiro da Silva.

Os protocolos permitirão alargar o PNSO àquilo "que as câmaras se mostrarem disponíveis a apoiar", no âmbito das estratégias locais de saúde oral, explica Paulo Melo, da direcção da OMD. Os custos, adianta a portaria ontem publicada, competem às autarquias, cuja participação no programa terá de ser alvo de despacho ministerial.

O diploma adianta-se à prática e estabelece já cuidados de saúde oral para "crianças e jovens com idade inferior a 16 anos". Ora, as circulares em vigor param nos 13 anos. Segundo fonte do Ministério da Saúde, trata-se de ter já preparada a regulamentação para quando for decidido atribuir cheques-dentista até aos 16 anos. Por enquanto, mantém-se o limite dos 13 anos. Para ter acesso aos cuidados em consultórios privados inscritos no PNSO, as crianças terão de ser referenciadas pela higienista oral das unidades de saúde durante as visitas escolares.

 

in JN - Jornal Notícias

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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Mais fome leva Cáritas a criar refeitórios sociais

Crise

por RITA CARVALHO, COM SUSANA PINHEIRO

 

Carências das famílias levam à criação de novas respostas sociais, como vales  para fazer compras no supermercado, ou refeições que são levadas para tomar em casa

Em Beja, os pedidos de ajuda alimentar à Cáritas subiram quase 35%. Na casa de apoio aos sem- -abrigo de Coimbra, já comem diariamente 40 a 60 pessoas, e na diocese de Braga 30 utentes também recorrem às refeições sociais. As carências alimentares das famílias estão a crescer de tal forma que a Cáritas está a estudar o alargamento destes refeitórios sociais a outras dioceses do País. Mas há mais indícios da gravidade da crise. Segundo a Cáritas, cada vez mais pessoas procuram os balneários para fazerem a sua higiene.

Nalgumas dioceses estes refeitórios sociais serão instalados em estruturas já existentes, como lares que servem refeições mas cuja abrangência será alargada, noutras vai ser estudada uma nova resposta. Para matar a fome às dezenas de pessoas que diariamente continuam a chegar, estão já em curso outras soluções: cabazes de alimentos para confeccionar em casa, vales para as famílias fazerem compras no supermercado, ou distribuição de refeições para tomar em casa.

Outra solução, praticada por exemplo em Lisboa, é o encaminhamento das pessoas para centros paroquiais ou outras estruturas, mais próximas da residência, onde possam comer sem pagar. O custo é suportado pela Cáritas.

"Queremos prestar ajuda a pessoas novas que estão a aparecer, tentando proteger a sua intimidade", disse ao DN Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas nacional. Há dioceses que já têm esta distribuição de refeições, nomeadamente aos sem-abrigo, mas estas pessoas, de outro nível social, têm reticências em expor-se. Em Setúbal, por exemplo, comem a horas diferentes dos utentes habituais ou levam a refeição para casa.

Na valência de Braga, apesar do serviço ter começado em 2005, comem diariamente 30 pessoas - na maioria homens entre os 25 e 35 anos, desempregados, que vivem em quartos alugados ou sem condições e que têm problemas de álcool ou toxicodependência. Mas aqui a crise também se faz sentir, com o aumento de pedidos de apoio: mais 150 no ano passado.

Em Coimbra, a diocese já está a preparar uma solução de refeitório social, que será complementar às outras respostas já existentes na cidade. Ao DN, o padre Luís explicou que está a ser estudada uma distribuição de refeições à noite em dois pontos da cidade. "É preciso ir ao encontro destas pessoas, pois são de um classe social diferente que procura ser discreta. Pois quando se usa uma gravata é difícil estender a mão."

O responsável diocesano diz que na casa do Farol, dirigida a sem-abrigo e fora do centro, são servidas 40 a 60 refeições diárias, mas agora quem procura ajuda são famílias e desempregados.

Eugénio Fonseca sublinha, contudo, que esta resposta social em estudo é muito dispendiosa e não pode ser suportada durante muito tempo. Além disso, mais do que acudir a emergências, o propósito da organização é "ajudar as pessoas a reconstruir o seu projecto de vida".

 

in DN - Diário de Notícias

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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Alunos ciganos nunca tinham ido à escola

Estela Silva/Lusa  Escola Primária da Lagoa NegraEscola Primária da Lagoa Negra

18 Março 2009 - 00h30
 

Barcelos

Alunos ciganos nunca tinham ido à escola

 

"O que andam para aí a dizer é uma vergonha. Aqui não há racismo. Estas crianças e jovens nunca tinham vindo à escola". As palavras, ditas de forma exaltada, são de uma professora do Agrupamento de Escolas EB 2,3 Abel Varzim, em Barcelos, que preferiu não se identificar – porque só a Direcção Regional de Educação do Norte pode falar sobre o assunto – mas que não quis calar a "revolta" relativamente ao caso do ‘contentor dos ciganos’ da Lagoa Negra.

 

O monobloco, a que o secretário da Junta de Freguesia de Barqueiros, António Cardoso, chamou contentor, foi colocado no âmbito do projecto ‘Entre Margens’, que tinha por objectivo cativar para a escola as crianças dos acampamentos ciganos da zona.

Depois de os professores terem sensibilizado a matriarca do acampamento principal para a necessidade da frequência da escola, formou-se uma turma de 17 alunos, com idades entre os 9 e os 19 anos. Têm várias disciplinas, incluindo espanhol, e o 'contentor' é o único espaço da escola com ar condicionado. O sociólogo Carlos Silva, da Universidade do Minho, diz que 'errou quem rotulou esta situação de discriminatória ou racista'.

S.C.
 
in Correio da Manhã
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Mais histórias da burlona assassina que continua à solta

Algarvephotopress 
 
Francisco e Isaura Pacheco ficaram com uma mala de Paula, com roupa e receitas de sopas para emagrecerFrancisco e Isaura Pacheco ficaram com uma mala de Paula, com roupa e receitas de sopas para emagrecer

 

Março 2009 - 00h30
 

Lagos: Septuagenários enganados pela burlona Paula Neves

Drogou idosos e levou 15 mil euros

Paula Cristina Neves, que se entregou à PSP em Lisboa no dia 9 de Fevereiro depois de ter cometido múltiplos crimes de burla em todo o País, é suspeita de mais um caso no Algarve. Um casal de idosos de Lagos foi vítima em Junho de 2008. 
 

Paula Neves arrendou uma casa para férias, fez-se passar por psicóloga e desapareceu com 15 mil euros do casal, que drogou e enganou, simulando a intenção de comprar a casa com o dinheiro de uma herança milionária.

Francisco e Isaura Pacheco, de 70 e 72 anos, ainda choram no sofá da sala da moradia em Porto de Mós, onde acolheram Paula Neves durante quatro dias. A burlona disse chamar-se Lídia Almeida e apresentou-se como psicóloga do Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Rapidamente se fez amiga do casal Pacheco. "Era muito simpática e estava sempre a oferecer coisas", recorda Isaura.

O casal tinha a moradia à venda por 375 mil euros. Paula dizia estar interessada e nunca discutiu o preço. Garantia que estava para receber uma herança de um milhão de euros e aparentava ter posses, mostrando no seu computador portátil fotos de alegadas propriedades suas em Tondela, Seixal e Aljustrel.

No dia 30 de Junho, Paula foi com o casal a Vila Real de Santo António. Dizia que ia receber já parte da herança, mas alegou, à chegada, ter-se esquecido de um cheque de dez mil euros. Pediu 15 mil euros para abrir uma conta solidária e aí receber a herança. O casal estaria drogado. "Na véspera deu-me uns pós e um comprimido", diz Isaura. "Sentia-me atordoado", acrescenta Francisco, que foi novamente drogado e perdeu a consciência numa esplanada onde os três foram beber sumos. Paula desapareceu com o dinheiro.

BURLONA ESTÁ EM LIBERDADE

Já em 2002 ficou em liberdade, depois de ter deixado um noivo no altar, na Batalha, desaparecendo com ouro e deixando o prejuízo da boda a que não compareceu. Paula Neves, 38 anos, drogou e burlou homens e mulheres por todo o País, nos últimos anos. Entregou-se às autoridades após deixar amnésicos dois homens em Viseu e continua em liberdade.

Filha de mãe prostituta, cresceu no Casal Ventoso, em Lisboa. Também foi prostituta, mas depois dedicou-se às burlas. Tem processos em Lisboa, Santarém, Viseu, Setúbal, Vila Franca de Xira, Faro e Pombal. Desde Julho do ano passado que a PSP está na posse de uma fotografia da burlona, fornecida pelo casal Pacheco. Nunca foi apanhada até se entregar.

Paulo Marcelino
 
in Correio da Manhã 
 
O que falta mais para a prenderem ?!

 

Ela própria já se entregou, mas pelos vistos não confessou todos os crimes.

Todos erramos e cometemos falhas. Paula Neves traiu e fez mal a muita gente.

 

 

publicado por portuga-coruche às 11:44
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Águas do Ribatejo investe 75 milhões até 2015

Até 2015, a empresa intermunicipal “Águas do Ribatejo” prevê concretizar 75 milhões de euros de investimentos para alcançar uma taxa de cobertura de 90% nas redes de água e saneamento básico nos seis municípios envolvidos neste projecto: Almeirim, Coruche, Benavente, Salvaterra de Magos, Alpiarça e Chamusca.

As tarifas vão ser uniformizadas e o preço da água vai mesmo subir em vários concelhos, mas os autarcas justificam o aumento com o volume de investimentos em curso.

“Nós não podíamos continuar a dar água, mas, mesmo assim, as tarifas que vamos praticar são inferiores à de qualquer sistema do país”, frisou Sérgio Carrinho, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, durante uma conferência de imprensa que reuniu os seis autarcas no dia 20 de Março, onde deram conta da actividade da empresa.

“O número de obras em curso é a almofada moral para justificar este aumento”, disse Dionísio Mendes, da Câmara de Coruche, que se diz “tranquilo em relação ao efeito que o novo tarifário vai ter sobre a população”.

O tarifário foi calculado tendo por base os preços praticados no concelho de Alpiarça, o mais caro de todos e onde se vai verificar uma redução de 12,5%.

“Importa destacar que houve uma grande solidariedade entre todos os presidentes nas negociações da tarifa, e dizer que os munícipes vão ter um enorme retorno, com os investimentos em curso”.

Tendo em conta a forte crise económica e o facto de muitas famílias atravessarem dificuldades graves, a empresa introduziu uma tarifa social, que poderá beneficiar cerca de 33 mil dos 55 mil consumidores dos seis concelhos, explicou António José Ganhão, da Câmara de Benavente.

As famílias que consumam entre 0 e 15 m3 e cujo rendimento per capita seja inferior ao salário mínimo nacional não vão pagar água.

“Para o concelho de Salvaterra, onde o preço da água não sofria actualizações há 11 anos, esta tarifa social é extremamente importante para muitas famílias em situação de carência social”, disse Ana Cristina Ribeiro, mas todos os restantes autarcas sublinharam a importância desta medida.

Em termos de obra, segundo os números apresentados, vão ser construídas 17 novas ETAR e 13 vão ser remodeladas, 44 novas estações elevatórias e 12 vão ser remodeladas, 240 quilómetros de novos colectores, 15 novas captação e remodelações em duas, e 10 novos reservatórios e um a remodelar.

É objectivo da Águas do Ribatejo construir reservatórios suficientes para que, em 2015, haja uma capacidade de reserva de dois dias, o que significa a duplicação da capacidade dos sistema que hoje existem.

Neste momento, estão adjudicadas ou concluídas obras que rondam os 19 milhões de euros, em que 12 milhões foram adjudicados a empresas da região, segundo António José Ganhão.

Quanto ao financiamento, as duas candidaturas aprovadas até ao momento garantem 44,2 milhões do Fundo de Coesão.

Os autarcas explicaram ainda que, mesmo sem parceiro privado, têm capacidade para ir à banca buscar dinheiro para fazer face aos investimentos, uma vez que estes empréstimos não contam para o endividamento líquido municipal.

Moura de Campos é o novo director geral
Moura de Campos, um engenheiro que trabalhava na CCDR-LVT, é o novo director geral da empresa, substituindo António Torres, que recebeu grandes elogios de todos autarcas pelo trabalho que desenvolveu no arranque e constituição da empresa.

“Foi uma pessoa fundamental e provou ter uma enorme capacidade de trabalho e resistência, chefiando uma equipa de técnicos que não tinha obrigação nenhuma de fazer tudo aquilo que fizeram por este projecto que abraçaram de corpo inteiro”, disse Sousa Gomes.

Sobre os novos corpos sociais, António José Ganhão adiantou ainda que nenhum dos membros do conselho de administração vai exercer o seu cargo de forma remunerada.

 

João Nuno Pepino 

 

in O Ribatejo

publicado por portuga-coruche às 09:20
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Águas do Ribatejo garante financiamento europeu de 42 milhões de euros

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, que agrega seis municípios da Lezíria do Tejo, anunciou esta sexta-feira a garantia de financiamento comunitário no valor de 42 milhões de euros do Fundo de Coesão para investir nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento básico até 2015. Ao todo a empresa prevê gastar cerca de 75 milhões de euros nesse período.

O sucesso da candidatura aos fundos europeus, que garante a viabilidade da empresa e a prossecução dos projectos previstos, foi considerado pelos seis presidentes dos municípios envolvidos como uma vitória da solidariedade e da persistência.

Até 2015, o objectivo é: construir 17 novas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) e remodelar 13; construir 44 estações elevatórias e remodelar 12; construir 240 quilómetros de colectores de esgotos; criar 15 novas captações de água e remodelar duas; erguer 10 reservatórios de água e remodelar um.

Actualmente estão já adjudicadas ou concluídas obras que envolvem um investimento global de 19 milhões de euros. “Até final do ano outras intervenções estarão em execução ao nível das águas e saneamento, com um investimento que deverá chegar aos 40 milhões de euros”, revela a Águas do Ribatejo.

A Águas do Ribatejo foi inicialmente concebida com a participação de 9 municípios. Santarém e Cartaxo saíram em ruptura e decidiram avançar com projectos autónomos. Golegã também saiu entretanto, num processo considerado pacífico. Actualmente fazem parte da empresa os municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:18
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Uma oficina transformada em tertúlia


 

fotoQuem passa na travessa do Salestiano, no centro histórico de Coruche, não fica indiferente ao interior do número 1, antiga oficina onde Jorge Júlio exerceu mais de 40 anos como mecânico de automóveis. Do portão escancarado é possível vislumbrar muitas das molduras com fotografias, desenhos, cartazes de cartéis de corridas de toiros e pequenos objectos que perfazem centenas de peças relacionadas com o mundo rural e taurino, com que o aficionado forrou as paredes e móveis da antiga garagem. Uma cabeça de toiro da ganadaria Visconde de Rio Maior, oferecida por um amigo, impõe-se na parede ao fundo.

Manuel dos Santos, Diamantino Viseu, os irmãos Badajoz, Manuel Zuzarte, El Cordobez, Manolete ou Mário Coelho, de quem Jorge Júlio conseguiu fotografias de uma grave colhida da carreira e até da intervenção cirúrgica a que foi sujeito. Do matador Vítor Mendes guarda também vários momentos e imagens, ou não fossem ambos naturais de Marinhais. E imensos dos protagonistas da família Ribeiro Telles.

Jorge Júlio tem fotografias, desenhos e cartéis. Engavetada está outra centena de fotografias à espera de tempo, paciência e espaço nas paredes. Passa boa parte dos dias a compor, tirar e voltar a pôr as imagens, com recurso a uma escada. E diz que tem de ver se aperta tudo mais um bocadinho para inventar mais espaço.

“As pessoas passam na travessa e reparam. Alguns pedem para ver e fotografar. Digo logo para fazerem o favor de entrar. Dizem-me para nunca fechar isto e já disse ao presidente da câmara que, se não tiver quem continue esta saga, ofereço parte ao museu”, refere.

Com 84 anos, Jorge Júlio tem acompanhado desde novo as corridas de toiros em Portugal e Espanha. O espaço que foi a sua oficina de mecânica durante mais de 40 anos deixou de o ser há apenas seis anos. Por ali passaram homens conhecidos em Coruche e no país como António José da Veiga Teixeira e a família Ribeiro Telles. “Só falta aqui aparecer o senhor David, a quem ensinei a andar de bicicleta em novo. Morava na casa de um irmão que tinha uma oficina de bicicletas por baixo do prédio onde habitava a família Telles. Saber andar de bicicleta se calhar deu uma ajudinha para ele montar a cavalo”, graceja Jorge Júlio.

 

 

 

 

Ricardo Carreira

 

in O Mirante

 

 

publicado por portuga-coruche às 12:07
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Clientes de stand de Salvaterra ficaram sem carro e sem dinheiro

Pelo menos dois clientes que compararam viaturas num stand de venda de carros usados de Salvaterra de Magos viram os seus veículos serem apreendidos por agentes da 3.ª Esquadra de Investigação Criminal de Lisboa da PSP por suspeita de serem roubados ou falsificados.

 

No caso de António Ribeiro a má notícia chegou a 19 de Fevereiro, tendo ficado sem um jipe Mitsubishi Pajero que adquiriu em Outubro de 2006 no stand por 13 mil euros. “Estava a trabalhar e a minha filha ligou-me a dizer que estava a polícia em casa. Quando lá cheguei disseram-se que tinha de entregar a chave e os documentos”, recorda.

 

Empresário da construção civil, António Ribeiro diz que agora tem de andar com o carro de trabalho também a servir para as deslocações particulares e lamenta que o proprietário do stand não lhe dê uma viatura igual ou, pelo menos, lhe empreste uma até a situação estar resolvida. “O certo é que tenho uma garantia de 12 meses ou dez mil quilómetros e estou sem carro”, constata António Ribeiro que entregou o caso a um advogado.

 

O mesmo tipo de situação aconteceu com Manuel Gregório, de Glória do Ribatejo, que no mesmo stand adquiriu uma Mitsubishi L200 de caixa aberta por 12 mil euros, em Maio de 2007. Há cerca de três semanas agentes da PSP bateram-lhe à porta de casa, às nove da manhã de um sábado, quando ainda dormia. “Disseram que me iam apreender o carro por ter um índice de falsificação e levaram-no para o posto de Marinhais. No mesmo dia liguei ao vendedor para me arranjar um carro igual mas sem problemas, mas nada consegui”, recorda.

 

No caso de Manuel Gregório a viatura foi comprada a pronto e, apesar de dispor de um veículo ligeiro, garante que a carrinha lhe faz muita falta. Já António Ribeiro deu um valor de entrada e vai ter de continuar a pagar 150 euros por mês ao banco durante mais dois anos. Sem ter carro.

 

O MIRANTE tentou falar com o proprietário do stand que não quis comentar o caso. Apenas adiantou que os intervenientes nesse processo estão na mesma situação e que não vale a pena tomar decisões para já, preferindo aguardar que as autoridades ou um tribunal se pronunciem sobre a situação legal dos veículos.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 17:30
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Poema para o Dia do Pai

 

Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos!

 

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

 

Ter um Pai! Nunca se perde

Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;

 

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

 

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

 

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

 

Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

 

Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

 

Florbela Espanca

publicado por portuga-coruche às 16:04
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