Domingo, 16 de Outubro de 2011

D. Januário Torgal Ferreira arrasa medidas do Governo

Em entrevista à RTP, D Januário Torgal Ferreira critica as opções do Governo para o Orçamento de 2012, que acusa de "falta de lucidez". "Sinto que a classe média em Portugal e os mais desfavorecidos vão ser perfeitamente esmagados", alertou o bispo das Forças Armadas. "Eu não sei se não estaremos a caminhar para o Apocalipse Now da Grécia".

 

 

 

 

in RTP

 

 

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Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Fidel Castro pergunta se a NATO vai bombardear Espanha

Ex-Presidente cubano referiu-se aos protestos em Madrid e na Líbia

 

Fidel Castro publicou um artigo em que pergunta se a NATO também vai bombardear Espanha na sequência dos protestos que estão a decorrer em Madrid e várias outras cidades, comparando a repressão na Líbia aos protestos pacíficos na Porta do Sol madrilena, onde milhares de pessoas têm estado acampadas.

 
 
 
 
Castro acusa os EUA de manterem "instrumentos do poder imperial" (Reuters)

Na sua coluna Reflexiones, o ex-Presidente cubano pergunta: “O que vai acontecer em Espanha, onde está a haver protestos nas principais cidades do país porque cerca de 40 por cento dos jovens estão desempregados? Por acaso irão começar bombardeamentos a esse país da NATO?”

Num tom irónico, o líder cubano compara a situação em Madrid, onde tem havido protestos pacíficos, com os confrontos na Líbia, onde está a decorrer uma operação militar da NATO depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado a tomada de “todas as medidas necessárias” para proteger os civis.

Castro reagiu ao discurso de Obama, nesta quinta-feira, em que o Presidente norte-americano reiterou o seu apoio aos movimentos de contestação no mundo árabe e no Norte de África. Disse que o Pentágono e a CIA “conservam os instrumentos fundamentais do poder imperial, incluindo a tecnologia capaz de destruir o género humano numa questão de minutos e os meios para penetrar nessas sociedades, enganá-las e manipulá-las impunemente o tempo que for preciso, acreditando que o poder do império não tem limites”, adiantou, citado pelo “El Mundo”.

Entre várias acusações, Fidel Castro considerou que os EUA são “incapazes de ver o que na realidade acontece com a pobreza, a falta de serviços elementares de educação, saúde, emprego, pior ainda, a falta de resposta a necessidades vitais como a alimentação, água potável ou um tecto”.

 

 

 

in Público

 

É uma questão pertiinente embora para Fidel, dada a situação internacional de Cuba, fosse melhor estar calado! Cuba não é exemplo de justiça social. Espanha ainda está muito longe de poder ser comparada à Libia.

 

Aquela carga policial em Madrid para despejar da praça os manifestantes levou-me a perceber que existe um regime que é dono do poder e que vê o povo do seu país ou como apoiantes ou como destabilizadores, mandando a polícia "pôr na ordem" quem devia na verdade apoiar e proteger. Caramba! Pessoas sem trabalho e sem casa, que não podem sequer planear o seu futuro. Demitam-se, manifestem-se contra ou a favor, agora expulsar ou agredir acho que não está na lista de direitos/deveres como eleitos democráticos. Se está, que se altere.

 

 

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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Arrependimento também mata!

Criança sobreviveu ao abutre, fotógrafo sucumbiu à dor

O fotógrafo sucumbiu ao arrependimento e suicidou-se. A opinião pública crucificou Kevin Carter, mas, 18 anos volvidos, sabe-se que a criança que parece prestar-se a servir de pasto ao abutre sobreviveu à fome e à guerra no Sudão.

 
 
 
 
 

Kevin Carter disparou, em 1993, no Sudão, a foto que lhe viria a custar a vida, paradoxalmente, eternizando o fotógrafo sul-africano na galeria dos maiores repórteres fotográficos de sempre, com um "frame" icónico, um retrato de uma tragédia que não precisa de uma sílaba sequer.

Quando fotografou aquela cena, em Ayod, no Sudão, em 1993, Kavin Carter terá visto, como quase toda a gente, na imagem de um abutre postado atrás de uma criança desnutrida, a metáfora perfeita para a fome que grassava, e matava, no Sudão.

Disparou e pouco depois entrou no avião. O New York Times publicou a foto, que em 1994 viria a ganhar o prestigiado prémio Pulitzer. Kevin Carter não suportou a glória de uma imagem que lhe recordaria a sua própria mortalidade, a sua própria face humana, que naquela tarde de 1993, no Sudão, se deixou dominar pelo brio profissional de capturar a imagem que melhor demonstrasse a tragédia que varria o Sudão. Conseguiu-o.

O Mundo viu, nessa foto, a morte e a fome, a morte pela fome. A opinião pública apressou-se a julgar e a condenar sumariamente a alegada frieza com que teria agido Kevin Carter, considerando que o fotógrafo poderia, e deveria, ter feito alguma coisa para salvar a criança. Kevin sentiu o mesmo e foi essa dor que o levou a pôr termo à própria vida, incapaz de suportar a ideia de não ter ajudado a salvar uma vida.

Crianças do Japão sentiram a mensagem da foto

No rescaldo do Pulitzer, nem todos se apressaram a condenar a postura do repórter perante a situação que o catapultou para a fama. No dia em que colocou termo à vida, chegavam à casa dos pais de Carter um maço de cartas escritas provenientes do Japão onde um grupo de crianças da escola de Arakawa Ward, em Tóquio, explicavam como a foto do abutre as havia tocado.

Alguns excertos das cartas acabariam por ser lidas no funeral de Kevin Carter: "se eu for apanhado numa situação difícil, vou lembrar-me da sua foto e tentar ultrapassar a situação"; "Até agora fui uma pessoa egoísta"; "Eu tiraria a foto com as mãos a tremer", podia ler-se nas várias missivas.

A história seguinte de Carter é a de uma talvez infundada má consciência que o atirou para um consumo compulsivo de drogas, segundo o relato de dois amigos, Greg Marinovich e João Silva que, juntamente com o próprio Kevin e Ken Oosterbroek constituíram o famoso "Bang Bang Club", um grupo de fotógrafos baseados em Joanesburgo que revelaram ao mundo a brutalidade do apartheid sul africano.

João Silva, o fotógrafo português radicado na África do Sul que, ao serviço do New York Times cobriu as principais guerras da ultima década tendo ficado gravemente ferido (perdeu as pernas) ao pisar uma mina no Afeganistão em Outubro do ano passado, foi o destinatário da carta deixada por Kevin aquando do suicídio. A carta, conta João, "era enraivecida". Nela, explica, Kevin justificava o recurso às drogas como "recurso fácil para a dor que sentia".

Afinal, sabe-se agora, não precisava de ajudar aquela criança, que estava a ser ajudada pela ONU. Conta o El Mundo, que a própria imagem ajuda a contar a história desconhecida, até agora, de Kong Nyong, a criança que escapou ao abutre e fintou a fome e a vida de Kevin Carter.

Na mão direita da criança vê-se uma pulseira de plástico da ajuda alimentar da ONU. Ampliando a foto, pode ver-se inscrita a sigla "T3".

"Usavam-se duas letras: "T" para a malnutrição severa e "S" para os que só necessitavam de alimentação suplementar. O número indica a ordem de chegada ao centro alimentar", contou Florence Mourin, que coordenava os trabalhos naquela campo improvisado de ajuda alimentar.

Feita explicação, a história, embora dura, parece mais linear: Kong Nyong sofria de malnutrição severa, foi o terceiro a chegar àquele centro e estava a receber ajuda. Sobreviveu à fome e evitou o abutre. Segundo o pai, morreu há quatro anos, em 2006, jovem adulto, vítima "de febres", não de fome. Kevin Carter é que já não está cá para testemunhar esta descoberta dos repórteres do El Mundo.

 

in Jornal de Notícias

 

 

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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

Há cada vez mais gente sem dinheiro para comer

Pobreza vai agravar-se com os cortes nos apoios e aumento dos impostos

POR: Helena Norte

 

 

Se 2010 não está a ser fácil, 2011 vai ser bem pior. Com os cortes nos apoios sociais, aumento dos impostos e crescimento do desemprego, a pobreza e as carências alimentares vão agravar-se. As instituições que trabalham no terreno traçam um cenário muito negro.

"Estamos no início de um ciclo muito negativo. Acredito que 2011 vai ser muito pior", considera Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas e antigo responsável da Comissão Nacional de Luta contra Pobreza.

"A pobreza em Portugal não é conjuntural. Há 20 anos, a taxa de pobreza já atingia 20% da população portuguesa. Entretanto, gastaram-se centenas de milhões de euros em nome dos pobres e o problema persiste", critica.

"As pessoas mais carenciadas vão passar um mau bocado, com os cortes nos apoios sociais e o aumento dos impostos em bens de primeira necessidade, como a alimentação. Veja-se o exemplo das conservas em que o IVA sobe de 13% para 23%", aponta a presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, Isabel Jonet.

"A classe média baixa e os pobres são os mais penalizados pelas medidas de austeridade", considera o presidente Cáritas. Eugénio Fonseca diz não ter dúvidas de que "os tempos que aí vêm serão ainda mais difíceis" e acrescenta: "Ainda não sabemos que alterações o Orçamento de Estado poderá sofrer, mas não vão ser certamente para melhorar a vida de quem já está a sofrer as consequências do Programa de Estabilidade e Crescimento".

Crianças subalimentadas

"A fome em Portugal não é como em África ou outros países em desenvolvimento, mas existem graves carências alimentares. Há uma correlação entre crise económica e o aumento da obesidade porque os alimentos gordos, muito calóricos e pouco saudáveis são mais consumidos", explica João Fernandes, director executivo da Oikos.

O aumento dos défices alimentares da população são atestados por diversas fontes. A organização Empresários pela Inclusão Social concluiu, junto de um conjunto alunos que acompanha, que 12% vão para escola sem nada no estômago.

Incapacidade de gerir a vida

Manuel Lemos diz que, em muitas creches, já é habitual reforçar-se o lanche à sexta-feira e o almoço à segunda, porque durante o fim-de-semana há muitas crianças mal alimentadas. Eugénio Fonseca sublinha que "há um grande número de famílias dependente das instituições de solidariedade social para terem uma refeição diária em condições."

O problema da fome, ou da deficiente nutrição, radica não apenas na falta de recursos económicos para comprar alimentos de qualidade, mas também na dificuldade de "estabelecer prioridades", na opinião de Isabel Jonet. Manuel Lemos corrobora: "A pobreza é principalmente a incapacidade de gerir recursos".

 

in Jornal de Notícias

 

 

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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Igreja alerta para riscos de violência por causa da crise e da desigualdade social

Por António Marujo

 

 

Cáritas irá gerir fundo nacional para socorrer vítimas da crise com contribuições das diversas dioceses.

 

 

A Igreja pede um “pacto social” para ajudar a combater a crise no país (Foto: Manuel Roberto/arquivo)

 

D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal católica da pastoral social, alertou ontem para a possibilidade de o agravamento da crise poder gerar violência e revolta por parte dos mais sacrificados. "Perante a perda do emprego, a ausência de ter que comer, pode haver situações de violência, de revolta", afirmou o bispo auxiliar de Lisboa, no final da reunião do Conselho da Pastoral Social, que reúne as instituições católicas nesta área.

Num discurso duro sobre a situação do país, o bispo considerou necessária "uma contestação política organizada que questione estruturas financeiras, comerciais, culturais, políticas", de modo a permitir "um pacto social mais sustentado e justo".

Em conferência de imprensa após a reunião, Carlos Azevedo fez um apelo a que a actual situação seja ultrapassada com o empenhamento de todos: "A crise é tão grave que não poderemos superá-la uns contra os outros: empresários contra sindicatos, sindicatos contra patrões, Governo contra oposição, oposição contra Governo." Posições "rígidas" e "enfrentamento de grupos de interesses" só provocarão mais vítimas, avisou.

Para socorrer as vítimas da crise, saiu da reunião a ideia de unificar os diversos fundos de solidariedade das dioceses. A Cáritas Portuguesa, que irá coordenar o fundo, avançará, para já, com 30 mil euros, recolhidos na operação Dez milhões de estrelas, no Natal do ano passado. A ideia é "congregar esforços" de modo a "rentabilizar os bens disponíveis", explicou o seu presidente, Eugénio Fonseca. Dentro de "poucos dias" haverá um encontro entre diferentes responsáveis para decidir de que forma funcionará este novo fundo nacional.

Na sua intervenção inicial, Carlos Azevedo criticou ainda o que considerou ser o apelo "obsceno" que ainda é feito nalguma publicidade, "mesmo de alguns bancos".

Os responsáveis católicos fizeram uma avaliação positiva do rendimento social de inserção (RSI), uma "ajuda fundamental para muita gente", disse Carlos Azevedo. Não comentando directamente as alterações introduzidas há dias no RSI por acordo entre PS e CDS-PP, o bispo manifestou a ideia de que o "acompanhamento deve ser muito exigente". Mas, por outro lado, a fraude fiscal "é um dos pontos da grande desigualdade" que subsiste no país. "Grandes gestores, com os seus ordenados fabulosos, permitiram que fossem ladrões dos outros", sublinhou.

Carlos Azevedo disse ainda que os empresários têm a "obrigação moral de investir". E criticou a "democracia de carga corporativa e opaca", apelando ao movimento social cristão para que se preocupe em "repensar o significado político do seu compromisso", sem se ancorar "num impossível apoliticismo".

 

in Público

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Brasil: Finalmente Boas notícias

Pobreza erradicada até 2016

Pobreza absoluta diminui em cerca de três por cento e pode ser erradicada até 2016

O Brasil reduziu a taxa nacional de pobreza absoluta em cerca de três por cento entre 2003 e 2008 e pode mesmo erradicá-la até 2016, conclui um estudo encomendado pela Presidência brasileira, que foi ontem divulgado.

 
De acordo com o estudo "Pobreza, Desigualdade e Políticas Públicas", realizado pelo Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (IPEA), a "queda média anual na taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de 3,1 por cento, enquanto na taxa nacional de pobreza extrema (até um quarto do salário mínimo per capita) foi de 2,1 por cento".
Os analistas prevêem ainda que em 2016 o Brasil pode "praticamente superar o problema de pobreza extrema, assim como alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta de apenas quatro por cento, o que significa quase a sua erradicação".
No que respeita à diferença entre ricos e pobres, o Brasil atingiu também valores positivos na redução da desigualdade de rendimentos. A taxa de desigualdade de rendimentos desceu 0,7 por cento no período analisado.
Sublinhando que "a taxa de pobreza cai mais rapidamente" do que a taxa de desigualdade de rendimentos, o estudo conclui também que o "combate à pobreza parece ser menos complexo do que o da desigualdade de renda". "Mantendo o mesmo ritmo de diminuição da pobreza e da desigualdade” até 2008, “o Brasil poderia alcançar o ano de 2016 com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos", lê-se no estudo.
De acordo com o IPEA, o sucesso das políticas brasileiras de combate à pobreza e à desigualdade de rendimentos parece resultar de uma "combinação salutar entre a sustentação de um mais rápido patamar de crescimento económico, puxado pelos investimentos e consumo no mercado interno, e o avanço no conjunto das políticas sociais".
Os analistas consideram ainda que a continuidade da luta contra a pobreza e a desigualdade de rendimentos no Brasil depende de vários factores, nomeadamente a manutenção do ritmo e do perfil do crescimento económico com baixa inflação. "Mas isso parece, contudo, insuficiente sem o reposicionamento das políticas públicas, especialmente em termos da urgente inversão, tanto da regressividade da arrecadação tributária, como da fragmentação, dispersão e sobreposição das medidas de atenção social", lê-se no texto.
O estudo conclui também que seria indispensável a criação de uma lei que "regule a responsabilidade e o compromisso social, com metas, recursos, cronogramas e coordenação" para que o Brasil possa "alcançar os indicadores sociais observados actualmente nos países desenvolvidos".
Numa perspectiva mais global, o estudo refere que se registou uma "queda importante" do número de pobres no mundo nas últimas décadas.
Sublinhando que essa queda não foi homogénea em todas as regiões do globo, os analistas afirmam que as maiores reduções ocorreram na Ásia, enquanto o continente africano não conseguiu acompanhar o mesmo sentido de queda do resto do mundo. "No conjunto dos países do mundo, o Brasil não se destaca por ser aquele que até 2005 registou o mais rápido decréscimo na taxa de pobreza extrema e na desigualdade de renda. Apesar disso, encontra-se numa posição privilegiada por conseguir diminuir simultaneamente a taxa de pobreza e a desigualdade dos rendimentos", refere o estudo.

in 24Horas

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

40 mil idosos passam fome

O Dia Internacional do Idoso assinala-se amanhãO Dia Internacional do Idoso assinala-se amanhã

Dinheiro é principal motivo

 

Um inquérito da Deco concluiu que existem pelo menos 40 mil idosos em Portugal não têm dinheiro para comer e o preço dos alimentos é o factor mais importante na hora de comprar.

 

Segundo o estudo, realizado através de questionário enviado em Fevereiro e Março para 3423 idosos, entre os 65 e os 79 anos, que vivem em casa, 64 por cento dos inquiridos elege o preço como "o factor que mais decide a escolha" dos alimentos, seguindo-se a qualidade e o sabor dos alimentos.

"A difícil situação económica e a falta de autonomia influenciam de forma negativa o que se come: mais de um quinto dos inquiridos indicou ter dificuldades financeiras", pode ler-se no estudo que será público da edição de Novembro da Proteste.

Segundo os analistas, 35 por cento dos idosos comem mal devido a problemas dentários, 24 por cento por dificuldades financeiras, 13 por falta de apetite e 12 devido aos medicamentos.

No que diz respeito aos alimentos, o inquérito concluiu que a carne é o principal alimento da dieta dos idosos em detrimento do peixe. "O custo do peixe é um dos factores que explica esta opção", diz o estudo.

A Deco concluiu ainda que a maioria dos idosos, principalmente homens, bebem mais álcool do que o recomendável, mais de dois copos por dia. O estudo foi realizado a propósito do Dia Internacional dos Idosos, que se assinala amanhã.

 

in Correio da Manhã

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Mais de mil milhões de pessoas passam fome

Em todo o mundo

 

A fome afecta actualmente 1,02 mil milhões de pessoas, quase um sexto da população mundial, de acordo com um relatório da FAO, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação, divulgado esta quarta-feira em Roma durante a Semana Mundial da Alimentação.

A maior parte das pessoas subnutridas encontram-se na região da Ásia-Pacífico (642 milhões), seguida da África subsaariana (265 milhões), América Latina (53 milhões) e da região do Oriente Médio e Norte da África (42 milhões). Nos países desenvolvidos, estima-se que 15 milhões de pessoas sofrem com a fome.

A ONU explica o número registado de pessoas afectadas, o maior desde 1970, com a conjugação de uma crise económica com uma crise alimentar.

De acordo com as projecções mais recentes das Nações Unidas, o número de pessoas afectadas pelas fome passará de 6,8 mil milhões para 9,1 mil milhões em 2050.

 

in Correio da Manhã

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Casal recorreu ao caixotes do lixo para matar a fome

Margarida e João Paulo Reis vivem na Charneca da Caparica e constituem uma das famílias que são apoiadas pela Cáritas no distrito de Setúbal. Já começam a endireitar a vida, mas por força do desemprego já tiveram de recorrer aos caixotes do lixo para matar a fome.

O acordar de um dia normal, na Charneca da Caparica, esconde dramas como o de Margarida e João Paulo Reis. Sem trabalho desde o Verão de 2008, a situação dos dois, bateu no fundo, um ano depois em plena crise mundial.


Com as lágrimas mal contidas, Margarida revela que, nessa altura, não havia dinheiro sequer para o pão. Por isso, começou a ir aos caixotes do lixo de um conhecido supermercado.

Antes da Cáritas, Margarida e João Paulo pediram ajuda à paróquia da Charneca e começaram a receber o chamado avio mensal.

Faltavam os bens essenciais, as dívidas acumulavam-se, até que resolveram aproveitar o facto de João Paulo ser uma espécie de homem dos sete ofícios, com uma carrinha antiga, começaram a fazer pequenos biscates.

Só que a carrinha era velha e por causa de problemas vários, Margarida e João Paulo perderam diversos trabalhos em Julho deste ano, mas com a ajuda da cáritas conseguiram comprar uma nova e hoje o negócio vai de vento em popa.

Três meses depois, o negócio já chegou à margem norte do Tejo, mas Margarida e João Paulo ainda precisam de ajuda, sobretudo roupas e móveis para a casa.

in TSF

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Três mil famílias passam fome

Crise: Instituições contabilizam um maior número de lares carenciados

 

O número peca por defeito, mas revela um aumento considerável dos casos de fome e miséria em Portugal. A Cáritas Portuguesa está a fazer um levantamento das situações mais dramáticas e, apesar de não ter ainda o trabalho concluído, já contou mais de três mil lares onde não se come um mínimo de duas refeições completas por dia.

 

Os distritos com mais casos de famílias a passar fome são os de Setúbal, Porto, Lisboa e Braga, onde os pedidos de alimentos aumentaram mais de 30 por cento nos últimos três meses.

"Apoiamos uma média de 200 famílias por mês e, nos últimos tempos, abrimos mais de uma centena de processos", disse ao CM Daniela Guimarães, da Cáritas do Porto, sublinhando que "está a tornar-se muito difícil arranjar alimentos suficientes para todos os pedidos que chegam".

Também José Carlos Dias, da Cáritas de Braga, nota que "são cada vez mais as pessoas que se dirigem à Cáritas a pedir roupa, comida e medicamentos".

"Os sinais que vemos no terreno são inversos aos da eventual recuperação económica de que ouvimos falar. Estamos a apoiar mais de 500 famílias e todos os dias deparamos com novos casos de grande necessidade", disse José Carlos Dias, acrescentando que, "para além dos alimentos, roupas e medicamentos, pedem-nos ajuda para pagar as rendas, a água e a luz e muitas vezes para fraldas e papas para os bebés".

Fonte da Cáritas Portuguesa disse ao CM que o levantamento das situações mais críticas deve estar concluído em Março de 2010.

"O PROBLEMA É O DESEMPREGO"

O bispo D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, diz que "com empresas a fechar todos os dias é impossível inverter a tendência dos últimos tempos, de aumento de dificuldades para as famílias portuguesas". Lembrando que, desde finais de 2007, os índices de pobreza se vêm agravando no nosso País, o prelado alerta para o facto de a crise estar ainda muito longe do fim. "O problema é o desemprego, que afecta muitas vezes os dois membros do casal e que, de um momento para o outro, ficam sem meios de fazer frente às despesas, da alimentação, da casa, dos filhos, etc." De resto, uma das grandes dificuldades prende-se com o pagamento das prestações das creches e jardins-de-infância das IPSS, que registam cada vez mais casos de atraso ou mesmo de retirada dos filhos das instituições. Ao que o CM apurou, são mais de dois mil os casos de atrasos nos pagamentos nas creches das IPSS em todo o País.

"TENHO DE PEDIR PARA DAR PÃO AOS MEUS FILHOS"

Sandra (nome fictício) tem 36 anos, é casada e tem três filhos, de 4, 7 e 10 anos. Já não trabalha há quatro anos e o marido perdeu o emprego há oito meses. Desde Março que, duas vezes por mês, bate à porta da Cáritas, no Porto, para pedir ajuda. "Tenho de pedir para dar pão aos meus filhos. Eu já não tenho subsídio de desemprego e o único dinheiro que entra em casa é o do subsídio do meu marido, cerca de 500 euros. Para cinco pessoas, não chega a nada", diz Sandra, lembrando que é pouca a esperança de que as coisas melhorem. "Ao almoço os meninos comem na escola, mas, ao fim do dia, quando chegam a casa, vêm com fome e eu, mesmo com muita vergonha, peço para lhes dar de comer", explica. E, todos os dias, ela e o marido procuram trabalho.

APONTAMENTOS

CABAZ BÁSICO

Leite, bolachas, arroz, massa, feijão, açúcar, cereais, óleo e conservas fazem parte do cabaz que é distribuído às famílias na Cáritas Diocesana do Porto. A quantidade depende do tamanho do agregado.

POBREZA ZERO

Começa na quinta-feira, nos concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais, a campanha Pobreza Zero. A responsabilidade é da Plataforma Pobreza Zero e tem como objectivo a sensibilização para este fenómeno social. A iniciativa decorre até 18 de Outubro.

IGREJA SOLIDÁRIA

É um projecto da diocese de Lisboa que congrega todas as instituições de apoio social. Começou em Abril, mas está agora disponível na internet em www.igrejasolidaria.org.

LOJA SOCIAL EM BRAGA

A Associação de Famílias de Braga tenciona abrir em breve uma loja social na cidade. Carlos Aguiar, o presidente da associação, diz que a ideia resultou do grande aumento dos pedidos de ajuda que têm surgido.

Secundino Cunha
 
In Correio da Manhã

 

 

 

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