Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Da "pornografia climática"

É sempre bom encontrar ambientalistas que mantêm relações cordiais com a realidade e, sobretudo, com um tom de voz baixo. Walker e King são dois exemplares dessa espécie rara, o ambientalista-que-não-grita. Sim, ok, Hot Topic não escapa por completo aos tiques habituais da tribo: a pressão apocalíptica (do estilo "se não fizermos nada nos próximos vinte anos, estamos perdidos"), a tendência para falar em "civilização humana" (como se existisse uma Humanidade una e indivisível à espera do consenso científico uno e indivisível) e a sugestão de soluções que abririam a porta a um controlo absurdo sobre as pessoas (ex.: "cartão de crédito de carbono", no qual seria apontado o carbono emitido por cada cidadão). Sim, Hot Topic tem isso tudo, mas também tem uma dose assinalável de sensatez e de tacto político. E isso salva o livro.

Para começar, os dois autores têm noção que o Ocidente não pode aparecer nas Cimeiras de Copenhaga com a atitude quero-posso-e-mando. Não vale a pena ficar a gritar contra a insensibilidade de chineses e indianos em relação ao ambiente, porque os líderes asiáticos têm uma preocupação constante em cima das suas pobres cabeças, a saber: continuar a retirar milhões de pessoas da pobreza mais abjecta. Portanto, convinha que os ocidentais mostrassem alguma sensibilidade social a par da sensibilidade ambiental. Neste sentido, Walker e King criticam uma posição anti-China muito comum: "sim, a China é o maior emissor a nível global e um dos países em crescimento mais rápido. Mas mesmo assim liberta menos gases efeito estufa per capita do que todo o mundo desenvolvido". Mais: até à data, a China "foi responsável por uma parte muito pequena do problema". A industrialização da China começou apenas em 1979. Portanto, "para terem uma hipótese de persuadir os países em desenvolvimento", os países ocidentais terão de controlar as suas próprias emissões per capita.

A par desta sensibilidade política e humana (os ursos polares são importantes, sim senhora, mas os seres humanos, parecendo que não, também merecem atenção), King e Walker atacam aquilo que apelidam de "pornografia climática", isto é, os ambientalistas histéricos que poluem o espaço público com o beneplácito dos média. Esta dupla britânica desfaz, por exemplo, aquelas patranhas que passam por ciência, a começar pelo argumento de filme de domingo à tarde. Depois, Walker e King criticam a típica arrogância ambientalista. E ainda bem que o fazem. Porque já não há paciência para a atitude "eu sou mais verde do que tu". É essa presunção de superioridade que torna o ambientalista numa personagem, digamos, um pouco chatinha. 



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/da-pornografia-climatica=f697714#ixzz1iZgq7gGi

Por Henrique Raposo

in Expresso

 

 

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

A mentira do buraco antropogênico de ozônio


O gás carbônico (CO2) “vilão” do século 21 e responsável pelo aquecimento global seria na verdade o gás da vida. Essa é a teoria defendida pelo climatologista Luís Carlos Molion, físico com pós-doutorado na Inglaterra, mais de 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, sendo 25 destes à frente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e, Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

De acordo com Molion, a emissão de CO2 pelo homem é irrisória frente à quantidade lançada pela natureza na atmosfera. “Os fluxos naturais – oceanos, solo, vegetação – lançam 200 bilhões de toneladas de CO2 anuais na atmosfera e a atividade humana libera 6 bilhões de toneladas. Sua tese é fundamentada no princípio de que a Terra tem um ciclo natural de aquecimento e resfriamento que dura em média 60 anos. “As variações são repetitivas e não cíclicas. Há um período em que o sol passa da atividade máxima para a mínima”, garante.

Para o pesquisador, entre 1940 e 1960 a Terra passou por um período de grande atividade solar e agora o Sol começa a se dirigir para o novo mínimo que vai ocorrer entre 2020 e 2032, seguindo o ciclo solar de 90-100 anos. “Depois de 1960 já era prevista uma redução de O3, uma vez que para o aumento da camada de ozônio é necessário radiação ultravioleta do sol (UV). É obvio que depois de um máximo vem um mínimo. Então, os países desenvolvidos, e que dominam o comércio global, usaram esse conhecimento científico, que não é de domínio dos formuladores de políticas públicas, para explorar os países pobres, notadamente os tropicais, que precisam de refrigeração a baixo custo, eliminando os CFC”.

De acordo com Molion, o crime que eles cometeram é que se tornaram de domínio público e não pagavam mais direitos de propriedades. “O oligopólio que detém as patentes dos substitutos dos CFC é composto pela Allied Chemical Corp (USA), Du Pont (Canadá), Imperial Chemical Ind (ICI, Inglaterra), Atochem (Grupo ELF, França) e Hoechst (Alemanha), todas elas pagam impostos sobre os lucros em seus países de origem. Na década de 1990 o quilo do CFC custava US$1,70 e hoje os substitutos podem custar mais de US$35,00 para o consumidor final”, explica.
A hipótese do Professor surgiu na década de 1970 quando ele observou que as moléculas de CFC são de cinco a sete vezes mais pesadas que o ar e precisariam ser levados até 40-50 km de altitude na estratosfera, onde ocorre a reação de formação do ozônio. “As medições feitas pela Nasa com aviões voando na baixa estratosfera não detectaram sequer uma molécula de O3 nessa região. Como iriam chegar a 50Km de altitude?”, explica Molion.

A Organização Mundial de Saúde adota o limite de 50 partes por bilhão por volume (ppbv) para o O3, ou seja, 100 microgramas por metro cúbico (para o O3, 1ppbv =2 microgramas por m3). Já, a Agência de Proteção Ambiental americana adota 75ppbv para um tempo de exposição de 8 horas.

“Devido a seu alto poder oxidante, o O3 reage praticamente com todos outros gases. Nos ambientes poluídos por gases do escapamento dos veículos nas grandes cidades, o O3 reage com nitrogênio, de fato formando NOx que é nocivo à saúde. Grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, especialmente no inverno e com pouca ventilação, podem apresentar concentrações superiores a 200 microgramas por m3. Na Floresta Amazônica, durante os experimentos de 1985 e 1987, medimos concentrações naturais de até 40 ppbv durante o dia, caindo para menos de 10ppbv à noite. No período seco, agosto-setembro, durante as queimadas no Centro Oeste, já foram medidas concentrações superiores a 80 ppbv. Portanto, vê-se que não é só nas grandes cidades que o problema existe”, afirma.

Assim, o aquecimento seria local e não global, como muitos defendem. Isso devido à urbanização das cidades e a formação das chamadas ilhas de calor que tornam as temperaturas do ar de 3°C a 5°C maior nos grandes centros urbanos quando comparadas às de suas redondezas. “Com a mudança da cobertura superficial, de campos com vegetação para asfalto e concreto, a evapo-transpiração é reduzida e sobra mais calor para aquecer o ar próximo da superfície, aumentando sua temperatura”, explica o metereologista.

No entanto, segundo Molion, é importante reduzir a poluição para que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida. “Sou a favor de uma boa rede de transporte público nas grandes cidades, uma boa rede de metro complementada com trólebus. Aqui no Brasil, funcionaria, porque a maior parte de nossa eletricidade provém de uma das formas mais limpas e mais ambientalmente amigáveis que existe, a hidroeletricidade. Nessa forma, o “combustível” é água e o “fornecedor” é o ciclo hidrológico. Como não falta água nos mares e calor do Sol, o ciclo hidrológico não vai acabar”.

Molion ainda alerta para a substituição dos HFC. “Já começaram a dizer que os substitutos dos CFC, os HFC, também destroem o O3 e que serão necessários novos gases, os substitutos dos substitutos. Isso porque os HFC têm suas patentes vencendo nos próximos cinco anos e, é claro, os países industrializados não podem viver sem explorar os outros, já que eles não possuem nem recursos energéticos nem naturais. O ozônio voltará aos níveis máximos entre 2050 e 2060, quando ocorrer o novo máximo solar. E aí a “recuperação” da camada de ozônio será mérito dos substitutos dos substitutos, mas a desigualdade social será maior num mundo com uma camada de ozônio restabelecida”, conclui o cientista.

 

Autor: Notícias Agrícolas

in AgroNotícias

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Os Teóricos

 

 

As pessoas que pensem: em vez de consumirmos electricidade mais barata como fazem países mais desenvolvidos do que nós, pagamos a grandes grupos empresariais, com ligações internacionais, o desenvolvimento de projectos que por si só seriam incapazes de se implantarem no terreno.

 

 

1. Aquecimento global: lembram-se das previsões catastróficas de há uns anos que previam ondas de calor e de frio, de mudanças radicais no clima?


Pois bem, está comprovado que os alegados cientistas e políticos manipulavam os dados para acentuarem a neura mundial em relação ao Aquecimento Global, ao que se chamou “Climategate”, como uma grande farsa, com intuitos obscuros, mas organizados.

 
O que é certo é que o escândalo decorrente da manipulação comprovada de dados pseudo-cientifícos não é transmitida à opinião pública, antes pelo contrário continuamos a ser intoxicados pela teoria do Aquecimento Global.

2. Vem isto a propósito do preço da electricidade que consumimos, e a que propósito é que Portugal, país pobre e periférico, apostou nas chamadas energias renováveis (solar, eólica, entre outras).


Cerca de metade do valor que pagamos pela electricidade destina-se aos cofres do Estado que depois os canaliza para os empresários que se lançaram nessa indústria das energias renováveis.
As pessoas que pensem: em vez de consumirmos electricidade mais barata como fazem países mais desenvolvidos do que nós, pagamos a grandes grupos empresariais, com ligações internacionais, o desenvolvimento de projectos que por si só seriam incapazes de se implantarem no terreno.
Consumimos, pagamos mais caro, metade entra nos cofres das empresas que se dedicam ao negócio das energias renováveis, em vez de termos energia mais barata pagamos mais.


Isto dá para entender?


Eu pergunto porque motivo é que a comunicação social não faz um trabalho isento, dando as várias vertentes da questão, permitindo que uns e outros defendam as suas teses, mas explicando tudo o que se passa por cá e no estrangeiro.


Se somos pobres, a experiência vai ser feita cá e às custas dos portugueses? Porque motivo é que os ricos (EUA, Alemanha, França, etc) não põem os seus cidadãos a pagarem os custos desses investimentos?
Somos sim uns parvos:


- compramos os equipamentos a esses países desenvolvidos que continuam - compramos os equipamentos a esses países desenvolvidos que continuam com a energia barata;


- nós pagamos esses equipamentos com energia cara.


Diria: brilhante.



3. A dita esquerda e aqueles que professam a isenção, a independência e a imparcialidade não aceitam outras opiniões.
É assim e acabou.


Não se assumem politicamente, são do contra, opinam a torto e a direito, mas não dão soluções.
Queixam-se dos políticos pelas opções assumidas, mas a pergunta impõe-se: o que foram, o que são e o que querem?
O que defendem baseia-se em estudos científicos ou limitam-se a disparatar tipo treinador de bancada?
Eu creio que todos nós só ganharíamos se soubéssemos respeitar as opiniões, fossem elas quais fossem, e não nos baseássemos no politicamente correcto, naquilo a que alguma comunicação social quer nos impor como a verdade absoluta.


Pessoalmente tenho as minhas opiniões, mas não posso impô-las, a não ser que esteja convicto delas e só após ter estudado os prós e contras das mesmas. E para chegar a uma resposta, tenho de saber ouvir todas as opiniões.
O que me chateia é ver para aí pseudo-cientistas, fascistas, nazistas, comunistas, socialistas, e outros, todos juntos sem que se lhes conheça soluções, e alguns a darem-lhes abraços e apoios (indirectos) esquecendo-se da palavra gratidão e de uma outra solidariedade que apregoam para os contra, julgando que ganham para o futuro, esquecendo-se de onde vieram e como chegaram aí.


Eu volto a perguntar: vivemos em democracia, temos eleições, quem manda tem legitimidade e baseia-se em estudos e projectos. Então os que não têm coragem de se apresentar a eleições, os que perdem é que vão ditar os nossos destinos?


Há uns anos atrás quando tínhamos que encontrar soluções para os aterros o que diziam? Criar aterros artificiais no mar nem pensar, na serra muito menos, então onde? Nas suas casas?
Agora que veio tudo para cá abaixo, o que querem, levar para cima, mas para aonde, deslocar mas a que custos?
Esqueceram-se das polémicas com o Toco em que a Câmara Municipal se empenhou e que acabou por desistir devido às leis deste País? E agora querem o quê, o Toco de volta, gastando-se fortunas com o transporte marítimo, sem se saber o que aí aconteceria por serem inexistentes quaisquer estudos nessa área?
Não sou ninguém com conhecimentos na matéria, mas sou um dos 249.000 que não deu as mãos por algo que desconheço. E tenho o direito, como esses 1000 cidadãos têm o direito de opinarem pelo nada e pela não solução, de me interrogar sobre essa postura de quererem pôr em causa tudo.


Insisto:
- o que defendiam para os aterros necessários há uns anos? Nada, eram contra os aterros. Mas então quais eram as soluções?


- quem elabora os projectos e faz os estudos para o efeito, não são especialistas? E depois quem deve decidir, os políticos eleitos, ou os especialistas em nada?


- qual a solução que defendem para o aterro? Quanto custa? Deixar lá para se ir tirando como defendeu Costa Neves?
Bem que gostaria de ver o caos que resultaria a acção (ou omissão) desses anarquistas da opinião que dizem respeitar em teoria as dos outros mas que na prática só toleram as suas e as dos que lhes abanam a cabeça.
Lembro-me do discurso de Obama, do “yes, we can”, e do que resultou quando se deu mais do que se devia, com a extrema-direita americana a ganhar força com as facilidades e cedências concedidas.


Há quem se esqueça facilmente do passado e da história, mas seria bom que pelo menos tentassem reflectir.
É isso, reflexão, que lhes falta. Ouvir e respeitar.



Por: COITO PITA (Advogado)

In Jornal da Madeira

 

Ora aí está! O Estado decidiu unilateralmente que deveriam ser as "abastadas" famílias portuguesas a pagar aos fulanos que são donos das ventuinhas que povoam as serras e montes para beneficiar quem se cada vez a energia é mais cara? Sem dúvida que não é quem paga.

Um plano governamental e nacional destes deveria começar por beneficiar quem o Estado representa e não me refiro aos partidos, porque sabemos que os eleitos políticos são eleitos por nós mas depois quem manda são os partidos.

Deveriam começar por beneficiar os Portugueses e isso passa por reduzir os custos das energias, apoiando projectos com feedback real e muitas vezes com projectos que dariam autonomia energética.

O que se passa noutros países que sabem aproveitar o sol?

Vamos ver, por exemplo Israel onde cada disco destes é utilizado para satisfazer plenamente as necessidades de 25 famílias:

 

 

 

 
Disco Solar  - Centro nacional de Energia Ben Gurin, Israel

 

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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

O novo mantra ecologista

Foi apenas há um ano, mas as imagens das tribos ecologistas ansiando pelo acordo de Copenhaga que (ele e só ele) salvaria o mundo (deles e só deles) parecem agora polaróides de um mundo extinto.

 

Algumas estatísticas ilustram a atenuação do fascínio exercido pelo milenarismo ecologista sobre a opinião pública ocidental, uma consequência do escândalo Climategate, que expôs o enviesamento ideológico imposto aos estudos climáticos: nos EUA, um estudo do German Marshall Fund sugere que apenas 6% consideram as alterações climáticas uma prioridade política; no Reino Unido um inquérito da BBC efectuado em Fevereiro revelou que apenas 26% acreditam na tese antropogénica, contra 41% três meses antes.

 

Se o ‘slogan' climático perde eficácia, mude-se de ‘slogan': eis que rebenta a berraria das ameaças à "biodiversidade", mesmo a tempo da conferência de Nagoya, um interlúdio entre Copenhaga e a próxima cimeira de Cancún. Quem pretender levar a sério a sugestão de um "apocalipse da biodiversidade" necessitará de duas informações elementares: qual o número total das espécies existentes e qual o ritmo de extinção? A Wikipédia propõe as seguintes respostas: desconhece-se o total de espécies existentes, mas sabe-se que estão a desaparecer a um ritmo "sem precedentes". Ora a validade da segunda asserção, cuja fonte indicada é um artigo do The Guardian, depende crucialmente do total das espécies existentes, mas a incerteza sobre este valor é tão grande que é impossível aferir a validade das estimativas dos estudos amostrais. Considerando as estimativas mais baixas para o total de espécies -as mais favoráveis ao cenário apocalíptico- o prof. Philip Stott calculou uma taxa de extinção de 0,006% a cada 50 anos desde 1600, o que está muito longe dos valores alarmistas publicados por jornais panfletários como o The Guardian. Este é apenas um exemplo da perversão da Wikipédia por activistas, utilizando a edição "aberta" para convertê-la num poderoso instrumento de propaganda global. Recentemente os mediadores da enciclopédia impediram William Connolley de aceder aos conteúdos: Connolley, um missionário do milenarismo ecologista, usava os privilégios de administrador para eliminar os contributos contrários à ortodoxia ideológica que pretendia passar por ciência.

 

Este autoritarismo ecologista é, no essencial, semelhante ao autoritarismo fascista: se no fascismo a autoridade prescritiva da conduta política advém do carisma do líder, no ecologismo ela resulta da fé messiânica na revelação da salvação ambiental. Em ambos os casos, a autoridade funciona como uma injunção ético-política à qual todos se devem submeter. Tal como no fascismo, os ecologistas não admitem contestação racional às suas posições. A discussão, assente nos pressupostos da racionalidade científica ou no carácter prático do confronto ideológico, não é só desnecessária - é contraproducente, porque retarda a acção política "urgente". Daí a irrelevância política das "alterações climáticas" ou da "biodiversidade": são apenas pretextos para a concentração de poder em organizações inimputáveis e para a legitimação de um vasto programa extorsionário posto em marcha por uma coligação de ideólogos, académicos e burocratas. Aliás, sem menosprezar o batráquio multicolor que ilustrou diversas "notícias" recentes sobre as ameaças à biodiversidade, a espécie que esta coligação ameaça de extinção é o homem livre ocidental, para quem a governação era a arte da contingência e não a imposição de um plano político que nega a autonomia moral e reduz todos à condição de bichos.

 

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Fernando Gabriel, Investigador universitário

in Económico

 

 

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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Continuam a "tapar o sol com a peneira"

Investigação ao Climategate revelou não haver práticas científicas erradas
PÚBLICO

 

A segunda de três investigações independentes para averiguar o caso Climategaterevelou que não houve nenhuma prática errada deliberada por parte dos cientistas da Unidade de Investigação Climática da Universidade inglesa de East Anglia.

O painel foi liderado por Lorde Oxburgh, antigo representante do comité da ciência e tecnologia da Casa dos Lordes, a pedido da Universidade inglesa de East Anglia, onde a unidade pertence.

As investigações decorreram depois da publicação em Novembro de milhares de emails dos cientistas da unidade sem que estes tivessem conhecimento. Os críticos disseram que os emails eram a prova de que os cientistas tinham manipulado dados estatísticos para provar a existência das alterações climáticas.

“O que quer que esteja escrito nos emails, a ciência básica [da unidade] parece ter sido feita de uma forma justa e correcta”, disse o Oxburgh.

“Não encontrámos nenhuma prova que mostre más práticas deliberadas no trabalho científico da Unidade de Investigação Climática. Encontrámos antes um pequeno grupo de investigadores dedicados e um pouco desorganizados que estavam mal preparados para serem o centro das atenções do público”, vinha escrito no relatório. “Como em muitos grupos pequenos de investigação, os procedimentos internos eram bastante informais.”

No entanto, o painel criticou a forma como foi feita a estatística, indicando que nem sempre foram utilizadas as melhores técnicas. Sugere, por isso, a colaboração com estatísticos, como acontece em muitos laboratórios. “Não podemos deixar de achar surpreendente que uma área de investigação que depende tanto de métodos estatísticos não foi conduzida com a colaboração próxima de profissionais da área”, concluiu o relatório.

A universidade defendeu-se explicando que os investigadores, quando trabalham tão próximo de uma área, acabam por desenvolver as capacidades estatísticas que necessitam para o trabalho que fazem. No entanto, alegam que no futuro vão procurar uma colaboração mais estreita com os profissionais de estatística.

 

in Público - Ecosfera

 

Os comentários demonstram a "credibilidade" que existe neste momento:

 

Vergonha
Por Anónimo - lisboa
E enquanto isso o IPCC continua a afundar-se cada vez mais, desta vez com a auditoria a que os seus relatórios foram alvos, revelaram mais de 5600 referências não peer-reviewed. Ou seja, têm tanta credibilidade cientifica como as conversas de café ou de uma banda desenhada. Mas isso já não é novidade, já que o idiota-mor do gang já tinha sido anteriormente apanhado a publicar no seus relatórios, "factos" baseados em artigos de jornais e revistas e sem qualquer estudo cientifico. E ainda falam em ciência e fazer ciência. Tenham vergonha meus senhores.

 

 

Vergonha
Por Ecotretas - Lisboa
Deviam ter vergonha! É um documento com 5 páginas, mal escrito, mais apropriado a um trabalho de um caloiro, que sabe que vai chumbar! Ecotretas

 

 

Sr Pedro S. - Aveiro
Por Anónimo - Figueira da Foz
"...pois os dados continuam a indicar que há aquecimento global e que há alterações climáticas ligadas a esse mesmo aquecimento." - Quais dados e como, se os modelos estão todos a falhar? Que alterações? É suficiente para se desconsiderar a variabilidade natural do clima? "Os dados mostram que uma atmosfera com mais CO2 aquece mais..." Certo, mas não diz quanto é esse incremento. Alias dizem, mas o valor está propositadamente elevado. Estude como eu fiz. Em metereologia não se fazem previsões para uma serie de anos, muito menos em climatologia se fazem previsões sequer, porque não é esse o objectivo: é estudar os fenómenos que regem o clima, nomeadamente como factores externos, como o CO2, mas não só, afectam o tempo em determinados locais.

 

Mais Ficções...
Por Nuno C. - Portugal
O mês de Março, em Portugal Continental, foi o mais frio dos últimos 24 anos, com valores médios da temperatura máxima, mínima e média do ar inferiores aos respectivos valores médios de 1971-2000, com anomalias de -1.5 ºC, -0.2 ºC e -0.8 ºC, respectivamente. Fonte; Instituto de Meteorologia, Portugal, Abril 2010. Dados como este, para o IPCC, são evidências factuais que apoiam a ciência do "Aquecimento Global".

 

Mais abertura
Por carlos - Batalha
Esta fuga de informação é uma mais valia para a ciência concernete a este tema do clima. Agora existe mais justiça e humildade perante os cepticos, que até agora eram censurados e enxovalhados, e espero que haja uma mente mais aberta a todas as hipóteses dadas pelos cientistas, quer sejam contra ou a favor, sem algum tipo de tendencia politico-social, porque assim deixa de ser ciência e passa a ser uma religião...

 

Copenhaga...
Por Pedro S. - Aveiro
Pois é! Com a Cimeira de Copenhaga à porta foi a berraria que se viu com o climategate, mas nunca passou de pura berraria. Discussão séria não interessou a quase nenhum céptico, pois os dados continuam a indicar que há aquecimento global e que há alterações climáticas ligadas a esse mesmo aquecimento. Os dados mostram que uma atmosfera com mais CO2 aquece mais. Tudo o resto não esteve relacionado com ciência, mas sim com lobbying e manutenção do status quo de empresas e pessoas. Por fim, Sr. Fagundes, rejeitar a realidade não é sério. A realidade não depende das nossas convicções.

 

Conviver mal
Por Anónimo - Figueira da Foz
com verdade ! O autor do comentário anterior deveria escrever ficção. As televisões agradeciam, nós também. à ciência o que é da ciência !

 

Pois claro...
Por Fagundes - Almada
Forma simpática de dizer as coisas e de passar um pano molhado na nódoa. Onde se lê "procedimentos internos informais" devia estar "comportamento conspirativo", onde se lê "falta de preparação para ser alvo das atenções" devia estar "prepotência, sonegação e falsificação da informação", onde se "acha muito estranho a falta de colaboração com profissionais de estatística" devia estar "muitas dúvidas acerca dos métodos estatísticos e manipulação dos dados". Enfim, a verdade está nas entrelinhas.

publicado por portuga-coruche às 07:40
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Desaquecimento global

José Reynaldo Bastos da Silva, Celso Dal Ré Carneiro - O Estado de S.Paulo
 

Ao contrário do que propagam, o planeta Terra tem hoje temperatura média de 15º C e está numa era interglacial. Ainda não é possível afirmar quando terá início nova glaciação. Portanto, a Terra está em desaquecimento global... com oscilações.

 

 

O tema do "aquecimento global" aparece com tal frequência na mídia que muitas pessoas creem plenamente na veracidade do fenômeno e na principal causa admitida, a de que o dióxido de carbono o determina. Isso exemplifica como um tema científico não deve ser tratado, porque houve perigosa mistura de interesses políticos, econômicos e sociais, à parte problemas e desafios de conotação essencialmente científica.

Consideremos a complexidade e a variedade de fatores determinantes do clima na Terra.

Há 18 mil anos começaram a diminuir os efeitos severos da última era glacial. Sob clima frio e seco, grandes massas de gelo ocupavam parte expressiva dos continentes no Hemisfério Norte, onde vagavam mamutes e mastodontes. Em fins dessa era, o nível dos oceanos subiu cerca de cem metros. Com o derretimento e diminuição das geleiras, a temperatura média da superfície global aumentou, no máximo, 5° C.

Falaciosos, retóricos ou bombásticos são os temas de aquecimento global atribuídos ao efeito estufa: degelo dos polos, extinção do urso polar, alçamento do nível do mar, inundação de partes das cidades costeiras, variações de frequência e intensidade de eventos climáticos e alterações em regimes regionais de chuvas. Estão em voga porque a velocidade dos fenômenos climáticos é infinitamente mais rápida que a dos fenômenos estritamente geológicos. Enquanto aqueles se sucedem em segundos, estes envolvem, no mínimo, milhares de anos, no caso das glaciações; milhões e até bilhões de anos para mudanças substanciais, como separação e colisão das placas tectônicas que sustentam os atuais continentes.

Quais são as reais causas das variações climáticas na Terra?

A dinâmica climática é controlada por três categorias de fatores: astronômicos, atmosféricos e tectônicos. As causas específicas ainda não estão bem compreendidas, mas já se conhece a periodicidade dos ciclos, da ordem de centenas, milhares e milhões de anos. Informações obtidas da análise de sedimentos profundos e testemunhos de sondagens no gelo polar indicam que os períodos interglaciais são da ordem de 15 mil a 20 mil anos. Vivemos, pois, um desses períodos.

Por mais avançadas que estejam as Geociências, marcadamente as subáreas da Geologia e Geografia, muito ainda existe para pesquisar sobre os fenômenos naturais. As causas do aquecimento/resfriamento global são naturais e podem ser amplificadas por ações antropogênicas, no caso de aquecimento. Dentre as causas conhecidas, a humanidade pode interferir apenas na retenção de calor pela atmosfera. As causas astronômicas e tectônicas estão livres de nossa influência.

A pretensiosa declaração "vamos salvar o planeta!" é contestada por cientistas que estudam climas atuais e antigos. Eles concluíram que há épocas de mudança rápida e global do clima. Se for rápida, isso pode significar catástrofe: "Civilizações floresceram e foram destruídas ao ritmo das pulsações do clima" (Jonathan Weiner, Planeta Terra, 1988, Editora Martins Fontes, página 94).

A Terra não precisa de quem a salve, mas a espécie humana pode desaparecer se continuar a tratar os espaços e recursos naturais da maneira devastadora e irresponsável como o faz.

Não podemos perder de vista que as mudanças climáticas são partes da ciclicidade dos fenômenos geológicos que afetam o planeta todo. O tema tem profundas implicações educacionais e deveria ser abordado no ambiente escolar com dados abrangentes. Em síntese, falta muita Geologia na escola básica, ou geoeducação, como dizem os europeus, mais avançados que nós em lidar com esses temas na escola.

Na escola básica, quando muito, fala-se de processos terrestres como causa de catástrofes naturais como terremotos, tsunamis (ondas gigantes do mar), com suas terríveis consequências. Mostra-se que vulcões se formam na base da crosta e produzem massas incandescentes e explosivas, as lavas, que nós, brasileiros, só observamos pela televisão ou pela internet. No topo da crosta ocorrem catástrofes induzidas pelo homem, como deslizamentos ou escorregamentos de terra em encostas íngremes que jamais deveriam ser habitadas, fato que, infelizmente, se verifica no Brasil. Enchentes e inundações devem-se a fatores como impermeabilização do solo, crescimento urbano acelerado, ausência de planejamento territorial, agravados pela disposição inadequada do lixo.

Já a atmosfera, enigmática desde a mitologia grega, foi considerada vulnerável à revolta dos deuses por civilizações primitivas e alguns observadores incautos atuais. Ela é visível e sensível por todos: quando vai chover? Quando virão tempestades? Camponeses sabem responder, até bem antes das previsões meteorológicas, ao observarem o rumo dos ventos, a umidade do ar ou até o canto dos pássaros.

Não se podem admitir generalizações: nem tudo é "aquecimento global". Ao contrário, muitos geocientistas anunciam a corrente, antagônica, do resfriamento global. Para visualizar melhor as incertezas inerentes ao fenômeno observem como foi rigoroso o último inverno no Hemisfério Norte...

Uma coisa é certa: planejamentos territoriais devem ser feitos com visão holística e equipes multi, inter e transdisciplinares, ou seja, devem envolver geólogos e profissionais de todas as áreas científicas afins. Caso contrário, casas, pontes ou viadutos podem cair. Buracos como o do Metrô Pinheiros continuarão aparecendo e engolindo vidas.

A Terra, nossa Gaia majestosa, é dinâmica e pulsa como um ser vivo. Os geólogos que o digam!

 

GEÓLOGOS, SÃO, RESPECTIVAMENTE, PROFESSOR VISITANTE E DOCENTE DO DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS APLICADAS AO ENSINO DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DA UNICAMP. E-MAIL: JRBSILVA@IGE.UNICAMP.BR

 

in "Opinião" no Jornal "Estadão"

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Cientista do caso Climategate interrogado no parlamento britânico

 

Phil Jones, director do centro de investigação climática que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.Clique para visitar o dossiê Tudo sobre As Alterações Climáticas.  

 

Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia
Phil Jones responde às perguntas dos deputados britânicos sobre o caso Climategate na Comissão de Ciência e Tecnologia

Phil Jones, o director do centro de investigação climática da Universidade de East Anglia, que está no centro do caso Climategate, foi interrogado pela primeira vez no parlamento britânico.

 

O responsável pela Unidade de Investigação do Clima (CRU) daquela universidade, que está suspenso das suas funções enquanto decorre um inquérito promovido pela instituição, disse aos deputados da Comissão de Ciência que não fez nada de errado, mas admitiu que escreveu "uma série de emails horríveis" na troca de correspondência com outros cientistas.

Recorde-se que, em Novembro de 2009, hackers conseguiram entrar na rede daquela universidade britânica e roubaram mais de mil emails trocados entre cientistas onde se discute a manipulação de dados climáticos para forçar o aquecimento global. Os emails roubados foram colocados na Internet.

Evitar o contraditório


 

Jones confessou também, segundo a BBC News, que o seu centro não fornecia aos cientistas os dados de base, em bruto, recolhidos nas estações meteorológicas, mas apenas os dados finais, para evitar que fossem usados para contrariar as suas descobertas sobre o aquecimento global.

O director da CRU contou ao diário britânico "The Sunday Times", no dia 7 de Fevereiro, que chegou a pensar suicidar-se depois de o caso Climategate ter rebentado, mas esclareceu também que afastou por completo essa ideia da sua cabeça.

A Comissão de Ciência espera divulgar as conclusões do seu inquérito sobre o Climategate antes das eleições legislativas britânicas, previstas para o próximo mês de Junho.

ONU faz inquérito independente ao IPCC


 

Entretanto, a ONU vai encarregar um grupo independente de cientistas de renome mundial para reverem os estudos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que estão na base da tese do aquecimento global de origem humana e das actuais negociações internacionais sobre o clima.

Nick Nuttal, porta-voz do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), afirmou à agência Reuters que este grupo de cientistas apresentará um relatório final no próximo mês de Agosto que será adoptado no plenário do IPCC a realizar na Coreia do Sul em Outubro.

A decisão foi tomada na sequência de uma reunião dos ministros do Ambiente promovida pelo PNUA a 25 de Fevereiro em Bali, na Indonésia, onde Achim Steiner, director executivo deste programa, salientou que o IPCC estava a enfrentar uma "crise de confiança" junto da opinião pública.

Recentemente, o presidente da Academia Nacional das Ciências dos EUA, Ralph Cicerone, considerou no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (em San Diego) que os escândalos que rebentaram desde o Climategate, criaram na opinião pública "um sentimento de que os cientistas estão a eliminar os dissidentes, abafando os seus competidores através de conspirações".

Opinião pública quer mais transparência


 

Cicerone explicou que o mundo "entrou numa era em que o público espera mais transparência da parte dos cientistas".

O último relatório do IPCC, que data de 2007, tem gerado polémica nos últimos meses devido à descoberta de diversos erros científicos, como o fim próximo dos glaciares dos Himalaias (2035), a ameaça que paira sobre 40% da floresta amazónica devido às alterações climáticas ou a área da Holanda que está abaixo do nível do mar e em risco de inundação.

O presidente do IPCC - o académico indiano Rajendra Pachauri - e vários cientistas da instituição já vieram a público reconhecer esses erros, que levaram a Índia a criar um painel climático alternativo ao da ONU e um instituto dedicado exclusivamente ao estudo e monitorização dos glaciares dos Himalaias.

 

in Expresso

publicado por portuga-coruche às 07:00
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Terça-feira, 2 de Março de 2010

Livro mostra que o Aquecimento Global não passa de uma fraude

Publicação defende que a fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de assembléia de consenso. Histeria aquecimentista é ameaça à humanidade.  

 

O aquecimento global é provocado pela ação humana na terra e ameaça destruir o planeta em poucos anos, certo? Errado! Segundo o livro  "A fraude do aquecimento global - Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial", o aquecimento não passa de uma teoria criada para controlar a sociedade.

 

 

Para Geraldo Lino, o aquecimento global não é uma ameaça à humanidade, mas  a histeria aquecimentista, sim!.  "As mudanças climáticas são fenômenos naturais que ocorrem há centenas de milhões de anos e contra as quais a humanidade pouco pode fazer no seu atual estágio de conhecimento, além de entender melhor a sua dinâmica e adaptar-se adequadamente a elas. O infundado alarmismo aquecimentista é promovido por interesses políticos e econômicos, que transformaram um debate científico em uma obsessão mundial e uma verdadeira indústria", diz o autor.

 

O livro mostra que o público em geral ignora que não há qualquer evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde o final do século XIX. Mostra ainda que as temperaturas mundiais pararam de subir no final da década de 1990 e estão em queda; que os níveis do mar já foram mais altos que os atuais; que as atuais concentrações atmosféricas de CO2 estão entre as mais baixas da história geológica da Terra; e que temperaturas e níveis de CO2 mais altos que os atuais seriam benéficos para a maioria dos seres vivos, inclusive o homem.

 

"A fraude do aquecimento global supostamente causado pelo homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de "assembléia de consenso", apoiado por uma mídia geralmente acrítica e anestesiada e pelos recursos técnicos de Hollywood. Neste livro, encontram-se argumentos para ajudar a devolver essa discussão crucial ao campo do qual ela jamais deveria ter sido subtraída: o da boa ciência e do bom senso", diz o autor.

 

Geraldo Luís Lino é geólogo, especializado na aplicação de estudos geológicos a projetos de engenharia civil e avaliações de impactos ambientais. É fundador e diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e co-autor dos livros Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo (2005) e A hora das hidrovias: estradas para o futuro do Brasil (2008), ambos publicados pela Capax Dei Editora.

 

 

Fonte: Ecoamazônia

 

in ExpressoMT

publicado por portuga-coruche às 13:04
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

O dogma derrete antes das geleiras

Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade. Agora, revelações sobre manipulações e fraudes nos relatórios climáticos mostram que os céticos devem ser levados a sério


Okky de Souza

Bill Stevenson/Corbis/Latinstock
O FRIO CONTINUA
Geleiras do Himalaia: as previsões de que derreteriam até 2035 não tinham base científica


Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emi-tidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1 000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1 000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

O climatologista inglês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.

Universidade East Anglia/divulgação
UM TOM ACIMA
O climatologista Phil Jones: admissão pública
de manipulação nos
relatórios do IPCC


A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.

 in VEJA
publicado por portuga-coruche às 10:12
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Cientistas fazem propostas para futuro do IPCC

De Jérôme Cartillier (AFP)

PARIS — Após uma série de polêmicas, o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) deve reforçar seus procedimentos, evoluir e, inclusive, se transformar profundamente, avaliam vários cientistas que contribuíram com seus trabalhos.

Criado há 20 anos e premiado com um Nobel da Paz, o IPCC publica a cada seis ou sete anos um informe que serve de referência nas negociações internacionais sobre mudança climática.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature, intitulado "O IPCC, devemos honrá-lo, transformá-lo ou suprimi-lo?" (em tradução livre), cinco cientistas fazem propostas que vão desde uma maior frequência na publicação à criação de um instrumento que permita um "debate aberto" do tipo Wikipedia.

Há três meses, as polêmicas se multiplicaram sobre o organismo criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Com ou sem razão, essas polêmicas exercem pressões sobre o Painel, que contribuiu com seus trabalhos para situar o clima no centro do cenário diplomático.

Pouco antes da conferência mundial de Copenhague explodiu um escândalo chamado "Climategate": milhares de mensagens eletrônicas de cientistas prestigiados que colaboraram com o IPCC foram publicadas na internet. Algumas delas deram a entender que os autores ocultaram dados que contradiziam o aquecimento climático.

Mais grave ainda para um organismo encarregado de esclarecer os que tomam as decisões políticas: o IPCC admitiu, em janeiro passado, que cometeu um lamentável erro ao afirmar em seu último informe (de 2007) que as geleiras do Himalaia se derretiam mais rápido que as outras do mundo e podiam "desaparecer até 2035, ou antes disso".

Mike Hulme, da Universidade de East Anglia (Grã-Bretanha), considera que está claro que as estruturas e os procedimentos do IPCC estão "caducos".

O cientista propõe que ele seja dissolvido após a publicação do próximo informe, previsto para 2014, e substituído por três entidades diferentes: a primeira, encarregada dos conhecimentos científicos, publicaria regularmente sínteses sobre o estado das pesquisas; a segunda se dedicaria ao estudo das repercussões regionais; e a terceira às respostas políticas possíveis.

Thomas Stocker, da Universidade de Berna, considera que, em meio a um debate frequentemente apaixonado, o IPCC não deve de nenhuma maneira "ceder à pressão" de publicar cada vez mais rápido, e deve reivindicar sem complexos a elaboração de um informe cujos tempos são diferentes das ONG, das instituições ou dos grupos de pressão.

Eduardo Zorita, do centro de pesquisas GKSS de Hamburgo (Alemanha) estima que o IPCC ocupa hoje "um espaço confuso entre a ciência e a política" e sugere que ele seja transformado em uma agência independente, citando o exemplo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na opinião de John Christy, da Universidade do Alabama (EUA), a única maneira de mostrar "a heterogeneidade dos pontos de vista científicos" seria criar uma espécie de "Wikipedia-IPCC". "O resultado seria mais útil que grossos livros e ofereceria uma representação mais honesta" do debate científico, disse.

Finalmente, o presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri, que descartou toda idéia de demissão, defende o balanço do IPCC "de avaliações transparentes e objetivas de mais de 21 anos, estabelecidas por dezenas de milhares de cientistas" do mundo.

 

in Goggle News

publicado por portuga-coruche às 09:50
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