Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Aeroporto condiciona construção nos concelhos de Benavente e Coruche

A decisão de construir o novo aeroporto de Lisboa na área ocupada pelo Campo de Tiro de Alcochete implicou a definição de medidas preventivas para defender o ordenamento do território e travar a especulação imobiliária naquela zona. Os concelhos de Benavente, Coruche, Alcochete, Montijo e Palmela, entre outros estão sujeitos a condicionantes.

 

Desta forma, ficam proibidos ou sujeitos a pareceres obrigatório e vinculativos a criação de novos núcleos populacionais (nomeadamente turísticos), incluindo operações de loteamento e urbanização, a construção, reconstrução e ampliação de edifícios, bem como equipamentos e infra-estruturas de serviços (energia eléctrica e telecomunicações).

 

O mesmo acontece à instalação de explorações de qualquer natureza ou ampliação das existentes, as alterações à configuração do terreno, incluindo abertura de novas vias de comunicação, bem como aterros e escavações.

 

O derrube ou plantação de árvores e a instalação de redes de comunicações (móveis ou fixas) também estão obrigados a pareceres vinculativos, que terão de ser emitidos num prazo de 30 dias, sob pena de deferimento tácito.

 

À margem destas medidas preventivas os actos previamente autorizados, ou seja, os direitos adquiridos pelos proprietários dos terrenos abrangidos são válidos e não serão postos em causa.

 

Também ficam excluídos os casos relativamente aos quais já existe informação prévia favorável.

 

As medidas restritivas não se aplicam nos perímetros urbanos consolidados dos planos directores municipais, a não ser em casos de servidão aeronáutica ou questões relacionadas com o ambiente.

 

As medidas preventivas aprovadas pelo Governo vigoram por dois anos - podendo ser prorrogadas por um prazo máximo de um ano - e abrangem os concelhos de Salvaterra de Magos, Coruche, Benavente, Montijo, Alcochete, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Palmela, Setúbal, Moita e Vila Franca de Xira.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:32
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Ana Moura edita DVD "Coliseu"

Mariline Alves  A fadista Ana Moura acabou de editar o seu primeiro DVD, Coliseu A fadista Ana Moura acabou de editar o seu primeiro DVD, ‘Coliseu’


 

Caminho das Estrelas: Ana Moura

'Entrego-me a cada concerto como se fosse o último da minha vida'

Cumpriu o sonho do avô, que da sua cadeira de baloiço lhe augurava futuro como cantora. encara a solidão como consequência natural da vida que leva, a de fadista, mas não trocava o palco por nada...

 

Nasceu no Ribatejo, numa zona de grandes tradições tauromáquicas, e cresceu num ambiente castiço. É aficionada dos touros?

Não. A minha família adora mas para mim ir a uma tourada sempre foi coisa que me fez muita impressão. Fico com pena dos animais. Vivi até aos 13 anos em Coruche, crescendo num ambiente muito musical porque os meus pais nunca fizeram disso profissão mas cantavam e tocavam. Desde que tenho noção de mim que me lembro de passar os fins-de-semana com os meus pais naquelas tertúlias tipicamente ribatejanas, cantar música tradicional portuguesa, fado, de tudo um pouco... Era uma criança muito extrovertida, estava sempre envolvida nas peças de teatro, nas festas... O que eu mudei! Agora sou muito tímida.

O que terá motivado essa mudança?

Talvez a ida para Carcavelos, em plena adolescência. Coruche é um meio muito pequeno, onde toda a gente se conhece, e a minha família era muito acarinhada, precisamente pela ligação à música. Quando o meu pai chegava a qualquer lado com a guitarra todos ficavam contentes. Chegar a Carcavelos foi um choque. É um meio grande, as pessoas não olham umas para as outras. Nos intervalos das aulas estava sempre sozinha – e isso, na adolescência, marca muito. Só mais tarde criei o meu grupo de amigos ali.

E como reagiram eles quando descobriram o seu talento para cantar fado?

Estavam ao meu lado quando eu também o descobri... Fui com eles a um bar e acabei a cantar o fado.

A música sempre fez parte, efectivamente, dos seus planos?

Não tinha um plano mas sempre senti que a minha vida passava por cantar, talvez porque sempre o fiz com muita naturalidade desde menina. Lembro-me de o meu avô dizer, a baloiçar-se na cadeira: 'Um dia esta menina vai ser cantora.' E cresci a acreditar nisso. Houve uma altura, contudo, em que quis ser assistente social, mas hoje penso que não teria estofo suficiente.

É uma pessoa muito emotiva...

Todos os fadistas têm esse lado! Mas não sou uma pessoa frágil.

Aliás, a carreira artística implica muita força interior.

Muita, mesmo. Vive-se muito de noite, ao contrário dos amigos e da família, o que implica aceitar viver em alguma solidão. São as viagens, o sentido de responsabilidade do palco. Cantar também é algo muito desgastante. Eu transpiro imenso, porque me entrego a cada concerto como se fosse o último da minha vida. Se tiver dois concertos em duas noites consecutivas chego a perder dois quilos.

É difícil encontrar com quem partilhar a vida?

Já senti isso muitas vezes. Ou é alguém da mesma área, ou então não compreende.

Tem mantido contacto com os Rolling Stones, com os quais gravou e dividiu o palco no Estádio José Alvalade?

Trocamos contactos, e-mails, e vamos falando de quando em vez. Quando vou actuar aos Estados Unidos também falamos. Aliás, numa das últimas vezes em que actuei na Califórnia estive com eles pois davam um concerto ali perto na mesma noite. Foi muito importante, em diversos aspectos, tê-los conhecido, porque são pessoas fantásticas e que me puseram muito à vontade. Na noite antes do dueto no José Alvalade tinha estado com eles na casa de fados Bacalhau de Molho e foi lá que me convidaram para ir ao concerto mas não para cantar com eles! Quando estava a chegar ao estádio é que recebi um telefonema a perguntar se queria subir ao palco. Foi um momento inesquecível: estava muito nervosa e feliz ao mesmo tempo. Não ensaiámos, tive de improvisar uma melodia dentro da melodia da canção, e cantar com o Mick Jagger, que o faz quatro tons acima de mim... Mas estar naquele palco é uma energia enorme. Quando entrei, o Keith Richards e o Ron Wood começaram a dizer o meu nome, depois foi o público português... Ainda hoje, quando vejo as fotografias nos jornais, vejo a minha cara feliz.

Eles vieram ao Bacalhau de Mollho ouvir fado, certamente. São fãs?

Da Amália, sobretudo. Adoram fado, porque é uma música que está ligada aos blues. E eles tinham muita curiosidade em conhecer uma típica casa de fados.

A casa fechou para eles ou estavam lá mais clientes?

Na sala deles não havia mais ninguém. Ou melhor, só lá estava o embaixador e o staff deles.

Acabou de lançar o seu primeiro DVD, gravado ao vivo nos Coliseus. Actuar nessas míticas salas de Lisboa e Porto era um sonho?

Era um sonho muito grande, como creio que é para qualquer artista português. Depois foram duas noites inesquecíveis: dividi o palco com as minhas três maiores referências no fado (Maria da Fé, Beatriz da Conceição e Jorge Fernando), a plateia estava cheia, as pessoas acompanhavam as canções desde o início. Ainda hoje, quando recordo esses momentos, fico toda arrepiada. E acho que foi essa a intenção do registo: imortalizar duas noites de enorme felicidade.

Costuma dizer que a Maria da Fé é a sua madrinha de fado. Que coisas ela lhe ensinou?

Comecei a cantar na casa de fados dela e tive a sorte de ouvir muitos dos seus ensinamentos. Cantar o fado tem regras, tem os seus próprios rituais, e ela fez questão de me transmitir tudo isso logo no início da minha carreira.

E quando anda lá fora, em digressão, a que rituais obedece?

Sigo o ditado ‘Em Roma sê romano’. Gosto de me embrenhar na cultura, viver como as pessoas de lá vivem, comer o que elas comem. Talvez por isso, dois dos locais que mais me seduziram são bastante longínquos: China e Cuba. Cada país tem o seu encanto, pelas suas diferenças, e cada um toca-me pela sua peculiaridade.

O que nunca falta na sua bagagem?

Antes era a minha almofada, porque tenho problemas de coluna. E nunca me esqueço agora do xaile.

Só tem um ou vários?

Tenho vários mas uso sempre o mesmo. Até já tem buraquinhos. Mandei-o fazer. Comprei a renda na Baixa e foi a minha mãe quem o bordou. Se não o tiver em palco sinto que falta qualquer coisa...

SERÁ O PRIMEIRO NATAL LONGE DE CASA

Neste ano estará a actuar na noite da Consoada...

É verdade. Vou estar num concerto na Holanda, a convite da Orquestra Filarmónica. É um espectáculo de muito prestígio em que até a rainha estará presente.

Vai ser o primeiro Natal longe de casa?

Sim, e está a ser um bocadinho difícil lidar com essa ideia. Inclusive, fiquei triste quando soube da marcação do concerto – aliás, já me convenci de que vai ser uma festa também, porém diferente. Todavia, custa ver a família a fazer os preparativos. A minha sobrinha, que já chegou para passar o Natal connosco...

PERFIL

Nasceu em Santarém em 1979 e cresceu em Coruche. Estreou-se com ‘Guarda-me a Vida na Mão’ em 2003, lançando de seguida ‘Aconteceu’ (2005) e ‘Para Além da saudade’ (2007).

Vanessa Fidalgo
 
in Correio da Manhã
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Nestlé Waters Direct Portugal recebeu certificação

A Nestlé Waters Direct Portugal, líder nacional do mercado de águas de garrafão, é uma das primeiras unidades do Grupo Nestlé Waters a nível mundial a obter a Certificação do Sistema de Gestão Integrado (Qualidade, Segurança e Ambiente) no âmbito de captação, tratamento, engarrafamento e comercialização de água para consumo humano e equipamentos dispensadores.
Numa informação do grupo, é explicado que o processo de implementação do Sistema de Gestão Integrado (SGI), pioneiro na industria nacional de águas de garrafão, em teve início no final de Janeiro de 2007 e foi concluído com sucesso após auditoria realizada pela Bureau Veritas Certification.
A Nestlé Waters Direct Portugal comercializa a marca Selda Bebagua, apostando em 2008 na distribuição de café, depois do acordo com a Nespresso, e na entrada no mercado doméstico.
A empresa tem em construção uma nova fábrica, em Coruche, um projecto que representa um investimento de sete milhões de euros e cuja entrada em funcionamento está prevista para a Primavera de 2009.

 

inOpção Turismo

 

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Condutor com excesso de álcool envolve-se num acidente


Um homem de 40 anos foi detido pela GNR de Coruche depois de se envolver num acidente quando conduzia com uma taxa de 3,12 g/l de álcool no sangue. O acidente aconteceu no dia 1 de Dezembro, no concelho de Coruche. O imigrante ucraniano foi presente a tribunal de Coruche. Ficou a aguardar julgamento em liberdade com inibição de conduzir durante nove meses e foi condenado a pagar 475 euros de multa.

 

in O Mirante

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Ladrão fugiu da esquadra da PSP de Santarém

Ladrão fugiu da esquadra da PSP de Santarém

Um homem detido para identificação, depois de ter sido apanhado com um plasma furtado, fugiu ontem da esquadra da PSP de Santarém, disse fonte policial.

 

O indivíduo, que não tinha qualquer documento de identificação em sua posse, foi detido depois de ter sido abordado por um agente que estranhou o facto de caminhar pela rua com um plasma às costas.

 

Pela etiqueta do equipamento, a PSP conseguiu identificar a loja de onde o plasma tinha sido furtado, devolvendo-o. O lojista ainda não se tinha apercebido da falta do plasma, revelou a corporação.

 

Afirmando que o indivíduo apenas se encontrava na esquadra para identificação, a fonte adiantou que, aproveitando um momento de distracção, o homem saiu pela porta da esquadra.

 

Terminadas as diligências, o homem sairia em liberdade, concluiu a fonte.

 

in O Mirante

 

Pelos visto a diferença seria o preenchimento de 20 formulários e uma manhã perdida.

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Incêndio destrói salão de cabeleireiro em Coruche

O Centro Comercial Horta da Nora, em Coruche, foi evacuado pelos bombeiros dia 8 devido a um incêndio que deflagrou num salão de cabeleireiro. Suspeita-se que na origem do fogo esteve um curto-circuito dentro do salão, que rapidamente ficou destruído pelas chamas devido à queima de produtos inflamáveis como plásticos, sprays e outros materiais.

 

 

Eram cerca de 15h45 quando se deu o alerta. Clientes e comerciantes das quatro lojas que ficaram abertas durante o feriado de segunda-feira notaram o cheiro a queimado e um fumo negro intenso que saía por debaixo da porta da loja.

 

 

Os Bombeiros Municipais de Coruche acorreram rapidamente ao local e apenas com recurso a dois extintores de pó químico extinguiram o incêndio. “Levámos sete homens e um veículo de combate a incêndios mas não foi necessário fazer uso dele uma vez que a água iria destruir mais o interior da loja. E a ambulância que também foi mobilizada, por precaução, foi dispensada”, disse a O MIRANTE o chefe de serviço dos BMC, Luís Fonseca. Acrescentando que no local, entre lojistas e clientes, estariam cerca de 20 pessoas que foram evacuadas do centro comercial sem problemas.

 

 

Além do salão destruído, uma papelaria, uma pastelaria e duas lojas de roupa ficaram cheias de fumo. Luís Fonseca diz que a hipótese de curto-circuito na origem do incêndio é real, até devido aos picos de corrente e falhas de energia registados em dias anteriores.

 

in O Mirante

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Obras nas pontes de Coruche podem arrastar-se até ao Verão de 2009

A montagem da ponte militar sobre o rio Sorraia que irá permitir escoar o trânsito automóvel junto a Coruche durante a requalificação das três pontes metálicas mais próximas da vila está atrasada. Final de Fevereiro ou início de Março de 2009 são as datas apontadas para a montagem da travessia. O reconhecimento da situação parte do presidente da Câmara de Coruche, após reunião realizada há duas semanas com responsáveis da Estradas de Portugal (EP) e da Escola Prática de Engenharia (EPC), entidades parceiras na intervenção.

Segundo Dionísio Mendes (PS) trata-se de um atraso significativo tendo em conta a evolução das obras. “Após a instalação da ponte, para a qual serão precisas cerca de três semanas, ainda será necessário fazer os concursos para os encontros da ponte, o arranjo das margens e caminhos de acesso. Vamos chegar ao Verão ainda com obras”, disse o autarca no final da última reunião de câmara. Reconheceu que a burocracia da abertura e conclusão de concursos e da cabimentação de verbas para as obras atrasou a empreitadas.

Para o autarca é também essencial reforçar a segurança da Estrada de Meias que tem recebido desvio do tráfego entre a quarta e sexta pontes, que estão a ser intervencionadas e nas quais está interdita a circulação. À estreiteza da estrada, juntam-se as bermas baixas e com lama e buracos, sem esquecer a falta de sinalização horizontal no pavimento e a deficiente sinalização de indicação do desvio nas estradas nacionais 114 e 119.

Recorde-se que só no início de Julho a EP decidiu publicar o anúncio de concurso público para construção dos acessos à ponte militar provisória, incluindo a execução dos encontros da ponte nas margens (ver edição de 7 Agosto 2008). O prazo de execução dessa empreitada é de 180 dias, para um custo de 420.020 euros mais IVA. A admissão de propostas a concurso decorreu até 13 de Agosto.

A estrutura da ponte militar provisória deverá ser montada cerca de um quilómetro a montante da ponte Teófilo da Trindade, ligando a estrada de Meias e a estrada da Erra, na zona de Santo André. No acordo entre EP, EPE e autarquia fica estabelecido que a ponte militar será usada durante quatro meses, além de mais um mês para montagem. A autarquia disponibiliza terrenos de acesso a ambas as margens e define uma zona de estaleiro de 2.500 metros quadrados. Terá ainda de garantir alimentação e alojamento a 36 militares durante a operação de montagem e desmontagem da travessia.

A estrutura militar vai ter capacidade para circulação de viaturas até 20 toneladas o que, além do tráfego de veículos ligeiros, irá permitir a circulação de autocarros de passageiros, de camiões de recolha de lixo e das centenas de pessoas que trabalham na Zona Industrial do Monte da Barca.

 

in O Mirante

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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

....Para as condenações contaram as mensagens discriminatórias e a ida a Coruche para "combater os ciganos".

Miguel A. Lopes, Lusa  Mário Machado prometeu que continuará a defender o nacionalismo, mesmo nas masmorras da cadeiaMário Machado prometeu que continuará a defender o nacionalismo, mesmo nas masmorras da cadeia


 

Justiça: Líder da Frente Nacional, Mário Machado, foi condenado a quatro anos e dez meses de prisão

Tribunal manda seis skins para a cadeia

Seis arguidos do processo que julgou 36 elementos da extrema-direita portuguesa foram ontem condenados a penas de prisão efectiva. Mário Machado, líder da organização Frente Nacional e dos Hammerskins (tida como a facção mais violenta do movimento skinhead), foi condenado a quatro anos e dez meses de cadeia. Ontem, no entanto, foi para casa em liberdade após ter anunciado a intenção de recorrer da pena.



 

O colectivo do Tribunal da Boa-Hora, Lisboa, que julgou o processo, condenou a penas suspensas de prisão mais 18 arguidos, absolveu sete e aplicou multas a quatro. Há um caso de prestação de trabalho comunitário.

Além da discriminação racial, Mário Machado (principal arguido) foi considerado culpado de crimes de ameaça, coacção agravada, detenção de arma ilegal, dano e ofensa à integridade física qualificada. Aos quatro anos e dez meses de cadeia a que foi condenado o tribunal vai descontar os 13 meses de prisão preventiva que já cumpriu.

Mário Machado não foi parco em palavras na reacção. Voltando a insistir que este foi um processo "político contra os nacionalistas", o líder skin considerou que apesar de ter consciência do que fez "quem merecia a prisão eram os pretos e os ciganos que andaram aos tiros na Quinta da Fonte". Negando ser porta-voz de um movimento racista, Mário Machado afirmou "que os casos de racismo contra a comunidade branca em Portugal continuam a existir, sem nunca ter havido qualquer processo".

José Castro, advogado de Mário Machado e de outros quatro arguidos, manifestou a vontade de recorrer de todas as penas. "Tratou-se de um processo político", considerou.

O juiz João Felgar afirmou que para a medida da pena não foi considerada a ligação da organização Hammerskins a quaisquer actos criminosos, "mas antes a clara presença de manifestações discriminatórias em todo o processo".

PENAS EM BAIRROS SOCIAIS

Quando o juiz João Felgar anunciou a possibilidade de as penas suspensas de cadeia a aplicar no âmbito do processo poderem ser remissíveis em trabalho comunitário a prestar nos bairros sociais da área metropolitana de Lisboa, os arguidos e seus familiares mostraram apreensão. A hipótese surgiu de um relatório social, citado pelo magistrado e efectuado pelo Instituto de Reinserção Social (IRS).

No entanto, João Felgar sossegou os arguidos, referindo que o "tribunal não consideraria essa hipótese, principalmente por questões de segurança". "Encaramos o trabalho comunitário como uma vertente do processo de ressocialização dos arguidos. Num contexto de insegurança como o proposto pelo IRS, esse propósito não seria alcançado", considerou o juiz que presidia ao colectivo.

PORMENORES

PENA PESADA

Paulo Maia é o arguido com a pena mais pesada. Sete anos de cadeia por discriminação racial, duas tentativas de homicídio e dois crimes de sequestro na Amadora.

TRÁFICO

O arguido Rui Veríssimo foi condenado a 3 anos e 9 meses de cadeia. Foi apanhado com cocaína no aeroporto, mas o tribunal não considerou serem os Hammerskins financiados pelo tráfico de droga.

POLÍTICA FORA

O juiz João Felgar frisou que para a medida de pena não foram considerados quaisquer artigos, literatura, objectos ou outras manifestações de índole nacionalista ou neonazi. Para as condenações contaram as mensagens discriminatórias e a ida a Coruche para "combater os ciganos".

PENAS APLICADAS

Paulo Maia: Sete anos de prisão efectiva

Pedro Isaac: Cinco anos de prisão efectiva

Mário Machado: Quatro anos e 10 meses de prisão efectiva

Rui Veríssimo: Três anos e 9 meses de prisão efectiva

Paulo Lamas: Três anos de prisão efectiva

Alexandre Dias: Dois anos e 10 meses de prisão efectiva

Carlos Seabra: Cinco anos (pena suspensa)

José Amorim: Três anos e 6 meses (pena suspensa)

Francisco Rosa: Três anos (pena suspensa)

Nuno Pedroso: Três anos (pena suspensa)

Paulo Correia: Dois anos e 5 meses (pena suspensa)

Paulo Ramos: Dois anos e 4 meses (pena suspensa)

Paulo Florência: Dois anos e 2 meses (pena suspensa)

Daniel Mendes: Dois anos e 2 meses (pena suspensa)

Pedro Domingues: Dois anos e 2 meses (pena suspensa).

Bruno Sousa: Dois anos e 2 meses (pena suspensa)

Bruno Martins: Dois anos (pena suspensa)

Vasco Leitão: Um ano e 8 meses (pena suspensa)

Bruno Malhoa: Um ano e 10 meses (pena suspensa)

Nélson Pereira: Um ano e 6 meses (pena suspensa)

Dina Ferreira: Um ano e 6 meses (pena suspensa)

Sandra Correia: Um ano e 6 meses (pena suspensa)

Phillippe de Bonnet: Um ano e 4 meses (pena suspensa)

Miguel Ângelo Lopes: Um ano (pena suspensa)

Sérgio Sousa: 250 horas de trabalho comunitário

João Sousa: Três mil euros de multa

Tiago Jacinto: Dois mil euros de multa

Tiago Leonel: 1920 euros de multa

Nélson Pinto: 960 euros de multa.

Rogério Pereira: Absolvido

Nuno Themudo: Absolvido

João Carvalho: Absolvido

José Coelho: Absolvido

Diogo Cordeiro: Absolvido

João Ricardo: Absolvido

Vasco Carvalho: Absolvido

 

Miguel Curado

in Correio da Manhã

 

O Juiz  João Felgar desconhece a realidade. Desconheço ende nasceu e cresceu mas nunca deve ter lidado com ciganos. POde ouvir muitas músicas do Paco Bandeira, mas estar em contacto com eles nunca teve.

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publicado por portuga-coruche às 17:42
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Coruche: Fogo evacua shopping

O Centro Comercial Horta da Nora, em Coruche, foi evacuado ontem à tarde, devido à deflagração de um incêndio num salão de cabeleireiro, que ficou completamente destruído. O salão estava fechado, suspeitando-se de que as chamas tenham tido origem num curto-circuito.
 

in Correio da Manhã

publicado por portuga-coruche às 17:25
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Benavente garante Serviço de Atendimento Permanente depois da unidade em Coruche

O presidente da Câmara Municipal de Benavente obteve a garantia do responsável pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo de que o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Benavente não vai encerrar após a abertura do novo Serviço de Urgência Básica (SUB) de Coruche.

António Ganhão foi recebido pelo presidente da ARS, na quarta-feira, 3 de Dezembro depois de ter manifestado intenção de pedir uma audiência à ministra da Saúde Ana Jorge e de te criticado a falta de agenda do novo presidente da ARS, Rui Portugal para o receber.

A nova unidade de urgência de Coruche vai servir os concelhos de Benavente, Salvaterra de Magos e Coruche e vai funcionar nas instalações do actual centro de saúde de Coruche, a mais de 50 quilómetros da freguesia de Samora Correia (Benavente). O presidente da câmara de Benavente considerou uma aberração construir a unidade em Coruche e diz que os doentes do seu concelho continuarão a ser assistidos no SAP de Benavente e no Hospital de Vila Franca de Xira.

Salvaterra de Magos defendeu a construção do serviço num local equidistante e com bons acessos e sugeriu junto do nó de acesso à A13 em Foros de Salvaterra. A ARS considerou que avaliadas várias hipóteses, a melhor e mais viável é em Coruche e o presidente da ARS-LVT anunciou a decisão.

“Deslocar cerca de 55.000 pessoas, em média, para mais de 30 quilómetros por uma estrada perigosa (EN 114-3 - ligação Salvaterra-Coruche), ou pela EM 115 e um troço da EN119, com problemas de interrupção nas pontes, para que os doentes sejam triados em Coruche e depois conduzidos, ou para Vila Franca ou para Santarém, não lembra a ninguém", afirmou o presidente de Benavente, António José Ganhão.

O SUB de Coruche, que integra a Rede de Referenciação de Urgência/Emergência, vai dispor de dois médicos, dois enfermeiros e um técnico de radiologia em serviço permanente, e destina-se ao atendimento de situações urgentes "numa lógica de proximidade para com as populações", afirma um comunicado da ARSLVT.

O serviço vai estar equipado com Raio-X, electrocardiógrafo com capacidade para telemedicina, monitor-desfribilhador com capacidade de ligação directa ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM, exames clínicos de química seca e equipamento para pequena cirurgia, acrescenta.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 16:18
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