Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Escola de Vale Verde fechada a cadeado por pais que querem mais segurança

 

Dizem que as crianças do primeiro ano são insultadas e agredidas por outras mais velhas

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Os pais que fizeram o protesto foram identificados pela GNR e vão prestar declarações ao Ministério Público.

Um grupo de pais e encarregados de educação de 15 crianças que frequentam o primeiro ano da Escola de I Ciclo do Vale Verde, Coruche, fecharam os portões da escola a cadeado na segunda-feira em protesto contra a insegurança que os filhos vivem na escola e nos transportes escolares. Outro motivo do protesto tem a ver com a substituição de uma auxiliar de educação da escola.

Às oito da manhã ninguém pôde entrar. Chamada a GNR, deslocou-se ao local uma patrulha da Escola Segura, que por sua vez chamou os bombeiros para retirarem as correntes e o cadeado. Cerca das 09h30 já a escola funcionava. O problema deve-se à convivência dos alunos do primeiro ano com alguns alunos do quarto ano. Segundo a porta-voz do grupo de pais, os 15 alunos do primeiro ano, as duas auxiliares da escola e uma professora são frequentemente confrontadas com insultos proferidos pelos alunos mais velhos, além de se registarem agressões dos mais velhos aos mais novos e às auxiliares.

“A professora põe-os no recreio, não os repreende. O que queríamos é que se integrassem junto dos nossos e fossem disciplinados por parte da professora e do agrupamento para não maltratarem as nossas crianças”, refere Natalina Marques.

O mesmo, dizem os pais, passa-se no autocarro que os leva a casa a Santo Antonino, com passagem por Vale Mansos. “Insultam a auxiliar que os acompanha e o condutor”, asseguram. Outra mãe, Carla Rosalino, diz que algo se passa quando não há unidade entre as duas professoras da escola. “Se algo se passa nas aulas com os miúdos como é que uma das professoras diz que está tudo bem?”, questiona.

O vereador com o pelouro da educação na Câmara de Coruche, Nelson Galvão, esteve na escola, assim como a presidente do Agrupamento de Escolas Educor, Fátima Bento, para tentarem perceber que o que se passava. Mas os pais garantem que uma carta a denunciar a situação já chegou ao agrupamento, em 17 de Setembro.

Os pais preferem não colocar o enfoque do problema na questão das etnias. Mas naquele estabelecimento a turma de primeiro ano tem sete alunos da zona do Vale Verde e oito alunos ciganos, que vêm de Santo Antonino. E nesta turma dizem que não tem havido problemas. Já quanto ao quarto ano, há dois alunos para nove de etnia cigana, um deles com 13 anos, que os pais dizem provocar grande parte dos problemas por ser agressivo com os colegas da sua turma e do primeiro ano.

A presidente do Agrupamento Educor confirma que o aluno em causa está sinalizado e decorre um processo disciplinar. Fátima Bento diz, no entanto, que a escola funciona e não compreende a razão que levou os pais a fechar os portões quando só no próprio dia, à tarde, se deslocaram ao agrupamento para explicar o que queriam em concreto com o protesto.

“Quem tem de elaborar relatórios sobre o que se passa na escola são as professoras e os elementos da Escola Segura, se houver denúncias. Nada recebemos até à data. Agora, se uma professora não tem pulso para oito alunos, temos que perceber o que se passa”, refere Fátima Bento. esta última considera não se tratar de um problema da escola do Vale Verde nem de Vale Mansos, onde também há crianças ciganas, mas sim um problema social do concelho.

Por seu turno, Nelson Galvão lamenta o show-off criado quando todos se poderiam sentar à mesa. “A única questão que colocaram até aquele protesto resultou numa reunião dos pais comigo, no dia 25 de Setembro, e tinha a ver com o transporte das crianças passar das 17h30 para as 15h30 por não haver actividades extracurriculares naquela escola. O que foi resolvido”, argumenta.

Segundo o autarca os alegados maus comportamentos dos jovens durante o transporte escolar não tem sido reportados, por escrito, nem pela auxiliar que os acompanha nem pelo motorista. Apenas houve um ou outro relato verbal. Durante o protesto os pais foram identificados pela GNR e terão de prestar declarações no Ministério Público. O vereador acrescenta que as despesas da deslocação da equipa e viatura dos bombeiros para abrir os portões da escola serão imputadas aos pais que protestaram.

 

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:25
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Um ano depois do previsto começaram as obras nas pontes de Coruche

Para já as obras vão decorrer nas três pontes mais afastadas da vila de Coruche.

O trânsito na Estrada Nacional 114, no troço Coruche-rotunda do Monte da Barca foi encerrado esta terça-feira, dia 7 de Outubro, para o início dos trabalhos de requalificação e manutenção das pontes metálicas que dão acesso à vila. A proibição afecta apenas as três primeiras pontes metálicas no sentido de quem se desloca do Monte da Barca, as primeiras a ser intervencionadas pela Estradas de Portugal.

O trânsito que circula pelas pontes do Tijolo e do Pau, assim como pela ponte Teófilo da Trindade, esta sobre o rio Sorraia, é desviado pela Estrada de Meias, em direcção à Estrada Nacional 251, junto a Montinhos dos Pêgos. Está instalada no local toda a sinalização respeitante a obra em curso.

A Câmara de Coruche espera que os trabalhos sejam breves e eficazes, considerando que as condições de segurança das travessias são fundamentais para a normal circulação rodoviária. E, por isso, as obras foram consideradas inadiáveis. Em comunicado, a autarquia apela ainda à compreensão dos munícipes para os transtornos causados durante o decorrer da obra.

A montagem de uma ponte militar provisória sobre o rio Sorraia a cerca de um quilómetro a montante da vila vai permitir escoar o tráfego quando a intervenção afectar as três pontes mais próximas de Coruche. Desde o Outono de 2007 que se esperava pelo arranque dos trabalhos.

Apesar de as obras terem começado, prevê-se que a pior fase para a circulação de trânsito seja já em 2009, quando a circulação for condicionada e encerrada nas três pontes mais próximas da vila, o único acesso a Coruche via sul no raio de cerca de 20 a 25 quilómetros. Os mais próximos são dois pontões no Biscainho, com restrições a veículos pesados, e outro em Santa Justa, Couço.

Ponte militar para impedir

transtornos maiores

O concurso público para construção dos acessos à ponte militar provisória, incluindo a execução dos encontros da ponte nas margens, foi publicado em Julho. O prazo de execução dessa empreitada é de 180 dias, para um custo de 420.020 euros mais IVA.

Em Junho passado o presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), lamentava que a Estradas de Portugal e a Direcção de Estradas de Santarém (ver edição 12 Junho) não dessem a informação necessária sobre o evoluir do processo. A 26 do mesmo mês, autarquia, EP e Escola Prática de Engenharia firmavam o protocolo para instalação da ponte militar provisória, em terrenos disponibilizados pela câmara.

Os trabalhos nas seis pontes de Coruche foram adjudicados à empresa Conduril para uma intervenção de 12 meses, com custo estimado de três milhões de euros. Quando estiver concluída a intervenção nas três primeiras pontes já deverá estar disponível a ponte militar provisória, a qual se prevê que seja utilizada durante quatro meses.

A estrutura provisória deverá ser montada cerca de um quilómetro a montante da ponte Teófilo da Trindade, ligando a estrada de Meias e a estrada da Erra, na zona de Santo André. Além de disponibilizar os terrenos de acesso a ambas as margens, a autarquia terá de garantir alimentação e alojamento a 36 praças, oficiais e sargentos durante a operação de montagem e desmontagem da travessia.

A estrutura militar vai ter capacidade para circulação de viaturas até 20 toneladas o que, além do tráfego de veículos ligeiros, irá permitir a circulação de autocarros de passageiros, de camiões de recolha de lixo e das centenas de pessoas que trabalham na Zona Industrial do Monte da Barca.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:17
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Administração Regional de Saúde garante Serviço de Urgência Básico no Biscainho

Foi criada uma comissão de trabalho da Assembleia Municipal de Coruche para saber ponto de situação do processo do SUB por não haver notícias desde 2006.

O Serviço de Urgência Básico (SUB) que irá servir as populações dos concelhos de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos vai ser construído na freguesia do Biscainho. Segundo informou o gabinete de imprensa da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo a O MIRANTE, a freguesia do concelho de Coruche é a melhor localização para a construção do equipamento por ser o ponto mais equidistante entre os três municípios. Pedro Coelho dos Santos acrescentou que, neste momento, não existe informação para dar acerca do prazo para construção daquele equipamento.

O assunto foi abordado na última reunião da Assembleia Municipal de Coruche de sexta-feira onde, por proposta do grupo socialista, se decidiu criar uma comissão de trabalho para tentar apurar junto da ARS o ponto de situação da criação do SUB no concelho. Um equipamento que vem sendo falado desde 2006 e cujo processo vinha sendo conduzido por António Branco na ARS até este ter apresentado a sua demissão da presidência dessa estrutura em 8 de Agosto último, alegando motivos pessoais. Foi substituído por Rui Portugal, curiosamente um médico com família originária de Coruche.

A proposta do grupo socialista foi aceite por PSD e CDU, e tem como objectivo recuperar um assunto que desapareceu da agenda e do qual mais nada se disse, lembrou Luísa Portugal (PS). Da comissão fará parte a presidente da assembleia, Fernanda Pinto (CDU), um vogal de PS, PSD e CDU, e o presidente da câmara, Dionísio Mendes (PS).

Recorde-se que o estudo de reorganização das urgências realizado pelo Ministério da Saúde apontava para a instalação de um SUB no concelho de Coruche. Primeiro indicou-se o Biscainho, que o município não via com bons olhos pela distância à sede de concelho e a outras freguesias. Depois falou-se da sua instalação em Coruche, aproveitando as condições do centro de saúde local. Em ambos os casos um equipamento que serviria os municípios de Coruche, Benavente e Salvaterra de Magos.

Dionísio Mendes esclareceu na assembleia que ao longo de 2008 teve duas reuniões com o anterior líder da ARS, António Branco. Uma primeira, em Junho, onde lhe foi garantido que apenas faltava definir o local para instalar o SUB. “Noutra reunião foi-me dito que o local não seria questão decisiva e que o importante era instalar o SUB no concelho. Considero importante auscultar o novo presidente da ARS, apesar de considerar que esta não é uma opção individual”, adiantou o presidente da câmara.

Apesar de aceitarem entrar na comissão, PSD e CDU acusaram Dionísio Mendes de ter feito eleitoralismo com o processo ao anunciar que o SUB estava garantido para o concelho. “Se no caso do SUB há terreno, no caso do quartel dos bombeiros há dinheiro e não há terreno”, ironizou o social-democrata Francisco Gaspar.

Recorde-se que no processo do SUB para Coruche a assembleia municipal se manifestou mais que uma vez a favor da criação do equipamento. Mas do lado de Benavente a questão não é pacífica e o presidente da câmara, António Ganhão (CDU), mostrou-se mais que uma vez solidário com a população, quer na manutenção do serviço de urgências nocturnas no centro de saúde local, como na não aceitação do SUB a instalar no concelho vizinho. Isto por considerar que é em Benavente e Salvaterra de Magos que se encontram os potenciais utilizadores do novo SUB, além do seu concelho estar a menos de 10 quilómetros no previsto novo hospital de Vila Franca de Xira (ver edição 7 Março 2007).

 

Queixas acerca do funcionamento do centro de saúde

Na discussão do assunto sobre o SUB para Coruche o vogal Joaquim Banha (PS) aproveitou para lembrar que a Unidade de Saúde Familiar do Vale do Sorraia (a funcionar no Centro de Saúde de Coruche) não está a funcionar convenientemente no que respeita à emissão de receitas e credenciais.

Fernanda Pinto, na qualidade de médica da Unidade de Saúde Familiar de Coruche, esclareceu que a separação do serviço burocrático e dos serviços médicos ajudou a aumentar a acessibilidade dos utentes às consultas. “O coordenador da unidade pode esclarecer melhor essa questão mas os utentes podem receber as receitas pelo correio. De qualquer forma estamos abertos a sugestões”, indicou.

 

in O Mirante

publicado por portuga-coruche às 09:14
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Gang rouba de tudo

Escolhem pequenos cafés ou minimercados de aldeia e entram em grupo para provocar confusão. Quando apanham os proprietários distraídos, um deles esgueira-se para trás do balcão ou para o interior das habitações e furta o que vier à mão. 
 

A acção deste grupo romeno fez mais de uma centena de vítimas de norte a sul do País, tendo sido travada quarta-feira à tarde pela GNR de Trancoso. As autoridades já andavam há vários meses no encalço do grupo, constituído por seis mulheres e dois homens, com idades entre os 19 e os 52 anos – que levavam dois bebés para os assaltos. As queixas entravam quase todos os dias nos postos e as características dos ladrões eram coincidentes.

Anteontem, quando o gang se preparava para mais um furto num café do Rabaçal, próximo de Trancoso, a GNR deitou-lhes a mão. Tinham 900 euros, 400 dos quais furtados horas antes num estabelecimento comercial da Coriscada.

Segundo fonte da GNR, os suspeitos estão em Portugal há cerca de seis meses, fazem vida de nómada e deslocam-se em viaturas ligeiras, com matrícula estrangeira. Canalizam os objectos furtados para outros grupos, de forma rápida, para despistar as autoridades. Quando são interceptados pela polícia, alegam que não percebem o português e dificultam ao máximo a comunicação.

Estiveram toda a tarde de ontem em tribunal e o juiz de instrução mandou-os regressar hoje, para prosseguir o interrogatório.

 

TRIBUNAL MANDA-OS EM LIBERDADE

 

Alguns dos elementos agora detidos pela GNR estão constituídos arguidos noutros processos pelo mesmo tipo de crime – furto e burla – e sujeitos ao termo de identidade e residência. No entanto, como são nómadas e não têm residência fixa, os militares da GNR manifestam-se surpreendidos e até desiludidos pelo facto de as autoridades judiciais lhes aplicarem esta medida de coacção. "Só para dar um exemplo, das oito pessoas detidas, seis deram uma morada diferente. E na maior parte das vezes estas moradas nem existem", lamentou uma fonte policial. Assim que se espalhou a informação de que os romenos foram detidos, começaram a deslocar-se ao Posto da GNR de Trancoso pessoas de vários pontos do País, para proceder ao reconhecimento dos suspeitos.

 

 

 

"ELES PROVOCAM O PÂNICO"

 

"A intenção deles é provocar o pânico em quem está a aviar para roubar", afirmou ontem ao CM a filha de uma das vítimas. Marta Santos conta que os dois homens entraram no café, no Rabaçal, Trancoso, e disseram que queriam almoçar rápido. Entretanto, entraram mais três mulheres, em algazarra para espalhar a confusão. Ao mesmo tempo, duas suspeitas tentaram introduzir-se na habitação. Ao serem surpreendidas pela irmã de Marta Santos, alegaram que andavam à procura do bar e juntaram-se ao grupo. Mas não tiveram tempo para mais nada porque a GNR chegou pouco depois.

 

PORMENORES

 

CÚMPLICES

A GNR desconfia que este grupo tem mais cúmplices, que servem para escoar o material furtado. E prossegue com as investigações.

 

ESTRATAGEMA

Os assaltantes andavam numa carrinha Volkswagen Sharan. Após os furtos deslocavam-se com a porta da mala aberta para ocultar a matrícula.

 

MODO DE VIDA

As autoridades afirmam que os detidos não exercem qualquer profissão e que fazem dos furtos o seu modo de vida. Os dois bebés eram utilizados para criar o sentimento de compaixão nas vítimas.

Francisco Pedro
in Correio da Manhã

 

Vivemos num país em que não existem "tomates" para acabar com esta "escumalha".

Sim "escumalha" porque não tem valores nem respeitam as pessoas.

São "xungaria", lixo humano.  Já oiço as vozes a chamarem-me xenofobo e racista, pergunto-lhes a esses "santos" se acham que os criminosos tem sempre desculpa, pergunto-lhes onde afinal nasceram ? ou houve alguém num dado  momento da vossa infância que disse: "não existem meninos maus" ?! Esse alguém mentiu! Existem meninos maus, homens e mulheres maus e capazes de tudo. Acordem o mal existe e o criminoso, o malandro sabe distinguir e tem a capacidade de optar mas escolhe sempre aquilo que o beneficia e prejudica as vítimas, até porque dessas ninguém tem pena e tem que ter nascido em berços de ouro para suportar o prejuízo e de certeza que não podem ter depressões para poderem "encaixar" com o prejuízo sem se irem abaixo.

Desperta Portugal!!!!

publicado por portuga-coruche às 16:22
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Casamentos 'gay', o debate e a estupidez

Antes que venha a ILGA, ou outro qualquer lóbi "gay", acusar-me da costumeira homofobia ou coisas do estilo, permitam-me que diga o seguinte: sou, no geral, contra qualquer discriminação, nomeadamente contra a discriminação de homossexuais.

Isto passa por defender, como absolutamente legítimo e inquestionável, a possibilidade de os casais homossexuais terem mais ou menos o mesmos direitos do que os outros casais. E digo mais ou menos porque há um direito que eu sei que eles não devem ter: o de adoptar crianças. Reparem que eu jamais direi que um casal homossexual, só por o ser, não sabe tratar crianças com amor e com todos os requisitos de que elas necessitam. Mais: defendo - e defendi, numa crónica neste jornal quando a questão concreta se pôs - que um tribunal não pode tirar um filho ao seu pai ou mãe natural baseado no facto de ele (ou ela) ser homossexual.

Apenas digo que o Estado, ou quem guarda as crianças a adoptar, não deve discriminar nenhuma delas entregando-a a um casal que não está dentro da norma (no sentido em que a norma, encarada do ponto de vista meramente estatístico, é o casal heterossexual). Aliás, quando o primeiro-ministro, criticando Manuela Ferreira Leite, considerou 'pré-moderno' afirmar que o casamento se destina à procriação, eu permito-me discordar. Não é pré-moderno, é da condição humana.

Todos nós ao cimo da terra somos filhos de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães. O Estado pode legislar contra este facto da natureza, mas é arrogante pensar que pode alterá-lo na sua essência.

De resto, a discriminação que sofreria uma criança entregue a um casal homossexual é, a meu ver, muito mais condenável do que não chamar 'casamento' à união que consagra os direitos de dois homossexuais.

Acrescentaria, ainda, que uma lei de coabitação bem feita poderá perfeitamente servir. Com a vantagem de o Estado não necessitar de saber quem é homossexual e quem apenas vive junto por necessidade económica, amizade pura ou outro qualquer aspecto que só ao próprio diz respeito.

Resolver problemas na prática é a finalidade da política. Se permitir todos os direitos menos o da adopção (como parece ser a disposição do PS e do PSD), não se pode chamar a essa junção 'casamento', como pretendem certos políticos convencidos da sua modernidade. A insistência no nome apenas revela a agenda escondida, ou seja, a adopção de crianças por homossexuais. E isso seria de uma estupidez imperdoável.

 

Henrique Monteiro

 

in Expresso

 

Henrique, não poderia estar mais de acordo consigo. Gosto especialmente da última parte do seu texto que resume bem o dilema que esta questão vai levantar como também a meu ver apresenta a solução que me parece mais lógica:

 

"....uma lei de coabitação bem feita poderá perfeitamente servir. Com a vantagem de o Estado não necessitar de saber quem é homossexual e quem apenas vive junto por necessidade económica, amizade pura ou outro qualquer aspecto que só ao próprio diz respeito.

Resolver problemas na prática é a finalidade da política. Se permitir todos os direitos menos o da adopção (como parece ser a disposição do PS e do PSD), não se pode chamar a essa junção 'casamento', como pretendem certos políticos convencidos da sua modernidade. A insistência no nome apenas revela a agenda escondida, ou seja, a adopção de crianças por homossexuais. E isso seria de uma estupidez imperdoável."

 

 

publicado por portuga-coruche às 16:01
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Mosquito perigoso está sem controlo

 

Dengue: Transmissão do vírus é inevitável e uma questão de tempo

Mosquito perigoso está sem controlo

A população dos mosquitos que causam as doenças da dengue e a febre amarela está a alastrar-se pela ilha da Madeira de forma alarmante. Especialistas dizem que é uma questão de tempo até chegar ao Continente – através de produtos importados por via aérea ou marítima – e surgirem os primeiros casos de pessoas infectadas. É uma questão de dias ou de meses.

 

Por enquanto, não há registo da doença porque os insectos não têm o vírus, mas basta entrar no País uma pessoa infectada, por exemplo vinda de um país da América Latina, como o Brasil, onde surgem epidemias, para dar origem a casos de infecção não controlados na Madeira ou no Continente.

Os mosquitos aedes aegypti surgiram há três anos na freguesia de Santa Luzia, no Funchal, Madeira. Rapidamente se espalharam pelos concelhos de Machico e Câmara de Lobos.

HélderSpínola, presidente da associaçãoambientalista Quercus,dizaoCM queoaparecimento da doença é inevitável."Osmosquitos terão vindo em algum produto fresco, planta – foram importadas palmeiras doBrasil – ou nos pneus dos barcos, onde fica água estagnada, local ideal para a reprodução das larvas. Terão vindo insectos ou ovos que depois eclodiram.Para já, não há notícia da doença, mas basta vir do Brasil uma pessoa infectada e ser picada por um mosquito para que o mesmo insecto infecte outras pessoas."

Hélder Spínola é crítico à fiscalização alfandegária: "Nos aeroportos não há grande controlo. As autoridades preocupam-se com o tráfico de drogas e armas e não com a passagem de um produto que possa estar contaminado. Só quando surgirem casos graves é que serão activados procedimentos especiais." As autoridades madeirenses já procederam a desinfestações, mas problemas financeiros e burocráticos com o Tribunal de Contas terão interrompido novas intervenções químicas nas cidades atingidas pelos aedes aegypti.

AUTORIDADES PROMETEM FISCALIZAÇÃO

O director-geral da Saúde, Francisco George, afirmou ao CM que a situação ainda "não é alarmante" e que as autoridades estão "muito atentas" ao caso na Madeira. Estão previstas acções de fiscalização junto dos meios de transporte marítimos e aéreos, caso haja agravamento da situação. Quanto a um impedimento da entrada do mosquito no Continente, aquele responsável disse: "As medidas de combate passam pela redução da população dos mosquitos, com intervenções químicas e bacteriológicas [insecticidas e larvicidas] e pela inexistência de águas estagnadas nos pratos de vasos, latas [onde as fêmeas reproduzem]. As companhias marítimas e aéreas estão atentas à necessidade de não transportar nada que possa conter os mosquitos, ovos ou larvas em águas estagnadas." 

AUTARCA DE PORTIMÃO ESTÁ PREOCUPADO

O presidente da Câmara de Portimão está preocupado. "Os contactos que fiz [ontem] não me deixam tranquilo", disse Manuel da Luz, a propósito da carreira marítima semanal que desde Julho liga a cidade algarvia à capital da Madeira. Segundo o autarca, que tomou conhecimento do perigo através do nosso jornal, "não há prevenção, sendo apenas possível identificar um eventual portador da doença". Para um caso desses existe já uma sala de quarentena no porto, mas nada pode evitar a chegada do mosquito. Cerca de 15 mil pessoas já fizeram a viagem e está previsto um segundo ferry para 2009.

APONTAMENTOS

PICADA INFECCIOSA

A dengue transmite-se pela picadela de um mosquito infectado. Não é transmissível de pessoa para pessoa.

CASOS EM PORTUGAL

Portugal regista uma média de quinze casos por ano de pessoas infectadas pelo vírus da dengue. Não houve mortes.

SINTOMAS

Os sintomas surgem três a 14 dias após a picada do mosquito infectado: febre, náuseas, vómitos, dores nos ossos e possibilidade de hemorragias.

Cristina Serra / P.M.

 

in Correio da Manhã

publicado por portuga-coruche às 09:34
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Erro faz vinho sair pelas torneiras numa cidade italiana

Moradores da cidade italiana de Marino, na região central do país, foram surpreendidos com o que parecia ser um milagre: das torneiras de suas casas começou a jorrar vinho branco, em vez de água

 

O inusitado incidente ocorreu no último domingo, durante a abertura da 84ª edição da Festa da Uva de Marino – a mais famosa festividade do estilo no país.

Tradicionalmente, para marcar o início da Festa, milhares de moradores fazem uma contagem decrescente à volta da Fonte dei Quattro Mori, no centro da cidade, para ver a «transformação da água em vinho», quando a fonte passa a jorrar, ao invés de água, uma boa qualidade de vinho branco.

Todos os anos, a Fonte é abastecida com barris de três mil litros de vinho para garantir o sucesso das celebrações. No entanto, os responsáveis pelo abastecimento das fontes de água espalhadas pelas ruas da cidade giraram a alavanca errada no momento da abertura da Festa e, em vez de enviarem vinho para a Fonte, mandaram a bebida para casas da cidade.

Algumas donas de casa de Marino – que possui cerca de 40 mil habitantes – estranharam o odor familiar que saía das torneiras e foram as primeiras a notar que não se tratava de água.

Uma moradora estranhou o cheiro quando limpava o chão de sua casa. Mas não reclamou, porque considerou o odor agradável. O mesmo ocorreu noutros condomínios.

Muitos acreditaram tratar-se de um milagre da Virgem do Rosário, a padroeira da Festa da Uva mais famosa da Itália.

Sem saber o que se passava nas casas, milhares de moradores, que aguardavam ansiosos a abertura das festividades com copos de plástico nas mãos, decepcionaram-se ao ver jorrar da Fonte nada mais do que água.

As autoridades avisaram que o problema seria solucionado o mais rápido possível e, depois de dez minutos, o vinho começou a jorrar da Fonte normalmente.

Segundo o presidente da câmara de Marino, Adriano Palozzi, ainda não se sabe a quantidade exacta de vinho que foi desperdiçada.

De acordo com ele, o incidente ocorreu devido a uma falha humana, que deve ser minimizada.

«Foi um erro técnico não previsto, que acabou por se transformar numa coisa simpática para as pessoas», disse o presidente à BBC Brasil.

«É uma coisa que pode acontecer, porque o trabalho é todo feito manualmente», afirmou.

"Resolvemos tudo em poucos instantes sem gerar qualquer problema para quem estava na festa e para quem ficou em casa naquele momento", disse Palozzi

 

SOL com agências

 

publicado por portuga-coruche às 09:22
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Chain Reaction - Diana Ross

 

 

 

 

http://www.indavideo.hu/video/Diana_Ross_-_Chain_Reaction

 

Chain Reaction

 

You took a mystery and made me want it
You got a pedestal and put me on it
You made me love you out of feeling nothing
Something that you do
And I was there and not dancing with anyone
You took a little, then you took me over
You set your mark on stealing my heart away
Crying, trying, anything for you

I'm in the middle of a chain reaction
You give me all the after midnight action
I wanna get you where I can let you make all that love to me
I'm on a journey for the inspiration
To anywhere and there ain't no salvation
I need you to get me nearer to you
So you can set me free
We talk about love, love, love
We talk about love
We talk about love, love, love
We talk about love

You make me tremble when your hand moves lower
You taste a little then you swallow slower
Nature has a way of yielding treasure
Pleasure made for you, oh
You gotta plan, your future is on the run
Shine a light for the whole world over
You never find your love if you hide away
Crying, dying, all you gotta do is

Get in the middle of a chain reaction
You get a medal when you're lost in action
I wanna get your love all ready for the sweet sensation
Instant radiation
You let me hold you for the first explosion
We get a picture of our love in motion
My arms will cover, my lips will smother you
With no more left to say
We talk about love, love, love
We talk about love
You let me hold you for the first explosion
My arms will cover you

All you gotta do is get in the middle of a chain reaction
You get a medal when you're lost in action
Don't pass me by
I wanna get your love all ready for the chain reaction ...
 

 

publicado por portuga-coruche às 16:13
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Lover Why - CENTURY

 

 

 

 

Lover Why

Century

Composição: Jean Louis Milford - Paul Yves - John Wesley

A sign of time
I lost my life, forgot to die
Like any man, a frightened guy
I'm keeping memories inside
Of wounded love

But I know
I'm more than sad and more today
I'm eating words too hard to say
A single tear and I'm away
Away and gone

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye
Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?

Everytime
I hear your voice, you heard my name
You built the fire, wet the flame
I swim for life, can't take the rain
No turning back

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye
Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?

Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?
 

 Tradução:

 
Um sinal do tempo
Perdi a minha vida, esqueci-me de morrer
Como qualquer homem, um homem assustado
Guardando as memórias dentro de mim
De um amor ferido

 

Mas eu sei
Estou mais do que triste hoje
Comendo as palavras que são duras de dizer
Uma única lágrima e eu estou longe
Longe e arruinado

 

Eu preciso de ti
Tão longe do inferno, tão longe de ti
Porque o céu está carregado de preto e cinza
Tu és apenas alguém que foi embora
Tu nunca me disseste adeus
Porquê meu amor, porquê?
Porque é que as flores morrem?
Porquê meu amor, porquê?

 

A toda a Hora
Eu ouço a tua voz, tu ouves o meu nome
Ateaste o fogo, molhaste a chama
Eu nado pela vida, não consigo suportar a chuva
Não existe retorno

 

Eu preciso de ti
Tão longe do inferno e tão longe de ti
Porque o céu está pesado, preto e cinza
Tu és apenas alguém que foi embora
Tu nunca me disseste adeus
Porquê meu amor, porquê?
Porque é que as flores morrem?
Porquê meu amor, porquê?

publicado por portuga-coruche às 15:14
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Peseiro continua no Rapid Bucareste

PORTUGUÊS ASSUME CARGO DE DIRECTOR TÉCNICO

 

O treinador português José Peseiro, afastado na última quinta-feira do comando técnico do Rapid de Bucareste, vai, afinal, manter-se no clube romeno, mas nas funções de director técnico.

O principal accionista do Rapid, Fathi Taher, que quinta-feira havia anunciado a suspensão de José Peseiro do cargo de treinador, logo após a eliminação da Taça UEFA, confirmou que o antigo técnico do Sporting vai manter-se no clube de Bucareste com outras funções.

"Peseiro continuará como director técnico", revelou o "patrão" do Rapid à estação televisiva romena GSP. Sobre se esta foi a solução encontrada para o Rapid evitar o pagamento de uma indemnização de 500.000 euros, Fathi Taher esclareceu que o contrato firmado com Peseiro estipulava a acumulação de funções de treinador e director técnico e que o português passará a exercer agora apenas as segundas funções.

Peseiro foi afastado do comando técnico do Rapid logo depois do clube romeno ter falhado o apuramento para a fase de grupos da Taça UEFA, na sequência do empate 1-1 cedido em casa ante os alemães do Wolfsburgo, que tinham vencido a primeira mão por 1-0.

O técnico, nascido em Coruche, desempenhou as funções de treinador do Sporting na época 2004/05, tendo perdido a final da Taça UEFA, frente ao CSKA de Moscovo, ao sair derrotado (1-3) em pleno Estádio José Alvalade.

Antes de assumir a liderança técnica do Sporting, Peseiro tinha sido adjunto de Carlos Queiroz, actual seleccionador português, no Real Madrid, tendo depois orientado o Al-Hilal (Arábia Saudita) e Panathinaikos (Grécia), antes de ingressar no Rapid de Bucareste.

 

In Jornal Record

 

publicado por portuga-coruche às 10:45
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