Domingo, 9 de Maio de 2010

Foi assim à um ano

Conforme divulgado pelo Portuga-Coruche em 20 de Maio de 2009

 

Outflow" intenso

 

foto evidenciando os detritos (poeira) que a circulação do "Outflow" intenso transportou (9/05/09, Coruche) Fonte: MeteoAlerta

No passado dia 9 de Maio, sábado, foi relatada a ocorrência de um fenómeno pouco reportado e documentado no território nacional, na zona de Coruche, Ribatejo.

Das observações efectuadas com o radar Doppler de Coruche/Cruz do Leão (C/CL), estações de superfície (Coruche e Alvega) e aerológicas (radiossondagem de Lisboa, 12UTC) e dos elementos apurados pela consulta de fotos e filme a que tivémos acesso (fonte: MeteoAlerta) e de uma descrição, foi possível concluir que:

a) parte da Estremadura, Ribatejo e Alto Alentejo foram afectados por uma perturbação convectiva de mesoescala, organizada linearmente, com uma frente de rajada associada, já observável com o radar de C/CL pelas 14:30UTC;
b) a referida frente de rajada intensificou-se pelas 15UTC, provavelmente devido à ocorrência de um microburst entre as 14:50 e as 15:10 UTC;
c) na sequência da sua intensificação, pelo escoamento de outflow imposto pelo referido microburst, a circulação de tipo vórtice de eixo horizontal, habitual neste tipo de fenómenos, tornou-se mais forte e começou a ser suficiente para manter na sua circulação detritos de solo, que a tornaram particularmente visível (ver imagem);
d) observações de superfície evidenciam rajadas da ordem de 75Km/h à passagem da frente de rajada pela estação de Coruche;
e) uma análise do campo Doppler tridimensional obtido com o referido radar, permite observar a progressão do referido outflow, com frente de rajada na dianteira e reconhecimento da estrutura de circulação contornante associada; no entanto, por se tratar de fenómenos de muito reduzida escala espacial, não foi possível identificar com radar a circulação que se tornou observável na zona por algumas pessoas.
f) por vezes, neste tipo de fenómeno, é observada a presença de vórtices de eixo vertical relativamente intensos, de aspecto similar à dos dust devil (embora de génese distinta), habitualmente designados por gustnado. No presente caso, no entanto, as fotos, filme e descrições recolhidas, não permitiram evidenciar esse tipo de fenómeno.

 

in Site do Instituto de Meteorologia

 

 

 

 

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Madeira: instalação de radar meteorológico não teria resolvido nada

 

Madeira: instalação de radar meteorológico não teria resolvido nada

Cientistas defendem que instalação de um radar na Madeira não teria resolvido nada na prevenção da catástrofe, ao contrário do que disse o Instituto de MeteorologiaClique para visitar o dossiê Catástrofe na Madeira

A instalação de um radar na Madeira não teria resolvido nada em termos de prevenção da catástrofe que se abateu sobre a ilha na manhã do dia 20 de Fevereiro, asseguram vários cientistas ligados à previsão do tempo contactados pelo Expresso.

 
 
Um radar meteorológico detecta à distância a aproximação de gotículas, gotas de chuva ou granizo, mas não de nuvens
Um radar meteorológico detecta à distância a aproximação de gotículas, gotas de chuva ou granizo, mas não de nuvens

 

"O facto de não termos um radar meteorológico na Madeira dificulta a previsão destes fenómenos, que poderiam ser antecipados entre quatro a cinco horas de tudo acontecer, já que este aparelho abrange uma distância de 150 a 200 km", afirmou na altura da catástrofe o presidente do Instituto de Meteorologia.

Adérito Serrão justificou a ausência deste equipamento, que custa dois milhões de euros, "por falta de orçamento" e, numa visita à Madeira três dias antes do desastre, o presidente do Instituto de Meteorologia já tinha falado na necessidade de um radar para a ilha.

Instituto de Meteorologia "tem falta de conhecimento actualizado"

"O radar será certamente útil, mas deve ficar liminarmente claro que a falta de aviso à Protecção Civil e às populações não se deveu à sua ausência", explica Delgado Domingos, coordenador do Grupo de Previsão Numérica do Tempo do Instituto Superior Técnico, acrescentando que "o que falta ao Instituto de Meteorologia não é equipamento científico, mas sim conhecimento actualizado e motivação".

Pedro Miranda, coordenador do Grupo de Modelação Atmosférica e Climática do Instituto Dom Luiz (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), concorda que a existência de um radar na Madeira "não teria resolvido o problema".

O investigador esclarece que o radar só detecta a aproximação da chuva e não as nuvens, ou seja, "só vê o sistema frontal a aproximar-se". Mas o sistema frontal que avançava em direcção à Madeira no dia 20 de Fevereiro "não tinha a intensidade que depois se veio a revelar".

Assim, "foi a topografia, o relevo acentuado da Madeira, que fez com que o sistema frontal se tornasse mais intenso quando estava sobre a ilha, e aí o radar já não iria a tempo de alertar as autoridades antes da catástrofe". Pedro Miranda insiste ainda que "não basta comprar um radar, é preciso formar cientistas e técnicos para trabalharem com ele".

Governo toma decisão "politicamente correcta"


 

E João Corte-Real, decano dos climatologistas portugueses, critica o Instituto de Meteorologia "por falar na necessidade de um radar aproveitando a calamidade na Madeira", o que levou o ministro da Ciência, Mariano Gago, "a dizer logo que sim porque era politicamente correcto naquele momento".

O professor catedrático da Universidade de Évora reconhece que "Portugal precisa de mais radares, mas qualquer decisão tem de ser planeada e faseada no tempo e não pode funcionar assim", porque "são aparelhos caros que exigem um software muito apurado".

Mas obviamente que têm vantagens. "Não fazem previsões mas observações, só que têm um raio de acção de 200 a 300 km, muito maior que os instrumentos das estações meteorológicas locais".

Actualmente, a Rede de Radares Meteorológicos do Instituto de Meteorologia tem aparelhos nos Açores (Base das Lajes, ilha Terceira) e em dois locais do Continente: Coruche (Ribatejo) e Loulé (Serra do Caldeirão, Algarve).

João Corte-Real defende que "Portugal precisa de mais radares no Norte do território, tanto na costa como nas montanhas do interior". De facto, está prevista a instalação de um radar em Arouca (Área Metropolitana do Porto).

 

in Expresso

publicado por portuga-coruche às 07:20
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Norte e Centro do país em alerta vermelho

O Instituto de Meteorologia lançou um alerta vermelho para sábado em dez distritos do Norte e Centro do país devido à intensidade do vento. Este é o alerta mais grave de uma escala de cinco níveis.

O mau tempo chega na próxima madrugada, mas o alerta é válido até à meia-noite de sábado. De acordo com o Instituto de Meteorologia (IM), uma depressão que se encontra a oeste da ilha da Madeira vai deslocar-se “rapidamente para Nordeste ao longo da costa, atingindo com maior intensidade as regiões do litoral Norte”.

O IM informa que o Sul do país também será afectado, pelo que os outros distritos de Portugal Continental e a Madeira se encontram em alerta laranja.

Nos distritos afectados pelo alerta vermelho (Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro, Vila Real, Braga, Porto e Viana do Castelo), prevê-se a possibilidade de rajadas de vento até 150 quilómetros por hora no litoral e terras altas. Existirão períodos de chuva forte, que passarão a aguaceiros na tarde de sábado.

 

in JN

publicado por portuga-coruche às 17:28
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Situação meteorológica adversa prevista para Sábado 27 de Fevereiro 2010

Acabei de receber por email um aviso do site do Instituto de Metereologia que transcrevo na integra:

 

Olá Portuga-Coruche

 

Serve este email para informar que se aproxima da Madeira e de Portugal continental uma depressão extra-tropical que deve ser acompanhada com muita atenção.
Amanhã chegará a Portugal continental e os ventos podem atingir rajadas de 150km/h no litoral e terras altas segundo o último comunicado do Instituto de Meteorologia.

Pode acompanhar em pormenor a situação no nosso fórum: http://www.meteopt.com

Aproveite e reenvie este email aos seus conhecidos para alerta-los para essa situação.

Deixamos-lhes alguns conselhos úteis para os temporais de vento:

- Evite viagens ou andar na rua
- Evite árvores, postes e outras estruturas que possam ser derrubadas
- Evite estaleiros de obras com gruas, chapas e outros objectos que podem ser arremessados
- Salvaguarde objectos das suas propriedades de modo a não causarem danos a outros

Consulte obrigatoriamente os sites das entidades oficiais como o Instituto de Meteorologia e a Protecção Civil para se manter informado dos últimos avisos e alertas :

Instituto de Meteorologia: http://www.meteo.pt
Protecção civil:
http://www.proteccaocivil.pt/


Os melhores cumprimentos
Equipa do MeteoPT.com

 

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Atenção às bacias do Tejo e Douro por causa da chuva

Prevenção

por PAULA CARMO

 

Atenção às bacias do Tejo e Douro por causa da chuva

Protecção Civil coloca o País em estado de alerta amarelo.  Portimão e Reguengo do Alviela sofreram com o mau tempo ontem

O País está em alerta amarelo até ao fim da noite de hoje devido à chuva e ventos fortes, trovoadas, e agitação marítima. A merecer atenção especial estão as bacias do Tejo e Douro, assim como no Alqueva e a bacia do rio Águeda.

De acordo com o comunicado divulgado ontem pela Protecção Civil, são expectáveis "cheias rápidas em meio urbano", "inundações nas zonas historicamente mais vulneráveis", assim como aumenta a probabilidade de ocorrência de "acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou arrastamento de materiais sólidos para a via". O possível "galgamento das margens nos cursos de água" é outra hipóteses avançada.

As previsões de chuva intensa centram-se, sobretudo, nas regiões a norte de Montejunto-Estrela, podendo ocorrer também aguaceiros fortes na zona sul. Segundo o mesmo comunicado, não devem ser descuradas as descargas da barragem espanhola de Alcântara, que nos próximos dois dias poderá debitar "valores de caudal próximos dos 2600 m3 por segundo, sendo que em Almourol se prevê continuar a registar-se valores de caudal próximos dos 3000 m3 por segundo. Face a estas previsões de chuva intensa, a Protecção Civil estará atenta às descargas da barragem de Crestuma.

As consequências do mau tempo eram, ontem, motivo de preocupação, designadamente após a ocorrência do minitornado que atingiu a costa de Portimão. O vento provocou elevados prejuízos em dois restaurantes (na praia do Vau), telhados de habitações e em empreendimentos turísticos. Elementos da autarquia de Portimão e da polícia marítima passaram o dia a remover destroços na praia e nas ruas. Faltava pouco para as 23.00 de terça quando o vendaval quase levava tudo pela frente. A área afectada vai da praia dos Três Imãos (Alvor) à praia da Rocha. Não houve vítimas.

Habituados às cheias, os habitantes de Reguengo do Alviela (Santarém) continuavam isolados. Ontem, várias estradas deste distrito ficaram submersas: na Golegã, Vila Nova da Barquinha, Coruche e Benavente. A protecção civil pede, pois, atenção redobrada.

Entretanto, a resolução do Parlamento a recomendar ao Governo "medidas de apoio extraordinário" para cobrir prejuízos do mau tempo nas regiões do Oeste e Algarve foi publicada ontem em Diário da República.

 

in DN Portugal

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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Previsão do tempo para os próximos dias

 

  

in Sapo Local

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Previsão do tempo até Terça-feira

 

 

 

in Sapo Local

 

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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Previsão do tempo até Terça-feira

 

in Sapo Local

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Previsão do tempo até Terça-feira

 

in Sapo Local

publicado por portuga-coruche às 13:50
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Meteorologista Luiz Carlos Molion

Reproduzo aqui alguns posts do Blog do Mestre Rui Moura onde Luiz Molion fala sobre a polémica em torno do Aquecimento Global.

Considero obrigação e direito de todos nós termos também acesso à opinião, conhecimentos e informação dos especialistas que não se encontram dependentes do poder político e dos interesses internacionais e que, por isso, tem sido sistemáticamente silienciados e ignorados pelos media, nomeadamente as televisões.

 

 

 

 

 

 

in Mitos Climáticos

 

 

 

Entrevista Corajosa

O Prof. Molion, citado na entrevista do Prof. João Corte Real, realizou conferências e regeu cursos de mestrado de Climatologia, em Portugal. Recentemente concedeu uma entrevista à revista brasileira ISTOÉ.

A revista ISTOÉ é uma revista semanal considerada, na sua especialidade, uma das quatro principais revistas a circular no Brasil. Publica-se a seguir aquela entrevista, preservando a variedade da língua portuguesa do Brasil.

“Aquecimento global” é terrorismo climático

Pesquisador diz que tendência dos próximos anos é o esfriamento da Terra e que efeito estufa é tese manipulada pelos países ricos

Por RODRIGO RANGEL

O professor Luiz Carlos [Baldicero] Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Na Rio 92 (ou Eco92), quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivo para tamanha preocupação. Numa conferência, peitou o badalado mexicano Mario Molina, mais tarde Nobel de Química, um dos primeiros a fazer o alerta. Agora, a guerra acadêmica de Molion tem outro nome: aquecimento global. Pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, esse paulista de 61 anos defende com veemência a tese de que a temperatura do planeta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, nada tem a ver com o propalado aquecimento global. Boa notícia? Nem tanto, diz. Molion sustenta que está em marcha um processo de resfriamento do planeta. "Estamos entrando numa nova era glacial, o que para o Brasil poderá ser pior", pontifica. Para Molion, por trás da propagação catastrófica do aquecimento global há um movimento dos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes. O professor ainda faz uma reclamação: diz que cientistas contrários à tese estão escanteados pelas fontes de financiamento de pesquisa.

ISTOÉ - Com base em que o sr. diz que não há aquecimento global?
Molion - É difícil dizer que o aquecimento é global. O Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte, e a partir disso é complicado pegar uma temperatura e falar em temperatura média global. Os dados dos 44 Estados contíguos dos EUA, que têm uma rede de medição bem mantida, mostram que nas décadas de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e à agricultura, atrás da agropecuária, que libera metano. Quando a gente olha a série temporal de 150 anos usada pelos defensores da tese do aquecimento, vê claramente que houve um período, entre 1925 e 1946, em que a temperatura média global sofreu um aumento de cerca de 0,4 grau centígrado. Aí a pergunta é: esse aquecimento foi devido ao CO2? Como, se nessa época o homem liberava para a atmosfera menos de 10% do que libera hoje? Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas.

ISTOÉ - Qual seria a origem das variações de temperatura?
Molion - Há dez anos, descobriu-se que o Oceano Pacífico tem um modo muito singular na variação da sua temperatura. Me parece lógico que o Pacífico interfira no clima global. Primeiro, a atmosfera terrestre é aquecida por debaixo, ou seja, temos temperaturas mais altas aqui na superfície e à medida que você sobe a temperatura vai caindo - na altura em que voa um jato comercial, por exemplo, a temperatura externa chega a 45 ou 50 graus abaixo de zero. Ora, o Pacífico ocupa um terço da superfície terrestre. Juntando isso tudo, claro está que, se houver uma variação na temperatura da superfície do Pacífico, vai afetar o clima.

ISTOÉ - O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU) está errado?
Molion - O painel não leva em consideração todos os dados. Outra coisa que incomoda bastante, e que o Al Gore [exvice- presidente dos EUA e estrela do documentário Uma verdade inconveniente, sobre mudanças no clima] usa muito, é a concentração de CO2. O IPCC diz claramente que a concentração atingida em 2005, de 339 partes por milhão, ou ppm, foi a maior dos últimos 650 mil anos. Isso é uma coisa ridícula. Eles usam uma série iniciada em 1957 e não fazem menção a medições de concentração de gás carbônico anteriores. É como se nunca ninguém tivesse se preocupado com isso. O aumento de CO2 não é um fenômeno novo. Nos últimos 150 anos, já chegou a 550, 600 ppm. Como é que se jogam fora essas medidas? Só porque não interessam ao argumento? O leigo, quando vê a coisa da maneira que é apresentada, pensa que só começaram a medir nos últimos 50 anos. O Al Gore usou no filme a curva do CO2 lá embaixo há 650 mil anos e, agora, decolando. Ridículo, palhaço.

ISTOÉ - Esses temores são cíclicos?
Molion - Eu tenho fotos da capa da Time em 1945 que dizia: "O mundo está fervendo." Depois, em 1947, as manchetes diziam que estávamos indo para uma nova era glacial. Agora, de novo se fala em aquecimento. Não é que os eventos sejam cíclicos, porque existem muitos fatores que interferem no clima global. Sem exagero, eu digo que o clima da Terra é resultante de tudo o que ocorre no universo. Se a poeira de uma supernova que explodiu há 15 milhões de anos for densa e passar entre o Sol e a Terra, vai reduzir a entrada de radiação solar no sistema e mudar o clima. Esse ciclo de aquecimento muito provavelmente já terminou em 1998. Existem evidências, por medidas feitas via satélite e por cruzeiros de navio, de que o oceano Pacífico está se aquecendo fora dos trópicos - daí o derretimento das geleiras - e o Pacífico tropical está esfriando, o que significa que estamos entrando numa nova fase fria. Quando esfria é pior para nós.

ISTOÉ - Por que é pior?
Molion - Porque quando a atmosfera fica fria ela tem menor capacidade de reter umidade e aí chove menos. Eu gostaria que aquecesse realmente porque, durante o período quente, os totais pluviométricos foram maiores, enquanto de 1946 a 1976 a chuva no Brasil como um todo ficou reduzida.

ISTOÉ - No que isso pode interferir na vida do brasileiro?
Molion - As conseqüências para o Brasil são drásticas. O Sul e o Sudeste devem sofrer uma redução de chuvas da ordem de 10% a 20%, dependendo da região. Mas vai ter invernos em que a freqüência de massas de ar polar vai ser maior, provocando uma freqüência maior de geadas. A Amazônia vai ter uma redução de chuvas e, principalmente, a Amazônia oriental e o sul da Amazónia vão ter uma freqüência maior de seca, como foi a de 2005. O Nordeste vai sofrer redução de chuva. O que mais me preocupa é que, do ponto de vista da agricultura, as regiões sul do Maranhão, leste e sudeste do Pará, Tocantins e Piauí são as que apresentam sinais mais fortes. Essas regiões preocupam porque são a fronteira de expansão da soja brasileira. A precipitação vai reduzir e certamente vai haver redução de produtividade. Infelizmente, para o Brasil é pior do que seria se houvesse o aquecimento.

ISTOÉ - A quem interessaria o discurso do "aquecimento"?
Molion - Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. O IPCC, o nome já diz, é constituído de pessoas que são designadas por seus governos. Os representantes do G-7 não vão aleatoriamente. Vão defender os interesses de seus governos. No momento em que começa uma pressão desse tipo, eu digo que já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. Os CFCs tinham perdido o direito de patente e haviam se tornado domínio público. Aí inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. Em 1987, sob liderança da Margaret Thatcher, fizeram uma reunião em Montreal de onde saiu um protocolo que obrigava os países subdesenvolvidos a eliminar os CFCs. O Brasil assinou. Depois, ficamos sabendo que assinou porque foi uma das condições impostas pelo FMI para renovar a dívida externa brasileira. É claro que o interesse por trás disso certamente não é conservacionista.

ISTOÉ - Mas reduzir a emissão de CFCs não foi uma medida importante?
Molion - O Al Gore no filme dele diz "nós resolvemos um problema muito crucial que foi a destruição da camada de ozônio". Como resolveram, se cientistas da época diziam que a camada de ozônio só se recuperaria depois de 2100? Na Eco 92, eu disse que se tratava de uma atitude neocolonialista. No colonialismo tradicional se colocam tropas para manter a ordem e o domínio. No neocolonialismo a dominação é pela tecnologia, pela economia e, agora, por um terrorismo climático como é esse aquecimento global. O fato é que agora a indústria, que está na Inglaterra, França, Alemanha, no Canadá, nos Estados Unidos, tem gases substitutos e cobra royalties de propriedade. E ninguém fala mais em problema na camada de ozônio, sendo que, na realidade, a previsão é de que agora em outubro o buraco será um dos maiores da história.

ISTOÉ - O sr. também vê interesses econômicos por trás do diagnóstico do aquecimento global?
Molion - É provável que existam interesses econômicos por detrás disso, uma vez que os países que dominam o IPCC são os mesmos países que já saíram beneficiados lá atrás. O aumento de CO2 não é novo. Nos últimos 150 anos, já atingiu 600 ppm. Mas o Al Gore usou a curva do CO2 de 650 mil anos atrás.

ISTOÉ - Não é teoria conspiratória concluir que há uma tentativa de frear o desenvolvimento dos países emergentes?
Molion - O que eu sei é que não há bases sólidas para afirmar que o homem seja responsável por esse aquecimento que, na minha opinião, já acabou. Em 1798, Thomas Malthus, inglês, defendeu que a população dos países pobres, à medida que crescesse, iria querer um nível de desenvolvimento humano mais adequado e iria concorrer pelos recursos naturais existentes. É possível que a velha teoria malthusiana esteja sendo ressuscitada e sendo imposta através do aquecimento global, porque agora querem que nós reduzamos o nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo.

ISTOÉ - Para aceitar a tese do sr., é preciso admitir que há desonestidade dos cientistas que chancelam o diagnóstico do aquecimento global...
Molion - Eu digo que cientistas são honestos, mas hoje tem muito mais dinheiro nas pesquisas sobre clima para quem é favorável ao aquecimento global. Dinheiro que vem dos governos, que arrecadam impostos das indústrias que têm interesse no assunto. Muitos cientistas se prostituem, se vendem para ter os seus projetos aprovados. Dançam a mesma música que o IPCC toca.

ISTOÉ - O sr. se considera prejudicado por defender a linha oposta?
Molion - Na Eco 92, eu debati com o Mario Molina, que foi quem criou a hipótese de que os clorofluorcarbonos estariam destruindo o ozônio. Ele, em 1995, virou prêmio Nobel de Química. E o professor Molion ficou na geladeira. De 1992 a 1997 eu não fui mais convidado para nenhum evento internacional. Eu tinha US$ 50 mil que o Programa das Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheiro foi cancelado.

ISTOÉ - O cenário que o sr. traça inclui ou exclui o temor de cidades litorâneas serem tomadas pelo aumento do nível dos oceanos?
Molion - Também nesse aspecto, o que o IPCC diz não é verdade. É possível que, com o novo ciclo de resfriamento, o gelo da Groenlândia possa aumentar e pode ser até que haja uma ligeira diminuição do nível do mar.

ISTOÉ - Pela sua tese, seria o começo de uma nova era glacial?
Molion - Como já faz 15 mil anos que a última Era Glacial terminou, e os períodos interglaciais normalmente são de 12 mil anos, é provável que nós já estejamos dentro de uma nova era glacial. Obviamente a temperatura não cai linearmente, mas a tendência de longo prazo certamente é decrescer, o que é mau para o homem. Eu gostaria muito que houvesse realmente um aquecimento global, mas na realidade os dados nos mostram que, infelizmente, estamos caminhando para um resfriamento. Mas não precisa perder o sono, porque vai demorar uns 100 mil anos para chegar à temperatura mínima. E quem sabe, até lá, a gente não encontre as soluções para a humanidade.

in Mitos Climáticos

 

 

publicado por portuga-coruche às 14:44
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