Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Aquecimento global: origem e natureza do alegado consenso científico

Um fenómeno sociológico, não um fenómeno físico


Cientistas fazem declarações sem significado ou ambíguas.
Advogados e medias traduzem tais declarações em sinais de alarme.
Políticos respondem ao alarme alimentando cientistas com mais dinheiro.

por Richard S. Lindzen (Wikipedia)

"Procurar falhas no IPCC é crucial. A noção de que se você for ignorante em alguma coisa e alguém lhe aparecer com uma resposta errada tem de aceitá-la porque não tem uma outra resposta errada para dar é como a cura pela fé, é como o charlatanismo na medicina. Se alguém lhe disser que deve ingerir caramelos para curar o cancro e você responder que isso é estúpido, ele diz: bem, pode sugerir alguma outra coisa? Será que ao responder que não isso quer dizer que você tem de ingerir caramelos?

 

A maior parte das pessoas instruídas aceita o aquecimento global como real e perigoso. Realmente, a propaganda em torno do aquecimento global leva muita gente a acreditar que se trata da principal ameaça que se apresenta à humanidade. Na Cimeira do Rio sobre o Clima, em Junho de 1992, foram esboçados acordos internacionais para lidar com aquela hipotética ameaça, em reunião assistida por chefes de estado de dúzias de países. Tenho a declarar de início que, como cientista, não vejo nenhuma base substantiva para as ameaças do aquecimento popularmente difundidas. Além disso, de acordo com muitos estudos de economistas, agrónomos, e hidrólogos, haveria pouca dificuldade na adaptação a um tal aquecimento, se viesse a acontecer. Tal é, também, a conclusão do relatório recente do Conselho Nacional de Investigação sobre adaptação às mudanças do clima. Muitos aspectos do cenário catastrófico já foram descartados pela comunidade científica. Por exemplo, o temor da elevação do nível do mar, presente em muitas das discussões iniciais sobre o aquecimento global, teve estimativas sucessivamente reduzidas em várias ordens de grandeza. Agora há acordo de que até mesmo a contribuição do aquecimento para a elevação do nível do mar seria secundária, face a outros factores mais importantes.

Para demonstrar porque afirmo não haver qualquer base substantiva para previsões de grande aquecimento global, devido a aumentos observados de gases com efeito de estufa tais como o dióxido de carbono, o metano, e os clorofluorcarbonetos (CFC), passarei em revista, de maneira breve, a ciência associada às previsões.

RESUMO DAS QUESTÕES CIENTÍFICAS

Antes de considerar a teoria do efeito de estufa em si é útil começar com algo que quase sempre é aceite como pacífico — é inevitável que a concentração atmosférica do dióxido de carbono venha a aumentar para o dobro do teor actual e possivelmente para o quádruplo. A prova da análise de amostras de cilindros de gelo polar e a amostragem atmosférica directa, mostram que a quantidade de anidrido carbónico no ar tem aumentado desde o ano de 1800. Antes de 1800 a densidade era de aproximadamente 275 partes por milhão em volume. Hoje é de 355 partes por milhão. Acredita-se que o aumento também é devido à combinação da queima de combustíveis fósseis e, antes de 1905, da desflorestação. Calcula-se que o volume total tenha aumentado exponencialmente, pelo menos até 1973. De 1973 até 1990 a taxa de aumento foi mais lenta. Cerca da metade do anidrido carbónico gerado migrou para a atmosfera.

É bastante incerto prever o que sucederá à emissão do anidrido carbónico ao longo deste século. Admitida uma tendência de expansão do uso de carvão, com desenvolvimentos rápidos no nível de vida do terceiro mundo, com grande aumento da população e reduzida participação no uso de combustíveis não-fósseis, de energia nuclear e outras, pode-se considerar um cenário de emissões que conduzirá à duplicação (em relação aos níveis actuais) do teor de anidrido carbónico por volta de 2030. O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, da ONU, refere-se a este como o "cenário normal'' (business as usual) de desenvolvimento global. Como se mostra, o cenário usado é incompatível com dados registados do último século, ao prever que já teríamos aproximadamente 400 partes por milhão em volume. Um cenário desenvolvido no Max Planck Institute, de Hamburgo, mostra que nem sequer no tal "cenário normal'' seria duplicado o teor de anidrido carbónico até o ano 2100. Parece improvável, além disso, que o futuro da energia venha a pertencer apenas ao carvão, indefinidamente. Também acho difícil de acreditar que o desenvolvimento tecnológico não conduza a reactores nucleares aperfeiçoados num prazo de cinquenta anos.

Não obstante, já convivemos com um aumento significativo do teor de anidrido carbónico que foi acompanhado por aumentos de outros gases com efeito estufa antropogénicos tais como metano e clorofluorcarbonetos. Realmente, em termos de potencial de efeito estufa antropogénico, tivemos um aumento de 50 por cento em teor de dióxido carbónico equivalente durante o último século. Os efeitos dos aumentos são certamente merecedores de estudo, independentemente de qualquer cenário futuro quanto ao clima.

O EFEITO ESTUFA

A ideia simplificada na divulgação popular do efeito de estufa é a de que a atmosfera é transparente à radiação solar (ressalvada a interferência muito significativa da reflectividade das nuvens e da superfície) a qual aquece a superfície da Terra. A superfície compensa aquele aquecimento com contra-radiação infravermelha. Essa radiação aumenta com a temperatura crescente da superfície, e a temperatura ajusta-se até se alcançar o equilíbrio. Se a atmosfera também fosse transparente à radiação infravermelha, a contra-radiação induzida por uma temperatura média de superfície de menos dezoito graus Celsius equilibraria a radiação solar entrada (menos a reflectida para o espaço pelas nuvens). Mas a atmosfera não é transparente ao infravermelho. Desta forma a Terra aquece um pouco mais pela devolução à superfície terrestre da radiação do espaço (gases naturais com efeito de estufa) de um certo fluxo de radiação infravermelha. Isso é o que é chamado de efeito estufa natural.

O facto de a temperatura média da superfície da Terra ser de quinze graus Celsius positivos em lugar de menos dezoito graus Celsius é atribuído àquele efeito. Os absorvedores principais de infravermelho na atmosfera são o vapor de água e as nuvens. Mesmo que todos os outros gases com efeito estufa (como anidrido carbónico e metano) desaparecessem, ainda teríamos 98 por cento do efeito estufa natural. Não obstante, é alegado que aumentos de dióxido de carbono, e de outros gases antropogénicos, conduziriam a uma elevação significativa da temperatura. Como vimos, o teor de dióxido de carbono está a aumentar, assim como o de outros gases com efeito estufa antropogénicos. Uma hipótese amplamente aceite, mas questionável, é que esses aumentos se manterão com a mesma tendência do último século.

Esta explicação do mecanismo do efeito de estufa é demasiado simplista para ser levada a sério. Muitos de nós aprendemos na escola elementar que o calor pode ser transportado por radiação, convecção e condução. A hipótese acima só se refere à transferência por radiação. Como se mostra, se houvesse apenas transferência por radiação, o efeito estufa aqueceria a Terra ao nível de aproximadamente 77 graus Celsius em lugar de 15 graus Celsius. De facto, o efeito estufa só é de aproximadamente 25 por cento do que deveria ser numa situação de perda exclusivamente por radiação. A razão para isto é a presença de convecção (transporte de calor por movimentos de massas de ar) que reduz em muito a absorção por radiação. 

 O que está realmente a acontecer é ilustrado esquematicamente na Figura 1. A superfície da Terra é arrefecida em grande medida por correntes atmosféricas (em várias formas que incluem nuvens espessas) as quais conduzem o calor em altitude e para os pólos, a partir dos trópicos. Uma consequência deste mecanismo é que os gases com efeito de estufa, bem acima da superfície da Terra, são de importância primordial para marcar a temperatura da Terra. Isso é especialmente importante para o vapor de água cuja densidade diminui por um factor de mil, entre a superfície e a altitude de dez quilómetros. Outra conclusão é que não se pode calcular a evolução da temperatura da Terra sem modelos que, com precisão, consigam reproduzir os movimentos da atmosfera. Realmente, os modelos actuais introduzem erros grandes — da ordem dos 50 por cento. Não causa surpresa que esses modelos estejam impossibilitados de calcular correctamente a temperatura média da Terra ou a sua variação do equador aos pólos. Para corrigir aqueles erros os modelos são ajustados ou "parametrizados'' a fim de reconciliá-los com a realidade, de maneira aproximada.

Continua a ter interesse perguntar o que esperar com a duplicação do teor de dióxido de carbónico. Um grande número de cálculos já efectuados conclui que, se isto acontecer, teríamos um aquecimento de 0,5 a 1,2 graus Celsius. O consenso é que tal aquecimento teria poucas consequências, se é que alguma. Mas até mesmo aquela previsão está sujeita a alguma incerteza por causa do modo complicado como actua o efeito de estufa. Além do mais, o clima é um sistema complexo onde é impossível que todos os factores internos permaneçam constantes. Com os actuais modelos climáticos existem factores que ampliam os efeitos do dióxido de carbono e conduzem a previsões de aquecimento na vizinhança de quatro a cinco graus Celsius. Processos internos do sistema climático que aumentam a resposta ao aquecimento são designados como rectroalimentações positivas. Processos internos que diminuem a resposta são designados como rectroalimentações negativas. A rectroalimentação positiva mais importante considerada nos modelos actuais é a do vapor de água. Em todos os modelos actuais, na troposfera superior (cinco a doze quilómetros de altitude), o vapor de água – o principal gás com efeito estufa – cresce com o aumento das temperaturas na superfície terrestre. Sem aquela rectroalimentação, nenhum modelo actual poderia prever aquecimento maior do que 1,7º Celsius — quaisquer que fossem os outros factores. Infelizmente, o modo como os modelos actuais tratam factores como as nuvens e o vapor de água é muito arbitrário. Em muitos casos simplesmente não é conhecida a física subjacente. Em outras instâncias há erros identificáveis. Até mesmo erros de computação têm tido papel de peso. Realmente, há forte evidência de que todos os factores de rectroalimentação conhecidos são, na verdade, negativos. Neste caso, é de se esperar que a resposta seria um aquecimento menor devido ao anidrido carbónico.

É sugerido pelos modeladores que as previsões não dependem de realimentações negativas que nos poupariam de uma "catástrofe devida ao efeito estufa antropogénico". O que é omisso, em tais afirmações, é que os modelos actuais dependem pesadamente de indemonstráveis factores de rectroalimentação positiva que fazem prever níveis exagerados de aquecimento. Os efeitos das nuvens têm vindo a receber melhor atenção, e isso não é descabido. A consideração das nuvens, nos modelos, é tratada de modo sumário e leva a previsões imprecisas. Mas as nuvens reflectem aproximadamente 75 watts por metro quadrado. Dado que a duplicação da concentração de dióxido de carbono mudaria o fluxo de calor de superfície em apenas 2 watts por metro quadrado, é evidente que uma pequena mudança na existência de nuvens pode afectar fortemente o comportamento do dióxido de carbono. A situação é complicada pelo facto de as nuvens a altas altitudes também acentuarem o efeito de estufa. Realmente, o efeito das nuvens ao reflectir calor e aumentar o efeito de estufa pode anular-se e conduzir aproximadamente a um equilíbrio. O efeito global das nuvens sobre o clima depende, por um lado, do seu desempenho no aquecimento e, por outro, do possível desequilíbrio resultante dos seus efeitos de arrefecimento e de aquecimento.

De modo semelhante, factores que envolvem a contribuição da cobertura de neve para a reflectividade servem, nos modelos actuais, para ampliar o aquecimento atribuído ao teor crescente de anidrido carbónico. O que acontece parece bastante razoável; climas mais quentes estariam presumivelmente associados a menos neve e menos reflectividade – o que acentuaria o aquecimento. Porém, a neve é associada ao Inverno, quando a luz solar incidente é mínima. Além disso, as nuvens escudam a superfície da Terra do Sol e minimizam a resposta da cobertura de neve. Realmente, há crescente evidência de que as nuvens acompanham a diminuição da cobertura de neve com tal intensidade que torna aquela rectroalimentação negativa. Porém, se se perguntar porque os modelos actuais prevêem um aquecimento tão grande devido ao teor crescente de anidrido carbónico, a razão é principalmente devida ao efeito da rectroalimentação do vapor de água. Todos os modelos actuais prevêem que climas mais quentes serão acompanhados por aumento de humidade em todos os níveis. Como já foi notado, tal é o produto inevitável dos modelos uma vez que eles não têm nem o apoio da física nem a precisão numérica para levar em conta o vapor de água. Recentes estudos do processo físico de como nuvens espessas hidratam a atmosfera de modo forte sugerem que esta, tida como a maior das realimentações positivas, é de facto negativa e também de grande peso. 

 Não só há razões fortes para acreditar que os modelos estão a exagerar as consequências do anidrido carbónico crescente mas, talvez de modo mais significativo, as previsões dos modelos ao longo do último século descrevem a mecânica do aquecimento incorrectamente e superestimam muito sua magnitude. O registo da temperatura média global durante o último século é irregular e não sem ambiguidades. Porém, mostra um aumento médio de cerca de 0,45º C mais ou menos 0,15º C, com a maior parte do aumento acontecido antes dos anos 40, seguido por algum arrefecimento no início dos anos 70 e por um rápido (mas modesto) aumento de temperatura no fim dos anos 90. Como notado, já vimos que houve um aumento de concentração de "dióxido de carbónico equivalente" da ordem de 50 por cento. Assim, com base em modelos que prevêem um aquecimento de 0,25º C, ao duplicar a concentração de anidrido carbónico, poderíamos esperar um aquecimento de dois graus Celsius. Porém, se incluímos a desfasagem imposta pelo calor latente dos oceanos, poderíamos esperar um aquecimento de cerca de um grau Celsius — o qual ainda é duas vezes o observado. Além disso, a maior parte do aquecimento aconteceu antes de o efeito de estufa dos gases antropogénicos ser somado aos naturais da atmosfera. A Figura 2 mostra o que poderia ter sido esperado de modelos com diferentes sensibilidades a uma duplicação do dióxido de carbono. O que se observa nos registos do passado é muito consistente com a hipótese de um aumento em cerca de 1,3 graus Celsius para o dobro da concentração – admitido que todo o aquecimento observado seria devido ao aumento do anidrido carbónico. Porém, nada há na série de dados históricos que possa ser distinguido da variabilidade natural do clima.

Se forem consideradas as regiões tropicais a conclusão é até mais discordante. Há ampla evidência de que a temperatura da superfície do mar equatorial permaneceu dentro da faixa de mais ou menos um grau Celsius, relativamente à sua temperatura presente, por milhares de milhões de anos, mas os modelos actuais prevêem aquecimentos de até dois a quatro graus Celsius no Equador. Deve ser notado que ao longo de grande parte da história da Terra a atmosfera já teve maiores concentrações de anidrido carbónico do que aquela que actualmente se prevê nos séculos vindouros. De facto, eu poderia listar a evidência pormenorizada dos pequenos efeitos que seguem a duplicação do teor de anidrido carbónico.

CONSENSO E VISÃO POPULAR

Muitos estudos realizados a partir do século XIX sugerem que emissões de anidrido carbónico, industriais e outras, poderiam levar ao aquecimento global. Também foram notados problemas com tais previsões, e seu insucesso em reconciliações com temperaturas observadas lança suspeita sobre os mecanismos postulados. Realmente, a tendência para menores temperaturas globais nos anos 50 deu origem ao alarme sobre um possível arrefecimento global nos anos 70. Havia debate científico normal, embora a histeria sobre o arrefecimento tivesse certa analogia com a actual histeria sobre o aquecimento, inclusive em livros como A Estratégia do Genesis, por Stephen Schneider e Alterações Climáticas e Economia Mundial por Crispin Tickell — ambos os autores bem actuantes na defesa das preocupações actuais como a "explicação'' do problema e a promoção de regulamentação internacional. Também houve um livro do distinto escritor de ciência, Lowell Ponte (O Arrefecimento) que tentou ridicularizar os cépticos e recomendou actuar mesmo na ausência de fundamentos científicos firmes. Houve mesmo um relatório do Conselho de Investigação Nacional da Academia Nacional das Ciências Americana que chegou às conclusões ambíguas habituais, no caso sobre o arrefecimento. Mas a comunidade científica nunca levou o assunto a sério, os governos ignoraram-no, e como as temperaturas globais aumentaram nos anos 70 o assunto ficou mais ou menos adormecido. Enquanto isso, cálculos feitos com modelos — especialmente no Laboratório Geofísico de Dinâmica de Fluidos, de Princeton — continuaram a prever aquecimento significativo devido ao anidrido carbónico crescente. Essas previsões foram consideradas interessantes, mas de âmbito académico — até mesmo pelos cientistas envolvidos.

A histeria presente começou formalmente no Verão de 1988, embora a sua preparação tenha sido iniciada uns três anos antes. Foi um Verão especialmente quente em algumas regiões, particularmente nos Estados Unidos. O aumento abrupto de temperatura nos anos 70 era demasiado acentuado para ser associado ao aumento gradual de anidrido carbónico. Não obstante, James Hansen, director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, em testemunho perante o Comité de Ciência, Tecnologia e Espaço do senador Al Gore, disse, com efeito, ter 99 por cento de certeza de que a temperatura havia aumentado, e que ocorrera aquecimento por efeito de estufa. Porém, ele nada disse sobre a relação entre as duas variáveis. Apesar do facto de essa correlação não estar demonstrada, o movimento ecológico adoptou-a imediatamente como tese.

AUTO-PERPETUAÇÃO

O crescimento dos movimentos ecológicos desde os anos 70 tem sido fenomenal. Na Europa o movimento centrou-se na formação de partidos Verdes; nos Estados Unidos o movimento orientou-se para a criação de grandes organizações de lobby do ambiente. Esses grupos de lobby têm orçamentos de várias centenas de milhões de dólares e empregam aproximadamente 50 mil pessoas; seu apoio é tido em alta conta por muitas figuras políticas. Como em qualquer grupo grande, a auto-perpetuação torna-se a preocupação dominante. O aquecimento global virou um cavalo de batalha dos esforços para angariar fundos. Ao mesmo tempo, os media aceitam os pronunciamentos desses grupos como verdade objectiva, sem questionamento.

Dentro da comunidade da modelação do clima em grande escala — um subconjunto pequeno da comunidade interessada em ciência do clima — a resposta imediata foi criticar Hansen por divulgar resultados de um modelo, altamente incertos, como relevantes para a acção pública. A motivação de Hansen não era totalmente óbvia, mas apesar da crítica a comunidade da modelação concordou em que aquele rápido aquecimento não seria possível sem influência externa. Isso bastou para que políticos e activistas se agarrassem a qualquer sugestão de perigo como razão suficiente para regulamentação governamental, a menos que a sugestão pudesse ser contestada com rigor. Isso é uma assimetria particularmente perniciosa, uma vez que o rigor geralmente é impossível em ciências ambientais.

Outros cientistas concordaram rapidamente em que com o aumento do anidrido carbónico algum aquecimento poderia ser esperado e que com concentrações de anidrido carbónico suficientemente grandes o aquecimento poderia ser significativo. No entanto, houve cepticismo generalizado. No início de 1989, porém, os media mais populares, na Europa e nos Estados Unidos, declaravam que "todos os cientistas" concordavam em que o aquecimento era real e com potencial catastrófico.

PERSEGUIÇÃO & HISTERIA

Tal como a maior parte dos cientistas preocupados com clima, eu estava ansioso por ficar fora do que parecia ser um espectáculo de circo. Mas no Verão de 1988 Lester Lave, professor de economia do Carnegie Mellon University, escreveu-me sobre o seu afastamento de uma audiência no Senado por sugerir que o assunto do aquecimento global era cientificamente controverso. Eu assegurei-lhe que o assunto não só era controverso como também improvável. No Inverno de 1989 Reginald Newell, professor de meteorologia do Massachusetts Institute of Technology, viu cortada a dotação da National Science Foundation para análises de dados que não demonstrassem aquecimento durante o último século. Peer-reviewers (revisores) das revistas sugeriram que os seus resultados eram perigosos para a humanidade. Na primavera de 1989 fui convidado para um simpósio sobre aquecimento global na Tufts University. Eu era o único cientista climático num painel de ecologistas. Ouvi, da parte destes, apelos estridentes por acção imediata e amplas expressões de impaciência com a ciência. Claudine Schneider, então congressista de Rhode Island, afirmou que "os cientistas podem discordar, mas podemos ouvir a Mãe Terra, e ela chora". Parecia claro que uma situação perigosa estava a surgir, e o perigo não era propriamente do aquecimento global em si.

Na primavera de 1989 preparei uma crítica à ideia do aquecimento global, a qual submeti à Science, revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência. A monografia foi rejeitada sem revisão como carente de interesse para os leitores. Submeti então o artigo ao Bulletin of the American Meteorological Society, onde foi aceite após revisão, re-revisão, e renovada aceitação — um procedimento inabitual, para dizer o mínimo. Enquanto isso, o artigo foi atacado na Science antes mesmo de ter sido publicado. O artigo circulou por aproximadamente seis meses como clandestino ("samizdat"). Mas foi apresentado na conferência Humboldt do MIT e divulgado pelo Frankfurter Allgemeine.

Enquanto isso, o circo do aquecimento global estava no auge. Reuniões sucediam-se sem interrupção. Uma das mais notáveis dessas reuniões teve lugar no Verão de 1989 no rancho de Robert Redford em Sundance, Utah. Redford proclamou que era tempo de cessar a investigação e começar a actuar. Suponho que seria uma sugestão razoável quando feita por um actor, mas também é indicativa da atitude geral para com a ciência. Barbara Streisand empenhou-se em apoiar pessoalmente a investigação de Michael Oppenheimer fazendo pressão junto ao Environmental Defense Fund, embora ele seja um activista do ambiente e não um climatologista. Meryl Streep fez um apelo na televisão pública para travar o aquecimento global. Até foi preparado um projecto de lei para garantir um clima estável para os americanos.

Pelo outono de 1989 parte da imprensa estava a dar conta que havia controvérsia (Forbes e Reader's Digest foram notáveis nisso). Reclamações de ecologistas alegavam que os cépticos estavam a receber exposição excessiva. A publicação do meu artigo foi seguida pelo empenho insistente por parte do editor Bulletin of the American Meteorological Society, Richard Hallgren, em solicitar refutações. Tais artigos foram preparados por Stephen Schneider e Will Kellogg, administrador científico menor nos últimos trinta anos, e esses artigos foram seguidos por uma correspondência activa principalmente em apoio à visão céptica. Realmente, uma recente pesquisa de opinião Gallup entre cientistas do clima na American Meteorological Society e American Geophysical Union mostra que a maioria esmagadora duvida que tenha havido qualquer aquecimento identificável provocado pela acção humana (49 por cento afirmaram que não, 33 por cento não sabiam, 18 por cento pensavam que houve algum; porém, entre os activamente envolvidos em investigação e com contribuições frequentes de artigos em revistas de investigação sérias, nenhum acredita em qualquer aquecimento global provocado por acção humana até hoje conhecida). Em geral, o debate dentro da comunidade meteorológica foi saudável e, neste episódio, de rara unanimidade.

Fora do meio da meteorologia, Jeremy Legett, da Greenpeace, um geólogo, publicou um livro em que ataca os críticos da hipótese do aquecimento — especialmente a minha pessoa. George Mitchell, líder da maioria do Senado e pai de um activista ambiental proeminente, também publicou um livro que apela à aceitação do problema do aquecimento (World on Fire: Saving an Endangered Earth). O senador Gore publicou um livro (Earth in the Balance: Ecology and the Human Spirit). Esses são apenas uns poucos exemplos da caudalosa torrente de publicações sobre aquecimento global. Raramente um tão magro conteúdo científico provocou tamanha onda de popularização da parte de indivíduos que nada entendiam do assunto.

As actividades da Union of Concerned Scientists merecem uma menção especial. Esta organização amplamente apoiada dedicou-se originalmente ao desarmamento nuclear. Ao terminar a guerra fria, o grupo começou a opor-se activamente à produção de energia em centrais nucleares. A sua oposição à energia nuclear era impopular entre muitos físicos. Nos últimos anos, a organização voltou-se para a batalha contra o aquecimento global de modo particularmente histérico. Em 1989 o grupo começou a difundir uma petição que urge o reconhecimento do aquecimento global como o grande perigo potencial para a espécie humana. A maioria dos destinatários que não assinou foi solicitada a fazê-lo pelo menos mais duas vezes. A petição acabou por ser assinada por 700 cientistas, inclusive muitos sócios da Academia Nacional de Ciências e laureados com o prémio Nobel. Só três ou quatro dos signatários, porém, tinham qualquer envolvimento com a climatologia. De maneira interessante, a petição tinha duas páginas, e na segunda havia um apelo para a consideração renovada da energia nuclear (antes combatida). Quando a petição foi publicada no New York Times, esta segunda página foi omitida. Em todo caso, aquele documento ajudou a solidificar a percepção pública de que "todos os cientistas" concordavam com o cenário do desastre climático. Tal abuso flagrante de autoridade científica não passou desapercebido. Na reunião anual de 1990 da Academia Nacional de Ciências, Frank Press, seu presidente, alertou os membros da sociedade sobre o inconveniente de emprestar a sua credibilidade a campanhas sobre as quais não tinham um conhecimento especial. Destacou o caso da petição publicada. Na minha opinião o que a petição demonstrou foi que o imperativo de lutar contra o aquecimento global tornara-se parte do dogma da consciência liberal – um dogma ao qual os cientistas não estão imunes.

Ao mesmo tempo, aumentaram as pressões políticas sobre os que discordam da "visão majoritária". O senador Gore censurou publicamente os "cépticos" em artigo de fundo do New York Times. Num exemplo perverso de falta de lógica ele associou os "verdadeiros crentes", no aquecimento, com Galileu. Também se referiu, em outro artigo no verão de 1988, a uma Kristallnacht (Noite de Cristal) antes do holocausto do aquecimento.

A noção de "unanimidade científica" actualmente está intimada ligada ao relatório do Grupo de Trabalho I do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, da ONU, divulgado em Setembro de 1990. Aquele Painel era constituído em grande parte por cientistas designados pelos governos respectivos. O Painel tem três grupos de trabalho. O Grupo de Trabalho I nominalmente trata de ciência climática. Aproximadamente 150 cientistas contribuíram para o relatório, mas a representação de universidades americanas foi relativamente pequena e é provável que assim permaneça, uma vez que os recursos e o tempo para participação nas discussões intergovernamentais não estão disponíveis para a maioria dos cientistas universitários. Muitos governos concordaram em usar aquele relatório como a base autorizada para política do ambiente. O relatório, como tal, tem características positivas e negativas. Metodologicamente, o relatório confia profundamente em grandes modelos, e no seu interior os modelos de relatório são em grande parte verificados por comparação com outros modelos. Uma vez que os modelos são conhecidos por concordarem mais entre si do que com a Natureza (até mesmo depois de "afinados"), tal abordagem não parece promissora. Além do mais, vários dos participantes experimentaram pressões para enfatizar resultados que apoiam o cenário oficial e para suprimir outros resultados. Aquela pressão frequentemente foi eficaz, e uma consulta entre os participantes revelou discordância significativa deles em relação ao expresso no relatório final. Todavia, o corpo do relatório é extremamente ambíguo, e as ressalvas são numerosas. O relatório é antecedido por um resumo executivo escrito pelo editor, sir John Houghton, director do Instituto de Meteorologia do Reino Unido. O resumo não dá relevo à incerteza que prevalece em grande parte do relatório e tenta apresentar a expectativa de aquecimento significativo como resultado científico firmemente estabelecido. O resumo foi publicado como um documento separado, e é seguro dizer que os decisores governamentais lerão pouca coisa a mais do que o resumo. Com base no resumo, ouve-se frequentemente dizer que "centenas dos maiores cientistas do clima, de dúzias de países, todos concordaram que..." Não importa saber quem está de acordo, uma vez que os que citam o sumário insistem em avalizar os cenários mais extremistas. Devo acrescentar que a comunidade da climatologia, até aos anos mais recentes, era bastante pequena e estava concentrada nos Estados Unidos e na Europa, não em "dúzias de países".

Enquanto os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas estavam em elaboração, o Conselho de Investigação Nacional dos Estados Unidos foi incumbido de preparar uma síntese do estado actual do conhecimento sobre a mudança global do clima. O painel escolhido não era promissor. Quase nenhum membro da academia era especialista em climatologia. Realmente, só um cientista esteve directamente envolvido em estudos do clima, Stephen Schneider, que é um activista ambiental ardente. Também incluía três activistas ambientais profissionais, e foi chefiado pelo ex-senador, Dan Evans. O painel incluiu cientistas distintos e economistas fora da área de clima e, talvez por causa disto, o relatório emitido pelo Painel foi em geral correcto. O relatório concluiu que era carente a base científica para justificar uma acção dispendiosa, embora a prudência recomendasse que acções baratas mereceriam ser consideradas, ou feitas as que deveriam de qualquer modo ser feitas. Um subcomité do painel emitiu um relatório sobre a adaptação à mudança climática, o qual levou em conta até mesmo os cenários de aquecimento mais extremos, e afirmou que os Estados Unidos teriam pouca dificuldade de adaptação. Não surpreende que os ecologistas no Painel tenham influenciado fortemente o teor dos relatórios, mas não tendo conseguido impor completamente as suas opiniões, tentaram distanciar-se dos relatórios, ora renunciando ou emitindo opiniões dissidentes minoritárias. Igualmente não surpreende que o New York Times publicasse os relatórios daquele painel na página 46. Os temas nunca foram discutidos nos media – salvo em breves alegações de que os relatórios apoiavam uma visão catastrofista. Não obstante, os relatórios daquele Painel americano eram indicativos do cepticismo crescente relativo ao assunto do aquecimento global.

Realmente, o cepticismo emergente é notável sob muitos aspectos. Um dos protagonistas mais antigos da hipótese do aquecimento global, Roger Revelle, o falecido professor de ciências oceanográficas da Scripps Institution of Oceanography que iniciou a monitorização directa da concentração atmosférica do anidrido carbónico durante o Ano Geofísico Internacional (1958), é co-autor com S. Fred Singer e Chauncy Starr de uma monografia a recomendar que a acção quanto ao aquecimento global seja adiada por falta de base científica adequada. Outro defensor activo da hipótese de aquecimento global, Michael McElroy, chefe do Department of Earth and Planetary Sciences em Harvard, escreveu recentemente um artigo onde reconhece que os modelos existentes não podem ser usados para prever o clima.

Seria razoável esperar que tal cepticismo crescente tivesse mais influência sobre o debate público, mas a insistência na "unanimidade científica" continua e não diminui. Às vezes, aquela insistência adquire algumas formas estranhas. Há mais de um ano, Robert White que chefiou a U.S. Weather Bureau e é actualmente o presidente da Academia Nacional de Engenharia, escreveu um artigo para o Scientific American onde destacava que a questionável a base científica de previsões de aquecimento global era totalmente inadequada para justificar quaisquer acções dispendiosas. Declarou ele que se houvesse insistência em fazer algo, só se deveriam fazer coisas que de qualquer modo seriam feitas mesmo sem a ameaça do aquecimento. Após aquele artigo, Tom Wicker, colunista do New York Times e confidente do senador Gore escreveu uma nota na qual declarou que White havia recomendado acção imediata sobre o "aquecimento global." A minha própria experiência é semelhante. Num artigo, publicado em Audubon, Stephen Schneider declara que eu "admiti agora que algum aquecimento parece inevitável". Diferenças entre expectativas de mudanças medidas em alguns décimos de grau e aquecimento de vários graus são convenientemente escondidas. Karen White num artigo longo e laudatório de James Hansen no New York Times Sunday Magazine relatou que eu concordara em que haveria aquecimento, tendo "relutantemente dado uma estimativa de 1,2 graus''. Isso era, é claro, uma inverdade.

Mais recentemente testemunhei numa audiência do Senado conduzida pelo senador Al Gore. Desenrolava-se ali uma discussão abstracta sobre o vapor de água na troposfera superior. Dois anos antes eu salientara que, se a fonte de vapor de água naquela área nas regiões tropicais fossem nuvens espessas, então o aquecimento superficial seria acompanhado por redução de vapor de água em camadas de nível superior. Investigação subsequente estabeleceu que deve haver uma fonte adicional — amplamente atribuída a cristais de gelo libertados por essas nuvens espessas. Eu notei que aquela fonte muito provavelmente diminuía a humidade numa atmosfera mais morna. Ambos invertem processos de rectroalimentação os quais tornam-se negativos em lugar de positivos. O senador Al Gore perguntou se eu rejeitava agora minha sugestão de dois anos atrás como sendo factor principal. Eu respondi que sim. Al Gore chamou o escrivão para anotar que eu tinha retractado as minhas objecções ao "aquecimento global". No debate que se seguiu, envolvendo principalmente outros participantes na audiência, foi dito a Al Gore que ele estava a confundir os assuntos. Porém, logo depois disso Tom Wicker publicou um artigo no New York Times em que afirma ter-me retractado da minha oposição à hipótese do aquecimento global e que isto confirmava a necessidade de acção imediata para restringir a ameaça iminente. Escrevi uma carta ao Times em que protestei por a minha posição ter sido grosseiramente falseada e, após um mês de espera, a minha carta foi publicada. O senador Al Gore, todavia, voltou a afirmar no seu livro que eu me retractara das objecções científicas ao cenário de aquecimento catastrófico e também adverte outros cientistas, que duvidam do cenário do aquecimento global, que estão a prejudicar a humanidade.

QUALQUER CIENTISTA SERVE

Por que há tal insistência na unanimidade científica no assunto do aquecimento global? Afinal de contas, a unanimidade em ciência é virtualmente inexistente em assuntos menos complexos. Unanimidade em um assunto tão incerto quanto o do aquecimento global seria surpreendente e levanta suspeitas. Além disso, por que são procuradas as opiniões de cientistas de outros campos que não o da climatologia? Raramente são pedidas opiniões de biólogos e de médicos sobre alguma teoria da física de alta energia. Aparentemente, quando se trata de "aquecimento global'' qualquer cientista serve.

A resposta a estas questões está quase seguramente na política. Por exemplo, na Cimeira da Terra, realizada no Rio, foram ensaiadas propostas para negociar acordos internacionais sobre a emissão de anidrido carbónico. É certo que os custos e implicações de tais acordos seriam profundos para países industrializados e países em desenvolvimento. Dadas as circunstâncias, seria muito arriscado para os políticos fazer tais acordos a menos que os cientistas "insistissem" neles. Não obstante, a situação provavelmente é bem mais complicada que a que se sugere.

[*] Professor Titular de Meteorologia do Massachusetts Institute of Technology. Foi colaborador proeminente do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) e o principal responsável dos "Assessment Report" – pedra basilar dos relatórios quinquenais do IPCC. Renunciou a essa colaboração perante a falta de ética do núcleo central de decisão do IPCC. Este publicou textos não aprovados pelo grupo de climatologistas responsáveis pela componente científica dos documentos oficiais. Muito especialmente insurgiu-se com a afirmação "da prova discernível da intervenção humana nas alterações climáticas" quando os cientistas apontavam exactamente para a falta de provas e salientavam as muitas incertezas na matéria. A sua voz é regularmente ouvida nas comissões científicas do Congresso dos Estados Unidos. É membro da Academia das Ciências dos EUA. O autor tem uma vastíssima obra publicada, tanto em livros como em revistas e jornais. Ver nota em http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Lindzen

O original encontra-se em http://www.cato.org/pubs/regulation/reg15n2j.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

 

Este artigo já tem uns anos mas é de divulgar!

publicado por portuga-coruche às 13:47
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4 comentários:
De Alberto a 20 de Janeiro de 2012 às 13:05
Muito certo. Clarifico que na minha opinião os ambientalistas são por regra um bando de bétinhos e como aqui é bem descrito todo esse movimento assenta em motivos sinistros. Al Gore e um filme á la holliwood fica bem na sic noticias e por aí fora...
Como dizem os académicos nas citações que publicou quem quer dar o debate como acabado seja para que lado for é anti-cientifico e é bem mais fácil fazer modelos de computador no quentinho do que ir para a rua medir o que realmente se passa. O agora defunto V. Havel diz que o ambientalismo é o maior inimigo à prosperidade do homem, e parece ser esse o mote dado por esta corrente de que está tudo bem e a subida da concentração de CO2 na atmosfera (aumenta o crescimento das plantas o que também aumenta a transferência de C dos solos para a atmosfera) não passa de progresso humano, aqui eu tenho sérias duvidas. Aquilo que assistimos é uma espécie de arraial de obscurantismo e desinformação vinculado pelos media (jornalistas e ambientalistas são muitos parecidos) enquanto os ricaços ficam ainda mais ricaços à custa de mão de obra semi-escrava no oriente e por aqui as incertezas são mais que muitas, certamente em Portugal.
Para terminar queria dizer que também eu sou teoricamente a favor de centrais nucleares para gerar eletricidade e não tenho qualquer duvida que o futuro passa por aí, mas na pratica sou contra porque se elas existissem hoje em Portugal apenas serviria para em vez de um catroga serem dez e nada trariam ao desenvolvimento sustentado do país.
Cumprimentos
De Alberto a 21 de Janeiro de 2012 às 00:09
VIII. Will we have forest carbon sinks in the
future?
It is not in doubt that newly established young forests will
continue to be C sinks for the foreseeable future. The key
question is whether the mature forests that are C sinks today
will continue to be sinks as the climate changes. The C balance
is particularly vulnerable because the balance is the small
difference between a large input and a large output of C. If the
input diminishes, or the output increases, as a result of global
climate change, a C sink may diminish to zero and the forest
may become a C source. Forest ecosystem models (e.g.
Churkina et al., 2003) indicate that the additional terrestrial
sink arising from global climate change is likely to be maintained
in the short term (over several decades), but may gradually
diminish in the medium term. One reason for this is that the
capacity of some forests to sequester C may be approached;
another is that photosynthesis will increase less as the [CO 2 ]
concentration continues to rise, whereas respiration is expected
to continue to increase with the rise in temperature. The
balance between forest photosynthesis and respiration is
crucially dependent on the nutrient dynamics of the forest
ecosystem, as well as on other environmental variables. Simplistic
models forecasting that stand photosynthesis will be overtaken
by stand respiration, purely on the basis of short-term responses
of photosynthesis to [CO 2 ] and respiration to temperature,
should be treated with great caution. Because of current
limitations on our understanding with respect to acclimation
of the physiological processes, the climatic constraints, and feedbacks among these processes – particularly those acting at
the biome scale – projections of C-sink strengths beyond a few
decades are highly uncertain.

Riitta Hyvönen , Göran I. Ågren, Sune Linder, Tryggve Persson, M. Francesca Cotrufo, Alf Ekblad, Michael Freeman, Achim Grelle, Ivan A Janssens, Paul G. Jarvis, Seppo Kellomäki, Anders Lindroth, Denis Loustau, Tomas Lundmark, Richard J. Norby, Ram Oren, Kim Pilegaard, Michael G. Ryan, Bjarni D. Sigurdsson, Monika Strömgren, Marcel van Oijen and Göran Wallin

New Phytologist (2007) 173: 463-480
De Voyance serieuse a 21 de Janeiro de 2012 às 10:54
Olá,
Encontrei o seu site há alguns dias, francamente quero felicitá-lo, é muito diversificada e muito completo. Desejo-lhe boa sorte, você está fazendo um ótimo trabalho, bravo, e obrigado a dedicar tempo e permitem-nos descobrir um monte de coisas.

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