Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Cientista do caso Climategate interrogado no parlamento britânico

 

Phil Jones, director do centro de investigação climática que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.Clique para visitar o dossiê Tudo sobre As Alterações Climáticas.  

 

Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia
Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia

Phil Jones, o director do centro de investigação climática da Universidade de East Anglia, que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.

 

O responsável pela Unidade de Investigação do Clima (CRU) daquela universidade, que está suspenso das suas funções enquanto decorre um inquérito promovido pela instituição, disse aos deputados da Comissão de Ciência que não fez nada de errado, mas admitiu que escreveu "uma série de emails horríveis" na troca de correspondência com outros cientistas.

Recorde-se que, em Novembro de 2009, hackers conseguiram entrar na rede daquela universidade britânica e roubaram mais de mil emails trocados entre cientistas onde se discute a manipulação de dados climáticos para forçar o aquecimento global. Os emails roubados foram colocados na Internet.

Evitar o contraditório


 

Jones confessou também, segundo a BBC News, que o seu centro não fornecia aos cientistas os dados de base, em bruto, recolhidos nas estações meteorológicas, mas apenas os dados finais, para evitar que fossem usados para contrariar as suas descobertas sobre o aquecimento global.

O director da CRU contou ao diário britânico "The Sunday Times", no dia 7 de Fevereiro, que chegou a pensar suicidar-se depois de o caso Climategate ter rebentado, mas esclareceu também que afastou por completo essa ideia da sua cabeça.

A Comissão de Ciência espera divulgar as conclusões do seu inquérito sobre o Climategate antes das eleições legislativas britânicas, previstas para o próximo mês de Junho.

ONU faz inquérito independente ao IPCC


 

Entretanto, a ONU vai encarregar um grupo independente de cientistas de renome mundial para reverem os estudos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que estão na base da tese do aquecimento global de origem humana e das actuais negociações internacionais sobre o clima.

Nick Nuttal, porta-voz do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), afirmou à agência Reuters que este grupo de cientistas apresentará um relatório final no próximo mês de Agosto que será adoptado no plenário do IPCC a realizar na Coreia do Sul em Outubro.

A decisão foi tomada na sequência de uma reunião dos ministros do Ambiente promovida pelo PNUA a 25 de Fevereiro em Bali, na Indonésia, onde Achim Steiner, director executivo deste programa, salientou que o IPCC estava a enfrentar uma "crise de confiança" junto da opinião pública.

Recentemente, o presidente da Academia Nacional das Ciências dos EUA, Ralph Cicerone, considerou no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (em San Diego) que os escândalos que rebentaram desde o Climategate, criaram na opinião pública "um sentimento de que os cientistas estão a eliminar os dissidentes, abafando os seus competidores através de conspirações".

Opinião pública quer mais transparência


 

Cicerone explicou que o mundo "entrou numa era em que o público espera mais transparência da parte dos cientistas".

O último relatório do IPCC, que data de 2007, tem gerado polémica nos últimos meses devido à descoberta de diversos erros científicos, como o fim próximo dos glaciares dos Himalaias (2035), a ameaça que paira sobre 40% da floresta amazónica devido às alterações climáticas ou a área da Holanda que está abaixo do nível do mar e em risco de inundação.

O presidente do IPCC - o académico indiano Rajendra Pachauri - e vários cientistas da instituição já vieram a público reconhecer esses erros, que levaram a Índia a criar um painel climático alternativo ao da ONU e um instituto dedicado exclusivamente ao estudo e monitorização dos glaciares dos Himalaias.

 

in Expresso

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

O dogma derrete antes das geleiras

Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade. Agora, revelações sobre manipulações e fraudes nos relatórios climáticos mostram que os céticos devem ser levados a sério


Okky de Souza

Bill Stevenson/Corbis/Latinstock
O FRIO CONTINUA
Geleiras do Himalaia: as previsões de que derreteriam até 2035 não tinham base científica


Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emi-tidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1 000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1 000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

O climatologista inglês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.

Universidade East Anglia/divulgação
UM TOM ACIMA
O climatologista Phil Jones: admissão pública
de manipulação nos
relatórios do IPCC


A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.

 in VEJA
publicado por portuga-coruche às 10:12
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Falhas de medição invalidam tese do aquecimento global, diz cientista

Um cientista entre os chamados "céticos do aquecimento global" defende que boa parte dos dados que apontam o aumento da temperatura do planeta devem ser ignorados porque milhares de estações de medição espalhadas pelo mundo estão sendo afetadas por condições que distorcem os seus resultados.

O meteorologista Anthony Watts afirma em um novo relatório que "os dados sobre a temperatura global estão seriamente comprometidos porque mais de três quartos das 6 mil estações de medição que existiam no passado não estão mais em funcionamento".
Watts acrescenta que existe uma "grave propensão a remover estações rurais e de altitudes e latitudes mais altas (que tendem a ser mais frias), levando a um exagero ainda maior e mais sério do aquecimento".
O relatório intitulado Surface Temperature Records: Policy Driven Deception? (algo como "Os Registros das Temperaturas da Superfície: Mentira com Motivação Política?", em tradução livre) foi publicado de forma independente, e não em revistas científicas - nas quais os artigos de um autor passam pelo crivo da análise de colegas.
Mas outros pesquisadores apoiam a análise de Watts, incluindo o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC - o painel da ONU sobre mudanças climáticas.
Evidências
Entre as evidências citadas por Watts para defender sua tese está uma foto que mostra como a estação de medição no aeroporto de Fiumicino, em Roma, está posicionada atrás da pista de decolagem, recebendo os gases aquecidos emitidos pelas aeronaves.
Outra estação de medição está instalada dentro de um estacionamento de concreto na cidade de Tucson, no Arizona.
Essas são situações que, segundo o cientista, afetam o uso dos solos e a paisagem urbana ao redor da estação, refletindo muito mais as mudanças nas condições locais do que na tendência global da Terra.
Na América do Sul, o pesquisador afirma que as estações que medem a temperatura nas altas altitudes deixaram de ser consideradas, levando os cientistas a avaliar a mudança climática nos Andes por meio de uma leitura dos dados na costa do Peru e do Chile e da selva amazônica.
Para o pesquisador, estas falhas tornam "inútil" a leitura dessas medições colhidas em solo. Watts sustenta que o monitoramento via satélite é mais exato e deveria ser o único adotado.
Homem e meio ambiente
O debate provocado pelo professor é lenha no fogo da discussão que opõe cientistas para quem o aquecimento global, se existe, é um fenômeno natural - e tem precedentes na história da humanidade - e cientistas para quem o efeito é causado pelo homem e acentuado pelas emissões de gases que causam o efeito estufa.
Nos últimos anos, os cientistas que alertam para as causas humanas por trás do aquecimento conseguiram fazer prevalecer sua visão, sobretudo no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, que recebeu inclusive um prêmio Nobel da Paz.
Em uma espécie de "contra-ataque dos céticos do aquecimento", o órgão da ONU foi obrigado no início deste ano a admitir que se equivocou em um dado que apontaria para a possibilidade de as geleiras do Himalaia derreterem até 2035.
No fim de semana, o cientista por trás deste equívoco, Phil Jones, disse à BBC que seus dados estavam mal organizados, mas que nunca teve intenção de induzir ninguém ao erro.
Jones, que é diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, disse estar "100% confiante" de que o planeta está se aquecendo e de que este fenômeno é causado pelo homem.
O cientista afirmou ainda que as disputas entre os pesquisadores - a "mentalidade de trincheiras", como ele se referiu - só prejudicam a discussão objetiva da questão.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
In O Globo
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Cientista esconde dados de estações meteorológicas chinesas

Climategate
 

O cientista que esteve no centro do escândalo do "Climategate", Phil Jones, volta mais uma vez a ser notícia. E não pelas melhores razões. Jones terá, segundo o "The Guardian" escondido problemas nas medições de temperaturas em estações meteorológicas chinesas.
 
Ana Luísa Marques
anamarques@negocios.pt
 

 
O cientista que esteve no centro do escândalo do "Climategate", Phil Jones, volta mais uma vez a ser notícia. E não pelas melhores razões. Jones terá, segundo o "The Guardian" escondido problemas nas medições de temperaturas em estações meteorológicas chinesas.

De acordo com uma investigação do diário britânico aos milhares de emails e documentos desviados da Universidade de East Anglia, e que estiveram na base do "Climategate", diversos dados de estações meteorológicas chinesas foram "seriamente violados" e não puderam ser utilizados no trabalho de Jones.

Jones e um colaborador têm sido acusados por um investigador e céptico das alterações climáticas de tentarem omitir dados que podiam lançar algumas dúvidas sobre um estudo importante, realizado em 1990, sobre o impacto das cidades no aquecimento global.

Segundo o "The Guardian", este caso tem ligação com os erros do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), já que o IPCC usou o estudo feito com base nas medições realizadas nestas estações meteorológicas.

Desde que foram conhecidos estes erros, o IPCC tem sido alvo de duras críticas. No 4º relatório, divulgado em 2007, o IPCC usou informação que não suficientemente analisada e que o levou a concluir, e a incluir no relatório, erros como o do Glaciar dos Himalaias (o relatório referia que o degelo do glaciar iria ocorrer até 2035, algo que já foi desmentido pelo próprio IPCC).

84 estações meteorológicas chinesas – situadas em zonas urbanas e semi-rurais – mediram a evolução da temperatura durante meio século. Estes dados foram utilizados num estudo publicado em 1990 na revista "Nature", que mais tarde foi utilizado pelo IPCC no seu quarto relatório.

Alguns cépticos das alterações climáticas pediram à Universidade de East Anglia informações sobre as localizações destas estações. Estas eram cruciais para o estudo de Jones e do seu colaborador Wei-Chyung Wang, já que o estudo concluiu que o aumento das temperaturas na China era consequência das alterações climáticas e não da expansão das zonas urbanas (mais tarde, o IPCC usou este estudo para concluir que qualquer relação entre o aumento das temperaturas e a expansão das cidades "era muito pequena").

Jones preferiu não fazer comentários a esta notícia do "The Guardian" mas o seu colaborador admitiu que as localizações das estações podem ter sido alteradas mas apenas "alguns metros".

Numa entrevista concedida domingo passado ao "Observer", o secretário de Estado britânico para as alterações climáticas, Ed Miliband, "declarou guerra" às vozes que negam que o aquecimento global seja real e tenha causas humanas. Miliband referiu ainda que um erro não pode colocar em causa tudo o resto.
 

 

 

Afinal, este Phil Jones tem um curso de quê ?! Tretalogia!!!!!

Mesmo assim ainda não conseguiu ganhar ao Al Gore.

Se calhar antes de discutirmos se o planeta está a aquecer ou arrefecer deveríamos de nos preocupar com a imbecilidade no mundo cientifico, político e nos mass media.

Possivelmente este tipo de atitude também existe noutras áreas que tomamos por certas e afinal deveríamos fazer uma análise mais séria e honesta separando a pseudo ciência da ciência.

Tudo isto impõe uma questão muito grande relativamente ao mundo que queremos que exista amanhã: um mundo construído sobre a verdade ou sobre a mentira?

A meu ver muitas outras cabeças vão rolar à medida que as tretas se comprovam insustentáveis.

publicado por portuga-coruche às 11:11
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Debate entre cépticos e defensores dos perigos do clima aquece Copenhaga

Cimeira de Copenhaga

 

 

De um lado estão as dezenas de cientistas cujo trabalho tem integrado os relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que alertam que a temperatura da Terra está a aumentar devido à acção humana, com consequências graves em algumas partes do globo devido às alterações climáticas. Do outro estão os cientistas que põem em causa esta teoria e questionam o peso da acção humana nas alterações do clima.
 
AnaLuísa Marques
anamarques@negocios.pt
Raquel Martins
raquelmartins@negocios.pt


 

De um lado estão as dezenas de cientistas cujo trabalho tem integrado os relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que alertam que a temperatura da Terra está a aumentar devido à acção humana, com consequências graves em algumas partes do globo devido às alterações climáticas. Do outro estão os cientistas que põem em causa esta teoria e questionam o peso da acção humana nas alterações do clima.

O embate entre as duas facções vem de há muito, mas a Cimeira de Copenhaga e o escândalo em torno de alegadas manipulações de resultados que, apontando para um aquecimento exagerado da atmosfera - já conhecido como "clima gate" -, colocaram o debate ao rubro um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, a clivagem também se faz sentir. O Negócios falou com Carlos Câmara, da Universidade de Lisboa, e com João Corte Real, da Universidade de Évora. O primeiro tem poucas dúvidas quando ao aumento da temperatura. O segundo duvida, e não é indiferente ao "climategate".

Os argumentos ambos os lados são muitos (ver caixas em baixo). E os defensores de um lado e do outro são de peso. Entre as figuras mais destacadas estão Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, que em 2006 lançou uma alerta global sobre as alterações climáticas ("Uma verdade inconveniente"), e Bjorn Lomborg, o "ambientalista céptico".

Do alerta às soluções

Al Gore não dá importância nem aos que continuam a negar as alterações climáticas, nem aos que o acusam de no documentário "Uma verdade inconveniente" ter usados dados falsos. Aos cépticos, Gore diz: "As alterações que estão a ter lugar na Terra são a uma escala bíblica", leu-se numa entrevista recente concedida ao "New York Times". E, mesmo a tempo da Cimeira de Copenhaga, Gore lançou "A nossa escolha - um plano para resolver a crise climática", um livro sobre as "soluções" para o aquecimento global. "As soluções estão ao nosso dispor. Temos de tomar a decisão já", afirma.

Mas na memória de todos permanecem os alertas lançados há três anos no documentário "Uma verdade inconveniente", de que "a crise climática é, de facto, extremamente perigosa e uma verdadeira emergência planetária". Para Al Gore é necessário agir "corajosa e rapidamente" para evitar "terríveis catástrofes, incluindo mais tempestades, e mais fortes do que o furacão Katrina, tanto no Atlântico como no Pacífico".

Sensato ou provocador?

Bjorn Lomborg, director do Centro de Consenso de Copenhaga, um "think-tank" dedicado a temas ambientais, não nega que o aquecimento global é real e provocado pelo Homem, mas critica o "eco-fanatismo" e o "pânico alarmista causado por verdades inconvenientes como as de Gore, que nos fazem esquecer problemas mais importante como a fome, a pobreza e as doenças.

Lomborg reconhece que as suas posições irritam muitas pessoas: as que acreditam que as alterações climáticas vão conduzir a "catástrofes inimagináveis" e que a única solução é reduzir drasticamente as emissões de dióxido de carbono. Mas não se considera um provocador. "Se tenho essa fama, tal deve-se, simplesmente, ao facto de eu tentar ser equilibrado nas coisas que digo. Essa moderação é entendida como uma provocação, numa altura em que o debate sobre o ambiente está demasiado apaixonado e radicalizado", afirmou numa entrevista recente ao Negócios.

Numa entrevista à Bloomberg, afirmou que Copenhaga se prepara para repetir as "estratégias falhadas" da Cimeira do Rio e de Quioto: "Em 1992 prometeram cortar as emissões de CO2 e não fizeram nada. Em 1997 prometeram cortar ainda mais emissões de CO2 e voltaram a não fazer nada. Devíamos optar por algo politicamente viável e economicamente mais inteligente", defendeu. Para Lomborg, a solução passa por investir na investigação, de forma a que as "energias alternativas se tornem tão baratas que todos, incluindo a China e a Índia, vão querer usá-las".

No debate entre cépticos e não cépticos ninguém sai, por enquanto, vencedor ou derrotado. Só o tempo poderá dizer quem tem razão. Copenhaga será apenas uma batalha nessa guerra.

DEFENSORES

O aquecimento global é provocado pelo homem

Os resultados do último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas), realizado em 2007, revela que "é muito provável que as emissões de gases com efeito de estufa provocadas por acção do Homem sejam a principal causa do aumento global das temperaturas médias desde meados do século XX". Este estudo, o quarto relatório realizado pelo IPCC, antecipa que a temperatura do planeta poderá subir entre 1,8 e 4 graus até 2100, devendo o nível das marés subir até 58 centímetros, multiplicando secas e vagas de calor.

Terra suporta cada vez menos as actividades humanas

Um estudo realizado pela Global Footprint Network revela que a Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das actividades humanas, já que são necessários 18 meses ao planeta para regenerar os recursos que a humanidade consome num ano. Os dados recolhidos numa centena de países indicam que a humanidade consome recursos e produz CO2 a um ritmo 44% mais elevado do que a natureza pode produzir e absorver.

Concentração de gases poluentes atinge recorde

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a concentração de gases com efeito de estufa atingiu níveis-recorde e aproxima-se do "cenário pessimista" previsto pelos cientistas. "As novidades não são boas: a concentração dos gases com efeito de estufa continua a aumentar a um ritmo mais rápido", indica o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. A concentração de CO2, o principal gás com efeito de estufa, aumentou 38% desde 1750, cem anos antes da Revolução Industrial, e contribuiu, desde então, para 63,5% do crescimento do efeito de estufa na atmosfera, segundo os dados da OMM. Este contributo passou mesmo para 86% nos últimos cinco anos. Esta situação "confirma a tendência para um aumento exponencial", afirmou o mesmo responsável, acrescentando: "estamos cada vez mais próximos de um cenário pessimista" apontado pelo Grupo Internacional de Peritos sobre as Alterações Climáticas.

Consequências desastrosas se a temperatura subir 4ºC

David e Ed Miliband, respectivamente, ministros britânicos dos Negócios Estrangeiros e da Energia e Alterações Climáticas, elaboraram um estudo onde se prevê, por exemplo, que vastas áreas da floresta da Amazónia poderão desaparecer devido ao stress sobre

a vegetação ou propagação incontrolável de incêndios num cenário com mais 4ºC. O trabalho mostra que a mortalidade relacionada com o calor e outros impactos nocivos para a saúde deverá aumentar consideravelmente, mesmo tendo em conta a climatização, a adaptação e o menor número de mortes relacionadas com o frio.

CÉPTICOS

As alterações climáticas são um fenómeno natural

Não há provas científicas que mostrem que o aumento dos níveis de dióxido de carbono são provocados pela actividade humana, refere um estudo realizado pela European Foundation. "Este estudo mostra quão ténues, impróprias e falsas são as declarações políticas e científicas de que o aquecimento global é provocado pelo Homem. Há muito poucas evidências que suportem esta teoria", afirmou o autor do estudo, Jim McConalogue.



Previsões de consequências desastrosas são exageradas

Mas, do lado dos cépticos, há quem defenda, como é o caso de Bjorn Lomborg, que o "aquecimento global é real e é provocado pelo Homem". No entanto, criticam o "eco-fanatismo" e o "pânico alarmista". "As declarações sobre as consequências graves, fatais e imediatas do aquecimento global são frequentemente muitíssimo exageradas", defende.

Subida do nível das águas do mar não é catastrófica

Os estudos realizados durante mais de 30 anos pelo professor sueco Nils-Axel Morner sugerem que não "há evidência de que o nível das águas do mar esteja a subir de forma catastrófica", mesmo nas Maldivas e no Bangladesh. Morner argumenta que o principal problema é a erosão costeira e que o nível das águas do mar pode subir 10 centímetros ao longo deste século.

Reduzir as emissões de CO2 não é solução

"Precisamos de soluções mais simples, mais inteligentes e mais eficientes contra o aquecimento global, em vez de esforços excessivos, ainda que bem intencionados", defende Bjorn Lomborg no seu livro "Cool it", onde acrescenta que "as amplas e extremamente caras reduções de dióxido de carbono feitas agora limitar-se-ão a ter um impacto bastante pequeno e insignificante no futuro longínquo".

Visão do IPCC é "claramente limitante"

João Corte-Real refere que a "acção humana tem perturbado o sistema climático, mas não apenas, nem principalmente, através do reforço do efeito de estufa em resultado directo da produção de energia. Não podemos esquecer a desflorestação, os incêndios florestais em grande escala, a supressão da precipitação pela poluição". "A visão do IPCC é claramente limitante, pela redução do problema ao carbono", diz.

Há questões mais importante que o aquecimento global

Do lado dos cépticos argumenta-se muitas vezes que há problemas mais importantes do que o aquecimento global, como a fome, a pobreza e as doenças. "Se os enfrentarmos, podemos ajudar mais pessoas, com menos custos e com muito mais hipóteses de sucesso do que com a implementação de políticas ambientais drásticas com custos de biliões de dólares", defende Lomborg.

 

in Jornal de Negócios On-line

publicado por portuga-coruche às 17:28
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

A grande farsa do "Aquecimento Global"

O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Fraude do Aquecimento Global". Ele não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão nos EUA. Mas, felizmente, ele está disponível na Internet.

 Vale a pena rever.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É de aproveitar para os ver agora, porque vão acabar por ser apagados como sempre tem sido desde que  o documentário saiu.

publicado por portuga-coruche às 14:08
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Assim se tratam na ONU os jornalistas que fazem perguntas inconvenientes

O Jornalista Phelim McAleer ('Mine Your Own Business', 'Not Evil Just Wrong') pergunta ao Prof Stephen Schneider da Universidade de Stanford uma pergunta inconveniente sobre os e-mails do 'Climategate'. McAleer é interrompido duas vezes pela assistente do Prof Schneider's  e pessoal das Nações Unidas, sendo-lhe depois  ordenado que parasse de filmar por um Segurança Armado da ONU.

 

 

 

 Um post no Youtube de Not Evil Just Wrong

publicado por portuga-coruche às 12:10
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Copenhaga, meu amor

Dias contados

por Alberto Gonçalves

Copenhaga, meu amor

 

 

É impossível registar as ocasiões aproveitadas pelo eng. Sócrates para nos informar de que colocou Portugal na vanguarda internacional

 

Copenhaga, meu amor

O maior indício de que a acção do homem não afecta o clima é a própria Cimeira de Copenhaga. Dado que as incontáveis viagens associadas ao evento são responsáveis pela emissão de dezenas de milhares de toneladas de dióxido de carbono, seria absurdo que os participantes causassem deliberadamente tamanho ferimento ao planeta que tanto estimam. Por pouca consideração em que se tenha a sensatez dos delegados, observadores e afins presentes na Cimeira, nenhum é obtuso a ponto de voar até à Dinamarca se acreditar que os aviões prejudicam o ambiente. Manifestamente, 20 mil (contas por baixo) não acreditam.

Significa isto que a Cimeira é inútil? Nem por sombras. Existem verbas desmesuradas a distribuir pelos investigadores, activistas e industriais do ramo, vantagens eleitorais a distribuir pelos políticos e sexo gratuito a distribuir pelos delegados. As duas primeiras benesses são connosco, a terceira é regalia exclusiva de uma associação de prostitutas de Copenhaga, que reagiu assim ao pedido da autarca local para que os ecológicos visitantes evitassem comprar escapadinhas sexuais. Graças à boa vontade da referida associação, a compra tornou-se desnecessária.

A má notícia é que a associação integra apenas 80 senhoras. A boa notícia é que 80 nórdicas devem chegar e sobrar para 20 mil indivíduos habituados a atingir o clímax com filmes de Al Gore e brincadeiras apocalípticas: como se demonstra nas convenções de Star Trek, Star Wars ou lá o que é, fãs de ficção científica e mulheres não combinam.

Terça-feira, 8 de Dezembro


Emissões e barulho

Aconteceu em Cacia. Durante o anúncio da construção de uma fábrica de baterias, o eng. Sócrates ergueu a mãozinha e juntou o polegar ao indicador para decretar: "Eu sou dos que acham que quando as cidades tiverem uma percentagem suficiente de carros eléctricos, sem emissões e sem barulho, já não vão querer andar para trás." Em seguida, explicou que Portugal será o primeiro país do mundo com uma rede nacional de abastecimento dos carros em questão. Por fim, conduziu, risonho, um exemplar dos ditos, com tamanho comparável a uma lata de atum e desempenho idem. Terminada a sessão, ficaram no ar clichés dispersos: "aposta", "investimento", "inovação", "ambição", "linha da frente", etc. Contas feitas, tratou-se de um espectáculo notável, mas quem não viu sabe exactamente o que perdeu.

Em quase cinco anos no poder, é impossível registar o número de ocasiões aproveitadas pelo eng. Sócrates para nos informar de que o Governo, o dele, colocou Portugal na vanguarda internacional de uma maravilha qualquer. Agora é o carro eléctrico. Das outras vezes foram chips de computadores, caixas de computadores, "aerogeradores", placas solares e por aí fora. Invariavelmente, cada maravilha suscita três ou quatro cerimónias de propaganda até se dissolver em falências, fracassos, trapalhadas judiciais ou nas meras intenções. E até perder a atenção do eng. Sócrates, capaz de abraçar a próxima maravilha com a candura de quem nunca se comprometeu com as anteriores.

Havia a anedota do sujeito que vendia bóias na praia enquanto o tsunami se aproximava: o eng. Sócrates continua a vendê-las após a devastação e, sobretudo, como se a devastação não tivesse ocorrido. Juro: não quero saber quanto do meu dinheiro reverte para essas duvidosas causas. Nem perguntar se não haverá um bom motivo para que nações de facto prósperas permitam a Portugal ser pioneiro no que quer que seja. Nem mesmo verificar a marca do computador que o primeiro-ministro usa, a origem da energia que consome ou o veículo em que, desde Cacia, se desloca.

O único ponto de interesse consiste em apurar se, depois de habituados às emissões e ao barulho que o PS produz, os portugueses algum dia vão querer seguir em frente. E, já agora, também conviria saber se em frente ainda haverá alguma coisa além do abismo.

Quinta-feira, 10 de Dezembro


Fitas

Sobretudo na respeitável área da "cultura", qualquer recém-nomeado para um cargo público lança os jornalistas na busca de opiniões de "personalidades" acerca do feliz contemplado. Por regra, não há surpresas: as opiniões são na maioria positivas, embora irrompam ocasionais manifestações de antipatia. Independentemente da sua orientação, porém, o teor "intimista" dos testemunhos revela o tamanho do meio, tão pequeno que não se encontra quem não tenha já roçado, metafórica ou literalmente, a criatura em questão.

Se a constatação da nossa dimensão paroquial deprime, pelo menos os argumentos das "personalidades" divertem. Esta semana, por exemplo, as reacções à designação de Maria João Seixas para directora da Cinemateca Nacional divertiram-me. Noto que, excepto por umas variedades televisivas, não conheço a senhora de lado nenhum, logo naturalmente não compreendo as razões da nomeação. O engraçado é que os que a conhecem também não parecem compreender, mas em nome da amizade elaboram imaginativas explicações.

O realizador João Botelho acha a dra. Maria João "culta, simpática e fora dos lóbis", duas razões etéreas e uma discutível. A realizadora Margarida Gil vê nela "uma pessoa do cinema", presumivelmente por ter sido casada com Fernando Lopes e recebido subsídios para publicitar fitas nacionais no estrangeiro. O produtor Paulo Branco elogia- -lhe, sem especificar, o "trabalho" e o "trajecto". E Medeiros Ferreira ganha de longe o prémio da justificação mais original: o antigo ministro e deputado louva a escolha porque num seu aniversário a dra. Maria João, cito, "convidou o plenário dos seus amigos para uma celebração natalícia na Cinemateca". Volto a citar o dr. Medeiros Ferreira: "Está tudo dito sobre o seu amor ao cinema."

Estará? Eu julgo que ainda falta aplaudir a devoção às aves de todos quantos festejam os anos em churrasqueiras. Falta esclarecer em que circunstâncias uma instituição pública se reserva para pândegas particulares. E falta certamente destacar a opinião de Nuno Artur Silva, dono das Produções Fictícias e o único a apresentar uma razão credível para a nomeação da dra. Maria João: o "traquejo político". Traduzido, isso significa que a novel directora foi assessora de António Guterres e mandatária em candidaturas de Jorge Sampaio, Mário Soares e Manuel Maria Carrilho. Agora sim, está tudo dito sobre o seu amor ao cinema.
 

Sexta-feira, 11 de Dezembro


É favor não contrariar

Desde o início que se assiste a uma luta entre o que Obama é e o que os seus devotos queriam que fosse. O discurso de aceitação do Nobel da Paz, que Obama dedicou à necessidade de determinadas guerras, é apenas o mais recente golpe numa ilusão que deu um trabalhão a criar. Aos poucos, a ilusão esvai-se e sobra aquilo que, dentro dos EUA, sempre se pressentiu: um homem, eleito por motivos válidos, absurdos e assim-assim ao mais influente cargo da Terra e cuja prestação convém avaliar em função dos factos e não de delírios.

Incrivelmente, fora dos EUA os delírios persistem. Se muitos, desanimados, desistiram de ver em Obama o ícone antiamericano com que sonharam, outros, por teimosia ou convicção real, mantêm a esperança. Alguns dos esperançados roçam o fanatismo. Alguns dos fanáticos roçam a paródia. São os que, em se tratando de Obama, "percebem" na oposição à erradicação das minas terrestres a forma de erradicar as minas terrestres, na manutenção do Patriotic Act o processo de acabar com o Patriotic Act, na detenção de terroristas em bases americanas o modo de condenar a detenção de terroristas em bases americanas e, em suma, na defesa da guerra o único caminho para a paz.

Há dias, um editorial do Público partilhava esta recusa da evidência em prol do seu reverso e exigia aos "cínicos" que se calassem. Enquanto "cínico", calo-me: certos estados mentais não devem ser contrariados. Já basta o próprio Obama contrariá-los diariamente, embora, como se nota, sem grandes resultados. 

 

A última oportunidade

Apesar das trafulhices em que a "ciência" do clima tem incorrido, o "consenso" dominante exige que se tomem à letra as respectivas especulações. As especulações variam (há quem aposte na espécie humana engolida por maremotos, tragada pelo chão ou simplesmente dedicada ao canibalismo), mas o Juízo Final é certo. Excepto, garantem-nos, se se passar imediatamente à "acção". A "acção", garantem-nos outra vez, é a única resposta possível ao "aquecimento global". Que o "aquecimento global" seja um risco por provar e, se calhar, literalmente improvável, é mero detalhe: o catastrofismo ambiental prefere a precaução excessiva aos lamentos posteriores, sob o pressuposto de que amanhã pode ser demasiado tarde. Tarde para quê? Na retórica oficiosa, para impedir eventuais tragédias climáticas. Na realidade, para aproveitar o frenesim ainda em vigor. Aqui e ali, sondagens mostram que a crença das populações no "aquecimento global" e sobretudo no papel do homem no dito tende a diminuir. Por este caminho, chegará o dia em que será difícil submeter os cidadãos dos países desenvolvidos ao retrocesso civilizacional que as pantominices do clima pretendem legitimar. Como por aí se diz, a Cimeira de Copenhaga é de facto a última oportunidade não de salvar o planeta mas de destruir o capitalismo, afinal o único objectivo de toda esta história.

 

Artigo de opinião de Alberto Gonçalves

in DN

 

publicado por portuga-coruche às 11:57
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Al Gore arrisca-se a perder Oscar

Dois membros da Academia de Hollywood querem tirar o Oscar a Al Gore

 

Dois membros da Academia de Hollywood exigiram que se tire o Óscar concedido em 2007 ao ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, por falsear dados no seu documentário sobre as alterações climáticas "Uma Verdade Inconveniente".

A exigência, veiculada sexta-feira por órgãos de comunicação locais, chegou na véspera da Conferência sobre as alterações climáticas das Nações Unidas em Copenhaga que começou sexta-feira e na qual se pretende chegar a um compromisso dos países mais industrializados para reduzir as suas emissões da gases com efeito de estufa, assim como assentar as bases de um plano que substitua o protocolo de Quioto.

Os guionistas Roger L. Simon e Lionel Chetwynd, de tendência conservadora, põem em causa a estatueta concedida a Gore argumentando com correios electrónicos divulgados recentemente que põem em dúvida a validade de alguns dados incluídos no documentário.

Os correios mostram que os cientistas da Unidade de Investigação Climática da Universidade de East Anglia que sustentaram as teorias de "Uma verdade inconveniente" tinham falsificado a informação para piorar o efeito das actividades humanas nas alterações climáticas.

A universidade está a analisar estas acusações.

O documentário "Uma Verdade Inconveniente" converteu-se depois da sua estreia em 2006 no emblema contra as alterações climáticas, porque responsabiliza a acção do homem no aquecimento acelerado que prejudica o planeta.

Gore, que foi vice-presidente dos Estados Unidos no governo de Bill Clinton e perdeu as eleições para George W. Bush em 2000, recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2007 e, segundo o diário Los Angeles Times, cobra actualmente cem mil dólares, cada vez que dá una conferência sobre as alterações climáticas.

A Academia de Hollywood, com milhares de membros, nunca retirou o Oscar a nenhum dos vencedores.

 

in JN

publicado por portuga-coruche às 22:57
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Climategate: Instituto meteorológico britânico vai rever 150 anos de temperaturas

O instituto meteorológico britânico anunciou que vai rever 150 anos de dados sobre as temperaturas mundiais, depois de admitir que a confiança do público na Ciência foi abalada pelo caso Climategate. Clique para ler mais sobre a Cimeira de Copenhaga.

 

 
Virgílio Azevedo
 
 
O radar do Met Office e da Agência do Ambiente britânica em Sunderland, no Reino Unido, lê a pluviosidade e a queda de neve
O Met Office, o famoso instituto meteorológico britânico, anunciou que vai rever os dados das temperaturas globais dos últimos 150 anos recolhidos em cerca de mil estações em todo o Mundo.
Estas estações "foram escolhidas pela Organização Meteorológica Mundial para a monitorização do clima", explica a instituição, que tomou esta decisão depois de admitir que a confiança do público na Ciência ficou abalada com o caso Climategate.
Os dados recolhidos e tratados pelo Met Office são uma das três fontes usadas pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC), nas negociações internacionais que começaram hoje em Copenhaga, para provar a gravidade do aquecimento global de origem humana.
Recorde-se que o Climategate é um caso de alegada manipulação de dados das temperaturas para exagerar o aquecimento global, e envolve cientistas britânicos e norte-americanos e a prestigiada Unidade de Investigação do Clima (CRU) da Universidade de East Anglia (Reino Unido).
A suposta manipulação foi descoberta há duas semanas por hackers que penetraram nas redes da CRU e vascularam milhares de mails trocados entre aqueles cientistas desde 1996, estando a causar grande polémica na comunidade científica mundial e nos bastidores das negociações climáticas.
O Met Offfice, que tem trabalhado de perto com o CRU, precisa de três anos para rever todos os dados, o que significa que só em 2012, quando terminar o Protocolo de Quioto, será possível saber com confiança absoluta qual o nível efectivo da tendência para o aquecimento global.
Segundo o diário britânico The Times, o governo de Gordon Brown está a pressionar o Met Office para não avançar com esta iniciativa, com o argumento de que seria aproveitada pelos cépticos do aquecimento global.
O presidente da instituição escreveu também aos institutos meteorológicos de 188 países a pedir os dados de base que estes recolheram em cerca de cinco mil estações meteorológicas.
 
In O Expresso
publicado por portuga-coruche às 22:40
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